#5: O amor e o ódio de Lílian e Petúnia, com Gabriela Benevides e Igor Moretto
Apesar de ser pouco explorada tanto nos filmes quanto nos livros, a relação entre Lílian e Petúnia Evans rende muita discussão. Enquanto uma se aventurava por Hogwarts, o mais perto que a outra conseguia chegar do mundo bruxo era até a Plataforma 9 ¾, o que criou um abismo insuperável entre as duas. Mas tem como defender Petúnia? E quanto à Lílian, será que ela é mesmo só a mãe de Harry e o crush de Snape ou é uma personagem que vai muito além disso? Este é o tema deste episódio do Semanário dos Bruxos, em que os apresentadores Pedro Martins e Marina Anderi recebem Gabriela Benevides, editora do Potterish, e Igor Moretto, webmaster e apresentador dos podcasts do fã-site Animagos.
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Sejam bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente marketing. E hoje a gente vai discutir um tema muito polêmico que vai dividir muitas opiniões de vocês que estão escutando a gente e da gente mesmo que está aqui discutindo, que é Petunia Dursley e Lilian Evans.
No caso, a Lilian não vai ter muita discordância, mas a hora que a gente começar a se questionar se a Petunia merece ser defendida ou só apenas criticada, vai rolar uma coisa… Enfim. E a gente está trazendo as duas aqui para serem discutidas juntas porque afinal de contas elas são irmãs e a jornada delas começa ali ao mesmo tempo. A Lilian descobrindo que tem a magia e conhecendo seu velho Snape e a Petunia se sentindo excluída e vendo que as coisas vão ser diferentes a partir de agora.
As discussões vão se entrelaçar ao longo do podcast. E para falar sobre essas duas personagens a gente recebe no Semanário dos Bruxos dessa semana Gabriela Benevides, que é editora do Potteriche. E Gormoreto, que é webmaster e produtor dos podcasts do Animagus. Olá, pessoal!
Uma coisa que sempre me incomodou um pouco sobre a Lilian é que a gente, até mesmo por conta dos filmes, porque por mais que a gente leia os livros várias vezes fica um pouco com a visão dos filmes, a gente não tem a Lilian, basicamente, nos filmes. A gente tem uma foto dela que se mexe, a gente não tem nada da história dela. E no último filme tem uma menina que dizem que é a Lilian, mas que tem o olho castelo. A gente tem uma foto dela e a gente tem gente falando dela.
E não que eu esteja duvidando, mas é a gente que gosta dela. Então a gente não tem um panorama total da personagem. Eu acho que talvez isso ajude na endeusação da Lilian, um pouco. O fato de você não conhecer um pouco sobre ela, não conhecer muito sobre ela.
Faz sentido. O que veio na minha cabeça é um rolê meio tipo Nossa Senhora, tá ligado? Muito religiosa. É tipo Maria, Mãe de Jesus, que é isso, virou santa, porque é a mãe que cuida.
A Virgem Lilian. Tipo que eu ficava um pouco santificada com a gente. Na verdade eu acho que todas as mães da série, as que têm uma história mais central, são endeusadas. Até mesmo Narcisa, no final, acaba endeusada.
É que eu acho que tem os mami issues da J.K. Rowling, tipo assim, o rolê da mãe dela até morrida e tal. Eu acho que ela coloca muito isso, essa nostalgia, essa coisa que ela tem da mãe dela. Assim, essa devoção das mães, todas as mães, independente do lado, elas são completamente devotas, os filhos são tudo pra elas, tem essa questão.
A gente tem que… Ela é essa pessoa que se sacrificou pelo filho. Mas ela não é só isso, né gente? Ela tem um papel muito importante.
Antes de ela salvar o Harry, ela já tinha um papel muito importante. Ela fazia parte da Ordem da Fênix original, ela tinha um papel importante pro início dessa luta contra o Voldemort, antes de salvar o Harry. Com certeza, acho que… Meus, eles eram super jovens, né?
O Saul e os marotos, ela, 20, 21 anos, e já tava ali na linha de frente. Se você pensar na profecia daqueles que enfrentaram o lojo da cena três vezes, pô, três vezes, mano! Sim, encontram um dos bruxos mais poderosos que estão ali e sobreviveram três vezes. Na quarta não deu, mas…
De três já é um bom número. Não, exato. É isso, né? Como a gente vê muito ela pelos olhos dos outros, ficam dados muito…
Ela é um pouco determinada pelos homens ao redor dela, né? Assim, ela é mãe do Harry, ela é esposa do Tiago, é esse amor não correspondido do Snape. Ela é motivo das boas ações do Snape. É, tipo, ou também o que fez o Tiago, aparentemente, virar uma pessoa decente, sabe?
Ela é um motif ali no meio, né? Mas a gente realmente não consegue ter uma grande visão de quem ela é. Exato. Eu acho que é deliberado mesmo essa ausência de informação, porque pra você ter muito espaço pra conjecturar e aceitar qualquer informação que você receba, né?
Tipo, a forma como o Lupin fala dela, a forma como todo mundo fala dela, na verdade, né? Como se ela fosse a deusa de Hogwarts. Sim, sim. Mas o que eu acho muito interessante, assim, analisando não tanto mais a obra, mas o Harry Potter como esse multiverso, né?
Essa grande coisa que se tornou é que, assim, pelo menos pra grande parte do fandom, a Lily não é mais esse personagem tão misterioso e tão vazio, assim, porque eu acho que, nesse sentido, as fanfics estabeleceram uma personalidade muito fechada, assim, pra Lily. É, não sei se vocês leem muito fanfic, se vocês gostam, mas é uma coisa que eu percebo muito de ver que, assim, ou até meme, assim, não precisa nem ser fanfic, mas você vê meme na internet, mesmo sem essa falta de material sobre ela, vamos botar assim, ela é uma personagem muito forte no fandom, assim, é uma personagem muito querida e que tem uma força pra além dessa questão de ser a mãe do Harry e de se sacrificou e, ah, é o Snape. Então, eu acho muito interessante esse viés também, de, tipo, como ela cresceu pra além dos sete livros, né? Uhum, é uma construção, né?
Acho que muito do Red Cannon, né? Que foi criado em volta, principalmente, dessa época aí, né? Sim. Da Primeira Guerra Bruxa, eles na escola também, um pouco antes disso.
Realmente, é verdade, eu não tinha parado pra pensar nisso, de que é isso, eu não sou muito de ler fanfics dessa época, mas o que eu li realmente é muito bem estabelecido. Os fiki writers pegaram os indícios que tem da Lillian e expandiram, né? Por exemplo, acho que as poucas cenas que a gente tem dela, a gente consegue ver que ela é uma pessoa, tipo, nada submissa e bem certa de si, né? Uhum.
Tipo assim, naquela cena com o Snape e com o Tiago, em que o Snape chama ela de sangue ruim e tals, ela tanto não aceita o que o Snape fica falando, né? Ela desculpa, tipo, meu, sai daqui, tá ligado? Eu não acredito que você me chamou disso. Também não aceita o Tiago ficar defendendo ela, ela fala, meu, você também não me defende, que você também é um bosta, sabe?
Então, tipo, realmente, uma personalidade muito forte, né? Em uma única cena, isso fica estabelecido o suficiente pra conseguir ser expandido nesse universo de fanfics, assim. E eu acho muito interessante também que Voldemort tentou recrutar a Lillian pro lado da força, né? Dos Comensais da Morte, enfim.
Mas ela basicamente não quis, né? Ela negou, assim. O Voldemort tentou recrutar eles depois deles vencerem ele, deles conseguirem escapar, ou antes. Se for depois, é compreensível, né?
Que o Voldemort deve ter ficado bem chateado das pessoas terem conseguido sair dele. E eu imagino assim, né? Ele tentar recrutar uma pessoa que ele abominava, né? Porque era uma pessoa, era uma mulher nascida trouxa, assim, né?
Então… É, mas talvez ele não soubesse, será? Ah, eu acho difícil, porque todo mundo em Hogwarts sabia, né? E as coisas chegavam a ter ele, então…
Sim, ainda mais tendo o Snape como importante membro. Sim, fofoqueira pra caralho. É, não consegue. Pra quem tem essa coisa de pureza de sangue é muito importante, então ele com certeza deve ter ido atrás de saber.
E ainda é muito interessante essa questão de, tipo, que é isso, nos filmes a gente tem um envelhecimento muito, muito forte de todos esses personagens, tanto deles quanto do próprio Snape, do Sirius, do Lupin, mas que é isso. A gente está falando de uma garota de, sei lá, 19 anos. Vamos botar aí, né? Mais ou menos na época que ele tentou recrutar ela, 18, 19 anos.
Você imagina isso, um bruxo… E que recusou. Exato, um bruxo, assim, que está dominando ali a questão. Um bruxo das trevas, dividiu a alma.
O maluco, assim, está completamente fora de controle e uma garota de 19 anos, ele fala assim, eu vou ir contra o meu princípio, um princípio merda, mas é o princípio dele, e vou, sabe, convidar você pra fazer parte aqui do meu grupo, assim, vou te tatuar com a minha marca. Assim, é muito significativo, tipo, nessa questão dela, assim, do quanto ela era incrível. É isso que eu acho que me deixa um pouco triste, assim, que a gente quando vai pensar na Lilian, a gente não pensa nela como se fosse realmente essa mulher que é muito uma bruxa excelente, sabe? Porque é uma pessoa muito boa, muito bem dotada em magia, sabe?
A gente pensa realmente só como a mãe do Harry. É, eu acho que se fosse uma… Se ela fosse sonserina, ela teria, hmm, né? Tipo, sabe, a auto-preservação, tá ligado?
Tipo, olha, tá no auge, né? Pois é. Mas aí, esse psicógrafo não tem essa coisa de princípios. Não entendo muito como é que funciona.
Eu acho interessante que essa personagem seja tão novinha e pareça ter uma ideologia tão fixa, a ponto de não pensar duas vezes, né, na hora de negar o pedido desse. Porque eu me lembro com 20 anos, coitado. Eu não era nem… Eu tava dentro do armário, fingindo que nada estava acontecendo, e não sabia de nada, gente.
É porque eu acho que tem duas coisas aí que são uns pontos, né? Acho que a primeira seria que quando a gente leu Harry Potter, a gente era bem mais novo do que ela com 19, 20 anos, então acho que nunca tinha paparato, sabe? Nossa, né? Que moral, né?
Que ideia, né? Tipo, hoje em dia, realmente, nossa, eu com 19 anos, Rizos também estava no armário, fingindo que nada estava acontecendo. Realmente, mas eu acho que também tem a questão de a vivência da guerra, né? Acho que você tem que acabar amadurecendo muito rápido, porque você tá em situação de vida ou morte.
Acho que principalmente ela, né? O nascido atroxa, os pais dela também podiam estar ameaçados à família dela. Então, tipo, acho que também você tem que crescer muito rápido. E você tá vendo seus colegas morrendo.
Porque é isso, Voldemort, tipo, foi matando as pessoas. A gente tem aquele momento na série que o Círio está mostrando a foto, falando, tipo, ah, essa aqui foi a fulana que o Voldemort matou, essa aqui foi fulana. Então, deve ser uma experiência, assim, muito ruim essa coisa de, tipo, você tem que amadurecer, porque, tipo, se você não amadurecer, você vai junto e você não pode ter esse momento de luto. Você tem que continuar lutando, mas ao mesmo tempo, caraca, assim, é muita coisa pra uma pessoa de 19 anos, assim.
E ela não podia contar com a ajuda da família, né? Porque a família dela não entendia exatamente o que tava rolando no mundo dos bruxos, né? Então, era isso que você falou. Os amigos estavam lá morrendo, não podia contar com a ajuda da família, tinha que se virar, né, tipo.
Será que por isso que ela casou tão cedo? Ah, eu acho que é provável. Eu acho que é um pouco aquele rolê que gera os baby boomers, né? Tipo, guerra é isso, a gente tá pra morrer a qualquer momento.
Aham. Bora casar e ter filho, né? Tipo, eu acho que os Weasley levaram um pouco ao extremo, né, essa coisa de ter filho, mas assim. Inclusive, a Lillian, ela é boomer do nosso universo, porque ela era filha de trouxas, né?
E também é da geração da guerra no mundo bruxo. Estranho. É, a tal da sorte, né? Nasceu na época, assim.
Que época, né? Mas assim, gente, no início da discussão vocês falaram muito, né, que a gente tem, deliberadamente, por conta da J.K. Rowling, uma abordagem da Lillian, que é realmente a Virgem Lillian, né? Eu queria perguntar pra vocês se vocês acham que ela não era toda essa…
Sabe, se tem alguma coisa que a gente possa considerar. Olha, isso aqui é um ponto negativo dela, sabe? Eu não, né, porque realmente não tem essa questão, não tem nada. Eu acho que na obra não tem.
Cara, eu tenho um carinho muito grande pela Lillian, mas eu acho que é realmente por conta da questão que eu já falei, desse universo expandido, é óbvio que assim, a partir desse Red Cannon que foi se criando, eu imagino ela muito teimosa, por exemplo. Uma teimosia tipo Hermione, né, que no início pode ser uma coisa até ruim, assim, né? Uma certa arrogância, talvez, até. Eu acho que é muito da Grifinora em si, né, essa questão de você ser teimosa até o fim, cara, não é possível.
Falo com propriedade. Então, o Lupin diz que o Harry é a Lillian, né, em personalidade. Então eu acho que dá pra gente ter uma ideia de como talvez ela fosse. Insuportável?
Que isso, olha só! Não, eu acho que o que ele quis dizer foi que é uma pessoa decidida, corajosa e tal, sabe, como o Harry. Então eu imagino que ela tenha mesmo pegado James pra criar, assim, depois, não tem? E eu acho que ia ser a coisa mais interessante que eu acho de analisar, porque meio que não faz sentido pra mim ela ter se apaixonado pelo James.
Ou o Thiago, né, no caso? Então, sabe uma coisa que eu tava pensando? Que eu falei, cara, será que tem sentido eu levantar isso aqui agora? Mas acho que dada a sua pergunta, assim, será que o James não tem uma trajetória meio Mr.
Darce? Ai, meu Deus! Amiga, eu não tenho a ref, desculpa. Eu também não tenho, eu ia pedir agora pra ir, até pra quem tá escutando a gente não tem também a referência.
Por favor! Bom, Mr. Darce é um personagem de orgulho e preconceito que é escrito pela Jane Alston, que é um livro do século XIX, aquelas, né? E a J.K.
Rowling ama essa V.E., né? Que falta de respeito! Certíssima! A única opinião correta da J.K.
Rowling. Enfim, é uma escritora, né, tipo assim, clássica, né, da inglesa e tals. E o rolê de orgulho e preconceito é que o Mr. Darce gosta da Elizabeth, que é protagonista, e ele é um cara rico, né, e tals.
E aí, tipo, ele nem se dá ao trabalho de cortejar de nada, ele se apaixona por ela e chega. Olha, a sua família é uma bosta, né, sabe, você é pobre, mas eu te amo mesmo assim. Aí ela fala, vai tomar no seu cu, tipo assim, sabe? É como assim, você se acha que eu tenho que agradecer?
Você me insulta, sabe? Tipo assim, olha, sinto muito se você me ama, mas, cara, eu não vou casar com você se você, se essa estima que você tem de mim, se você me trata assim, se você se acha tão superior. Ela chama ele de arrogante, inclusive, olha só. Exato.
Apenas paralelo. E aí, a partir disso, acho que o Darce, ele começa a olhar pra ele mesmo e vê as atitudes dele, que pode parecer ruim e tals e vê, olha, eu agi de uma certa forma, que é isso, não é que ele era uma pessoa ruim, mas ele não pensava muito nos outros, em como ele tratava os outros e aí ele melhora, mas ele não melhora, tipo, pra conquistar a Elisabeth. Ele melhora porque ele realmente percebe que ele pode ser uma pessoa melhor e aí acaba que no fim ele conquista ela, mas nem era, nem foi por isso, sabe? Ele não achava que ele ia vê-la novamente ou qualquer coisa assim.
Sim, ele começa a consertar as coisas ao redor, mas sem… É isso, não é tipo, Ei, Elisabeth, olha aqui o que eu fiz por você. Tipo, ele só tá ajudando todo mundo porque ele percebe que, assim, não faz nem sentido ele continuar sendo arrogante do jeito que ele era. Nossa, eu acho que faz muito sentido.
Então, eu acho que talvez o James tenha passado… É incrível que a gente chama de James e Thiago e o negócio, mas enfim. É, vira uma salada de frutas aqui da Torre de Babel, né? Não, é, o James e Thiago, acho que ele passou talvez por um processo parecido, de realmente, ele gostava muito dela e aí é isso, ele dava em cima e teve algum momento que ela jogou a réia e falou, mano, acho que, não sei se foi esse momento em Ernie da Fênix, acho que não, mas algum momento que ele realmente viu que não só por ela, mas, pô, que ele não tava agindo, não era porque ele era da Grifinória, que ele era um herói, sabe?
De que realmente as coisas podem ser feitas de uma forma melhor. Também acho que a coisa também de novo da guerra, né? A ameaça da guerra começou enquanto ele ainda tava na escola, eu acho que também ele acordou um pouco para a vida. Você pega o James e Thiago e você vê que ele tem um histórico, de não ser uma pessoa escrota, tipo, no sentido que, por exemplo, a família dele acolheu o Sirius, é uma coisa, eu tenho para mim que isso é muito, muito querido, assim, muito gentil e, tipo, foi a primeira casa que o Sirius teve.
Então, eu não imagino que o James tenha essa, sei lá, essa atmosfera de ser escroto por ser escroto, eu acho que é isso, era uma coisa que ele só era arrogante, você achava o tal. Ele só era um boy branco hétero que jogava quadribol da Grifinória. Jogava quadribol bem, ia lá e bagunçava o cabelo, e aí, tipo, ele achava que isso era o bastante, mas aí ela falou, meu filho, você se toque. Você é mais um nesse castelo.
Exato, então eu gostei muito da comparação, Marina, parabéns. Eu achei que faz sentido também. Ai, feliz, obrigada. Inclusive, enquanto você tava falando, Marina, eu lembrei que tinha um texto que a Rowling escreveu sobre os influências dela para falar sobre família em Harry Potter.
Inclusive, ela menciona o Sir Darcy nesse texto. O texto se chama de Sir Darcy a Harry Potter por meio de Lolita. Meu pai amado. Nossa, que bomba.
Nossa, por meio de Lolita eu tenho um certo… Por meio de Lolita eu falo, minha filha, de onde veio, que meio foi esse? Leiam, gente, leiam que vale a pena. Então quem está escutando a gente já vai lá na janela do WhatsApp, no grupo que tem você só com você mesmo e anota a dica.
Se você não tem esse grupo, é o momento de você fazer esse grupo. O meu, por exemplo, chama Eu Sozinho. O meu chama Eu Eu Mesmo e Irene. E o de vocês, gente?
Gente, eu mando mensagem para o meu próprio número. Assim, eu nunca precisei criar um grupo, eu mando mensagem para mim. Eu mando para mim no Messenger do Facebook. Bota que isso não funciona em todos os celulares.
Ah, tá. Fica a critério de vocês, gente. Comenta aí, depois a hora que vocês escutarem o podcast, se isso funciona ou não. Mas o importante é você salvarem o texto.
E não tem como a gente falar sobre a Lilian sem falar também sobre a Petunia, né, gente? Porque a Petunia, apesar de ela aparecer mais nos filmes, ela ainda tem uma representação que deixa ela literalmente como vilã da história, né? E assim, beleza, vamos começar a treta aqui. A Petunia realmente, ela é uma pessoa péssima, mas ela tem um backstory, uma história de vida que, não falando que justifique, mas tem todo um rolê na história dela, que tem nos livros e que eu pelo menos consigo interpretar ela de uma outra maneira, consigo passar um pouco de pano para ela e vocês.
Eu tenho empatia por qualquer personagem, menos por Valter. Então eu meio que vou sempre deixar um espacinho para a Petunia melhorar. O balde, o rodo e o pano estão sempre ali, né? Mas eu não acho que na obra ela se redima muito, não.
Só no filme, né? É, criado, né? Que foi cortado, inclusive, né? Ai, mas eu gosto daquela cena.
Ai, eu achei injusto cortar. Ela não merece aquela cena, né? Eu também acho que não. Até porque, assim, aquela cena trata muito de presente, né?
E o que a gente tem no livro é muito mais de passado, né? Eu acho que aquela cena, de certa forma, né, não sei como ela é deletada, não sei se todo mundo que está ouvindo já viu, mas que é basicamente ela olhando para a casa vazia dela, quando ela, o Valter e o Duda estão se mudando da Rua dos Afeneiros por causa das ameaças do Voldemort, né, ali no início de Relíquias da Morte, e ela fala que o Harry perdeu uma mãe, mas ela também perdeu uma irmã, né? Eu acho que isso é muito simbólico no sentido de que elas eram irmãs muito próximas, né? Pelo que a gente tem dos livros, elas eram super próximas, elas tinham uma relação ótima.
E aí, quando a Lillian descobriu que era bruxa, essa descoberta, a magia da Lillian acabou que criou um abismo, né, entre as duas, que nunca foi superado, assim. Com certeza, né, existe um afastamento, porque a Lillian vai estudar em outro lugar, longe, etc. E também tem uma habilidade que a Petunia não tem, que é uma habilidade muito legal, mas eu acho que o Snape também tem um papel nisso, né? Tipo, ele chegar lá e…
Eu acho, não sei se… Eu acho que é ok, poderia ser que a Petunia guardasse o remorso da Lillian, mas até aí, ter esse ódio, assim, pela magia e até pela irmã, eu acho que o Snape tem um papel muito grande nisso, né? Chega lá e, tipo… Eu acho que, assim, não é porque a pessoa tem justificativa que ela pode ser escrota, entendeu?
Ok, a experiência que o Snape tinha com pessoas trouxas era do pai dele, que abusava da mãe dele, que era péssimo. Então pode ser, ele via a Petunia uma pessoa trouxa, então, ah, a Lillian é uma pessoa especial, ela é minha amiga, eu não vou deixar ela ficar muito próxima dessa irmã trouxa dela, que também vai estragar ela, sabe, algo assim? Abusivo desde criança, né? Não, só que vem, na moral, tá ligado?
Eu acho que a forma como a Petunia enxergava o Snape foi refletida na forma como ela posteriormente enxergou o mundo bruxo no geral. A ideia que ela tinha daquele menino estranho e que tava ali separando as duas irmãs que até agora eram amigas, ela levou pra vida, né? Eu acho que a Petunia e a Lillian, elas eram no núcleo familiar, né? Enquanto criança, você costuma ser mais próximo da sua família.
E aí, quando ela conheceu o Snape e viu que ele era bruxo também, aquilo era uma novidade, ela, de alguma maneira, acho que ela deixou um pouco a Petunia de lado, sabe? E a questão é, elas já eram, a gente sabe pelos livros, que desde muito criancinhas, a Lillian já era mais cabeça aberta, mais mente aberta pro diferente, diferente da Petunia. E a Petunia também tinha um senso de proteção muito forte, porque ela era a irmã mais velha, né? E aí, meio que tipo, mano, esse menino aqui tá roubando.
Eu concordo com o que o Igor disse, porque é como se ela ficasse meio esse menino aqui que representa esse mundo estranho do qual a minha irmã agora faz parte, tá roubando ela de mim, assim, sabe? Eu acho que essa questão, ela… A questão não é negar que a Petunia não tenha tido uma grande frustração nesse momento de ruptura, de ela não ser mágica e a irmã dela ser. E aí, você cria esse abismo, até porque tem cena que ela fala que os pais gostavam muito da Lillian, dessa questão, tipo, cara, que eles têm uma filha mágica.
E ela não é a filha mágica. Então, eu acho que não se trata de negar, assim, essa frustração e esse rancor e esse tudo, assim, esses sentimentos que, assim, uma terapia funcionaria. Mas a questão, pra mim, é que, assim, nada justifica você abusar de uma criança daquela maneira, assim. Não tô falando que ela tinha que amar o Harry incondicionalmente.
Eu acho que tinha, mas, assim, ela não precisava ser uma tia 100% amorosa pra ser uma tia decente, pra não botar a criança embaixo do armário sem janela e fazer ele trabalhar, assim. Eu acho que, pra mim, assim, qualquer frustração que ela tinha nessa vida, ela não podia fazer isso com uma criança que não tem nada a ver. Não, assim, com certeza. Eu acho que, inclusive, a gente tem que, talvez, tentar compreender a Petúnia primeiro numa linha de tempo mesmo, assim, sabe?
Ela, na infância, na adolescência, lidando com a descoberta da magia da irmã, antes de conhecer o Valter, porque eu acho que o Valter potencializou demais esses instintos de ciúme e de raiva e de ranço e de ódio da magia, sabe? Não tô falando que justifica nada disso, só que eu acho que a gente precisa tentar compreender ela antes, sabe, do Valter. Não, gente, pera. A nossa intenção aqui não deve ser justificar, porque não tem como justificar, gente, a Bozo e o Infantil.
Não tem justificativa, exata. Então, tudo bem. Então, boa noite, gente, e até o próximo. Exato, acabou.
Não, mas eu acho que é isso, assim. Eu acho que o entender da questão da Petúnia, pra mim, sei lá, eu fico pensando, assim, tipo, por exemplo, essa cena que eles tentaram, não sei, tentaram inserir no filme dela perdendo a irmã pra dar essa questão de, tipo, oh, meu Deus, ela era uma pessoa triste o tempo todo, que nem fizeram com outros personagens. A gente tem essa questão de, tipo, eu acho muito doido, assim, como parece que sempre tem que ter essa redenção de personagens que foram muito ruins nesse sentido, assim, de um abuso absurdo. Então, é isso.
Eu não acho que a gente tem que, tipo, nossa, Petúnia, a pior pessoa do planeta, eu não vou perdoar nunca mais, quero que ela morra na fogueira. Mas é realmente assim, de entender que nem todo personagem precisa dessa redenção, assim, sei lá, botar ela na mesma caixinha da Ambid, por exemplo. Ninguém vai escrever um texto falando, vamos defender a Ambid. Ela deve ter sofrido, sei lá.
Essa cena, né, no filme, né, que eu acho que faz sentido ser deletado, que seria inverossímil. Exato. Não faria sentido, você perdeu uma mãe, mas eu também perdi uma irmã, mas você perdeu a sua irmã há muitos anos, você não falava com ela, velho. Tipo, muito antes dela morrer, você já tinha perdido a sua irmã.
Eu gosto da cena, porque eu acho que ela insere nos filmes uma coisa que ficou de fora, que seria a relação e o amor que as duas sentiam uma pela outra na infância. Mas é que ela referencia uma coisa que não existiu nos filmes, né? Para os livros faz sentido, mas… É, então, o problema é que isso está sendo feito com ela já adulta, depois de ter sido abusiva e tal.
Então, se torna mais problemático. Não precisa redimir, entender já está bom. Eu acho que uma questão interessante também, que isso a gente nunca vai saber, assim, supostamente, é que, não sei se vocês lembram, tem aquele momento em que o Harry e o Rony e a Hermione estão na casa do Sirius e eles acham aquela carta que o Snape rasgou, rasgou a foto e, enfim, que ela está escrevendo para o Sirius, falando, ah, obrigada, você mandou a vassoura para o Harry, voou. E eu acho que ela fala assim, ah, e o Harry quebrou o vaso que a Petunia mandou de Natal, alguma coisa assim.
Então, você vê que é isso, é uma coisa que a gente não sabe. A gente não sabe como a relação dela se deu nesse tempo em que elas estavam. Desde o momento em que ela teve essa ruptura, assim, dali ele fez 11 anos, vai para Hogwarts, até o momento que ela morreu. Então, esses 10 anos, a gente tem, assim, indícios desse rancor.
Esse buraco, né? É, a gente tem essa coisa de, tipo, o jeito que ela tratava o Harry é uma grande indicação desse grande ódio, desse grande rancor. Mas a gente não entende como é que era a relação delas, porque é isso. Querendo ou não, a Petunia mandou um presente de Natal, mas foi que nem ela mandava presente de Natal para o Harry, que mandava uma meia velha e falava feliz Natal, que tinha um mínimo de querer se aproximar.
Então, eu acho que isso, sei lá, assim, é isso. Assim, acaba que ela não adianta de nada, porque chegou o bebê na casa dela, ela botou ele no armário e foi trancou. Mas é uma coisa que seria interessante saber, assim. É, me faz pensar se essa vida da Petunia de aparências, né?
Que é muito que ela vive ali com o Valter, era uma coisa que ela já mantinha antes, né? Pensando disso, às vezes você mandar um presente de Natal é só para, tipo, ai, porque eu não quero deixar explicitamente, claro, que eu não falo com a minha irmã, que eu não gosto dela. Não, mas, gente, vaso de presente de Natal, né? Justo quebrar, né?
Achei certo. Mas, tipo, não sei se também tem um pouco disso, assim. Porque, no fim das contas, tá com o Valter ali, que é esse cara bem desprezível, e nem para ser gatinho, e tals. Acho que é muito de, tipo, vou ter a cerca branca e os 2.5 filhos, entendeu?
E o gramado perfeito. Sim. Já eu vou seguir o caminho da família tradicional britânica, porque é a minha forma de ter a vida perfeita. Eu posso ter a vida perfeita, apesar da Lilian ser a pessoa com magia, sabe?
Sim. É, hoje eu peguei para ler aquele momento que eles estão se despedindo, né? Que no filme teria essa cena cortada dela falando que perdeu a irmã. E eu fui ver que, assim, é isso, assim, nem no último momento ela tá lá, assim, pra falar um tchau.
É o Duda falando, assim, Hell, eu não acho que você é um desperte de espaço, você salvou minha vida. Que, assim, pô, maneiro, assim, também não é a pessoa mais bacana do planeta, mas você vê que ali tem uma coisa que ele mudou a partir do ataque do alimentador dele. E a Petunia, não, assim, é isso, a irmã dela foi assassinada. E isso não foi o bastante, assim, a irmã dela foi assassinada.
O filho da irmã dela, o sobrinho dela, tá ali, assim, pra ser assassinado também. Se o Voldemort conseguir, ele vai ser assassinado. E o último momento dela, ela falando, ai, Duda, olha como você é fofo, você tá falando bem com o seu primo. Tipo, isso pra mim é surreal, assim, tipo…
Eu acho que a relação entre Duda e o Harry também é, de alguma maneira, uma reprodução da relação que a Petunia tinha com a Lilian, né? Porque, assim, não sei se vocês já viram, isso é, tipo, não é canon oficial, tá, gente? Mas, assim, tem uma fanart que é a Petunia, assim, tipo, em frente à plataforma 934, né, a parede, assim, e aí tem um balãozinho, assim, que meio que, tipo, vamos, Petunia, é hora de voltar pra casa. E a gente sabe, né, que a Petunia tentou ser aceita em Hogwarts, né?
Ela mandou uma carta pro Dumbledore. Então, assim, realmente, enquanto ela era criança, isso realmente foi um trauma, sabe? E, assim, enquanto ela era criança, tem diálogos nos livros que ela fala, basicamente, ah, você vai pra um lugar onde tem um monte de bicho, um monte de aberração. Eu acho que, naquele momento ali, de, tipo, as duas com, sei lá, 11, 12, 13 anos, não dá pra gente julgar a Petunia por isso, sabe?
Eu acho que a questão é como ela vai se tornando depois. Mas essa relação, eu vejo ela muito repetida, reproduzida na relação entre o Harry e o Duda, assim, sabe? Porque, querendo ou não, o Duda também queria ir pra Hogwarts, gente. Eu acho que é isso, mano.
Enquanto criança, eu acho que eu consigo relevar, apesar de achar uma atitude ruim, a atitude de Snape, de ficar xingando a Petunia e tals. Porque é isso, né? Era a referência que ele tinha, era o pai abusivo. Sim, o problema é que os dois, na fase adulto, são pessoas abusivas com o Harry.
Gente, mas até que ponto que a revolta do Snape não é… Não é em resposta à revolta da Petunia, né? Sei lá. Não, é isso, eu acho que enquanto criança, a gente tem essa coisa que a gente tem crianças partindo de um mesmo ponto.
É que nem você pegar, por exemplo, as brigas do Draco com o Harry. É isso, o Draco era super bully, era escroto e não sei o quê, mas a gente tem ali duas crianças que estão no mesmo patamar, mais ou menos. Embora o Harry tenha tido essa vivência, tipo, não sabia que era bruxo e tudo mais, ele continua sendo o Harry Potter. Então a gente tem assim, digamos que o mesmo nível de briga, assim.
E é isso, é diferente de um professor, você chegar na primeira aula de um professor e ele falar, ele te humilhar na frente da classe, ou da sua tia, assim, a pessoa que tá lá como sua guardião legal, te botar pra trabalhar, te prender num armário, eu acho que é isso, assim. Por mais que a questão não é, tipo, a índole da Petunia, e, tipo, enquanto ela criança, ela tava brigando com o Snape, ela tava certo ou não. Mas a questão de, tipo, como é que ela deixou isso fazer com que ela surtasse, assim. Pra mim não tem nada, tipo, é realmente uma questão.
Aí entra o Valter, porque o ponto é, pra Petunia, enquanto adolescente, foi a magia que separou ela da irmã. E aí quando ela encontra o Valter, esse mecanismo de defesa dela, esse pensamento dela é super potencializado, entendeu? E aí que começa a ficar problemático, a meu ver, aí que começa a ficar problemático de verdade, entendeu? O Valter encorajava na Petunia o pior que ela tinha dentro dela, sabe?
E aí ele só fez ela intensificar toda essa amargura e tudo mais, entendeu? Eu fico pensando, deve ser muito interessante você saber… Eu queria muito saber o que que passa dentro da cabeça da Petunia durante essas cenas que a gente vê de abuso, sabe? E também da cena que o Valter chega pra falar que encontrou um monte de gente estranha na rua no primeiro capítulo.
Eu queria saber, tipo, qual é o raciocínio dela? Será que é, tipo, completo o rancor? Um sentimento meio agridoce, assim. É que sei lá, eu tenho…
Eu não sei se isso é um meio radical da minha parte, mas sabe aquela questão, às vezes, que eu vejo de, tipo, assim… Pegando aqui os marotos, que é uma coisa que eu lembro, quem fazia bullying era o Sirius e o Tiago. O Remus não fazia, mas ele era conivente, ele não fazia nada. E eu não diria que é tão pior quanto, mas, tipo, assim, a pessoa nem a gana de fazer o bullying tem, tá ligado?
Pelo menos eu estou fazendo alguma coisa. Mano, você vai ser escroto, você vai ser escroto na cara, então, sabe? Entendeu? Aí fica, tipo, olhando de longe, não fazendo nada, mas deixando acontecer.
Me dá um pouco de asco essa atitude meio inerte, sabe, assim? Então, mas eu não sei que… Eu não acho que é inerte a atitude dela. Ah, eu acho.
Não, mas é uma opinião meio pessoal mesmo, de, tipo, essa coisa de, tipo… Sabe? Ai, mas ela não é tão ruim quanto o Valter. Não estou falando que vocês falaram isso, mas, tipo, ela não é tão ruim quanto o Valter.
Mano, pelo amor de Deus, pelo menos o Valter estava lá, tipo, sendo escroto mesmo e fazendo os negócios, sabe? E o ponto final é que o Harry ainda estava dormindo embaixo da escada, assim. Tipo, se ela era a pessoa que obrigava o Harry, que mandava, não sei. Mas que o Harry estava dormindo embaixo da escada, usando roupa velha e tendo que servir os tios, pra mim não importa quem deu a ordem.
Se foi o Valter que falou, ah… É, o abuso emocional vinha dela, eu acho, né? Tipo, principalmente. De quem que veio a ideia de botar ele embaixo da escada?
Sei lá, pra mim não importa. Não, é… Mano, tudo tinha o segundo quarto, véi. Eu não tenho palavras.
Eu acho que a Lili, que a Petunia era bem inerte mesmo. É que assim, eu tô aqui fazendo a papel de advogado da Petunia, né? Sempre, né, Pedro? Então assim, desculpa, mas assim, eu vou ter que falar…
Gente, particularmente eu não passo esse pano, mas assim… Mas assim, gente, eu acho que o ponto é, a hora que a Petunia olha ali e tem o bebê Harry pra ela colher, mano, é literalmente assim, porra, eu tenho um filho que tem a mesma idade, eu tô tendo que sendo obrigado a rever um rolê que eu não curto, que é um trauma pra mim ainda, que meu marido, no caso, uma pessoa super conservadora, tem até medo do que ele vai pensar sobre isso, e tipo, pra tentar defender o Duda, até de, tipo assim, não vou deixar o meu filho passar pelo que eu passei, tipo, dentro de casa, sabe? De tipo, ah, um bruxo vai fazer com que, tipo, eu fique descanteio, sabe? E aí, de novo, eu não tô passando pano, é ridículo o que ela faz.
Só que na cabeça dela, isso era na cabeça de uma pessoa muito mentalmente problemática, que precisava de muita terapia, era o que ela pensou em fazer, assim, né, tipo… Não, é, eu acho que ela total pega. O jeito que ela trata o Duda em relação ao Harry, né? Tipo, como ela exalta o Duda e trata o Harry muito mal, é uma forma de compensar como ela acha que ela foi tratada pelos pais dela, né?
É, bom, é uma coisa que a gente não sabe, né? Essa já é uma coisa… A gente não sabe se os pais da Petunia e da Lillian tratava realmente dessa maneira ou não, né? Ah, não, eu acho que o principal é, tipo, como ela sentia que ela era tratada.
É, é, a verdade a gente não sabe. Sim, ela chega a falar que é isso, né? Os pais gostavam muito dessa questão da Lillian ser mágica, mas em nenhum momento ela fala que, tipo, eles efetivamente tratavam ela mal do jeito que ela trata o Harry, assim, era só realmente, tipo, questão indiferente, né? Com certeza, é, muito, muito pior, assim, mas…
E aí tem isso, né, gente, também. Querendo ou não, o Harry representava um perigo para a família dela. Tipo, do nada ela tinha uma casa invadida por carta, do nada ela tinha o fulano lá. Não que a Guida fosse uma pessoa maravilhosa, mas, assim, tipo, o inflã da mulher, sabe?
E ela sabia, mais do que essas coisinhas aleatórias que tinha com o Certo, ela sabia que a família dela estava num grande risco, né? Porque ela sabia que o Voldemort estava ali espreitando ele, sabe? Apesar dos feitiços todos de proteção, da questão do laço lá, ela sabia que o Harry ia colocar a família dela em perigo, entendeu? Não sei, Pedro, porque, assim, a partir do momento que o Harry chega, a gente tem essa questão, o Voldemort saiu de cena.
Tipo, não se sabe exatamente o que aconteceu. Mas ela sabe exatamente que ele saiu de cena, ela entende. O Dumbledore escreve uma carta para ela, não sei todas as palavras, mas até onde eu entendo, o Dumbledore explica, até porque ele fala, o Harry tem que ficar com você, é com você que ele tem que ficar, não é com ninguém, porque você é a família dele. Então, assim, a gente tem uma questão de, tipo, é isso, não sei o que que ele chegou a falar para ela, mas ela tem informação que, assim, o Voldemort sumiu.
E a gente tem 11 anos de pequenas coisas acontecendo ao redor do Harry que ok, para a Petúnia, ela já via a mágica ali, mas a gente não tem esse perigo, essa coisa de, tipo, ai, meu Deus, entrou carta na minha casa, perigo, vou, sei lá, sofreu um corte de papel no meu pescoço. Não, gente, mas eu acho que o perigo não é exatamente esse. Eu acho que o perigo é de comprometer a normalidade, muito bem, abrigado da família Dursley. Não, esse com certeza também.
Eu e isso é assim, ó, a Petúnia, o Valter, eventualmente, quer expulsar o Harry, a Petúnia não deixa, então ele se mantém nessa casa. Eu acho que é a única coisa que ela faz, entendeu? Tipo, assim, eu acho que ela ainda tem um peso na consciência de que a Lillian é irmã dela e o Harry é sobrinho dela e que ele é família e que ele não tem lugar para ficar. Que para a proteção dele, ele precisa ficar ali, porque senão, no caso, ele pode até ficar na casa, sei lá, de outra pessoa, mas ele não estaria protegido.
Sim, então, mas eu acho que é o único momento que pesa, ela faz tudo, maltrato, menino, etc. A única coisa que ela não consegue fazer que pesa a consciência dela é isso, é tipo, tirar ele da casa. Mas é só, entendeu? Eu não acho que ela tem que ser aplaudida por isso, tipo, é o mínimo do mínimo do mínimo e, tipo, principalmente essa super compensação que ela faz, entendeu?
Do Duda, tipo, não quero que meu filho se sinta inferior por não ter magia, então logo, sabe? Tipo assim, mano, é um pensamento tão detubado, assim. Eu sei que na cabeça dela está justificado, mas nossa, gente. Completamente doida.
Não sei se eu acho que ela é doida. Eu acho que o Walter é doido, sim. Ele é realmente uma pessoa desprezível, imoral, antirética e tudo que tem de ruim pra ser. Meio uma sociopatia, talvez, porque empatia ele não tem nenhuma com ninguém, né?
Sim, e assim, eu não consigo imaginar como que alguém pode ser pior que ele, mas consegue, né, que é a Tia Guida. Mas enfim, daí o que eu queria trazer aqui com a Tia Guida era que eu acho muito interessante aquelas semanas que ela passa na casa dos Dersley no terceiro, porque a gente tem uma ideia de como que é a relação da Petúnia com o Walter, que eu nunca tinha visto nos livros anteriores, assim, e que eu parei para analisar só agora, que a gente está relendo lá no meu podcast. Porque a Petúnia, ela meio que só escuta, sabe? Eu gostei dessa palavra que você usou, Marina, de que ela é inerte, assim.
Ela escuta e concorda, escuta e concorda, sabe? Então eu não consigo dar muito essa malícia pra ela, porque ela está sempre só quieta e concordando com o Walter, parece. Isso é uma coisa muito comum, não estou falando que é certo e errado, mas que é uma coisa muito comum de modo geral, assim, tipo na sociedade, né? É uma submissão matrimonial, né?
Sim. Assim, eu entendo e concordo, com certeza. Eu acho que principalmente se você está indo pela ideia de família tradicional britânica, né, obviamente o papel dela vai ser de ser submissa e de ficar lá cozinhando, entendeu, e de fazer os rolê. Ela acaba ficando nesse papel, ela não faz nada mesmo, não tem ambições, não tem essa questão nenhuma, né?
Mas deixa claro que eu não estou querendo desculpar ela, não acho que isso desculpe o abuso, eu acho que só uma análise. Eu acho que ela tem um papel muito maior nesse abuso emocional, tá ligado? Uhum. Mano, principalmente isso, esse nivelamento, né?
Ela faz tudo do Harry e o Harry não se acha digno de amor, né? Eu acho que a Petunia e o Snape podiam sentar pra conversar. Podiam sentar na cadeia. Com a ajuda de um psicólogo.
Ah, é complicado, porque é real, assim, essa questão, sabe, de tipo… Por exemplo, se a gente for parar pra pensar, tem até essa divisão entre quem abusa mais emocionalmente do Harry e quem abusa mais, tipo, talvez quase que fisicamente, de tipo, vai lá no quarto dele e tranca ele dentro do quarto. Quem fez isso, sabe? Não estou falando que…
Não estou falando, ah, a Petunia é tadinha, não foi ela. Não é isso, mas o ponto é, quem fez isso é o Valter. Eu falo a Voldermort, mas enfim. E a Petunia já está mais num abuso mais emocional, enquanto o Valter está mais num abuso mais físico, sabe?
Tem até essa divisão, assim, de como eles tratam ele. Sim, mas eu acho que uma coisa importante é que, assim, o Harry é o sobrinho da Petunia. Ele é o sangue da Petunia. Então, assim, é isso.
Óbvio que eu entendo essa coisa que vocês estão falando, assim, da submissão que ela tem ao Valter, mas ao mesmo tempo, assim, ela que é a pessoa que é responsável por ele, assim. O Harry está ali por ela. Ele não está ali pelo Valter no sentido do sangue mesmo, de toda a questão da magia, da… Da proteção.
Então, assim, se ela não tivesse essa inércia, se ela não tivesse essa passividade, ela que é a responsável pelo Harry. Então, ela que decide as coisas. É isso, eu não estou falando que isso que acontece, porque, com certeza, tem essa questão do matrimônio e dela entregar tudo na mão do Valter. Valter, você decide.
Você é o dono dessa casa, o pai dessa família. Mas é isso. Eu acho que também é muito horrível essa questão dela lavar a mão nesse sentido, assim, de… Porque o único momento que a gente vê ela realmente falando, assim, Valter, você, cala a boca, que agora eu decidi, é no momento que o Valter quer tirar o Harry de casa, no quinto, que o Duda sofreu lá aquele ataque do dementador.
E aí chega aquele, esqueço o nome, berrador. Do Dumbledore falando assim, lembra de não sei o que, eu nem lembro mais o que ele fala. E aí ela fala, não, ele vai ficar. E o Valter até fica tipo, está doido, olha o que ele fez com o nosso filho.
E ela fala, não, ele vai ficar. Esse é o único momento que a gente tem que é isso, assim. Querendo ou não, a vontade dela prevaleceu. Girl power, caralho!
Ah, super, nossa, o criou o feminismo. Eu peço um pouco sobre essa questão, por exemplo, assim, né? Gente, o episódio não é para discutir Snape, a gente vai ter um próximo para discutir Snape. É, beleza.
Se a gente for analisar o Snape, toda essa questão de redenção, de traumas do pai, disso daquilo, o Snape, ele teve muito mais chance, ele tinha um círculo de convivência mil vezes mais aberto e muito mais chance de ajuda, sabe? A Petunia, eu vejo um pouco que ela teria que ter agido por conta própria. E não estou falando que ela não teria, sabe? Realmente, ela teria.
Só que o ponto é, ela estava inserida numa realidade ali que era a casa dela com o filho, que era zero à esquerda, com o marido, que era péssimo, com, sei lá, no máximo, a irmã do marido, que era mais péssima ainda. Ela não tinha como o Snape tinha uma rede que poderia apoiar, sabe? Não tinha um Dumbledore que tipo, não, vem cá que eu vou te apoiar, sabe? Não passando pano.
Mas, assim, eu tento entender que ela simplesmente também estava inserida numa situação que, cara… E eu vejo isso muito um paralelo na realidade nossa de modo geral, sabe? Tipo, casos até extremos de violência contra, sei lá, de às vezes a mulher estar inserida numa situação que ela fique nerd por animotivos, sabe? Não passando pano, mas passando também, sabe?
Eu acho que, eu comparo, por exemplo, assim, eu tenho muito mais ranço do Snape nesse sentido de não ter feito nada para se melhorar do que dela, entendeu? Apesar de ser coisas completamente diferentes. O Snape é pior que a Petúnia, mas a Petúnia é péssima também, então, sei lá. É que eu fico pensando, por exemplo, cara, se a Petúnia tivesse casado com um cara que não era, que não era a metade do que o Valter era, não precisava ser, tipo, um cara perfeito, não, mas, assim, se ela tivesse casado com um cara que não instigasse ela ser pior do que ela já era, se ela teria feito tudo o que ela fez?
Eu acho que ele foi essa rede de apoio dela e, por isso, ela acabou sim. Ela aceitou casar com o Valter também, assim, tipo, ninguém botou uma faca no pescoço dela e falou, você vai ter que casar com o pior homem do mundo. Eu entendo que é isso, tem essa questão de, tipo, você talvez não enxergar uma questão, não sei como é que era o começo do namoro da Petúnia e do Valter, sei lá, eu não gosto nem de pensar, mas a questão é que é isso, assim, tipo, para você casar com o Valter, com certeza esse homem deu um indício de uma personalidade ruim, sei lá, ela aceitou e mesmo ela tendo essa passividade, mesmo ela tendo essa coisa, a gente não vê na obra nenhum descontentamento com o Valter, assim, a gente não vê a Petúnia triste, ai meu Deus, a gente não tem cenas do Valter sendo muito escroto com ela, eles são um pacote escroto, assim, na minha visão, é isso, não sei como é que seria a sessão de terapia de casal deles, mas a questão é que, assim, do material que a gente tem, a gente tem um pacote muito escroto, esse universo paralelo em que ela casa com um cara termo ali, pra frente, ele, sei lá, eu não sei o que seria também, mas… Eu acho que, a não ser que fosse um cara que impedisse ela de ser escrota com Harry, realmente, é, ele não só valida as atitudes dela, mas ele faz ela piorar, né, agora, se ele tem um cara que simplesmente não validasse, já mudaria, na minha opinião, já mudaria muita coisa.
Tô querendo só ver onde tudo deu errado. Eu acho que o Valter, ele abraçou ela de uma forma que ela nunca tinha sido abraçada na vida, assim, talvez só pelos pais na infância, então, a pessoa se desarma mesmo, quando tá num relacionamento assim. É uma família muito problemática, assim, que não resolve seus problemas, sabe, que prefere deixar tudo, puxar tudo pra baixo de tapete, qualquer família tradicional, as coisas não são discutidas, você só não lida com elas e finge que tá tudo bem. Aí eu acho que, assim, a gente já entra numa situação que é meio que isso, obviamente, não está na obra, a gente já tá criando coisas pra gente defender os nossos pontos, e isso não tem problema nenhum, eu fiz muito isso aqui, inclusive, mas assim.
Isso não tem problema nenhum, primeiro que fez. Não, porque, cara, se não, não tem discussão. Apontou o dedo, mas isso não tem problema nenhum. Não, porque eu fiz muito isso, cara, não acho que tenha problema, só que o ponto é, você tem todo um recorte que a gente, pra considerar, é muito específico e muito complexo, né, um recorte de época, um recorte de um país e um recorte de regional, a gente não sabe nem, tipo, ah, qual que era o ambiente que ela vivia, mano, às vezes ela tava na puta que pariu do interior da Inglaterra, sabe, então, acho que isso já é um pouco complexo, assim, sabe, pra gente considerar, assim.
E outra, ela pode ter baseado a, a Rowling pode ter baseado a relação deles na dos pais que viveram nos anos sessenta, sabe, então tem muita coisa. É, então, assim, acho que já, tipo assim, eu fiz muito isso, mas cuidado assim, tipo, é difícil a gente entrar nesse contexto de o quanto, o quanto ela, ela, ela tinha essa escolha ou não, o quanto ela era impulsionada a fazer isso ou não, assim. O ponto é que, tipo, a gente não consegue ter certeza, é isso, a gente não consegue ter certeza nem que ela teve escolha, nem de que ela não teve escolha, mas me parece pelo contexto de que a gente, o que a gente tem, a Lilian, que foi isso, ela ela foi pra escola de magia, os pais dela permitiram, ela foi, casou com o Thiago, entendeu, ela ficou com esse cara também, entendeu, assim, tudo bem que ela tinha uma vida muito mais externa, né, do que a Petúnia, mas ainda assim elas, era completamente externa, né, no caso, não era um pouco, mas ainda assim elas tiveram os mesmos pais. A diferença é que enquanto uma menina tava lá, tipo, às vezes no interior da Inglaterra, a outra tava em Hogwarts assim, sabe.
Claro, mas eu tô falando que tipo assim, elas não, o que dá a imparecer principalmente pelo que é Lilian é, é que não me parece que ela seria obrigada a seguir algum tipo de molde, entendeu, pelo que a gente pouco sabe da Lilian. Eu estou dando esse meu argumento baseado nesses indícios da Lilian. Tem uma questão social, assim, dela querer estar nessa família perfeita e dela querer estar mostrando isso por N motivos, que podem ter a ver ou não com esse trauma, mas, sei lá, eu não vejo a Petúnia como infeliz naquele meio com o material que a gente tem. É, eu acho que é uma coisa que tem o nosso olhar, tipo, nossa, esse tipo de vida pra mim seria horrível, né.
Tem gente que tá feliz com esse tipo de vida, né. Não, a gente tem que interpretar também que a maioria das pessoas que estão em relacionamentos abusivos nem sabem, sabe, nem pensam que estão, né, então assim já é uma coisa muito de pegar o que a gente aceitaria ou não e colocar naquela realidade, né. Mas ela tá em relacionamento abusivo com o Valter? Eu não acho que eles tenham relacionamento abusivo, não, acho que os dois são abusivos, só que não com o outro.
É, relacionamento é ter o padrão, sabe? Então, mas é que pra mim um relacionamento desse tipo é muito abusivo por tipo, por si só, assim, naturalmente. Mas abusivo, eles não tão, o que que eles estão fazendo com o outro que eles estão abusando do outro, cara? Não, no sentido de que tipo assim, quem manda lá é ele, entendeu, e ela é submissa é ele, enfim, de alguma maneira isso naturalmente já é abusivo, assim.
Mas o que eu ia falar era que eu acho meio iverossímil, eu sei que a gente já tá terminando a discussão, mas voltando a questão da infância das duas, eu acho bem iverossímil que as duas tenham sido criadas pelos mesmos pais e que, do nada, a Petunia virou conservadora, assim, a ponto de não querer que a Lillian se metesse com o Snape, sei lá. É que eu acho que tem um pouco a questão do que o Snape maltratava muito ela, né? O Snape maltratava a Petunia. Então eu acho que a impressão veio meio disso, né?
E tem essa questão dela ser uma mais velha também, né? Tem uma protetividade. Mas eu acho que, eu concordo muito com isso que o Igor falou, que eu não consegui imaginar exatamente como que eram os pais, assim, tipo, pra mim é uma grande incógnita, tipo, nesse sentido todo que eu já falei de contexto local, de contexto de época e tudo mais, mas porque é isso assim, tipo, a gente não sabe o quão receptivo eles foram com ela ser bruxa tipo, a gente sabe que beleza, eles ficaram com orgulho e tudo mais, mas assim, antes disso, como que era, assim, né? Tipo, teve alguém que conversou e que explicou?
A gente não sabe. E tipo, é isso aí. A gente não sabe até que ponto é que eles maltratavam a Petunia. Duvido, sabe?
Que eles não eram pessoas péssimas. Mas que, às vezes, sem querer, tipo, dava muito mais atenção, tipo, pra uma pra outra e criou isso tudo. Então, eu acho que, pra mim, o jeito que os pais da Lilian e da Petunia, eles davam com o ambiente familiar deles é uma incógnita muito grande, assim, sabe? Real.
Cara, pra mim é uma incógnita, mas a gente tem que levar em consideração que o fato que a Lily passava 10 meses fora de casa, 9 meses fora de casa. O que também molda muita personalidade nela, né? É tipo, dos 11 aos 17 anos completamente fora de casa a maior parte, a grande maior parte do ano, né? Óbvio que você vê que tinha uma diferença de tratamento, no sentido que, óbvio que até, assim, você tem uma filha completamente diferente da outra e não precisa nem ser mágica, você vai ter diferença, eu tenho irmão, não é o mesmo tratamento, mas você vê que ela pegou isso pra a Lily, assim, como se a Lily tivesse, sei lá, feito tudo isso, sabe?
Talvez porque, é o que você disse, né? Você tem um irmão, eu não sei vocês, acho que a Marina filha única é Igor, acho que não é, mas eu tenho 3. Então, e isso é uma coisa, gente, aqui, revelando na momenta terapia. Essa questão, assim, eu consigo, são coisas, assim, que eu penso, sabe?
Tipo, traumas familiares, são coisas complexas, assim. É, gente, eu acho que ela se sentiu, a Petúnia já se sentia muito inferiorizada em casa, e aí, quando a Lillian se mostrou uma coisa, entre aspas, especial e literalmente mágica, ela se sentiu mais, mais pequena ainda, né? Eu acho que, assim, ter filhos é você traumatizar eles, né? Assim, é basicamente isso, tipo, é um bingo de qual trauma você vai passar pro seu filho porque ele vai ter que tratar na terapia depois.
É só a gente pegar, por exemplo, o Rony. Ele sentia muito que ele tinha que se provar, sabe? Dos irmãos e não sei o que. Mas, tipo, ele não era a família dele, ele não era tratado a menos pela Molly e pelo Arthur, entendeu?
Era uma coisa, era uma questão dele. Aham, ele se sentia muito inferiorizado na família também. É, e isso é uma coisa que a gente tem claro, né? Isso é uma coisa que a gente tem claro, bem estabelecido mesmo nos livros, no caso das duas a gente não tem.
Sim, não necessariamente tratamento dos pais, mas é um sentimento que surgiu, assim. Nenhum dos outros irmãos dele tem isso e ele tem. Não é só como as pessoas te tratam, mas como você sente que as pessoas te tratam, né? Tipo, é uma questão de percepção também.
Então, existem também pesos e medidas e também a questão de, tipo, a versão dela, a versão dos pais e a versão dele e a verdade, sabe? A Petúnia te deu algum dinheiro, Pedro? O que aconteceu? Ah, então, a Petúnia não pagou, mas assim, pro podcast acontecer, precisa alguém que discorde, né?
Porque senão vai ficar todo mundo falando a mesma coisa, que concorda. Então, assim, eu sou o mediador dessa discussão, né? Eu sou o host dessa discussão. Ah, entendi.
Agora você inventou. Então tá bom. Mas assim, gente, eu acho que a pergunta que fica é vocês darem um abraço na Petúnia? Eu daria, coitada.
Eu daria. Eu não. É porque eu ia falar uma coisa, mas aí eu acho que ia ser problemático, então não vou falar. Fala, amigo, o cancelamento vem pra todos qualquer dia.
É que sabe, é que eu tô pegando da atriz, é uma pessoa que parece muito ossuda, que você vai abraçar e vai te machucar. Mas a descrição dela é essa mesmo também, então. Você não gosta da cena que ela aparece de chartinho no quinto livro, com calor? Toda suada.
Quinta cena é perfeita. Quinto filme, quer dizer. Gente, eu sou bissexual, mas não é festa assim, não. Mas enfim, acho que o Igor encerrou bem o nosso podcast assim, sabe?
E aí a gente encerra. Duas pessoas que não dariam abraço, eu que daria o abraço e falaria, amiga, vamos conversar, sabe? Não, eu daria o telefone de uma psicóloga, com certeza, mas só depois eu daria o abraço. Então não, mas antes de mandar ela pra psicóloga, antes de dar o telefone, eu sentaria pra conversar com ela também, sabe?
Porque se você chegar com o telefone de uma psicóloga, uma pessoa que é completamente que nem quer ir na psicóloga, não vai adiantar, né? Tem toda essa questão de você convencer a pessoa de que ela precisa ir. Exato, talvez precisa do abraço. Então vocês dão um abraço, eu fico, eu e Marina, a gente fica encarregada da psicóloga, então a gente chegou no meio tempo.
Importante ajudar, né, gente? É isso então, gente. E eu queria saber muito também, gente, se você escutou esse podcast até aqui, parabéns pra começo de comando. Não me cancela, pelo amor de Deus.
Exato, não cancela ninguém, saiba que como eu disse, eu tô aqui pra provocar a discussão, então não me cancela pra passar pano pra ninguém. A discussão é isso mesmo, é saudável, né? Mas eu quero que vocês comentem aí se vocês são Tim Pedro, Tim Gabriela e Marina ou Tim Igor. Mas é isso, gente, termina aqui essa discussão que não terminou, mas enfim, é normal, né, nenhuma discussão desse parte termina, a gente só tá aqui pra provocar reflexões a respeito das coisas de Harry Potter, que é uma coisa que eu acho que, né, por isso que a gente tá aqui depois de vinte e tantos anos de lançamento dos livros discutindo desse jeito, né, porque a obra permite que a gente faça isso.
E quem continua a discussão são os ouvintes, né? Com educação, tá? Eu vou suportar críticas? Vou, só que com educação.
Então é isso, eu queria muito agradecer a Gabi e ao Igor por suportar participar dessa discussão calorosa, e aí agora é o momento de vocês conhecerem o trabalho da Gabi e do Igor. Igor, onde as pessoas podem te encontrar? E onde as pessoas podem vir e podem escutar você discutindo mais Harry Potter ainda? Então, em primeiro lugar, tem o Animagus, que é o melhor site de Harry Potter do Brasil.
Ah, controverses. Como é convidado, eu não vou falar nada. Brincadeira, gente, brincadeira. Mas então, lá no Animagus a gente posta notícias, mas o mais importante, eu acho, assim, que a gente tá fazendo ultimamente é a produção de conteúdo mesmo, porque a gente tá fazendo um podcast que nunca tinha sido feito antes e que agora inventaram de fazer um monte de gente, porque é quarentena, né?
Mas, enfim, nós começamos, primeiro, a Casa Elefante, comentando capítulo a capítulo, Harry Potter já estamos em prisioneiro de Azkaban. Então vai lá ouvir. Então é isso, gente, só pesquisar nas plataformas no Spotify, no Deezer, no Apple Podcasts. E você, especificamente, Igor, onde as pessoas podem te acompanhar, se as pessoas quiserem discutir, especificamente com você a respeito do que a gente discutiu aqui, todo mundo junto.
Olha, no melhor lugar é o Twitter, Twitter.com IGORZETS, mas ultimamente eu vi tentando me desintoxicar do Twitter, então talvez demore um pouco pra responder, mas pode mandar lá. Então se você for tóxico, nem vai no Twitter do Igor, né? Fica a dica. Mas obrigado, Pedro e Marina.
Estou muito orgulhoso de estar participando desse novo empreendimento do Pateriche.com TM. NCDA. Sejam muito bem-vindos à pós-do-sério do Harry Potter, apesar de vocês já terem tido o podcast lá nos primórdios da internet, mas sejam bem-vindos de volta. E você, Gabi, onde as pessoas podem te encontrar?
Bom, as pessoas podem me encontrar nas minhas redes sociais, que são todas arroba gabenevilela tô lá, mas assim, gente, se for lá pra brigar comigo, porque eu falei mal do seu Favi, por favor, se poupem, me poupem. Só amor e carinho é biscoito nas minhas redes sociais. Vocês podem seguir a Gabi pra outras coisas, né, Gabi? A Gabi fala sobre outras coisas além de Harry Potter.
Exatamente. Principalmente agora, tenho falado cada vez menos, mas eu também tenho um Twitter de promoção de livro e uma newsletter de indicação de livro, então se vocês quiserem é arroba o underline leitor comum, que lá tem o link da newsletter bonitinha e vocês acham promoções de livrinhos super legais. Já tô seguindo. E muito obrigada, gente, também pelo convite, foi incrível, adoro dar minhas opiniões na internet e foi muito divertido.
Vocês foram ótimos companheiros de discussão. Ai, que fofo. Eu realmente sei que fui. Então é isso, gente, se vocês quiserem acompanhar o Poteiriche também além do podcast a gente é arroba Poteiriche no Twitter, no TikTok e no Facebook e arroba Poteiriche Oficial no Instagram.
As minhas redes são todas im Pedro Martins e as suas Marina. São todas Marina Anderi. Marina A N D E E R I. E claro, né, não deixe de acessar Poteiriche.com que é o melhor site de Harry Potter do Brasil.
Não se esqueçam de clasificar esse episódio 5 estrelas aí. Top. De seguir também, né, pra você ouvir os próximos e indicar pros seus amiguinhos. O mais importante.
Por favor, viu? Então é isso, gente. Tchau. Até a próxima.
Beijinhos. Um beijo, gente. Beijos e até a próxima.







