#6: Gina Weasley não é sem sal nem sem açúcar, com Cami Ragghianti
Injustiçada pelos filmes de Harry Potter, Gina Weasley foi – e ainda é – vista com desdém por grande parte dos fãs. Poderosa e popular, ela esteve por perto de Harry o tempo todo. Só os roteiristas do filme não viram. Neste episódio do Semanário dos Bruxos, os apresentadores Pedro Martins e Marina Anderi recebem Cami Ragghianti para provar que não, Gina não é sem sal nem sem açúcar!
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Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast de hoje é nada mais, nada menos do que Gina Weasley, essa personagem que muitos de nós, por muito tempo, odiou, que muitos de nós disse que era sensal, sendo que na realidade a gente estava confundindo a personagem do filme com a personagem do livro.
A personagem do livro é muito diferente da personagem que a gente tem nos filmes e que consequentemente a gente fica com ela marcada por muito tempo na memória. E para falar sobre esse assunto a gente recebe aqui hoje a Camila Raggianti. Oi, pessoal. Obrigada por terem me convidado.
Estou aqui muito feliz de falar sobre a Gina hoje com vocês. Aí a gente agradece por ter aceito o convite, amiga. Então acho que para a gente começar essa discussão, gente, eu queria saber de vocês como que vocês tinham a imagem da Gina antes de ler os livros, porque eu imagino que todos nós aqui começamos a assistir Harry Potter antes de ler Harry Potter, né? Bom, eu acho que a Gina nos filmes a gente nem teve muito contato com ela, né?
Tipo, em Pedra Filosofal tem aquela cena meio tosca que foi um improviso da Bonnie Wright, inclusive, dela falando para o Harry bastante, naquela parte ali, então a gente nem tem muito contato com ela. Acho que a gente foi entender melhor qual seria o papel dela lá em Câmara Secreta, que obviamente foi com um papel gigantesco, né? Porque ela foi apenas sequestrada, né, mores? Então assim, foi levada lá para a Câmara.
Eu acho que eu gosto muito de Câmara Secreta, na real, porque eu gosto da personagem da Gina, já nos filmes eu gostava. Mas, enfim, depois parar e perceber a Gina dos livros, dá para ver que ela é completamente diferente até no primeiro livro, no primeiro livro que ela já se mostra ali um certo interesse, até pelo Harry, logo em Pedra Filosofal, que falam que ela, se não me engano, tem uma passagem que fala que ela fica vermelha, que ela fica com vergonhinho e tal. Então acho que a Gina, diferente dos filmes, ela já é uma personagem que a gente fica esperto desde Pedra Filosofal, teoricamente, com os livros, mas… Que ela vai ser importante, né?
Exato, você já fica meio esperto com ela, mas não foi o que aconteceu nos filmes. Pois é. E você, Marina, como é que foi? Ah, eu desde o início sempre gostei da Gina, sabe?
Ela é uma personagem que me chamou muito. Sempre… Eu tive uma simpatia, não sei dizer exatamente porquê, eu gosto muito do plot dela em Câmara Secreta. Já dava a entender que o próprio Tom Riddle sabia que ela era extremamente próxima do Harry, que ele conseguiria prejudicar muito o Harry através dela, né?
Não era uma pessoa qualquer, assim. É, não sei nem se é por conta do Harry em si, mas eu acho que, tipo, talvez ele já tivesse pressentido, porque, assim, embora é o que a gente está falando, né? No cinema mostra muito, a Gina é uma baita de uma bruxa, entendeu? Tipo, ela é muito poderosa também.
Então, eu acho que o Tom Riddle não era bobo. Assim, desde o começo ele já talvez sentia ali um poder nela, entendeu? Tipo, um diferencial, talvez. Não, eu acho que com certeza, como a Camila falou, a Gina é uma bruxa muito poderosa.
E que, assim, mano, ela não só foi, né, possuída pelo Tom Riddle, mais ou menos, e sobreviveu, como ela também, tipo, ela conseguiu se rebelar contra ele, ela conseguiu jogar o diário fora, por exemplo, sabe? Isso, a pessoa já tem um tipo de magia, um poder eterno, assim, muito, muito grande. Não, e a gente já viu como as horcruxes ali, depois a gente vai descobrir como aquilo é poderoso, né? Como pode afetar realmente alguém.
E, tipo, a Gina, ela foi capaz de lutar contra isso, né, meu? Mesmo que por um período de tempo ali, né? Então, já mostra que ela não é pouca coisa não. Coisa que o Rony, por exemplo, não suportou, né?
Por pouquíssimo tempo ali, com o colar, surtou, né? Surta Frozen, como diz o meme. Ah, eu não sei se isso é uma… muito justo com o Rony, mas decido que vou aceitar e não vou defender, não.
Ah, não. Deus me dê. Eu defendo só a Gina nesse podcast, beijou. Meu contrato vai até aí.
É, exatamente. Pra falar sobre o Rony, a gente deixa pra… É, deixa pro próximo, a gente pega alguém pra passar pano pro Rony. Não, gente, eu não vou começar a fazer o ouvinte não gostar de mim logo no início do podcast.
Pedro, a gente já falou muita coisa, o ouvinte já não gosta de você, você precisa aceitar. Ai, meu Deus. Gente, quem me ama, faz algum sinal de fumaça aí nos comentários, tá? Que eu acho que eu tenho um fandom, assim, muito…
Um fandom não, né? Um ouvinte muito… Eu ia falar um… Ai, bichinho.
Eu sou presidente do seu fã clube, Pedro. É isso, tá vendo? Ah, eu tô com inveja. Amiga, mas você…
Eu sou do seu também, amiga. Ah, então tô bem. Não, mas essa questão do Rony, eu acho uma coisa bastante interessante, porque a partir disso, a gente consegue refletir também sobre o papel da Gina enquanto uma Weasley, né? Eu acho bastante interessante de pensar que ela ali era numa casa de muitos irmãos, tantos irmãos que eu até perdi as contas de quantos são, sou de um anos, mas enfim, vários menininhos.
Ela era a única menina, né? E isso, de alguma maneira, impactou ela também, né? A formação da personalidade dela, né? Sim.
É, eu acho que ela tem uma perspectiva, acho que, bem diferente, né? Porque Rony… É que é isso, né? Eu não quero entrar em contraponto com o Rony o tempo todo, mas é porque eles são muito próximos de idade, né?
Eles têm um ano de diferença, mais ou menos, e ela é a única menina, então ela tem uma certa vantagem de que, tipo, a mãe dela, os pais dela, queriam uma menina há muito tempo. Então eu acho que não tem muito uma questão de se sentir indesejável. Mas acho que junto disso veio uma série de expectativas, né? Porque, tipo assim, Ah, quero ter uma filha para, sei lá, colocar vestido, para ser super feminina, né?
E esse não é o caso da Gina. A gente não vê, né? Tipo, sei lá, a Molly sendo… Sei lá, a Molly é muito…
É uma mãe muito legal. Então eu não acho que ela fica falando as coisas, mas a expectativa fica no ar. Eu acho que até a questão da Gina se ver, desde criança, entrando escondido num armário de vassouras para poder treinar quadribol, os irmãos não verem. Acho que está junto disso, né?
Das expectativas da família de feminilidade. Sim, com certeza. E é massa que ela passa por cima disso tudo, depois ela vira, tipo, super engajada no quadribol, vira… Assim, meu, ela não só teve o momento dela como atleta, como ela continuou trabalhando com isso e perpetuando, né?
Tipo, o esporte e tal. E, meu, ela era super respeitada, né? Como correspondente e tal. Então eu acho isso muito massa, que ela perpetuou por muito, muito, muito tempo ainda, né?
Sim, total. E tem muita gente que diz, inclusive, assim, nossa, mas aí que entra de novo a percepção dos filmes. A Gina, nos filmes, ela começa a jogar quadribol em Enigma do Príncipe, mas a gente vê que, como vocês mesmo disseram, né? De ela entrar escondido no armário para pegar as vassouras e tudo mais.
Então nos livros a gente tem essa construção desde o início, né? Não é incongruente a gente dizer que essa pessoa, ela dedicou toda a carreira profissional dela ao quadribol, né? Como a Cami disse, como jogador e depois como correspondente. Alguém que só fala disso, né?
Porque muita gente fica pensando, porra, mas como assim essa pessoa surgiu do nada para gostar de quadribol desse tanto? Não, gente, está lá nos livros, né? Sim, acho que é importante até dizer que ela começa a jogar quadribol lá na Grifinória em ordem da Fênix, né? Que o Harry é expulso pela Umbridge e aí ela entra no lugar dele como apanhadora.
E aí o Rony questiona, ele fica, mas como? E aí os gêmeos falam, mano, ela joga escondida há mó tempão, tá ligado? Só você que não sabia. Ei, Rony.
É, eu acho que é difícil não ficar falando como a Marina disse do Rony, mas é porque o Rony também, ele impunha muitas questões em cima da Gina, né? Porque o Rony, ele é um cara que ele, enquanto adolescente ali, no início, ele é muito machista, né? Ele vai se desconstruindo aos poucos, mas ele é muito machista, a princípio. E até na própria ordem da Fênix, ou seja, tipo, já quando ele já tinha, estava lá com ela, que a gente estava convivendo com o Rony, assim, há cinco anos de Hogwarts, ele ficava enchendo o saco com quem ela estava beijando, sabe?
Tipo, dá licença, né, gente? Deixa a Gina passar o rodo, Rony, ó lá em casa. Ai, preguiça. Uma coisa que as pessoas falavam muito era da Gina ser vadia, né?
Sim. Sei lá, eu acho que é uma coisa que a gente nem fala mais, hoje em dia, da pessoa ser vadia, pra começar por aí. Mas era isso, porque, nossa, porque ela namorou Hogwarts toda, e não sei o quê. Tipo, assim, se tivesse namorado, não é problema nenhum, inclusive queria.
Mas no meu caso, é, o povo meio que se emocionou ali, com a quantidade de vezes que a menina estava dando uns beijos na boca, deixa ela, gente. É, eu acho que também, assim, a gente, enquanto o Lee era jovem, aí muitos de nós não tinha nem beijado, seja por ser jovem, seja por ser nerd e não ter amigo nenhum. E aí, realmente, era tipo uma coisa muito fora da ossada, né? E eu acho que não só pelos leitores, né?
Porque, como a Camille estava explicando, os leitores tinham muito essa percepção, mas os próprios personagens do livro, né? Não só Rony, mas as pessoas, de modo geral, naquele universo do livro, julgavam muito ela, sabe? E, gente, eu, particularmente, nem caracterizaria o tanto de pessoas que a Gina pegou, pelo que a gente sabe do livro, eu nem caracterizaria ela como piranha, sabe? Eu, por exemplo, já fui Máquez.
Nossa, em comparação, muito mais. Eu, você, enfim. Eu acho que também vai muito do momento, assim, que embora Harry Potter tenha sido escrito há não tanto tempo atrás, mas mesmo assim, eu acho que o mundo mudou muito também, sabe? Eu acho que a percepção das pessoas, no geral, quanto a sociedade, também foi mudando, graças a Deus.
Ainda tem muito coisa pra evoluir, óbvio. Mas eu acho que também vai muito disso, sabe? A percepção de questão fora do livro em si, entendeu? Fora da história, dos personagens.
Mas, tipo, uma questão de sociedade mesmo, sabe? Tipo assim, nossa, mas ela tá ficando com vários caras e tal. Tipo, se ela meio que tá bom, entendeu? Porque a gente tá falando de um livro que foi feito, sei lá, quanto tempo atrás?
Vinte e vinte e… Vinte e pouquinhos. Né, então? É, eu acho que foi um conjunto, né?
Um conjunto de tudo, assim, que a gente aplicou um pensamento machista em cima da Gina, né? Porque a gente, provavelmente, tinha pensamentos machistas na época. Os personagens do livro, o livro em si não ajuda muito, né? No sentido de que os personagens do livro também têm esses pensamentos sobre ela e criou-se essa narrativa, né?
De que ela era piranha, né, gente? Sendo que nem era, tá, Gina? Deve ser mais. Eu acho que o momento mais marcante é ali, né?
Quando o enigma, quando o Rony e o Harry encontram ela se pegando com o Dino. E aí, ela e o Rony tem uma discussão e ele não… Ele fala… Scarlet Woman, né?
Que é, tipo, meio que vadia, assim. Ele não chega a falar, ela fala, não, fala na minha cara. Você tá me achando uma vadia? Ele fala, sim.
E aí, nossa, ela solta o verbo, né? Tipo assim, você não pega ninguém. Vai arranjar alguma coisa pra fazer da sua vida? Idiota.
Maravilhosa. Então, tipo, é muito também, na verdade, acho que tem o machismo do Rony, mas também a inveja, né? Tipo assim, até então, eu não tinha parado pra pensar que ele não tinha pegado ninguém, assim. Tipo, e também acho que o momento, a Gina ainda fala que a Hermione pegou o Victor Krum, né?
Aí, ele… Ele fica putasso. E essa é uma questão, assim, muito interessante, né? Que, nos filmes, a gente sabe, né?
É meio que consenso já entre a comunidade de Floyd e Harry Potter, mesmo entre quem ainda não gosta da Gina, é um consenso muito grande que ela foi mal representada, né? Porque a gente já bateu tanto nessa tática, as pessoas entenderam. Só que eu acho legal, assim, pra dar um contexto, assim, pra a gente ficar um pouco mais puto com os filmes, né, nesse aspecto, que a Gina, ao longo das cinco horas que compreendem o filme de Prisioneiro de Azkaban e o Carlos de Fogo, ela tem cinco falas. Em dois filmes, ela tem cinco falas.
E nenhuma dessas cinco falas se refere à própria vida dela. Eram falas, tipo, a mulher gorda, ela sumiu, sabe? Que poderia estar na boca do Neve, o do Dino Thomas, do Simas Finnegan, do Dobby, tá ligado? Da Wink, de qualquer personagem.
Tipo, não ia fazer a menor diferença. Exatamente. Ela não fala e, quando ela fala, é sobre coisas irrelevantes, assim, sabe? Nos filmes.
É que a Tris tava no set e eu acho que eles quiseram, pelo menos, pra ela fazer alguma coisa, né? Eu acho que, assim, ó, tem gente que fala muito mal da Bonnie, né? Da Bonnie Wright, que é a atriz, né, que fez a Gina. Só que…
Eu gosto muito dela, na real. Eu gosto dela como Gina. O meu problema é que eu acho que ela foi muito mal dirigida e que o roteiro pecou muito, entendeu? Tipo, acho que tinha muito a ser explorado em relação a ela.
Eu acho também que vai muito… A gente tem que pensar que os roteiristas dos filmes não tinham todos os livros na mão, né? Desde o início, porque os livros foram sendo lançados meio que junto ali, né? Então, eu entendo que eles não tinham muito como saber o escopo geral, embora eu acredito que a J.K.
Rowling conversasse com essas pessoas, mas, enfim, não sei como é que a dinâmica, sinceramente, eu não tenho conhecimento suficiente pra falar sobre isso. Mas eu acho que, assim, o roteiro realmente pecou nesse aspecto, entendeu? O que o Pedro falou, tipo, a mina tem cinco falas e nenhuma é relevante. Tipo, folga, entendeu?
O que que essa menina tá fazendo aí, então? Principalmente se a gente lidar com o Steve Clovis, né, que é o roteirista dos filmes, que ele sempre favoreceu muito a Hermione. Quase comprovado que ele é um abóbora, né, que a gente chama, que é a pessoa que chupa a Hermione, que tem uns momentos, tem umas cenas ali que realmente, tipo, dão uns indícios que é meio estranho, não sei. E aí eu acho que ele também nunca gostou muito da Gina, ele não se deu muito ao trabalho de ir atrás, sabe?
E eu realmente tenho muitas dúvidas da J.K. Rowling de tipo, o que que se passa na cabeça dela? Que é isso? Tem coisas, como a gente já comentou em episódios anteriores, Ela falou do monstro, por exemplo, que tá em ordem.
Que precisava estar em ordem, né, que era importante pra manter e não cortar. Mas não falou, por exemplo, do espelho de duas faces, da importância dele aparecer também. Então eu não sei qual que são as prioridades dela, o que acontece, tá ligado? Acho que essa cipala nem entendia tanto de roteiro a ponto de opinar, né?
E tava tão ali embrenhada… Na verdade, ela não entendeu até hoje, né? É, tava tão embrenhada na escrita dos livros, assim, sabe, que acho que não dá pra colocar isso total na conta dela. É porque no sentido de que eu acho, por exemplo, que…
Essa questão toda, né? Que a gente sabe que o Steve Klobis realmente chipava a Harry e a Hermione, mas o quanto de machismo não tem nele próprio, sabe? De ele não olhar pra Gina como alguém importante. Sendo que agora, como a gente acabou de dizer, assim, o Voldemort escolheu ela porque ela era poderosa, mesmo ali com onze ninhos.
Isso deveria significar alguma coisa pra um roteirista, pra um cara que é especialista em narrativas, né? Ele deveria ter percebido isso. Sim. Sim, e tipo assim, a Gina é a última coisa que o Harry pensa antes de morrer, tá ligado?
Em relíquias. Isso não é algo fraco, tá ligado? Principalmente se você pensar que eles se casam depois. Então, tipo, ele é o amor da vida dela, tá ligado?
E ela é o amor da vida dele. Awww, acho ele tão fofo, Marina. Ah, muitos anos, né, tipo, Fique? Ai, eu amo.
Mas eu acho que é muito isso, é uma relevância muito grande que ela tem em vários aspectos. Enquanto diretamente ligada ao Harry, que é o nosso protagonista, mas enquanto uma personagem bem desenvolvida e que tem suas questões e que faz parte da D e que luta na guerra, sabe? É, em relação ao roteiro, né, é uma coisa muito complicada, porque, por exemplo, a gente acha, quando a gente assistia aos filmes, que foi Hermione, enfim, o trio de modo geral que convidou todo mundo pra participar da armada de Dumbledore. Sendo que na realidade não, porque eles estavam todos fechados ali neles mesmos e quem conhecia a galera de Hogwarts, quem que era popular, era a Gina.
Ela que fez a social mesmo, né, pra trazer a galera toda. É, é, o roteiro não ajuda em nada a Gina, sabe? Na realidade ele não só não ajuda, como ele prejudica, né? Isso que é foda.
Sim. Aí com isso eu levanto a questão do quanto que dá pra gente colocar a interpretação dos cinemas da Gina na conta da Bonnie, sabe, da Bonnie Wright. Não, mas não dá pra pôr nada na conta dela, porque o pouco que ela fez eu acho que ela entrega bem, assim, sabe, o meu problema é justamente esse, é o roteiro e a forma com que ela foi dirigida, porque também ela não tinha nenhum espaço ali, entendeu? Tipo, pra mostrar.
E assim, ela foi, a Bonnie inclusive foi elogiada pela própria J.K. Rowling, né, em termos de atuação e tal, tal, tal. É, mesmo que eu acho que assim, não é que, não dá pra falar que a atuação dela é fraca, é justamente porque ela não teve espaço, entendeu? Assim, como a Gina, eu era criança, e a Gina é a minha personagem favorita, eu meio que coloquei isso pra Bonnie também, tá ligado?
Tipo assim, eu todo dia eu acessava, sei lá, o Bonnie Wright Brasil, um negócio meio assim pra acompanhar ela. E então eu acabei vendo outros projetos dela, outros filmes. E assim, ela não tem uma grande capacidade de atuação não, entendeu? Não é nenhuma grande atriz.
Mas é isso, acho que tipo também, se ela tivesse tido mais espaço em Harry Potter, ela não teria feito um trabalho horrível, entendeu? A Bonnie inclusive, ela é uma pessoa que, a Marina deve saber um pouco mais até, hoje em dia, ela, na realidade, me parece que ela não tem tanta vontade de atuar, ela tem mais vontade de dirigir, de produzir. Não, ela se formou em cinema, ela é diretora. Pois é, ela é diretora, exatamente, ela fez filme já então.
Mas é questão que também é aquilo, né? Ela tava ali, era o primeiro filme dela, era meio que o espaço que ela tinha pra poder aprender a atuar também, né? Ah, gente, é só ver os filmes, os filmes tipo, o trio mesmo nos primeiros filmes, é muito ruim, véi. É, isso que eu ia falar.
Assim, acho que o único que presta mais ou menos é o Rupert, mas o Daniel e a Emma, pelo amor de Deus. É, ruim mesmo. Eu acho que o elenco infantil como um todo, tirando o Tom Felton, que eu acho perfeito, sem defeitos desde o primeiro e segundo que ele fez no filme, cara, todos eles estavam ali, a grande maioria era tipo um primeiro trabalho, ou um primeiro trabalho grande mesmo. Então, eu acho que tipo, meu, você imagina um tanto de responsabilidade que tava em cima das crianças, sabe?
E eu acho que deu pra ver muito bem o desenvolvimento técnico e tipo, e, sei lá, dramático, não sei como usar essa expressão, mas… Dramatúrgico, haha. Dramatúrgico, uma coisa bem, acho, cinematográfica. Mas que dá pra ver isso, o desenvolvimento deles muito gritante, assim, ao longo de todos os filmes.
Mas, por exemplo, você pega, sei lá, o diretor do terceiro filme, sabe? Alfonso Cuarón, diretor do caralho, assim, sabe? Perfeito. Mas, cara, ele tinha como olhar pra Bonnie Wright?
A Bonnie Wright nem tinha fala no filme, sabe? Como é que ele ia ajudar ela de alguma maneira? Ela nem teve ajuda, assim. Ah, não, nem era o momento.
É, prisioneira de Azkaban, ela nem aparece, na real, né? Ela aparece quando? No caldeiro furado? No começo, que ela não fala nada?
Ela nem aparece quando que ela aparece? É o rolê da mulher gorda sumiu. É a única fala que ela tem no filme. É só isso, né?
É até essa, entendeu? Agora, tipo assim, como é que ela ia se desenvolver, né? Exato. Isso porque, teoricamente, ela é…
Tudo bem que, em Prisioneiro de Azkaban, no geral, ela não participa tanto, tão assiduamente da história, porque, tipo, o foco é completamente de outro, né? Ela ainda, pô, ela acabou de sair da, tipo… Ela veio de um filme em que ela era muito importante e, do nada, ela some. Tipo, é muito estranho.
É, e mesmo no filme em que ela é importante, tipo assim, eu entendo ela não aparecer horrores, porque o Harry não sabia o que tava rolando, né, de fato. Mas, tipo, mesmo no filme em que ela é importante, ela não aparece muito, né? Exato. É bizarro, assim.
Sim, exatamente. E aí, essa questão toda de ela não aparecer muito, né, nos filmes, faz com que quando suja o interesse romântico… Na realidade é isso, o interesse romântico ali já existia nos livros, mas quando a gente vê aquilo nos filmes, a gente fala não, peraí, a menina saiu do segundo ano, quando ela era novinha, e agora ela é o par romântico do Harry? Como assim, sabe, se surgiu do nada, aí a gente entra nessa discussão complexa, mas muito simples de entender também de que, enfim, o que aconteceu nessa situação toda, né, de desenvolvimento romântico.
Não, e eu acho também que as escolhas de cenas pra eles inserirem esse par romântico são muito ruins, tipo assim, vai, deixa eu amarrar seu cadarço, Harry, tipo, quê, velho? Nossa, que vergonha, gente. Gente, a pior analogia pra boquete na história do universo, né? É horrível.
Mas assim, é muito péssimo, entendeu? É muito ruim. Aí você fica bem assim, né, tipo, ué, o que tá acontecendo? Essa menina aí chegou do nada e ela tá pegando o Harry Potter, tipo, sendo que no livro, é o que eu tô falando, tipo, desde pedra filosofal já mostra que a Gina tem um interesse no Harry, tipo assim, desde pedra, entendeu?
E aí, a única vez, a primeira vez que a gente vê mais ou menos, assim, é em Câmara Secreta, né? Mãe, você viu o meu pullover? E aí, tipo, ela vê o Harry? Amiga, você tem a voz muito parecida com a da dubladora, eu amei.
Mas é verdade, pô, tem essa cena e tipo, mano, e daí do nada ela já pede pra marroca do arco, você vê ele? Tipo, acho muito estranho, né? Meio rápido, né? Meio rápido, né, a Gina?
Ai, nossa, gente, eu lembro que quando eu era criança, eu não sabia que, quando eu era muito criancinho, eu não sabia que era pullover. Eu falava, quem é um pullover, gente? Tá vendo? Era o que a personagem falava, eu nem se entendi o que ela falava.
Então, tá vendo? Zero relevante. Nem é à toa que o povo acha que ela tem menos sal do que comida de hipertenso, é foda mesmo. É que tem, assim, nos livros, uma das minhas cenas preferidas é aquela cena do…
Que, tipo, ela vai, nossa, e dá um beijão no Harry no meio de todo mundo. Tipo, assim, dane-se o mundo e que o Rony fica com uma cara de ué maravilhosa. Tipo, assim, meu, essa cena é tudo na minha vida. E ela não…
E, tipo, assim, o povo cagou pra ela nos filmes, entendeu? Nossa, véi, o primeiro filme que eu vi depois de ter lido os livros foi Anigma. A decepção veio. É, exato, assim.
Eu tava com uma expectativa muito alta. Dos que eu tinha lido era meu favorito. É meu favorito até hoje, no caso. E, mano, eu não acreditei naquilo.
Que a cena… Basicamente, eles deram essa cena pra Lila, né? Pra Lila e pro Rony. Que esse filme foi um romance que surgiu do nada, né?
Tiraram, sim, a letra era minha. Mano, sabe? Sem pensar, sem planedear, sem analisar o fato de que 50 pessoas estavam olhando, o Harry beijou, entendeu? É o que eu tenho a dizer.
Então, é muito absurdo. Eu fiquei muito brava, assim, tipo… Se tratando do romance, né, entre Gin e Harry, eu acho que, assim, os livros, eles têm uns indícios, né? Uma construção.
Porque eu lembro… Na verdade, eu não tinha lido os livros nisso, mas eu lembro que pra época de Ordem da Fênix, eu tava lendo uma revista Recreio. Ah, saudades. E aí tava falando, eram perguntas e respostas e tals, sobre quem que o Harry ficaria.
Acho que foi quando lançou o livro, Anigma. E aí a repórter responde que, tipo, assim… Que ele não fica com a Cho e sim com uma pessoa que já tava ali há muitos anos. E aí, na hora, eu pensei, Gina, tipo assim, eu já tinha, já ficou no meu coração, que era isso que ia acontecer.
E aí, nos livros, é isso, tipo… Né, tem ela com vergonha nos primeiros livros. No quarto, ele chega meio que… O Rony sugere que o Harry leve ela pro baile.
Sim, tem isso. E aí, ela fica puta, né, porque ela já tinha sentado em Cuneville. Não tem isso, essa parada aí? Exatamente.
Ela fica querendo morrer, assim, sabe? Exato, verdade. E aí, no quinto, né, que ela meio que, tipo, já tá de boa, né, que ela começa a namorar o Michael Connor e tals. E o Harry virou amigos, né?
Ela começa a ser mais presente. Ela dá aquela batada nele no… No Natal, né? Quando ele fala de ser possuído pelo Voldemort, ela fala, Ô, seu idiota, você conhece alguém que já foi possuído pelo Voldemort, além de…
Além de mim? Aí ele fala, Não, esqueci. Aí ela cacacá, que bom, né? Cacacá, trouxa.
É, não. Então, tipo, e ela vai com ele, com todo mundo no Departamento dos Mistérios e tals. Então eles já criam uma amizade, né? Não é, porque eu acho que o mais estranho é que é isso, ela tem uma participação falando Reducto no filme, né, no quinto filme.
Nossa, isso é horrível. E aí começa o sexto e quando o Harry chega na toca, meio que tem ele olhando a Gina de longe e ficando encantado. E, gente, aquilo não faz sentido, véi. Tipo assim, do nada.
Não, não faz. Enquanto no livro, eles passam, né, eles já eram amigos, aí eles passam o verão todo juntos, né? Tipo, jogando quadribol, dando rolê. E aí quando volta à escola e ela vai sair com o Dino, né, e o pessoal, ele tem a talina nativa que ele percebe…
Ali ele lembra que, na verdade, eles não andam juntos em Hogwarts e ele começa a sentir falta dela, tá ligado? É, e é o primeiro momento ali que ele começa a meio que sentir ciúme, né? Que ele começa a se tocar, que talvez ele sinta alguma coisa diferente por ela, entendeu? Que ele começa a ficar…
Tipo, é o que você falou, ele começa a sentir falta, ele começa a sentir… Porque eu, pra mim, o Harry sente ciúme, né? Total. Então, sei lá, acho que ele começa a perceber e tal, que tipo, é uma pessoa que sempre esteve ali pra ele.
E tipo, e a gente sabe, né, ele não, porque… Mas a gente sabe que desde o início, ela também tinha um interesse amoroso por ele lá, por mais que fosse de criança. E aí, mano, eles sei lá o que você falou, né, Marcia? Por isso que o cara, sei lá, não menores amigos, assim, mas eles eram menores amigos também, né?
Porque ele tinha vários melhores amigos, eu acho, tipo, em caro. Eu sempre ordei, na real, eles todos como um quarteto ali, de certa forma. E eu até tenho aquela última cena de relíquias, que tem aquele zoom na cara dos três, que eu acho linda essa cena, inclusive. Mas tipo, me dá uma dorzinha no coração que eles tiram a cara da Gina.
Tipo, eu entendo que é importante pra dramatização do filme e tal, no sentido de que tipo, cara, são os três, né, desde o começo e tal. Mas assim, eu sempre encarei eles como uma equipe foda, porque é o que a gente fala, né, a Gina, ela participa muito, velho, muito. O que eu vi há muito, em fanfic até, né, tipo, esse mundo construído, seria de que, na verdade, seriam dois trios, né, o Harry Horner Mione e a Gina, o Neville e a Luna. Ah, sim, sim, faz sentido.
Porque acaba que o trio vai em busca das ur-crushes, né, e, mano, fica a Luna, o Neville e a Gina fazendo resistência em Hogwarts, tá ligado? Tipo, assim, ela tenta roubar lá a espada de Gryffindor pro Harry, porque ela imagina que tem relevância, eles estão ali escondendo os alunos, eles estão, tipo, sendo ponidos pelos Carol pra defender os mais novos, então, tipo, assim, acho que é muito também pelas experiências que os unem, né? Não, com certeza, eu acho que essa questão toda, por exemplo, de… A Gina, né, como a gente já discutiu, ela é muito poderosa, ela meio que litera, de alguma maneira, junto com o Neville e a Luna, de alguma maneira, também, a revolução ali em Hogwarts.
Isso não tá nos filmes, só que os filmes, assim, não querem mostrar o que é importante pra mostrar que ela é poderosa, só que aí, como a Marina disse, chega em ordem da Fênix e ela grita, Reducto! E as pessoas ficam, ó, peraí, como é que essa menina que não faz nada, nem fala no filme, é tão poderosa desse jeito, sabe? Parece que o filme, ele quer que a gente aceite tudo que ele não mostra, que a Gina é, e do nada ele resolve mostrar de uma maneira abrupta, e aí as pessoas não engolem, sabe? Porque eu acho que, principalmente, é isso, não teve muita vontade de desenvolver, de colocar esses momentos, de isso, dela enquanto uma bruxa poderosa, desse romance dela com o Harry e tals, e eu acho, uma coisa, Camila, que eu acho, talvez, é que eles não são quarteto é porque eu acho que o Roni não deixa.
É, tem isso também. Porque ela se aproxima do Harry e vira muito amiga dele, depois eles começam a namorar, ela é muito amiga do Hermione também, entendeu? Mas ela não é muito amiga do Roni. É, eu acho que entra muito daquela coisa de, tipo, assim, do machismo também, no caso, em relação a ele, porque mesmo que seja irmã dele, tipo, rola essa meio que uma inveja, né, em relação a ele, porque, tipo, mano, ela é boa em um monte de coisa e ele…
E a gente sabe como o Roni é, sei lá, acho que tem uma série de questões aí que realmente faz com que ele age desse jeito que você tá falando, né? Sim, eu nem acho que é muito uma questão do machismo, essa parte específica nem acho que é machismo, eu acho que é mais, tipo, assim, de tipo, esses são os meus amigos, entendeu? Você já tem a atenção da mamãe, você já tem isso, então, tipo, sabe, você não vem se meter nisso também. É mais assim, você é chato mesmo, né?
Mas então, gente, essa é a questão toda que a gente tá discutindo, né? Eu não sei se tem alguém que tá ouvindo a gente que tá, que não tinha prestado atenção nessas questões ainda, espero que sim, né, que tenha muita gente ouvindo a gente que já concorde com a gente, já saiba de tudo isso, mas também gente que esteja mudando a sua própria visão sobre a Gina, né? Aí eu queria perguntar justamente pra vocês essa questão, como é que foi que vocês foram mudando de visão da Gina, né? Como é que foi que vocês foram tirando essa visão de que essa menina é x, é sem sal, sem açúcar, pra não, peraí, essa menina é foda pra caralho, sabe?
Eu confesso que particularmente foi, assim, muito tarde, assim, sabe, depois de ter terminado de trear os filmes, quando eu fui, tipo, releio os livros, sei lá, pela terceira vez, assim, sabe? Foi quando eu comecei a perceber essas questões. E muito incentivado também pelo que o pessoal dizia na internet, né? Falava, não, peraí, se estão dizendo isso, eu vou reparar nos livros.
E aí só depois que eu fui prestar atenção e cair nessa conclusão, assim. Eu, na verdade, não mudei minha opinião sobre a Gina, tipo, eu sempre gostei dela. Perfeita, né, amiga? E o que eu percebi é que eu pude mudar a minha atitude na internet em relação a isso, entendeu?
Porque antes era eu barracando todos os dias. Era o pessoal falando mal dela e eu barracando. E agora eu não preciso mais fazer isso. As pessoas concordam, sabem que ela é foda e não sei o quê.
Então, acho que volta muito porque a Camila falou eu. Acho que a gente evoluiu enquanto sociedade, várias questões. Acho que também as pessoas cresceram, amadureceram, as pessoas releram, melhoraram a interpretação de texto. Então, eu acho que são esses fatores mesmo, sabe?
Tipo, e uma coisa que eu percebo de mim é que como eu era muito nova, né? Tipo, quando eu estabeleci que ela era a minha personagem favorita de Harry Potter, eu tinha 12 anos. Então, foi ali perto dos meus anos formativos, adolescência e tals. E eu acho que eu tenho muito da Gina em mim.
Eu acho que tem muitas coisas entre eu e ela que é meio igual. Porque eu quis ser igual a ela, tá ligado? Eu tomava como exemplo. Acho que um pouco disso, assim, também.
Acho que muitas coisas que tem nela eu identifico em mim. Mas é isso, é uma questão de espelho. Não é que eu nasci maravilhosa que nem ela. Claro que nasceu, amiga.
Parabéns. Obrigada. É, tem muita menina que lia Harry Potter e se inspirava muito na Hermione, né? Eu acho legal que a gente tenha também pessoas que se inspiravam na Gina, né?
Representatividade importa. Sim. É, eu acho que eu compartilho um pouco da opinião da Marina, assim. Eu acho que eu não…
Nunca foi uma coisa que me incomodou, assim… É porque eu sempre tive claro pra mim que o que conta mesmo são os livros de ponto final, entendeu? E eu não li sozinha, né, os livros. Lógico que depois eu reli.
Mas a minha mãe leu os livros pra mim. Minha mãe sempre gostou muito de ler. E ela começou a ler os livros pra mim quando eu tinha 4 anos. Então eu sempre…
Ela dava umas censuradas nos livros, às vezes, pra eu não ter medo do Voldemort e tal. Então eu conheci a história um pouco diferente do que ela realmente era. Mas eu… Eu sabia a história dos livros.
Tipo assim, eu comecei a ler com a minha mãe, entendeu? Conforme os livros iam saindo, porque eu tinha preguiça de ler, ela ia lendo comigo. Então eu conhecia a Gina, entendeu? Tipo, eu não vi todos os filmes depois, eu li os livros, nem nada.
Eu confesso que eu não prestava muita atenção, né? Óbvio que depois que a gente cresce, a gente para e entende melhor as coisas. Mas eu já sabia que a Gina era foda. O meu problema era ver ela num filme mesmo.
Falar assim, ô, o que é isso? Tá acontecendo, sabe? E sentir falta de várias coisas, assim. Que óbvio que vocês sabem quais são, enfim.
Que todo fã sente que queria ver e não viu, né, enfim. É, eu queria dizer primeiro que perfeita a sua mãe. Sim, perfeito. Nossa, tipo, que legal, né?
Que você pôde ter esse contato tão pequena já, com literatura no geral e também com o Harry Potter. Acho que realmente vim por olhar de uma pessoa mais velha, madura, tal. Acho que faz tudo a diferença mesmo. Eu acho que existe, no fim das contas, uma mudança do senso comum, né?
Eu acho que é isso, tipo. Já que no geral as pessoas acham a Gina legal, então no geral as pessoas vão achar a Gina legal. É isso, vai ter um ou outro, sempre quem vai amar muito. E vai ter quem vai odiar também, seja lá por qual motivo.
Cada um tem o seu problema. E sensos comuns, eles se alteram, né? Eu acho que dentro do próprio fandom de Harry Potter, assim. Você tem essa questão, por exemplo, de filme de Harry Potter.
Até uns três anos atrás, quatro anos atrás, acho que menos até. Ninguém tinha, assim, tipo, que, nossa, Prisioneiro de Azkaban é o melhor filme de Harry Potter. Aí, assim, todo mundo começou a falar… O Potteriste começou a falar muito sobre isso.
Marina gravou vídeo, a gente escreveu texto. Aí depois o pessoal no YouTube também começou a falar que… Reconhecer e passar pra frente que Prisioneiro de Azkaban era realmente o melhor filme. Explicaram porquê.
E aí, de repente, as pessoas todas concordam que Prisioneiro de Azkaban é o melhor filme, sabe? Porque a gente mostrou pra elas essa questão, sabe? Nossa, eu sempre tive certeza que Prisioneiro de Azkaban é o melhor filme, ponto final. A Gina foi tão ignorada que não dava pra fazer as coisas direito mais, entendeu?
Tipo, assim, tinha que ter tido coisa em ordem pra depois o negócio funcionar, sabe? Não preparou o terreno, né? É, exato. E eles, no fim das contas, decidiram chutar o pau da barraca, né?
Eles não só não desenvolveram, como decidiram que ia ser brusco e tudo bem. Como eu falei da cena do Harry entrando na toque e vendo a Gina, tá ligado? É isso, eles chutaram o pau da barraca. É, o máximo que acontece é que acho que tem aquela cena, né?
De, tipo, Hermione pergunta pro Harry como é que ele se sente vendo a Gina com o Dino. E aí, ela vê ali lá com o Rony e o Harry fala, é assim que eu me sinto. Tipo, assim, aquela cena é muito aleatória, porque é em enigma, né, essa cena? Sim.
É justamente, tipo, assim, foi uma tentativa brusca de eles começarem a, realmente, introduzir esse casal. E, tipo, o Harry olhando meio desconfortável, ela dá uns pega no Dino lá no… Acho que é no… No cabeça de Javali.
Isso, no cabeça de Javali, então. Então, tipo assim, eles fazem essas introduções, mas é muito tosco, sabe? Porque, tipo, é o que o Pedro falou, tinha que ter introduzido há muito mais tempo, tipo assim, mesmo que eles tenham tentado fazer isso, eles chutaram o pau da barraca mesmo. E aí, botaram lá achando que a gente ia achar que tava tudo bem, né?
E, tipo assim, lamento informar que não tava, mas tudo bem. Não, porque a gente é fã e fã insuportável e nada tá bom nunca. Nossa, eu sou insuportável, perda. Aí, com razão, né?
Na maioria das vezes… Não, tem… Não, a gente às vezes passa. Acho que hoje em dia com matriidade não, mas já passamos muito, com certeza mesmo.
Hoje em dia, as nossas reclamações e o pessoal que tá ouvindo esse podcast muito sabe disso. São muitas reclamações pertinentes, assim, sabe? Não é só chatice. Não, exato.
Não é isso, então, né, gente? Gente, tem mil motivos diferentes pra desconstruir essa imagem que a gente já teve. Alguns de nós, se não todos, já teve sobre a Gina. E eu acho que pra finalizar essa conversa, seria interessante a gente escolher cada um.
Um momento, assim, qual que é o momento favorito de vocês da Gina dos livros que não tem nos filmes e que vocês acreditam que é muito importante pra gente definir a personalidade dela, né? Pra mostrar quem ela realmente é. Olha, pra mim, página 93, Gélicas da Morte, na edição que eu tenho. Marina, tá grifado no livro da Marina.
É que, véi, tipo, é num nível que se pegar o livro, ele abre… Eu fui abrir, ele abre automaticamente nessa página, de tantas vezes que eu já li. Esse é o nível. É que, basicamente, é isso.
O Harry vai fazer aniversário, tá fazendo aniversário, já é aniversário dele. E aí a Gina chama ele pra ir no quarto dela pra dar o presente. Pra abarrar o cadarço. Exato.
Enfim. E aí, ela, né, eles meio que tem um papinho meio, sabe? Tipo, eles não sei se falar, eles terminaram, aquela coisa meio estranha, e tal. E ela fala assim, Ah, eu queria te dar um presente pra você lembrar de mim.
Vai que você encontra alguma vela, né? Tipo, no caminho, e tals. Aí ele fala, tipo, acho que não vai ter muita chance de isso acontecer. Ela fala, ah, eu tava…
Eu tinha esperança disso, alguma coisa assim. E aí eles se beijam, é um beijão, assim. E depois seja o Ronny pra atrapalhar, né? Como sempre.
Mas eu acho um momento muito legal e de, tipo, meu… É um tipo de coragem que ela tem. Que, nossa, véi. De você estar vulnerável com a pessoa que você ama, que terminou contigo.
Tipo, ela sabe que o Harry gosta dela, mas, sabe, você tá totalmente vulnerável. E ainda assim você fala, nossa, eu quero ser o último momento contigo. Porque sei lá o que vai acontecer. Nossa, véi.
Mulher. Ah, mulherão, né? Mulherão. Perfeita.
E você, câmera? Eu acho que o meu momento primeiro… Eu não queria muito ficar falando de relacionamento, porque eu acho que a Gina é muito mais do que isso, né? Eu gosto muito de vários momentos dela.
Os que a gente já falou aqui, né? Que ela teve a capacidade de meio que lutar contra o Morcrux. Que a gente sabe que não é qualquer um que consegue. E o fato dela ter, sei lá, seguido uma carreira aí no quadribol.
Mesmo ela não… A galera não… Sei lá, não botando muita fé, né? Pra ela ser uma mini e tal.
Mas, em questão de momento mesmo, eu gosto quando o Harry termina com ela e ela vira e fala assim… Ah, e o João? Tá bom, então. Vai, não tem sem tempo, irmão.
E aí ela só caga. Acho maravilhosa. Perfeita. É isso.
Não, é muito perfeita, né? Eu acho que no fim das contas… Que isso, né? A gente tá falando de relacionamento, mas é muito de, tipo, dela conhecer a pessoa com quem ela tá.
Não, e é muito dela. Tipo, é muito dela. É muito amor próprio pra uma mulher só. Eu amo.
Queria eu. É, ela saber o seu valor. Tipo, meu, você vai terminar comigo porque você acha que é perigoso? Olha, risos.
A gente tá numa guerra. Mas, se é isso que você quer, se isso vai te dar tranquilidade, então bora. Mas, assim, nada a ver, tá ligado? Não, não, total.
O meu momento favorito da Gina, perto de tudo que vocês escolheram, é um momento muito tosco. Mas, assim, não é exatamente um momento, não é uma cena, mas é um grupo de cena, digamos assim. Que é basicamente quando, em Ordem da Fênix, eu vejo que a Armada de Dumbledore, que é um negócio muito importante pra tudo que acontece, né? Pra história toda, se forma a partir da Gina, né?
Porque ela é a pessoa que conhece todo mundo, que convida todo mundo. E, pra mim, isso foi importante, assim, porque eu vi de alguma maneira que, até já com essa imagem, né, de tendo lido o livro, depois de assistir ao filme, foi um puta de um choque, assim, sabe? Percebendo, nossa, peraí, essa pessoa que tá aqui fazendo tudo isso que eu não tinha percebido, nossa, mas peraí, ela realmente é muito importante, sabe? Então foi mais nesse sentido, assim.
Gina é maravilhosa, popular demais em Hogwarts, amo. Então é isso, gente. A gente vai ficando por aqui nesse episódio. Espero que vocês amem a Gina tanto quanto a gente e que, se não amavam, antes de começar a escutar esse podcast, que saiam transformados, entendeu?
Desse grande podcast de virtuação das suas mentes. Mas ficamos por aqui, mas antes eu queria falar pra vocês, né, pra seguir o podcast do Potteriche no Spotify ou em qualquer outra plataforma que vocês estejam escutando, enfim, no YouTube, se inscrevendo no canal, que a gente tá lançando podcast semanalmente. Então não percam o podcast. Se vocês gostaram desse episódio, é importante sempre dar o joinha.
E, Camila, como é que tá aí a sua vida? O que que você tá fazendo? O que que você tá produzindo pro pessoal? Onde o pessoal pode te acompanhar?
Quais são as suas redes? No momento, vocês podem me seguir lá no Instagram, arroba Camila Reggianti, que é por lá que eu tô fazendo minhas palhaçadas e tendo meu surto coletivo aqui de amor pela Gina Weasley, tá, amores? Inclusive, estou ruiva muito, Weasleyzinha. Obrigada.
Amiga, você pode fazer o próprio cosplay, assim, sabe? Já posso também. Inclusive, eu já comprei meu pullover, gente, amo. Meu Deus, perfeita.
E você, Marina? Primeiro, eu queria falar que muito bonitas vistas que a Camila posta. A piscina dela é incrível. Os cachorros dela são muito fofos, vale a pena.
É um conteúdo que eu tô curtindo muito acompanhar. Obrigada. E se as pessoas quiserem me acompanhar, me mandar mensagem xingando a Gina e a gente baracar e depois se bloquear pra sempre, arroba Marina Anderi, né? Marina, A-N-D-E-R-I, tanto no Twitter quanto no Instagram.
Ah, é, eu tenho Twitter também. Qual que é o seu Twitter, Camila? É o mesmo. Inclusive, eu vou soletar meu nome aqui porque ninguém vai saber.
R-A-G-G-H-I-A-N-T-I. Eu queria muito ter outro nome pra poder arrumar meu arroba, sabe, ser um arroba Camila, sei lá, Alves, pra ser mais de boa, né? Tipo, arroba Pedro Martins, muito melhor. Só que no caso é o único nome que eu tenho, uma pena mesmo.
É isso, gente. Agora vocês rebubinam o podcast, pega o nome certinho. Ou vocês vão, sei lá, no Instagram do Poteiriche, que é arroba Poteiriche Oficial, ou no Twitter, que é arroba Poteiriche, que a gente vai estar marcando a cama em tudo. E aí vocês seguem através desse post.
Isso mesmo, vai lá me ver. Gente, então quem quiser falar comigo, ou se não quiser falar também, só quiser seguir, eu aceito, tá? Meu Instagram é arroba IEM Pedro Martins. Meu Twitter também é a mesma coisa.
E eu tenho Facebook no instalado e no celular, inclusive, sabe? Então manda lá um oi que às vezes a gente se corresponde por lá também, sabe? O Pedro tá solteiro. Marina solteira também.
Marina, tá solteira, Marina? Eu tô, eu tô. Ah, tá solteira, gente. Vou me vestir isso.
A gente não sabe se quando sair esse podcast estaremos, né? Espero que não. Que otimismo. Oh my God, oh my God.
Quando é que sai isso aqui? Ai, meu não sabemos. Dezembro, provavelmente. Ai, Deus.
Ai, tomara que até lá eu já tenha desencalhado. Não é uma pena, mano. Então é isso, gente. Muito obrigado aí pela audiência e até a próxima.
Um beijo, galera. Falou.







