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Um Chapéu Seletor em Westeros

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O mundo se rendeu à série televisiva mais aclamada do momento: Game of Thrones. Diferentemente de Harry Potter, que saltou dos livros para o cinema, a série de George R. R. Martin teve sua adaptação da literatura para a televisão, e vem fazendo estrondoso sucesso a cada novo episódio que vai ao ar.

Nossa colunista Débora Jacintho vem confessar que também se rendeu à nova saga. Ela, porém, não esquece Harry Potter jamais, e munida de seus conhecimentos sobre a série foi buscar características dos personagens de Game of Thrones para encaixá-los nas Casas de Hogwarts. E você? Concorda com ela? Não deixe de comentar, afinal – nós sabemos, vai – você também é fã!

ATENÇÃO: o texto a seguir contém algumas revelações sobre o enredo de Game of Thrones.

Confira a lista na extensão desse post.

Por Débora Jacintho

Misturar aspectos de universos de sagas diferentes é sempre interessante. Eu, por exemplo, adoro selecionar mentalmente personagens para as casas de Hogwarts. Então, o Chapéu Seletor viaja a Westeros a partir de agora!

ARYA STARK – GRIFINÓRIA

Arya é a terceira filha de Eddard e Catelyn Stark. Corajosa e valente, não se prende aos costumes e modos de se portar tradicionais de uma dama, prefere andar a cavalo e treinar lutas de espada. Com a fragmentação de sua família, que se iniciou com a morte de seu pai, Arya fugiu e jurou vingança por aqueles que fizeram mal a ela e a sua família. Ela é determinada e não se abate diante das dificuldades – elas a tornam mais forte. Desse modo, diversas características dignas dos grifinórios se manifestam em Arya: “ousadia, sangue-frio e nobreza” a preenchem por inteiro.

CERSEI LANNISTER – SONSERINA

Cersei é a irmã gêmea de Jaime Lannister, com quem tem um relacionamento incestuoso. Ela se mostra uma possível seguidora dos passos de Slytherin ao considerar a pureza do sangue extremamente essencial: todos seus filhos são fruto da relação com seu irmão, e ela mesma afirmou que os Lannister, para manter a pureza da linhagem, costumavam se casar entre si. Assim, apesar de ter se casado com Robert Baratheon, não teve filhos legítimos do rei. Além disso, Cersei vive em busca de poder e faz de tudo para conseguir o que quer, não importando as consequências; utiliza de quaisquer meios para atingir seus fins. Dessa forma, o Chapéu Seletor não teve dúvidas em selecioná-la para a Sonserina.

BRIENNE DE TARTH – LUFA-LUFA

Brienne é uma personagem que respira lealdade. Ela se torna leal a Catelyn Stark e é colocada como guarda de Jaime Lannister na missão de recuperar Sansa e Arya de Porto Real. No caminho, defende habilmente Jaime e procura entendê-lo, além de enxergá-lo como pessoa, muito mais do que como reflexo de suas ações. Brienne procura sempre fazer o que é justo, independente do custo e dos sacrifícios que a missão apresenta. Mesmo após o Casamento Vermelho, ela se dispõe a cumprir a promessa que fez a Catelyn e parte em busca de Sansa. Assim, faz jus de maneira completa às qualidades de um lufano: “seus moradores são justos e leais; pacientes, sinceros, sem medo da dor”.

DAENERYS TARGARYEN – GRIFINÓRIA

O Chapéu Seletor teve bastante dificuldade para selecionar Dany. Daenerys Nascida da Tormenta, por um lado, tem diversas características da casa de Godric Gryffindor, como sua coragem e determinação. É fiel aos seus princípios, confiante e inabalável. Por outro lado, a mãe dos dragões é detentora de uma sabedoria imensa, é cautelosa e estrategista. Não tem pressa, prefere que tudo esteja preparado de forma a enfrentar qualquer situação. Essas talvez seriam características corvinas. Khaleesi, forte como é, determinada e convicta de seus objetivos, provavelmente teria escolhido se o Chapéu lhe desse a opção. Certamente optaria pela Grifinória.

JON SNOW – CORVINAL

Jon Snow é filho bastardo de Ned Stark e serve a Patrulha da Noite. É bastante observador, desde quando ainda morava em Winterfell – mantinha-se um pouco afastado e tirava suas conclusões das pessoas e dos acontecimentos. É estrategista e não se contém em apenas receber ordens. Busca boas soluções para os problemas. Tem a mente sempre alerta e, mesmo em situações alarmantes (como a batalha da Muralha), mantém a calma e pensa em estratégias, apesar do desespero da liderança. Assim, o Chapéu o seleciona para a casa de Rowena Ravenclaw.

OBERYN MARTELL – GRIFINÓRIA

Conhecido como Víbora Vermelha, Oberyn é corajoso e destemido. Vai para Porto Real movido pelo desejo de vingança aos Lannisters, que foram responsáveis pela morte de sua irmã e de seus sobrinhos. Se oferece como Campeão de Tyrion para lutar com Montanha e obter sua vingança. Não tem medo da luta, tem confiança em si e em suas habilidades. Essa ousadia e coragem são marcas da Grifinória, e é pra lá que Oberyn é selecionado.

PETYR BAELISH – SONSERINA

Baelish nasceu em uma casa pequena e insignificante, e passou a maior parte de sua vida tentando ascender e se tornar algo a mais, em busca de poder e status. Ele é inteligente e ambicioso, além de ter o dom de arquitetar intrigas. É capaz de fazer qualquer coisa para almejar seus objetivos. Com certeza, é um “homem de astúcia que usa quaisquer meios para atingir os fins que antes colimou”, assim como são desejados os membros da casa de Salazar Slytherin.

SAMWELL TARLY – LUFA-LUFA

Sam, da Patrulha da Noite, mostra diversos sinais de lealdade, uma das características mais marcantes dos lufanos. Está sempre do lado de seus companheiros, procurando ajudar e dar apoio em qualquer situação. Ele é justo e sincero e não pensou duas vezes em salvar Goiva e seu filho, levando-os (a contragosto dos outros patrulheiros) à Muralha.

TYRION LANNISTER – CORVINAL

Tyrion é inteligente e estrategista. Por sua condição de anão, sempre buscou sabedoria e conhecimento para sobreviver. Lê bastante e usa sua inteligência como arma nas disputas e negociações; sempre tem um plano e procura lidar com as pessoas usando sua alta capacidade intelectual. Assim, podemos perceber aspectos que o tornam verdadeiro membro da casa de Rowena Ravenclaw, o espírito sem limites e a mente sempre alerta.

Débora Jacintho bem que tentou, mas Madame Pince não deixou que ela levasse os cinco volumes d’As Crônicas de Gelo e Fogo para a Torre da Corvinal.