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Telegraph entrevista Gary Oldman

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O site do jornal britânico Telegraph publicou uma longa entrevista com o ator Gary Oldman, que interpreta o personagem Sirius Black nos filmes de Harry Potter. Ele fala sobre a sua vida e carreira, e a nossa equipe decidiu traduzir a vocês somente as partes em que Oldman fala sobre seu papel no mundo Potter.

A conversa volta para o teatro. “Vi Dan recentemente, em Equus. Sentei ali e pensei, Deus, seria bom fazer isso de novo. Mas acabou muito rápido,” ele disse, rindo novamente.

Entretanto, ele admite, anseia pela companhia de teatro. “Isso é algo que falta nos filmes. É o que tem sido legal em fazer em fazer três Potters. Porque é muito com as mesmas pessoas. Os diretores e a equipe mudam, mas o cabelo, maquiagem, figurinos e o elenco – isso é bom. É o que você consegue com o teatro. É uma conspiração de amigos.”

Leia mais em notícia completa.

Thanks, The Snitch.

GARY OLDMAN
Telegraph Magazine
23 de junho de 2007
Tradução: Adriana

Parte 1:

No decorrer dos filmes de Harry Potter, Daniel Radcliffe conheceu todos eles: Kenneth Branagh, Richard Griffiths, Richard Harris, Zoë Wanamaker, Helena Bonham Carter. Mas Gary Oldman, disse Radcliffe, “Foi provavelmente a pessoa que eu estava mais ansioso em conhecer. Agora, somos realmente próximos.”

Eles se conheceram durante a filmagem do Prisioneiro de Azkaban, em 2004, onde Oldman fez o papel do condenado Sirius Black: alegado assassino, bruxo fugitivo, amigo dos falecidos pais de Harry e padrinho dele. No final desse terceiro filme, Harry descobre a verdade sobre Sirius (ele era inocente), Sirius ajudou Harry e Harry ajudou Sirius a escapar novamente.

No quarto filme, O Cálice de Fogo (2005), Sirius reapareceu para ajudar Harry em mais batalhas diabólicas, embora ainda fosse um fugitivo aconselhou Harry através das chamas de uma lareira na Sala Comunal da Grifinória.

No mais recente lançamento, Harry Potter e a Ordem da Fênix, que estréia no próximo mês, Sirius Black tem um papel grande e central, atuando como um mentor e figura paterna para um Harry lutador. “Sinto como se [no novo filme] eu tivesse que me preocupar mais com o personagem ao invés da situação,” diz Oldman, com notável satisfação.

Radcliffe foi cutucado pelas impressões por trás das câmeras que Oldman – um famoso adepto de sotaques e fabuloso personificador – provocou com o comediante Russell Brand quando trajado com o figurino eduardiano de Sirius Black, barbudo e amarrotado.

Mas apesar disso, “Há algo inacreditavelmente magnético com Gary. Eu acho que é sua intensidade. É um processo constante de refinamento quando se trabalha com ele. Alguns atores fariam fantásticas tomadas iniciais e depois de uns dois dias, ficariam cansados. Com Gary você pode fazer 100 tomadas, e a cada uma ele está tentando fazer melhor e melhor. Ele é destemido.”

Perguntei a Oldman se é um comentário justo.

“Hum.” Pausa. “Bem, é muito gentil da parte dele.” Pausa. “Sim, acho que é muito… Hmmm. Não tão destemido quanto o Sr. Radcliffe. Porque eu não sei se poderia fazer o que ele fez, e particularmente o que está fazendo recentemente no teatro, em Equus.”

Parte 2:

De fato. Por hora, Gary Oldman está feliz em marcar ponto, dar tudo de si – aquelas “100 tomadas” a que Daniel Radcliffe se referia – e ir embora.

A conversa volta para o teatro. “Vi Dan recentemente, em Equus. Sentei ali e pensei, Deus, seria bom fazer isso de novo. Mas acabou muito rápido,” ele disse, rindo novamente.

Entretanto, ele admite, anseia pela companhia de teatro. “Isso é algo que falta nos filmes. É o que tem sido legal em fazer em fazer três Potters. Porque é muito com as mesmas pessoas. Os diretores e a equipe mudam, mas o cabelo, maquiagem, figurinos e o elenco – isso é bom. É o que você consegue com o teatro. É uma conspiração de amigos.”

Perguntei a David Heyman, produtor e guardião dos filmes de Harry Potter,o que ele achava que Oldman havia trazido para uma franquia já cheia de estrelas.

“Uma maravilhosa combinação de perigo e coração,” ele disse. “Gary tem uma exuberância juvenil que é simplesmente linda. E você sente que ele é vivido. Está escrito em sua face, e em toda a sua performance. Ele traz uma verdadeira profundidade e humanidade a Sirius Black, que é um personagem complexo. Ele ficou preso em Azkaban por 12 anos, e agora escapou. De algumas formas, ele é o pai que Harry nunca teve.”

Heyman cita a profunda conexão entre Oldman e Radcliffe como central para a força de suas cenas no Ordem da Fênix.

“Gary é um ator de atores, mas também um produtor e diretor de atores. Ele vem preparado, colabora, é apaixonado. Eu ouvi histórias – “Oh Gary…” – mas nada poderia ser melhor que a verdade. Gary é um herói. Você só quer vê-lo fazer mais. Vê-lo flexionando aqueles não-insignificantes músculos que aparecem em Harry Potter é um gosto.

*Harry Potter e a Ordem da Fênix estréia em 12 de julho