Aniversários ︎◆ Listas ︎◆ Personagens

Os dez momentos mais vilanescos e heróicos de Severo Snape

Se o mundo não se divide entre luz e trevas, Severo Snape tampouco. Ao longo de sua vida, o Professor teve ambos momentos de bravura e crueldade. No dia em que ele completaria 58 anos, selecionamos os ápices de suas atitudes heróicas e cruéis.

Para conferir a lista, acesse a extensão desse post.

Por Beatriz Franco e Gabriela Benevides

1. As muitas vezes em que ele arriscou a própria vida para salvar Harry Potter

Severo Snape surpreendeu a todos ao revelar suas lembranças relacionadas à Lílian Potter. Mesmo que por motivos não tão nobres, tornam-se inegáveis as muitas vezes em que ele arriscou a própria vida para reestabelecer a paz no Mundo Bruxo e proteger Harry Potter, desde quando ele salvou o garoto da azaração de Quirrell, durante seu primeiro jogo de quadribol, até quando ele guiou para que o menino encontrasse a Espada de Grifinória.

“Você tem os olhos da sua mãe.”

2. Quando ele quis salvar Lílian ignorando outras duas vidas inocentes

Severo Snape desempenhou grande papel na salvação do Mundo Bruxo. Inicialmente, no entanto, sua intenção era puramente egoísta:
“– Se ela significa tanto para você – disse Dumbledore –, certamente Lorde Voldemort irá poupá-la, não? Você não poderia pedir a ele misericórdia para a mãe em troca do filho?
– Pedi… pedi a ele…
– Você me dá nojo – disse Dumbledore, e Harry nunca ouvira tanto desprezo em sua voz.
Snape pareceu se encolher um pouco.
– Você não se importa, então, com as mortes do marido e do filho dela? Eles podem morrer desde que você tenha o que quer?
Snape não disse nada, apenas ergueu os olhos para Dumbledore.
– Esconda-os todos, então – falou rouco. – Mantenha ela… eles… em segurança. Por favor.”

Harry Potter e as Relíquias da Morte

3. Quando ele desafiou Dolores Umbridge

Estar frente à frente da temida Alta Inquisidora de Hogwarts, e responder suas provocações à altura não é para qualquer um. Mas Snape nos deu a satisfação de vê-la tratada com o sarcasmo e a frieza que merecia:
“– Agora… há quanto tempo você está ensinando em Hogwarts? – perguntou ela, com a pena em posição sobre a prancheta.
– Catorze anos. – A expressão de Snape era indefinível. […]
– Você se candidatou primeiro ao cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, não foi? – perguntou a professora a Snape.
– Foi – respondeu ele em voz baixa.
– Mas não foi aceito?
O lábio de Snape se crispou.
– É óbvio.
A Profa. Umbridge fez uma anotação na prancheta.
– E você tem se candidatado regularmente àquele cargo desde que foi admitido na escola?
– Sim – respondeu Snape, quase sem mover os lábios, a voz baixa. Parecia muito irritado.
– Tem alguma ideia por que Dumbledore tem se recusado consistentemente a nomeá-lo? – perguntou Umbridge.
– Sugiro que pergunte a ele – respondeu Snape aos arrancos.”

Harry Potter e a Ordem da Fênix

4. As vezes em que ele foi cruel com Neville e permitiu que torturassem crianças

Impaciente e por vezes cruel, Snape se tornou o maior medo de Neville Longbottom. O fato de um professor lhe amedrontar mais do que os bruxos que torturaram seus pais até a loucura diz bastante, não?
No terceiro ano, ele fez Neville testar uma poção em seu sapo avisando que, se o garoto tivesse preparado-a incorretamente, a mistura seria como veneno para Trevo. Quando o anfíbio bebeu a poção e não morreu, o Mestre de Poções tirou pontos da Grifinória por deduzir que Hermione havia ajudado Neville.

Fãs especulam que esse ódio pelo garoto se dá por sua relação com a profecia. Afinal, se Neville tivesse sido O Eleito, Lily permaneceria viva. De qualquer forma, é de extrema crueldade Snape descontar seu ressentimento naqueles que eram apenas bebês quando perderam seus pais para a guerra.

A insensibilidade do Professor chega ao extremo quando ele permite que os Comensais da Morte ordenem alunos do sétimo ano a praticarem a Maldição Cruciatus contra alunos do primeiro ano. Além da crueldade natural, trata-se da mesma Maldição que levou os pais de Neville à loucura, devido à dor insuportável causada pelo feitiço.

5. Quando ele protegeu o trio do lobisomem

Em O Prisioneiro de Azkaban, logo após a fuga de Pedro Pettigrew, Lupin se transforma em lobisomem sem aviso prévio. Usando seu corpo como escudo, Snape protege Harry, Rony e Hermione, quando poderia ter lançado um feitiço contra a fera, mas se expôs ao perigo de maneira instintiva. Isso ajuda a compreender por que Harry o considera o homem mais corajoso que já conheceu.

6. Quando ele revelou a licantropia de Lupin aos alunos

Embora Snape preparasse a complexa Poção de Acônito todos os meses para que a transformação de Lupin fosse mais branda, ele parecia desesperado em fazer com que toda Hogwarts descobrisse a verdadeira condição do Professor. Nas ocasiões em que substituiu o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, ele fez questão de ensinar aos alunos sobre licantropia:

“Ora, ora, ora, nunca pensei que um dia encontraria uma turma de terceiro ano que não soubesse reconhecer um lobisomem quando o visse. Vou fazer questão de informar ao Professor Dumbledore como estão atrasados.”

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Por fim, Snape fica enfurecido com a fuga de Sirius Black e revela para toda a Sonserina a licantropia de Lupin. Com isso, o Professor perde o único emprego que havia conseguido em toda sua vida.

7. Quando ele – mais uma vez – desafiou a Alta Inquisidora

A lealdade de Snape é novamente posta à prova quando Umbridge pede a poção Veritaserum para que os alunos não mintam durante o interrogatório. Ao se deparar com membros da Armada de Dumbledore feitos de prisioneiros, Snape mente calmamente para proteger a causa pela qual a Armada lutava:

“– Ah, Prof. Snape – disse Umbridge, abrindo um grande sorriso e se erguendo da mesa. – Sim, gostaria que me desse mais um frasco de Veritaserum, o mais depressa possível, por favor.
– A senhora trouxe o meu último frasco para interrogar Potter – informou ele, estudando-a calmamente através de suas cortinas de cabelos negros oleosos. – Certamente a senhora não o gastou todo? Eu a preveni que três gotas seriam suficientes.
Umbridge corou.
– O senhor pode preparar mais um pouco, não pode? – perguntou, sua voz mais meiga e mais infantil como sempre acontecia quando estava furiosa.
– Com certeza – respondeu Snape crispando os lábios. – Leva um ciclo de plenilúnio para maturar, portanto eu o terei pronto mais ou menos dentro de um mês.
– Um mês? – grasnou Umbridge, inchando como um sapo. – Um mês? Mas preciso para hoje à noite, Snape! Acabei de encontrar Potter usando a minha lareira para se comunicar com uma pessoa ou pessoas desconhecidas!
– Sério? – admirou-se Snape, mostrando seu primeiro e pálido sinal de interesse e se virando para Harry. – Bom, não me surpreende. Potter jamais manifestou grande respeito pelo regulamento da escola.”

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Frio e corajoso, de forma sutil o Professor aproveitou para debochar de Umbridge mais uma vez.

8. Quando ele utilizou o termo sangue-ruim

Sem piedade, Severo utilizava com frequência um dos piores termos para bruxos mestiços. Uma das vezes, com a própria Lílian:

“– Me desculpe.
– Não estou interessada.
– Me desculpe!
– Poupe seu fôlego.
Era noite. Lílian, de robe, estava parada de braços cruzados diante do retrato da Mulher Gorda, à entrada da Torre de Grifinória.
– Eu só saí porque Maria me disse que você estava ameaçando dormir aqui.
– Estava. Teria feito isso. Nunca quis chamar você de sangue ruim, simplesmente me…
– Escapou? – Não havia piedade na voz de Lílian. – É tarde demais. Há anos dou desculpas para o que você faz. Nenhum dos meus amigos consegue entender sequer por que falo com você. Você e seus preciosos amiguinhos Comensais da Morte: está vendo, você nem nega! Nem nega que é isso que vocês pretendem ser! Você mal pode esperar para se reunir a Você-Sabe-Quem, não é?
Ele abriu a boca, mas tornou a fechá-la sem falar.
– Não posso mais fingir. Você escolheu o seu caminho, eu escolhi o meu.
– Não… escute, eu não quis…
– … me chamar de sangue ruim? Mas você chama de sangue ruim todos que nasceram como eu, Severo. Por que eu seria diferente?”

Harry Potter e as Relíquias da Morte

9. Quando ele tentou impedir o retorno de Voldemort através de Quirrel

Em seu primeiro ano em Hogwarts, Harry ouve uma conversa agressiva entre Snape e Quirrell, o Professor aliado a Voldemort que buscava roubar a Pedra Filosofal. Mesmo não tendo sucesso, Snape tentou impedir o retorno do Lorde das Trevas:
“– Você já descobriu como passar por aquela fera do Hagrid?
– M… M… Mas, Severo, eu…
– Você não quer que eu seja seu inimigo, Quirrell – ameaçou Snape, dando um passo em direção a ele.
– N… N… Não sei o que você…
– Você sabe perfeitamente o que quero dizer.”

Harry Potter e a Pedra Filosofal
Ao perceber que o ataque do trasgo era uma distração, Snape corre para enfrentar Quirrell sozinho. Sua coragem, porém, lhe rende uma mordida severa na perna.

10. Quando ele praticava bullying com Hermione

Hermione sempre aproveitou o máximo das aulas em Hogwarts. Por isso, todos os professores a respeitavam. Menos Snape, que a chamava de irritante sabe-tudo e, por vezes, tratava a garota de forma fria, muitas vezes repletas de crueldade.

“– Furnunculus – berrou Harry.
– Densaugeo – berrou Malfoy.
Feixes de luz saíram de cada varinha, colidiram em pleno ar e ricochetearam em ângulo – o de Harry atingiu Goyle no rosto, e, o de Malfoy, Hermione. (…)
Harry se virou e viu Rony tirando a mão de Hermione do rosto. Não era uma visão agradável. Os dentes da frente da garota – que já eram maiores do que o normal – cresciam agora a um ritmo assustador; a cada minuto a garota se parecia mais com um castor, pois seus dentes se alongavam, ultrapassavam o lábio inferior em direção ao queixo – tomada de pânico, ela os apalpou e soltou um grito aterrorizado.
– E que barulheira é essa? – perguntou uma voz suave e letal. Snape chegara. […]
– Malfoy atingiu Hermione! – disse Rony – Olhe!
O garoto obrigou Hermione a mostrar os dentes a Snape – ela se esforçava ao máximo para escondê-los com as mãos, embora isso fosse difícil, porque agora tinham ultrapassado seu decote.
Snape olhou friamente para Hermione e disse:
– Não vejo diferença alguma.
Hermione deixou escapar um lamento, seus olhos se encheram de lágrimas, ela deu meia volta e correu, correu pelo corredor afora e desapareceu.”

Harry Potter e o Cálice de Fogo