#14: Os erros e acertos de Animais Fantásticos, com Thiego Novais e Yolanda Reis

#14: Os erros e acertos de Animais Fantásticos, com Thiego Novais e Yolanda Reis

Semanário dos Bruxos

Episódio 141h 00min16 de fev de 2021

🎙️ Episódio 14 · 1h 00min · 16 de fev de 2021

Após tantas polêmicas e adiamentos, ainda estamos animados com Animais Fantásticos? Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem Thiego Novais, apresentador do Observatório Potter, e Yolanda Reis, editora da Rolling Stone, para discutir os principais erros e acertos da franquia até o momento.

RESUMO DO EPISÓDIO

  • As falhas de J. K. Rowling como roteirista e David Yates como diretor
  • A substituição de Johnny Depp como Grindelwald
  • Hogwarts, Nagine, Minerva… Fan service ou não?
  • O que esperamos do 3º filme, no Brasil?
  • Credence e as boas mensagens sobre política e repressão

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Transcrição do Episódio

A transcrição abaixo foi gerada automaticamente e pode conter pequenos erros.

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Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E hoje a gente está aqui para discutir uma coisa muito polêmica, especialmente nos últimos meses, nos últimos tempos dentro do feno de Harry Potter, que é a franquia Animais Fantásticos.

Até agora, com dois filmes, anúncios do terceiro. O que que essa franquia tem de mais errado e o que que ela tem de mais… acertado, digamos assim. Isso é o que a gente vai discutir hoje.

E para conversar sobre esse assunto, a gente recebe aqui hoje o Tiago Novas, do canal Observatório Potter. Olá, pessoal. E a jornalista Yolanda Reis, editora do site da Rolling Stone. Oi, gente.

Então, gente, para começar a nossa conversa, eu queria saber de vocês, sem muitos detalhes, até porque a gente vai entrar mais a fundo em cada tópico mais para frente. Mas o quão animado vocês estão para o futuro de Animais Fantásticos? Para mim, a franquia Animais Fantásticos é uma grande incógnita no momento. A gente está naquela sensação de…

Já tivemos dois adiamentos do terceiro filme. A expectativa, querendo ou não, diminui um pouco do Santos, porque já vão ser quase quatro anos de um filme para o outro. Mas ainda assim, continua sendo aquele fã otimista que acredita na franquia, acredita que ela pode se recuperar, tanto em sentido de história, sentido de atuação, de tudo. Eu tenho fé ainda que essa franquia vai engrenar.

Nossa, o Tiago é uma pessoa de otimismo, né? Eu fico impressionada, ele tem uma vontade de viver, uma vontade de ser feliz, assim. Tem que acreditar em alguma coisa ainda. Olha, eu não estou muito animada, não.

Eu, para mim, não sei, já decepcionou o último, já me decepcionou. Então, para esse próximo, não estou muito animada, não. Vou assistir, mas é isso, né? Vamos ver o que vai dar.

Então, é uma coisa meio complexa no sentido de que eu estou na mesma vibe que a Yolanda, assim, no sentido de que não gostei do último filme, e aí eu acho que isso faz desendar as coisas, porque eu acho que era um filme importante, né? Para poder encaminhar a história. Mas a gente sempre pode contar com o fato de que fã é tudo trouxa, entendeu? E aí, às vezes, simplesmente, pô, sai um negócio, um trailer muito bacana e você fica animado de novo.

Então, assim, no momento, não estou animada para o filme, tenho medo. Mas eu acho que talvez a partir do momento que começar a sair coisas, eu posso ficar animada de novo. É, eu acho que vocês acabaram de me descrever, na realidade, né? Porque não estou animadíssimo, mas eu acho que eu não estou animadíssimo pelo simples fato de que não tem notícia, não tem nada.

Assim, que começar a sair as coisas, eu vou começar a surtar, enfim. É isso, né? Fã trouxa, bem cadelinha do mundo bruxo mesmo, fazer o quê? Mas, assim como vocês, não gostei muito do segundo filme, estava também com muito hype, assim como o Diego.

E em relação ao primeiro filme, né, gente? Então, vamos começar essa conversa, vamos começar do começo. Então, em relação ao primeiro filme, gente, o que vocês acharam desse filme quando vocês saíram do cinema e também quando vocês foram reassistir depois? Enfim, eu pergunto isso porque eu, particularmente, saí do cinema.

Acho que foi na primeira cabine, né, Marina? Acho que foi uns 15 dias antes, assim, de estrear. E aí, a gente saiu assim… Você também, tá, Marina?

Isso é mentira. Saímos assim… Nossa, Animais Fantásticos, você é melhor que Harry Potter. Cara, se isso não está gravado em nenhum lugar, não é verdade.

Se você não tem prova, não é verdade, porque eu não lembro, então eu não fiz. Fez? Não fiz. E aí, o que aconteceu?

Na semana seguinte, quando a gente foi na pré-estreia com os fãs, assim, que acho que foi algumas horas antes do filme estrear, acho que à tarde, sei lá, foi a segunda vez que eu assisti o filme, aí eu já perdi o interesse. Eu já não tinha mais muito interesse em assistir o filme. E aí foi isso, assim, quando eu fui assistindo pela segunda, pela terceira, ele foi ficando cada vez mais chato pra mim, basicamente, sabe? A gente também vai lá e vê um negócio 20 vezes, né?

Eu acho que, meu, isso faz totalmente diminuir o quanto você gosta do filme, o número de vezes que você assiste. Eu tenho essa sensação também, porque Animais Fantásticos e Onde Habito, acho que eu vi pelo menos umas 4, 5 vezes contando com pré-estreia, estreia. Mas assim, eu lembro que na época, você é bem sincero com vocês, na época, eu também saí do cinema encantado, mas também misturo um pouco do quê? Desse encanto, daquela felicidade em ver o mundo de Harry Potter de volta nos cinemas.

Então o primeiro pegou um pouco dessa nostalgia de ter o mundo de Harry Potter de volta nos cinemas, o símbolo da Warner ali com a musiquinha tema, tudo isso mexe muito com o coração de um fã que estava muito carente de Harry Potter. E isso foi um ponto positivo que para mim só valeu para a época da estreia, mas depois acaba virando um filme ok, entendeu? Eu, pessoalmente, eu estava também super hypado, também fui na cabine super feliz, eu saí, assim, maravilhada. Eu revi o filme há pouco tempo, alguns meses.

Eu não achei ele, assim, eu acho ele chato, mas eu acho ele muito bonito. Então eu acho que dá um bom equilíbrio no meu gosto, sabe? Eu acho que ainda gosto bastante desse filme, porque eu achei ele a coisa mais linda. E a gente sente que no Animais Santados de John De Ableton você tem um começo, meio e fim.

Você é um filme bem família, assim, é um filme muito engraçadinho por causa que você tem o foco nas criaturas mágicas, que para mim deveria ser o foco dessa franquia, né, pelo nome e tudo. Então você tem essa mistura de criaturas, da interação do Newt com as criaturas nesse primeiro filme. Para mim foi muito legal essa parte, e que deixou muito a desejar a partir já do segundo. Para mim a questão também é meio isso, assim.

Acho que eu gostei muito mais da primeira vez que eu vi, por ser esse retorno, para você, caramba, voltamos a esse mundo e vai ter mais coisa para surgir. Eu acho ele um filme legal. Eu não acho ele chato, acho ele divertido. Dá uma nota aí, Marina.

Putz, eram três estrelas, assim, tipo, bom. Três de cinco, ok, justo. É. Então, mas por chato, o que eu digo no sentido é, eu acho que ele é um filme muito bom, de modo geral.

Concordo com a Yolanda, ele é muito bonito, né? Ele é muito bonito, a trilha sonora é linda, é tudo lindo, assim, sabe? E o que mais me chama a atenção é que ele é um filme que tem um subtexto muito interessante, que é o subtexto daquela questão de que você não pode se reprimir, ou você não deve ser reprimido, porque senão aquilo dá merda, aquilo explode. Acho que isso tudo é muito legal, sabe?

Essa questão dos orfanatos em si, que é uma coisa que a J.K. Rowling milita muito, respeito disso, inclusive. Eu acho que o subtexto do filme é fantástico, sabe? Toda, não só isso, mas tudo.

Só que isso, beleza, eu acho isso legal, só que a história em si, ela não me cativou. Eu assisti uma vez, eu achei legal, eu fiquei surpreso, eu gostei do negócio lá do Graves Grindelwald, mas na segunda vez, pra mim, já não funciona mais, diferente de Harry Potter, porque parece que Harry Potter, pra mim, eu sei que tem toda a questão afetiva de criança e tudo mais, mas assim, parece que você consegue entrar naquela aventura e entrar nela como se fosse a primeira vez. Animais fantásticos, não, parece que perde realmente toda a magia, assim, você saber o filme já. Talvez a criança faça isso.

A gente assistiu Harry Potter numa época que normalmente a gente tinha muita idade dos protagonistas, pelo menos no meu caso, e acaba que você se identifica muito mais quando é um trio de criança, pra mim, né? Porque, não sei, pra ele ser um filme que começa a franquia, eu acho ele individual demais. Eu acho ele uma aventura muito específica, muito única. Mal conecta com o segundo, né, pra ser muito sincero, gente.

Exato, o que a gente tem que é a mesma coisa que leva pro segundo filme, é o Grindelwald no final, é o Credence, né, o plot dele. Que nem dá a entender que ele sobrevive também no primeiro. Exato. E os personagens, tá ligado?

É isso, sabe? Então, tipo, você não tem o resto dos animais que depois não tem relevância. Se os animais fossem ter relevância pra história no futuro, beleza, mas eles não têm, né? Eles são só fofos.

Fofo até eu sou, gente, tipo, e não dão filme, sabe? Eu acho também que outro ponto que pode cansar na história de Animais Fantásticos é que a história dele inteira é baseada em plot twist, né? E a gente não tem isso em Harry Potter. A história do Harry Potter tem um plano de fundo muito mais complexo do que a gente vai ter ali.

Então, quando você assiste a primeira vez, você fica realmente surpreso. Quando você assiste a segunda vez, você já entende, sabe? Toda vez que o filme fala Grindelwald, ele corta e mostra o Grindelwald. Você já sabendo?

Não sabe, não tem tanta graça assim. Eu acho ele muito enfadonho quando você já sabe tudo. A Marina mesmo falou do filme. Ele cumpre pra ser individual, mas parece que a franquia só começa a partir do segundo filme.

Isso que é complicado. Você não tem tempo nem de se apegar aos personagens. Eu me apeguei no primeiro filme muito mais ao Jacob, por exemplo, que é o não-med ali, que é o trouxa, que a gente se sente ali no lugar dele. Não quer esquecer o mundo bruxo.

Aquela cena é muito bonita. Eu gosto muito do Obliviate. É legal essa interação do Níodico Jacob. Mas sei lá, fica um ar de faltou algo ainda.

Não, tanto que eu acho que a maioria das críticas, inclusive, eu não sei quanto que ele está no Metacritics, enfim. A mais que o segundo, com certeza. Oda em 74% no Rotten Tomatoes. Pois é.

Eu lembro que na época a crítica falou muito bem dele, sabe? Vários críticos brasileiros, inclusive, Pablo Vilaça, por exemplo, acho que deu 5 estrelas pro filme, se não me engano. Sim, é verdade. O único veículo que deu uma estrela e que achou o filme ruim, se não me engano, foi A Folha.

E aí, beleza, os críticos gostaram, os fãs da primeira vez que assistiram gostaram, mas parece que ele envelheceu muito mal. Não é um filme que hoje em dia… Você pode ser super fã do mundo bruxo, porque você não vai ver um fã assistindo esse filme. Ninguém tem mais interesse.

Sabe o que eu acredito? O fã vê por interesse. Certo? Aquele fã que está começando agora, animais fantásticos, a nova franquia do mundo de Harry Potter.

Vai ver a primeira vez por interesse pra não ficar por fora das discussões. Só é aquela vez, né? Não sei. Mas vocês não acham que é um sentimento que a gente tem pós o segundo?

Assim, tipo, do primeiro filme? Não? Porque, nossa, ele não é, então… Eu não acho.

O segundo filme eu acho mais reassistível do que o primeiro, na realidade. Nossa, Deus me livre. Mas você sabe um ponto fraco pra mim da franquia? No geral, agora, pelo menos que a gente só tem dois filmes, né?

Dá pra falar da partida do terceiro. Um ponto fraco, pra mim, eu não gosto de filmes que se passam em um intervalo muito curto de tempo. Por exemplo, o que eu quero dizer assim, o Newt chega em Nova York e tudo acontece basicamente ali em dois dias, dois a três dias, né? Que seria…

Isso acontece a mesma coisa no Crimes de Grindelwald. Você tem aquela sensação que eles fazem tudo em três, quatro dias. E Harry Potter, você tinha aquela sensação de ver o ano passando. Chega o Natal, chega a neve, chega as folhas caindo lá do Salgueiro Lutador.

Você vê o ano passando, não é aquela coisa rápida, rápida, rápida. Um monte de informação jogada pra você. E aí você assiste três dias, tem que esperar dois anos e meio, três anos pra assistir os próximos três dias, né? Complicado.

E não tem conteúdo sendo lançado durante esse período que só no Animais Fantásticos você teve a história lá, o background da Overmorning, que é a escola americana. Pô, que foi super da hora, que foi muito legal e criou até um hype maior pro filme. Pois é. É, eu acho que talvez essa questão que o Tiago apontou do negócio de ser muito rápido, de fato, ele não dá tempo de você ter desenvolvimento de personagem, né?

Porque por mais que você tenha passado pra uma experiência que te mudou alguma forma, até você mudar de fato por causa dela, demora um tempo, porque você tem que processar, né? E aí, então, é tudo muito rápido, assim. E eu acho que talvez, pra mim, o ponto mais negativo do filme… Quer dizer, não sei se é o mais negativo, mas nenhum que me incomoda é a Queenie, no sentido de que eu gosto dela, mas ela não tem atividade nenhuma.

Assim, além de ser um recurso narrativo. É, eu sinto isso também da Queenie. Ela serve pra tirar eles do ministério e serve pra ler a mente do Newt e pra ele falar da Leta. É isso.

Ela é mó legal, ela é super simpática, ela é belíssima, mas aí, tipo, ela em si não tem… Ela não tem plot. Ela só tá ali ao ESMA, é bem… Acho isso bem ruim, sabe?

Ainda mais se é um quarteto. Enfim, até o que acontece no segundo filme, seria muito importante ter estabelecido o que ela faz da vida, tá ligado? Isso é um indicativo do quão boa é a J.K. Rowling quanto roteirista, né?

Eu vejo a Queenie um pouquinho como a junção do mundo trouxa e o mundo bruxo, porque, principalmente, em Animais Fantásticos, a gente tem muito essa questão da separação dos dois mundos e ela tá ali, sabe? Meio apaixonadinha pelo Jacob, ela quer juntar. Mas, realmente, essa não é uma discussão aprofundada, é um subpensamento, sabe, do filme? Porque poderia ser também uma questão super legal.

Ela querer ter essa junção e não poder, por política e por tudo mais, é uma coisa meio barrada, sabe? Adorei o subpensamento. É, algo que, assim, não tá ali no filme. Ou você para pra deglutir e deduzir, se pensa nisso, ou não é mostrado, sabe?

Que é também bem isso do roteiro, né? Se o roteiro não tem, não tem. Esse termo foi perfeito, subpensamento, pela ideia de que eu acho que esse filme, o segundo, mas esse filme, já que a gente tá focando nele, o primeiro, ele também é cheio de subpensamentos que são plotos interessantes que não levam, de fato, a lugar nenhum ou que não tem desenvolvimento suficiente. Então, esse plot mesmo das questões dos orfanatos, que é uma coisa que a J.K.

Rowling é bem contra, né? A organização de crianças, de que elas têm que estar com a família delas e tals. Ele não tá no sistema que tá se aproveitando delas de alguma forma, né? Ela não explora isso muito, tipo, é um background do Credence e aquela menina que a gente talvez acha que ela é, tem o Grindelwald tá atrás.

Que no final não serviu pra nada, eu lembro que fizeram uma aware na escalação dessa modesty e no final não deu em nada também, né? Ela serve pra cantar, cantar a musiquinha lá, my mommy, your mommy gonna catch me. Eu acho incrível. É, então tipo, sei lá, gente, aí também tem que, por exemplo, aqueles rolê do senador, né?

Ah, esse é muito chato, sinceramente. Você não pode colocar personagens pra eles se virem alguma coisa x e aí eles não têm nada além disso. Não é assim que se faz um filme, entendeu? É porque eu acho que ela sentiu que ela tava, pelo menos na criação, né?

Porque assim, ela bolou a história antes de escrever, de fato. Ela bolou a história como se fosse um livro, né? Que em um livro você realmente pode colocar todas essas mil coisas e não necessariamente precisa ser, né? Servir alguma coisa, mas acho que se a gente for parar pra pensar, se você for ver o que serve realmente pra narrativa ali, é muito pouco.

Os próprios animais não servem quase nada pra narrativa. É um monte de… É uma coxa de retalhos, né? Parece que é muita informação pra pouco tempo, sem desenvolvimento, sem nada, né?

Nossa, e é desesperador se você pensar que pro segundo isso piora. É, você tem duas horas e vinte, duas horas e meia por filme pra explicar um monte de coisa e normalmente ainda vai faltar porque tem continuação e eles não podem entregar todo o plot ainda. Você tem que sempre deixar uma pergunta em aberto pro próximo. E isso que acaba complicando também um pouco porque a pessoa ao mesmo tempo que ela quer assistir, quer sair do cinema com a sensação de que, pô, viu uma história muito legal, ela ainda tem que ir com aquela coisa, puts, deixou em aberto ainda algo que vai ser lançado daqui três, quatro anos.

Sei lá, pra mim é meio complicado isso também. E fora que o primeiro filme em si nem deixa um grande cliffhanger, né? Ele nem deixa um gancho pras pessoas, nossa, quero ver o próximo. Não, justamente, é.

E no caso deixava, né? Pelo que a gente sabe, tinha uma cena ali no final que mostrava o Credence sobrevivendo ali como uma faesquinha. Parece que, pelo que eu… Não sei se vocês assistiram, gente, a cena inicial do segundo filme?

A alternativa? Eu vi, eu vi. Vocês já viram, meninas? Não.

Muito boa. É uma cena do Credence, assim, meio que tentando sobreviver e meio que… é muito bonita, inclusive, a cena. Eu achei muito poética.

Mas aí o David Yates achou que era melhor começar com aquela cena toda escura onde você não vê ninguém e você não sabe quem que tá fazendo o quê, enfim. Que bosta de cena, gente. E o David Yates pode ser um cara super legal, super dedicado, super amoroso à franquia, mas também eu acho que ficar colocando David Yates para dirigir todos os filmes, você acaba… Pra mim, eles estão mais acomodados com a presença dele do que com, sei lá, às vezes com medo de colocar um novo diretor ali, entendeu?

Total. Depois, eu acho que assim, eu no caso entendo até pouco disso. A Marina, formada em cinema, ela com certeza entende mais, mas eu acho que a gente já conversou, assim, em outras ocasiões que o principal problema de Animais Fantásticos é o David Yates, né? Eu não sei se ele é o principal problema.

Eu acho que a Jackie Rowling é um grande problema também. Mas é que teoricamente ele é o chefe dela, né? Entre aspas, ele é o cara que deveria orientar ela e ajudar ela. Não, na verdade.

O ponto é que é o seguinte. O diretor, ele é o líder da equipe, né? O roteiro é um documento, basicamente. Claro que você pode pedir autorações e tals, mas o roteirista é o roteirista.

Você não vai fazer o trabalho dele por ele. O ponto é, uma vez que o roteiro chega a você, você pode modificá-lo do jeito que você quiser, entendeu? Pois é. Ele não precisaria chegar no roteirista, no caso da Jackie Rowling, e falar assim, muda isso.

Ele mesmo pode mudar. Vai falar, não, isso daqui vai funcionar melhor. O roteiro é a base, não é o negócio cravado. Exato, ele tem autonomia para editar o roteiro.

E ele não faz, aparentemente. E quando o faz, faz errado. Não, exato. O roteiro já não é uma coisa super boa, já tem várias falhas meio básicas de como a estrutura de um roteiro deve ter e ele ainda não modifica.

Além de filmar 30 horas de filme para depois cortar tudo, entendeu? É, complicado. Sabe, é que o que eu acho da questão dele continuar é porque aparentemente é isso, é muito legal trabalhar com ele, ele é muito tranquilo, é muito de boa. Eu acho que a Warner gosta disso, entendeu?

É aquela equipe que está junto ali faz 10 anos, ele é amigo da Jackie Rowling. Deu a entender, para mim, por tudo que eu vi, que eles realmente são amigos, os três, o David Heyman, que é o produtor, que produz Harry Potter desde sempre. Eles são todos amigos, então eles gostam de trabalhar entre amigos. O ponto é que, enfim, isso não necessariamente funciona, né?

Eu acho que eles vão manter o David Yeats para sempre. Para mim ficou muito claro, cara, porque se não trocou até agora, não vai trocar mais. Ah, eu acho que é, probabilidade muito pequena de ele sair no terceiro já está confirmado, no quarto e no quinto acho que é pequeniníssima a possibilidade. Eu acho que toda essa questão dele não alterar o roteiro também tem muito a ver com o modo como a Jackie Rowling sempre se comportou em estúdio, ela sempre exigiu que fosse do jeito dela, ela não nos primeiros filmes, ela fez a história e ela comandava a narrativa do filme, né?

E como eles trabalham juntos há muito tempo, talvez ele até fique com o pé atrás de bater o pé e falar alguma coisa, pedir alguma alteração para ela, porque ele sabe que ela não vai gostar, então acho que pode ter muito disso também, porque ela comandava ali, né? Então, eu acho que não, sabe por que eu acho que não? Quando a gente tem ali o Alfonso Cuarón entrando, ele faz muita mudança. Cara, ele acrescenta coisa nova, ele acrescenta as Shrinking Heads lá, Cabeças Encolhidas, então assim, ele faz muita mudança, ele mexe na arquitetura do castelo, ele mexe em tudo, ele deixa o filme mais sombrio e ela, ok, entendeu?

E eu acho que, na realidade, o problema é, ele muda o que ela escreve. Gente, isso assim, é uma coisa que não tem como provar, mas eu lembro que o David Yates, especificamente, disse para a gente, quando eu fui no set, na nossa entrevista, que o roteiro do segundo filme teve 28 versões diferentes. Meu Deus! Isso não está nas transcrições da entrevista, eu não tive acesso aos áudios, isso não está na entrevista, porque é natural, eles cortam algumas coisas.

Mas assim, gente, ele muda muito o roteiro. Eu já vi em entrevista dele falando, inclusive, que a cena do discurso do Grindelwald, por exemplo, ele filmaram, aí eles acharam que estava muito forte, que assim, as pessoas que assistiam não estavam até acreditando, realmente, naquele discurso dele. Não, gente, a gente tem que mudar para deixar um pouco mais menos acreditável. Meu, não, é o contrário.

A proposta é que seja o contrário, entendeu? Então, eu acho que, assim, a J.K. Rowling vai lá e escreve um início para o filme muito melhor do que o início que a gente tem lá. Aí ele vai lá, peraí, e se a gente fazia assim?

Aí ela vai lá, por ser amiga dele e tudo mais? Não, vamos fazer. E aí, dá merda. Inclusive, Hogwarts não estava no roteiro do segundo filme, em Crimes de Grindelwald.

Sim. A presença de Hogwarts foi uma exigência do próprio David Yates e do David Heyman, porque eles acharam que seria legal mostrar Hogwarts para o público. E a J.K. Rowling ainda não concordava com isso.

Ela achava que seria legal, sei lá, posteriormente. Por isso que eu falo, muito do que acontece às vezes seja mais escolha do próprio Yates com o Heyman, que dentro do filme, ele tem muito mais… eles tem, provavelmente, muito mais autoridade que ela. E ela só se deixa levar no sentido de ah, tá bom, ok.

Não, é, essa questão, inclusive, Tiego, essa questão dele falar das 28 versões do roteiro foi justamente numa pergunta que um jornalista fez sobre a validade de mostrar Hogwarts. Foi quando ele disse que Hogwarts não aparecia em algumas versões do roteiro. E aí eles, it felt right, tipo assim, ok, era justo incluí-la, sabe. E não, a gente viu que na realidade, né.

Então eu acho que a gente tem muito… Mas eu entendo isso que a Yolanda disse, porque a gente, enquanto fã e enquanto jornalista, enfim, as pessoas têm muito essa imagem da J.K. Rowling, essa pessoa que manda em tudo e que é a chefona, e que tinha mil exigências e que tinham que ser todos atores britânicos. Eu acho que isso é um pouco até a segunda página.

E também eu acho que ela gosta de passar essa imagem pros fãs, porque ela sempre gostou de ser a J.K. Rowling, a controladora, a dona e proprietária. Mas eu acho que na prática, cara, quem manda ali é o Heyman, né. O Heyman que é o dono do filme, né, que manda ali, enfim.

É o Heyman, é o Yeats que tá aí trabalhando no filme todos os dias, toda hora. Então eu acho que ele propõe muita mudança errada, no fim das contas, sabe. Nossa, mas será? No sentido de que, tipo…

Sabe, eu acho que é uma junção dos dois. Acho que não é tanto pendendo, então, nem pro grande controle dela, nem pro grande controle deles, no sentido de que, tipo assim, na entrevista, na coletiva do primeiro filme, ela falou que ela, tipo… Ah, eu podia chamar o Steve Croson me ajudar quando eu precisasse no roteiro, não chamei. Comprei um livro de roteiro pra ler, não passei nem na primeira página.

Sabe? A gente percebe, né, amiga, que deixou ser realmente… Nenhum deve ter lido nenhuma página, na realidade, nesse momento. Exatamente.

Então, você acha que pode ser uma junção dos dois. Ela já não tá fazendo, não sabe fazer uma estrutura de roteiro, porque ela, como ela mesmo disse, ela não leu nada, não estudou nada sobre isso. E é um estilo de escrita, é uma coisa diferente. E aí, junta com eles que podem fazer a decisão errada.

Eu acho que é os dois, entendeu? Eu acho que não quero tirar a culpa dela, não. Não, não, total. E prova de que, enfim, eu acho que ela já reconheceu que ela não dá conta de lidar com o roteiro sozinha.

Bom, ou ela reconheceu ou impuseram isso pra ela. Tanto que no terceiro filme, o Steve Clovis vai assinar o roteiro junto com ela. É, eu acho que ele pode ajudar ela a formatar ideias, né, porque o Clovis, apesar dos problemas dele, e se vocês tiverem interesse, gente, a gente fez um episódio inteiro sobre os erros mais graves dos filmes de Harry Potter. Clovis fez muita merda.

Mas, assim, ele é um roteirista, né? E escreve muita coisa. Escreveu já participou de filmes muito grandes também. O cara tem a noção, a experiência, né?

Uhum. Acho que com isso a gente vai pro segundo filme, né, gente? A gente tá falando aqui, já até se adiantando um pouquinho dos problemas de roteiro e tudo mais. Eu acho que esses problemas de roteiro se refletem, eu acho que ainda mais no segundo filme.

É, rapaz. É, o primeiro dá pra ignorar. Dá pra levar. Mas o segundo…

Quando eu terminei de assistir o crime de Green, eu vou tentando aquela pegada, o fã sai em êxtase da cena final, da revelação final. Mas ao mesmo tempo, reassistindo, você vê que como uma pessoa que nunca teve contato com um filme de Harry Potter, com o mundo de Harry Potter, fica completamente perdido. É triste pra mim. É, assim, eu já da primeira não gostei.

Tanto que eu lembro que eu tava em desespero. Porque eu vi o filme três vezes que foi isso. A cabine, a pré-estreia e a estreia mesmo assim. E aí, na semana seguinte, eu já tinha dito pra amigos lá em Recife que eu ia na cabine deles.

Meu Deus, cara. Tipo assim, eu tava tendo crises. Dizia, por caramba, eu não acredito que eu vou ter que ver. E esse filme é ruim.

Eu vou ter que ver de novo. Não, eu tava mal. Inclusive, eu acho que eu fiquei tão… Exitante que até a quarta vez que eu vi, não foi tão ruim assim.

Nossa. Mas não é por querer, sabe? É porque a vida existe. Ócio do ofício.

O trabalho também existe, é. Eu, no caso, foi o contrário. Eu não peguei essa pauta. E aí, esse filme ali, dei muito como fã.

E aí, eu fui da turma do boicote. Eu demorei muito tempo pra assistir esse filme. Demorei, assim, acho que mais de um ano da estreia dele. Assisti também só bem recentemente.

E assim, não gostei muito. Não tinha o encanto do cinema pra mim. Já tinha todas as questões polêmicas. Já tinha ouvido falar muito mal do filme.

Então, quando eu assisti, pra mim já foi uma experiência bem ruimzinha. Não gostei nem de cinema. Não gostei. Mas então, no caso, você viu sem hype, né?

Total, total. Foi bem como fã, assim. Como é que eu assisti filmes de Harry Potter, sei lá. Durante 20 anos da minha vida, eu não vou ver esse último.

Eu fui lá e assisti. Mas é isso, obrigação de fã. A minha primeira vez assistindo esse filme foi muito peculiar. Porque dessa vez eu não tava em São Paulo.

Eu não sei o que tinha acontecido. Mas eu não podia acompanhar a cabine e essas coisas assim. Então, eu assisti realmente quando estreou. E eu tinha um negócio que pra mim, a primeira vez que eu assisti, eu amei tantos filmes, gente.

Mais tantos filmes. Mas é porque, simplesmente, é uma coisa muito específica. Eu sabia de muita coisa desse filme. Tipo, de muita coisa.

Eu tinha vários pedacinhos. Sabe o quebra-cabeça? Eu tinha, sei lá, um 60% do quebra-cabeça. E ele tem um plot realmente muito doido, né?

Que você, nem assistindo ao filme, você entende direito, né? Vamos ser sinceros. Agora, imagina quem tinha só pedaços da história. E aí eu tinha pedaços e tinha coisas por ter trabalhado com o filme em si enquanto pauta.

A Marina também tinha um pouco. Mas chegou um momento que eu comecei a pegar mais coisas e ela falou não, para, para. Me blinda um pouco disso, assim. É, eu acho que tinha um limite.

É, porque aí ela começou, não, me blinda. Beleza. Então, a hora que eu fui no cinema e vi, e eu já tinha todo aquele backstory, eu já sabia de tudo aquilo. E aquilo, para mim, conectado, fez sentido.

E aí foi lindo, sabe? Mas simplesmente porque é isso, sabe? Porque eu estava curioso para saber como que tudo que eu sabia se encaixava. E talvez, Pedro, uma das coisas que fez você também…

Eu falo por experiência própria também. Uma das coisas que fez, talvez, você se encantar mais pelo filme, você estar dentro do set de filmagem, ter conhecido um pouco mais esse processo, te fez ter também um pouco de gratidão, talvez. Não sei se é essa a palavra. Quando você terminou de ver o filme e, sei lá, agradecer as oportunidades que você teve.

Porque para mim, a franquia A Mãe Não É Fantástica, para mim, sempre foi muito sobre isso. Profissionalmente, acabou que o canal foi criado para mim na época que Animais Fantásticos foi anunciado que ia sair filmes. E eu levo essa franquia para mim muito como, sei lá, um sentimento bom nela, mas não ensinicamente nos filmes dela, entendeu? Não, é total, assim, tipo…

Foi simplesmente incrível ver tudo aquilo ali que… Eu já tinha tido um pouco dessa sensação nos trailers, assim, quando saíram algumas coisas. Mas quando eu fui realmente no cinema, e eu tipo, meu Deus, eu pisei nesse lugar, eu caí nesse lugar, sabe? Ui!

Eu tropecei nessa calçada. É, no caso, eu tropecei no Ministério, no Ministério dos Aféridos. Eu seria o cara que tropeçaria, certeza estragaria alguma coisa muito valiosa. Ah, eu contei isso.

Eu contei no episódio em que a gente fala sobre como que ia visitar os setes, que a Patti e a Aline, que eram do Omelete, participaram com a gente. Então foi isso, sabe? Tipo assim, está parecendo o Ministério. Ah, caguei para…

Em que contexto o Ministério está inserido, sabe? Só quero ver com detalhes esse chão onde eu caí, sabe? Então, na hora, eu gostei muito. O rolê do Aurélio Dumbledore eu já sabia também.

Isso não foi pelo set, foi por outras coisas, e aí office. Mas eu já sabia, sabe? Então, assim, eu já sabia da McGonagall antes de sair a notícia. Então, meio que assim, eu já sabia de tudo.

E aí, ver aquilo tudo me deixou, assim, abismado. Mas aí depois, quando eu assisti, tipo, no dia seguinte que eu falei, não, preciso assistir esse filme mais uma vez. Aí eu fui e eu já fiquei… Complicado, né?

Eu não sei a opinião de vocês. Vocês podem até cumprimentar, por favor. Pra mim, o terceiro ato desse filme, do crime de Grindelwald, é muito bom. Eu sinto que toda a cena, desde que do discurso do Grindelwald, a toda aquela cena final, pra mim, ela conseguiu me deixar, quando eu assisti pela primeira vez, muito feliz.

A tira sonora ajudou muito também, é… Eu senti algo muito Harry Potter ali naquela cena. Eu gosto de falar muito Harry Potter, porque eu tenho o sentimento que Harry Potter me trouxe enquanto eu assistia. Mas o terceiro ato do filme, pra mim, é muito bom.

Mas aí a gente tem que ver como um todo. É, assim, eu acho o discurso do Grindelwald sem comparação. Tipo assim, a melhor cena do filme. Aquela cena sensacional.

Tipo assim, porque é de uma maldade, de uma sagacidade. Mano, o cara se utiliza da Segunda Guerra Mundial pra justificar o domínio sobre os trouxas, tá ligado? Isso é genial, muito, muito perigoso, muito péssimo, mas incrível, entendeu? E essa coisa de tipo…

Olha, eu fico até animada falando, quem diria? Gente, eu tô arrepiado. E aí, sua fã de crime de Grindelwald. Meu Deus.

O pessoal vai aparecer com tocha em frente da minha casa. Mas assim, dessa coisa também. E também de fazer um discurso totalmente fascista e racista, né? Pensando em ser trouxa e não ser como raça.

Só que sem falar as palavras, e aí parece então a pessoa concorda com os ideais, né? Ele enfeita tudo, né? A magia floresce somente em almas raras. Isso é muito raça pura, é uma coisa, né?

Tipo… É uma coisa que tem… Não sei quem já viu The Boys, mas tem uma personagem, em um certo momento, e todo mundo ama ela até que descobrem que ela é nazista. E aí ela fala disso, de tipo assim…

O problema para as pessoas é dar um nome ao rolê. Se ninguém tivesse falado nazista, elas continuavam concordando comigo, sabe? Aham. Eu acho uma cena, assim, muito boa, e mostra realmente como é que é o nascimento de um fascismo, sabe?

Que é uma coisa que é muito presente hoje em dia, né? Infelizmente. Exato, esse filme estreou em 2018, e foi tipo novembro de 2018. Então assim…

Nossa. Tava ali no rolê pós-eleição, e não sei o que… É, no Brasil, nos Estados Unidos, o Trump já tava há dois anos no poder. Pois é, mas eu acho que justamente para a gente foi um pouco mais impactante ainda, né?

Porque o primeiro filme ele aborda isso, mas de uma maneira muito mais… Mais tranquila, né? Um pouco mais rasa. Agora, a segunda aborda isso diretamente, então eu lembro que isso foi uma coisa que pegou muito, assim, sabe?

Porque, cara, tem aquela cena que ele tá ali na casa, ali em Paris, e aí tem uma… Não é uma comensal, gente. Sim, uma Grindelwet. Grindelwet.

Eu não sei, acho que é Vinda Rose, eu não sei. Aí ela fala assim… Ah, porque a gente vai usar os trouxas de burro de carga, sabe? Birdie, ou alguma coisa que ela fala.

E aí ele fala… Não é assim que a gente fala, sabe? Então assim, a gente não fala isso em voz alta. Ele fala literalmente, a gente não fala isso em voz alta.

Então acho que aí que entra, sabe? O subtexto de Animais Fantásticos, e aí se você complementa o do primeiro filme com o do segundo, é do caralho, sabe? É muito fantástico. Só que é isso, né?

No final das contas, você vê que é uma exceção ao resto, né? Sim. Acho que o que tá perdido no primeiro filme, a inutilidade das criaturas, os personagens, muitos personagens que não são bem construídos, isso começa a bater com muito mais força no segundo filme, né? É, eu acho que isso tudo que a gente tava falando de subpensamento antes é algo que vem bem forte nesse segundo filme e no discurso do Grindelwet.

Porque nos livros do Harry Potter a gente tem essa noção, quando conta da relação dele com o Dumbledore, eles crescendo ali, a gente tem esse paralelo com o nazismo, esse paralelo de superioridade de raça. Só que em Harry Potter a gente não para pra ver o Grindelwet falando, a gente só conhece o Dumbledore, que a gente já ama muito tempo e é um pouco chocante, porque assim, pelo menos quando eu vi, eu sempre pensava, porra, Dumbledore concordava com isso, sabe? Eu acho que é um bom modo de abranger algo que também é super, super, super bem trabalhado nos filmes, não só com o Grindelwet, como com o Voldemort, que ele também passa anos aí querendo colocar os bruxos como superior. Eu acho que o problema desse clímax, tipo assim, é o que vem antes e o que vem logo depois.

A cena em si do discurso é muito boa e tals. E era melhor ainda, né? Porque se a gente pensar que o Yeats editou ela pra ficar um pouco menos forte, então ela provavelmente era melhor. Exato, é forte como tá.

Só que assim, por exemplo, o negócio antes disso, que é todo o rolê da Little Strange, do Zofkama, falando, ah, meu Deus, é meu irmão. Não, na verdade não é. Sabe assim, aquele rolê? Ah, muito chato, muito chato.

Que é um negócio que assim, aquilo tinha que ser desenvolvido durante o filme, não durante uma cena. Como é que funciona o plot twist, né, gente? Vamos explicar aqui pra J.K. Rowling, que está ouvindo com certeza.

Você constrói aquela coisa, aquela certeza, basicamente, ou aquela dúvida muito forte durante o filme, e aí você, de alguma forma, depois, mais pro final, quebra essa expectativa. Só que o ponto é que a gente não tinha expectativa. Havia um pouquinho indício de que o Credence era irmão da Leta? Sim, mas não era forte o suficiente, tá ligado?

Era só uma coisinha. Então aí ela chega e Yuzofkama, né, na verdade, vai e chega, conta toda a história, prova como ele é o Corvus lá, a Leta chega e fala, então, na verdade, não, e conta a história dela. Logo em seguida, essa história do Yuzof tinha que ser no início do filme, pelo menos. Eu não gosto de cenas positivas, então eu nem acho que devia ser uma história que alguém está lá rando, né?

Ou um flashback, eu acho isso péssimo, assim, tipo, é muita… É não saber mostrar as coisas, né? Você precisar expor, ter diálogo. Mas se fosse pra ter essa mesma coisa, tinha que ser no início.

Pra só no final a gente ver que, na verdade, não era isso, mas uma em seguida da outra, qual que é o ponto disso? Como é que você cria uma verdade e aí no segundo seguinte você desmente? Que impacto que isso tem, tá ligado? É, nossa, o filme todo gira em torno de uma resposta, que no final, primeiro, não é a resposta que ninguém sabia que tinha pergunta, é uma pegada muito confusa, assim, porque é justamente sobre isso que você está falando.

E o que mais me incomoda nesse filme, de verdade, é assim, você tem… Beleza, tudo acontecendo em torno da identidade do Credence, quem ele é, pra mim, é o plot principal desse segundo filme. Porém, você vai todos os personagens indo pra Paris, aí, do nada, me surge num circo clandestino em Paris, a Nagini, que… Mano, sabe, tudo tem limite, eu acredito.

Porque o que eu quero dizer, galera, você tem uma Nagini que estava num circo clandestino com o cara, do nada, surgindo na história, sendo que todos os personagens, coincidentemente, estavam em Paris. Por isso que o fã, quando a Jackie Rooney fala, eu até entendo quando ela fala, eu já tinha isso imaginado na minha cabeça há 20 anos. Sabe, eu prefiro que fale, não, eu inventei agora, galera, e não tem problema. Sim.

Eu prefiro que fale assim, ah, galera, eu achei que funcionava melhor no roteiro, pra eu, sei lá, pensar numa forma de introduzir a Nagini como humana. Mas, mano, não precisa colocar. Pra mim, desculpa, a não ser que tenha uma evolução muito grande nesse plot da Nagini, que seja muito importante, pra mim não faz sentido nenhum colocar isso nessa história. Eu não tenho problema.

De verdade, eu não tenho problema com a Nagini. Eu acho que o problema é, o circo, ele fazia parte do primeiro filme. Aí que tá a questão que a Marina aceitou. As coisas têm que ter continuidade.

O circo era pra estar no primeiro filme, né? Então, assim, vocês lembram daquelas artes que tinha já logo no primeiro filme? A Mulher Cobra, lembro disso. A Mulher Cobra e tudo mais.

Então, o ponto é, a J.K. Rowling, inicialmente, pelo menos, pensou em colocar a Nagini e o circo e tudo no primeiro filme. Alguém foi lá e falou, não, vamos deixar só para o segundo, e aí surge tudo do nada. É, e aí o problema é que eu acho que assim, mesmo nesse segundo filme, gente, a cena que eu assisti sendo filmada no set era basicamente a cena em que o Credence Merrick entrava para o circo ali nas docas de Nova York e ia para Paris.

Então, tinha essa transição. Essa cena não entrou no filme. E mesmo nas cenas cortadas, tem um trechinho dela ali, mas a cena inteira mesmo não tá nem nas cenas deletadas. E ela foi filmada, tava lá.

Eu era a claquete do David Yates, entendeu? Então, assim, o problema, eu acho que a J.K. Rowling pensou ok, assim. O problema é que foi que moldaram esse pensamento dela.

Bom, a gente não sabe se foi ela também que pensou. Mandou o Mina Lima fazer as artes, depois falou, não, esconde aí que eu não vou mais usar, beijos. A gente não sabe quem foi. Só que o ponto é, era para ter sido no primeiro filme, e aí tudo bem, teria sido no segundo, teria uma conectividade beleza, sabe?

Acho que esse que é o problema, bate um pouco naquilo lá, de que o problema não é ter a Nagini ali, o problema é ela ter do jeito que ela tá, né? Surgindo do nada. É, e ver o que vão fazer dela agora no terceiro, quarto ou quinto, isso eu to bem curioso para saber, ou se simplesmente vão esquecer agora, porque a atriz saindo um pouco, desculpa, completamente do assunto, mas a atriz nem aparentemente está gravando para Animais Suntásticos 3, ela engravidou tudo. Então eu quero saber como vão fazer agora, eu to bem curioso.

Vamos falar que ela se transformou um pouco mais em cobre, e já tá só rastejando agora, eu não duvido, sabe? É, pode ser. Se ela pensou nisso 20 anos antes ou não, não tem problema. Desde que estivesse bem feito em Animais Suntásticos, entendeu?

Não, com certeza, dentro do universo, com certeza. Se a Nagini tivesse mais que duas falas no segundo filme, se ela tivesse um uso narrativo, isso eu concordo. Eu to falando mesmo enquanto a Nagini encontra o personagem em geral no universo, entendeu? Em que há bi.

Pode ela ter pensado? Com certeza, mas que tenha pelo menos então um desenvolvimento legal na história, para o fã se identificar com essa própria história de vida da Nagini, porque ela foi para o lado do Voldemort, o que o Voldemort fez para conseguir a atenção dela, eu acho que isso tudo tem que estar nesses filmes. Então, eu não sabia, quando eu fui assistir o filme eu não sabia, porque eu não assisto muito o trailer, porque eu gosto de ter surpresa, eu gosto de tentar lá e, às vezes, nem saber do que o filme se trata. E eu acho que fica muito mais gostoso, sabe?

Eu aprecio muito mais descobrindo tudo ali, mas aí eu não sabia quase nada, não sabia dos plots do segundo filme, não sabia nada, nada, nada. E aí quando ela apareceu, eu também, eu achei que foi um pouco isso, sabe? Eu fiquei tipo, ah, que legal, mas aí, tá, e aí? Quando não desenvolveu nada, eu fiquei meio, hum, porque realmente é uma história que parece legal e dá para ser muito bem explorada.

Só que eu achei bem fanservice, sabe? Tipo, ah, vamos colocar alguma coisa que eles conheçam aí e vai ser isso. E aí ficou tipo, meio que, sei lá, qual a relação que isso tem com Voldemort? E achei bem fanservice e desnecessário.

E vai ter a passagem de tempo nos filmes, ou seja, você vai ter que apresentar na Guiné agora. Depois, no último filme, vão se passar 19 anos, que vai ser em 1945, pelo que a J.K. Rowling falou em 2016. Ou seja, o último filme, ela já vai estar só a cobra lá, provavelmente.

Perdeu o emprego Claudia Kim. Pois é. E nem dá para fazer a voz da cobra, não é? Tipo, eu sou Groot, te ligaram?

Seria incrível. Não sei também para ter o pensamento com a voz dela, sei lá. Eu não sei o que vai rolar. Um voice over, sei lá, né?

É, mano, mas é mais incógnito, mas eu estou bem curioso para isso. Bom, uma das partes que a gente concorda aqui, que é a melhor cena do filme, é a cena do discurso do Grindelwald. Mas aí eu queria saber de vocês. O que vocês acharam da atuação do John Depp enquanto Grindelwald, da interpretação dele para o personagem?

A parte, é claro, de toda a polêmica que envolve Johnny Depp, né? Eu, resumidamente, eu acho que, assim, o papel, no geral, não exige muito dele. Exige, nesse momento, o discurso que ele faz muito bem. Acho que ele está bem no papel, meio isso, assim.

Não é insubstituível, que é o que vai acontecer, kkk. Grandes medes, mais, você pode dizer. Exato. Mas ele está bem.

Ele não fez mal, não. O visual é meio esquisito, mas não é culpa dele também, né? Mas é isso, ele está bem no papel, eu acho. Uma opinião meio tipo, ah, ok, está legal, sabe?

Fez o trabalho dele, que é atuar. Adorei, nota três. Não fez mais que obrigação, muito bom. Exato.

Ou assim, em relação ao Johnny Depp, eu sempre achei os papéis, os personagens do Johnny Depp bem caricatos, bem marcantes também. Acaba que ele, por ser caricato, justamente, eles acabam marcando Jack Sparrow, o chapeleiro, outros personagens. Também, eu acho que ele é substituível. Mas, assim, falando com alguém que viu o filme, gostou da cena do discurso e gostou do personagem, então eu acho que ele conseguiu transmitir um pouco do que o Grindelwald que eu imaginei nos livros.

Mas por ora é isso, mas agora eu estou muito ansioso, inclusive, pra saber o que vem a seguir com o Mads. Bom, eu, como eu comentei, eu já fui assistir o filme com uma sensação de raiva geral contra o Johnny Depp, já estava brava, participei durante um tempo de todo esse boicote. E, assim, eu acho que isso me ajudou a sentir muito mais raiva do Grindelwald, sabe? Então acho que…

Funcionou. Fez o que ele deveria fazer, sabe? Que é me deixar com muita raiva. Fez bem.

O casting foi perfeito, então. Bom, é, depois disso tudo, gente, eu só posso falar que concordo com todos vocês, sensatis… Sensatíssimos, assim, eu acho que o Grindelwald, na aparição que ele tem no primeiro filme, ele estava péssimo, né? Estava muito ruim, assim, eu acho que ele não tinha definido bem o que o Grindelwald ia ser.

A atuação que ele ia fazer, né, talvez. É, o que ele ia fazer, assim, estava muito estranho, eu achei. Apesar de ser mínimo, eu achei muito estranho. E já no segundo filme eu gostei.

Gostei, só que aí eu parto pra um ponto, né, que é o ponto que a gente tem que discutir agora, afinal de contas, ele foi substituído, não é mesmo? Acabou. Então, assim, e aí, gente? É substituível, não é?

Vocês estão tristes, vocês estão felizes? Eu estou, assim, maravilhado, feliz demais. Pra mim, é meio essa questão disso, de tipo, de que é complicado. Você teve dois filmes com um personagem com ator, e aí você vai mudar.

Eles podiam ter feito isso do primeiro pro segundo, que as pessoas quase não iam sentir, porque ele aparece tão pouco. Sim. Agora você fez um filme todo já com ator, pra não dar pra outro, vai ficar muito esquisito, entendeu? E aí, não são, tipo, dois velhos barbudos, que nem o Dumbledore, que muita gente não notou, entendeu?

É que o ator já disse, né, que ele quer criar uma versão própria do Grindelwald sem apagar o trabalho do Johnny Depp, né? Ele foi meio… Ele não explicou muito bem, assim, o que ele quis dizer. Politicão, politicão.

É, ele falou que ele ainda está trabalhando. Bom, na época que ele deu essa entrevista, pelo menos, ele falou que estava trabalhando com a equipe do filme, com a produção, com o David Yates, sobre como que ele ia transitar, né? Porque tinha que haver, ele diz assim, entre aspas, abre aspas, tem que haver uma ponte entre o que o Johnny Depp fez e o que eu farei. Tenho que transformar o papel em algo meu, mas temos que encontrar conexões com outra interpretação para que não fique tão diferente do que Depp já fez maravilhosamente bem.

Pedro, você está lendo ou você decorou o que o cara falou? Não, eu estou lendo. Ah, bom. Ele é muito fã.

Ele tem tatuado a frase. Eu falei, caramba, ele tem essa fala do Mads tatuada no peito, cara. O que vocês acham que pode ser feito, assim, pra mexer? Eu acho que do ponto de vista de caracterização enquanto figurino, enquanto maquiagem, é muito pouco, né?

Eu acho que o que tem que ser feito ali é realmente alguma coisa de roteiro pra poder criar uma ponte entre um e outro. Então, eu acredito que isso do roteiro não vai rolar, na minha opinião, na minha visão. Eu não acho que eles vão esticar a troca de aparência dele. Eu acho que eles vão meio que deixar por estar.

Ele vai estar com, eu já imagino o Mads, assim, interpretando o Greenlow com o cabelo mais longo, com mais sotaque. Ocorre a mudança, obviamente, mas eu acho o Mads que ele é um ator sensacional. Eu acho que o personagem do Greenlow, ele vai agregar muito mais a personagem do que o Depp, mas essa é a minha visão. Mas eu acho que também nem precisa justificar tanto a aparência, porque a gente tem ali o Dumbledore de Animais Fantásticos super novo.

E aí, quando a gente pega o Dumbledore, que é a Câmara Secreta, o Harry entra no diário, ele vê o Dumbledore, ele já é um senhorzinho, barbado e tudo mais. E também o tempo não é tão afastado, e a gente entendeu completamente que é o mesmo personagem, sabe? Nossa, super, super. Mas é porque eu acho que a gente lida com coisas diferentes, no sentido de tipo assim, quando eles fizeram isso, ou até a cena também do Tom Weedle criança, né?

Tipo, não se sabia que ia ter uma franquia anterior, entendeu? E aí são obras separadas também, tá ligado? Agora a gente está lidando com uma continuação, né? É tipo, é muito interligado mesmo, é muito dependente de fato, diferente de Harry Potter.

Ou vai chegar um comensal e vai falar, ei, Greenlow, usando a posição polissuco de novo, tá ligado? É que o problema é que se eles justificarem, vai ficar claro que eles cometeram um erro enquanto produção, né? Vai ficar bem claro, olha, a gente errou e agora a gente está justificando. Então, pois é, eu acho que eles vão só ignorar mesmo e vida que segue.

Faz a sonsa, né? É, e também já é algo conhecido. E hoje todo mundo tem mais acesso digital, né? Sabe o que é o correu à troca?

Ainda mais se tratando de Johnny Depp, que o cara atrai milhões de seguidores que inclusive estão causando na escalação do MEDS, coitado. Então foi culpar justo o cara que não tem nada a ver com a história. Não foi o MEDS que demediou Johnny Depp, ele só foi contratado, ele é um funcionário agora. O cara aceitou o job, o freela, tipo, está precisando de uma graninha.

Mas vocês acham que o MEDS tem cacife para fazer o Grindelwald, gente? O que vocês acham dele assim enquanto ator? Nossa, sem dúvida. Eu acho que ele tem cara de vilão, é um cara muito charmoso, muito bonito.

Eu vi entrevistas com ele, ele já tem aquele sotaque mais forte, então ele não vai precisar disfarçar tanto, porque para mim o Johnny Depp fazia um sotaque meio, sei lá, ficava estranho. E agora ele já tem esse sotaque natural, pronto, a gente vai colocar o olho de cada cor para ter essa conexão, essa ponte, igual o preto tem tatuado no preto. E aí vai rolar isso. Ele vai fazer alguns detalhes parecidos com o que o Johnny fez, só que do jeito do MEDS, mas eu acho que ele vai se sair muito bem.

Bom, eu sou total cadelinha de Hannibal, então assim, estou esperando ansiosamente. Eu acho que vai ser muito legal, gosto muito dele como ator, gosto muito dos trabalhos dele e eu acho que vai super encaixar. Tem que encaixar, né? Afinal de contas, estamos contentos com a troca.

É, ou eles vão colocar um Grindelwald de Venente no 4 e outro no 5 e falar, é, ele muda cada filme mesmo, galera. Em vez de mudar de diretor, ele ficou mudando de ator do Grindelwald. É tipo o professor de arte das trevas, que a Dana é uma e está tudo bem. Pois é, exatamente.

Eu acho que ele é muito bom, eu acho que ele pode até dar uma camada mais de complexidade para o Grindelwald, né, as questões principais da gente entender, ok, beleza, esse cara é super manipulador, mas também entender um pouco mais da psiquia dele. Tem um lado mais churtadão, né? É, pode ser também, eu acho que ele pode trazer um negócio mais interessante, assim, porque é isso, dos papéis dele, ele sempre traz, eu acho que pensando, por exemplo, o vilão dele em 007, assim, tem ali, tem as motivações, mas também tem quem a pessoa é, né, e por que internamente ela está fazendo isso. Então, acho que pode ser uma boa.

É, e uma coisa que eu acho, assim, para quem, cara, às vezes se você é fã de Harry Potter, ele também é fã do Jean Depp, a gente sabe, cada um com suas crenças, mesmo ponto é. Uma coisa que o Caco falou, o Caco Cardassi, do canal Caldeirão Furado, eu achei muito interessante, assim, se você realmente é fã de Harry Potter. Mesmo que você seja fã dele, cara, nenhum ator pode ser maior do que o mundo bruxo, assim, sabe, que a franquia em si, assim. Super.

Tem muita gente que está feliz, isso é uma coisa boa, porque tem muita gente que já ficou muito feliz com essa mudança, porque não gosta do Depp por animotivos, tendo as suas razões ou não, e é isso, se você só gosta do Depp, assim, sabe, tipo, meu, o ator não é maior do que a franquia. É, continua acompanhando ele, torce para ele vencer os casos lá e torce para ele entrar em outros projetos, mas agora o Wizard of War tem que tocar o rolê. Até porque ele vai ganhar a grana dele, normal. Já ganhou, né?

É, exatamente, vai ganhar dinheiro pra caralho, sem trabalhar nada, então você já está feliz por ele, que ele vai estar ganhando sem trabalhar. Meu sonho. Ele gravou por um dia e ganhou 16 milhões de dólares, e aí você acha que o Johnny Depp está chorando na nota de 100. Exato.

Legal, gente, então, a gente espera que o Mads faça um bom papel, que faça um bom Grindelwald. No terceiro filme, que inclusive, como todos já devem saber, tem cenas no Rio de Janeiro, né, gente? Finalmente, o mundo bruxo no Brasil. O que vocês esperam ver do mundo bruxo no Brasil?

Estou muito na expectativa para saber, ainda mais com os rumores, agora, boatos que a Maria Fernanda Cândido pode estar no filme, seja eles verdadeiros ou não, acho muito legal a gente a pensar que eles tomaram esse cuidado de ter atores brasileiros ainda participando, falam nosso idioma. Ainda eu confio plenamente no Eduardo Lima, com os gráficos, os designers, porque ele vai mandar muito bem em representar nosso país, que acho que esse, culturalmente, é um dos maiores medos das pessoas, né? Uhum. Como o Brasil será representado, ainda mais numa franquia tão grande, e o evento é justamente, tudo pode virar uma polêmica, então eu vou com que eles tomem bastante cuidado, mas estou muito, muito feliz que vai se passar no Brasil, e com expectativas altas para ver o nosso país num filme de Harry Potter.

Querendo ou não, esse filme me emociona muito. Para quem não sabe, gente, se tiver alguém que não sabe, Eduardo Lima é um brasileiro que trabalha em Harry Potter, na parte de design gráfico, e ele falou que pesquisou muito ali no centro do Rio, né? E aí, muitas coisas, inclusive, chamaram a atenção dele, como muita coisa do nosso patrimônio ali tá sendo destruída, né? Ninguém tá cuidando, do ponto de vista de arquitetura, de urbanismo, enfim.

E também, assim, tem a questão da pobreza, né? Isso chama muito a atenção, é que a gente não sabe, beleza, o filme vai se passar numa década outra, o Rio de Janeiro era outra. Acho que isso é curioso também, né? Porque a gente tem a visão do Rio de Janeiro de hoje, mas como é que era o Rio de Janeiro daquela época, né?

O centro, pelo menos, talvez não tenha mudado muito, não sei, mas reparece que o Eduardo Lima, como o Diego disse, realmente tá muito atento a essa questão, para a gente não ser mal representado, né? Se for ali nos anos 30, eu acho que eles vão ter que tomar bastante cuidado, mesmo fazendo uma longa pesquisa com brasileiros para não cair num estereótipo, porque anos 30 era o Rio, o ano do samba, do Rio, sabe? Tudo mais. É um medo que eu tenho que acabe sendo uma representação estereotipada, porque, bom, isso acontece muito com o Brasil, mesmo em filmes que as pessoas pesquisam muito.

Esse é um medo que eu tenho. E agora, o que eu gostaria muito que aparecesse seriam nossas criaturas do folclore como criaturas fantásticas, sabe? Como animais fantásticos, porque… Imagina lá, sei lá, o Curupira ia ser mó maneiro, sabe?

O cara andando para trás, com o cabelo de fogo, assim. Eu acho que seria legal, mas acho que eu tô sonhando aí já, não acho tão possível. Ah, eu acho que… Bom, se bem que na França, bom, não conheço o folclore da França, mas não teve nada, basicamente.

E outra, no filme da França, a criatura mais importante era a chinesa, então fica essa dúvida aí que era o Zou lá, né? Então eu queria… A própria Caipóra é citada num texto do Pottermore, no Wizard of War, que protegia a casta do bruxo, a escola do Brasil, aos arredores, né? Então seria legal.

Alguma menção, pelo menos a casta do bruxo, em homenagem aos seus brasileiros, eu ficarei muito feliz. Uhum. Acho que eles vão mencionar e não vão mostrar. Igual fizeram com o Vermorne, né?

É, pois é. É, porque o negócio da casta do bruxo é na Amazônia, o negócio desse passar no rio, então é um pouquinho longe. Ainda mais daquela época, né, assim. Ah, mas aí anda no Zou lá e vai rapidão, é só chegar.

É, vou em alguma criatura aí mesmo. Só para atar, gente. É, é porque a gente já não tem um exemplo muito bom pegando o casta do bruxo mesmo, né? Já é problemático, né?

É um negócio no Brasil e Chile é alorado, tá ligado? E para a América Latina toda. Se não faz sentido, a Europa tem 2 cm² e tem 3 escolas, tá ligado? Aí a América Latina tem 1, sendo que as pessoas falam línguas diferentes.

Tem gente que fala francês também, tá ligado? Na América Latina também. Então, tipo, centris… Gente, você não sabe?

Ai, que ódio que eu tenho de europeu. É uma visão muito eurocentrista, né? Os caras vêm, colonizam aqui, não tem nem a pachorra, né? De fazer um negócio.

E ainda diminui a gente no mapa. Um absurdo. Pois é. Então assim, no caso é isso.

Acho que o castelo bruxo foi uma pesquisa muito mais geralzona. Nem sei se teve pesquisa, na verdade. Acho que para cá vai ser um negócio mais tranquilo. Eu acho que eles devem estar pesquisando muito mais porque agora não é um texto no Pottermore, né?

É um negócio no filme mesmo, né? Que aí a gente não sabe quanto tempo vai se passar no Rio de Janeiro também, né? Tem essa questão. Mas eu acho que uma coisa que a Alanda falou, né?

Que é muito de querer ver os animais fantásticos aqui. Pô, para mim faria muito sentido o Newt estar vindo aqui para o Brasil para fazer alguma coisa para o livro dele. E aí acaba que tem alguma treta ou alguma coisa aqui, né? Porque tipo, é porque isso.

Eu não estou esperando de fato que isso aconteça, mas por coincidência ou não, anos 30 é governo Vargas, né? Que era um cara que flirtava muito com o nazismo. Meio totalitarista. É, então um paralelo entre, por exemplo, do mistério da magia brasileiro ter uma pessoa e isso.

A gente até agora está lidando com ministérios que estão veementemente contra o Grindelwald. Então você lidar aí com um governo que pode, na verdade, ser, não sei, mais amiguinho. É que eu acho que ao mesmo tempo o filme é meio chapa branca nesse sentido, sabe? Todo mundo encarou, inclusive, o primeiro filme como se fosse um recadinho por Trump, enfim, uma ódio ao Trump, mas não era, né?

Até porque ele não foi escrito nessa época. Então acho que ele critica o totalitarismo de modo geral, ele critica esse neo-fascismo, mas ele é meio geralzão, né? Então eu não acho que ela vai querer mexer. E vamos ser sinceros, gente, se ela for mexer nisso, ela tem que ter muito cuidado, sabe?

Chamar uns 10 historiadores lá para auxiliar e ler o roteiro, porque, assim, é muito fácil cair e Vargas, inclusive, é uma figura muito complexa, né? Então, assim, acho muito… Eu não acho que ela vai ampliar para esse lado político, porque nos anos 30 o mundo inteiro estava passando por um momento ali de expansão totalitarista, sabe? Na Europa a gente tinha muito…

Tava naquele período da Segunda Guerra que tava divisão de país, ganhador, divisão da África, um monte de coisa assim. Se eles terem que falar de política, seria abraçar o mundo, sabe? Acho que o mais sensato seria não tocar tanto nesse assunto. Eu acho que nesse aspecto tem sido feito bacana, sabe?

Ela critica de uma maneira que fica temporal, não fica local em nenhum país específico. Tem feito bem, eu acho que nesse ponto, sabe? Eu acho que isso é um subtexto de que a gente, enquanto foi, enquanto brasileiro, enquanto pessoas que entendem a história, talvez vai pegar, mas, enfim, não vai estar lá. É, não, o Harry Potter sempre foi feito através de analogias, tá ligado, tipo assim…

Obviamente o Harry Potter não tem presentatividade de várias formas, mas também é muito uma história que é sobre minorias e que é sobre as diferenças, e aí é tudo feito de uma forma em metáfora, não de uma forma direta, tipo aplicando essas coisas que a gente tem no mundo real a esse mundo bruxo. Então deve ser nessa mesma pegada. Exato. Eu torço de coração mesmo, de coração, para que nesse terceiro filme a gente tenha uma representatividade maior, porque a Warner tem a chance muito grande de, ainda mais com cenas de flashback do Dumbledore e do Grindelwald, de colocar os dois, tendo algum momento deles ali.

Sei lá, ia ser muito bacana para o mundo de entretenimento se colocassem essa representatividade deles. Então eu tô também curioso com essa questão dos flashbacks, para saber o que eles vão fazer, porque eles têm a chance, né? Nossa, pelo menos o Jude Law… Ah, mas é que eles não vão se encontrar até 1940.

Isso traz a gente a uma questão muito interessante, inclusive, Diego, sobre a representação da homossexualidade do Dumbledore, né? Eu acho que, diferente do que o David Yates disse em entrevistas anteriores, ela não foi escondida no filme. Também acho que não, ele tem diálogos, até eu gosto muito do diálogo lá do nós éramos mais que irmãos, por mais que não seja uma confirmação, precisa estar muito atento a esse diálogo, né? Mas eu gosto.

Faz sentido ele ser assim, eu não sei se vocês concordam comigo, mas porque ele não chegaria ali do nada e falaria não, porque eu sou isso, eu sou aquilo, sabe? Não faz nem sentido assim, sabe? Sim. É, o próprio Dumbledore nem entende muito, talvez o que ele sinta é…

Obviamente ele sabe, mas não sei, ele tá apaixonado por um bruxo que não é um dos bruxos mais legais pra se apaixonar, né? Que é o caso do Grindelwald. Então, como ele lida com isso? Isso é legal também.

Eu acho que, assim, a narrativa que a gente lida, tanto em Harry Potter quanto em Animais Fantásticos, é uma narrativa que a gente chama de restrita, né? De que, tipo, o espectador ele não sabe mais do que o protagonista, ou quem a gente tá acompanhando no momento. Então, indo por essa ideia de narrativa restrita, o Newt não sabe do Zolet, do Dumbledore. Então, tipo, a gente não sabe, a gente na teoria não sabe também por causa disso.

Então, tipo, o momento que a gente descobrir provavelmente vai ser através de alguma coisa passada pro Newt. Perfeito, o que seria ótimo pra mim. É, provavelmente vai ser essa a questão. O ponto é isso, é não se esquivar e dizer algo trabalhado, porque nunca necessariamente me incomodou o fato do Dumbledore ser gay e disso não ser explícito nos livros, principalmente porque era uma informação extra que a J.K.

Rowling falou depois, a pergunta de um fã, barra quando o Steve Clovis queria colocar o Dumbledore falando de uma namoradinha. Então, assim, nunca foi na época, né? Era outra época, nem existia a questão do Kirby, enfim. E do ponto de vista de narrativa mesmo, não faz tanto sentido assim, né?

Então, assim, nunca me incomodou. O ponto é que agora a gente tá lidando diretamente com uma história que é o Dumbledore mais jovem, que vai ter que lutar com o Grindelwald em algum momento. A gente sabe que eles não se encontram até 45, mas, pô, é muito importante saber o background deles, entender por que eles fizeram esse pacto, né? Enfim, muita, muita.

E você não pode fugir disso. Aí é o problema de você colocar a gente saber que isso aconteceu e você não pôr cena, sabe? Você, tipo, não demonstrar direito, não deixar explícito. Tem que rolar.

Tudo bem não ter acontecido no segundo filme, ainda mais porque é só no final que a gente descobre que eles têm um pacto e por isso que eles não podem se enfrentar. Mas, tipo, tem que ter nos próximos, cara. Tipo, tem um momento que não dá mais pra fugir. É que eu não acho que eles fugiram.

Ah, não, não, eu não acho, não, também. É importante deixar isso claro porque ficou parecendo com aquelas entrevistas e com que o pessoal, de novo, de J.K. Rowling já estava cancelada, já tinha todas as polêmicas, ficou parecendo que eles estavam fugindo e eles não estavam, entendeu? Porque do ponto de vista de narrativa não fazer sentido, de vários pontos de vista técnicos analisando o filme não fazia sentido.

E a gente não sabe nem quando vai fazer, em algum momento, com certeza. Em algum momento desses três próximos filmes isso vai ter que ter e vai ter que ter bem claro, bem claro mesmo. Não é só através de metáfora, só que não por enquanto, pelo menos. Eu não lembro de ter visto ela tão pistola no Twitter quanto nesse dia da entrevista do Dave Dietsch.

E com razão, né? É, vocês estão me culpando de uma entrevista que eu não dei, de algo que eu não falei e de algo de um filme que vocês não viram ainda até o fim. E que tem mais três sequências. Pois é, então eu acredito que ela vai colocar sim mesmo com tudo o que está rolando, né?

Até porque isso é tão básico, né, gente? A gente não está mais na época de Harry Potter, né? Hoje isso é muito simples, muito básico. Ah, mas não filme mainstream desde esse tamanho, não é algo nem um pouco comum, na verdade nunca aconteceu assim nesse nível.

Então seria um negócio groundbreaking, assim. Coloca eles desmondadas, colocam eles se abraçando, colocam eles num carinho, entendeu? Mas eu acho que vai ter que ser explícito real, assim. Vai ter que estar numa fala, vai ter que estar muito explícito, entendeu?

Eles se beijando, no caso? Sim, primeiro que a gente já está lidando. Se existe uma comunidade LGBTQIA+, o T já está totalmente comprometido. Sim, sim, sim.

E as outras pessoas em volta disso, né, obviamente aliados também, mas enfim. Em volta disso já estão pistola. Aí além de tudo, você vai colocar uma representatividade, não vai colocar ela de fato. Vai ser tipo assim, aquele rolê de Ah, eu não vou beijar no meu casamento para os héteros não se ofenderem.

Aham. Eu só acho que talvez agora nem seja o melhor momento para apresentar isso tão explicitamente. Eu acho legal se for construindo implicitamente. E aí quando se aproximar do conflito, deixar bem explícito, sabe?

Eu amaria tipo uma cena um pouco antes do conflito final deles. O Dumbledore indo lá se declarando, uns flashbacks, umas histórias tipo deles super apaixonados, sabe? E aí eles têm que brigar, sabe? Nossa, já me vejo chorando no cinema.

Seria da hora, hein? Eles fazem o grande duelo deles, que acontece em 1945. Você pode ver, seria legal ver eles sofrendo, fazendo esse duelo. Sim.

Como se ele tivesse enfrentado o Greenville, mas ele não quisesse, mas eu falei que eu quero ver nos olhos do Gigi Lowe, ele chorando enquanto duela com ele, de estar fazendo algo que ele… Porra, seria incrível, olha as chances que eles têm, sabe? Isso é ótimo, né? Porque a gente já tem dois atores excelentes para fazer isso.

Então! Ele assim, mexe a barinha e vem tipo um flashback, assim, dos dois, sei lá, deitados num campo lindo, florido, e aí ele volta para a luta, assim. Perfeito, sério, é o que eu falei, ele tem a chance, é só colocar. Mas eu acho também que tem uma outra questão, gente, que a gente não sabe até que ponto o Greenville correspondia, né?

A gente não sabe o que eles tiveram de fato mesmo. É, a gente não sabe se eles se pegaram, né? Mas assim, Pedro, no extra do Blu-ray, do Animais Sentados, se fosse o scum de Greenville, eu diria que eu vou falar que eles tiveram uma relação. Foi pela primeira vez que ela falou isso, assim…

Pode ser platônico, tá ligado? E o Greenville, pode ser que ele sabia disso mesmo, usava disso simplesmente para se beneficiar e nunca deu nem uma bitoca no Dumbledore. É, isso pode acontecer também. Eu acho que tem a questão do seguinte, de que são personagens fictícios.

Então, eles podem criar em cima disso o que foi, entendeu? Eu acho que pode ser que realmente… Eu não acredito, realmente, em um grande amor do Greenville, que ele não tenha se usado disso para manipular, tá ligado? Com certeza.

Mas tipo, acho que poderia ter por essa questão de, tipo, de a gente ter algo bem explícito mesmo. E aí pode mostrar como o Greenville não era de fato um amor que ele sentia, né? Ele só usava mesmo. Acho que não dá para saber, né?

Tem muita coisa, na realidade, que assim, acho que já encaminhando para o final do nosso episódio, é muito interessante que… Teve muita coisa que a gente não discutiu tanto, né, gente? A Aurélia Dumbledore, por exemplo. Mas por quê?

Porque simplesmente a gente não tem com o que discutir, assim. Não tem base para falar sobre nada, né? Pois é. O único ponto que eu falaria sobre o Aurélia Dumbledore é que você também, em uma estrutura de roteiro, você não faz uma revelação dessa no final do filme desse jeito e ao que tudo indica é um negócio meio falso.

Então isso é muito desonesto. Isso não se faz. É, não ia ser um filme todo girando da identidade dele para ser algo mentira, não faz nem… É um desrespeito.

Se for revelado que é mentira, o filme 2 simplesmente e o 1 também vira… Se apaga no mapa. Exatamente. Exato.

É só isso que eu estou a dizer. E aí esses filmes vão ficar menos assistíveis de novo ainda. E eu lembro que a J.K. Rowling twittou, né?

Fica bem da estreia do filme e uns dois meses depois falando que respostas serão dadas no terceiro. Então seria muito legal, pelo menos, que esse arco do Credence do Aurélia fosse encerrado no 3 para eles conseguirem seguir para outras coisas no 4 e no 5, já que deve ter a passagem do tempo, né? Nossa, mas aí o problema… O problema é que os dois, três primeiros filmes ficam inúteis.

É difícil lidar com isso? É, é complicado. Eles estão tratando muitas tramas e não sabem para onde vão chegar. É, é porque assim…

Eu acho que a questão do Aurélio resumidamente é que tipo assim, se ele for um Dumbledore é um negócio que não faz sentido porque a gente tem o 7º livro de Harry Potter que fala da família do Dumbledore e esse menino não é citado. Então é um erro muito grande. Sendo mentira, provavelmente não deve ser uma mentira completa. Provavelmente ele deve ter uma ligação com o Dumbledore de alguma forma.

Então isso continua a ter uma continuação para os próximos filmes, entendeu? Se for isso, né? Porque é isso, a gente acaba se perdendo um pouco no sentido de que a J.K. Rowling é uma escritora brilhante, né?

Tipo assim, eu só não sei se vai ser bem executado, mas acho que uma resposta ela tem. É o que a Marina falou. A gente está falando de J.K. Rowling, que é uma escritora brilhante, mas também é a escritora que aprovou Cursed Child, que tem vários problemas de roteiro.

Ah, é verdade, tem isso. Eu acho que realmente o Credence barra Aurélio Dumbledore é uma coisa difícil de especular ainda. Basicamente, gente, a gente não sabe de nada. É isso, gente.

Só sei que nada sei. É, parece bobo que seja uma mentira e parece irreal que seja uma verdade também, sabe? Então não sei. É bem isso.

Então é isso, gente. Eu acho que a gente já falou sobre tudo que a gente era capaz de falar sobre animais fantásticos, não é mesmo? A gente quer saber muito o que vocês acham também, se vocês concordam com a gente, se vocês discordam. Então vocês deixam aí nos comentários.

O podcast não tem exatamente um comentário, né? Mas enfim, vocês mandam aí na DM, nós. Aliás, vamos lá. Para falar que discordam de você.

Até para os haters. No Instagram e no Twitter é Tiego Novais e o meu canal no YouTube Observatório Potter está lá. Vamos que vamos aí, Sergi. É, agora desde a última vez que a gente gravou o Tiego já está com um milhão de inscritos, gente.

É, agora eu sou um milionário, viu, gente? Queria dizer aqui, brigar, brigar. É isso, outro nível. Nem sei como ele aceitou participar, cara.

E você, Yolanda? Vocês me encontram no Instagram, é a arroba, underline, ysrace e o Twitter é só ysrace. E é isso, ou Yolanda Reis em qualquer lugar que vocês forem procurar por aí. Arrasou.

E você, Marina? As minhas redes, né? Twitter, Instagram, TikTok, Facebook, que toda vez o Pedro diz não, você tem Facebook também, então tá bom. Vou falar para as pessoas.

Todos são marinandelli. Marina, A, N, D, E, E, I. Então é só chegar. As minhas redes são todas arroba im pedromartins.

E aí tem as redes também do Potteriche, né, Marina? Faça as honras da casa para a gente. Né, como gerenta de marketing. É arroba poteriche no Twitter, no Facebook, no TikTok e arroba potericheoficial no Instagram.

E, claro, para as últimas noites de Harry Potter, os melhores quizzes, os melhores artigos, poteriche.com. É isso então, gente. Muito obrigado pela participação de vocês, Yul. Muito feliz.

É isso. Um beijo, gente. Até a próxima. Beijinha, tchau, tchau.

Valeu. Beijo, tchau.

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