#13: O brilhantismo e misticismo de Luna Lovegood, com Pedro Agnelo

#13: O brilhantismo e misticismo de Luna Lovegood, com Pedro Agnelo

Semanário dos Bruxos

Episódio 1336min 20s9 de fev de 2021

🎙️ Episódio 13 · 36min 20s · 9 de fev de 2021

Sem se importar com o que os outros pensam, Luna Lovegood quebra o estereótipo da Corvinal, dá suporte emocional aos seus amigos e, além disso, é uma bruxa poderosa. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem o diretor de conteúdo do site OtaGeek, Pedro Agnelo, para discutir o brilhantismo da personagem.

RESUMO DO EPISÓDIO

  • O jeito Luna de viver, sem se importar com o que os outros pensam
  • A maneira como Luna quebra o estereótipo da Corvinal 
  • A amizade de Luna, que dá suporte emocional a Harry e aos outros amigos
  • A força de Luna, vista só como uma personagem fofa, mas que é poderosa
  • A vida de Luna pós-potter no casamento com o neto de Newt Scamander

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Transcrição do Episódio

A transcrição abaixo foi gerada automaticamente e pode conter pequenos erros.

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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potterish, que vai ao ar toda terça-feira em toda a plataforma de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E o episódio de hoje é sobre a Luna Lovegood, ou a Dilua, como alguns a chamam, pejorativamente.

Enfim, essa menina maravilhosa e fofa, e que eu amo, que provavelmente é minha personagem favorita de Harry Potter. E você, Marina, o que você acha da Luna? Ela não é minha personagem favorita de Harry Potter, mas eu gosto bastante dela também. Ah, feliz!

Como a gente já abordou um pouco, né, no episódio da Corvinal, ela é, eu acho, a única Corvina bem desenvolvida na série. Então, eu acho que eu a vejo com um pouco de orgulho, né? Tipo, minha menina. Ah, é tudo.

E para conversar sobre a Luna, a gente convidou o Pedro Agnello, que é jornalista e ele é diretor de conteúdo do Otagique, que é um site sobre cultura geek. E aí, Pedro? Oi, gente. Vocês mencionaram da Luna?

É, eu acho que ela é minha personagem favorita, viu? Eu acho que ela era tipo Hermione antes, mas agora é a Luna. Gente, quem tem a Luna como personagem favorita? Ninguém tem, feliz que não sou o único, né?

Como assim as pessoas não têm ela como uma favorita? Tipo, ela é muito boa. É que assim, eu também tenho uma coisa de gostar dos mais esquisitinhos, assim. Até quando eu assisto RuPaul, é as drags esquisitas que eu gosto.

Então, eu não sei, eu me apaixono pelos mais esquisitos que são muito puros. É, eu acho que é mais uma questão, tipo, todo mundo gosta da Luna, não conheço ninguém que desgosta dela, tá ligado? Acho que pelo menos isso, mas acho que ter como favorita já é uma questão mais pessoal mesmo, acho. É, pra mim, eu acho que, na realidade, uma das coisas mais legais sobre a Luna, a meu ver, é que ela traz esse certo frescor aos personagens de Harry Potter.

Ela é essa personagem fofa, mas não é isso o ponto, ela é diferente, né? Ela não se importa de ser diferente dos outros. E eu acho que isso passa uma mensagem muito legal, assim, pros leitores, né? Mas quando você tá lendo ali, você tá naquele seu período de formação, assim, você é criança, adolescente, enfim.

Eu gosto desse frescor que ela traz pra Harry Potter, assim, né? Pro casting. Pra mim, uma coisa que é muito curiosa nela, é que ela sempre pareceu mais mística, né? Tipo, esse ar dela de, tipo, de conhecer coisas que outros não conhecem, né?

Quando ela vê aqueles… Eu acho que são cestralhos, na verdade, são os que voam. Então, tipo, ela já tinha… Ela chega de um jeito bem místico, né?

Vendo essas criaturas que ninguém mais via, tendo uma conexão com algo que, em certos temas de fantasia, geralmente é do mundo mais místico, espiritual, que é a questão de morte, né? Então, ela e o Harry mantêm essa conexão. E eu acho que ela traz essa… Assim, ela é da Curvinal, ela tem todo esse conhecimento, ela é muito inteligente.

Mas essa questão do místico dela dá um conhecimento diferente das outras pessoas. Então, eu gosto muito do jeito que é trabalhado, o início, nela. E quando ela apareceu nos filmes, eu achei muito que… Até a Hervana Lynch trouxe essa coisa meio fantasmagórica pra ela, né?

Porque ela é muito pálida, a vozinha, a calminha. Então, eu achei muito legal, assim, todo esse jeito dela. Ah, inclusive, já que você mencionou, acho que Hervana Lynch interpretou ela, assim, brilhantemente, né? Fantástico.

E a Hervana Lynch, inclusive, enfim, perfeita. Eu e Marina tivemos o prazer de conhecê-la e de conversar com ela por muito tempo na Comic-Con. Tipo, ter um super papo, assim, com ela, perfeita, realmente. A experiência que eu e o Pedro a gente teve conversando com a Hervana, a gente teve uma conversa de meia hora com ela.

Não foi só a gente, mas tinha pouca gente ali. E a gente tava no início meio nervoso, né? De tipo, meu, o que a gente fala pra ela, né? Só que a gente pensou, pô, ela é fã.

E a gente começou a falar sobre teorias de animais fantásticos que na época que tava lançando, né? E tals. Então, foi muito legal. Eu acho que é uma personagem que acho que diferente de muitos outros.

Eu não acho que ela é mal representada nos filmes, sabe? Apesar de, obviamente, a gente tem bem menos cena, né? O Pedro tava me falando mais cedo… Qual o Pedro?

O Pedro e a Guilherme tavam me falando mais cedo de que, no total, ela tem 15 minutos de cena, tá ligado? Em todos os filmes. Cara, é bizarro, porque, tipo, quando eu tava vendo, tava revendo, né? Porque eu precisava lembrar um pouquinho mais sobre a Luna, o que que foi muito diferente no livro ou no filme, o que que trouxeram.

E aí, quando eu vi, assim, o vídeo, o primeiro vídeo que aparece no YouTube, é todas as cenas de Luna logo. 15 minutos. Eu falei, gente, como assim? Mas é interessante ver como ela vendeu, né, o papel.

Ela, tipo, soube utilidades 15 minutos. Pra mim, ela ficou muito marcada, assim, da ponto de eu achar que ela tinha mais. Exato. Então, ela tem uma aura, assim, muito boa.

Porque uma coisa legal que eu acho de atuação é, tipo, assim, você atuar mesmo quando você não é o destaque. Você ser o personagem mesmo que você não esteja falando nada, a câmera não esteja focada em você. Então, é aquela questão de que, primeiro, ela tá no background, mas você consegue… ela continua sendo ela, né?

Então, eu acho que a Evanna traz isso muito bem. Então, eu acho que acaba que as pessoas conseguem entender um pouco melhor a Luna. E essa questão que foi falado do meticismo, da morte, por exemplo, eu acho que é uma visão muito legal, principalmente, se você pegar o Harry, né? Tipo, assim, o tanto que ele tava ali sofrendo com a morte do Cedrico, né?

Tipo, se imartilizando e tals, ele tá, enfim… Ele tá bad, né? Em ordem da Fênix, realmente. Pra caralho.

E ter do lado uma pessoa, assim, pô, perdi minha mãe, né? Super jovem. Alguém que entende o mínimo de morte pra poder dar o conforto que ele precisa, né? Exato.

Não quer dizer que não doa ter perdido a mãe tão jovem, né? Mas ela tem uma visão tão, tipo, mais tranquila, sabe? De realmente a ordem das coisas e essas criaturas que agora você consegue ter contato por causa disso, sabe? Acho que é uma perspectiva bem legal, bem mais de boa, né?

Um contraste muito legal com o Harry. Eu acho que a Luna é a única personagem, sim, de Harry Potter ali no casting juvenil que parece que é terapizada, assim, sabe? Parece que a Luna fez muita terapia na vida dela. Sim, terapizada total!

Sabe? Porque, assim, ela lida bem com a morte, ela lida bem com as pessoas olharem estranho pra ela e darem apelidos pra ela e, tipo, foda-se, sabe? Um trecho pra mim que é muito marcante, tipo… O Ron era muito grosseiro com ela ali naquele início, né?

E aí tem até um trecho que, enfim, ele tá sendo grosseiro com ela. E aí ela, pelo contrário, ela não se perturba com isso, né? E ela vira pra ele, ela olha pra ele com muito interesse, assim, e, tipo, o espírito sem limites é o maior tesouro do Ron, né? E, de alguma maneira, assim, dá que ela, sabe?

Que ele tapa na cara, mas sem querer dar tapa na cara, sabe? E, tipo, lida com a situação muito bem, assim, sabe? Cara, é fantástico, porque pensar que ela lida bem com a morte, ela é mais terapizada… Eu lembrei até da cena que quem confortou também o Harry na morte de outro personagem quando foi o Dobby, né, foi ela mesmo, né?

Então, ela é uma personagem muito forte, sempre acalmando os outros, e talvez isso venha, de talvez ela ter lidado com a morte tão cedo, ela encare o mundo de uma outra forma, né? Talvez de uma forma mais madura, uma forma mais natural, né? Brisando muito, gente, que eu adoro brisar desses tópicos, vou me perdoar. Mas a gente tem uma pauta de naturalização com o processo da morte, algo sempre muito chocante, né?

Fica muito distante da gente. Então, quando chega, sempre um baque, né? Uma coisa muito assustadora e horrível. E parece que ela naturalizou a vida, assim, essas coisas mágicas e místicas, tanto a morte, né?

Então, ela lida bem, ela ajuda os outros a passar por esse processo, sempre aquele jeito calmo dela, bem natural, bem honesto. Então, nada espanta ela, né? Nem a grosseria dos outros, porque eu acho que ela consegue ver o porquê que ele é grosso, ou o porquê que ele é tão na defensiva, e ela não se prende em questões muito sociais, né? Não entra, né, na vibe dele.

Exato, não entra. Ela não tá presa no nosso mundo muito social, né? Tipo de, ah, e agir de tal maneira, o mais correta. Não, ela age do jeito que ela quiser.

E ela também não é inert, né? Ela faz muita coisa. A gente vai discutir isso, inclusive, sobre como ela é uma boa bruxa, mas enfim, não quer dizer que ela é inert, né? Ela não é essa pessoa brisada que tá ali dando conselhos pra todo mundo.

Ela realmente é muito ativa em muitas coisas, assim. Concordo. É que eu acho que ela tem uma postura que é muito rara em adolescentes, de que é que ela tá pouco se fudendo, assim, tipo… Claro que não é legal que as pessoas ficam cassuando ela e escondendo coisa, né?

Tipo, nossa, que experiência divertida. Não é isso, mas tipo, ela não muda por causa disso. É muito raro isso, né? Você ser autêntico dessa forma nessa idade e não questionar que o erro tá em você, né?

Entender que o erro tá nos outros, que te julgam. Porque mesmo, você tá vivendo sua vida, né? Sim. E ela lida também, né, com a própria Hermione, né?

A gente citou o Rônico, que foi grosseiro com ela e tudo mais, mas a Gina chama ela de dilua, né? E a Hermione, assim, a Hermione não chama ela necessariamente de dilua, mas enfim, até onde eu lembro, pelo menos. Não pra ela, pelo menos. Não diz diretamente, mas a Hermione fica super assim, meu, você tá falando que vê uns óbulos, sabe?

Você tá falando, você lê a sua revista aí de segura a varinha na orelha, tipo, quem é você, sabe? Tipo, meio que esse conhecimento super, o seu conhecimento é uma fronta para o que eu considero como conhecimento de verdade. A Luna era anti-Hermione, né, de um certo jeito. Sim.

A própria Rowling, que chamou ela disso. Sim, exato. Eu acho até interessante porque eu acho, na verdade, que ela é só um outro jeito de encarar conhecimento, né? Porque eu sinto que a maioria das pessoas encara o conhecimento como essa necessidade, mas não como um prazer.

Eu vejo ela, tipo, ela mergulha em certas coisas que as pessoas não acreditam, mas não porque ela é, tipo, assim, bobinha. Eu acho que ela pode ter uma inocência de acreditar logo de cara, mas ela prefere acreditar num mundo de coisas que ela não conhece, sabe? Então talvez um prazer maior até para essas questões que ela não conhece e se aventurar e talvez descobrisse é ou não. Tanto é que eu acho que eu lembro de ter lido…

Ela fez até as aulas mais bizarras, né? Ela fez a aula daquela do chá, adivinhação e estudo de runas antigas. Então ela fez as coisas mais bizarras, assim. Que é, tipo, um interesse por descobrir esse mundo misterioso.

Sim. Um ponto interessante esse, né? De o conhecimento para o prazer, né? Exato.

Que loucura pensar nisso numa sociedade capitalista, né? Tipo, as coisas têm que te levar a algum lugar. Imagina você aprender alguma coisa só porque você quer e não porque você quer virar um expert nisso e você vai te levar a algum lugar. Realmente, né?

Tipo, pô, às vezes eu só acredito nisso porque eu quero acreditar e eu vou atrás, né? Sim, exato. Eu acho que inclusive a Marina menciona, né? Mencionou no início do podcast que a Luna é a única Corvina bem construída, mas eu acho interessante que ela é a única e ela distoa muito do padrão do Corvino que a gente às vezes tem na cabeça, né?

Que, enfim, que o Corvina é o CDF, que o Corvina, enfim, é o cara que devora livros. E a Luna não é essa pessoa, né? E ela é super Corvina, né? E aí a gente entra até naquele debate do porquê que é a Hermione, né?

Corvina… A gente tem um episódio só sobre a Corvinal que a gente debate isso também, mas é uma discussão interessante, assim. É que é isso, né? A questão principal dela talvez ser anti-Hermione é porque a Hermione, além de todas as questões que a gente já debateu de porquê ela não é Corvina, de ser cabeçadora, de ser fechada, etc.

Mas também é isso, né? Tipo, o que é conhecimento válido que não é conhecimento válido, sabe? Tipo, você que tem que definir isso. Tipo, pra mim um conhecimento em matemática não vai ser válido porque eu não gosto de matemática difícil, entendeu?

Mas, pô, é inútil a partir disso. Outras pessoas não podem ter interesse, sabe? Não sou eu que tenho que editar essas coisas. Isso é um tipo de conhecimento, né?

Eu acho que ela tem o prazer de investigar e ela tem uma conexão com, tipo, criaturas, né? Tanto é que ela acaba seguindo a carreira de majujulosista, não sei falar, não sei. Mas ela tem essa conexão pra esses tipos de conhecimentos, né? Do mundo vivo e eu acho que até o mundo mais artístico, né?

O mundo, esse mundo dos animais. Tanto é que ela tem até esse negócio do quadro dela. Quando eles vão na casa dela e eles veem que ela pintou o quadro deles, né? Depois de todos eles, do Harry, da Hermione.

Não sei se é do último livro. Sim, claro. Não, a via mais artística, né? É, então.

Então é um tipo de conhecimento, eu acho, mais conectado a esse mundo artístico e mais bonito. É, eu acho interessante que se a gente pegar o lema de Corvinal, né? A tradução pra português brasileira é sensacional. Espírito sem limites é o maior tesouro do homem.

Mas, assim, se você pega no original, né? With beyond measure, né? Então, tipo, o conhecimento para além de qualquer, tipo, medida, assim, sabe? Tipo, nesse sentido de que, realmente, ele não precisa necessariamente te levar a algum lugar, enfim.

Ela é realmente uma puta de uma representante da Corvinal. E ela realmente entra nessa vibe, né? É, porque o conhecimento que você pode concular é o da nota, né? É verdade.

Então, bora sair disso. Tipo, a nota é uma measure, né? Uma medida. E aí, with beyond measure.

É, realmente. Eu nem vou entrar nesses comentários porque eu já faço pedagogia, né? Então, eu já vou ficar, tipo, todo surtado falando sobre notas e escola. Você tem que entrar em alguma…

Aquelas escolas… Eu ia falar construtivista, mas não é verdade, porque eu sudei escola construtivista e tinha nota, mesmo assim. Ah, mas aí ela não pode fugir do padrão da sociedade, né? Difícil, enfim.

Ah, é. É verdade. Sim. E uma coisa interessante, né?

Já que a gente tá discutindo os interesses da Luna, eu lembro que quando a gente fez, inclusive, o podcast da Corvinal, a gente discutiu menos, bem menos, né? Sem entrar em detalhes. Mas eu vi alguns comentários, assim, do pessoal nas redes sociais, tipo, nossa, o pessoal passa pano por pseudoscientificismo da Luna. Não.

Não acho que é pseudoscientificismo igual. Acho que o Pedro trouxe uma coisa muito interessante. Que ela prefere acreditar e entender antes de falar, nossa, não, isso aqui não existe. Sabe?

Isso aqui é mentira. Sabe? É meio diferente, assim, o jeito que ela lida, eu acho. Posso trazer um comentário, assim?

Vai vir um pouco da minha vida acadêmica. Uhum. Não sei se vai ser muito longe, me perdoem. Mas essa questão do conhecimento.

Eu tava fazendo um artigo sobre o espírito científico, né? O nascimento do espírito científico. E uma coisa muito problemática que a gente tem na ciência, hoje em dia, é que a ciência, ela nasceu de questionamentos, né? Ela funciona através de se questionar, não achar que tudo já tá feito, que já tá descoberto.

É sempre ir atrás do que mais pode ter descoberto e daquilo que a gente já descobriu, se está correto, se não tem uma variável ali, se talvez a gente descubra uma outra coisa que anule isso, sabe? Então, ultimamente as pessoas trazem o trabalho científico, uma coisa fechou, é isso. Descobrimos, acabou, não tem mais nada. E a gente vê alguns personagens ali dando, eu acho que a Hermione lida com conhecimento muito assim, né?

Tá aqui no livro, é assim, tá bom, fechou. E a Luna não é muito disso, né? Ela é de investigar, de explorar, e ela passa nisso nessa coisa dela de tá sempre acreditando. Uhum.

E também, sei lá gente, ela não é uma lava de caravalho, entendeu? Fazendo vídeo no YouTube, fazendo livre, falando coisa. Ela não tá mandando fake news no WhatsApp, né? Tipo, ela tá ali acreditando no rolê dela.

E tudo em que ela acredita não é prejudicial, igual você disse, não é prejudicial pra ninguém. Sim, não é nada que muda as regras do mundo bruxo, não é nada que revoluciona a sociedade e não é nada que ela tá tentando enfiar a água abaixo das pessoas, assim. É, ela tá ali no rolê dela, né? Ela tá ali no rolê dela, ela não quer necessariamente que as pessoas acreditem no que ela acredita, né?

Ela menciona porque é algo que faz parte do universo dela, né? Tipo, ai, aqui tá cheio de reguilés, ah, usam os óculos. Ela menciona, mas ela não tá tentando convencer ninguém de nada. O ponto que, como eu já mencionei antes pra ela, ela mesma basta, né?

Tipo, ela não precisa que as outras pessoas acreditem também, ela não precisa da validação dos outros, o que eu acho muito admirável. Uhum. É, essa questão que o Pedro trouxe, inclusive, de como a gente lida com a ciência, é muito interessante, né? A gente cresce numa sociedade que, ah, pesquisa científica é tudo.

Peraí, gente, pesquisa científica às vezes tem retratação, né? Dizem uma pesquisa que é publicada, revisada por pares, enfim, depois de anos, de meses, de dias, ela é retratada pela revista que publicou e fala, não, peraí, tava errada, sabe? A gente tá vendo isso acontecer com muita frequência em relação a coronavírus, né? Os estudos de medicamentos, né?

E aí, não, peraí, retrata, não é bem assim. Então, ela parte, acho que, do zero nessa ciência, né? Não é a coisa concreta, né? É a coisa do vamos lá, né?

E aí, partindo do presuposto que o Pedro disse, a ciência nasce até mesmo da filosofia, né? E tudo mais, então acho isso muito injusto com a Luna falar que o conhecimento dela é o que ela faz a pseudo-ciência, sabe? Sim. Então, é isso, né, gente?

A Luna é essa pessoa que, como a Marina disse, se basta em seu conhecimento, enfim, a gente já discutiu ela sobre questão de conhecimento, mas acho que a Luna também é uma amiga muito, muito importante, né? Ela é muito amiga, assim, e é isso que interessa, ela não liga que o Rony fecha a cota dela. Ela vai lá e vai acalentar o Rony, por falta de palavra melhor, quando ele tava super nervoso pra jogar quadribol, né? Ela vai lá e usa o chapéu da Grifinória.

Ela vai lá, enfim, quando a Hermione, Hermione, cara, que mais afrontava ela nessa questão do conhecimento dela, né? Quando a Hermione tá lá no banheiro chorando por causa do Rony, quando lá, do relacionamento deles, é ela que vai lá e vai, enfim, oferecer conforto pra Hermione, né? Eu acho isso muito interessante, assim, também. Como ela não liga e, enfim, ela sabe reconhecer que as pessoas às vezes não fez aquilo de maldade, né?

Eu acho que é uma evolução espiritual aí, bem grande, assim, né? De, tipo, ah, a pessoa tá falando isso só porque ela não entende direito, né? E aí, tudo bem, vou ser amigo dela mesmo assim. Nossa, eu não sei se eu não guardaria um corzinho, sabe?

Não, eu guardaria. Eu guardaria um pouquinho pra jogar depois. Eu também. Tipo assim, tá sofrerando por causa de macho, vai lá no livro, vagabunda, vê se…

Ah, meu Deus, vai na sessão proibida, vê se você acha uma coisa. Exactly. Ai, gente. É que é isso, né?

Ao mesmo tempo, eu acho muito admirável essa questão de ela não ligar e tals, mas isso acaba que para ela sozinha, né? Tipo assim, se ela fosse uma pessoa que se conformasse mais com os padrões, ela provavelmente teria mais amigos antes. Só que aí também, aí quando ela vai ter amigo, vai ser amizade genuína, né? Gente, que de fato que ela é por perto e que ela quer por perto.

E isso que o Pedro mencionou antes, do quarto dela, que o Harry chega lá, né? Olha pro teto e aí tem desenho dele, da Hermione, do Rony, do Neville e da Gina, da escrita em volta, amigos, amigos, amigos. Nossa, que me deixa muito emocionadinha, sabe? Ai, foi linda demais.

Tipo assim, porque ela é muito sozinha, né? Ela e o pai dela, basicamente, há muito tempo já. Eu acho que ela sofria muito preconceito dentro da casa dela, né? Ela não tinha amigos na Corvinal, basicamente.

Eu tenho um pouco da impressão. Ah, tá, eu achei que era a casa, a casa com o pai ficou ué. É, eu também fiquei pensando, mas só tem o pai? Não, não, não.

Não, é exato. Da casa dela, de toda Hogwarts, né? É porque isso, né? Não é seguro socialmente você virar amigo da Esquisitona, porque aí você vira esquisito também.

A questão ali, né, do pessoal que se aproxima, que eles irão mais amigos, é que tipo assim, por exemplo, o Harry e a Hermione só andam entre eles mesmos, então não faz diferença eles serem amigos da Luna, socialmente falando pra eles, né? A Gina é popular o suficiente pra isso não afetar nada, né? E pra ser a pessoa que pode também responder pras pessoas e tipo, eles vão ter que ouvir. E aí o Neville é esquisito que nem a Luna também, né?

Então tudo se encaixa. É o grupo de amigos dela, muito fofo. É isso, né? Tipo, ao mesmo tempo que eu acho muito legal que ela, né, enfim, é ela mesma e é autêntica, é triste, né?

Porque ela fica muito tempo sozinha, ela faz as amizades, ela fica… Dá pra ver que ela fica muito emocionadinha, né? Tipo, quando o Harry chama ela, né, pra ser date dele por a festa de Natal do Slughorn, ele fala super preocupado, né? No sentido de tipo assim, ah, eu quero te chamar pra ir como amiga, né?

E ele fala meio preocupado de tipo, se ela vai ficar ofendida, né? De que ele tá querendo que ela vá só como amiga. E ela fala, nossa, eu nunca fui só como amiga com alguém assim, tá? Oh, que linda que ela é.

Ela fica, gente, é muito fofinha, pô. E é engraçado que tipo, eu não consigo pensar na Luna sem pensar nevando lente, né? Tipo, porque isso, ela é fofa, ela fala baixinho, ai meu Deus, é a mesma pessoa. Encaixou demais, né?

Encaixou perfeitamente demais. Senta aqui, eu lembrei de uma cena que era a minha favorita dela. Que assim, eu acho que, tipo, nem outro personagem tem igual a essa fala, que é quando o Harry tá lá no último, perto do final da história, né? O Harry tá todo preocupado com a questão do Voldemort e tudo e não sei o quê.

Eles estão naquele casamento do… Do Guilherme. É, e aí, ela acha que o Harry começa a falar e ela, ah não, eu interrompi um pensamento importante, não é? Eu consigo ver ele indo embora nos seus olhos e ele fica…

Mano, é muito real essa cena. E aí, depois de um tempo, veio o pai e ela, então, o pai, ele é muito educado pra falar, mas ele quer que a gente vá embora. Tipo, e pum, vai embora. Mano, graças a Deus, é ela, não tem, tipo, papas na língua e ela gosta de ser ela mesma, porque se não a gente não teria esses momentos maravilhosos.

E que ela reconhece tudo nas outras pessoas, né? Ela consegue ler a pessoa muito bem. Sim, pô, isso é muito importante. É um altruísmo, né?

Porque as pessoas olham tanto pra si mesmos. Não, e inclusive, assim, ela, a gente pode entender ela como realmente uma peça-chave ali, né? Na questão da armada de Dumbledore, na luta lá do Departamento de Mistérios, né? No Mistérios da Magia, quando o Harry vai recuperar a profecia dele.

E as pessoas lembram, né, da Luna, como a gente tá falando, como essa pessoa fofa, até como esse espírito livre, essa pessoa terapizada, enfim, tudo isso. As pessoas esquecem um pouco de que ela é também uma excelente bruxa, né? Pra idade dela, assim, e tudo mais. Ela luta muito bravamente ali na Batalha de Hogwarts, mas logo no quinto livro, quando ela aparece lá no Ministério da Magia, ela salva a Gina e o Ronin dos Comensais da Morte, né?

Porque a Gina tem uma cena lá que ela tá com o tornozelo quebrado, o Ronin tinha acabado de ser atingido por um feitiço que tinha deixado ele meio bobão, assim. E ela consegue salvar e salvar os dois juntos usando a magia dela, né? Então, assim, ela não é só pessoa fofinha, né? Gente, eu sei que eu falei isso no episódio passado, mas vamos lá no livro de Ordem da Fênix e releia uma cena do Departamento de Mistérios, que é sensacional, porque realmente tá todo mundo ferrado, assim.

Sobra ela, sobra Hermione e Sabo Harry, porque o Neville não pode falar, porque ele quebrou o nariz e não consegue falar feitiço nenhum, o Ronin e a Gina, o Pedro já falou. Nossa, realmente, assim, tá todo mundo ferrado e ela segura a onda ali bastante. Ela ajuda não só emocionalmente, mas até na luta tá lá. Tá lá aprendendo, tá lá motivando.

Uma faz tudo, só no background. Nossa, todo dia uma luna foi perto, né, gente? Ai, muito. É por isso, tá vendo?

Eu comecei o episódio falando assim, nossa, me questionando se a Luna era realmente a minha personagem favorita, mas ela é, gente, porque ela é uma meta de vida, assim, sabe? É, eu acho que é aquela questão, né? Principalmente a gente pensar que ela realmente é a única pessoa lá que já parece que fez uma autoterapia e que tá de boa. Boa coisa se almejar.

Com certeza, mas meio trágico, né? Porque, imagina, se ela pegar a história dela, ela com certeza só começou a fazer terapia após os 9 anos, né, quando a mãe dela morreu. Então, tipo, quando foi terapia, assim, só porque quis, coitado. É, mas é que é isso.

Me parece também que, tipo, a mãe a gente não conhece, mas pela vibe, né, também do pai, foi uma viração bem tranquila, né? Bem de boa, bem, assim, com aquele incentivo de ir atrás realmente, de saber as coisas, de ser livre, de explorar várias áreas, sabe? Eu não consigo ver o Xenofilho, porque eu acho que, por exemplo, os Weasley, né? Que, tipo, pô, é uma família muito legal, mas você percebe que, mesmo que não seja explícito, que existem expectativas ali, né?

Uhum. De, ai, do filho ser monitor-chefe, sabe? De tirar tais notas. O Rony fala isso, eu tava escutando o primeiro livro ontem, né?

O áudio-livro. O Rony fala isso pro Harry, assim, logo no trem, sabe? Tipo, a porra, o meu irmão, o Myzellio, fez isso. O outro Myzellio fez isso.

O atual Myzellio é monitor. O Fred e o Jorge, eles são meio, né? Eles fazem muita brincadeira, mas eles tiram notas muito altas, tipo, ele tem uma puta de uma expectativa em cima dele, né? Sim, sim, ele…

Claro que muito, ele coloca nele mesmo, mas fica aquela coisa meio implícita, sabe? A gente também já falou do Draco também, tem essa questão, então, tipo, na questão do aluno, não me parece que tem muito esse rolê, sabe? Ela sempre… Parece que sempre foi muito aberta, né?

O pai dela é uma grande influência, né, em cima disso, realmente, das coisas que ela acredita e tais. É muito livre o rolê. É, pensar que é a família total, artística e livre de fazer o que querem, né? A mãe fazer experimentos.

A gente não sabe direito o que era exatamente, mas ela era livre para experimentar várias coisas que pelo jeito eram bem loucas. E o pai, vamos dizer que é um escritor livre, assim, né? Bem criativo, bem aberto a explorar coisas e escreveu não importando o que as pessoas vão achar, né? Porque algumas pessoas sabem que era só bobagem, mas tava lá, né?

Nessa liberdade criativa e de conhecimento e de busca, né? Então, eu imagino que isso realmente passou pra ela. Sim, e também é isso, né? Até se você pegar a questão do Pasquim, né?

De que, tipo, é o único jornal ali que tava apoiando o Harry, né? Desde que ele realmente falou que Voldemort voltou. E aí, depois, né? Quando o Voldemort toma conta do ministério e por consequência do profeta diário, né?

É realmente um material ali de bastante resistência. Faz até um certo paralelo com o nosso Pasquim no Brasil, né? Quando a gente teve, enfim, e era forte e tudo mais. Eu acho que é isso, sabe?

Tinha umas publicações meio doidas, tipo… Tem um dos bichos lá que eles acreditavam super, assim, que tem algum texto até da Pottermore que fala quando ela se tornou margizoologista e tudo mais, ela descobriu que aquilo, enfim, não existia. Que aquilo provavelmente o pai dela tinha criado. Então, devia ter um pouco de coisa, assim, meio doida, assim, no Pasquim e na Luna e no pai dela, de modo geral.

Mas aproveitava-se muito, né? De modo geral, acho que é isso. Aproveitava-se muito dos dois, assim. Também tem outra coisa que eu queria trazer.

A questão do nome dela, né? Tem da palavra lua, né? Obviamente. E aí, tem essa questão da história que ela traz.

As pessoas vão à loucura, né? Então, ao mesmo tempo que tem essa questão lá… Não sei se vocês conhecem sobre o simbolismo da lua, da ideia do símbolo da lua, né? Tem até a questão da carta do tarot da lua.

A lua, ela sempre está associada a um símbolo de… Coisas, às vezes, inconscientes, né? Coisas que estão guardadas lá no fundo. É uma carta muito sobre sentimentos, né?

Luas geralmente envolvem sentimentos, porque também é uma questão da noite. A gente fala que a noite é tudo mais intenso, né? E uma coisa da lua também, além da insanidade, é que ela também pode causar ilusões, né? Porque as pessoas têm tantos sentimentos que, às vezes, elas estão causando uma ilusão.

Então, eu gosto muito da ideia da luna ser essa coisa mística, porque a lua tem tudo a ver com essa coisa de misticismo, né? Então, talvez de ilusões, desejos secretos, mas no escuro, sabe? Então, acho que tem tudo a ver com o nome dela e com a personalidade dela. E ela é realmente uma própria representação do simbolismo da ideia da lua, sabe?

Eu achei isso muito fascinante na questão dela. Uma coisa interessante, enquanto vocês estavam falando aqui, é que, tipo assim, a luna é de aquário, né? Ah, é tudo, exatamente. Melhor signo.

E quem é de aquário aqui também? Vocês dois! Sim, caralho! Vamos deixar aqui o nosso aniversário, amigo?

Porque a gente deixa as nossas redes sociais na final. Então, eu quero parabéns no dia 29 de janeiro. Ah, eu não sei se esse podcast já vai ter saído. Isso é legal, inclusive.

Deixa na edição, tá, Marina? Vai ter saído ainda não, amigo. As pessoas vão ter que dar aniversário atrasado. É, eu aceito, tá?

É que a gente está gravando esse podcast, vamos situar vocês, dia 21 de janeiro. Se sair em fevereiro, vocês voltam lá e me dão parabéns, tá? Beijos. E você, amigo?

Bom, eu estou aparecendo aqui agora, mais ou menos no dia 10 de fevereiro. Então, assim, vocês já podem me desejar parabéns lá nas redes sociais do Potterish, tá? Vou lá ficar fuçando até ver os nossos parabéns, tá bom? Então parabéns, Pedro.

E parabéns, Pedro Atrasado. Vai ser assim que vocês vão… Exatamente. Nossa, muito gêmeos, né?

Fã da luna, aquariano, jornalistas. Exato, tipo, todos o mesmo signo. O que eu acho que significa, se ela é o personagem favorito de vocês, que vocês são um pouco egocêntricos, né? Não, calma, calma lá, não.

Mas aquário tem esse rolê também, né? Meio diferentão, meio na outra esfera. Calma, diferentão na outra esfera? Sim.

Como é que a gente pode ver? Visionário, assim, futurista. Visionário, exatamente. É, entendeu?

E que ajuda os amigos, sabe? Que, assim, ele tem toda essa coisa mais niche que está lá cuidando dos sentimentos dos outros, sabe? Que nem a carta da lua mesmo, perfeito. Eu acho que, assim, essa é a definição.

Não, aquário também tem muito a ver com amizade, né? Tipo, liberdade, amizade. E eu sei disso, porque eu tenho venus em aquário. E aí, meu rolê é bem, tipo assim, em questão de relacionamentos amorosos, é bem uma questão, tipo assim, de abaixar a amizade, mas também você ser livre pra viver a sua vida.

Não relacionamento aberto, gente. Por enquanto, não cheguei também nesse estado de espírito. Não consegui evoluir ainda, mas quem sabe? Não sou tão aquariana.

É, exato, eu sou capricórnio. Só venus em aquário, eu tenho mesmo. Ah, eu não gosto de falar de venus, porque a minha é em peixes. Então, aqui…

Pus, foi caro. É. Mas assim, toda a simbologia é interessante. Será que o J.K.

Rowling viu o Cario Vittaro e viu o signo? Provavelmente. Cara, total, o Sirius é… Escorpiano.

É, exatamente, sabe? Tipo… Acho que isso faz muito sentido. O Rony é de touro, não é?

1 de março. É peixes. Mas ele deve ter alguma coisa em touro. Ah, mas peixes pra touro, né?

Assim, honestamente. A personalidade, assim, tirando a teimosia, aquecendo com comida, com a vida, tipo assim. Eu não vou falar que peixes é só um sup, porque a crush é de peixes, eu vou ficar quieto. Entendi, vai ficar só uma centeninha.

E por falar em crush, bom, a Luna, né, gente? A Luna se casou, como todo mundo sabe, com o neto do Newt Newton Scamander. Enfim, é o protagonista de Animais Fantásticos. Mas a gente sabia isso desde antes, né?

De ter Animais Fantásticos nos filmes. Mas ela não termina, né? Nos livros, nem nos filmes. Ela não termina namorando, de fato, com ninguém.

Casada com ninguém. Quer dizer, nos filmes, meio que sim, né? É, tem um rolê ali com o Neville, tipo… Mas não fica concreto, né?

É, eles ficam um do lado do outro. O Neville fala, ah, eu vou falar com a Luna, porque eu sou louco por ela. Aí eles ficam um do lado do outro. Eu não sei nem se eles dão uma mão.

Eles estão um do lado do outro, mas não tem beijinho. Se não beijou, né? É, não tem nada. E aí, isso, gente, isso não foi criado pelos filmes, na realidade.

Isso, na realidade, a J.K. Rowling admitiu que ela realmente pensou em tornar esses dois um casal, né? Ela disse na entrevista ao Jornal USA Today lá dos Estados Unidos que ela começou, enquanto ela escrevia os livros, a sentir uma atração entre os dois. Mas ela disse que o relacionamento deles dois não daria certo, porque, abre aspas, o Neville enxergaria as doideiras da Luna de uma ótica preocupante, assim, sabe?

Acho que o Neville é um pouco mais… Nessa questão toda, né? De conhecimento, tudo. Mas ele é meio diferente dela, né?

Então, ela meio que acabou desistindo, assim, de fazer eles um casal. O que vocês acham disso? Eu acho que fez todo o sentido, porque, pensando no histórico do Neville, depois de tudo que ele passou, de você lembrar como ele era nos primeiros filmes, todo azarado e toda aquela situação, e depois ficar com a Luna, que é toda livre, e que ela provavelmente vai se meter em muitas problemas e se virar com um monte de animal perigoso e que ele não vai fazer ideia do que fazer com aquilo. Então, eu acho que fez total sentido eles não ficarem juntos, senão ele não ia ter paz, não conseguir imaginar dando certo.

Era ser um casal que se divorciou depois. É, não, eu acho que ele é mais cauteloso, né? Justamente por causa disso, que ele tinha muita sorte com as coisas. Então, claro que ele vai, ele cresce, ele amadurece, encontra a sua coragem e tal, mas eu acho que ele é mais cauteloso.

Mas, tipo, eu tô de boa aqui. E a coisa é que, pô, em um relacionamento, ele teria que amar a Luna, não apesar das duas dices dela, né? Mas, por causa delas, achar isso uma característica da hora também, né? E é isso, a gente não conhece o Rolf, né?

Que é o nerd do Newt. Mas, né, se a gente pegar o Newt como exemplo, ele é um cara também bem, tipo… Doido! É, não, tipo, ele é muito…

Ele é um cara muito de boa, né? Também muito tranquilo, também é uma mente aberta. Então, tem um amor genuíno, né? Por essas criaturas.

Não veio problema em montar num bicho como… Como é que chama, gente, aquele bicho que ele monta lá no segundo filme, sai voando? O Frank? Não, o Frank é o fofinho.

Esse é um podcast sobre Harry Potter, não é o Super Mario Fantástico. Ah, nossa, Sherry! Ah, não, eu quero lembrar o nome. É Zou.

Ah, mas é no segundo, amigo. É, então, eu falei no segundo. Ah, desculpa, eu não vi. Que é um bicho super perigoso, né?

Ele tava voando no bicho, enfim. A Luna, eu acho que pegaria carona com ele totalmente, assim, tranquilamente. Com certeza. É, então é isso.

Pensando na educação que o Rolf tem, né? Porque a gente nem sabe, no caso, se é a mãe ou… Bom, ele é Scamander, né? Então, deve ser o pai dele que é um Scamander também.

Scamander. Então, pela educação, que ele deve ter levado mais ou menos essa família do que você pode imaginar, também deve ser um cara bem tranquilo e que acharia fascinante. Essas coisas que a Luna acredita, né? Sim, com certeza.

Acho que é isso que você tem que procurar mesmo, sabe? Uma pessoa que acha suas opiniões, acha as coisas que você acredita que você é afim, que acha essas coisas legais, né? Qualidades, então. É, abre uma porta, assim, pra um flash-forward, no final dos animais fantásticos, pra Luna aparecer de novo, né?

Então, acho assim, perfeito. Mostra todos os velhinhos e a Luna lá, acabou! Fico feliz de ver ela pelo menos mais uma vez na tela. Ai, seria perfeito, nossa, tipo…

É porque não dá pra saber muito como ele é mais fantástico, vai se desenrolar, né? Ainda mais que termina com o negócio do Dumbledore, do Grindelwald. Mas seria legal no sentido, se o Newt, de fato, fosse protagonista, né? É, né?

Um rolê de, tipo, de que a família continuou nessa tradição, de mapear e ajudar animais fantásticos, né? Isso acabaria ali no Rolf e na Luna, e até nos filhos dele, né? Que ela tem gêmeos. É um menino e uma menina.

Vocês lembram o nome deles? Eu não lembro. Posso procurar aqui. É Lorcan e Lisander.

Lorcan. E Lisander. Ok. Lisander.

Lisander, exatamente. Nossa, realmente. É, são nomes meio peculiares, né? E, ó, mais uma vez, gêmeos.

Tem coisa mais mística que gêmeos, que têm aquelas conexões mágicas, que às vezes conversam nos sonhos, que sentem o outro. Tudo, tudo vai ver com misticismo. Perfeito. Que casal, né?

Que casal, que família, que filhos, enfim. Eu realmente, assim, admiro. Mas, ó, eu preciso admitir uma coisa. Por causa dos filmes, e eu vou dizer, dos filmes, eu fiquei, às vezes, com o desejo da Luna ficar com o Harry.

Quê? É, eu vou dizer, meio bizarro, mas eu até tava re-assistindo. A Ivana Lynch com o Daniel Radcliffe tava tão fofinho em uma cena. Tipo, eu adoro a amizade deles, eu prefiro muito mais a amizade.

Mas, os dois em cena juntos era coisa, sei lá, era tipo, pra ele ser fofinho, o jeito que ela, tipo, apoiava ele. Porque, tipo, pensa, o Harry tá passando por todas essas mil dificuldades, que é, tipo, basicamente, uma coisa super simples, que é o Lorde das Trevas, então ama pra ele. Então, tipo, a puta pressão. E aí, você tem esse grande apoio que a Luna, que é forte, destemida, tá sentando ele do lado, sabe, apoiando.

Ela incentivou na ordem da Fênix, tava lá pra ajudar ele a motivar as pessoas, tava aí. Então, sabe, era perfeito, assim. Eu não sei. Pela, pelas cenas, tá?

Mas aí, depois você vê, ai não, tudo bem com a amizade. Eu entendo quem chupa, tipo, não é uma coisa que eu sou contra, não, sabe? Tipo, sei lá, eu sou muito contra Harry e Mione, entendeu? Mas assim, Harry e Luna, eu entendo até, eu acho que tem uma certa lógica.

Eu acho que, assim, a questão ali do contraponto que existe entre eles, eu acho que não funcionaria dentro de um relacionamento, entendeu? Uhum. Acho que se não funcionaria com o Neville, não funcionaria de jeito nenhum com o Harry. É, exato, porque o Harry, na verdade, nem sei se ele ficaria apreensível com as dodiças, mas ele não ia entender, entendeu?

Ele não ia realmente ter uma visão de acompanhar ela nisso, sabe? Realmente precisa de uma pessoa que esteja também dentro do rolê, assim. Eu acho que o Harry, ele é meio limitado. Ah, com certeza.

Tipo, assim, a Luna é maravilhosa, perfeito. O Harry que é limitado. Limitado a ponto de batizar um filho de Alvo Severo, gente. Mas aqui, no caso, nem tentando criticar o Harry, é que eu acho que ele realmente teve uma infância muito difícil, uma vida muito difícil.

Então, pra ele atingir esse nível de leveza, é muito difícil, sabe? É muito trauma, é muita questão que ele carrega, sabe? Por isso que eu acho que, tipo, ele e a Gina encaixam mais, porque a Gina é muito mais afrontosa, tá ligado? É, isso é verdade.

O suficiente pra não deixar ele cair nessa loucura da cabeça dele, de mártir, ou de achar que não merece as coisas, sabe? Ou também de achar que é o último bolacha do pacote, que ele pode fazer o que quiser, tratar os outros mal, por causa da situação dele no momento, sabe? Isso realmente é que eu peguei até essa ideia mais, simplesmente, da química dos atores nos filmes, porque também a Gina foi meio mal tratada nos filmes, né? Mas isso aí é outra questão.

Não, não, em comparação faz sentido também. O Daniel Radcliffe, eu acho, porque ele chega a falar que ele gostaria que o Harry e a Luna ficassem juntos. Se eles fizessem aquelas adaptações de livro pra filme, que aí eles mudam o do livro, né? Faria mais sentido.

Mas só aí? É, gente, eles, por eles, se é pra não desenvolver direito a Gina, Então é isso, gente. Adorei discutir a Luna com vocês, reafirmar o meu favoritismo pela Luna, enfim, a minha inspiração, o quanto a Luna me inspira, sair mais leve desse podcast, gostando mais ainda dela. Mas me contem uma coisa, vai, Pedro, começando pelo nosso convidado.

Caso as pessoas queiram te dar parabéns no dia do seu aniversário, quais são as suas redes sociais? Para quem quiser aleatoriamente me seguir, porque não tem nada pra fazer da vida e quer ver, tipo, retweets muito bons, você pode me seguir no arroba ou se você quiser ver só stories engraçadas, você pode me seguir no Instagram com P. Andelani. Olha aqui, gente, muito criativo, eu sou muito criativo.

Gente, ele também tem uma cachorra perfeita que é a Lola e uma gata perfeita que é a Gaia. Então, de vez em quando tem conteúdo disso lá, eu acho que vale a pena. Ah, muito válido. E também, se vocês quiserem ler coisas que eu estou escrevendo e ver mais sobre coisas geeks, vocês podem seguir o Otageek, que é o site que eu faço parte e estou ajudando na equipe.

Seria o site otageek.com.br e as nossas redes sociais, Tudo, Marina, vai, quais são as suas redes sociais? Gente, eu não estou para fazer aniversário, eu já fiz aniversário, me deem parabéns, eu fiz primeiro de janeiro, ninguém me deu parabéns aqui do podcast, por favor. Me manda feliz aniversário atrasado, eu aceito mesmo assim. Se for com um presente, melhor ainda.

Meus redes sociais são Marina Anderi, no Twitter, no Facebook, no Instagram, no TikTok. Tudo, as minhas redes sociais, e aí, enfim, não sei quando vai ser o podcast, de janeiro vai estar próximo, seja antes, seja depois, já está próximo, aceito o presente, aceito tudo, aceito tudo, enfim, é isso. E em Pedro Martins, no Twitter, no Instagram e no Facebook. E as do Potterish, amiga, quais são as redes do Potterish?

É arroba PotterishOficial no Instagram e arroba Potterish no Twitter, no Facebook e no TikTok. E aí, para as últimas notícias de Harry Potter e lista, e quiz e artigo, Potterish.com. Perfeito, gente, o melhor site da internet brasileira. É isso, gente, obrigado pela companhia, um beijo e até a próxima.

Beijos. Beijo.

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