Filmes e Peças


Os desafios da dublagem de “A Bela e a Fera”

//Por Kaio Rodrigues - quinta-feira, 13 de abril de 2017 às 15:47


O público brasileiro tem uma forte relação com as versões dubladas de filmes, principalmente aqueles ligados ao universo infantil. Com a chegada de A Bela e a Fera aos cinemas, estrelado por ninguém menos que Emma Watson, o Potterish conversou com a atriz e o diretor de dublagem do live-action da Disney, Giulia Nadruz e Rodrigo Andreatto, que estão muito orgulhosos do trabalho que fizeram.

Por Kaio Rodrigues

Rodrigo, que dubla há 24 anos, chegou até a emprestar sua voz ao nosso querido Rony Weasley em um dos jogos baseados no Mundo Bruxo de J.K. Rowling. Ele reconhece que cada trabalho é diferente e desafiador, mas quando foi convidado a dirigir a dublagem de A Bela e a Fera, sabia que as dificuldades iriam além: “Para honrar a animação na qual o filme foi inspirado, tentamos manter ao máximo as referências. Qualquer mudança visível na tela foi proposital, feita depois de muito debate.”

Para Giulia, acostumada ao teatro musical, a missão ia além: substituir a dubladora anterior de Watson, que, por não cantar, sequer chegou a ser considerada para o papel de Bela. “A Disney tem se empenhado para buscar profissionais que façam tudo na dublagem, evitando uma disparidade entre os diálogos e os números musicais”, explica Giulia, que admira o trabalho de Luisa Palomanes. “Os fãs ficaram decepcionados por ela não ter dublado o filme, e eu super compreendo. Mas a gente tem que se adequar às mudanças.”

Coincidentemente, a atriz nasceu em 1991, ano em que o clássico francês do século XVIII chegou às telas pela primeira vez. “Quando fui convidada para fazer um teste de voz e descobri que era para A Bela e a Fera, quase tive um piripaque”, relembra.

Andreatto não precisou de teste. Desde 2012, ele é o responsável pela dublagem de (quase) todos os longa-metragens da Disney, e apesar da jornada árdua de trabalho, nada diminui sua empolgação pela profissão, que “dispensa qualquer vaidade”. Diferente dos atores, que só têm acesso às próprias falas e gravam trechos muitos pequenos por vez, o diretor de dublagem recebe uma cópia completa do filme. Ainda que em uma qualidade baixíssima e cheia de marcas d’água, é ela que norteia todo o trabalho. “A importância da direção é justamente conseguir passar para quem está dublando tudo o que o ator precisa saber para entrar no personagem”, explica Rodrigo. “Assisti ao filme 5 ou 6 vezes antes de gravar.”

Ao contrário dos demais live-actions da Disney, A Bela e a Fera não foi dublado no Rio de Janeiro. Para manter os vozeiros idênticos aos originais, no estúdio paulistano um aparato especial chegou a ser montado para a captação dos ruídos externos das cenas. Mas o maior cuidado mesmo era com o timbre da interpretação em diálogos e canções, gravados em momentos e espaços físicos diferentes:

“Precisávamos causar a sensação de que o personagem estava conversando e de repente saiu cantando, na mesma emoção. Era uma preocupação muito grande minha, porque estou cansado de ver musicais onde a voz do ator muda, assim como a entonação e a interpretação.”

Para evitar esse tipo de problema, Rodrigo manteve contato diário com o diretor musical da versão brasileira, Nandu Valverde.

E falando sobre dificuldades, qual teria sido o personagem mais difícil de dublar? Hm… A Fera? Não! Para Andreatto, o maior desafio foi adaptar Maurice, o pai da Bela, “porque a interpretação original de Kevin Kline é muito boa, cheia de nuances”. E surpreendentemente, talvez o trabalho mais fácil tenha sido com Giulia: “Ela é muito doce, mas muito firme, exatamente como a Bela. Com os outros personagens, precisei ficar de olho no modo de falar e nos sotaques.”

Essa atenção especial a trejeitos e formas de falar, assim como a preocupação com técnicas e inovações, representa um avanço significativo na dublagem brasileira. Para Giulia, o preciosismo da Disney tem sido fundamental: “Eu considero a dublagem brasileira uma das melhores do mundo, senão a melhor”. Segundo Rodrigo, as sementes para tudo isso começaram a ser plantadas nos anos 1990: “Eu comecei numa época em que os filmes eram gravados por adultos imitando vozes infantis. Fiz parte de uma das primeiras turmas de crianças que dublavam.”

Após mais de um mês em uma rotina intensa de gravações, Giulia já planeja novos trabalhos e sonha com o dia em que poderá encenar seu próprio filme. Já Rodrigo está a todo vapor! Com ares de mistério, fala sobre os próximos longas que dirigirá: “Um é a sequência de uma animação que já tem dois filmes anteriores. Até já gravamos. E outro é uma animação nova, um musical. São desafiadores, mas eu adoro. É o que escolhi para minha vida.”

Dirigido por Bill Condon, A Bela e a Fera chegou às telas em 16 de março e ainda está em cartaz! Se você ainda não assistiu à versão dublada, o que está esperando?!

Kaio Rodrigues é estudante de Letras da UERJ, colunista do Potterish e editor da Seção Granger.

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“Animais Fantásticos e Onde Habitam” ganha quatro prêmios no Three Empire Awards

//Por Ana Beatriz Fontes - segunda-feira, 20 de março de 2017 às 21:37


Animais Fantásticos e Onde Habitam faturou o prêmio Three Empire Award 2017 em quatro categorias: Melhor Figurino, Melhor Cabelo e Maquiagem, Melhor Design de Produção e Melhor Ator.

O filme ainda estava concorrendo em outras duas: Melhor Filme Britânico, perdendo para Eu, Daniel Blake, e Melhor Efeito Visual, onde Doutor Estranho foi o escolhido.

Organizado pela Empire Magazine, a maior revista britânica de filmes e entretenimento, a premiação escolhe os vencedores por meio do voto popular.

Dirigido por David Yates com roteiro original de J.K. Rowling, as versões em Bluray e em DVD de Animais Fantásticos e Onde Habitam chegam às prateleiras das lojas brasileiras no dia 4 de abril.

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Pottermore apresenta novos Animais Fantásticos

//Por Aline Michel - quarta-feira, 15 de março de 2017 às 17:01


Em comemoração à reedição de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o Pottermore, coração digital do Mundo Bruxo de J.K. Rowling, divulgou artes conceituais de seis criaturas inéditas presentes no livro.

Um dos animais, já conhecido pelos fãs que foram aos cinemas em novembro, é o Pássaro-Trovão. Nas mãos de Andy Singleton, ele ganhou uma ilustração que simula papel em 3D:

“O Pássaro-trovão é conhecido por sua majestosa aparência e o poder de criar tempestades quando voa. Aqui a tempestade foi criada através de camadas de papel, e você pode notar as múltiplas asas do pássaro.”

Para conhecer o Esconde-Esconde, a Serpente Chifruda, o Gato Pumarona, o Snallygaster e o Hodag, visite o Pottermore!

A nova edição de Animais Fantásticos e Onde Habitam, assim como o audio livro narrado por Eddie Redmayne (Newt Scamander), já estão à venda em inglês na loja virtual do Pottermore. No Brasil, a Editora Rocco trará a edição traduzida no próximo mês de maio.

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“Cursed Child” bate novo recorde em nomeações para prêmio

//Por Aline Michel - segunda-feira, 06 de março de 2017 às 15:00


Foi divulgada hoje a lista de nomeados ao prêmio Olivier Awards e Harry Potter e a Criança Amaldiçoada mostrou-se mais uma vez ser um sucesso de crítica.

A peça foi nomeada em 11 categorias, inclusive melhor peça. Esse é um recorde de nomeações para o prêmio. Essa é a segunda vez que a peça bate tal recorde, a primeira sendo no WhatsOnStage Awards.

Confira abaixo as categorias em que a peça está concorrendo:
– Destaque em música
– Melhor coreografia de teatro
– Melhor iluminação
– Design
– Melhor design de som
– Melhor design de figurino
– Melhor design de cenário
– Melhor ator coadjuvante (Anthony Boyle, como Escórpio Malfoy)
– Melhor atriz coadjuvante (Noma Dumezweni, como Hermione Granger)
– Melhor ator (Jamie Parker, como Harry Potter)
– Melhor diretor (John Tiffany)
– Melhor peça nova

O Olivier Awards é uma renomada premiação do teatro britânico, que teve sua origem em 1976. A cerimônia de entre dos prêmios será no dia 9 de abril, no Royal Albert Hall em Londres. Fique de olho no Potterish para mais novidades!

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Novo clipe do audiolivro de “Animais Fantásticos” está disponível

//Por Aline Michel - domingo, 05 de março de 2017 às 06:48


Um novo clipe da narração de Eddie Redmayne para o audiolivro de Animais Fantásticos e Onde Habitam foi divulgado pela ET.

O Pottermore havia divulgado em janeiro desse ano a publicação do audiolivro com narração feita pelo ator que da vida à Newt Scamander no filme. O material de divulgação incluia um vídeo de Eddie Redmayne narrando parte do livro. A notícia, publicada pelo Potterish, você pode conferir aqui.

No novo clipe, podemos apenas escutar a voz de Eddie. No trecho divulgado, ele fala sobre o registro do Basilisco na nova edição atualizada do livro de Hogwarts. A descrição de Newt sobre a criatura mostra a paixão do personagem pelo tema e é acompanhada por efeitos de áudio que fazem com que o leitor imerja na história.

Confira o áudio abaixo:

O audiolivro de Animais Fantásticos e Onde Habitam será lançado em 14 de março de 2017.

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Cena inédita de “Animais Fantásticos” mostra criatura nunca antes vista

//Por Pedro Martins - sábado, 04 de março de 2017 às 14:49


A MTV do Reino Unido divulgou neste sábado, 04, uma cena inédita de Animais Fantásticos e Onde Habitam. A novidade da vez é o Farosutil, uma serpente de três cabeças cortada da versão do filme que foi aos cinemas.

“Cada uma das cabeças do faro sutil tem uma finalidade diferente. A da esquerda (para o bruxo que está de frente para a cobra) é a que planeja. Decide aonde ele deve ir e o que deve fazer a seguir. A cabeça do meio é a que sonha (o farosutil pode permanecer parado durante dias seguidos, perdido em visões e devaneios gloriosos). A cabeça da direita é a que critica e avalia os esforços das cabeças da esquerda e da direita com um silvo contínuo e irritante. As presas da cabeça direita são extremamente venenosas. Este animal raramente alcança uma idade avançada uma vez que as cabeças tendem a se atacar mutuamente. É comum ser avistado sem a cabeça direita porque as outras duas se juntaram para arrancá-la. O farosutil põe ovos pela boca, o único animal mágico capaz desse feito.” – Extraído do livro-texto publicado em 2001.

Dirigido por David Yates e produzido por David Yates, Animais Fantásticos e Onde Habitam marcou a estreia de J.K. Rowling como roteirista e deve chegar às prateleiras em DVD e BluRay no próximo 4 de abril.

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“Animais Fantásticos e Onde Habitam” recebe seis indicações no Saturn Awards

//Por Ana Beatriz Fontes - quinta-feira, 02 de março de 2017 às 20:11


”Animais Fantásticos e Onde Habitam” foi indicado em seis categorias no Saturn Awards: Melhor Filme de Fantasia, Melhor Ator Coadjuvante em Filme (Dan Fogler), Melhor Design de Produção em Filme (Stuart Craig), Melhor Música de Filme, Melhor Figurinista (Colleen Atwood), Melhor Efeitos Visuais de Filme (Tim Burke, Christian Manz e David Watkins).

A organização Saturn Awards é parte de Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror dos Estados Unidos, uma corporação fundada em 1972. As premiações ocorrerão dia 28 de Junho na California.

Animais Fantásticos foi um dos filmes com mais indicações, com mesma quantidade de A Chegada e Mogli: O Menino Lobo. Somente filmes ficaram na sua frente: Rogue One: Uma História Star Wars, Doutor Estranho e Capitão América: Guerra Civil.

Confira a lista completa das indicações de filmes na extensão da notícia.

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“Animais Fantásticos” ganha Oscar de Melhor Figurino

//Por Beatriz Souza - segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 às 00:20


Pela primeira vez em 16 anos, um filme do Mundo Bruxo de J.K. Rowling faturou um Oscar! A responsável pelo Melhor Figurino, Collen Atwood, chegou a fazer mais de mil roupas para o longa.

Animais Fantásticos também foi indicado a Melhor Design de Produção, mas perdeu para La La Land: Cantando Estações.

Leia aqui uma entrevista de Colleen Atwood sobre a criação dos figurinos de Animais Fantásticos.

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Colleen Atwood explica a criação do figurino de Animais Fantásticos

//Por Ana Beatriz Fontes - quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 às 23:38


A figurinista de Animais Fantásticos e Onde Habitam, Colleen Atwood, deu uma entrevista na semana anterior à revista Vanity Fair sobre o processo de criação das roupas para o elenco principal do filme.

O maior desafio de Atwood, segundo a mesma, foi criar a aparência de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Como ele é realmente a nova cara do filme, a aparência que ela escolhesse duraria muitos anos. Além disso, no filme não havia muitas trocas de roupas. Então, a roupa de Newt tinha que dizer quem ele era muito rapidamente, porque não tinham vários figurinos para representarem aos poucos o seu caráter.

“Ele deveria ser capaz de se levantar e abaixar velozmente e fazer muitas coisas naquele casaco”, explicou Atwood. “Eu senti como se ele fosse um pássaro ou um de seus animais fantásticos. Eu queria que ele parecesse normal no mundo para passar despercebido, mas que fosse também excepcional de um modo sutil”.

No total, Atwood estima que ela tenha criado mais de 1.000 roupas para o filme, precisando coletar itens da Itália, Los Angeles, Nova Iorque, Inglaterra, França, entre outros.

A tradução da entrevista completa você pode conferir na extensão da notícia.

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“Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” ganha 8 prêmios

//Por Paola Galiano - segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 às 20:06


A peça “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada” bateu recorde e foi premiada em 8 categorias no WhatsOnStage Awards, que ocorreu nesse domingo, 19.

Confira abaixo a lista de todos os prêmios recebidos:

Melhor design de iluminação – Neil Austin
Melhor design de cenário – Christine Jones
Melhor desing de vídeo – Finn Ross e Ash Woodward
Melhor ator em uma peça – Jamie Parker (interpretando Harry Potter)
Melhor nova peça
Melhor direção – John Tiffany
Melhor ator coadjuvante em uma peça – Anthony Boyle (interpretando Scorpius Malfoy)
Melhor atriz coadjuvante em uma peça – Noma Dumezweni (interpretando Hermione Granger)

Conforme publicado aqui no Potterish anteriormente, a peça tinha 11 indicações para essa premiação, um recorde na história do WhatsOnStage Awards.

Os vencedores do WhatsOnStage Awards foram eleitos pela audiência, através de votação pela internet.

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