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Os cinco papéis mais marcantes de Alan Rickman nos cinemas

A franquia Harry Potter teve um elenco de invejar qualquer produção de Hollywood. Eram atores veteranos, em papéis coadjuvantes, chegando pela primeira vez ao público internacional e jovem. Dentre eles, um dos que mais marcou o coração dos fãs é Alan Rickman, que deu vida a Severo Snape e faleceu em 2016. Hoje, ele faria 72 anos e, em comemoração, o Potterish lista seus cinco papéis mais marcantes nas telonas. Confira!

Alan Rickman como Hans Gruber.

Hans Gruber em Duro de Matar (1988)

Foi depois de assistir a Alan Rickman em uma apresentação na Broadway que os produtores perceberam que ele era perfeito para o papel do vilão Hans Gruber no que se tornaria um dos filmes de ação mais conhecidos do cinema americano. Seu personagem é um homem calculista, chefe de um grupo terrorista alemão que invade o prédio de uma empresa com a intenção de roubar 640 milhões de dólares.

Primeiro trabalho de Rickman no cinema, Duro de Matar foi elogiado pela crítica e fez com que o mundo conhecesse aquele homem de voz ameaçadora e olhar implacável que logo se tornaria um dos mais respeitados atores britânicos.

Alan Rickman como o Xerife de Nottingham.

Xerife de Nottingham em Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões (1991)

Em 1991, Alan Rickman adicionava mais um vilão à sua persona fílmica. Nesta aventura medieval inspirada no clássico mito inglês, o xerife de Nottingham está disposto a fazer de tudo para que o rei Ricardo (Sean Connery) não volte ao trono. Despretensioso e divertido, Alan confere certa graça ao filme devido à sua atuação afetada.

Alan Rickman como o Coronel Brandon.

Coronel Brandon em Razão e Sensibilidade (1995)

Na adaptação do clássico de Jane Austen para o cinema, Alan Rickman atua com Emma Thompson (Sibila Trelawney) e Imelda Staunton (Dolores Umbridge).

Em meio a dificuldades financeiras, as irmãs Dashwood precisam lidar com o amor na sociedade do século XIX, obcecada pelo status social dos matrimônios. O coronel Brandon, interpretado por Rickman, é um homem de posses muito gentil. A fala mansa tão característica do ator funciona perfeitamente para um homem cuja história não é das mais felizes: ele se apaixona por Marianne (Kate Winslet) e assiste à jovem viver um romance com outro homem mais jovem do que ele.

Alan Rickman como Harry.

Harry em Simplesmente Amor (2003)

Repetindo a parceria com Emma Thompson, Alan Rickman é Harry em Simplesmente Amor, lançado no intervalo entre A Câmara Secreta e O Prisioneiro de Azkaban. Uma comédia romântica de Natal com dez tramas distintas mostradas paralelamente.

Harry tem uma roupagem diferente da persona fílmica de Alan Rickman. Trata-se de um homem comum, contemporâneo, que passa a ter interesse por sua secretária. Enquanto isso, sua esposa Karen, interpretada por Emma Thompson, sofre ao desconfiar da traição.

Alan Rickman como o Juiz Turpin.

Juiz Turpin em Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

Neste musical de Tim Burton, Alan Rickman solta a voz ao lado de Johnny Depp e dos colegas de Harry Potter, Helena Bonham Carter (Belatriz), Timothy Spall (Rabicho) e Jamie Campbell Bower (jovem Grindelwald).

O filme conta a história de Benjamin, que sob o pseudônimo de Sweeney Todd volta a Londres atrás de vingança após passar quinze anos longe da família por causa do juiz vivido por Alan Rickman, que planejou a acusação do homem a fim de tomar sua esposa. Junto à confeiteira vivida por Bonham Carter, Sweeney Todd comete crimes na cadeira de uma barbearia e transforma suas vítimas em tortas que se tornam a grande sensação da cidade. Era mais um vilão para a coleção de Alan Rickman, que tornou a ambiguidade de Severo Snape ainda expressiva.

A crítica aprovou o filme, elogiando a direção, as atuações e o design de produção, mesmo destacando a dificuldade do espectador em se afeiçoar emocionalmente à história.

Bônus:

Alan Rickman em Momento de Afeto.

Alan Rickman também dirigiu dois filmes em sua carreira. Em 1997, dirigiu Emma Thompson em Momento de Afeto (1998), que narra a história de uma viúva determinada a deixar a Escócia com seu filho, mas recebe uma visita inesperada de sua mãe, que reaviva sentimentos outrora esquecidos. Seu filho, por sua vez, se encontra no momento conturbado do seu despertar sexual. Trata-se de um filme que traz reflexões acerca da morte, utilizando o cenário frio da Escócia como analogia para a história de seus personagens.

Alan Rickman como o Rei Luís XIV.

Em 2014, Alan lançou sua segunda direção: Um Pouco de Caos, estrelado por ele e por Kate Winslet, de Razão e Sensibilidade. O filme narra a história de dois paisagistas que são incumbidos pelo Rei Luís XIV, vivido por Rickman, de projetar os jardins do Palácio de Versalhes. Com críticas mistas, a obra recebeu elogios principalmente pela capacidade da direção de obter um ótimo desempenho dos seus atores.

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