#29: Relendo Harry Potter e a Pedra Filosofal
Para a estreia da 2ª temporada do Semanário dos Bruxos, o podcast do Potterish, os apresentadores Pedro Martins e Marina Anderi dão início ao projeto de releitura de Harry Potter. Lançados mensalmente, os episódios trazem novas percepções sobre os livros, que, mesmo tanto tempo após terem sido lançados, ainda são capazes de nos surpreender.
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Sejam muito bem-vindos de volta ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche, que continua indo ao ar toda terça-feira após esse período de pausa que a gente fez, né Marina? Exatamente, tamo aí. Tamo de volta, segunda temporada desse podcast maravilhoso. Sou suspeito pra falar, mas enfim, né?
Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Andelis, gerente de marketing. Marina, a gente esteve de férias do podcast esse tempo todo? Que nem foi um tempo tão grande assim, foi um mês, mas enfim.
Ah, eu adoro a ironia de chamar de férias, né? Porque assim, a gente não publicou episódio. Agora, no caso assim, continuamos gravando até mais do que a gente gravou antes, né? Editando.
Foi realmente pra adiantar as coisas, agora férias mesmo. Acho que uma semana, teve uma semana que a gente ficou sem fazer nada. A primeira, o resto? Cacacá.
Inclusive, bom, claro, se você leu já o título desse episódio, que provavelmente você já fez, né? A gente tem um projeto especial agora pra essa temporada, né Marina? Sim, a gente tá relendo os livros de Harry Potter. A ideia então é fazer um episódio sobre cada livro, discutindo, né?
A gente imagina que conforme a gente vai avançando na história, a gente imagina que os episódios vão ficando maiores e tals. E justamente por causa disso, porque a gente sabe que é complexo discutir um livro, vai ser só eu e o Pedro, não vai ter convidado, porque é muito esquisito. Exato, a gente não queria incluir mais uma pessoa nessa discussão, porque tá sendo interessante até eu e Marina reler, né? E a gente vai comentando um com o outro no WhatsApp.
Também achar uma pessoa pra se comprometer, né? E aí é uma experiência também pra vocês contar pra gente depois, enfim, o que vocês acharam desse episódio sem convidados. Todos os outros vão continuar a ter convidados da gente nessa temporada, é só esses mesmo, que vão sair mais ou menos uma vez por mês, né Marina? Exato, a ideia é mais ou menos…
Alguns tem uma diferença de umas duas, três semanas, outros é um mês. A ideia é a gente fechar nesse ano ainda todos os livros. Mas aí vai ser isso, aí vocês vão mandar tipo, nossa, mas muito chato ser convidado, eles são uma graça, Pedro e Marina são muito chatos, eu vou falar assim, nossa, tchau, enfim. E aí também é claro, né gente, a gente queria sim organizar um clube de leitura em que vocês participassem ativamente e tudo mais, mas a que ponto a gente que a gente tá sempre gravando os episódios muito antes deles irem ao ar.
Então seria um pouco complicado, quem sabe no futuro, mas a gente super convida vocês a lerem junto com a gente, né Marina? Não, exato, fiquem super à vontade, porque aí acho que vocês ficam até mais tinindo assim, pra poder discutir, trazer pontos. É uma coisa que tá sendo interessante essa experiência, porque cara, não tem como, a memória não é infalível, né? Então tem várias coisas que eu não lembrava, ou que não era tão claro pra mim, que agora tá sendo bom, acho que isso vai enriquecer o podcast.
E aí po, é isso, se vocês quiserem reler aí junto com a gente, também vai enriquecer vocês como ouvinte. Cara, se você nunca leu os livros, por exemplo, acho que pode ser legal, né? Pode ser uma experiência. Leu o livro e depois vem ouvir aqui, para esse episódio agora vai ler e volta.
É, quem sabe a gente consegue, sei lá, no final de quando a gente terminar tudo, a gente faz um episódio chamando alguém que nunca leu, alguém que já leu mil vezes, enfim, quem sabe? Pra discutir em termos gerais. Acabei de ter essa ideia, você gostou, Marina? Gostei, amigo, tá provado.
Olha lá, tá vendo? É assim que você gosta de reuniões. Então, na realidade, rodou a vinheta, mas antes de começar a discussão, eu queria saber de você, Marina. Quanto tempo faz que você não lê os livros?
Como é que tem sido, assim, essa sua vida de leitora de Harry Potter? Então, que eu não leio pedra filosofal, faz… Nossa, que vergonha, gente, sete anos. Meu Deus, eu já tava achando que eu não lia fazia tempo.
É que, cara, eu não sou de reler coisas, isso é um problema. Imagino que tenha sido uma experiência ainda mais interessante, né? Eu, inclusive, achei que na produção da pauta, você notou muito mais coisas do que eu, por exemplo. É, então, eu acho que tem um ponto de que, tipo assim, eu sou uma pessoa que lê devagar.
Eu gosto de ler devagar. Então, eu acho que tem um pouco isso também, de que, tipo, eu vou lendo bem aos poucos, e aí eu acho que me dá tempo de refletir sobre várias coisas. Mas também, eu acho que é porque fazia muito tempo, assim. Eu não sou de reler, no geral.
Harry Potter eu releio, mas dá pra ver que não com muita frequência. Então, foi bem interessante, eu achei a experiência, assim. Principalmente porque o nosso convidado frequente, o Evandro, também tá relendo e tals. E aí, tipo assim, é muito louco como as coisas mudam de diversas formas.
Porque, tipo, em cinema a gente aprende que quando você tá vendo um filme… Pra quem não sabe, gente, a Marina e o Evandro, nosso convidado repetido de muitos episódios, são formados em cinema. Exato, muitos cineastras. Enfim, o ponto é que a gente aprende em cinema que o filme que você tá vendo agora, ele não é só esse filme sozinho.
Ele é um filme, mas todos os filmes que você já viu, mais sua experiência de vida, sabe? Isso a gente chama de repertório. Então, quando você tem um repertório menor, você vai ter uma visão diferente quando você tem um repertório maior. E aí, pra mim, eu li vários livros desde então, de diversas formas.
E também, me formei na faculdade, vi morar sozinha, sabe? Tipo, né, saí da casa dos meus pais. A vida muda, né? Não, a minha vida mudou muito desde a última vez que eu li Harry Potter.
Então, a minha visão das coisas vai ser diferente, sabe? Não só porque eu sei mais de interpretação de texto, tá ligado? Mas porque eu mudei, entendeu? E aí, eu não sou a mesma pessoa que leu da outra vez.
Isso é muito legal. E eu acho que o mais incrível é que continua incrível. O livro continua ótimo, tá ligado? Isso não muda.
Mas com certeza muda várias perspectivas que eu tinha, sabe? Porque antes não tinha como eu ter. Meio isso mesmo. É, pra mim, eu releio Harry Potter com alguma frequência.
Provavelmente, assim, todo ano eu relia algum livro. Acho que o único ano que eu não relie nada foi 2020. Porque foi o ano que eu estive muito ocupado. Mas…
2019, eu tenho certeza que… Eu comecei a reler quando lançou os ilustrados. Então, o Pedra… Eu relie 2016, que saiu o ilustrado.
Em português deve ter sido 2017. Enfim, não lembro exatamente. E aí, eu fui relendo. Relie o Câmara.
Eu parei assim. Chegou em Ordem da Fênix e eu não continuei. Então, A Ordem da Fênix vai ser um livro que faz quase dez anos que eu não leio. Mas os outros eu li um pouco mais, sabe?
Então, faz, sei lá, uns quatro anos que eu não releio. Faz três, quatro anos. Não faz muito tempo assim. Mas, assim, muda.
Muda porque, assim, a minha vida não mudou tanto. Meu dia a dia. Mas mudou muito. Eu amadureci, né?
Claro. E também, enfim, meu repertório literário. Mudou muito. Que eu passei a ler.
Atualmente eu leio muito mais… Muito mais livro brasileiro. Muito mais clássico. Muito mais livro fora até um pouco de eixo comercial.
Então, muda. Não tem como não mudar a sua visão sobre as coisas. Não, total. Isso é muito louco e muito legal, né?
Não, e a questão de língua também, né? Eu, por exemplo, eu relie. Pelo menos, por enquanto, eu estou relendo em português, né? E estou escutando também o áudio livre em português.
Mas Marina imagina que leu em inglês. Ela já tinha lido em inglês, com certeza. Só que para vocês, por exemplo, se vocês nunca tiverem lido e quiserem ler, vai mudar. Só de vocês lerem em outra língua, assim, vai mudar muita coisa.
Eu senti isso. É, então, tipo, eu li em inglês o primeiro. Só que eu só tenho o primeiro em inglês. E aí agora eu estou lendo Câmara em português.
E já está tendo muitas coisas. Enfim, a gente vai discutir isso no episódio de Câmara. Não vou adiantar. Mas já tenho umas coisas que pegam de uma forma diferente, eu acho.
As versões, né? Acaba aqui. A tradução é uma versão. Exatamente.
Mas vamos lá. Vamos começar essa discussão sobre a Pedra Filosofal, especificamente. Depois dessa longa introdução que a gente se permitiu ter. Uma coisa que é surpreendente para mim, Marina, assim, apesar de ser um pouco óbvia, é como os personagens parecem diferentes do que a gente tem na nossa cabeça, né?
Depois de ter lido todos os livros e assistido todos os filmes tantas e tantas vezes. Se a gente for considerar só a Pedra Filosofal, os personagens adultos, por exemplo, muitos deles a gente não conhece de fato, né? Enquanto as crianças, por exemplo, muitas delas ainda vão mudar muito pelas experiências da vida e pelo amadurecimento que esses personagens vão passar, enfim. E alguns personagens específicos chamaram muita atenção, né?
Tanto para mim quanto para ti, enquanto a gente lia. E a gente queria falar sobre alguns personagens específicos. Eu acho que o primeiro deles, talvez até em ordem cronológica, digamos assim, são os Dursley, né? Sim.
Cara, porque enquanto eu estava lendo, eu fiquei pensando muito no nosso episódio sobre a Petúnia. Que assim, no caso é isso, eu e o Gabi estávamos certos, o Pedro estava errado. Mentira. Mas o ponto é tipo, eu pensei com a seriedade que a gente estava discutindo aquilo, tá ligado?
Acho que chega a ser um episódio até pesado, né? A gente fala lá de abuso, de todas as coisas. E tipo, tudo aquilo ainda é verdade, só que o ponto é que em Pedra Filosofal, enfim, depois a gente sabe que fica mais intenso, mas em Pedra Filosofal, gente, é muito caricato, é muito sátira, tá ligado? Não é pra você ler aquilo e você ficar tipo assim, né?
Meu Deus, conselho dutelar. Eu chamar o conselho dutelar. Exato. É muito tipo assim, kkk, que pessoal ridículo, meu Deus, mano.
Sabe? Porque o início mesmo, gente, é perfeito. Tipo assim, que fala, né? Enfim, né?
Segura você muito normal, muito bem obrigado, etc. E fala, porque a Petúnia tinha um longo pescoço que era ótimo. Que era útil, né? Facilitava pra ela olhar a vida dos outros, olha pela cerca, a vizinha.
Gente, isso é muito… Cara, sabe? É, é uma sátira, né? Tipo, é um narrador meio que zoando a família Dursley, né?
É, exato. Tempo todo tá zoando, tá ligado? Então, tipo assim, a seriedade que a gente tem a discutir isso, nesse livro ainda não existe. Obviamente, você sente como o Harry tá triste, como ele é infeliz nessa situação.
Como, cara, isso não é gente de tratar ninguém. Mas a forma que é retratado é muito leve. É muito realmente infantil, tá ligado? Pra criança ler, entender que eles são do mal e que aquilo não é legal.
Mas não pra ficar com aquela coisa, sabe? Isso eu achei muito louco, assim, realmente uma outra visão, assim. Com certeza, né? Com certeza.
E acho que isso diz um pouco pra gente até sobre o Harry, né? Porque, especificamente ali nesses primeiros capítulos, o Harry é muito irônico, né? Ele é muito engraçado. Então, por exemplo, eu lembro de uma passagem específica que, enfim, a Tia Petúnia tá atingindo as calças antigas do Duda.
Pra ele usar na nova escola dele. Aí ele acorda meio assim, olha tipo… Ela fala, ó, eu tô atingindo essas calças aqui pra você. Aí ele meio que tipo, nossa, eu não sabia que precisavam ser tão molhadas.
Sabe? Tipo, de um jeito muito engraçado, irônico, assim, sabe? Ele tá muito triste com aquilo, mas ele não deixa os Dursley perceber que aquilo tá afetando ele, né? Não, total.
Tipo, o que você sabe dele é pelo ponto de vista dele, né? Então, narra essas coisas. Mas a fala dele para com os Dursley, né? Eu acho que até a impressão que passa no filme é muito que ele tá tipo, foda-se, tá ligado, assim, responde mal mesmo.
Ele já tá na merda, né? Assim, é meio isso. Exato. Ele é muito boca dura, né?
Uhum. Ele é muito boca dura. E, inclusive, ele em si, né? Uma perspectiva que a gente não tem muito, né?
Sobre como ele se desenvolve ao longo do filme. Eu acho que, sobre como ele se desenvolve ao longo do livro, eu acho que é um pouco mais nuançado, né? As fases pelas quais ele vai passando em comparação com o filme, né? Gente, eu fiquei com muita dó, assim.
Caramba, como ele é sozinho, né? Como ele realmente fica muito chocado com qualquer demonstração de afeto, de alguém se importar com ele. Sabe, de querer saber do seu bem-estar. Ele fica muito chocado.
É que é isso. Tipo, ao mesmo tempo que é muito caricaturista dos Dursley, quando chega a parte do Harry, eu juro pra vocês que eu tô naquele meijando. Fiquei tadinho, cara. É isso.
Depois ele cresce e vira insuportável. Mas, tipo, nesse momento é muito triste, realmente. Porque ele fica muito surpreso com qualquer gesto de afeto. Então, pô, pra isso, né?
Quer dizer que você nunca teve nada na tua vida. Exato. Eu acho que é muito interessante acompanhar isso. Porque você tem ali no filme, né?
Tipo, nossa, eu nunca ganhei um presente, né? Você tem essa reação dele que mostra que ele realmente não conhece esse afeto e tudo mais. Mas no livro, não tô falando que o filme tá errado, mas assim, a narrativa de livro é assim. Você vai vendo isso com mais calma, né?
Você vai vendo isso com mais detalhe, mais nuançado. Eu acho uma experiência muito interessante, assim. É, porque é isso. É uma fala ou outra, entendeu?
Agora eu não vou lembrar de qual é isso exatamente. Mas é um negócio meio assim, tipo assim. Ah, e aí… Isso é um exemplo inventado, tá, gente?
Mas tipo assim, aí o Rony olhou pra trás pra ver se ele tava seguindo ele. Nunca ninguém antes se importou se ele tava no lugar ou não. Tá ligado? Tipo, meio assim.
É um comentário. Tipo Dobby, sabe? Meio Dobby. É, exato.
É um comentário, assim. Um monte de passagem, mas que se… São vários, né? Então vai pegando, assim.
Uhum. E um personagem também que eu acho que a gente… É inevitável, gente. A gente não tá falando sobre os filmes, mas é inevitável.
O Rony. O Rony nos livros, ele é completamente diferente, né? O primeiro ponto que eu acho que a gente tem que atentar que ele é diferente é porque ele é o cara que conhece tudo do mundo bruxo. Assim como a gente falou no nosso primeiro episódio do Semanário dos Bruxos, é ele que explica pro Harry, e até pra Hermione, como funciona o mundo bruxo.
Enquanto nos filmes essas falas foram todas pra boca da Hermione. Mas tem uma outra questão também, né? Sobre o Rony e a Marina, que é muito diferente no livro. Eu achava, na verdade, que a questão de ele ser muito inseguro e dele sentir que ele tem que se provar em relação aos irmãos dele, eu achava que era um negócio subtenido.
Mas o negócio é muito claro, tá ligado? Tipo assim, o Dumbledore fala isso com todas as palavras. O Dumbledore explica pro Harry por que o Rony se veria ganhando a Taça das Casas, tá ligado? A própria cena dele se vendo no espelho de hoje ganhando a Taça das Casas já mostra muito isso, né?
Não, não é exato, mostra, mas aquilo tipo ele falando e o Harry tipo, oita, por que você tá vendo algo diferente do de mim? É uma coisa que você pode entender, né? É uma figura de linguagem, digamos assim. É, você pode entender, mas não tá escrito.
Agora o Dumbledore literalmente fala isso. Aham. O Rony vai ver isso porque ele é inseguro, ele quer se provar. Tipo, com todas as palavras, tá ligado?
Sobre todas essas coisas. E você já vê ali no início essa questão, essa grande diferença do Harry e Rony, né? De tipo, como o Rony sente essa insegurança e se sente desvalorizado pela família ao mesmo tempo que ele não valoriza as coisas de boas que ele tem que o Harry não tem, né? E aí cria essa estoa, né?
Sim, ele ganha o sweater lá de Natal e fica, nossa, você deve ter ganhado um sweater que nem eu, Harry. Fica, ah, que saco. E o Harry fica assim, maravilhado. Meu Deus, um presente, sabe?
Tipo assim, que legal. Aham. Então, tipo, já fica ali muito claro também essas diferenças e só vai, enfim, aumentando conforme o Harry vai tendo mais contato com os Weasley, né? Como que eles têm visões completamente diferentes disso da família.
Aham. E a Hermione também é um personagem que é… Eu acho que talvez nos filmes a gente tem um pouco a impressão de sim. A gente sabe que, né, é, por isso que ela não tem amigos, enfim.
Tem ali aquele iniciozinho que realmente todo mundo não gosta dela mas no livro isso é muito maior, né, Marina? Parece que, assim, a Hermione vai virar amiga dos dois. Parece que já passou da metade do livro, enfim. Já tá muito lá na frente, né?
É, acredito que sim. Então, ou seja, a gente vê muito mais tempo dela sendo insuportável. Porque é isso, tipo, cara, uma menina que fica mandando você fazer as coisas ou te repreendendo, quando você não gosta da pessoa, você não tem afeição, você não vai ver isso com bons olhos, tá ligado? Porque realmente só vai parecer uma pessoa mandona.
Quando você é amigo, aí já é diferente, né? Já vê de outra forma, já vê como um cuidado, já entende que a pessoa é assim, que a intenção é boa, tal. Então, realmente, tem muito tempo ali que é o Harry Hones sendo amigos e a Hermione de vez em quando aparecendo. Ela é muito presente na narrativa, mesmo eles não sendo amigos.
Ela toda hora é citada de uma forma ou de outra, né? Mas parece que no filme é mais rápido, né? Essa amizade, né? Sim, é muito mais rápido.
E ela ganha eles justamente porque ela tem essa coisa de se arriscar por eles, né? De, tipo, não se arriscar fisicamente, né? Mas de falar, tipo, não, eu que achei que eu poderia vencer o Trásco e eles vieram aqui e vieram me ajudar. Então, tipo assim, beleza.
Então, eles salvaram ela, ela também se colocou em risco, né? E aí eles ficam, nossa, então pera, ela é maneira, tá ligado? Ela não é só essa menina aí, mandou ela inteligente. E aí tem aquela citação maravilhosa que eu vou parafrasear, mas que é basicamente, então, é no final de algum capítulo, então, depois de aquele dia, algumas coisas não se podem fazer sem ser melhores amigos, enfrentaram o Trásco, o Montagnese é uma delas.
Enfim, a frase é muito mais bonita, tá, gente? Mas, enfim, eu achei muito fofo, realmente. Não, exato, é uma coisa muito, muito intensa. É muito, muito intensa, né?
E é fofo, assim, realmente. E é uma coisa, inclusive, né? Por exemplo, tipo, o Rony e a Mione, eles têm umas farpas, mas não é nada demais. Assim, é bem tipo uns comentários, assim.
E assim, cara, desde o início, beleza, eles têm ali 11 anos, pelo amor de Deus, não vamos sexualizar crianças, mas, assim, eles têm uma relação muito diferente desde o início. É, eu não sei dizer exatamente, não sei se eu tenho essa impressão, né? Eu acho que ali no início ainda é meio nivelado, assim, tipo. O ponto é esse, é que o Rony, ele é mais…
Ele se incomoda mais com ela, e ela também se incomoda mais com ele. Sim, exato, eles têm uma implicância maior um com o outro, mas não é nada demais, assim. Não é nenhuma coisa assim, nossa, eles estão brigando horrores. É uma sementinha, assim, eu que sou shipper deles, eu enxergo como uma sementinha.
Exato, não, tudo bem, se é shipper, tudo bem, eu permito. Exatamente. Mas é isso, eu acho que ainda é o que é esse, eles não têm uma relação com um grande conflito. É, alguns momentos é o outro que o Rony fica, tipo, af, e responde uma coisa, e ela fica af e responde outra, mas…
E tem momentos o Harry também responde, Hermione. Sim, o que não tem nos filmes, inclusive, também, basicamente. Exato, exato. Então, tipo, eles ainda estão ali nesse momento de…
De que entender o limite um do outro, né, o que você pode… O que faz sentido se falar dentro daquela amizade ou não, né? Uhum. E o elenco adulto, né, gente, também, tem bastante coisas interessantes sobre discutir, mas…
Uma delas é o Snape, a gente vai discutir o Snape depois, é um ponto específico. Então vamos pro Dumbledore. O Dumbledore, gente, é assim, ele é o… ao mesmo tempinho que ele é pintado como bom velhinho, né, Marina?
Uhum. Ele é doido, assim, tipo, meio lunático, né? Ele transmite uma aura de meio lunático, né, nos livros. Nos livros não sei, mas nesse livro especificamente.
Exato, é tipo, é meio isso, ele é brilhante e tal, ele é muito poderoso, mas ele é doido, ele é maluco, e é isso, sabe? Então, acaba que ele tem umas falas, umas coisas, uns momentos, né? Primeiro que ele e o Harry vão ter a primeira conversa ali depois, mais da metade do livro, quando o Harry vai, né, estar no Espirit of the Dead olhando. Ou seja, demora muito pra eles terem uma primeira interação.
Uhum. E aí, eles têm uma segunda interação depois, né, quando o Harry já foi lá e pegou pedra pelas duas falas, etc. Então, são duas conversas, é muito pouco. A gente realmente não sabe nada do Dumbledore, e ainda é uma figura muito afastada.
E aí, eu acho que afastada é inclusive o suficiente pra ele meio que facilitar de algumas formas, né, pro Harry ir lá e entrar no nosso apão e pegar a pedra. E você não achar esquisito enquanto leitor, sabe? Tipo, o diretor da escola tá mandando o menino fazer isso. Exato, porque o cara é doido, entendeu?
É isso mesmo. Não, ele é doido assim, no primeiro capítulo, gente. Primeiro capítulo, assim, já tem ali, tipo, a Minerva, né, quando o Hagrid chega com a moto, e aí ela vê aquela cicatriz e ela fica Meu Deus do céu, essa cicatriz, Dumbledore, não dá pra tirar isso. Ele, não, e eu nem tiraria.
Eu, por exemplo, tenho uma cicatriz que é muito útil. É um mapa do metrô de Londres no meu joelho. Tipo, aleatório, sabe? E tipo, umas coisas assim, tipo, aí, professora, você quer um caramelo de limão?
É um doce trouxa que eu gosto muito. Tipo, ele é lunático, assim, completamente lunático. Exato, eu tô tipo… É excêntrico, né?
Acaba excêntrico, acho que esse é um adjetivo bom. E acaba que é isso, então não tem um peso tão grande as coisas, né? Tipo, ah, ele deixou o Harry com os Dursley, sendo que, nossa, né? Que ele podia deixar ele num lugar melhor.
Ah, não, porque o Harry se arriscou e ele foi… Sabe, tipo, não é tão pesado. As coisas realmente, elas vão ganhando peso conforme a história avança nos livros, tá ligado? Os livros vão se tornando mais adultos.
O que não dá nem pra saber se é uma coisa proposital ou não, né? Tipo, é um livro infantil, então a autora teve que, de alguma maneira, deixar as coisas um pouco mais leves. Mas eu acho que não. Eu acho que era o objetivo desde o início, assim, sabe?
É, não, exato. Tipo, era meio que… O tom era esse e aí o negócio vai aprofundando, assim. Porque também é difícil.
Você tem tanto personagem, você tem uma história que vai ser tão densa, enfim, que fica difícil você ficar pesando nesses momentos, sabe? Tipo, você… Como é que você vai parar ali pra explicar o Dumbledore? Não tem como, sabe?
Então, tipo, acho que tudo é no ritmo que tem que ser mesmo. Mas é real. Tipo, ele realmente é isso. É um velho maluco e é isso.
E que se veste de uma maneira muito maluca, né? Isso, sim, é uma questão que todos os personagens, na adaptação dos filmes, todos os personagens ganharam roupas muito pouco excêntricas. Mas eu acho que o Dumbledore, assim, ele é muito excêntrico, né? O look dele.
E então a gente não pega… Eu acho que querendo ou não é isso, né? Tipo, o figurino ajuda a contar a história. É uma narrativa dentro de um filme.
A parte, né? Uhum. E aí isso perde também, né? Perde também, né?
Porque eu sei que talvez seria difícil fazer um Dumbledore caricato e, tipo, doido, lunático no filme. Mas só de tentar umas roupas estranhas lá já funcionaria. Só que ao mesmo tempo, enfim, ficaria estranho. Porque é tudo colorido, tudo estranho.
Mas, enfim, é uma coisa que eu notei também, assim. Sim, total. E por outro lado, né, Marina? Existe um personagem que não mudou nada, né?
Desde o início. Afinal de contas, ele morre. Não é mesmo? Esse personagem é o Professor Quirrell.
Que, sim, tem um nome muito difícil. Fala com a gente, gente. Vai, pause aí e repete. Quirrell.
Quirrell. Enfim, Kirino. Kirino Quirrell. O que você acha dele, Marina?
Cara, eu acho interessante, assim. É isso. Acaba que realmente é um personagem que a gente não sabe muito e a gente nunca vai saber. Porque já era.
É isso. Acabou. Ficou com Deus. Mas eu acho interessante, assim.
O que a gente tem, o momento final, que é quando a gente sabe sobre ele. Eu fiquei me questionando algumas coisas, assim. Tipo, ele parece ter medo, né, do Voldemort. Uma jornada meio rabicho, talvez.
É, exato. Eu pensei nisso. Um rolê meio Pedro Pedro de Gru. Mas no tempo que ele tem algumas falas que mostram a admiração que ele tem pelo Voldemort.
Essa busca pelo poder, então… Pelo Voldemort isso não fica nem muito claro se é pelo Voldemort ou se é pela busca pelo poder, né? É, eu acho que meio que os dois, né? Tipo, esse cara aí que é essa lenda, né?
Tipo, realmente. E é meio isso, né? Ele diz que ele era uma pessoa que não tinha visão nenhuma, que era um boboca. Até que ele conheceu o Voldemort.
Então, tipo, eu não sei o quanto é uma coisa que veio dele, que ele tinha no fundo dele. E foi inspirada pelo Voldemort. Se ele foi convencido, se ele é tão influenciável. Não sei, mas ele tem essa fala, né?
Tipo, não existe o bem e o mal, existe apenas o poder. E aqueles, tipo, fracos demais para persegui-lo, assim. Tipo, cara, essa fala é muito interessante. Eu acho que ela diz muita coisa.
Então, me parece talvez que a linha argumentativa, inclusive, do Voldemort pra ele seria algo nesse estilo de, tipo… Cara, você… E, às vezes, ele falou, tipo, eu sou uma pessoa boa. Não, você não é bom, você é fraco.
Tá ligado? Sim. Me parece. Eu fico pensando, né?
Tipo, ele tem medo, mas ele tem admiração, mas ele… O cara, de repente, virou, entrou no corpo dele. E aí, tipo, ele tem um arrependimento, ao mesmo tempo que ele acha que ele merece, né? Porque ele realmente é fraco.
O mestre tem que ficar mais de olho nele, né? O que ele fala. Ele é um personagem talvez mais bidimensional, tridimensional. Não sei se tri, mas, enfim, ele tem mais profundidade, né?
Mesmo assim. Tipo, e eu acho que é interessante, porque ele é o grande, por enquanto ali, o grande vilão da história, né? A personificação do vilão. É, exato.
Eu acho que quem precisava, naquele momento, ser ultra-desenvolvido, né? Enquanto adulto, principalmente, era ele. E eu acho que só nessas pequenas trocas que tem com o Harry ali, naquele capítulo, né? Que ele tá lá, enfim, pra pegar a pedra filosofal.
Eu acho que ali já tem uma coisa bem interessante. Tipo, já gera esse questionamento. É o que eu falei, né? Quando eu apontei pro Pedro que eu queria falar do Cure.
Tipo, cara, não dá pra fazer uma pesada sobre ele. Mas eu acho ele interessante. Eu acho que ele me traz um pouco essas dúvidas, sabe? Uhum.
Enfim, não é exatamente um personagem. Mas uma questão que me chama muita atenção também, Marina, é a Sonserina, né? Assim, a Sonserina é 100% a casa das pessoas más. Não tem nem espaço pra se questionar, assim.
Desde o início ali, chegou em Hogwarts. Enfim, Sonserina é tudo um bando de escroto. Enfim, é difícil o leitor ter qualquer interpretação diferente dessa, sabe? Por isso que eu acho que talvez a Sonserina tenha um pouco dessa imagem.
Porque, pelo menos, vamos ver nos próximos livros. Enfim, pelo menos, neste livro, a Sonserina é péssima, né? Não, cara. É realmente feito pra ser o negócio, assim, mais preto no branco possível.
Aqui, o narrador julga também. Uhum. O narrador fala, né? Tipo, assim, tem várias coisas, vários momentos.
É isso, é os vilões e tudo mais. Eu vou, gente, pera. Eu vou pegar minha pedra pra você falar, porque tem uma parte aqui que eu preciso ler. Calma.
Você até marcou. Então, tá aqui. Eu vou até deixar o barulho der virando as páginas pra ficar uma coisa, assim, interessante. Sonorização.
Exato. Tá aqui. Cara, a música do Chapéu Seletor, ele fala o seguinte, ó, sobre as casas. Da Grifinória ele fala que a casa onde habitam os corações de Dómitos, ousadia sangue fir nobrez.
Tá. Lufa, lufa. Moradores são justos, leais, pacientes, sinceros, sem medo da dor. Corvinal.
Velho e sábia, mente sempre alerta. Homem de grande espírito e saber. Chega da Sonserina. Ou quem sabe a Sonserina seria a sua casa.
E ali fará seus verdadeiros amigos. A astúcia que usam quaisquer meios para atingir os fins que antes colimaram. Ponto é. Então todas as lutas têm características.
Grifinória tem as características, lufa, lufa, corvinal. Chega na Sonserina e ele fala de encontrar os verdadeiros amigos. Tá. Isso não é uma característica, né?
Mas tudo bem. Aí depois, o único característico é a astúcia que fala que, meu, vai passar por cima de qualquer um pra conseguir o que quer. Ou você vai pra Sonserina onde os fins justificam os meios. Exato.
Tipo, é muito tendencioso, tá ligado? É assim, na música ele fala todos os característicos das outras casas e da Sonserina não fala. Então, gente, não tem como ter uma impressão diferente. Acabou.
A gente vai reparar, inclusive, como que isso vai progredindo ao longo dos próximos livros, tá? Exato. Fica uma anotação aí pra nós mesmos e pra quem estiver ouvindo decidir reler com a gente. De ir reparando como que isso vai mudando.
Ou não, né? Tem que ver o quanto da interpretação da Sonserina é dos livros e o quanto é a gente projetando coisas. Exato. Eu fiquei, caramba, cara, é muito pessoal do mal.
Assim, eu não consigo ver isso mudando em câmara, porque as câmaras secretas, né? A Ordeira e a Sonserina, etc. É, não. Com certeza não.
Então, realmente, que loucura. Exato. E outra coisa muito interessante também sobre A Pedra da Filosofal é que, apesar de ser um livro tão curtinho, né? A edição brasileira deve ter uns 220 páginas.
Há menções, há muitas coisas que vão ser relevantes no futuro, nos próximos livros, né? Existe um termo técnico pra isso. Chama-se foreshadowing. Não existe uma tradução pra essa palavra em português, mas seria algo em torno de prenúncios.
Ou talvez uma palavra um pouco mais simples. Pistas, entendeu? Pista é mais um termo que a gente também usa no cinema. De uma coisa, de um elemento que aparece, que quando ele aparece você não acha que ele significa nada, né?
E depois ele é algo importante. É, por exemplo, assim, no início minha mãe me dá uma tesoura de presente e eu acho ridículo. E aí no final eu tô preso numa corda e tô com a tesoura no meu bolso e eu consigo me soltar. Tipo meio isso, sim.
Porque a tesoura não pode brotar do chão, porque senão seria um problema. É, não, então, tipo, é uma coisa que nesse momento você acha que não significa nada, né? E aí ela significa. É tipo isso, sabe?
É uma técnica, inclusive, de fazer as narrativas ficarem… Porque é isso, né? Se a tesoura não pode brotar do chão, porque senão seria falso, soaria falso, quando ela já tá lá com a pessoa o leitor ou o espectador não estranha, né? Porque, não, tá lá com ele já é só no precedência, mas tá lá com ele faz tempo, né?
Isso, eu acho que além de tudo gera uma verossimilhança, né? Quer dizer que é algo que é incrível dentro do universo que você tá lendo no negócio. Então, tipo assim, as coisas não surgem do nada, elas são desenvolvidas. Isso é muito importante porque a gente tá lidando com uma série de sete livros, né?
E como a gente até, enfim, já ouviu falar e tal, leva a gente a acreditar que a J.K. Rowling sabia de tudo o que aconteceria desde o início, né? Não de tudo, mas, enfim, pontos muito importantes, né? E aí o Pedro me falou que tava dando uma pesquisada e tem histórias muito curiosas, né?
Sobre o bastidores do primeiro capítulo de Apedra Filosofal. Sim, sim, total, assim, tem um documentário em que a J.K. Rowling disse que ela escreveu quinze capítulos diferentes para a abertura da história, né? Pra ser o primeiro capítulo do livro.
E que se todos fossem diagramados juntos, juntados, eles revelariam basicamente a história de todos os sete livros. Sem detalhes, é óbvio, né, gente? Mas, enfim, revelaria o plot de todos os sete livros, né? Esse documentário que eu tô citando, inclusive, ele foi produzido pela BBC e ele foi exibido nas redes de televisão, enfim, em 2001.
Faz muito tempo, né? Faz muito, muito tempo mesmo. Ele se chama Harry Potter and Me, ou Harry Potter e Eu, provavelmente. Deve ter no YouTube, ou quem sabe até num streaming aí da vida, numa GNT, não sei.
Pra caso alguém tenha interesse em assistir. Exato, no YouTube tem em inglês. Inclusive perguntaram pra mim dia desses, sabia? Amiga, peraí, tem uma aranha gigantesca, vai tipo…
Meu Deus, era GOG? Meu, ela tá fugindo! Amigo, isso não era só que você tá na mão? Meu, tipo, na moral, é que eu matei e esmaguei, mas assim, deste tamanho.
Gente, assustos em Hogwarts. Poxa, a aranha podia ter esperado o episódio de câmara, né? Sim, exatamente. Meu Deus.
Voltando, vai. Voltando, enfim. Mas o que eu ia dizer é que, tipo, teve até um menino que mandou mensagem já desse, perguntando desse documentário, mas eu só achei em inglês no YouTube, mas eu não procurei em streaming, é uma ideia. Pois vamos ver se tivermos.
Enfim, mas além disso, o Pedro também me contou umas outras histórias meio doidas, né? E, tipo, uma versão, tinha até a família Potter vivendo em uma ilha remota, aí o pai do Hermione, ele vê uma explosão no mar, ele vai ver o que tá acontecendo, e aí ele encontra a casa dos Potter em ruínas. Tipo… Sim, é, é, eu acho que ela tava brincando com mil possibilidades de começar a contar aquela história, né?
E, enfim, tinha essas coisas bizarras, mas ao mesmo tempo, enfim, revelava muito sobre muitas outras coisas, né? Em uma dessas tantas outras versões, dessas 15 versões, o primeiro capítulo de Pedra seria muito parecido com o primeiro capítulo de O Enigma do Príncipe, que eu não sei se vocês lembram, mas é um capítulo em que o primeiro ministro trouxa se encontra com o ministro da magia pra discutir a situação perigosa que o mundo da magia vivia com a primeira ascensão do Voldemort, né? Então ele foi meio que adaptado pra ser o primeiro do enigma. Não, ainda bem que ela guardou essa ideia, porque, gente, se prepara, quando a gente for discutir o enigma do príncipe eu vou ficar 20 horas falando dessa cena, porque eu acho ela brilhante, assim.
Exato, é. E, mas, de alguma maneira, diz que, enfim, desde o início ela já tinha ideias brilhantes, né? Nesse sentido, narrativamente falando. Uhum.
Mas, enfim, Marina, quais pistas, né? Quais foreshadowings mais interessantes você notou enquanto você relia a Pedra Filosofal desta vez? Então, notei algumas coisas, assim. Essa primeira, por exemplo, nem sei se é coincidência, não, mas, enfim, tipo o Simas comenta do Barão Sangrento, que fala, tipo, ninguém sabe como ele ficou coberto de sangue.
E isso é uma coisa que a gente vai redescobrir em relíquios, né? Quando a gente vai descobrir a história lá do dia da Dama de Ravenclaw, né, que o Harry vai falar com a Helena Ravenclaw, que é, né, a dama cinzenta, o fantasma da Curvinal, e ela fala, né, que, tipo, o Barão Sangrento era apaixonado por ela e ia atrás dela, etc. E aí acaba que nisso ela acaba morrendo e ele se culpa, né, ele se mata, por isso que ele não limpa o sangue, né, nesse momento que ele continua carregando as correntes, né, de como ele se matou, como punição, né? Tipo, é tipo uma falinha, gente.
E a gente vai descobrir lá, nem é super relevante, né, assim, o Barão Sangrento em si, mas… Exato, mas é curioso, né, porque isso de alguma maneira já ensinua o leitor a prestar atenção naquele fantasma, por algum motivo. Não, interessante, um detalhe interessante. E outra coisa é que o Harry tem um momento que ele fala assim, Harry tinha a impressão, às vezes, de que Snape podia ler Mentus.
Cacacacá, estava correto, né, então algo que, pô, lá em ordem, né, que a gente realmente vai saber de verdade. Quatro livros depois. Que é um fator importante, inclusive, pela ligação do Harry com Voldemort e tal, mas já é algo que o Harry reparou e você fica, nossa, realmente, parece, né, que coisa, menino. E aí não tem como ser coincidente, gente, esse negócio do Barão Sangrento pode ser?
O Harry achar que o Snape pode ler Mentus? Não. Não, porque fala mais de uma vez, inclusive, então é realmente algo assim. E aí, enfim, continuando no Snape, tem, enfim, não sei se é exatamente um foreshadowing, né, mas já deixa claro que tem essa reabilidade entre o Tiago e o Snape, né, porque ali no final de Pedra, o Dumbledore explica pro Harry, né, tipo, ó, o Snape odiava o teu pai, mas o teu pai salvou a vida dele.
Então ele se sentia em débito e queria te proteger por causa disso. É uma coisa, é bem engraçado, porque é bem preto no branco, né. O Snape é um escrotão mesmo, mas aí ele queria, né, enfim, ficar aqui, tipo, o Tiago e te proteger. Porque o Dumbledore meio que sempre tem essa coisa de revelar aos poucos, né, pro Harry e consequentemente pro leitor, né.
E passa num panão, né, que óbvio. Então, tipo, já é uma coisa que vai ser retomada, né, no futuro. Você vai entender o nível que eles tinham de validade, é também algo em ordem, né, inclusive, e depois mais ainda você vai descobrir que essa não é a história toda, né, tipo, não é por isso que o Snape tá protegendo o Harry, mas eu acho que é uma explicação boa, assim, tipo, pra não contar a história, eu acho que é uma explicação boa que o Dumbledore encontra. É mais ou menos verdade, né.
Então tem isso, assim, eu acho que o Snape é esse personagem, né. A gente falou, ah, a gente não vai falar do Snape agora. É justamente porque tem esse ponto, né, da rivalidade dele com o Tiago e tals, que fica muito nisso, tá? Ele é um cara, não tem como você não ter raiva, é pra você ter raiva, né, assim como é pra você não gostar da Sonserina, é pra você odiar o Snape, e aí meio no final, tipo, ah, ele não é de todo mal.
Você só entende que ele não quer necessariamente matar o Harry. Exato. Tipo, não é pra ele ser mais uma figura de suspeita, né, que nem ele é nesse primeiro livro. Realmente é só realmente o cara que tá ali no meio, que quer que o Harry seja ferro, que odeia Grifinória, que vai favorecer a Sonserina.
Porque senão isso atrapalharia o plot dos próximos livros até, né. É, não é exato, porque meio que nos próximos, né, assim, ele continua parecendo como essa figura desagradável, pra prejudicar o Harry ele faz, mas não pra matar, nada disso. Exato. E uma coisa que me chamou bastante atenção também é o Sirius, né, gente, assim, não sei se vocês vão lembrar, mas logo no primeiro capítulo, quando o Hagrid tá trazendo o Harry, ele fala assim, tipo, sem nenhuma delonga, assim, ah, peguei essa moto emprestada do jovem Sirius.
E assim, a gente não faz ideia de quem é o jovem Sirius. Não fala mais do Sirius, assim, no livro inteiro. Mas tem o jovem Sirius ali desde o início. Não, exato.
Fazendo um resumo, assim, né, essa história toda dos primeiros capítulos diferentes, essas pistas do que viria a seguir e tal, me dá um pouco a impressão de que A Pedra e o Pessoal foi um livro muito editado, tipo, muito cortado mesmo, sabe, e que a J.K. Rowling talvez tenha baixado a cabeça pro editor. Porque, né, afinal de contas, a situação na época é que, tipo, era o único editor que queria publicar um livro infantil de 200 e centas páginas, assim, ilustração, que isso na época era considerado, tipo, gente, impossível, criança vai ler isso tudo, né. Porque você pensa, enfim, em ordem e kkk.
Mas, enfim, né, o livro a gente tem que lembrar que foi recusado mais de 10 vezes, né. Então, eu acho que reflete muito no ritmo da narrativa, né, o fato desses cortes e tals. Não, com certeza. Eu tenho muito essa impressão, assim, porque eu vejo que, se vocês pararem pra reparar, gente, tanto em Pedra quanto em Câmara, as aulas que o Harry, o Rony e a Hermione assistem são aulas, assim, que eles precisam estar naquela aula pra receber alguma informação que vai fazer a narrativa, o fio condutor da narrativa avançar.
Não tem uma aula que seja só pra construção de universo, nem nada. A partir de Prisioneiro de Askman, que começa a ter essas aulas, que, enfim, não fazem necessariamente aquela narrativa avançar. Tá lá, mas pra construir o universo, pra poder, enfim, né. E aí os livros vão ficando maiores, cada vez maiores, até que, inclusive, chega em Ordem da Fênix e fica grande demais, né, tipo.
Fica tão grande que a própria Jackie Rowling reconheceu que aquele livro precisava ser cortado. Que ela, hoje em dia, hoje em dia não, mas, enfim, há 10 anos atrás ela falou, olha, eu tava sem energia, eu precisava cortar aquele livro, mas eu não sabia o que cortar, mas, enfim. Mas realmente, assim, é um livro muito curto, assim, tipo, é um capítulo que já leva no outro, assim, mas de um jeito, assim, que não tô falando de Cliffhanger, não tô falando de final, que deixa você necessariamente curioso pra subir o próximo capítulo. Não acho que é isso, mas é que realmente, assim, parece que é tudo quase que um roteiro de filme, assim, né, Marina?
Nesse sentido, tipo, cirúrgico, assim, uma ação leva a outra e vai, vai, vai, vai de um jeito. Sim, é muito objetivo, né. Acho que ela não tem muito tempo pra ficar construindo o universo. É uma coisa ou outra, mas realmente é muito mais breve, acho que talvez um pouco os extremos, né.
Tipo, Pedra cortou demais, e aí, Ordem, quando ela tinha mais autonomia, aí, aí todo mundo cortou de menos, tá ligado? Sim. Acho que pesava de um equilíbrio, mas, então, tal, assim, é isso, acaba que, enfim, como é uma história que tem sete livros, você não sente tanta falta no geral, né, mas realmente é um ritmo muito mais acelerado, assim, tipo, eu fiquei acelerado ao mesmo tempo que, tipo, a primeira surpresa, o tanto de tempo que a gente passava fora de Hogwarts, sabe? Acho que talvez o ponto principal que ela acabou focando e o que deixou Hogwarts, essa coisa, então, tipo, a aula vai levar a isso, que vai levar a isso, que vai levar a isso?
Se a gente parar pra pensar no jogo de quadribol, né, tipo, ela tá, sim, apresentando, criando o universo, que, ó, gente, esse aqui é o quadribol, mas, ao mesmo tempo, no jogo de quadribol, ela tem toda aquela questão do Snape, da capa que pega fogo, pra criar a suspeita do Snape e depois quebrar lá na frente, enfim. É, não, tipo, a gente tem dois jogos de quadribol, né, e o segundo é que o Snape é árbitro, né? Então, e aí ele… Ah, e o Dumbledore tá lá assistindo, aí parece que o Snape tá frustrado por causa disso.
É pra aprofundar a questão do Snape, né, a suspeita e todas essas coisas. Não é realmente… Ah, gente, o que é ótimo, porque o jogo de quadribol, sinceramente… Ah, é chato de ler, nossa.
Eu tô preocupadíssimo, assim, com o Cálice de Fogo, gente. Nossa, porque… Puta que pariu. 200 fachas de copa, meu Deus!
É complicado, porque, tipo, eu gosto do quadribol, enquanto ver nos filmes é ótimo, entendeu? Porque tem ação, agora você vai no meu livro, cara. É muito difícil de ficar visualizando. Eu não sou uma pessoa que consegue visualizar as coisas, sabe?
É complicado. E não é que tá mal escrito, não, é que é complicado mesmo. E assim, e até essa questão do quadribol, do Harry ser esse grande ícone, né, do quadribol, porque isso lá na frente vai levar a ele a pegar a chave lá no desafio, não sei o quê. É tudo muito conectado.
Não tem, tipo, um parágrafo nesse livro, parece que tá ali por um acaso, sabe? Parece que cada parágrafo tem um motivo de estar ali, assim, sabe? Sim, isso é uma estrutura muito de filme, geralmente filme é assim. Um filme você não pode colocar uma coisa que não vai levar a nada.
Tipo assim, em um filme solo, por exemplo, você nunca poderia falar o Jovem Sirius Black. Exato. Porque isso tem que significar alguma coisa, tá ligado? Livro não.
Até porque senão o espectador vai ficar assim, mas peraí, quem que é Sirius Black? Isso causa até uma estranheza, né? Exato, livro não, mas esse especificamente no geral lhe segue muito essa estrutura de uma causa consequência, causa consequência e vai indo, né? Então, interessante assim.
E acaba que acabou ficando mais fácil de ler, né? Assim em si. É, ótimo. Que era o ponto, era a preocupação na época, né?
Quem que vai ler um livro grande desse? Então vamos fazer da forma mais fluida possível. Acho que foi bom, no fim das contas, essa edição pela qual ela passou. Mas enfim, além disso, a gente não nota muito, mas A Pedra Filosofal, gente, tô até curioso pra ver como que vai ser em câmera, mas é um livro muito infantil, né, Marina?
Não só pela maneira como a história é contada, mas até pra algumas escolhas canônicas mesmo, do cano ali que ela começa a estabelecer. A gente vai comentar sobre isso no episódio específico, que a gente vai ter nessa temporada um episódio sobre tradução de Harry Potter. Vocês vão adorar, mas enfim. Mas pensa, gente, Severo Snape.
O nome do personagem que é Severo é Severo, sabe? É professora Sprout. Sprout em inglês significa germinar. É a professora germinar, gente.
É tudo uma brincadeira. Assim, a gente não pega isso. Apesar de ali o Ailer ter feito todo um source pra que a gente pegasse tudo isso, tudo ali é uma brincadeirinha pro público infantil. Sim, com certeza, sim.
Eu acho que é um livro muito marcado pro público-alvo dele, sabe? Muito mesmo. É, acho que escolhas de palavras, tanto palavras, isso, quanto o nome de personagem assim, mas o jeito que as coisas são explicadas, os conceitos assim. Tudo didático, tá, né?
É, bem didático. Acho que assim, ajuda porque você vai pegando certas coisas, são certos truques, né? Então Harry é essa pessoa que é fora do mundo mágico. Como ele é o protagonista, então você, junto com ele, vai passar por todas as explicações.
Tipo, sempre tem que ter essa pessoa que é fora do universo pra poder ter alguém pra explicar. Isso não pareceu um negócio muito irritante, né? Não pareceu um negócio óbvio. Isso a gente chama isso de texto expositivo.
Está expondo uma coisa. Só que se você cria um contexto pra isso, não tem problema. Então o Hagrid é muito essa figura, ele vai explicando. E é também importante que o Hagrid seja essa pessoa, até porque o Hagrid não sabe tanta coisa assim, né?
Então tem coisas que ele não vai extrapolar ou não vai ter ser um comentário muito complexo. Porque ele não é escolarizado, né, no fim das contas. É, exato, acho que acaba criando um personagem, mesmo que no caso ele traga uma coisa muito interessante, que também é um certo foreshadowing, do Voldemort, né? Que ele fala assim, cara, eu acho que o Voldemort não morreu.
Eu acho que ele está aí por aí ainda, porque eu não acho que ele era humano suficiente pra morrer. E cara, certeiro. Olha isso, gente. Ele fala literalmente isso, né?
Ele não era humano suficiente pra morrer. Não é literalmente, mas ele usa essas palavras, né? Sim. Então, tipo assim, ele obviamente está pensando de uma outra forma já.
Mas imagina os horcruxes, os negócios da alma, etc. Mas já é um negócio… Poxa, gente, isso é muito importante. Ele não é uma pessoa que talvez você esperaria, né?
Mas ele já parou pra refletir isso o suficiente pra pensar que olha, cara, esse cara é tão mau, mas tão mau, duvido que ele morreu. Sim, total. E vocês acham que a J.K. Rowling colocou isso na boca do Hagrid ali à toa?
Vocês acham que ela não sabia das horcruxes, gente? Óbvio que não. Não, tem que saber, né? Porque a gente é um pouco…
Aqueles negócios, né? Tipo, é um pouco o rolê da Joias do Infinito, né? Nos filmes da Marvel. Todos os filmes têm as Joias do Infinito.
Não sei se todos os Harry Potter têm as horcruxes. Acho que não. Mas o ponto é que, tipo, já é uma coisa que é desde o início, né? Tipo assim, essa conexão, essa peça fala do Hagrid, aí em câmara tem o diário, enfim.
Realmente tem uma coisa que eu tinha que saber, não tem jeito. As horcruxes correram pra Joias do Infinito poderem andar, gente. É o contrário, não é verdade? É o contrário!
Mas sim, concordo. Mas é exatamente. É isso. E durante essa leitura, Marina, já que a gente tá falando dessa questão da narrativa e tudo mais, você percebeu algum furo, assim, alguma coisa que soasse em Virocímio, sei lá?
Cara, eu não sei se eu tô achando muito chata, mas eu achei muito estranho. Que isso, né? Como até você falou, antes o Rony é essa pessoa que é do mundo bruxo. Então, além do Hagrid, né?
Ele é muito a pessoa que explica as coisas pro Harry. Só que aí ele não sabe o processo de seleção de casa. Tipo, ele comenta, né? Quando a McGonagall fala, né?
Que é um chapeu de sete, ele vira pro Harry e fala, ufa, nossa, porque os gêmeos tinham falado que era algo perigoso. Sabe? Tipo, como? Tipo, o Rony não só é de uma família bruxa, como eles têm cinco irmãos que já estão em Hogwarts.
Dois já se formaram. Exato. Poderia até ser tipo assim, ah, mas eles contaram, só que outros irmãos, a própria Molly e o Arthur, teria contado a real, né? É, não, exato.
Tipo, nossa, imagina, a criança deve ser, tipo, louca pra saber, né? Tipo, meu Deus, como é que funciona Hogwarts? Como é que é Hogwarts ainda mais ele com irmãos, né? Que tão indo e vivendo isso e ele tá em casa ainda.
Isso eu achei muito estranho, cara. Tipo, assim, eu acho que não sei se tô sendo chata, mas é porque eu fiquei muito, tipo, ué. Eu concordo, é estranho mesmo. Mas foi só isso, mas eu achei estranho.
Eu imagino, assim, editando o texto da J.K. Rowling, adicionando um comentário, quem trabalha com texto, tem gente, Google Docs, adicionando um comentário, mas miga, ele não é a pessoa que sabe de tudo. E aí a J.K. Rowling só clicou, resolver o comentário e não falou nada.
Resolvido sem resolver nada. Exatamente. E além disso tudo, gente, não tem como a gente não discutir uma das questões que mais incomodam os fãs dos livros de Harry Potter, né? Que são as cenas cortadas.
Em todo episódio, sobre essa nossa releitura, essa série de episódio, a gente vai comentar um pouquinho sobre isso. Teve alguma cena, Marina, cortada, já pela pessoa falar que você se sentiu falta, assim, que você acha que precisaria estar no filme? Então, eu não sei necessariamente se eu sinto falta. Tipo, assim, eu sinto que seria melhor se tivesse.
Que seria, no caso, a cena, né, do Harry no Espírito de Os Exed, ele não vê só os pais, né? Ele vê a família dele todos, os avós, né? Tipo, uma linhagem, assim. Mais atores, né, pra contratar.
Exato, exato. O suamento era muito baixo, coitado. Eu acho que isso é… Eu achei muito interessante, assim, lendo.
Porque isso fala de diversas formas. Primeiro disso, tipo, tem muita gente que ele não conheceu. Ele tem todo um legado de que ele não sabe. Ele tem uma família, gente.
Só que ele não sabe de ninguém. Então, é uma coisa além de você não ter os seus pais, né? Ele não tem o resto, tá ligado? Tipo, assim, por exemplo, o Neville, né?
Que é outro que quase foi escolhido. Ele tem a avó e ele comenta dos tios, né? Também. Ele tem uma família.
O Harry não tem nada. Tem os Dursley que não gostam dele e acabou. Então, eu acho que fica até mais emocionante. Porque é uma família toda.
Muitas e centenas de pessoas que ele nunca conheceu. Gente, eu tô muito… Gente, eu acho que eu tô virando fã do Harry. Eu tô muito emocionada.
Eu tô muito emocionada. Mas eu também. Tô um pouco mais compadecido pelo Harry. É, então, eu concordo com a Marina.
Apesar de que isso, né? Não seria tipo, nossa, não fez uma grande falta. Seria legal, bonito. Eu sinto que é isso.
Não tem nenhuma cena. Inclusive, assim, as cenas que foram cortadas da versão estendida. Se vocês pegarem a versão estendida pra assistir. Ou se vocês simplesmente colocarem lá no YouTube, né?
Cenas deletadas pela filosofia. Cara, são todas cenas que realmente Chris Columbus cortou e cortou direito. Não tinha, tipo, os Yates, né? Não foi os Yates que corta e corta coisa errada.
Não, cortou assim. Não foi arrumar, mas cortou e cortou assim. É isso. Cortou certo, sabe?
Não, tem aquela que é muito boa. Tipo, é muito engraçada. Eu acho que no filme talvez é mais engraçado ainda. Porque você tem o visual, né?
De que é a… A petunia quebrando os ovos. A petunia, exato. A petunia quebrando os ovos.
E tá as cartas de Hogwarts dentro. Cara, que absurdo. É muito engraçado. Exato.
É engraçado. Isso aqui é isso. Tipo, não faz diferença nenhuma, né? Não, não é necessário, assim.
Acaba que, no geral, o que eu acho. É muito fácil Pedras ser fiel ao livro. Porque o ponto é. Cara, muito do livro é fora de Hogwarts.
Metade, quase, né? É, exato. Metade do livro é fora de Hogwarts. Ou seja, eles encurtaram muito essa parte.
Tipo, é muito direto. Ele é ali, aí vai pro zoológico. Aí, logo depois, já dão as cartas. Vão lá, chega o Hagrid.
Foi pro Bego Diagonal. De lá já foi pra Hogwarts direto. Inclusive, tipo, em uns passos. Não sei como que passou aquele mês tão rápido, mas passou.
Então, tipo assim, é muito rápido. Então você perde todo esse tempo entre as coisas. Que no livro o Harry volta pra casa dos Dursley, né? Depois que ele vai pro Bego Diagonal.
É, e aí no filme simplesmente o Hagrid tá lá e some, né? Na plataforma. Sim, ele leva direto o Harry pra aquilo e tudo mais. Então, tipo, aí é fácil.
Porque eles cortaram muita coisa. E cortaram certo, né? É, eu acho que tudo bem, assim. Eu acho que realmente o resto seria pra salientar.
A solidão e a tristeza do Harry, sabe? O que eu não acho que fica cabendo tanto num filme infantil. Era muito um filme, assim, pegada. Esqueceram de mim, sabe?
É bom, Chris Columbus, né? Chris Columbus, exatamente. E não só Chris Columbus, né? John Williams também, enfim.
Sim. Então, tipo, acho que tudo bem. Não faz muita falta. Que homem, né?
Chris Columbus. Porra, tipo assim, não era uma dificuldade muito grande de adaptar, né? Em questão de roteiro, mas em questão de construir do zero. Foi do caralho, né?
O trabalho dele, enfim. Ah, e pra encerrar nossa conversa, né, gente? Que tá maravilhosa. Bom, pra mim tá muito legal.
Espero que pra vocês também estejam. Mas pra encerrar nossa conversa sobre a pedra filosofal, eu gostaria de propor, assim, uma reflexão pra mim, pra Marina, sobre como nossa perspectiva muda, né, conforme a gente envelhece. Foi uma coisa que a gente falou ali um pouquinho no início também, mas pra fechar, em termos gerais, Marina, já que a gente já comentou os mais específicos. Como foi pra ti essa releitura?
Cara, foi muito de boa. Foi muito fácil. Assim, é um livro muito fácil de ler. Eu ficava meio preocupada, né, enfim, com a vida.
Eu falei, cara, será que eu vou ter tempo? Será que eu vou conseguir, assim, ter tempo de parar pra ler? Eu acho que principalmente porque não tem um álbum de releitura que eu tinha antes, né? Infelizmente, assim.
E aí parece que eu só consigo parar pra ler os livros mais idiotas, sabe? Eu sempre rolei mais assim. E aí eu achei muito fácil. Eu percebi, pô, se eu parasse, se eu sentasse pra ler, eu lia muito já.
Eu já lia umas 50 páginas de uma vez. No caso, 50 páginas de uma vez, a adição que eu li tinha 309 páginas. Então foi um pouquinho mais… Que é a Hardcover americana, principalmente.
É, não. É que é a edição de 10 anos, e tal. Então, ler as maiores é diferente. Mas então eu gostei que eu consegui parar pra ler e aproveitar e pensar e tal.
E eu acho que o principal que muda é que eu sou muito mais velha com o Harry. Não pouco, eu sou muito mais velha que ele. Então, tipo assim, eu só fico tipo… Ah, todo mundo.
Eu só fico tipo, meu Deus, essas crianças, sabe? Antes era tipo, eu queria estar lá com eles, né? Eu queria estar com eles, vivendo aquelas aventuras, aquelas coisas. E dificilmente eu julgava o que eles faziam, o que eles falavam.
Porque eu tava ali na mesma época. Eu também achava aquilo. Eu também não tinha o quarto esperfontal desenvolvido, entendeu? Então, pra mim, era isso.
Então, tipo, mesmo quando eu li quando eu era adolescente, ainda tava muito próximo. Mesmo já sendo, enfim, consideravelmente mais velho. Agora eu só fico, meu Deus, os crianças, entendeu? Tipo assim, meu Deus, que fofos.
Então, tipo, é muito um olhar mais materno, parece. Isso é muito interessante, né? Mostra como é uma narrativa com potencial de conquistar tanto a criança mais nova do que o Harry. A da idade do Harry, o adolescente.
E a pessoa mais velha. E por aí vai, sabe? Tipo, o que eu noto sempre não é sobre esse livro específico. Mas, enfim, o que eu noto sempre quando eu leio Harry Potter, e isso vai se tornando, inclusive, muito mais denso nos próximos, é que, além de perceber coisas que eu nunca tinha percebido, tipo curiosidades, é uma visão diferente sobre a narrativa, tá?
A gente vai conversar muito sobre isso nos próximos livros, sobre o contexto político, por exemplo, de Ordem da Fênix, que é muito escrachado. Mas esse contexto político de Ordem da Fênix, ele não tá só lá. Ele tá desde prisioneiro, na realidade. Desde câmara, né?
Tipo, a questão da discriminação, a questão de uma interferência de quem tem poder no ministério, ou seja, no governo. Mas você tem ali, assim, a gente vai discutir melhor sobre isso, mas, porra, no terceiro livro você tem o tio Walter falando que banjiro bom é banjiro morto, sabe? Porque até lá noticiaram uma notícia até sobre o Sirius e tudo mais, né? E ele, tipo, claramente, assim, dando umas falas.
E, enfim, cada vez que eu leio tem uma visão diferente, assim. Vamos ver qual que vai ser dessa vez. Acho que em pedra não consegui ter muita coisa ainda, mas nos próximos vamos ver qualquer. É, e eu acho que essa pegada de ser um livro infantil é uma coisa que, pelo menos, é o que eu acho, assim.
As coisas têm que ter um alvo, sabe? Tipo, assim, o meu público-alvo vai ser de tal idade da idade, vai ser de tal pessoa de tal pessoa. Cara, você tem esse público-alvo, você vai escrever pra ele, e é bom porque você tem um foco pra isso. Mas isso não quer dizer que outras pessoas de outras idades, com outros backgrounds, não vai conseguir ler e não vai gostar.
Então é isso, tipo, eu leio e falo, meu Deus, é um livro claramente infantil. Mas ele não deixa de ter vários subtestos e várias coisas que são muito interessantes, que dá pra você aproveitar e entender e refletir. Acho que isso é a grande dificuldade, né, de fazer um livro infantil que seja um pouco Pixar nesse sentido, assim. Não, exato, assim.
Eu acho que você acaba tendo elementos que vão atender aquele público mais novo e elementos que vão atender um público mais velho e um público mais ou menos ali no meio também. Tipo, vai acabar, ainda mais porque você sabe que a história vai se desenvolver e vai pra mais coisas, né? Então, tipo, aquela coisa que você cresce lendo, né? Realmente tem que ser, tipo, pra uma criança você vai ensinar, vai levar os livros hoje em dia, o ideal não é que ela leia tudo de uma vez.
Menos que ela seja doida igual… O ponto é, ela pode ler, mas não vai pegar. E tudo bem, é pra ela não pegar. Que ela mais velha, ela vai reler e aí ela vai pegar.
E aí mais velha, ela vai reler e vai pegar outras coisas. E por aí vai, sabe? Eu tô ansiosa pra saber o que eu vou pegar agora. Porque esse contexto político eu peguei quando eu li ali com os 16 anos.
E eu achei, assim, fantástico, né? Vamos ver o que eu vou pegar agora. Tipo, o que eu pego muito agora não é tão legal quanto. É mais uma questão de técnica de narrativa, de técnica de escrita, de erro de tradução, erro de revisão.
Graças a Deus, o meu problema é que quando a gente for falar dos filmes, aí vai ser minha hora que eu crie. Pros livros eu não tenho estudo nisso, então foda-se. Não que eu tenha, mas, assim, é porque, né? De alguma maneira eu estudei texto na faculdade, jornalismo, sempre li muito, sempre, enfim.
Tô ligado, tenho muitos amigos, converso muito sobre livros. Enfim, é complicado, assim, sabe? Isso é uma coisa interessante também. Tipo, se vocês forem reler, tem mil edições diferentes.
Em português? Tem mil edições diferentes em inglês. Tem áudio-livro em português. Tem áudio-livro em inglês.
Os áudio-livros também. Os dois, tanto americano quanto britânico, quanto brasileiro, são excelentes. Então, assim, fica recomendadíssimo. Escolham.
Só que é isso. Tenham calma porque… Eu tô olhando pro livro agora. Tem umas coisas, assim, que…
Complicado. A adição que você escolhe fez muita diferença. O tanto de letra que tem na página, sabe? O quanto que cabe.
Porque eu tô percebendo uma diferença de pedra pra câmera. Por que isso? Meu pedra, as letras eram maiores. Tinha mais folha.
Mas aí eu sentia que eu tava caminhando mais na história. Já o meu câmera, eu contrário. As letras são menores. Cabe muito mais letra.
Então eu sinto que eu não tô avançando. Porque eu não tô lendo suficiente ainda. A diagramação dessa edição tradicional é muito ruim. Vamos falar a verdade aqui.
Não, vamos falar a verdade. É horrível. É, não sei. Eu tô usando da talandesa.
Bom. Né? Vamos ver. Eu li nessa edição nova do Mina Lima.
E pra mim é simplesmente a edição mais bonita de todas. Jean Kate, amo. Mas, enfim. Essa é a mais bonita.
Tadinho menino entrou em depressão pra fazer os negócios. Exato. Mas eu acho que esse livro não é um livro infantil. O estilo dele não é necessariamente infantil.
Se você quer ler com a criança, eu indicaria você pegar os do Jean Kate. Ah, não. Também, é. Polistrado mesmo.
Maior, enfim. É, exatamente. É. E é isso, gente.
Vamos continuar nesse projeto de leitura. É que engraçado, porque acho que principalmente sendo nós dois, né? E a gente tá se olhando e tal. Tipo, se deixar, a gente vai ficar falando pra sempre.
Porque a gente fica se falando pra sempre, geralmente. Nossa, total. A gente adianta até temas dos próximos podcasts. Me segurei aqui pra não falar muita coisa de tradução, porque a gente já tem episódio só sobre isso, que tá muito legal, inclusive, gente.
Kema, a gente pode dar uma palhinha, Marina, do que vai ser essa segunda temporada pro pessoal? É, gente, assim. Eu e o Pedro, a gente falou, vamos ser pessoas decentes, vamos nos organizar, vamos fazer várias coisas. Então, a gente já tem, acho que, seis episódios gravados, contando os três.
Acho que mais, amiga. Mais, né? Não sei. A gente tem bastante episódio gravado já.
E hoje, ó, vejam só. Hoje, vamos dar um spoiler. É 22 de junho. E é isso que eu falei.
A gente não grava na ordem. A gente não grava na ordem. Então, assim, tem episódio que vai sair em julho, a gente já gravou. Mas, enfim, hoje ainda vem…
Ou seja, até estrear esse episódio, a gente já vai ter gravado vários outros. Exato. Então, a gente tá meio… A gente sempre programou muito antes os temas.
Isso, com certeza. Mas aí, agora, a gente tá tentando ter um tempo antes, que foi o que a gente fez no início do podcast, acabou que a vida… Provavelmente, agora também a vida vai acontecer, a gente vai se tradar de novo. Mas essa pausa foi justamente pra isso.
Então, a ideia é sempre isso. Que a gente tenha uma temporada, que tenha um número bom de episódios. Um seis meses, mais ou menos. Exato.
Um pause, um mês, depois volta. Mas, tipo, cara, a gente já gravou sobre a carreira do Daniel Radcliffe, a gente já gravou sobre tradução, a gente já gravou sobre o Harry, a gente já gravou sobre o Hagrid, né? A gente já gravou sobre quadribol, quadribol na vida real. Essa semana a gente vai gravar sobre signos.
Harry Potter, exato. Então, tipo… É meio que esse. Na próxima semana a gente ainda não decidiu, mas tá lá.
Então, meio que a gente vai indo nessa, assim. Vai ter bastante coisa muito legal. E a gente espera que vocês curtam essa discussão aqui sobre os livros. Eu acho que…
Todo mês aí tem um episódio, gente. Exato. É uma coisa mais… Só nós dois aqui.
E a gente vai trazendo nossos pontos. A gente quer muito que vocês participem. E que é isso. Se quiserem ir com a gente, bora lá.
Vamos… Vamos falando. Exato. Gente, dê feedback, assim.
Se vocês quiserem, inclusive, a gente pode até de alguma maneira, cara, falar pra vocês qual vai ser a agenda de quando vai sair, talvez, os episódios dos livros. Pra vocês lerem. Nessa discussão já tá meio que por dentro com a gente. E, assim, às vezes a gente não consegue fazer um grupo de Telegram.
Mas, às vezes, a gente consegue na semana que a gente lançou o episódio daquele livro, a gente consegue fazer uma live, né, Marina? Exato. Uma live, alguma coisa assim. A gente foi até com a ideia do grupo de Telegram, mas não vai dar certo.
É difícil. Vai ser difícil de funcionar. Então, assim, se vocês tiverem interesse em fazer essa releitura com a gente, não precisa ser um grupo tão grande de pessoas, não, tá, gente? Avisa que a gente programa alguma coisa, sabe?
Hoje em dia o Twitter tem live, o Instagram tem live, o TikTok tem live, enfim. Tem um grupo que criou só pra isso, um grupo não epic, como é que chama? Aquele flopado? Clubhouse.
Mas vai que vocês têm clubhouse também, a gente pode ir pra lá. Enfim. Avizem que aí a gente, de alguma maneira, tenta incluí-los nessa releitura. Exato.
E avisem como, por quais redes, Pedro? Exatamente. Vamos lá. Então, por onde vocês podem nos avisar?
Vou falar as minhas redes sociais pra caso vocês queiram me avisar. É IM Pedro Martins no Twitter, no Instagram, no Facebook e tudo aí, todas as coisas. E as suas, Marina? São todas Marina Ndre.
Marina Ndre. Twitter, TikTok, Facebook, Instagram, tamo lá. E também, claro, se vocês não quiser falar com a gente, quiser falar com um poteiriste, que provavelmente vai ser a Marina que vai responder vocês, mas enfim, vai ser a Marina vestidinha de poteiriste. Tem as redes do poteiriste.
Quais são, Marina? Arroba poteiriste oficial no Instagram e arroba poteiriste no Twitter, TikTok e Facebook. Eu vestida de poteiriste. Amei.
E aí, claro, né, pras últimas notícias do mundo bruxo, artigos, quiz… Entrevistas. Poteiriste.com. Exato.
Um beijo, gente. Até a próxima. Beijo.







