#30: Por onde anda Daniel Radcliffe?, com Evandro Lira
Ao transitar entre comédia e o terror, Daniel Radcliffe se envolveu nos projetos mais diversos possíveis após o fim de Harry Potter, interpretando personagens que vão de um anjo a um cadáver. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem Evandro Lira, social media do POTTERISH, para discutir a carreira do ator.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potterit, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, girente de marketing. E o tema do podcast dessa semana é sobre ele, sobre o Danny Redcliffe, sobre o nosso eterno Harry Potter.
Ou talvez não, não sabemos se ele gosta de ser reconhecido como nosso eterno Harry Potter, né Marina? É, então, exato, assim. Acho que é uma questão um pouco complexa, né? O cara é o protagonista e isso é bom e ruim.
Exato, a gente vai discutir um pouquinho sobre isso. E a gente vai discutir também sobre a carreira filmográfica e teatral dele, né? Ele fez muita coisa, apesar de que talvez vocês talvez não tenham assistido tudo, visto tudo, mas ele fez muita coisa. Então a gente vai discutir o Danny Redcliffe hoje.
E pra falar sobre o Danny Redcliffe com a gente, a gente recebe hoje, pela décima quinta vez, consecutiva… Consecutiva não, mas enfim, a gente recebe o Evandro, gente. Evandro Lira, que é social mídia do Potterit. Seja bem-vindo, Evandro!
Ué! Ai, gente, feliz por estar aqui pela enésima vez, mas sempre muito comprometido em estar aqui com vocês. Até parece que não sou eu que fico, né, gente? Quando é que vai ser o próximo que eu vou participar?
E a gente te convida porque a gente sabe que seu cachê é barato, né? Exato. Não, é verdade. E eu faço baratinho pros amigos, né, gente?
Ai, meu Deus do céu. Mas enfim, gente, o Daniel, né, é o que falar do Daniel. Muita coisa, na realidade, esse episódio vai ser longo, provavelmente. Gente, prepara aí.
Mas enfim, o Daniel foi, por muitos anos, um dos rostos mais conhecidos do mundo, né, gente? Na década de 2000, ele era um dos atores mais bem pagos de Hollywood, tudo isso porque ele liderava a Harry Potter, que era, então, a franquia mais bem sucedida do cinema, né? Em 2021, completam-se 20 anos da estreia de Harry Potter e A Pedra Filosofal. A essa altura, eu fico imaginando, portanto, que dá pra gente ter alguma dimensão já do que que o Dan optou por fazer com a carreira dele para além de Harry Potter, né?
Já também já são quase 10 anos depois das relíquias da morte, enfim. O que vocês acham? Ah, é, eu acho que já deu pra dar bastante uma distanciada, assim, né? Tipo assim, obviamente, ele sempre vai ser reconhecido por Harry Potter, mas eu acho que não é mais aquela coisa quando ele faz um projeto, tipo, ah, o menino do Harry Potter, sabe?
Eu não acho que ele é só isso. As pessoas entendem que ele tem uma carreira, assim, que ele fez consideravelmente o número aí de coisas e tals. Sabia que eu tenho minhas dúvidas, assim? Ah, é?
No sentido que é óbvio que ele fez muita coisa e que ele se provou versátil, enfim. Mas eu tenho minhas dúvidas se as pessoas realmente sabem que ele fez muita coisa, que ele é esse ator para além de Harry Potter, sabe? Eu acho que… Acho que para o público médio não.
É, exato, exato. Precisa avisar um micro de pessoas que curtem cinema, até já devem ter visto ele por aí, mas, exato, pra essa galera que consome cinema de forma muito, né, normal, assim, eu acho que não sabia. É, minha mãe fala que ele é o Harry Potter quando passa filme com ele na TV. Exato, isso quando passa filme com ele na TV, né?
Porque eu gostaria de saber qual filme dele passa com a TV. Ah, tá. É, é que eu não sei como é a sua mãe, né, Pedro? Mas tipo, se minha mãe fala assim, isso eu não levaria em consideração, porque minha mãe não entende…
Minha mãe não sabe de atores no geral, então a fininho dela… É, a minha também não, pode ser. Beijo, mãe, te amo. Não sei, sabe, mas eu…
É, pode ser também que é isso, né? Tipo, eu ia falar assim, mas eu acho que meus amigos que não curtem tanto cinema, mas que amigos meus que não curtem tanto cinema. É, não, exato. Eu tenho alguns amigos que não curtem tanto cinema, então acho que assim, eu concordo com o Evandro, que para algumas pessoas ele ainda é o Harry.
É, eu acho que o gosto dele aparece aqui e ali o suficiente para as pessoas entenderem que ele faz outras coisas, então, tipo… Eu sinto que talvez mais no exterior. É, pode ser, mas é porque, tipo, eu acho que tem alguns atores que ficaram muito mais estagnados depois, sabe? Tipo assim…
O que o Elijah Wood fez depois de Senhor dos Anéis, sabe? Tipo assim, acho que é um pouco isso. Não, não, de fato, eu acho que em comparação a alguns atores, né? É, ele não…
O Daniel, pelo menos, eu acho que ele tem a impressão que ele não foi muito atrás disso, assim. Digo, né? Ele não foi… Eu acho que diferente da Emma, né, que a gente já falou, que foi realmente tentar fazer filmes, né, mais conhecidos, assim, que tem…
O Daniel parece que ele foi muito… Eu acho que se ele tivesse realmente destinado, tipo, quero tirar essa, sabe, quero tirar essa coisa de Harry Potter de mim, eu acho que ele teria de repente embarcado em papéis mais marcantes, assim, sabe, para as pessoas conhecerem ele, mas acho que ele… Não sei, vamos discutir mais sobre isso aqui, né? É.
É isso, né, gente? E o Daniel tem mais de 20 filmes e seriados, apesar de ter toda essa discussão que a gente estava tendo aqui sobre ele ser ainda o rosto do Harry ou não. São 20 filmes e seriados, além de 7 peças de teatro, né? Desde terror, assim, no cinema, né, A Mulher de Preta, até comédias românticas como O Será Que, What If?
Talvez vocês conheçam o What If? São trabalhos muito diferentes, né? Sim, eu acho que são. É que é isso, eu não sei se ele estava tentando, tipo assim, é isso, ele não fez blockbusters no geral, né?
Então eu não sei quando ele estava tentando se afastar do Harry fazendo papéis muito diferentes, por exemplo, mas ao mesmo tempo não são papéis de muita notoriedade, então não sei se ajuda ou atrapalha, mas o ponto é que ele de fato foi atrás de fazer muita coisa, né? Acho que essa gana de atuar ele tem, acho que diferente do que a gente discutiu sobre a Emma, eu acho que é uma coisa que ele realmente foi muito atrás, sabe? Não, exato, eu concordo. Eu acho que ele estava realmente afim de se desafiar, né?
Assim, de como ator mesmo, assim, eu não sei se ele estava muito preocupado nesse ponto de vista de carreira, de reconhecimento, mas assim, eu acho que de uma forma pessoal ele queria muito fazer outras coisas, né? Passou dez anos fazendo um personagem só, ainda que tivesse feito outras coisinhas aqui e ali, né? Acho que foi uma oportunidade para ele, assim, de fazer outras coisas. Não, total, mas enfim, né?
Para a gente começar, de fato, essa discussão, a gente tem que voltar um pouquinho e começar do começo, não é mesmo? Voltando ali para os anos 2000 ainda, né? Depois de gravar os primeiros cinco filmes, assim, de Harry Potter, ele começou a se dedicar a papéis bastante dramáticos, né? Foi quando ele fez ali um verão para toda a vida, né?
Que em inglês é o December Boys. Aliás, eu nunca sei se as pessoas têm mais marcado o nome dos filmes em inglês ou em português, porque como são filmes que não foram tão sucessos, assim, comercial, acho que quem acompanha ele acaba sabendo mais pelo nome em inglês do que em português, mas enfim. Um Verão para Toda Vida, December Boys, que é um drama familiar australiano. E Meu Filho Jack, né?
Que é um drama biográfico de guerra para a televisão. Esses dois filmes foram feitos, talvez não, mas enfim, estrearam em 2007, que foi também o ano que a Orlina Fenix chegou aos cinemas, né? Vocês assistiram esses filmes, gente? Eu confesso que não, passou batido, assim.
É, eu vi o Verão para Toda Vida, que eu conheço como December Boys, inclusive eu não sabia que era australiano. Assim, não sei se ele está com os otakas australianos, se os autores são, porque na época eu era mais nova, não precisava ter atenção. Eu vi esse, esse Meu Filho Jack, se eu for ser bem sincera, acho que eu nunca vou falar. Eu também, eu vi o December Boys, eu acho que foi o mais comentadinho dele, assim, na época.
É, ele era adolescente, tinha uma boyzinha, eles se beijavam. É, é meio nessa vibe mesmo. Ah, eu lembro que eu vi por causa disso. É, e é isso, o Meu Filho Jack, eu sei que tem a Carey Mulligan no filme, mas eu não vi o filme.
Mas são dois filmes meio X, assim, né? É, meio X, eles falam dizer que ele não fez nada, né? Exato. Vocês vão ver, gente, que tem bastante filme X, assim, dele, né?
Mas vamos lá. Enfim, mas nessa época, né? Por falar nessa época, ali, 2007, por aí, nenhum papel que ele fez foi tão polêmico quanto da peça Ecos, né? Esse, com certeza, vocês não viram, mas vocês lembram.
Ah, a gente lembra bem. Tenho, assim, certeza. Foi a peça, né, gente, em que ele interpretou um jovem que tem um fascínio patológico por cavalos, né? É uma peça que estreou em 2007, foi encartada, se não me engano, até em 2008, em Nova York, na Broadway, e ela rendeu a tão comentada cena de nudez dele, né?
E ao mesmo tempo serviu como uma tentativa de ele mostrar que ele estava preparado para papéis mais adultos, né? Gente, a galeria do Potteriche, a foto mais vista da galeria do Potteriche é a bundinha de Daniel Radcliffe em Ecos. Que, por sinal, né? Ó, show, hein?
Vamos falar daí. Gente, eu não lembro. Ai, Pedro. Gente, esse marco cultural, sabe?
Cara, para mim é muito marco cultural. Existe vida antes de ver a bundinha do Daniel Radcliffe e do depois. Nossa, gente, eu estou com a galeria aberta. E, assim, essa imagem pode parecer que nem é tanta coisa, mas ela tem 25 mil visualizações.
Gente, veja bem, não é um site de notícias, não é uma rede social, é, literalmente, uma galeria de imagens. Então, assim, isso diz muita coisa, eu acho. Não, cara, assim, eu realmente concordo com Marina, que foi um mar cultural, assim, eu acho que a sexualidade de muita gente foi descoberta nesse momento, sabe? Quando eles abriram essa imagem na galeria do Poteiriche.
25 mil pessoas. Eu acho que a galeria do Poteiriche serviu para muitas coisas aí. É que é uma coisa louca, porque, tipo assim, enquanto a Emma foi muito sexualizada, né, acho que ali, principalmente ali, desde prisioneiro, tá ligado? Ela foi muito sexualizada já, as pessoas já estavam, enfim.
Aquela coisa que acontece com mulheres na indústria, as mulheres jovens, principalmente. Bom, a Emma é uma criança, né? Os meninos, eu acho que não é o caso. Ainda é muito visto como menino, né?
Uhum. E aí, tipo, eu acho que isso foi uma coisa muito grande, acho que não só para a gente, da nossa idade, né, porque a gente… É isso, muita gente tinha crush, muita gente tinha curiosidade, aí, de repente, ele faz uma peça pela lá, todo mundo ficou, meu Deus. Ele meio que vazou, não era nude, né, assim, mas era foto de divulgação, que era ele…
Exato, no frontal, o pessoal dizia que era montagem, eu disse, sim, não, enfim. Mas gerou uma grande curiosidade, né, porque ninguém imaginava, meu Deus, o Harry Potter pelado, que loucura. Mas eu acho que também foi uma grande coisa na indústria em si, no sentido de que as pessoas, né, viam ele como um garoto, e aí, de repente, ele pelado. É isso, mostrando sexualidade, ainda de uma forma ou meio, né, enfim, um rolê com cavalos, né, além de tudo.
Então foi uma coisa que gerou muita polêmica, foi muito, muito falado, e uma peça que é isso, nunca chegou aqui, nunca vai chegar, a gente nunca teve acesso, tá ligado, mas… Todos conhecemos. Exato. Não, exato.
E eu acho muito, assim, de fato, é muito impressionante, porque era o Daniel, né, talvez fosse, na época, o fenômeno teen masculino do momento, né. Em uma época, inclusive, onde existiam menos fenômenos teens, e não existiam redes sociais, enfim, era outro rolê, né, não tem… Não, exato, deve ter sido… Assim, apesar de eu ter visto isso, né, eu vi ainda de um congelhade muito jovem, né, mas eu acho que, assim, para as pessoas que acompanhavam de forma mais…
e eram um pouco mais maduras, eu acho que deve ter sido, assim, muito, muito impressionante, sabe? É, eu tinha oito anos, eu só fiquei, nossa, que… Exato. Enfim, gente, vamos parar de falar da…
da sexualização do Daniel Earthcliff, né, vamos lá, para o que interessa, ou nem tanto, mas enfim. Mais tarde, em 2011, ele continuou ali na Broadway, né, e ele fez uma peça musical que não tem título em português, eu imagino, How to succeed in business without really trying. Como ser bem sucedido sem realmente tentar, não sei. Uma forma fácil de você ganhar dinheiro, tá ligado, basicamente, é meio isso.
É, enfim, não que essa peça seja um grande marco, é só porque, enfim, desde então, ele não parou mais de fazer teatro, né, ele estrelou peças diferentes em 2014, em 2016, em 2017, em 2018, e inclusive até em 2020, acho que antes ali da pandemia, enfim. Acho que ficou muito claro com isso que ele tinha essa vontade de se provar como ator e não queria ser visto como ator de um papel só, né, e fazer teatro, acho que de alguma maneira, traz um certo status, né, para qualquer ator, né, não sei se vocês concordam. Total, assim, tipo, é Broadway, né, cara, né, tipo, a parte maior do teatro nos Estados Unidos é a Broadway, e aí, tipo assim, as pessoas ralam a vida toda para conseguir chegar naquele palco, entendeu, nessa rua, tá ligado, avenida, sei lá. Então, tipo assim, é uma coisa para você conseguir um papel principal, você não pode ser qualquer um.
E ainda ele fez um musical, né, que é uma coisa que, tipo, as pessoas não sabiam que ele cantava, ou qualquer coisa assim. Tipo, ele não é um cantor, mas ele canta bem o suficiente para uma peça, etc. Foi atrás, imagino, fez aula, e é uma peça que, tipo, era um revival, né, tipo, é uma que já tinha rolado, e aí, estavam fazendo uma nova versão, teve indicação ao Tony, então, tipo, uma coisa bem de prestígio, tá ligado, acho que conta muito bem. É, o Tony, para quem não sabe, gente, é o Oscar do teatro, né, então realmente é uma coisa muito importante.
Sim. Mas aí, enfim, além do teatro, ao mesmo tempo, na realidade, não além, mas ao mesmo tempo, ele começou também a se dedicar a filmes de terror, acho que a carreira pós-póter dele começou ali naqueles draminhas, depois do seu teatro, mas enfim, filmes de terror, acho que foi aqui que ele realmente começou, né. O primeiro filme dele nesse escopo foi A Mulher de Preto, que foi lançado em 2012. Inclusive, foi o primeiro filme dele depois de As Relíquias da Morte, né, e esse filme, inclusive, foi um filme que chegou às bastantes salas de cinema, né, enfim, teve uma certa repercussão.
Vocês acham que esse filme fugiu do que os fãs esperavam desse pós-póter dele, do primeiro filme pós-póter dele, por ser um filme de terror e tudo mais? Olha, eu diria que não, assim, tipo, acho que foi um filme bacana, assim, que as pessoas viram e tal, mas não sei se fugiu do que as pessoas esperavam, sabe, eu acho que foi uma progressão bem ok, sabe, era até um filme de estúdio, assim, né, não era, tipo, um filme independente, uma coisa, né, foi um filme que chegou, como você falou, em vários lugares, assim, foi bem bacana, eu lembro que na época que saiu esse filme, é, muita gente, eu lembro que fã clube de Harry Potter marcaram de ver o filme, ele é um filme que ainda agregou os fãs de Harry Potter, sabe, assim, acho que um dos poucos, eu diria, um dos poucos filmes do Daniel que ainda fez as pessoas se interessarem, assim, tudo bem que foi para ser o primeiro também, né, pós-relicas, mas eu acho que questão do gênero também, do tipo do filme, eu acho que foi um dos poucos que interessou, de fato, as pessoas. É isso, foi o primeiro filme, era de estúdio, então, dava para conseguir, né, ter força para chegar fôlego, para chegar nos lugares e tal, mas eu acho que, ainda assim, foi algo meio fora, assim, porque poderia ser o primeiro filme dele pós-Harry Potter, poderia ser uma coisa mais comercial e não foi, tá ligado, no sentido que, tipo… É, não, é que acaba que terror fica um pouco mais fechado a um certo público, não tem gente que não assiste no geral, né, que não assiste comédia, que não assiste drama, que não assiste romance, que não assiste ação, mas tem muita gente que não assiste terror, tá ligado?
Na verdade, isso foi um fator para mim, porque eu nunca gostei de terror. Eu tinha 13 anos, eu nem podia entrar na sala, lembro que eu tentei ver e não consegui. Hoje em dia, até que eu tomei coragem já, mas na época, eu nem cogitei assistir, porque eu tinha muito medo, e eu acho que isso é uma coisa que pegou também as pessoas, porque tem muita gente que, tipo, não assiste, e isso é antes do hoje em dia, né, hoje em dia, o terror tem ganhado muita força, né, na época, ainda estava nessa época meio trashzona. E é um terror diferente também, que tem ganhado força hoje, né, eu imagino.
É, exato, se fosse, hoje em dia, se passem, mas acho que na época, não, acho que era mais por ser o primeiro. E é isso, de forma alguma, é um filme ruim, tá ligado? E ele também tá bem, etc. É só realmente mais nichado, eu acho mais nichado para um primeiro filme, tá ligado, que, justamente, seria o que…
o momento de mais interesse, talvez, de curiosidade e tals. Uhum. O Daniel continuou a fazer filmes de terror, né, gente? Ele fez também dois filmes nos anos seguintes, né, que é o Horns, que ficou traduzido no Brasil como Amaldiçoado, ele foi lançado em 2013, e Victor Frankenstein, de 2015, que foi um filme maior, né, da Fox, que colocou o Dan ao lado do James McAvoy, inclusive, que, enfim…
Meu marido. Exatamente, perfeito. E este filme, no entanto, foi um fracasso de crítica e de bilheteria, né, ele faturou menos do que o próprio orçamento, né, ganhou menos do que gastou a Fox, tadinha, por isso, faliu. Mentira, não faliu, né, gente?
Outro assunto. Mas, enfim, o que vocês acham, de modo geral, assim, sabe, dessa fase terror do Dan? Porque foram três filmes, né, pertinho. Uhum.
Ó, esse Horns, esse Horns é horroroso, assim. É muito ruim, muito ruim, mas ele não era tão pretencioso, né, no sentido comercial da coisa, né? Nossa, eu acho que era. Você acha?
Ele é, inclusive, baseado num best-seller, né, um livro do Joe Hill, que é o filho do Stephen King. Não, é que assim, se ele tinha a intenção de ser pretencioso comercialmente, ele falhou muito, porque eu acho que o filme nem chegou a muitas salas, eu acho que ele passou em festival e morreu, sabe? Tipo, o Victor Frankenstein, de fato, ele já foi distribuído pros cinemas mesmo, já foi um rolê bem com atores famosos, e tal. Eu não vi o Victor Frankenstein até hoje.
Fico com dó, porque o James McAvoy é perfeito, mas não vi. Ah, é chato, é estranho. É que, tipo, eu acho que é um tipo de filme que eu fico triste, porque não é filme que é ruim, é engraçado, é ruim, é ruim só, sabe? Que é meio bedíocre, assim.
É aquele filme que é isso, não é nem engraçado, você não só fica entediado mesmo, você fica, ah, vai acabar logo, etc. Mas, assim, uma coisa que vale ressaltar, talvez, é que são papéis muito diferentes, né? Assim, os três, os três filmes, assim. Sim.
Porque o Hornes, ele tem um quê de terror, mas também é meio gore, assim, é meio engraçado, é um humor estranho. A Mulher de Preta, tipo, um drama de época, né? Um negócio bem, tipo… Tipo, ele é pai, né?
É, meio certinho, assim, exato. E o Victor Frankstein, ele é o… Como que é o nome do carinha? O boyzinho, é Igor?
Não, não sei. É Igor, acho. O amigo do Victor Frankstein, gente. É, exato.
Nossa, inclusive ele tá horrível, né? Ele tá com cabelo longo no filme, achei tão estranho. Tá, tá estranho. É, isso que a gente pode concluir, né?
Da fase de terror do Dan. É, porque eu acho que é uma coisa que é interessante dizer, é que, tipo, sabe, quando você lê um roteiro, tipo, você não tem como prever se o filme vai ser bom ou ruim. São diversos fatores, é a hora da filmagem, a montagem também, né, o processo que as pessoas… Enfim, como um momento de edição, é muito importante.
Então, assim, acho que escolhendo pelos papéis em si, ele escolheu papéis interessantes, assim. Se o resultado não foi muito bom, aí é uma outra questão, mas ele não tem como ele prever, tá ligado? Concordo. Eu acho que ele tá do lado do James McAvoy, também foi, deve ter, assim, pesado, né, na escolha, enfim.
Não, também, eu acho, um ator famoso, né, assim, fora ali do escopo britânico também, tal. Mas que, no fim das contas, são três filmes X, né? Assim, A Mulher de Preto não é X e tudo mais, mas não marcou, assim, eu sinto que não marcou ninguém, não sabe? Concordo, mas eu acho que a gente vai descobrir que todos os filmes dele são daí pra pior.
Ai, tadinho, né, gente? Enfim, mas pouco tempo depois, né, pouco tempo depois, até quase que ao mesmo tempo, ele começou a se dedicar aos dramas, né, em 2013, ele interpretou o poeta americano Alan Ginsberg, que provavelmente vocês não conhecem, não é uma Clarice Lispector Nossa, enfim. Mas ele é bem importante, né, nos Estados Unidos e tudo mais. É um drama, né, é um drama de suspense, chama Verso de um Crime, e é um filme bem adulto, assim, né, ele envolve assassinato, uso de drogas, cenas de sexo, inclusive, é aquele filme que vocês devem ter visto em várias manchetes, que é um filme que tem cenas de sexo gay com o Daniel Radcliffe, né.
E ele foi até bem recebido pela crítica, mas arrecadou quase cinco vezes menos do que o próprio orçamento, ou seja, foi um fracasso, né. Eu tenho a impressão, primeiramente não assisti, né, mas enfim, eu tenho a impressão de que, apesar de ter tido, né, ser um negócio que teve uma grande estrela, ele era um filme meio cult demais, assim, para o público do Dan, né. Eu não sei se é pelo tempo, se é pelos filmes que ele acabou escolhendo fazer, mas eu acho que as pessoas perderam o interesse por ele, entendeu. Eu acho que ele não era um chamariz, a gente, enfim, falou de Vida Frankenstein, que foi um fracasso de bilheteria, pô, esse aí, tipo, pô, já não deve ter sido muito caro, e ainda rendeu cinco vezes menos, tipo, assim, gente do céu, sabe.
Então, assim, eu acho que ele já não é mais um fator para o negócio, eu não acho que faz, não é uma pessoa que faz as pessoas não irem, mas eu também não acho que é uma pessoa que faz as pessoas irem ao cinema, eu não acho que ele é mais um chamariz. Ele era um ícone para muita gente durante muito tempo, mas ele não manteve a proximidade, né, com o público, que a Emma tem, por exemplo, ele não tem rede social, não tem nada disso, nunca foi uma pessoa muito midiática, ia promover os filmes, né, tipo, entrevista, mas nada muito disso. Então, acho que eu mesma não tenho muito interesse, sabe, tipo, por ele ser o Harry, obviamente eu tenho uma afetividade, mas… Seria engraçado testar, até, né, colocar ele, tipo, num puta de um blockbuster, assim, da Disney, tipo, a Emma em Belha Fera e ver o que que dá, né, mas eu sinto que a Disney não vai fazer isso, porque provavelmente sabe que é isso que você falou, não é mais um grande chamariz, né.
Eu sinto que já foi, mas eu também nem acho que é a intenção dele, sabe. Não, não é, eu acho que realmente não é, na realidade, né, o contrário. Quanto menos sucesso, melhor. Mas ele tem essa vibe meio artistinha, né, você vê nas entrevistas dele e tudo mais, enfim.
Ele é mais assim, a arte pela arte, eu sinto, sabe. É que é engraçado, porque eu concordo, assim, total com a Marina, total mesmo, mas é engraçado que, apesar de ele ter essa vibe artistinha, ele não foi atrás de pessoas como, por exemplo, o Robert Pattinson, né, que o Robert Pattinson, ele de fato foi atrás de nomes do cinema alternativo, né, assim, então ele ganhou certo destaque em filmes muito conceituados, mesmo se o Dan… Não parecia que ele estava nem interessado mesmo nisso, porque ele fez tanto filme bizarro, assim, que parecia que ele ia pelo desafio mesmo, sabe, assim, eu tenho muito essa impressão. Quanto mais estranha a história, mais eu quero, é tipo isso, né.
É, tipo assim, ó, esse papel aqui vai me desafiar, eu vou fazer algo diferente do que eu já fiz, então eu vou fazer. E o resultado disso não me importa, não preciso de dinheiro, não quero mais status, não quero mais tanta fama, quero fazer o que eu quero fazer. E você percebe que é muito diferente, assim, os filmes, esse não tem nada a ver um com o outro, né, assim, desde a comédia romântica bem x até o filme de terror até o drama, sabe, é muito estranho, assim, eu sinto muito essa vibe nele de que ele faz o que ele quer fazer, assim, sem pensar muito em status, coisa que, por exemplo, a Emma, né, a gente comentou no podcast que ela parecia ter esse interesse no status, né. Até de atrelar as histórias que ela escolhia, a personagem midiática que ela queria ter, né.
Total, exato. É, eu acho que isso, inclusive, é uma coisa que falta, assim, o Daniel Cliff, ele até que dá, eu acho que ele dá mais entrevista, por exemplo, do que a Emma Watson, assim, ele frequentemente dá entrevista quando ele tá lançando alguma coisa, e eu acho que ninguém pergunta, assim, pra ele um pouco sobre isso, sabe, ninguém olha pra carreira dele de modo geral e pergunta isso, sabe, tipo, meu, qual é a sua, sabe? Porque é isso, ele já falou, por exemplo, que ele tem, ele sonha em interpretar, sei lá, o David Bowie, sabe. É umas coisas muito realmente ambiciosas, mas ao mesmo tempo diferentes, você não sabe nem exatamente porque que ele quer aquilo, né, é meio estranho, assim.
Ah, nossa, eu, na verdade, eu consigo ver, assim, enquanto uma pessoa que parece querer se desafiar pra fazer o David Bowie, que essa figura tão, tipo, importante e enigmática e andrógena, tipo, porque o David Bowie é um cantor que tinha vários personagens dentro da discografia dele, tá ligado? Tipo, é um negócio muito louco, então eu imagino, por exemplo, que é uma coisa que deve soar muito interessante pro Daniel. Então, tipo, a gente, quando você é milionário, né, eu acho que é um pouco isso. É isso, eu tenho muito essa impressão, assim, de que, né, ele é famoso e milionário, e aí, uma vez que ele já é famoso e milionário, ele realmente, tipo, assim, pô, eu sou um ator, o que é que ator faz, né, ator interpreta personagens diferentes, em filmes diferentes ou produções diferentes, como peça, enfim, TV, ele não se importa, ele faz o que ele quer fazer, acaba que ele é famoso, entendeu?
Por acaso. Por acaso ele é famoso, então a gente tá fazendo toda essa linha, né, a gente tá traçando, tentando ver uma lógica no que ele faz, quando na verdade não tem lógica nenhuma, né? Exato, é. Acabou que Harry Potter deu muita liberdade pra ele, né, no fim, porque se ele fosse um ator comum, né, que não tivesse feito uma franquia tão grande, ele teria que realmente ter mais essa linha, né, de tipo, que tipo de ator você é, qual que é o teu lado e essas coisas, sabe?
E aí ele não tem, eu acho que é a mesma preocupação, acho que pegando, né, um fenômeno da época próxima, né, o Evandro falou do Robert Pattinson, mas também tipo da Kristen Stewart, então os dois ali de crepúsculo, eles fizeram essa grande franquia, ficaram muito conhecidos, mas eles também queriam muito ser levados à série enquanto atores, né? Então os dois foram atrás de fazer papéis bons com atores renomados, assim, tipo, os dois acabaram seguindo um caminho nesse estilo, sabe? Porque eles tinham essa preocupação de ser levados à séries e fazer certos papéis, fazer certas coisas, acho que o Danão, ele só quer ficar de boa e fazer os rolê dele, tá ligado? Não sei, não, eu não acho que até por hobby, porque eu acho que ele leva bem a sério, sabe?
Eu acho que é só realmente que ele faz o que quer fazer. Não, é, modo de dizer, assim, de tipo, é realmente muito estranho, a gente tá tentando aqui, como o Evandro disse, mas é difícil realmente entender a lógica dele, porque, enfim, a partir de 2016, por exemplo, ele começou a fazer thrillers, né, gente, e filmes mais estranhos do que o normal, assim. Teve Imperium, né, que é um thriller policial, em que ele interpreta um agente do FBI que se disfarça para derrubar um grupo fascista e supremacista branco. Foi um filme bem recebido pela crítica, né, e fez uma boa grana, arrecadou ali por volta de 300 milhões de dólares em bilheteria, é um valor ok, né, bem ok.
E aí, no ano seguinte, né, em 2017, ele fez Na Selva, que é um filme biográfico sobre um cara que decide se aventurar pela floresta amazônica e passa por uma jornada, assim, de sobrevivência. Isso eu vi. É, então, esses filmes todos que eu tô falando, provavelmente nossos ouvintes não devem ter nem Na Selva, enfim, sabe? Em 2020, ele fez um que chama Fuga de Pretória, que é um suspense, também australiano, igual o outro lá que a gente comentou no início da podcast, baseado em fatos reais sobre a fuga da prisão de três prisioneiros políticos na África do Sul em 1979, né.
E nesse filme, o Dan interpreta o protagonista, né. Bom, desses aí que você citou, eu só vi o Na Selva, que foi de 2017, né. É um filme bem, bem interessante, assim. Não interessante enquanto, tipo, nossa, que filme incrível, assim, mas é bem dramático.
É aquele filme de sofrimento, sabe? Aquele filme que você vai ver o Dan ali na floresta. Ai, de mim que soa intenso. É, exato.
Ele é um filme que se é baseado em fatos reais, né. De um cara que foi pra floresta amazônica viver uma aventura aleatória lá, se perdeu, se ferrou muito, assim, passou por um monte de situação bizarra dessas bem, bem difíceis mesmo. E eu acho que… Eu lembro que é um filme legal, assim.
Eu gostei do filme, sabe. Eu achei o Dan muito bom, assim, tipo, bem… Eu acho que eu nunca vi ele com um papel tão dramático porque eu vi também aquele, lá, verso de um crime, mas, assim, é um drama diferente, né. Tipo, ele tá interpretando um poeta, é um negócio mais…
Nesse, é tipo, assim, o cara tá ferradaço, assim, sabe. Eu acho um filme bem interessante da carreira dele, assim, pra ver como ele é bom em papéis dramáticos, sabe. Sim. Eu acho que O Império e O Fuga de Petória também são filmes mais sérios, né.
Apesar de, tipo, não tão dramáticos, terem uma selva e tals. E é bom, tipo, assim… Eu acho que ele não dava nada pro Dan enquanto ator, sabia? Uhum.
Mais cedo, assim. Não é que eu não achava ele bom em Harry Potter, mas eu achava ele meio limitado, assim, de certo ponto. Ele era só ok, né, tipo… Né, nada demais, assim.
É, então. Mas eu acho que ele teve uma evolução bem legal, assim. Eu acho que… Por isso que eu acho que ele leva bem a sério, porque ele não só nessa parede preocupação de fazer papéis bem diferentes e tals, mas também de que, tipo, ele tá bem, sabe.
Ele é um ator bem bom. Me parece muito um fruto de um esforço, tá ligado? Não é necessariamente, tipo… Ai, sei lá, talento.
Entendeu? Sabe assim? É, eu acho que ele tem muito essa… Ele reflete muito sobre a carreira dele no sentido de, tipo, como eu estou levando a minha carreira, se eu estou atuando bem, se eu estou melhorando, se eu estou, enfim.
Ele falava, desde a época de Harry Potter, né, que pra ele era do caralho, assim, ele está ao lado de atores, assim, do próprio Alan Rickman, né, enfim. Ele tinha essa coisa toda ali. Em A Ordem da Fênix, se não me engano, que ele fala que ele gostou muito de atuar ao lado do Gary Oldman, né. Ele é um fãzaço do Gary Oldman, né.
De todas as entrevistas que ele consegue, ele fala bem do Gary Oldman. É, e pra ele era, tipo, assim, meu Deus, eu estou do lado do Gary Oldman. Então, parece que, assim, desde adolescente, ele tinha, talvez, até esse conhecimento de cinema mesmo, que eu sinto que, sei lá, Emma provavelmente não tinha. Uhum.
E não estava muito aí, assim, sabe. Eu acho que ele, desde o início, tinha essa coisa, né. Mas, enfim, nada, nenhum desses filmes supera, né. Nenhum consegue superar.
Um cadáver para sobreviver, né. Como é que é o nome desse filme em inglês? Eu não sei se o pessoal conhece mais pelo nome em inglês. Swiss Army Man.
É, Swiss Army Man, que, enfim, risos, é isso, é um cadáver para sobreviver, que eu acho que é um título melhor, aqueles. Mas, enfim, gente, esse filme é o auge do auge do auge, sabe. Se tivesse que ilustrar a carreira do Dan com um filme só, talvez esse seria o escolhido. Por quê?
Já conto pra vocês. A trama desse filme, gente, ela tem uma ideia completamente estapafúrdia, mas que, de alguma maneira, funciona muito bem. Segundo Evandro, que escreveu essa pauta, tá. Eu não assisti ao filme.
Na história, é a história de um homem, né, que ele está perdido numa ilha e ele tenta se suicidar. Mas aí, ele encontra um cadáver, já em estado de decomposição, que é interpretado pelo Dan. Então, o Dan interpreta um cadáver. E aí, esse homem, que contra a cena com o Dan barra Dan cadáver, passa a usar os peidos do cadáver pra impulsioná-lo sobre a água e faz dele, né, do cadáver interpretado pelo Dan, como uma espécie de jet ski, assim, sabe.
E aí, nesse meio tempo, nesse virum dum dum dum aí, o cadáver começa a falar e as coisas mais absurdas do mundo começam a acontecer, né. Gente, eu não sei nem o que dizer sobre esse… Eu lembro que, na época, esse filme estreou em algum festival, eu não lembro. Não foi Kanye, né.
Acho que foi em Sandance. Ou Toronto, acho que foi em Sandance. Sandance, é. Não, acho que foi em Sandance, exatamente.
Um lugar importante pra filme independente, né. Exato, é, contextualizando. Mas saíram, assim, notícias de que muitos críticos ficaram tão nojos, saíram da sala. Sim, eu me lembro perfeitamente disso, assim.
Tu tava lá. Exato, eu era um dos críticos de Sandance. Não, mentira, é, exato. Eu lembro de ter repercutido, assim, bem mal, assim, de pessoas terem saído da sala, meio que ter sido um filme bem desagradável, tals.
Só que aí, eu lembro de só ter ouvido isso. Foi a manchete que chegava até as pessoas, né. Ai, meu Deus, o Daniel fez um filme nojento que as pessoas saíram da sala de tão nojento que é. Quando o filme, de fato, chegou, assim, nas pessoas, né, que foram saindo mais críticas e mais comentários, o filme foi atraindo a atenção das pessoas, né.
Assim, tem gente que odeia o filme, eu acho. Muita gente. Mas eu acho o filme muito, muito bom, assim. E eu acho que a crítica…
A crítica valeu o filme bem e eu acredito que sim, hein. Sim, sim, que eu me recordo de sim, porque… É isso, eu acho que não dá pra dizer que ele não é interessante, tá ligado? Você pode ter opinião de ser bom ou ruim, mas assim…
Ele é definitivamente interessante. Até de ser nojento de você gostar de… Chega a ser escatológico o filme, é isso? Ah, amigo, é…
Como você pode ter percebido, sim, assim, tipo… Só pelo rolê do jet ski. É isso, tem gente que não suporta, pronto. É que tipo, eu acho que não é…
Ele é um pouco, quer dizer, não tanto, mas é um pouco, é um pouco estranho, é um pouco… É, então, é tipo, não é um tipo de coisa que me agrada muito, mas eu achei assim… Ok, é suportável, faz parte, sabe. E é o filme também do Pau Dano, né?
Tipo, o cara que vai junto com Daniel é o Pau Dano. Que também, que já é um ator bem, tipo, respeitado, assim, entre um cenário independente e também de comédia. E aí, meio que eu acho que junta, assim, sabe? Tipo, essa coisa do absurdo.
Eu acho que faz sentido com o Pau Dano, sim. Já acho que é uma coisa um pouco, né? Tipo, ele tem um filme sobre uma namorada, tipo, que ele construiu. É, exato, então ele já brinca bastante com o absurdo, tá ligado?
Então, eu acho que isso já chegou com as pessoas meio esperando isso, né? Tipo, meu, já tá bem claro que é pra ser isso. Você tá indo lá esperando algo sério, pelo amor de Deus, né? Não, e o que é mais louco é que, assim, né?
Concordo, né, sobre o Pau Dano, mas é engraçado porque do Dano ninguém esperava isso, de fato, né? Assim, é muito estranho, muito bizarro, ninguém esperava isso. E ele se prova, assim, alguém que é pra ficar de olho, né? Tipo, como que alguém topa fazer esse papel, né?
Porque um cadáver que peida, sabe? Que bizarro. E o ponto é, o filme, por mais engraçado e absurdo que seja, ele te leva pra um lugar que você nunca tá esperando, sabe? Assim, ele consegue ser meio dramático, ao mesmo tempo que meio filosófico.
Você começa a ver a relação daquele homem com o cadáver. E aí o cadáver, ele meio que vai aprendendo coisas com ele. O homem começa a refletir sobre, pera, é isso que é a vida? É isso que está vivo?
Enfim. Gente, o Pequeno Príncipe! Pronto, talvez, olha só, acho que é uma grande comparação. Será que o filme não é inspirado no Pequeno Príncipe?
Uma releitura, pode ser? É uma releitura. Bem diferente, mas enfim. Mas é isso, né?
Só que assim, além desses… Eu não sei se esse filme, ele tem de alguma maneira um tom de comédia, não? Tem, tem sim. Tem, ele tem.
É uma dramédia, talvez, assim que fica, né? Uma dramédia, muito que bem. É, eu acho que é mais tipo assim, ele começa mais comédia, né? Isso, exato.
E aí ele vai transitando, né? Uhum. É, isso de alguma maneira, enfim, já introduz o nosso próximo tópico aqui, né? Que além dos trabalhos em filmes de terror, thrillers, enfim, todas essas coisas estranhas, o Dan fez alguns trabalhos também em comédias, né?
Como naquele filme Será que, que é um filme de 2013, o What If, que a gente comentou no início do podcast, que conta a história de dois melhores amigos que começam a ter sentimentos românticos um pelo outro, né? Foi um filme com uma distribuição pequena. Acho que deve ter chego em algumas salas de cinema, especialmente de São Paulo. Eu lembro que em Ribeirão não chegou, mas enfim, eu sei de gente que assistiu em São Paulo.
Fez uma bilheteria pequena também e não conseguiu cobrir nem os próprios cursos de produção. Mas eu lembro que ele foi um filme que, ele despertou alguma atenção, que eu lembro que foi um filme que eu vi, por exemplo, assim, baixando provavelmente na internet. É, não, eu vi por meios alternativos, Pedro. Meios alternativos, exactly, exatamente.
Não, exato, tipo, eu vi as pessoas comentando, né? Não sei de que forma elas viram, se foi por esses meios ou não, mas eu vi as pessoas comentando justamente porque, tipo, é uma comédia romântica, é uma coisa lá, eu amo, né, comédia romântica. Ah, eu também, é de mim que sou romântico. Eu achei muito fofo.
Ai, gente, ainda mais pessoas, amigos de anos se apaixonam. E aí um ama o outro e eles não sabem. Aí é uma coisa do desentendimento. Amo, gente, tudo pra mim.
E ele tá super bem, assim, tipo, assim, em questão de… Acho que o Dan é muito bom com comédia, sabe? Sim. Ele é Níguas do Príncipe, ele mostra isso, kkk.
E ele tá, tipo, muito confortável, sabe? Dá pra ver que ele tá muito confortável fazendo aquilo, que ele consegue desenrolar. Que ele gosta muito de fazer isso. Exato.
Esse filme tem o Adam Driver, gente, inclusive, que depois virou um grande nome, né, tipo, na indústria, né? Ou fez o Calorém, enfim, Married Story, essas coisas assim. Mas é um filme muito legal. E o filme é com aquela menina que fez lá o filme com o Paul Dano, não é?
Não é ela que é a namorada… Ah, ela é namorada dele, né? Na Vida Real, inclusive, eu acho. É a Zoe Cason, uma coisa assim.
Ela faz muita comédia romântica, essa menina, né? É Zoe Cason. Isso. Mas, enfim, eu lembro que esse filme, ele repercutiu entre o fandom.
Eu lembro que teve até, enfim, o Daniel Earthcliff deu entrevista pra Capricho. Foi capa da Capricho, na época, com esse filme. Então houve uma tentativa, assim, pra que ele realmente chegasse e fizesse um pouquinho mais de sucesso, né? Foi um sucesso de bilheteria no meu coração, é isso que importa.
Exato. É que eu acho que, assim, ele deve ter se beneficiado dos streamings da vida, assim, de vender digital. E dos mils alternativos também. Não, mas é que, por exemplo, eu acho que eu vi ele na Netflix.
Eu tenho a impressão de ter visto ele na Netflix. Eu acho que ele chegou… 2013, aham. Não, juro.
Eu lembro de ele ter repercutido por essa época, assim. Tipo, foram os primeiros filmes que chegou, assim… Já tinha Netflix em 2003, assim, popular? Não popular, mas já tinha.
É porque eu acho que ele não chegou em 2013 aqui, Pedro. Tipo, assim, apesar dele ter sido um filme de 2013, eu acho que ele meio que… As pessoas começaram a falar dele um pouquinho depois, sabe? Assim, tipo, estreou em 2003 em algum lugar do universo.
E é 2014, 2015… 2014, pode ser. Ele meio que foi aparecendo, sabe? Eu lembro de ter visto ele na Netflix, eu posso ter uma certeza.
Tenho certeza. Ó, a Netflix chegou no Brasil em 2011, queridos. Não, então, foi em 2014, eu lembrei aqui mesmo. Foi em 2014, de fato.
Mas, enfim, né, gente? Dan em comédia é uma coisa que, enfim, funciona. Bom, é que eu pelo menos fui assistir mais as comédias, né? E aí ele continuou fazendo comédia.
Em 2019, ele estrelou a primeira temporada de Miracle Workers, que é um seriado onde ele interpreta um anjo que precisa… É uma comédia romântica também, tá, gente? Não é uma comédia só risaiada, não. Ele interpreta um anjo que precisa ouvir as orações, ele trabalha num departamento do céu onde ele precisa ouvir as orações das pessoas e fazer realmente um milagre depois que Deus decide focar nos próprios interesses e deixar a humanidade lutar sozinha.
Deus inclusive meio que quer destruir a Terra e aí Deus chega e fala pra ele, assim, e pra uma amiguinha dele, que vai ser o interesse amoroso dele, ó, pra não destruir a Terra, vocês vão ter que conseguir fazer dois humanos se apaixonarem. E eles controlam as coisas dentro de uma centralzinha de comando, assim, lá no meio do céu. É bem estranho, mas assim, é legal. E essa série deve ter tido algum sucesso, é difícil mesurar, né, porque a TV aqui no Brasil ela estreou pela Warner Channel, se não me engano, ou pelo, enfim, algum canal da Turner, né, não sei exatamente, mas enfim, chegou na TV brasileira, um pouquinho de atrás, mas chegou, e teve inclusive uma segunda temporada, né, que estreou mais recentemente, em 2020.
Eu assisti, eu achei bem legal, gente, vocês. Assisti, assim, alguns episódios da primeira, não terminei a primeira, não vou terminar provavelmente, mas… Eu achei que finalmente o Pedro ia ter local de fala, né? É porque, é que assim, quando eu comecei a assistir essa série, eu tava muito assim, ela é uma série com episódios bem curtinhos, de tipo, 30 minutos, e eu não meio que queria ver alguma coisa muito leve, eu falei, ah, deixa eu ver essa série aí, né?
Recorria meios alternativos, porque ainda não tinha chegado no Brasil, mas tinha preguiça, porque recorrer a meios alternativos, a gente que tá acostumado com streaming oficial, né, e certinho, dá muito trabalho, então assim, não vale o trabalho, sabe? Ai, amigo, você não sabe recorrer a meios alternativos, porque nada a ver, pega a temporada de uma vez e acabou. Eu prefiro acessar as coisas do celular, enfim, o ponto é, a série é legal, mas não continue assistindo, eu sei. Não, eu acho uma série que, tipo, eu acho legal que, tipo, meio que uma antologia, né?
Primeira temporada é esse tema, a segunda temporada é, tipo, um rolê medieval, tá, tipo, cada temporada vai ser um tema, aparentemente, o que eu acho bem bacana, no sentido de que se esgota, sabe, tipo, menos. Mas aí, uma dúvida, o Dan só vai na primeira, não é isso? Não, não, ele tá nas duas. Ah, ele tá nas duas?
O cara que tá com ele na primeira temporada, que é Deus, também tá na segunda, tá. Ah, legal, legal. E essa série, inclusive, ela é baseada num uns livros que são muito famosos nos Estados Unidos, assim, sabe? Então, eu acho que lá realmente deve ter feito bastante sucesso.
Eu lembro que ele deu muita entrevista pra promover essa série, enfim, nesses canais de TV americanos. Exato, e é isso, foi renovado pra uma segunda temporada, que é um bom sinal. Então, tipo, é legal, eu acho que é a primeira vez que ele faz uma coisa mais seriada, né? Assim, tirando aquela série lá que ele é um médico, mas era minissérie, né?
É, eu assisti essa série, sabia? É algum coisa do Doctor. A Young Doctor's Notebook. Isso, é com o moço lá de Mad Men, o John Hamm, né?
Ele faz o John Hamm jovem, é bem, bem legal essa série. Exato, era minissérie, né? É legal, então, ele tem um trabalho… Aqui eles, agora ele tem um trabalho mais fixo, preocupado, né, com as finanças.
Vamos ser litezinhos, né? Cara, eu não vi essa série, minha era com o Orcas, mas a premissa me parece muito legal, deu vontade de ver. É legal, porque ele, tipo assim, é o que a Marina comentou, assim, do Arif, e do Arif ele segue da mesma maneira, só que ainda mais, ele tem, assim, é muito leve, sabe? Parece que ele tá muito confortável, assim, no papel.
E se rir realmente dele, assim, e tudo mais, é bem legal, assim. Mas é isso, eu nunca imaginei… Até essa questão da comédia, né? Eu ali, em 2011, 2012, terminando Harry Potter, eu não imaginava que eu veria o Dan Radcliffe fazendo comédia, assim, sabe?
É porque eu acho que a gente imagina, justamente por ele ser o Harry, né, e tal, que ele vai ser sempre esse protagonista homem, né? Não que o Harry seja o cara, tipo, nossa, mais machão, né? Mas você imagina ele enquanto protagonista homem, isso geralmente significa, tipo assim, basicamente, filme de ação, né? Quando não é tanto, não vai pra esses papéis tão tipicamente sabe o que se espera mesmo.
Acho que de galã de Hollywood, né? A pessoa que aceita viver um cadáver que peida, ela realmente tá disposta a fazer tudo que for preciso. Eu acho que o Dan se prova uma pessoa, né, versátil pra caramba. Exato.
É, e em 2020 estreou bastante coisa dele, né? Que, claro, ele não deve ter feito em 2020, ano pandêmico, mas deve ter feito nos anos anteriores e acabou estreando. Então, eu lembro que estreou uma participação que ele fez no especial da Netflix de Unbreakable Kimmy Schmidt. Estreou uma comédia de ação, meio que, né, Guns Akimbo, onde o Dan interpreta um homem que é forçado a participar de um jogo letal transmitido pra uma audiência enorme.
Foi esse filme que vocês devem ter visto uma foto dele com duas armas, assim, na mão e meio que vestido de urso, sei lá. Virou meme. Ai, foi muito bom. Exato.
Então, todo mundo deve ter visto pelo meme, mas não sabe o que que é o filme. Sim. E não em 2020, mas nesses últimos anos, de modo geral, ele ainda dublou a animação Playmobil, né, na versão, obviamente, em inglês. Ele atuou no segundo filme da franquia Truque de Mestre, né, ou Truque de Mestre…
Acho que é Truque de Mestre 2 mesmo? Não sei, mas enfim. Sim. Enfim, gente, o que que vocês acham, assim?
A pergunta é, que gênero que vocês acham que o Dan faz melhor, assim, a comédia, o terror ou o drama? Cara, eu acho ele um bom ator, no geral. Eu prefiro ele em comédia. Eu acho que ele tem um time muito bom.
Eu gosto muito dessa leveza com que ele atua, com que ele leva. Mas eu acho que ele é bom em tudo, sinceramente. Assim, eu acho que ele… Assim, Mulher de Preto, né, que é o primeiro ali para o Harry Potter, e até, enfim, o Verão para Toda a Vida, ele está mais travado.
É, não está mal, mas está travado. E eu acho que ele vai ficando mais confortável. Ele vai evoluindo enquanto ator, sabe? Então, eu acho que qualquer coisa que ele fizer, aparentemente, principalmente o que parece que ele está afim de fazer, ele vai se dar bem.
Mas você, pessoalmente, gosta mais dele em comédia, assim? Sim. É eu também. E eu só acho que ele não sabe beijar, porque acontecendo de beijo é muito esquisito, gente.
É esquisito, gente. É estranho mesmo. Mas é isso. De resto…
Será que é só no cinema ou será que é na vida real também, gente? Então, eu acho que, gente que beija mal, também em casa. Então, talvez você tenha aquela coisa de beijo encaixar, não sei, porque ele está namorando uma moça faz mil anos já, né? Faz uns sete, oito anos que ele namora a mesma moça.
Então, assim, deve estar de boa. Você não gosta, né? Ó, eu também prefiro dar em comédia, eu acho que eu concordo com a Marina, eu vou seguir a Marina aqui. Obrigada.
Não, mas de fato, assim, eu acho que ele… O Dan se provou uma toa muito bom. O cara é muito bom, eu acho. Eu acho que é isso.
Ele melhorou ao longo de Harry Potter. Assim como a Emma também, eu diria, assim. Melhor foi melhorando, só que aí eu acho que o Dan se permitiu mais, assim. Não ficou acomodado, né?
Foi fazer coisas bem diferentes, experimentou um pouco de tudo e pra quem viu a maioria das coisas que ele fez, ou pelo menos uma coisa de cada gênero que ele fez, você vê que o cara manda muito bem. Mas eu acho que em comédia, ele tá realmente, assim, espetacular. Eu acho ele muito bom, muito à vontade, como vocês falaram, né? Muito…
Parece que em comédia que ele se desafia mais, assim. Eu não sei se ele se desafia mais. Eu acho que ele tá mais em casa em comédia. É porque eu tô pensando muito no cadáver, na verdade.
Ah, tá. Porque é um papel cômico, só que é muito diferente, sabe? Pra mim, a pessoa que fez aquilo ali, cara, é impressionante, sabe? Eu acho que ninguém…
Nossa, será que o Leonardo DiCaprio conseguiria fazer aquele papel? Tenho minhas dúvidas. Exato. Não, mas enfim, eu acho que o Dan realmente é muito bom em comédia.
Ah, e por fim, né, gente, a parte da questão de todos os filmes e peças, que no caso os peças a gente não viu nenhuma, né, mas enfim, a gente precisa discutir a relação que o Dan tem com o Harry Potter, né? Porque existe uma certa dúvida que paira sobre a cabeça de algumas pessoas, inclusive dos fãs, sobre como ele se sente em relação à franquia, né? De vez ou outra, de vez ou sempre, aparece em notícias, né, dizendo que ele se arrepende de ter feito Harry Potter, ou que ele não gosta dos filmes, que ele não voltaria pra Harry Potter. Mas enfim, essa questão, essa questão sobre ele gostar não a gente vai discutir, mas essa questão de ele não querer voltar pra Harry Potter é bem compreensivo, né, gente?
Eu não enxergo isso como ingratidão. É, não, exato. Eu acho que é normal, assim, hoje em dia ele nem fala de se acusar, voltar, etc. Se rolasse.
Mas é que, meu, é uma pressão enorme, né? Que ele sofreu ali durante aquele período, assim, tanto acho que a pressão de tipo, ah, é um papel grande, eu tenho que dar conta disso aqui, quanto da mídia, paparazzi, ele era muito jovem, né? Acho que todas essas coisas assim. Então acho que demora um tempo pra você saber lidar com isso, né?
Pra você ficar em paz com você mesma, com essas coisas, você tentar entender, tipo, o que que eu quero, o que que os outros esperam de mim, o caminho que eu vou seguir. Eu acho que é complicado mesmo. E, cara, ele, tipo, sabe, teve problema de oculismo, sabe? Durante Harry Potter, assim, ele já admitiu que, durante os anima do Príncipe, ele já filmou bêbado, o que justifica aquela cena lá, da morte da Aragog, inclusive, né?
Da Felix Felicis, que é muito esquisito. Deve ter sido aquela, né? Né, mas então, tipo, pô, foi um negócio pesado, né? É muito triste, né, ao mesmo tempo?
Sim, exato. Nas últimas vezes ele disse estar curado, esse problema com álcool. Eu não sei até que ponto, se foi, de fato, um alcoolismo, assim, tipo, que ele teve que se internar, se ele não pode beber mais, ou se foi só um momento. Não sei, mas o ponto é que, tipo, realmente complicado, né?
É, foi um problema pelo que eu li, assim, muitas entrevistas, foi um problema bem grave. Ele não deu detalhes sobre como necessariamente ele se tratou e nem como ele está. A gente sabe que ele está bem. Agora, não sabemos se ele pode voltar a usar, assim, socialmente, né?
Ou se isso seria um problema, enfim. É muito triste, de modo geral, né? É muito complicado isso. Mas, enfim, independentemente de qualquer coisa, ele já disse, sempre diz, na realidade, em todas as entrevistas, que Harry Potter foi essencial pra ele em muitos aspectos.
Principalmente, pra permitir que ele descobrisse tão novo o que ele realmente queria fazer da vida, né? Qual seria, realmente, a profissão que ele queria, enfim. E ele não se arrepende de fazer Harry Potter, na verdade. Ele é muito grato, a Franqui.
Eu acho que é só realmente, às vezes, ele não tem até mesmo esse cuidado de como ele fala, né? Nas entrevistas. E, muito menos, as pessoas que replicam essas entrevistas com trechos, né? Pegam um trechinho e jogam na manchete e fazem o que vocês sabem que acontece sempre, né?
Uhum. É, então, ele… Exato. Eu já vi entrevistas que ele fala isso, né?
Que, assim, ele tem muito problema com a atuação dele em Harry Potter, né? Assim, ele tem essa dificuldade, ele acha que ele não tá bem, então ele não gosta de assistir aos filmes. Mas não é um problema com o Harry Potter, né? Ele não gosta, ele se arrepende, meio só de que ele…
Ele é crítico com o trabalho dele, né? E aí, ele muito jovem, ali, e tals, não… Não gosta muito de se ver ali, atuando. O que é muito comum pra quem trabalha minimamente com criação, né?
Tipo, se você é um designer e você vai ver as coisas que você fazia anos antes, eu, enquanto jornalista, se eu for ler um texto que eu escrevia 5, 6 anos atrás, puta que pariu, sabe? Eu vou querer morrer, assim, sabe? É normal, eu acho. Não, total.
Só que o problema é que o que, né? O que ele fez enquanto jovem é a coisa mais vista, né? Então, todo mundo vai ver aquilo pra sempre, né? É a coisa que vai ser replicada até o fim da vida dele, né?
Enfim. Então, deve ser difícil, né? Eu imagino que é uma relação complicada. Não é a mesma relação que um fã de Harry Potter tem com Harry Potter, né?
É outro tipo de relação. Então, assim, eu acho super compreensível tudo que ele fala, tudo que ele já falou em entrevista sobre o tema. Eu acho que não me é nada estranho. Eu não vejo como ingratidão em nenhum momento.
Ele nunca me soou ingrato, sabe? Sim. Ah, gente, se ele não gostasse também, eu acho que ele teria doado direito, sabe? Também.
Realmente, assim, porque a gente coloca toda a pressão do mundo no menino e aí a gente espera que ele saia do negócio ileso, tá ligado? Tipo, é muito difícil, sabe? A indústria não perdoa. Então, tipo, acho que tudo bem.
Se ele não gostasse, que bom que ele gosta, né? E foram os anos formativos dele, né, gente? Assim, de muito… Foi ali todo o final da infância e início da adolescência que é quando você, tipo, se torna uma pessoa, né?
Então, realmente, é uma fase ali. Não é, tipo, sei lá. Eu posso amanhã decidir que eu não vou ver mais filmes e que não importa mais pra mim, entendeu? Mas pra ele não tem como, simplesmente.
É, e também eu acho que as pessoas gostam desse tipo de, e como Pedro falou, né, os tabloides, as manchetes, tal. É uma narrativa que a mídia compra muito fácil, né? Da pessoa ingrata, da pessoa que não gosta daquilo que todo mundo ama. Então, assim, a gente tem, sei lá, Miley Cyrus, que traumatizadíssima, com tudo que viveu ali enquanto ela, né, que tava crescendo.
Esse tipo de narrativa da pessoa que repudia aquilo que fez dela a pessoa que ela é, né? A pessoa famosa que ela é. É muito interessante pras pessoas, assim. Eu acho que, então, se queria se vender esse tipo de imagem por muito tempo do Dan.
Diferente do Rupert, né, por exemplo, que já falou que nunca assistiu ao filme de Harry Potter, assim, em casa, né? Ele assistia ele na premiere com todo mundo e só, nunca mais assistiu de novo. Não, na verdade, nem isso, amigo. Ele não viu depois de Prisioneiro.
Ele dizia que faltava a premiere, é. Até o terceiro, quarto filme ele viu, depois nem isso ele viu, né? E ninguém faz esse bafafá, porque, enfim, é outra situação. Acho também, depois disso, se você fala isso várias vezes, gera umas novidades.
Ah, então. Olha, eu vou falar a vocês. Se fosse eu no lugar deles, eu acho que eu faria a mesma coisa. Eu odeio me ver em vídeo, por exemplo.
Eu tenho um problema, então, sei lá. Não, eu não. Ah, eu me amo. Eu veria sempre.
É, nossa. Que homem, que mulher. Eu adorava quando eu tava na faculdade fazendo telejornalismo, achava o máximo. É que, gente, existe coisa mais ou menos isso do que eu gravar um podcast, eu me editar falando.
Enquanto eu me edito, eu fico, meu Deus, que fala inteligente. E aí, depois, quando eu lanço o episódio, eu ainda ouço de novo pra ficar, meu Deus, que mulher. Então, realmente… É, não, de fato.
Nossa, amiga, a gente tem, assim, eu acho que nosso público realmente tem que saber de que a gente tem esse lado muito parecido, né? Meu Deus. Porque eu também tenho isso, assim. Não, pra vocês terem uma ideia, eu já gravei vídeos pro canal da Legião uma vez.
Eu nunca vi. Tipo, temos dois ou três vídeos, nunca nem vi. Ai, amigo, vou ver. Você não me falou, vou ver.
Nossa. Até porque eu sou muito autocrítico com tudo que eu faço. Então, eu preciso ver até pra… Até se for pra não gostar, eu tenho que ver.
Não, aí eu fico com… Me dá uma agonia, assim. Tipo, é quase física mesmo de ficar me vendo. Mas, ó, gente, essa conversa totalmente falsa que eles é pra ilustrar de que as pessoas lidam diferente com as coisas.
Exato, é. E eu acho que o Dan até… Até que deu… É que é isso, deu muito errado, mas aí depois meio que deu certo, né?
A questão dele de como ele lidou, etc. Sim. Eu fico feliz por ele, assim. Parece que ele tá fazendo o que ele quer.
E ele tem a opção de fazer o que ele quer, porque ele tem dinheiro, porque eu acho que as pessoas, enfim, conhecem ele e sabem que ele tá fazendo um trabalho bom. Então, top. Parabéns, dá um beijo. Não, é.
E é incrível como as pessoas querem fazer muito disso. Tipo, assim, ai, um fracasso, né? Assim, tipo, ai, nossa, o Daniel Radcliffe. Sei lá, só porque não fez um filme, sei lá, ganhador de Oscar ou que fez três em bilhões em bilheteria.
É considerado um fracasso. Só que, mano, o cara tá super bem, sabe? Assim, com ele mesmo, com a carreira dele, ele tá muito de boa e satisfeito, sabe? Então, como a Marina falou, né?
As pessoas têm ideias diferentes do que fazer com a sua própria carreira. Então, pra algumas pessoas, é importante fazer filme que renda grana. Pra algumas pessoas, é importante fazer filme diferente. Pra algumas pessoas, é importante fazer filme com gente grande, né?
Cada um, cada um. E já dizia, acho que a Tati quebra barraco e fala, ó, quem gostou bate palma, quem não gostou, paciência. É isso, não é? Exato.
A frase perfeita. É isso, gente. A gente vai ficando por aqui com essa discussão sobre Daniel Ed Cliff. Se vocês ainda não escutaram o episódio sobre a Emma, tem também o episódio já sobre a Emma.
E, em breve, no futuro, vai ter também, ainda este ano, um episódio sobre o Rupert Grint, que vai ser difícil de fazer, porque eu não assisti nada que ele fez. Mas até lá, quem sabe, né? Vamos, vamos atrás, amigo. Vamos correr atrás.
Eu vi duas coisas, kkk. Eu também não vi nada. Gente, vamos lá, fé. Então, a gente vai se preparar pra fazer esse episódio, gente.
Então, a gente vai ficando por aqui. Mas, antes disso, vamos lá. Redes sociais de todo mundo, pra vocês seguirem todo mundo e discordar de todo mundo ou dar amor pra todo mundo. As minhas.
Vamos começar por mim. As minhas é im Pedro Martins. Instagram, Twitter, Facebook, tudo quanto é coisa. Vocês vão me achar lá.
E as suas, Marina? As minhas são todas Marina Anderi. Marina NDRI no Twitter, Facebook, Tiktok. Quer mais Instagram?
Isso aí. E aí, antes da gente falar as do Evandro, como Evandro já apareceu muitas vezes, ele é um convidado, porque a gente não tem tanto… Assim, não tem que fazer sala. A gente vai falar…
Não tem consideração mesmo, né? É, a gente vai falar primeiro as do Poteiriche. Quais são as do Poteiriche, amiga? Que absurdo.
É a roupa Poteiriche Oficial no Instagram e a roupa Poteiriche no Twitter, Tiktok e Facebook. E aí, né, claro, pras últimas notícias do mundo bruxo, quiz, teste, artigo, poteiriche.com. É isso, acabou. Mentira, gente.
Não, vai. E as suas, Evandro? Quais são? Ah, eu tô ofendido, não vou dizer.
Vou encerrar minha participação aqui. Vou sair do podcast. Ah, tá bom. Então boa noite.
Brincadeira, gente, ó. Me sigam no Twitter, é arrobaevandroeslira e no Instagram é evandrolira, sem o S, tá? É isso. Beijo, gente.
Até a próxima. Beijos. Beijo.







