#35: Rúbeo Hagrid, da inocência à impulsividade
O primeiro mentor de Harry Potter, Hagrid é uma figura adorada por todos os fãs. Mas será que ele é mesmo um bom professor? De que maneira ter sido expulso de Hogwarts impactou sua vida? Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, discutem com Vanessa Martins, doutoranda em comunicação, a trajetória de Rúbeo Hagrid.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriste, que vai o ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast dessa semana é sobre o Hagrid, esse personagem que a gente aprendeu a amar lendo e assistindo Harry Potter desde o começo, mas que também, aos poucos, a gente vai reconhecendo algumas falhas, enfim, pensando um pouquinho melhor sobre ele.
Calma lá, gente, o episódio não é pra falar mal do Hagrid não, tá? Que a gente sempre fala mal de muito personagem, mas não é exatamente isso, né, Marina? Mas a gente também vai criticar, né? É, assim, o ponto é que eu acho o Hagrid fofo.
A impressão que eu vou passar agora é que eu acho o Hagrid fofo. Seria amiga dele? Teria paciência pra ser amiga dele? Não.
Mas eu acho ele um cara legal, bem intencionado, assim. Realmente isso não é pra mim, eu acho, não sei. Exatamente. E pra discutir com a gente sobre o Hagrid, a gente recebe no Semanário dos Bruxos Vanessa Martins, quase que minha chará aí de sobrenome.
Ela que é doutoranda em comunicação. Seja muito bem-vinda, Vanessa. Oi, gente, muito obrigada pelo convite. Tô muito feliz de estar aqui com vocês participando.
Potemich, que é tão importante pra mim como fã também, como fonte de pesquisa, então, muito obrigada pelo convite. A gente que agradece a você por aceitar. Mas e aí, me conta, Vanessa, como que é, assim, a sua relação com o Hagrid? Você seria amigo, não seria?
O que você acha dele, assim, em termos gerais, né, antes da gente começar a discussão? Então, o Hagrid, ele não é o meu personagem favorito. O meu personagem favorito, ele é o Snape, polêmica, né? Desconvidando.
Não, por favor. Inclusive, sei que vocês já fizeram também podcast sobre o Snape, mas quando a gente pega pra analisar o Hagrid, a gente pega e analisa toda a trajetória dele na saga, eu meio que me pergunto, por que o Hagrid não é o meu personagem favorito, né? Inclusive, ele poderia ser o meu personagem favorito, não é, né? A gente vê que ele tem várias partes importantes e aí fica aquela, né?
Eu não conheço muitas pessoas, mas eu não conheço ninguém que tenha o Hagrid como personagem favorito, então é isso, eu acho que é o momento de exaltar o Hagrid, a gente colocar também os pontos positivos, jogar também aqui as falhas, né? E também fazer uma reflexão, será que tem alguém que tenha o Hagrid como personagem favorito, né? Ele tem muitas falhas, mas ele também é um personagem de muito bom coração, né? Se manifessem nas redes sociais e marquem a gente, porque a gente quer coroar essa pessoa como o primeiro fã oficial do Hagrid no Brasil.
Ah! Que maldade! A gente quer ouvir opiniões do Hagrid, né? O Hagrid sendo exaltado também.
Exato. Mas vamos lá, gente, dar início à nossa discussão. Na realidade, antes da gente começar a discutir, eu acho que é importante a gente relembrar a trajetória do Hagrid, né, desde o início. Ele é filho de um humano com uma gigante, como nos é revelado ali em O Cálice de Fogo, e é dito nos livros que a mãe dele o abandonou quando ele ainda era um bebê e que o pai dele criou ele sozinho até o dia em que ele morreu, né?
Então, quando o Hagrid tinha ali seus 13 anos, mais ou menos, ele já não tinha nem pai nem mãe. Foi nessa mesma época, inclusive, que ele cursava o terceiro ano de Hogwarts. E se a gente for lembrar bem, o terceiro ano de Hogwarts do Hagrid foi quando ele foi expulso por suspeita de ser o responsável por abrir a Câmara Secreta e liberar um monstro, né, que supostamente seria a Aragog, a aranha dele, né, que supostamente era quem estava matando os alunos nascidos trouxa. O que era mentira, claro, a gente sabe que tudo não se passava de um plano do Tom Riddle para incriminá-lo.
E aí, com a ajuda do Dumbledore, é claro, ele permaneceu em Hogwarts como guarda-caça. Isso foi muito bom por não tê-lo deixado completamente desamparado. Mas ao mesmo tempo, eu sinto que Hogwarts e a justiça bruxa falharam muito com o Hagrid, né, gente? Cara, sim.
Realmente, me parece… No futuro, eu acho que a gente pretende gravar um episódio falando sobre, enfim, Azkaban, o punitivismo, né, que tem no mundo bruxo e tals. O sistema prisional bruxo, né? Uhum.
É uma coisa muito extrema, véi, me parece, no sentido assim… No caso, na época, ele estava acusado, o pessoal estava acreditando que realmente ele tinha matado uma aluna trouxa que estava, enfim, petrificando o pessoal. Tipo, isso é muito grave, faz sentido, sabe? Ele ser expulso e tals.
Só que, tipo, ele foi expulso, mas não foi pra Azkaban, tá ligado? De fato. E aí, tipo, não teve um desfecho, necessariamente. Tipo, ele fez ou não fez?
Porque se ele fez, ele tem que estar na prisão. Se ele não fez, ele tem que continuar em Hogwarts, sabe? Tipo, que meio termo é esse? Se tomou uma decisão e nunca mais volta atrás?
Não, exatamente. E é isso, a gente vê como que a justiça bruxa ela falha miseravelmente com o Hagrid. Porque a gente vê, né, como é que o Ministério, ele se posiciona sempre muito rápido pra acusar, pra prender alguém, né? Mas pra assumir os próprios erros, pra se retratar, isso nunca acontece ou raramente acontece, né?
O que o Hagrid, no mínimo, ele merecia, depois de tudo que aconteceu, de ser provado que ele não era um culpado de ter acontecido, né? Os problemas que aconteceram de ter aberto na Câmara Secreta, no mínimo, eram pedir desculpas e várias honrarias, né? O pedir desculpa oficial da própria escola também, né? A varinha devolvida, enfim.
Exato, ter direito a ter a varinha de volta, né? Até, enfim, que o Ministério comprasse outra varinha pra ele, já que a gente sabe que não é tão barata, né? Aham, terminar os estudos, que ele não conseguiu terminar os estudos, eu tenho certeza que se os estudos dele não tivesse interrompido, ele seria com certeza um bruxo excepcional, porque o Hagrid é uma pessoa excepcional e inteligente. Eu acho o Hagrid super inteligente.
Nossa, eu jamais iria tão longe. Mas eu acho que com certeza ele merecia ter a varinha de volta, ter a chance de voltar a estudar, né? Ter o direito entre ações básicos, né? Tipo, acesso à educação e tals.
Porque me parece que a partir ali ele meio que vira um rejeitado social, né? Tipo assim, cara, tu não tem varinha, sabe? Você não é autorizado, ele faz meio ali escondido as magias e tals, tipo… Aham.
Ele não teve nem direito de praticar, né, gente? Assim, eu não iria tão longe também, assim, como Marina, em relação a essa questão toda, mas eu acho que com certeza ele seria um bruxo melhor e até mesmo pra… Não acho que ele teria seguido uma carreira diferente. Talvez ele não tivesse sido lugar da caça, mas tivesse sido direto realmente um professor de trato das criaturas mágicas e, enfim, com certeza teria feito bem.
E teria uma casa, né, de fato. Não é tipo, ah, tem esse espacinho aqui pra você, bora lá. Não, ele teria, né, enfim, educação, ela abre muitas portas pra você ter, tipo, né, enfim, emprego, salário melhor e tals. Então ele conseguiria ter, pelo menos, ah, morar em Valksmeade, numa casa maior do que um cômodo, sabe?
Exato. Exato. E a gente vê também como que isso afetou outras questões. O Hagrid, quando a gente vê numa sessão, por exemplo, de perguntas e respostas na JK no Twitter, quando ela responde um fã que pergunta qual que era o patrono do Hagrid, ela fala que o Hagrid não era capaz de produzir um patrono porque um patrono é um feitiço muito complicado pra ele fazer.
Então a gente vê as limitações que ele sofreu, né, por ter sido, abruptamente, com seus estudos interrompidos, né? Ele não consegue produzir um patrono, né? Sim, com certeza. Em pedra, né, enfim, logo no início, ele queria transformar o Duda num porco mesmo, né?
Fazer a transfiguração e aí ele não consegue virar só o rabinho, o que já é perfeito, mas dá pra ver, assim, pô, não domina completamente. Eu não sei exatamente também qual que é a origem do guarda-chuva de varinha, né, varinha de guarda-chuva. É mês, tem um pouco mais varinha, mas aí ele mesclou, como é que faz, o Dumbledore deu um jeito, né, enfim. Mesmo que ele tem capacidade, eu acho que é meio difícil de ele conseguir fazer algo com aquilo.
Algo avançado, né? Não me parece um equipamento correto pra canalizar a magia dele, né? É, e sai totalmente do lado avesso. Agora, quando você fala, né, nessa questão de ele jogar um feitiço e acabar colocando um rabinho de porco no Duda, me vem muito essa questão puxando por um outro lado, como é que o Hagrid tem algumas atitudes inconsequentes que é como punir, por exemplo, o Duda por atitudes do Valter, né?
Na verdade, o que ele queria mesmo, ele tava com raiva do que o tio Valter tava fazendo, ele queria, na verdade, punir o Valter e acabou colocando isso no Duda. A gente vê isso muito como comportamento de uma pessoa que está sempre acostumada com a opressão, né? Esse reflexo que ele tem na colocar o rabo no Duda, né? E também uma atitude meio infantil, né?
Tipo, ele é um adulto, né? Tem uma boa idade aí, aí ele fica bravo e tenta transfigurar uma criança, sabe? Tipo, obviamente assim, gente, ninguém faria aqui diferente com os Dursley, né? Insuportáveis.
Então, pra mim, tá justificado. Mas é uma atitude meio imatura, né? É, eu acho que, tipo, ele não tem contato com muito adultos, de fato, né? Assim, tipo, tem o Dumbledore, né?
Que é uma pessoa que ele admira muito e tals, mas qual que é o contato diário dele com pessoas da idade dele ou próximo, sabe? Acaba que, eu acho que meio dessa forma, ele ficou um pouco parado no tempo, porque ele meio que não teve chance de se desenvolver. Nem em questão de magia, nem em questão de maturidade mesmo, assim. Socialmente falando, né?
Sim. Justamente, ele foi privado disso, né? A partir do momento que ele interrompeu os estudos, aí tem toda aquela questão do preconceito também, que a gente vai tratar mais pra frente também, né? Então tem todo um Q aí, né?
E também, eu acho que dá pra adiantar um pouquinho a questão do preconceito, no sentido de que, enfim, ele é um meio gigante. E eu acho que, por isso, não sei se é o único motivo, mas eu acho que é um dos motivos do Ministério não ter feito nada, entendeu? Tipo, eu acho que pra eles, primeiro é isso. Não vou ficar me esforçando por um mestiço.
Exatamente. E também, sei lá, pode ser potencialmente perigoso, a gente não confia em gigante, sabe? Eu acho que talvez até seria algo que o Ministério já queria fazer, e aí só tiveram uma desculpa, tá ligado? Se fosse um bruxo convencional, né?
Uma pessoa totalmente humana. Talvez tivesse recorrido, né? Eu não sei como funcionaria isso, a bruxa mesmo teria com certeza mais possibilidade. Exato.
E com certeza, se ele fosse de uma família influente, nada disso teria acontecido, né? Tipo, é muito mais política do que justiça. A justiça bruxa, ela parece muito com a nossa justiça também, né? Ela soando por conveniência, com algo que há, ameaça, o régote com essa falta de contato mesmo, com falta de influência, como você disse, não é motivo para a justiça bruxa se retratar ou fazer algo justo, né?
Dar punição a quem deveria, né? Uhum. E é isso, cara, o Dumbledore foi lá, enfim, interviu por ele, ainda assim, o que ele conseguiu foi isso, né? Tipo, não conseguiu reaver a matrícula do menino, a varinha, nada.
Conseguiu impedir que ele fosse totalmente expulso, porque ele era órfão, né? Então conseguiu impedir que ele ficasse em lugar para ficar. Mas o Dumbledore que é o Dumbledore não conseguiu fazer muita coisa ainda assim, né? É, ele conseguiu fornecer o régo de…
Acho que o mínimo também de alegria, né? De ficar perto da floresta, ele acaba conhecendo alguns… alguns amigos mágicos aí, alguns seres mágicos que ele gosta, né? De conviver, acaba convivendo com a Aragog também por causa disso.
Então o que o Dumbledore faz é muito uma questão de alento também, em consideração ao Hagrid. Eu acho que isso foi um papel muito fundamental de fornecer ao Hagrid um lar dentro de Hogwarts. E a gente acaba fazendo uma ligação também, né? De Hagrid tendo um lar em Hogwarts e Harry também considerando Hogwarts como seu primeiro lar ali, né?
Antes de ele conhecer a toca, é o primeiro lar que o Hagrid fala em Hogwarts, né? Sim. Assim como foi para o Tom Riddle também, né? Enfim, essa história é cheia de órfãos problemáticos, tadinhos.
Essa questão da orfandade, claro, a gente já testou isso no podcast, é uma coisa muito frequente nas histórias da J.K. Rowling, porque ela se preocupa muito com isso, né? Tem umas atitudes aí muito incoerentes, mas isso em relação a essa questão, ela age para que a gente veja interesse e pesquise sobre alunos. Mas enfim, sobre o Hagrid, independentemente do que aconteceu no passado, né?
Que a gente já discutiu que é horrível, mas enfim. Ele depois se torna muito benquisto, né? Pelos alunos da Grifinória, pelo menos. Principalmente pelo Harry, mas até antes ali do Harry.
Mas ele é conhecido por ser meio boca aberta, né, gente? Ele acaba contando segredos para os meninos que não deveria ter contado. Sobre o Fofo, por exemplo, o cão de três cabeças, né? Ele ensina indiretamente como passar pelo cão.
Fala até sobre a própria pedra, né? Que é um negócio extremamente sigiloso. O que vocês acham? Eu acho que isso leva um pouquinho a gente nessa outra questão que a gente estava conversando.
O que vocês acham que leva o Hagrid a ser tão desatento com coisas sérias? Eu acho que é ingenuidade, né? O Hagrid já demonstrou por diversas vezes, né? Ser um bruxo inteligente.
Não acredito que seja uma falta de inteligência. Por exemplo, quando o Hagrid conta para o Harry que a força da magia é executada, isso lá no primeiro livro, né? No dia que ele morreu, acabou arruinando a casa que o Harry estava, né? Causando todo aquele…
Os destroços, todo aquele efeito que a gente sabe. Ele diz que ele acha que tem gente que acredita que o Voldemort morreu, né? E ele fala que é besteira porque, na opinião dele, não havia humanidade suficiente ali para que houvesse uma morte. Então a gente vê como é que é muito relevante para o futuro da narrativa essa questão que o Hagrid traz, né?
Que não havia humanidade nele. E como é que ele é um personagem que, de uma certa forma, ele tem alguma consciência dos fatos, né? Essa informação que ele dá, que de uma certa forma não havia humanidade, a gente já vê mais para frente que é isso, né, gente? Quando a alma é repartida em Warcrux, não há humanidade ali para que haja alguma morte, né?
Sim. Acho que ele tem uma sacada, né, da, entre aspas, essência do Voldemort. É… Eu não sei, é isso, tipo, eu acho que…
Volta um pouco para essa questão dessa… Que foi a inteligência social, sabe? Eu acho que é isso, ele não tem muito costume de conviver com outras pessoas, de falar com muita gente. Então eu acho que nisso ele nunca aprendeu, assim, a se segurar.
E acho que é isso, ele é ingênuo, ele acaba só, enfim… Indo, né? Dá para perceber, tipo assim, ele sente muito orgulho, né, de ser encarregado pelo Dumbledore para pegar pedra e tals. Tipo, eu sou uma pessoa de confiança, vou lá fazer.
Só que ele não é muito uma pessoa de confiança, tipo, ele é um cara muito bom e bem intencionado. Mas ele acaba extrapolando, né? E aí, tipo, é isso, eu não sei se… Eu acho que existe uma certa falta de intelectualidade que é meio inerente.
Eu acho que existe, sabe? É uma falta de intelectualidade, mas existe uma consciência ali em vários fatos que acontecem, né? Não tem como a gente falar que é falta de inteligência, né? É, não, exato, assim, é que eu acho que ele não é uma pessoa que racionaliza muitas coisas, né?
A gente consegue ver em diversos aspectos, principalmente com os animais, né, que ele vai cuidando tals, que ele é impulsivo, né? Uhum. Então eu acho que ele não racionaliza muitas coisas, por isso que ele não pensa tanto, ele não parou. Ele foi, né, um jogo, eu não lembro agora, um jogo de cartas, né, em que ele ganhou ali o Noberto, ou a Noberta, né, enfim.
E aí ele vai lá e conta, ele fala, chega a falar do fofo e ele não para pra pensar nisso, que ele falou do fofo e que isso pode significar alguma coisa, sabe? Quem tem essa sacada é ali o trio, né? Uhum. Então ele não para muito pra refletir, porque ele, nossa, nem acha suspeito, o cara queria um dragão e conseguiu um dragão.
Tipo, ele só pensa, nossa, que coincidência feliz, sabe? Então eu acho que isso, ele não para muito pra pensar nas coisas e por não parar muito pra pensar, acaba que ele acaba soltando isso, né, porque ele não realmente irrita, realmente as pessoas vão acabar juntando os fatos, né, e entendendo o que tá rolando. Você sabe que isso que você me falou acabou me remetendo a uma questão que foi até colocada no Wizard of the World sobre a origem do nome do Hagrid. Acaba trazendo uma cabra filosófica, porque é muito intrínseca a obra da Rowling, né?
Tem um artigo no Wizard of the World que fala que o Hagrid vem de Hagridan, que seria alguma coisa atormentado, preocupado. E a gente vê o Hagrid em diversos momentos meio preocupado, né, seja aí com a segurança do Harry ou com o fato que ele acaba soltando sem querer, né? É aflito, né? Aflito, exatamente.
É, eu acho que é isso mesmo, assim. Eu acho que é tanto ingenuidade quanto falta de inteligência. Não tô chamando ele de burro, não é isso. É realmente isso que a gente conversou sobre ele não ter desenvolvido essa inteligência emocional mesmo de como lidar com as pessoas, em quem confiar, em quem não confiar, enfim.
Tem a ver, né? A ingenuidade, no fim das contas, ela tá relacionada, assim, mesmo que diretamente a falta de inteligência, né? É, exato. Geralmente você tem experiências na vida que vão te ensinando, né?
Você vai meio que endurecendo, por assim dizer, vendo, é, realmente isso aqui não dá pra fazer, dessa forma vão tirar vantagem de mim, né? Mas isso geralmente é meio… É empírico, né? Não é uma coisa que você sabe de antemão.
É só depois que você se ferra que você se toca. Exato. E é muito também por falta de convivência social, né? Porque essa questão de se tocar, né?
O empírico mesmo, é quando você vai convivendo socialmente com outras pessoas. Quando ele é privado dessa convivência, acaba que não acaba tendo testes, né? Ele não acaba passando por essas provações aí pra conseguir achar o tom certo. Com certeza.
Enfim, aí a gente tem ali na história, né, em O Presoneiro de Azkaban, o rego de vira professor, de trato de criaturas mágicas. Vocês devem se lembrar que um dos materiais que ele pede pros alunos do terceiro ano é o Livro Monstruoso dos Monstros, que só não te morde, acaba com a sua mão ou com o seu tênis se você fizer carinho nele, né? Na capa. Enfim, no ladinho.
E logo, quando ele começa a dar as aulas, a gente já tem o acidente com o Bicuço, que ataca o Draco e é sentenciado à morte. E o Cálice de Fogo a gente tem os explosivens, que soltam fogo nos alunos. O que vocês acham do Hagrid, assim, enquanto professor? Olha, não dá pra dizer que ele não é apaixonado pelo que ele faz, né?
Eu acho que é muito importante, na minha experiência como aluna, que o professor curta ali o que ele tá fazendo, sabe? Que tipo, que seja uma coisa que ele fale com entusiasmo, com brilho nos olhos, sabe? Tipo, isso acaba te motivando como aluno também. Dito isso, eu acho que ele acaba se empolgando demais.
O Hagrid é muito emotivo, né? Ele é muito intenso, além do… de impulsivo. Então ele acaba se empolgando muito com aquilo que ele gosta, ele não percebe que as outras pessoas podem não gostar tanto quanto ele.
Tipo, cara, é isso, no caso do Nobel, é um dragão, velho. Ele tá super empolgado. Gente, pelo amor de Deus, daqui vai crescer, vai botar fogo na sua casa, pelo amor de Deus, sabe? Então usa explosivim, sabe?
Meu Deus, isso é perigoso, sabe? Bicuço. Acho que ele vai um pouco além, não para muito a pensar que nem todo mundo tem entusiasmo dele. E eu acho que junta, né, a questão realmente da didática.
Eu acho que não tem tanto, que ele não teve um treino pra isso. Eu não sei como é que o Dumbledore lida com os professores da escola. Não, lida é muito mal, né? A gente já tem até…
A gente tem um episódio de tantos sobre Hogwarts, gente, quanto um sobre o Dumbledore. A gente discute essa questão nos dois, assim. Lida muito mal, né? Exato.
O professor de Defesicoldades das Trevas, umas coisas meio estranhas. Tem o Bins, que tá morto há 27 anos, é chato pra caralho e continua lá. Sabe, o Dumbledore é esquisito. Então, tipo, na verdade, como é que o Hagrid vira professor se ele nem formado em Hogwarts, né?
É muito de querer dar uma premiação também ao Hagrid, né? Não sei, um pedido de desculpas muito mal dado, né? Eu acho que, apesar dele ser muito bem intencionado, ele trazer essas aulas empolgantes, como a Marina falou, ele não tem esse bom senso, né? E essa questão do perigo.
Ele acaba realmente expondo alunos aí essas ameaças constantes, que é muito nessa tentativa de incentivar os alunos, né? Eu, como professora, penso assim, que professor que nunca passou numa situação de tentar incentivar os seus alunos a gostarem, a prestar atenção nas aulas, né? Eu acho que se ele fosse mais autoconfiante, ele seria um professor melhor. Também por falta de experiência, como vocês falaram, né?
Todo professor, quando começa, ele é inexperiente, tem que começar de algum lugar. Então, quando ele começa, ele acaba passando. Todo professor passa por situações difíceis. Então, é na convivência e na prática que você vai aprendendo ali, tendo o jeito a contornar certas situações.
Agora sim, eu pensando, eu como professora de Ensino Fundamental e Ensino Médio. Normalmente, a gente se cerca ali de cuidados, principalmente com crianças, pra nada dar errado, pra não ter nenhum acidente. Criança com dedo decepado, em janela, em porta. E a gente vê que o Hagrid é um professor que não se preocupa com isso.
Vídeo episódio do Bicurso. É de pirar qualquer professor com uma situação dessa, né? Ele não faz por mal, né? A intenção dele é agradar, pra tornar a aula com ambientes agradáveis, mas desastroso.
Sim. Na verdade, assim, você falou antes, eu acho que a palavra é essa, bom senso, falta. O que, de alguma maneira, também está ligado com aquela questão de realmente falta de inteligência emocional, né? Falta de convívio, enfim.
Não, exato, é realmente meio parar pra refletir. Tipo, isso vai ser legal, assim, beleza. Hipogrifos, da hora. Mas é isso, se eles são criaturas reativas, né?
Se você exige respeito, você tá lidando com o adolescente, que é tudo infernal, tipo assim… Será que foi sentido? Será que não é melhor apresentar pro pessoal do sétimo ano? Não sei, assim, ou, enfim, tá várias aulas falando sobre, deixando bem claro, né?
Aulas teóricas, né? Antes preparatórias. Isso! Porque é isso, tipo, o Draco é um escroto, né?
Beleza, a gente sabe. Mas realmente, assim, não devia existir uma situação em que isso podia acontecer. E novamente, o ministério é totalmente ridículo, né, gente? Mas, imagina, o animal é assim, é da natureza dele, né?
De, tipo, atacar quem desrespeita ele, e aí, por causa disso, ele vai morrer? Tipo, o quê? O que que tem a ver, velho? Tipo…
Ok, pode ser, beleza, não vai mais taquim Hogwarts, vai voltar pra onde ele ficava. Mas, tipo, matar… Como diz a Inês Brasil, né? Não é porque um cavalo dá uma patada na gente que a gente vai cortar os quatro patas dele, né?
Exatamente, sabe as palavras que é mulher? É isso, cara. Tipo, é como se o hipogrifo fosse um humano, fosse um indivíduo. Um indivíduo que ataca alguém, você faz alguma coisa com ele, tá ligado?
Agora, um animal… E mesmo assim não mata. É, e ainda assim não mata, exato. Mas o animal não é proposital, não é da personalidade dele, tipo, ai, vou aqui matar esse humano, sabe?
Então, nossa, ridículo. Em defesa de bicuço. Mas convenhamos também, né? Ter um aluno como Draco, meu Deus, você avisa que você não pode fazer isso, não faça isso que o animal não gosta, é da natureza do animal, né?
Isso acontecer e o aluno vai lá e faz. Isso também é tipo de aluno bagunceiro, né? Mas eu acho que a questão é, a culpa não deixa de ser do Hagrid, porque é igual quando eu não sei como é que vocês tiveram ensino médio, mas enfim, eu no ensino médio, eu tinha muita aula laboratorial, assim, de biologia, química e física. E aí, assim, a aula de química era dentro de um laboratório de faculdade mesmo, né?
De um laboratório de universidade. Então, a gente lidava com coisas ali, ácidos, por exemplo, que, assim, se caísse na mão, ia criar um furo. A gente não deveria estar, sabe, e já aconteceu, sabe? Porque o ponto é, adolescentes de 14 anos, 15, 16, não deveriam estar lidando com aquele ácido, mesmo sabendo que é perigoso.
Tipo, gente, o cérebro, assim, o Draco é um escroto? É, só que assim, vamos pensar. O cérebro do menino não está formado ainda, sabe? É o que a Marina falou, de realmente, não deveria existir uma situação em que aquilo fosse possível acontecer por mais imprudente que fosse o aluno, né?
Exatamente, assim. E a gente volta na questão, talvez, do bom senso. Eu acho que realmente, certíssimo, certíssimo. Falta do benção.
Nossa, você está falando que eu estou imaginando furo nas mãos aqui com os líquidos, meu Deus. É, e aí, assim, é falta de bom senso, mas também falta de supervisão, né? Aí culpa o Dumbledore também, enfim. Não tem nem aquela reunião de professoras do início do ano, né?
O que você vai ensinar, o que você não vai. Não, faz o que você quer aí e foda-se. A ementa do curso, né? O que vai ser tratado, como é que vai ser a sua didática.
Uma discussão pedagógica, de cunho pedagógico mesmo. Não tem, né? Não, risos. Hogwarts passa longe disso.
Metodologia de ensino? Cadê? Saudades. E também tem até uma questão que eu estou lembrando, né, enfim.
Depois dos noms, nenhum dos três, nem o do Harry, nem a Rony, nem a Hermione, continua fazendo o trato de criaturas mágicas. O Hagrid fica muito sentido, né, assim. O Harry fica com vergonha, né, fingindo falar, eita, não vou fazer e taz. Que isso, pô, ele é amigo deles, eles gostam muito dele, mas até quem é amigo e gosta sabe que não está dando certo as aulas, que é tudo muito esquisito.
Além do próprio fato que, normal, que depois dos noms, né, é o momento que você está ali se preparando para a sua vida profissional, né? Você está se qualificando para a profissão que você quer. Então, se aquilo não é útil, pra que você vai fazer um curso avançado, se não é uma coisa que você gosta, se não é uma coisa que você quer levar pra vida também, né? Exatamente.
E aí, enfim, depois dessa questão de Hagrid enquanto professor, né, a gente tem que discutir sobre o Hagrid enquanto meio gigante, né, gente. Ali em O Cálice de Fogo, um ano depois dele se tornar professor, que todos descobrem que o Hagrid é um meio gigante, e muita gente fica muito incomodada, né. É o caso do próprio Rony, como a gente já discutiu, inclusive, no episódio sobre o Rony, que julga ele muito, né, julga muito o Hagrid. Com isso tudo, o Hagrid fica super mal, trancado em casa, deprimido.
Isso nos revela, assim, a meu ver, que mesmo adulto, com não sei quantos anos, não faço ideia da idade do Hagrid, é uma questão que ainda afeta ele, né, que ele ainda não sabe lidar direito, assim. E ao mesmo tempo mostra que ele é muito inseguro sobre si, né, revela muito isso pra gente. Cara, é muito complicado, né, porque, tipo, você ser julgado por algo que você não pode controlar é real, assim, porque ele, enfim, não é que em outras questões você também não seja desde que você nasceu, mas, tipo, é aparente, é, tipo, assim, a mistura genética dele, ele é um meio gigante e acabou. Não tem, tipo, ah, me reconhecer como, ou será que sou, será que não sou que eu te nomei, não, ele é, acabou.
E você ser julgado por isso, você saber que as pessoas vão te julgar por isso, e mesmo, acho que coisa do Rony, por exemplo, até uma pessoa que te conhece, sabe. E é isso, né, até como a gente fala no episódio do Rony, não é uma coisa que ocupa o Rony de fazer e tal, no sentido de que, pô, ele ouviu a vida toda muito mal sobre o gigante. Então, num primeiro momento, realmente, ele vai ser, mas, eita, pera, mas isso não deixa de doer no Hagrid, né, tipo, não é como se o Rony ficasse pra sempre, nunca mais falasse com ele, não é isso. Mas, pô, é foda, né, você ser julgado dessa forma.
Acho que também é isso, pô, no ano anterior ele viu o professor, talvez ele sentiu que, finalmente, as coisas estavam caminhando, né. Não dava sendo mais visto, pô, esse cara aqui, X, não, o professor, ele tá ali na mesa, tava dando aula, fazendo as coisas. Mas aí chega esse momento em que, tipo, ah, realmente, as pessoas vão me ver dessa forma pra sempre, independente do que eu faço, independente de quem eu seja. Isso é muito foda, tá ligado, acho que realmente você tem que ter, você tem que ser muito evoluído pra isso não te afetar, por mais velho que você seja.
Sim, e como que super passa vários pontos dentro da vida do Hagrid, isso é muito triste, né. E é interessante a gente notar como é que a Rowling constrói essa narrativa do Hagrid, né, esse personagem, concebido justamente, realmente, dentro dessa problemática de preconceito, né, dele ser um mestiço, dele ter essa herança mestiça, e algumas pessoas, né, não gostarem, não confiarem, como você provavelmente disse aí do Rowling, por ele ser como é, por essa fama, talvez, né, dos gigantes terem essa reputação de serem brutos no passado, né, de terem servido ao Voldemort, e carregar isso, e jogar isso como o Hagrid sendo também uma pessoa desse caráter, né. É, ele disse, nossa, ele é oposto disso, né. Ele é muito fofo e trata todo mundo com muito amor, ele é muito bondoso, né.
Sim, diferente de outros gigantes, ele se sente feliz, ele se sente triste, ele se sensibiliza, a gente tem vários exemplos dele demonstrando afeto, coisas que gigantes não demonstram, até por isso também a mãe dele abandonou, justamente por não estar intrínseco dentro dos gigantes, demonstrar afeto a nada, e é isso, o Hagrid é totalmente o oposto disso. Mas, a gente também consegue reparar ao mesmo tempo como é que muitos bruxos e bruxas, eles sofrem preconceito por terem essa herança mista, e ser, de alguma forma também, aí trazendo por um outro lado, um preconceito um pouco distinto com diferentes mechiços, se a gente analisa, por exemplo, a Flur, né, olha o tipo de preconceito que a Flur sofre com o preconceito que o Hagrid sofre, né. É verdade, basicamente vai depender, eu menino, tipo assim, tudo bem você ser misto, desde que a origem dessa mistura seja uma origem bem vista. Assim, porque a Flur no máximo sofre o preconceito por ser bonita, né.
Oh, meu Deus! É isso! A Graça é uma safara do rolê, porque de resto, realmente a espécie que ela vem, né, que ela tem essa mistura, ela é um quarto, velho e tals, é quase um motivo de orgulho, né. Com certeza traz as dificuldades na vida dela, né, acho que talvez você pode ter uma desconfiança de que as pessoas não gostam de você porque você é, mas só pelo seu encanto, por assim dizer, mas é diferente.
A gente não vê também uma diferença física clara entre os humanos e a raça da Flur, por exemplo, né. Tem essa aparência deslumbrante também para o sexo oposto, em contraste a alguém como Hagrid, com essa aparência de meio gigante, seria muito menos atraente do que uma Bela como a Flur. Então, a gente vê preconceitos com níveis diferentes e como que a aparência, ela importa muito. E, gente, pelo amor de Deus, como que vocês são burras, né, o cara, tipo, tem mão do tamanho de tampa de lata de lixo e aí, tipo, que será que ele é?
Tipo, pelo amor de Deus. Não, alguma coisa errada, né, aí a gente percebe que ele escondeu por muito tempo e que será que as pessoas pensavam que ele era, né, será que as pessoas pensavam que ele sofreu algum feitiço que deu errado e ele ficou desse jeito porque o feitiço saiu errado, né, o que passava na cabeça das pessoas de pensarem, né. O pai e a mãe eram muito altos, sei lá, tipo… Mas então tá assim, acho que é…
Realmente existem vários preconceitos de raça, né, vários tipos de racismo dentro de Harry Potter. Sempre é isso, com uma analogia, não é diretamente com o que a gente tem no nosso mundo real, né, trouxa, tals. Mas até, por exemplo, o Hagrid em Câmara é bem vocal sobre, tipo, assim, cara, é ridículo a Hermione ser julgada dessa forma. Tipo, ela é muito mais intretinha de todo mundo, então ela ser chamada de sangue ruim, isso é um xingamento, é ridículo.
E aí, obviamente, ele fala isso porque ele é uma pessoa muito bondosa, né, mas também porque ele tem experiência na pele, né, disso. Suas capacidades serem limitadas na cabeça da pessoa só porque você não tem origem que ela acha que é tradicional, sabe. Aí a gente consegue novamente trazer para o mundo real como que a gente consegue ver que a narrativa da Rowling ela traz questões muito atuais, que a gente consegue fazer relação com condutas humanas, né, do mundo não fictício, né. Pois é.
Com certeza. E é isso, né, gente, Progredindo um pouco na história, né, na cronologia, a gente tem uma cena, né, no final de As Relíquias da Morte quando o Voldemort renuncia que o Harry está morto. Só que não, né, ele está só fingindo, enfim. Mas para todo mundo ele está morto e aí o Voldemort faz o Hagrid carregar o Harry, né, da floresta proibida até a escola.
É uma cena muito forte. Dá para ver, assim, acho que tanto no livro, claro, quanto no filme, quanto o Hagrid está destruído por estar tendo que carregar o Harry morto, assim. Ele está realmente, assim… Que simbologia vocês enxergam, assim, nessa cena?
Nossa, toda a simbologia. É isso. Primeiro que é uma cena muito pesada, né, tipo assim, porque ninguém sabe que o Harry está vivo, né, além da Narcisa e do próprio Harry. Então acho que provavelmente passa um flashback, né, na cabeça do Hagrid, tipo, cara, esse menino que eu tirei da casa do Chio, super pequeno.
Que eu repolí na casa dos pais, né. É, não, pô, é verdade, além disso. Exato, pô, eu tirei ele lá de Godwins Hall ou levei ele, assim, nos meus braços, né, também, né, tipo, até a casa dos Duns, né. Então, tipo assim, ele fica caramba, né.
Sempre vai ver como um menino. Então é muito pesado isso. E o Hagrid, ele é a figura, né, isso tem muito, né. Quando a gente lida com histórias de outros mundos, essas coisas assim, você sempre tem o personagem que apresenta as coisas, né.
Então, por exemplo, é muito bom pra narrativa que o Harry não saiba nada do mundo bruxo, porque aí ele vai perguntar. E através do que ele perguntar é como a gente vai descobrir as coisas. A gente descobre ao mesmo tempo que ele, o Hagrid é esse guia inicial, né. Essa pessoa que fala, ah, não, tem isso, tem isso, ele vai apresentando vários conceitos de várias coisas, né.
Então, ele é ali o ponto de partida. Então, ele é o início e aí ele tá ali nesse final. No final que as pessoas imaginam que é, né. As pessoas estão ali presentes na batalha.
Supostamente fechando um ciclo, né. Exato, exato. Ele tirou o Harry ali nos braços dele de Godwins Hall ou depois os pais morreram e agora que ele tá morto, ele também tá nos braços do Hagrid. Tipo, cara.
Nossa, ainda bem que o Harry sobreviveu, né, gente. Porque que desolador, velho. Imagina se fosse o final. Nossa, com certeza.
Mas é isso também que o Pedro falou, né. Essa história em ciclos. Essa trama bem madura e profunda da história que acaba realmente parecendo repetir em ciclos e é curiosa como é que o Hagrid faz parte de vários momentos. Tem uma entrevista que a Rowling deu, se eu não me engano, acho que tá no Blu-ray de Harry Potter e Relíquias à Morte, parte 2, que ela fala que ela sempre planejou que o Hagrid carregasse o corpo, aparentemente ali sem vida, do Harry pra fora da floresta durante a batalha e ela falou, realmente, dessa carga de sentido que tá dentro do Hagrid carregando o corpo do Harry, né.
Ela explica como é que seria muito simbólico ela permanecer com essa cena. Justamente por isso que vocês falaram, né. Por o Hagrid ter levado o bebê lá, em entrega aos deuses lá na Rua dos Afeneiros. E ela falou que, na verdade, foi isso que impediu ela de matar o Hagrid.
Então, essa imagem dele carregando o Harry nos braços foi o que manteve o Hagrid seguro. Faz muito sentido. Ah, é verdade, eu li isso, é verdade. Disso, né, de que o Hagrid seria um personagem meio óbvio pra matar.
Enfim, o cara deu sorte, porque muitos não se safaram. E aí, enfim, uma coisa que me incomoda, né, como a gente falou desde o início sobre a importância do Hagrid pro Harry, pro representar o mundo bruxo, pro resgatá-lo, pro carregá-lo supostamente morto. E aí, enfim, na hora de homenagear, ele deu aqueles nomes todos bregas pra caralho e esqueceu do Hagrid, né. Ah, gente, eu tava conversando com isso com amigos já desses de que, na verdade, o grande problema, por exemplo, que eu acho da história do Snape, é o Harry ter colocado o nome do filho.
Tipo, porque aí, ficava por isso mesmo. Então, se não tivesse essa homenagem, ficava em aberta, você julga o Snape como você quiser, mas não fica, além de tudo, claro de que o protagonista acha que ele é um cara bom, tá ligado? Mas aí tem isso, ai, não dá. Mas, exato, Alvo Rúbio Potter.
Não ia ficar também um nome muito bacana, né, não sei. Um nome bonito a gente já desistiu do filho do Harry, isso realmente já era. Alvo severo é horrível, mas, enfim, Alvo Rúbio seria talvez pior. Rúbio Alvo.
Nossa. Enfim, gente, para de dar nome de… É porque, na verdade, o Harry quis dar nome de gente morta, né, pros filhos, que é muito legal, tirando o Lili Nuna. Quem é essa?
Tem muito fã que é revoltado do Harry sempre dar privilegiar nome de pessoas mortas, né, mas fazer o quê, né, gente? O filho é dele, ele vai acabar. Eu acho mórbido, mas parece que também é uma coisa muito comum lá, tipo, no Reino Unido, tá ligado? O pessoal tem muito nome de gente morta, então tudo bem, é isso.
Mas o Harry já acaba sendo uma figura muito importante também para o filho do Harry, a gente vê isso aí depois da narrativa, então acho que acaba que tá tudo certo, assim, ele continua tendo uma importância muito fundamental ali para a família do Harry, então acho que tá tudo certo. Desculpa, eu não lembro. Em Corset Child, ele tem relevância? Não, na verdade, eu acho que a gente tem em 2017, né, no final de Hedicas da Morte ali, ele convidando, a gente tem ele convidando ali para tomar um chá, então a gente não sabe se realmente o Hagrid, ele continua ali como professor, né, o que que acontece depois com o Hagrid pós Hedicas da Morte é meio uma incógnita, mas a gente sabe que ele está presente ali na vida do filho do Harry pelos convites do chá, né?
Ah, sim, entendi, exato, continua sendo aquela pessoa legal, essa pessoa próxima, né? Isso, agora se continua sendo professor também a gente não sabe. Agora a gente tem uma pequena pista que talvez ele continue em Hogwarts, quando a gente tem lá no Is the World Unite? Quando a gente tem o Hagrid ali, né?
Então a gente vê ele na narrativa transmídia, como é que a gente percebe que é importante esse tipo de narrativa pra gente construir e tentar encaixar algumas peças, porque o Hogwarts está presente no jogo ali, auxiliano quem escolhe, eu acho que a profissão de imagem geologista, então, ou seja, continuou tendo um papel meio que fundamental ali em Hogwarts, pode ser, a gente acaba criando algumas teorias também devido a essas expansões narrativas. Sim, nossa, e uma coisa que eu queria trazer, eu lembrei agora, não tá na pauta e tals, mas é que tipo, ele é um personagem que tem sua própria montanha-russa, né? Ai, gente, fantástico. Tipo, que é uma coisa que tem a montanha-russa lá do Bicuço, né?
Tem Hogwarts, tem ali personagem de fato, enfim, o Bicuço é legal, etc., mas é mais, enfim, uma imagem do que uma personalidade em si, mas é o único brinquedo que tem ali no Parque de Harry Potter em Orlando, que é de um personagem, né? Isso é muito legal. É, e é um brinquedo que traz a emoção que a gente sente, por exemplo, no mal do Hagrid, né? Então eu acho que faz total sentido ser uma montanha-russa.
Ah, você foi? Não, não, ai, quem dera, quem dera, vendo vídeos mesmo, gente, quem dera, quem sabe post-pandemia. Ah, eu sonho, não, cara, é muito caro, eu acho que é a melhor montanha-russa que eu já fui na minha vida, eu já fui muito, eu amo montanha-russa. E é sensacional, porque ele te leva numa jornada, né, por vários elementos que têm a ver com Floresta Proibida, com Hagrid, com animais que ele lida e tals, e é uma montanha-russa que, tipo, assim, ela vai pra frente, aí tem uma hora que você chega, assim, no Ford Anglia, no Salgueiro Lutador, e aí ele dá um breque, ele vai pra trás, e aí depois, tipo, você cai, tem uma queda livre, é tipo, eu acho que a primeira, a primeira montanha-russa com queda livre na América do Norte, acho alguma coisa assim, tipo, é muito louco, é muito rápido, você vai na moto, né, dos cílios, né, no caso, você pode ir ou, enfim, na par da moto ou na garupa, e na moto você vai, tipo, segurando mesmo que você estivesse na moto, cara, é sensacional, é muito legal.
Eu fico pensando como que deve ser a sensação, depois de você ter toda essa experiência na montanha-russa, depois, quando você volta pro livro, lê o livro e tem as referências, você acaba colocando as suas emoções da montanha-russa ou de toda a sua experiência no parque dentro da narrativa, e talvez comece a fazer muito mais sentido e você tem outras experiências de leitura ali. Ai, que sensacional essa experiência, gente. Não, total, assim, eu tava, né, lendo Pélu Trulsofal, e aí, enfim, eles em Gringotes, por exemplo, eu fiquei lembrando da montanha-russa do Gringotes, que é muito legal, né, enfim, você vai nos carrinhos e tal, e no livro fala que é muito rápido, né, então, tipo, meio que me remete essa memória. Sim, essas experiências de leitura vão acabar sendo transformadas com essas experiências dentro do parque, né?
Exato. Eu lembro, né, que quando eu fui pra inauguração da montanha-russa do Hagrid, teve uma coletiva, né, de imprensa, com alguns atores de Harry Potter, a Evanna Lynch, o Eric Davis, o James Phelps e o Tom Felton. E aí, eu perguntei se, tipo, por que que, por exemplo, eles achavam que o Hagrid tinha montanha-russa em vez de, por exemplo, o Newt, né, que era a nova cara da franquia e também tinha a ver com animais fantásticos, né, com os bichos que aparecem lá. E aí, a Evanna respondeu, né, de que o Hagrid é esse personagem, tipo, muito querido e muito apaixonado e que tem, né, tipo, esses bichos meio esquisitos que a gente vai tendo contato em Harry Potter e que ele gosta muito e tal, então, tipo, era uma pessoa que fazia sentido homenagear dessa forma, sabe?
Tipo, e você poder acompanhar, você ver de perto esse série dos bichos. Se o Harry não homenageou dando nome aos filhos, vamos fazer uma montanha-russa. Exatamente. Reparação histórica.
Reparação histórica, que tudo, gente. Já quero nessa montanha-russa ou pandemia. Cara, gente, é muito boa. É muito, muito boa, assim.
Sério, recomendo. Vale a… Eu não sei, hoje em dia, como é que deve estar, né? Tipo, assim, na época quando lançou, tava tendo, tipo, assim, muitas horas de fila.
Muitas. Mas, assim, eu imagino que agora, que não é mais novidade, se você for pra Orlando, é tranquilo. Pega uma filhinha, mas nada demais. Exato, gente.
Semonara dos Bruxos também é um podcast que dá dicas de viagem. Exato. Gente, a conversa tá ótima, a gente precisa encerrar. Mas, antes, eu tenho um último tópico que eu queria discutir com vocês.
É um tópico que deveria estar no início do podcast, porque, enfim, cronologicamente, ele viria antes. Mas eu deixei pro final, porque ele é meio polêmico, sabe? Sendo o pai do Hagrid, um humano, ou seja, de um tamanho convencional, né? E a mãe dele uma gigante, que devia ser enorme, se a gente for julgar, por exemplo, comparado com o Grope.
Acho que é inevitável, né? Os nossos ouvintes devem estar perguntando, né? Se perguntando sobre isso também. Como que o Hagrid foi concebido?
Eu acho que é quase uma pergunta, tipo, meio burro do Shrek e o Dragão. Como que acontece? Todo mundo quer saber a resposta, com várias teorias, mas eu acho que ninguém consegue chegar a uma resposta concreta. Eu não faço ideia.
É assim, eu acho que é realmente uma questão muito complexa. Se eu precisar de que eu olhe, além de xingar ela, eu também teria que perguntar como que isso rolou. Porque realmente, gente, assim, eu fico pensando em… Engórdio.
É, engórdio, exato, nadar em certos lugares. Meu Deus. Aff! É isso, gente, até semana que vem.
Mas, por exemplo aqui, eu fiquei pensando também nos feitiços, por exemplo, o Reducto na esposa, né? Mas a gente também sabe, dentro do universo narrativo, que não é qualquer feitiço que consegue fazer efeito nos gigantes. Então, enfim, Poção Polissuco, talvez no… Não sei, teorias.
Poção Polissuco. Nossa, meu Deus, seria uma puta desinformação. Gente, tem uma coisa muito filosófica nisso. Na Poção Polissuco, se você…
É só aparência externa ou interna também, tipo órgão, essas coisas? Acho que não, porque geneticamente não mudaria. Ou mudaria, não sei. Fenotipicamente, mudaria, geneticamente não.
Mas é uma questão que a gente precisa trazer um biólogo. Exato, porque gigante, se tomar Poção Polissuco, aí o óvulo continua sendo da moça? Ou vira da pessoa que está se transformando? Nossa, é muito profundo.
É, a gente precisa trazer o Carlos pra poder responder essa. Exato, gente. É isso, tem que pensar. Mas acho que Polissuco talvez seja uma boa…
Por enquanto. Não sei como funciona em relação a espécies diferentes, mas porque a Hermione, por exemplo, quando ela toma o pelo de gata, ela não vira um gato. Ela vira um misto. É verdade.
Então não sei exatamente quais são os limites, mas eu acho que até agora talvez seja uma boa solução e pouco grotesca em comparação a outras coisas. Exato. Nossa, mas você me deixou pensando, Marina, que muitas coisas. É, eu espero que na realidade desse podcast todo, vocês tenham saído, sim, saiam com essa provocação e nos respondam nas redes sociais o que vocês acham.
Exato, assim, eu acho que isso é um debate muito importante. Se tem uma coisa que merece ser discutida e que merece mais destaque, entendeu? É abrupto, a gente tava escutindo coisas super sérias, bem abrupto mesmo, mas é pra chocar e é pra provocar vocês, enfim, a nos contarem o que vocês acham. E são questões que realmente merecem discussão, né?
Que a gente talvez não chegue a uma resposta, mas é interessante também, informação de retquinha no Oi, quem sabe, né? E aí vocês devem até estar se perguntando, né? Porque o Pedro mencionou rapidamente o Grope, né? Que é o irmão do Hagrid.
E assim, gente, eu não tenho nada a dizer sobre o Grope, então polícia que ele não é um ponto. Tipo, é um dos capítulos mais X de Ordem da Fênix, na minha opinião. É um livro enorme e aí, de repente, você tira de tudo pra ir lá, conhecer o Grope. Ele serve pra tipo, no final, levar a Umbridge lá pro Colégio Sobre Vida?
É isso, assim, sei lá. É muito estranho. Mostra, assim, demonstra a bombade do Hagrid, esse amor, esse carinho que ele tem que, pô, o Grope, né? Dá pra ver que ele não tem muita equalidade, que não tem muito como controlar.
Ainda assim, ele tenta acolher o menino e dá um jeito ali, não consegue muito, mas tá tentando, né? Tipo, como o Hagrid é fofo e bondoso, isso importa com a família, mesmo a família não se portando com ele. Mas, pra mim, fica por isso. Não sei se eu tenho muito o que dizer.
Não, eu acho que é isso mesmo. Eu acho que é muito pra mostrar esse, é o que você falou, pra mostrar esse lado que ele é bondoso com a família, que ele não é rancoroso, talvez, né? Que ele é bondoso com os amigos. Nem tem muito como desenvolver nada, né?
Com o Grope, assim, aparentemente, levando em consideração a capacidade mesmo mental dele, não é como se tivesse como desenvolver uma grande relação também, né? Sim, exato. Então, fica por isso. Mas o ponto é, gente, não foca no Grope.
Foca na concepção do Hagrid, que é o que mais importa. É isso. Aí, enfim, gente, quando vocês tiverem uma boa resposta, vocês vão vir nas redes sociais nossas. As do Poteiriche são todas Poteiriche no Twitter, no TikTok, no Facebook e no Instagram, arroba PoteiricheOficial.
A gente quer ouvir de vocês o que vocês acham. Mas, se vocês quiserem, vocês podem contar pra gente também nas nossas redes. As minhas são todas impedromartins. Quais são as suas, Marina?
São todas marinanderi, marinaandr. E também, né, pros melhores artigos, notícias, listas, quiz, poteiriche.com. E as suas, Vanessa? Eu atualmente, eu só tenho o Instagram, então, é o vani__martins.
E aí, a Vanessa, né, que é a pessoa que tava fazendo, tá fazendo junto com o Victor, né, aquele clube de leitura e tals, que, no caso, já esgotou muito tempo, então, desistam. Mas, eu imagino que deve sempre rolar coisas, né, sobre Harry Potter, postagens e tals. Então, vale a pena acompanhar e, quem sabe, surge também novos cursos, né? Ai, gente, muito obrigada pra essa oportunidade.
É isso, gente. Vamos ficando por aqui. Um beijo pra todo mundo e até a próxima. Beijo, gente.
Muito obrigada pelo convite. Beijo.







