#39: Hermione Granger, importunante e revoluncionária
Hermione é sem dúvida a personagem favorita de muitos fãs de Harry Potter. Mas será que ela é perfeitinha mesmo? Será que os filmes não deturparam sua caracterização em relação aos livros? Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem May Reis, uma leitora voraz e fã de Hermione, para discutir a personagem.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Paterix, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast desta semana, eu acho que é um tema que, assim, desde quando a gente começou o Semanário dos Bruxos, todo mundo fica tá, mas e cadê esse episódio?
Por que ele não saiu ainda? Enfim. Finalmente, gente, vamos fazer um episódio sobre Hermione Granger. Exato, vamos falar dela.
É porque, gente, acho que quando essa gente lida, né, com os personagens principais, é muito mais difícil, porque a gente sabe muita coisa deles. E tem esse medo, né, de não fazer Jus ou personagem, né? Exato, dá aquele receito, tipo, ao menos eu fiquei meio assim, ai, mas o que eu vou falar do Hermione? Sabe, tipo, as pessoas já sabem, sei lá.
Dá um receio realmente, ai, a gente fala que o episódio vai ficar ruim, mas o episódio do Hermione não pode ficar ruim, tipo… Por isso que demora, mas tomamos coragem, tamo aí. Vamo que vamo. E pra falar com a gente sobre Hermione, a gente convidou a estudante de psicologia Mai Reis, ela que também tem um clube do livro.
Depois, no final da podcast, ela vai apresentar pra você, mas basicamente é um clube do livro chamado Clube dos Não Lidos, e ela que também fala sobre albinismo nas redes sociais. Mai, seja muito bem-vinda. Oi, muito obrigada. Nossa, vocês estão muito honradas de estar aqui hoje.
A Mai, pelo que eu entendi, ela é uma pessoa que escuta muito o Semanário dos Bruxos. Aquela pessoa viciada em podcast, né, gente? Acontece. É isso, gente.
Estamos aqui assim… O bom é que quando a gente tá com pessoas que escutam o Semanário, a gente pode fazer referências aos episódios anteriores que as pessoas, o convidado, também entende. Isso é muito legal. Sim, exato.
E também, gente, ela é uma das pessoas que, ela veio falar no Potterish, né, sobre algum episódio. Agora eu não lembro qual foi, sobre algum episódio. E aí eu vi, enfim, que ela tinha uma língua argumentativa interessante. Falei, quer participar do Potterish?
Então olha só, gente, como acontece a vida. E, Mai, pra começar, assim, eu queria saber, né, qual que é a sua relação com a Hermione. Cara, a Hermione foi uma das primeiras personagens na minha vida que eu me identifiquei muito com ela. Porque eu era a garotinha esquisita que gostava de ficar lendo.
E que quando as coleguinhas falavam, nossa, aquilo é coisa incrível. Eu falava, então, foi feito assim, assim assado? E eu dava todas as informações. Então eu me identifiquei muito com ela.
E, eu acho que ela é uma pessoa que, e eu dava todas as informações. Então eu me identifiquei muito com a Hermione. Principalmente nos primeiros anos dela na saga, ali 11, 12 anos, eu era bem chato, insuportável que fica lendo na biblioteca na hora do intervalo. E aí, com o passar do tempo, eu amadureci com ela, né?
E eu comecei a ver que ela tinha defeitos, assim como eu. E isso foi muito legal. Eu cresci muito com a Hermione. Ela foi uma personagem que me ensinou muito.
Ah, que legal. Ela é essa personagem favorita de Harry Potter. Aí é difícil dizer que eu tenho uma favorita, mas ela é uma das. Assim, com certeza uma das favoritas.
É interessante porque eu acho que tem muita gente realmente que tem um pouco essa história de se identificar. Tipo, ah, ela é uma pessoa e ela é uma das principais da história. E ela lê. E ela tem amigas mesmo assim.
E ela é legal mesmo assim. E ela não é menos por causa disso. Acho que tem muita gente que se identifica assim. Exato.
E uma das coisas que mais me chama a atenção em relação à Hermione, é a confiança dela, né? Pegando até um pouco isso que a Marina falou. Ela ouve comentários maldosos por ter nascido em uma família trouxa. Por não corresponder aos padrões de beleza e até por ser inteligente, né, gente?
E ainda assim, ela nunca deixa de ser ela, né? Mesmo ali no início, quando ela ainda vivia isolada, não era amiga do Harry e do Rony, ela sempre permaneceu muito firme no que ela acreditava. De onde vocês acham que vem essa força dela? Então, eu acho muito interessante isso, cara.
De tipo assim, né? Esse início mesmo, por exemplo, né? Quando o Harry e o Rony são também pessoas que zoam ela de certa forma, né? Que gostam dela e tal.
E ela se mantém firme. Cara, como que você tem tanta certeza de você mesmo quando você tem, tipo, 12 anos, tá ligado? Então, tipo, é uma coisa que eu acho muito admirável, realmente, sabe? De tipo assim, eu sou dessa forma, mas são as minhas carteiristas.
Quem gostar de mim, top. Quem não gostar de mim, top. Tamo aí, sabe? Igual aquele mesmo, né?
Quem gostou, bate palma. Quem não gostou, paciente. Exatamente. Exatamente.
Muito mais propício, inclusive, essa definição. Porque, tipo, existe, né? Enfim, obviamente, as pessoas às vezes podem, tipo, passar dos limites, né? Ah, essa pessoa fala muito, é muito chato, não sei o que.
Às vezes a pessoa tem que avaliar o que quer ela mesmo, o que quer ela passando dos limites, não respeitando os outros, o que quer ela sendo rude, alguma coisa assim, né? E eu acho que a Hermione, tipo, ela vê quem ela é, né? De tipo, de ser essa pessoa que quer ir atrás de conhecimento e de que tem… Sente muito grata por estar nesse universo, né?
Por estar no mundo bruxo e quer aproveitar ao máximo. E, ah, a partir disso, cara, não vou ficar ligando pra que as pessoas acham de mim, sabe? Porque, tipo, eu sei o meu valor. Isso é uma coisa que ela tem desde o início e que se perpetua, né?
E que é muito inspirador, né? Como a mãe tava dizendo, inclusive. Não, é muito inspirador e que continua, né? Tipo, no resto da série dos livros, assim.
E eu acho isso muito legal, porque é realmente uma coisa que é uma segurança, né? E ter certeza que você sei lá, cara, tipo, eu acho muito admirável, realmente, assim. Pessoas assim, parabéns. Eu acho que também tem muito que ela chegou num lugar novo em que ela teoricamente não sabia que pertencia até aquele momento.
E ela, tipo assim, ela se afirmou, ela jogou e falou, eu vou desse jeito que eu sou merme, bora. Tipo assim, se jogou mesmo, se entregou de verdade, né? Pra aquilo e não, tipo, não deixou ninguém realmente falar que é o contrário, que seria uma coisa muito fácil de acontecer. Então, acho que isso é realmente uma característica da Hermione que chama muita atenção, porque ela é…
Só tentando achar a palavra em português, mas ela é tipo tough, ela dura na queda, né? Durona mesmo. É. E é isso aí, vamos lá.
Vocês acham que eu sou bruxa? Eu sou bruxa, tá vendo aqui? Eu sei rolar tudo. É, no início não tem nem ainda questão, né, de fim.
Ela nem sabe ainda da questão de sangue, de como tem gente na sociedade que é preconceituosa. Ela nem sabe disso, né? Então, nem é uma questão de se provar nesse nível, né? Nível de opressão, de…
Enfim, quando é uma pessoa oprimida, como que você tem que fazer o dobro do que a outra pra mostrar que você vale a pena, essas coisas assim. Uma coisa muito natural dela, né? Exato, nem chega ainda nessa questão. Eu acho que, tipo, a partir disso eu também acho que ela é uma pessoa que escolhe as batalhas dela, sabe?
Porque ela não é uma pessoa combativa, no geral. As pessoas falam as coisas, o Draco principalmente, por exemplo, e ela, tipo, sabe, ela não perde muito tempo dela, porque eu acho que ela enxerga que não vale muito a pena ficar naquilo ali. Ela foca mais do que é importante, assim. O Rony, por exemplo, fica muito mais bravo quando o Draco xinga ela do que ela, sabe?
Tipo, a reação dela é muito mais de, tipo, sabe, fazer o que do que de alguma forma tentar mudar isso. Tipo, porque ela sabe que a visão da pessoa ali não tem a ver com ela, né? Tipo, demos muito mais sobre o Draco do que sobre ela mesma. Se ela fosse qualquer pessoa, ele falaria a mesma coisa.
Então, ela realmente, tipo, não dá bola pra isso. E isso demonstra muita coisa, eu acho, de, tipo, de que geralmente quando você se deixa afetar por essas coisas, isso entra um pouco em você, faz você se duvidar e aí ela não deixa chegar a esse nível. Sim, sim. Essa, inclusive, é uma discussão que perpassa, né?
Até um assunto que a gente abordou no primeiro episódio do Semana Era dos Bruxos, lá na estreia. Se você não ouviu ainda, ouça sobre os erros e os acertos dos filmes, né? E a Hermione é um ponto de discussão muito interessante, assim. Como que vocês acham que a visão cinematográfica da Hermione, ou seja, a Hermione da Emma Watson, impacta a impressão que a gente tem, que o público tem sobre a personagem?
É, primeiro eu queria dizer que não é culpa da Emma Watson, tá, gente? Eu acho que ela interpreta a Hermione muito bem, acho, principalmente conforme os filmes vão passando, ela vai melhorando enquanto atriz e pegando a essência da personagem, sabe? Então, tipo, não é culpa da Emma, é culpa de Hollywood, sabe? Mas eu acho que essa questão dela ser essa pô, essa menina tão bonita, tá ligado?
Assim, realmente aquela menina que não tem ninguém, que não vai ter crush, não sei o que, tira um pouco a força dessa segurança da Hermione. Porque, tipo, é muito assim de que quando você tem coisas contra você, né? Ou seja, pessoas falando da sua aparência, por exemplo. É muito difícil você não deixar-se afetar por isso, você continuar de cabeça erguida e pensando não importa o que eles acham, sabe?
E aí o ponto é, no filme ela acaba virando tipo uma menina bonita e inteligente, sabe? Não tem as camadas dessa dificuldade que você tem no ensino médio, cara, em que a aparência é tudo, por exemplo, sabe? Realmente faz e até eu acho que o maior exemplo disso é Cálice de Fogo, quando no filme, quando ela aparece lá de, gente, ela é uma Watson, ela tava bonita o tempo todo. É, no livro o Harry nem reconhece.
Inclusive, belíssima, suja, em Prisioneiro de Azkaban, entendeu? Belíssima. Ela é perfeita em todos os filmes, não tem nenhum filme que ela não é perfeita. É, então, tipo, não tem impacto, que nem tem no livro, né?
Que o Harry fica, meu Deus, exatamente, como a mãe falou, tipo, ela nem conhece, tá ligado? Não tem impacto, porque ela é bonita o tempo todo. E eu acho de outra coisa que o roteiro favorece muito a Hermione, né? Em vários momentos, aquela discussão muito, muito comum no fandom, de que, pô, pegaram as falas do Ron, deram pra Hermione.
Isso favorece ela de uma certa forma, constrói mais essa imagem de que ela sabe pra caramba e tudo mais. E aí, como a Emma Watson é linda, né? Fica aí, ela é linda e inteligente. Tudo que a gente queria ser na adolescência, a Hermione dos filmes conseguiu ser, né?
É que eu acho que tira, pensando aqui, tira a representatividade, né? De que é isso, você vai ler o livro, se identifica com aquela menina, nerdzona, que lê muito, sabe, que não é tradicionalmente bonita, tals. Aí você chega no filme e é uma Watson, tipo assim, o que que eu tenho a ver com essa menina, de fato, tá ligado? Sim, com certeza.
E é isso que a mãe falou, né? Dá a entender até que, enfim, pelos filmes, né? Acho que até a gente, que já leu os livros muitas vezes, fica muito com essa impressão de que a Hermione é perfeita, né? E não é bem assim, né, mãe?
Bom, ela não é tão perfeita assim, e mais, ela é a garotinha inteligente, chata de galocha, que a gente tem sempre em toda escola, todo mundo conhece aquela menina que levanta a mão primeiro. Ah, eu odiava. Eu odeio até hoje na faculdade, ops. Que assim, eu era pessoa, não porque era uma pessoa que fazia, aprontava, mas assim, eu conversava muito, acho que é perceptível, né, gente?
Assim, eu tô apresentando um podcast, então assim, eu sentava no fundo porque eu conversava demais porque eu não queria prestar atenção nas aulas exatas. E aí, enfim, eu queria conversar, assim, não que eu estivesse certo, mas eu queria conversar nas aulas exatas, especialmente, e aí a Hermione da sala, as Hermiones, que sentava na primeira cadeira, isso já me ensina a meditar, quando eu tinha 17 anos, enfim. Olhava no fundo e fazia Ah, mas eu ficava puto, gente. Porque eu queria conversar, sabe?
Como ela se atreve a querer ouvir a aula enquanto eu quero conversar, cara, tipo… Exatamente! Não, essas pessoas, elas dão uma coisa, assim, eu fico imaginando, eu tenho muito rãs dessas pessoas na vida, essas pessoas que aparecem muito. Se eu escutasse a voz da Hermione na sala de aula, eu ia falar, hein, que rãs dessa garota de novo falando, pelo amor de Deus, cala a boca, menina, deixa o professor falar.
Qualquer curso que você tiver na vida vai ter essa pessoa, qualquer… Sempre tem essa pessoa, cara. É a pessoa que faria, tipo, sei lá, na aula, no caso da faculdade, né? Ou também ensina, sei lá, na aula que é próxima, assim, a última aula do dia, a próxima ali do almoço, ou aquela que já é quase 11 horas da noite.
O professor, tipo, tá liberando a turma e ela ia parar pra fazer uma pergunta que às vezes pode ser interessante, mas talvez, tipo, não é que não seja interessante, mas seja uma dúvida muito dela, específica dela, que vai acrescentar só pra ela e vai segurar a turma inteira. E ninguém se importa com essa pergunta na hora do almoço ou na hora de voltar pra casa às 11 horas da noite. Ninguém se importa. Não adianta.
E também eu acho que é uma questão muito importante, além dessa questão, né, dela ser chata nesse sentido, é uma questão muito de que não transparece, mas a gente falou um pouco sobre isso quando a gente fez um episódio sobre a Corvinal, do fato de que ela tem uma inteligência até muito, assim, diferente da Luna, uma inteligência pra se provar mesmo, sabe? E uma inteligência muito cética de tudo. Então, por exemplo, ela caçoa das meninas que querem aprender a divinhação, porque pra ela a divinhação é um ramo da magia que, sabe, não é seguro, não é que não é seguro, mas enfim, não é considerável, não é consolidado o suficiente e por isso não merece atenção. É que pra ela o aprendizado tem que ter objetivo.
Você não pode aprender por aprender, só por querer saber, sabe? Porque é isso. Beleza, ela aprende, ela lê Hogwarts uma história, mas ela fica falando o tempo todo o que ela leu e fica falando os fatos, ou seja, ela não aprendeu só pro beu prazer dela, sabe? Não é, ela aprendeu com o objetivo de que ela estaria ali dentro e aí ela queria saber tudo sobre onde ela iria.
Sim, também. Exato. É que é isso, né? Muitas pessoas ficam falando nossa, porque se a Hermione fosse a protagonista da história, o negócio acabaria em dois segundos, né?
Eu acho, sim, primeiro injusto com o Harry, né? De tipo assim, a Hermione cresceu sendo filha única, tipo, tendo dois pais, uma família de classe média, sabe? Tipo assim, ela teve uma vida bem confortável, né? E o Harry tava lá na casa do Shiel sendo maltratado.
Então acho que isso já é um ponto, ele já tem backgrounds muito diferentes, ela é muito mais priviladiada que o Harry. E aí tem todo o peso que ele sofre, né? Tipo assim, porque ele não é órfão só por ser órfão, ele é órfão porque um cara matou os pais dele, tá ligado? E continua atrás dele pelo resto da vida dele, tipo assim.
Tem todo um peso, né? Gente, eu não acredito que eu virei defensora do Harry, pelo amor de Deus. Que fase, velho. Mas então, tipo, são circunstâncias muito diferentes pra começo, né?
As origens deles são muito diferentes. E cara, a própria Hermione fala, né? Tanto no livro quanto no filme em pedra, né? Quando, no filme, quando ela fica pra ajudar o Rony no livro, quando ela pega a poção pra voltar, ela fala pro Harry, cara, quem sou eu?
Livros, sabe? É muito mais importante a amizade e coragem, tipo, ela mesma admite, sabe? É aquela coisa, gente, cada um tem suas qualidades, tá ligado? Ela tem ótimas qualidades, sabe?
Que são muito úteis. Mas ela não é perfeita, não. Ela não é Emma Watson, não. E cá entre nós, não adianta nada você saber todos os feitiços na hora de executar você ficar dura que ela pedra e não conseguir executar, o que muitas vezes acontece com a Hermione na saga.
Porque aí o Harry nem sabe feitiço, só sabe expelharmos e vai lá, tá lá, expelharmos em tudo, rapaz. E é normal, né? É normal você não dominar tudo o tempo todo, tipo, ela realmente é uma pessoa que é muito boa em magia, ela consegue, sabe muita coisa, faz muita coisa, mas não é tudo que ela vai dominar e tudo bem, né? Então acho que acaba colocando uma expectativa, acho que a gente enquanto, né, enfim, espectador principalmente, né, pensando em filmes, você coloca uma expectativa naquela menina assim.
E tinha que ficar complicado, todo mundo tá ali, ela estuda bastante, sabe muita coisa, mas no fim das contas todo mundo é o mesmo patamar ali, né? Assim, eu acho que se ela fosse a protagonista, teria sido resolvido mais fácil, não diria que seria muito fácil no primeiro livro ou qualquer coisa, não. Mas seria mais fácil, porque ela é mais racional que o Harry, ela é mais esforçada que o Harry. Então com certeza, sabe?
Tipo assim, não dá pra dizer que não seria mais fácil, o Harry, meu Deus do céu, gente, ele faz umas coisas, tem uns impulsos que fica menino. Quando ele tá certo, no rolê do Draco e Enigma, é sorte, vamos ser sinceros, é sorte. É a única vez. Então assim, sabe, tipo, realmente acho que ela seria uma pessoa, né, não sei como que os traumas iam afetar a vida dela, mas eu acho que seria uma pessoa mais centrada pra resolver os rolês.
Mas também não seria super fácil, porque enfim, a gente tá lidando com genocida, né, com nazismo, enfim, complicado. Enfim, como a gente tá falando, né, Hermione é essa pessoa, essa personagem muito estudiosa, ela preza muito por tirar notas boas, ela presta muito atenção nas aulas, às vezes até demais, faz as tarefas, os trabalhos com antecedência, mas ao mesmo tempo, em que ela é certinha, vamos colocar isso entre aspas, ela quebra muita regra, é ela, por exemplo, que sugere fazer a Poção Polissuco, a linha Câmera Secreta, quebrando, como tem lá a fala, não lembro exatamente de quem, mas enfim, umas 50 regras de Hogwarts de uma vez. Como que vocês enxergam essa dicotomia entre o academicismo dela, essa parte certinha dela e essa rebeldia dela? É muito louco isso, porque eu tenho a sensação de que quanto mais inteligente a pessoa é, mais inteligente ela é para quebrar as regras e não ser pego, e eu acho que é muito esse o caso da Hermione.
Faz sentido? É isso que importa, né? É, não ser pego, se quebrou a regra, quebrou a regra, o importante é como é que você vai lidar com isso. Mas o que eu acho que rola com a Hermione é que ela precisa extravasar em algum ponto, porque, tipo, ela tá ali sempre, gente, no terceiro livro, quando ela perde uma aula, ela fica transtornada, ela precisa extravasar de alguma forma, né?
A dela é quebrando as regras, né? Algumas pessoas usam álcool, outras usam outras coisas que não pode, a da Hermione é quebrar regras, tá tudo bem. Cada um lida de uma maneira, né? Exato.
Cara, eu acho muito interessante realmente, assim, porque eu acho que é uma questão de prioridade. Tipo, assim, ela realmente prioriza tirar notas boas e bem nas aulas, então, ela presta atenção, ela nota, ela estuda, ela faz dever, né? Tipo, é uma coisa que ela prioriza, eu acho que é uma coisa que deve passar muito pelos ativos trouxas, né, de tipo cara, não é uma coisa que desde que eu era pequena eu sabia que eu tava destinada a estar nesse lugar, então, tipo, eu vou aproveitar. Eu acho que é uma coisa que deve ser um sentimento um pouco geral, né?
Vou absorver o máximo que eu puder e tudo mais, mas eu acho que, tipo, pra além disso, tipo, ela reconhece que tem coisas que são mais importantes, entendeu? Então, esse rolê da Poção Polissuco é isso, tipo, cara, é muito importante que a gente fale com um alfóide de alguma forma e descubra se ele é o herdeiro ou se ele sabe de alguma coisa. Então, bora fazer. Seguindo essa pista falsa que o Harry implantou mais uma vez, porque o Harry sempre acha que tudo é um alfóide, né?
Como a gente comentou agora. Que homem. Não, exato. Então, tipo, assim, eu acho que ela prioriza as coisas, sabe?
Tipo, pô, não, beleza. O vira-tempo era pra eu só ficar indo milhões de aulas. Vou usar pra salvar o Sirius de bucuço? Bora.
Então, vamos lá. Afinal de contas, é por isso que ela é da Grifinora, né, gente? Exato. O impulso, né, gente?
O impulso, vamos, vamos, sempre tem essa grande coisa. Sim, total. E outro elemento importante sobre Armione, né, que começa ali em O Cáreos de Fogo e continua pelo resto da série, é o ativismo dela, né? Principalmente por meio do fale, o fundo de apoio e libertação dos elfos.
Armione, ela acha muito injusta a maneira como os elfos domésticos são tratados na sociedade bruxa e quer mudar isso. É um ponto, inclusive, que, enfim, talvez a gente tenha, às vezes o pessoal comenta que ainda tá lendo os livros, enfim, o pessoal que escuta nosso podcast. Então, gente, isso não tem nada nos filmes, tá? Vamos, assim, presta atenção porque, enfim, não tem nos filmes, então presta atenção no tio.
Mas, enfim, né, no meio dessa questão do fale, ela acaba recebendo pouco apoio, assim, dos colegas, dos amigos mesmo, né, do Harry e do Rony. É, pouco apoio, acho que eu fui generosa. Nenhum apoio. Ela é zoada pra caramba.
É, nenhum apoio. A Marina quando escreveu essa pauta foi generosa. Inclusive, ela acaba sendo ridicularizada, né? O Hagrid, por exemplo, argumenta que os elfos gostam de trabalhar dessa maneira, né?
E mesmo assim, ela continua enchendo o saco das pessoas, enchendo o saco, entre aspas, né? Porque ela tava militando e militando por uma coisa boa. E depois de se formar em Hogwarts, ela vai trabalhar no Ministério da Magia, mais especificamente no Departamento das Leis Mágicas, quando ela, enfim, consegue melhorar a vida dos elfos. De onde vocês acham, gente, que vem, né, qual é a origem desse ativismo do Hermione?
Isso pra mim fica muito claro, desde o começo, porque ela começa a tomar essa consciência desse lugar, dessa hierarquia dos bruxos, lá em A Câmara Secreta, quando o Malfoy xinga ela lá de sangue ruim. E ela começa a perceber que ela não é tão pertencente àquele mundo, porque as pessoas, os bruxos por o sangue, não veem ela como uma igual. E aí, quando ela conhece a questão dos elfos domésticos, ela percebe que os bruxos também não veem aquelas criaturas como igual da mesma forma que não veem ela como igual. A questão é que, no caso do Falle, né, a gente quando tem 14, 15 anos, a gente às vezes tem uma forma de conduzir os nossos ativismos que são meio exageradas, né?
A gente acha que vai salvar o mundo inteiro parando de jogar lixo no chão, por exemplo, né? Não é bem assim. E aí ela vai amadurecendo, esse amadurecimento da Hermione de como ela vai lidar com essa questão, é muito massa, porque mostra que ela, tipo assim, lá no Falle, criou o Falle, foi zoadaça, o Gêmeos Weasley sacaneia ela pra caramba, o livro inteiro sobre isso, e aí ela começa a ver, não, talvez então não seja fazendo tricô pros elfos que eu vou salvar o mundo. E aí, em Relíquias, tem um momento, eu não lembro pra quem que ela fala isso, mas ela vai falar assim, não, porque eu sou, eu sou nascida trouxa, eu sou sangue ruim mesmo, e ela se coloca nesse lugar.
Então, a partir do momento que ela se coloca nesse lugar, ela consegue estabelecer uma relação muito mais interessante com os elfos e, consequentemente, com as outras criaturas que ela quer salvar o mundo todo lá, e depois exercer esse passo, essa luta lá, super ativa, e conquistar direitos para os elfos domésticos, como uma coisa séria no trabalho dela no Ministério. É uma coisa muito, pra mim, assim, é o auge da evolução da Irmione, é isso. Sim, não, eu acho muito interessante isso, assim, totando essa evolução que você falou, que realmente é muito legal, e eu acho que a perspectiva dela de onde vem isso, é porque ela vem de um mundo em que isso que a gente vê dos elfos, é escravidão. Ela sabe da história do mundo trouxa, sabe?
Inclusive, tipo, na Inglaterra, a escravidão, enfim, tradicional, como a gente diz, foi abolida há muito tempo, e que acabou sendo abolida em outros países pela proção da Inglaterra e tal. Então, é uma coisa assim, que obviamente continua sendo uma sociedade racista, como todas, mas que é uma coisa que, tipo, é muito, eles vêm como algo muito ruim, muito errado. E ela entra numa outra sociedade que não tem essa noção histórica, tá ligado? Por que que a gente saiba, por exemplo, não existe um racismo de cor no mundo bruxo?
Tipo, em nenhum momento é sugerido de forma nenhuma. Tem a ver com espécies, né, basicamente, quando você vê corígine, não tem a ver com aparência no geral. Então, eu acho que é muito disso, assim, de que ela vem de um mundo em que ela tem noção do que é isso, do que isso fez com as pessoas, e de como essas pessoas ainda são desfavorecidas socialmente, sabe? Eu acho que ela tem essa noção, e aí, tipo, o Hagrid, mesmo sendo, por exemplo, meio gigante, tá ligado?
Ele fala não, mas eles gostam, o James Weasley, o Rony, todas as pessoas, né, que, enfim, questionam ela. Essa questão do Hagrid, inclusive, mostra de alguma maneira, porque é bem no mesmo livro, inclusive, né, que ele está sofrendo preconceito, enfim, mostra pra gente que uma pessoa que é oprimida pode reproduzir opressões com outras pessoas oprimidas, enfim, isso acontece muito. Exato, cara, se você for a maioria social de alguma forma, você é o privilegiado, você está invaravelmente cometendo opressão. Exato, se você é o homem gay dentro da sigla LGBTQIA+, você é homem, foda-se, sabe?
Você é homem cis, você já é. Exato, tipo, não tem como, né? Então, com certeza, já demonstra isso como uma pessoa que sofre preconceito também pode ser preconceituosa, né, de uma forma ou de outra, e eu acho que, tipo, é isso, o Hagrid, o Fred George, o Rony, as pessoas que ridicularizam ela, ou que, enfim, pelo menos falam, velho, nada a ver isso, eles não têm noção, eles nunca param pra pensar, é simplesmente o mundo é assim, e acabou, sabe? É muito isso, sim, de pessoas que nunca param pra refletir, e é uma coisa que a gente vê nessa sociedade.
O negócio não afeta ela de forma nenhuma, e aí nisso a pessoa fica, não, porque não existe racismo, não existe machismo, mas hoje em dia quase, gente, juro pra vocês que eu vi meu pai numa sociedade a desses, que a homofobia quase não existe mais. Tipo, amigo, não é porque você conhece gente que é gay que a homofobia acabou. Tem até amigos que são. Então, é tipo, as pessoas simplesmente não pararem pra refletir sobre seus privilégios, sobre o mundo ao redor.
É essa coisa da bolha, né, viver no seu mundinho desse tamanhozinho e achar que isso representa o mundo, né? E ela, de alguma maneira, quem fura isso, né? Não, exato, ainda mais a sociedade bruxa que a gente vê de diversas formas como é conservadora, né? E pequena, né?
Fala aquele rolê das 27 famílias tradicionais e tudo mais, enfim. O próprio Malfoy, no início do primeiro livro, pergunta ali no beco diagonal pro Harry, ah, como é que é o sobrenome da sua família, sabe? Porque parece que é uma coisinha bem pequena, né? Cidade pequena, né?
E até, inclusive, sobre como essa questão de espécie, né, por exemplo, o Rony, ele zoa Hermione falando que ele vai fazer uma, tipo, uma frente de defesa pros duendes feios. Ele fala um rolê meio assim. Só que, por exemplo, os duendes, eles também sofrem preconceito da comunidade mágica, ninguém gosta deles, mas eles têm direitos, pelo menos, tá ligado? Que eu acho que a Hermione tá atrás, tipo.
Eu, enquanto nasci da trouxa, tenho direito de existir aqui também, apesar de sofrer preconceito. É uma média, mas eu tenho, eu posso estar aqui, né? Agora os elfos, cara. Que lutem.
Hallé da Hallé, coitados. É, e ainda, pô, os caras também não têm a própria… É… A revolução só começará de verdade, né, quando o povo rebelar contra a burguesia, como diria Marcos.
Então, tipo, assim, os elfos, eles, tipo, não têm também noção do próprio rolê, né? Tipo, também é meio assim, assim. Só que eles são as vítimas, eu não tenho que, se você dizer, apenas ficar triste. Exato.
Porque o que leva eles a não compreenderem, não se rebelarem, é a própria ignorância, porque foi naquela ignorância, né, basicamente. Exato. Nossa, eu acho que a Hermione realmente, assim, é que é isso, ela não tem noção do que ela tá se metendo, porque, tipo, cara, é uma luta muito grande, né, que vai ter muitos obstáculos, mas ela vai lá e vamos… Enfim, né?
Acho que a Grifinória entra um pouco nisso. Eu acho que isso tudo, assim, né, essa questão de a origem da Hermione, como a Marina tava falando, diz muito sobre a personalidade dela, e por isso, inclusive, que isso é um corte dos ciúmes que é imperdoável, né, gente? Não precisava ter colocado o falho inteiro, não precisava nem ter colocado o falho, mas existia possibilidades de colocar algumas pequenas falas, que fossem ali, que mostrasse, de alguma maneira, essa empatia dela e esse ativismo dela, sabe? Porque é uma característica muito importante do personagem, né?
Não só porque é importante, mas porque isso diz muito sobre a origem dela e quem ela é, né? Porque eu acho que ela é muito empática, eu acho que tem isso, porque, por exemplo, quando o Harry chega em Orn da Fênix, gritando com todo mundo, né, Itauss, ele grita principalmente com o Rony e com a Hermione, o Rony fica bravo, ele se sente injustiçado, porque ele tentou falar com o Harry, ele tentou, né, a gente tá aqui, Itauss, ele não pode, ele se sente injustiçado, a Hermione, ela fica do lado do Harry, tipo, ela, obviamente, enfim, ela não quer ser xingada, né, mas, assim, ela não leva o pessoal, ela fica, poxa, realmente, eu entendo a sua situação, e aí, por exemplo, com o monstro chegando a Lahore, ela fica brava como o Sirius trata o monstro, de novo, ela não leva o pessoal, ela só pensa na situação que o monstro tá, ela é uma pessoa muito empática, isso é muito importante, gente, pra ativismo, eu acho, tipo, você se importar, de fato, com as pessoas e não só você fazer um tweet e achar que isso resolve alguma coisa. Não ser ativismo de telão, não dá pra ganhar biscoito. Textão não resolve paredão.
Exato. E além de tu tentar ir atrás, né, porque, tipo, ela também tenta, ela tenta recrutar as pessoas pra falha e tem algumas que tem interesse, mas a partir do momento que eles descobrem que eles tem que pagar uma taxa, eles não querem mais. É tipo, gente, mas como é que você acha que a gente vai libertar os elfos? Sabe, tipo, assim, fazendo uma baixa assinada e mandando pra pro food?
Tipo, gente, precisa de dinheiro, precisa de organização, né, e as pessoas, tipo, eu lembro, o Neville, né, ele, tipo, só aceita entrar, porque ele, tipo, não aguenta mais em mim e enche o saco dele. Ele fica ok, tá bom. Ai, coitada. Mas engraçado.
Que homem. Quando chega no Relíquias da Morte, ela, em um determinado momento, ela fala que ela é sangue ruim. E é muito interessante fazer esse paralelo com relação a uma pessoa da comunidade LGBT que é mais virar e falar assim, pô, eu sou viado. Não é o meu caso, no caso, porque eu sou uma mulher.
Mas, assim, eu falar, tipo, ai, eu sou sapatão. Eu posso falar isso nesse lugar, né? Não outra pessoa. Outra pessoa, isso se torna ofensivo, isso é um xingamento, não é ilegal.
Mas quando eu assumo isso como parte de mim, eu posso usar esse termo pra me descrever. Você se apropria, né? Exatamente. E eu acho que isso acontece com a Hermione e é um processo, é uma coisa muito importante pra ela.
Ela fala, eu sou sangue ruim, pode falar sangue ruim sim, porque é o que eu sou. Mas eu posso dizer isso, você não. Eu acho que é essa a diferença, sabe? Com certeza, eu acho que até, enfim, como o Dumbledore fala, né?
Que as palavras, elas têm um peso que você dá a elas, né? Então, tipo assim, a Hermione, quando ela entra na sociedade, ela não sabe o que é sangue ruim. Então, quando o Draco xinga ela em câmara, ela não tem ração que ela não sabe o que que é. E aí, tipo, ela não tem como ela mesma colocar carga em algo que ela até então não sabia que existia.
Então, se ele vai xingar ela, se ele não vai xingar ela, tipo, dane-se, sabe? Porque ela não tem um peso. Eu acho que conforme, principalmente, nesse reino de terror do Voldemort, em que os nascidos trouxas estão efetivamente sendo caçados, né? Tá a Amber te perguntando, mas de quem você roubou essa varinha, né?
Tá nesse nível. Esse é um momento que realmente você tem que tipo, a expressão ela não só pode, sabe, ser ignorada, mas ela também tem que ser reivindicada, né, por esses grupos, que é o que, enfim. De fato, como a Hermione falou, como a gente faz muito na sociedade LGBT, É muito sobre aquilo, né? Eu acho que chega ali em Relíquias da Morte e tudo mais, é a mesma coisa que você vê de, tipo, que, sei lá, uma LGBTfobia não é só um xingamento, mas que ele pode se tornar, tipo, na sua morte, sabe?
Pode se tornar a violência, tipo, física e tudo mais, e aí as coisas começam a mudar, né? Sim, de como começa pelo xingamento, né? E aí o negócio vai escalando de uma forma. E ela vê, né, como começou ali pelo xixi também, de como começou pelo xingamento e chegou naquilo, né?
Realmente. E enfim, né, gente, agora a gente chega a um ponto que não tem nada a ver, né, com o que a gente estava falando, mas que é muitíssimo importante e, assim, espero que todos estejamos concordando, porque senão eu vou baracar. A gente chega à vida romântica da Hermione, né, gente? Vamos lá.
Ela se envolve rapidamente com o Victor Krum e o Cálice de Fogo. Ela vai num date com o Cormac McLagan em O Enigma do Príncipe, e ela começa a namorar o Rony ali no final de Relíquias da Morte, né? Meio final de Relíquias da Morte. E depois eles se casam, eventualmente.
Qual a opinião de vocês sobre os relacionamentos de Hermione? Primeiro vamos falar sobre o Victor Krum e o Cormac, o ponto é. O Rony é mesmo o cara certo pra ela? Vamos lá.
Ah, gente, eu gosto muito de Hermione e Victor Krum. Eu acho o Krum muito fofo. Eu acho muito fofo a ideia de ele ficar com vergonha de falar com ela, e aí ele fica indo na biblioteca, entendeu? Nem sei se esse menino sabe ler direito, entendeu?
Ele fica indo na biblioteca pra ver, tentar uma coragem, vai falar com ela. É muito fofo, sabe? É isso aí, gente. Não precisa ser um amor pra vida, né?
Do tipo, mas é muito fofo. Eu acho que é legal a Hermione no sentido de tipo, né, pô, o cara é um mestre internacional do quadribol, né? Tá todo mundo ali querendo ele, aí ele gosta dela, sabe? Tipo, pô, é bom pra autoestima, né?
E eu também acho, eu pelo menos, gente, sou da opinião de tipo, gente, não tô fazendo nada, o cara é gato, bora lá, sabe? Eu sou dessa opinião, não precisa casar com ninguém. Aproveita, aproveitou enquanto pôde, é isso. Eu no lugar dela talvez teria feito o mesmo, não é, gente?
O cara é o grande jogador de quadribol do mundo, apanhador dos apanhadores. É o grande e gostoso. Exato. Não que, assim, a descrição dele no livro parece que ele não é tão bonito quanto o cara que faz no filme, não.
É, eu fico, eu tava pensando nisso agora, porque na realidade, assim, particularmente não acho o ator bonito também, mas eu não lembro como é que é descrito nos livros, então, sei lá. É, não, ele não é descrito como bonito, não, mas, assim, eu imagino que ele é tipo um camarão. Eu não entendi a referência. É que camarão, você corta a cabeça e aproveita o resto.
Gente, eu vou começar a usar. Eu adorei! Gente, desde que a nossa ouvinte Jocely veio falar comigo, e de que o filho dela de 12 anos gosta muito do podcast, eu tô muito preocupada com tudo que eu falo, mas eu falei mesmo assim. É, mas tipo, o cara é atleta, né?
Tipo, ele deve malhar bastante, enfim. E, enfim, eu acho que tem coisas ali que podem… Desculpa, Jocely, cara. Acho que você pode colocar um aviso de conteúdo adulto no começo do episódio.
Exato. Exato. Exato, e o Córmaco, a mesma coisa, ele, o Córmaco de fato é descrito como gato, se eu não me engano. E é isso, assim, nossa, tipo, é um erro, né?
Ela vai pro date, ela se arrepende no momento seguinte. Quem nunca, né? Mas, assim, se ele fosse menos insuportável, quem sabe? Dava pra, enfim, dar uns beijinhos, pelo menos.
Dava pra camaranizar ele também. Exato. Ali teria que ser literalmente, né? Que, enfim, não parava de falar merda.
Eu só falo a melda, metralhadora de melda. É, nossa, eu amo esse meme, caralho, o Cebolinha me representa muito. E aí, enfim, a gente chega ao Rony, né, gente? Que, assim, insuportável, mas é o melhor.
E já tava, gente, já tava feito lá desde o primeiro. Pra mim, é, é, Inimish Lovers, porque aquela primeira, quando ali, quando ela fala assim, ela tem que decidir as suas prioridades. Ali, se olha aquela cena, você já fala por favor de Deus, gente, vamos casar. E no filme também, né?
Total! Nossa, eu não sei se eles tinham essa orientação, porque nem tinham os livros, mas, cara, a hora que o Rupert Green pequenininho fala, she needs to sort out her priorities, nossa, tipo, eu falo, gente, pronto, casal. É que, gente, pra mim, acho que foi claro, né, eu, enquanto criança, ainda em câmara, no filme, quando ela abraça o Harry e o Rony lá dá uma perta de mão. É isso, se eles não que eles querem se pegar.
Aquelas, né? Nossa, sexualizando criança, mentira, não, eles só queriam se dar um beijinho. Não, mas olha, os dois têm a mesma idade, né? Eu tinha, eu era mais novo que eles na época.
É, eu também. Eu também. Sabe uma coisa, na verdade, que eu tô reparando, né, na coisa da releitura, é que não é Inimish Lovers, né, não é inimigos pra amantes. Eles são amigos, de fato, tá ligado?
Tipo assim, de fato, os dois são cabeça dura, e eu acho que a questão da prioridade faz muita diferença, né, porque a Hermione, ela prioriza muito o estudo e ela quer que todo mundo também priorize. Ela não entende muito de que, cara, cada um tem sua pitidão na vida, sabe, tem os seus gostos, então tipo, cara, as pessoas não vão ser que nem você. Seria um tipo de pessoa que eu, particularmente, enquanto tá com a Ariana, inclusive, assim, nunca, na minha vida, teria condições. Mas o Rony talvez funcione.
Pois é, então tipo, eles têm visões diferentes sobre as coisas, né, e coisas mínimas, às vezes, uns embates, né, e tals. Mas eles, de fato, são amigos, sabe, tipo assim, é uma coisa tipo, ah, eles tão trocando carta, eles tão, ah, o Rony me contou isso, a Hermione me contou isso, tipo, eles tão ali juntos. O Harry também responde à Hermione, entendeu? É que o Harry, eu acho que como ele já passou por mais stress na vida, ele também escolhe os momentos.
E tem alguns momentos que ele sempre, ele não liga, ela tá falando as coisas dela, ele deixa ela falar, ah, porque o Harry tem que fazer isso, ele fala, oh, bora, vou fazer. O Rony fica bravo, sabe? Então eu acho que tem muito a ver com personalidades, são mais conflitantes, mas, enfim, e ela enchendo o saco, o Rony não aceitando e tals. Mas eles são, de fato, amigos, eles têm uma relação diferente, tipo, a relação do Harry com o Rony é diferente da relação do Harry com a Hermione, que é diferente da relação da Hermione com o Rony, com certeza.
São dinâmicas diferentes, a gente tem a questão de gênero que também faz muita diferença, eu acho, mas eu acho que, tipo, eles são amigos, de fato, eles se conhecem muito bem. E aí, essa, o romance, ele vai trazendo complexidades, né? Acho que aumenta mais as brigas por causa disso, porque eles estão com sentimentos não resolvidos, que, às vezes, eles nem mesmo reconhecem direito o que tá acontecendo, acho que mais o Rony do que a Hermione, mas, assim, eles nem sabem direito o que tá acontecendo, o que eles estão sentindo, sabe? Fica tudo meio nebuloso, e aí começa a uma entendida, né?
E eles têm questões, ainda mais enquanto crianças, eles têm questões realmente muito importantes, né? Rolando ao mesmo tempo, né? Sim, é, não, exato, enquanto você tá do lado de um amigo que o tempo todo tá quase morrendo, então tem uma preocupação ali, né? É muito legal ver essa relação dos dois crescendo também em volta de proteger o Harry, de cuidar do Harry, pelo bem-estar dele, principalmente ali a partir de Cálice, que o Rony, mesmo obrigado com o Harry, fica em contato com a Hermione para ajudar, facilitar a vida do Harry, sabe?
É muito legal essa relação deles também de cuidado com o amigo, e que ali eles constroem também uma relação que depois eles viram que a gente conhece, né? Uma ponte para eles próprios, né? É que acho que é isso, é muito, né, enfim, voltando muito para o início do episódio, né? Pô, difícil fazer um episódio sobre os personagens principais, né?
Tipo assim, o Rony eu acho que tem coisas mais óbvias a serem discutidas, né? Aí o Harry e a Hermione, pô, a gente conhece bastante, mas o que que a gente fala, o que que a gente não fala, como é que a gente faz um episódio legal e não sei o que, mas eu acho que muita coisa acaba sendo influenciada pelos filmes, entendeu? Que é muito diferente. E aí, tipo, novamente voltando para o nosso primeiro episódio, o Rony e a Hermione dos filmes é uma outra coisa e acaba acho que ficando muito na nossa cabeça, né?
Porque é mais visual, porque é muito mais fácil de você ver um filme várias vezes do que ler várias vezes, né, e tal. E é isso tipo, gente, eles de fato são amigos, eles não brigam o tempo todo, eles brigam, sabe? Mas eles são amigos e é isso, o Rony tem todas, é um cara inteligente também, é isso, ele tem uma, é aquela coisa, né, de, tipo, tem inteligência dos livros, tem inteligência estratégica, tipo, são diferentes os tipos de coisas, né? E eu acho que eles têm, tô falando tudo isso, mas assim, não é um casal que eu tipo, ah, nossa, amo de paixão, assim, nunca li fanfic, nunca escrevi fanfic, não é uma coisa que eu, ai, meu Deus, que fofo.
Não, eu chipo muito, assim, eles. Tipo, nunca li fanfic porque eu não leio fanfic de modo geral, mas, assim, tipo, chipo muito, leria muito, se eu leio fanfic e vou protegê-los, assim, se vocês quiserem falar pra mim, e, assim, ainda mais dito que o principal chip rival é Harry e Mione, e aí vocês vão me desculpar, mas vocês vão ter que voltar pro primário pra aprender a interpretar texto, e aí depois a gente conversa, tá? Só o roteirista de Prisioneiro de Azkaban que acha que esse chip funciona mesmo, porque as outras pessoas, elas devem usar o cérebro mesmo. É real, inclusive tinha uma cena, parece, de Prisioneiro de Azkaban que eles chegaram a filmar, não tá nem nos extras, mas, enfim, que lá na cabana do Hagrid, a Hermione dava um super abraço no Harry, assim, sabe?
Nossa, eu não tava sabendo. O David Yates também, né, gente, com aquela cena de Relíquias é o Morte Parte I, né? Eu vou defender essa cena pra sempre, não, eu amo essa cena, eu amo essa cena, tipo, e vejo como amizade, mas pra mim o David Yates, não, que é o diretor do filme pra quem não conhece. Ah, sim, faz sentido.
Ah, gente, eu fico muito incomodada, porque eu gosto muito da amizade do Harry e da Hermione, e é isso, tipo, é muito claramente algo fraternal, é muito claramente, porque é isso, por exemplo, nesse momento, né, que o Harry vê ela no cálice, cara, não tem nada sexual ali, ele fica admirado, nossa, ela está muito bonita, mas não tem nada ali que indique que ele quer alguma coisa com ela, sabe, romanticamente, mesmo, em nenhum momento, tipo, se ela dá a mão pra ele, é um gesto carinhoso, sabe, se eles se abraçam, não tem essa tensão sexual. E aí parece, inclusive, que eu me incomodo muito, como eu disse, me incomodo muito com essa questão de ah, não, ela não tem que ficar com o Harry, porque isso parece que pra mim destrói muito essa questão da amizade deles, não que eles não pudessem ser amigos e também tivessem essa questão sexual no meio, mas é porque é tão claro que não é, que pra mim, meio que, tipo, eu falo, gente, mas, peraí, vocês não leram a mesma coisa que eu, assim, tipo, é muito absurdo. Cara, se fossem, se o Harry fosse uma menina, as pessoas estariam falando isso. Não.
Não estariam, entendeu? É só isso, porque, nossa, como assim a melhor amiga dele, sabe? Como assim ele não sente em nada, em nenhum momento? Gente, tem gente todo mundo que você encontra na rua, se você é hétero, todo mundo que você encontra na rua, que é do seu sexo suposto, você quer pegar?
Todo mundo? E é aquela coisa que, tipo, é clube da Luluzinho, clube do Bolinha mesmo, assim, menina não pode ter amigo menino, não pode ter uma relação de amizade verdadeira, isso é, é um, é um, só é muito errado, só é muito errado. Exato. Nossa, e ela se preocupa muito com ele, com eles, né?
Com o Harry, com o Rony, sabe? É uma pessoa que realmente tipo, acho que o que ela faz em Relíquias Parte 1, né? Nossa, a pessoa que só vê os filmes, acha o que ela faz no início de Relíquias da Morte, que ela altera a memória dos pais, velho. Tipo, ela tá fazendo isso porque ela ama o Harry, porque ela ama o Rony, porque ela ama os dois, tipo, assim, não tem a ver com romance, com quem eu quero ficar, tem a ver que, tipo, me sacrificar, sacrificar uma coisa da minha vida aqui, que eu posso nunca ter de volta pra poder, sabe, apoiar o meu amigo e além de tudo também a coisa do ativismo, né?
De fazer o que é certo. Deixa eu me assegurar que eles, que meus pais estão seguros e agora bora ir pro meio do mato e vamos até os recluxos e vamos acabar com isso, olha o que tá acontecendo no mundo bruxo, sabe? Então, nossa, eu realmente fico muito, é bem isso, parece que você banaliza o sentimento, a amizade. Exatamente.
Como se você não pudesse mais ser social também, né? As pessoas não valorizam amizade como elas valorizam namoro. O caso das pessoas que namore e some, tipo, sei lá. E eu acho que isso é uma coisa que a autora valorizou muito na obra dela, sabe?
Porque, velho, os meninos só foram começar a falar de romance com 14 anos. E isso no mundo real não é bem assim, né, gente? Se a gente com 11 anos ali já tá pensando nos crushs, nos negócios. E aí ela valorizou muito a amizade dos personagens e construiu a relação deles em cima dessa amizade.
E isso se repete, eu acho que isso se repete muito em vários chips headcanon que a gente vê nos chiquitoques da vida, que você fala assim, na verdade, isso é uma grande amizade, dois amigos muito próximos, que se amam muito e que viram um chip. Gosto dos chips? Gosto, mas se você parar pra pensar, é isso. E aí volta naquilo que eu falei, vocês voltam pro primário, aprendem a ler, batem o texto e leem Harry Potter de novo, porque assim sabe, nossa, eu sei que é partir de, eu acho que essa afirmação que eu tô fazendo aqui, vai ser a que vai mais assim não sei se as pessoas de modo geral, os ouvintes do Seminário gostam de mim ou não.
Depois vocês me falam, gente, vai no meu Instagram depois só pra falar se vocês gostam ou não. Só que assim, eu acho que eu nunca mexi numa caixa de abelha de marimbondo tão grande quanto eu mexi agora. Porque tem muito chipper de Harry Mariani. Mas diminuiu muito, viu?
Acho que se você falasse isso há uns 10 anos, as pessoas agora aprenderam a ler isso. A nova geração sabe ler, aparentemente. Porque tem outros chips que eu acho que entraram assim, que entram em bate com Harry Mariani que acabam levando. E também isso, acho que era muito motivado quando os livros estavam lançando, de que as pessoas tinham esperança, sabe, de que ia rolar em algum momento.
Acho que meio isso assim. Que bom. Feliz. Com essa informação assim, muito esperançosa pra mim, de que a nova geração sabe ler como a mãe disse.
E que, enfim, essa informação que o Mariani me trouxe sobre a questão dos chips, que a gente encerra esse episódio, gente. De maneira, assim, esperançosa, assim, sabe? Que ninguém vai ficar me enchendo. Daqui uns 5 anos, talvez, ninguém vai mexer o saco sobre esse chip.
Eu gostei, eu gostei que a gente fez uma jornada pelo que importa. Porque a gente falou de uns ativismos, de umas coisas dos elfos, de não sei o quê. Que gente dane isso. Que importa é romance, é beijo na boca.
Que importa é o camarão. É isso. A gente focou no que importa. Prioridades.
As prioridades estão certas. Como diz o Rony, enfim, We need to sort out our priorities. Rony nunca errou. Nunca errou, que homem.
É isso, gente. Muito obrigado por terem participado. Agora a gente chega na hora mais interessante do podcast, que é a hora do Jabá. Então, já disse, acabei assim, já dei a deixa, inclusive.
Quero saber de vocês, se vocês gostam de mim ou não. Então, pra isso, vocês vão no meu Instagram, que é impedromartins. Ou você pode também, vocês podem ir no meu Twitter, que é a mesma coisa, no meu Facebook, que é a mesma coisa, pra falar. Enfim, se vocês gostam de mim ou não.
Meu Deus, fazer uma enquete nos seus stores. Marina, quais são os seus redes sociais? As suas. Estou até perdido.
São todas Marina NDR. Marina NDRI, TikTok, Twitter, Facebook e Instagram. A nossa convidada, agora é a hora dela falar. Assim, a gente sempre fala primeiro, né, Marina?
A gente tem que começar a dar mais espaço pro convidado, mas enfim. Você que vai variando por episódio. Geralmente o convidado fala, mas as vezes você quer mudar, você muda. Fica à vontade, amigo.
Pois é. Vamos lá, então. Bom, vocês podem me encontrar no Instagram e no Twitter, principalmente. As outras redes eu fijo que não existem.
A minha é essa edição T-H-E My Reis, né? The My Reis. E eu tenho um clube do livro, como o Pedro falou no começo, que é o clube dos não lidos. A gente é um clube de livro que leia de todo e qualquer tipo de coisa que seja ficção.
A gente aí já leu As Cônicas de Narnia, O Hobbit, Assassinato no Expresso Oriente, e a gente já leu um monte de coisa, de todo tipo de coisa. E estão super bem-vindos às nossas redes sociais, só o Instagram mesmo. E é clube dos não lidos, só isso mesmo. Se acha a gente lá, se inscreve, participa com a gente, que é sucesso, só gente legal, só gente top.
E a maior parte das pessoas são fãs de Harry Potter, então a gente sempre faz associações com o Harry Potter, então a gente tá discutindo o Hobbit. A gente fala, ó, o Hobbit seria de tal caso. Sempre vira de Harry Potter no fim das contas, então fãs de Harry Potter é assim, né, gente? Ah, mas é incrível.
Mas e além de tudo, gente, é isso, né? A mãe falou que só tem gente top lá no clube, então se você se inscreve, se você for top, se você for chato, não precisa. Não me chame, não os quero. Brincadeira.
Pode vir, gente. A gente chama a gente também a saia. E seita a gente converte. Gente, muito obrigado pela participação.
Eu espero que vocês tenham gostado de participar e vocês que estão vindo de ouvir. Até terça que vem. Um beijo. Tchau.
Beijo.







