#25: Draco Malfoy é digno de pena ou ódio?, com Rodolfo Valente

#25: Draco Malfoy é digno de pena ou ódio?, com Rodolfo Valente

Semanário dos Bruxos

Episódio 2552min 34s4 de mai de 2021

🎙️ Episódio 25 · 52min 34s · 4 de mai de 2021

Amado por muitos fãs e odiado por tantos outros, Draco Malfoy passa por provações que mudam sua compreensão sobre certo e errado e, no fim, ele ajuda a salvar Harry Potter. Será que Draco sempre foi uma pessoa boa ou será que, mesmo ao mudar de lado, levou em conta apenas interesses próprios? Esta é a discussão do Semanário dos Bruxos, apresentado por Pedro Martins e Marina Anderi, com a participação do ator Rodolfo Valente, da série 3%.

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Transcrição do Episódio

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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast dessa semana é sobre um personagem que muitos odeiam.

Eu particularmente cresci odiando, vou confessar já desde o início. Mas eu sei que muita gente ama, né Marina? Sim. Talvez as mulheres vão falar qual personagem, porque aí eu vou ficar…

É, porque tem tanto personagem que tem tanta gente que odeia, tem tanta gente que ama. Não é o Snape, gente. A gente já falou muito mal do Snape, hoje é dia de falar mal do Draco. Mentira, não é dia de falar mal do Draco.

É dia de falar sobre, apenas. É, eu acho o Draco Magand, em Cormitã. Eu não sei direito o que eu sinto sobre ele. Talvez hoje vai ser uma boa sessão de terapia pra eu descobrir, sabe?

Tipo, eu gosto, às vezes eu não gosto, eu tenho uma dó, mas eu também fico, ah, mas esse menino aqui é privilegiado. Sabe assim? Você não crucifica ao mesmo tempo que tem ali uma certa propensão a passar um paninho, assim, e tudo mais. É, não sei se eu passo a pano, sabe?

Eu acho que tem umas questões ali que às vezes pesam mais pra mim, que eu fico mais com dózinha. Não sei, vamos ver o que acontece. Vamos lá, vamos lá. E pra conversar com a gente sobre o Draco, a gente recebe hoje o ator Rodolfo Valente, ele que faz 3% da Netflix.

Seja bem-vindo, Rodolfo, muito obrigado por aceitar nosso convite. Imagina, pessoal, eu que agradeço. É um prazer imenso estar aqui. Eu amei muito o convite, muito, muito mesmo.

Vai ser uma delícia, a primeira vez na vida que eu faço uma conversa, eu acho, um bate-papo sobre Harry Potter, esse universo que eu amo tanto demais, que faz tão parte da minha vida, tão muito animado em fazer isso. Muito obrigado por esse convite, amei muito. Ah, legal. É interessante até, né?

Você sempre foi muito fã de Harry Potter, né, Rodolfo? Demais, demais, Pedro. Eu, se não me engano, comprei o primeiro livro ali em 2001, 2002, e não conseguia parar de ler, eu não conseguia parar de ler. E desde então, Harry Potter sempre foi um marco, assim, na minha vida.

Eu amo de paixão, sempre fui apaixonado. Todos os filmes eu vi, eu sempre vi na pré-estreia. Os livros também, eu acho que desde o livro 5, talvez, ou 5 ou 4, talvez o 5, eu acho, eu sempre também comprei na pré-venda. Harry Potter é uma grande paixão da minha vida, eu sou completamente apaixonado.

Então, que delícia estar fazendo esse papo com vocês. Ah, que legal. Nudas, impressionante como o negócio fisga, gente, né? A gente começa a mexer, a tabiar, a ler, a ver filme, novinho, e aí o negócio vai acompanhando, assim.

Não, é isso, agora é sobre o Draco, gente. O Draco é o típico bully, né? É o tipo de gente que sempre quer contar vantagem em tudo, e no caso dele, de onde vocês acham que esse traço de personalidade vem? Eu acho que vem muito da coisa da linhagem familiar dele, tá ligado?

Me parece que a família Malfoy, não só não é família por sangue, tem muito orgulho disso, a gente, diferente dos Weasley, diferente dos Potter, deixa uma coisa de muito orgulho em ser por sangue como se tivesse alguma validade, como se fosse alguma vantagem sobre as outras pessoas. E aí, pô, eles são ricos, eles são influentes politicamente, pô. O Lúcio, claramente, no começo, não sofreu, sabe? Não foi preso nem na primeira Guerra da Bruxa, nem depois, né?

Tipo assim, na segunda, enfim. Confesso que, assim como Pedro falou no começo, Draco também, pra mim, durante toda a minha infância, adolescência, toda a saga da leitura e dos filmes, sempre foi, talvez, o personagem que eu mais odiasse, assim, até por me identificar muito com o Harry. Sempre também foi um dos meus favoritos, o Harry, o Sirius. Então, sempre tive ali no coração um ódio muito grande pelo Draco.

Nossa, aquele momento do três, que a Hermione dá um soco na cara dele, é tão gostoso aquilo, eu vejo aquilo em duplo infinitamente. Mas, por outro lado, e falando sobre essa pergunta que vocês lançaram, eu acho também, concordo com Marina, que tem muito a ver com a relação familiar dele. Quando a gente começa a saga, o Draco tem 11 anos, né? Então, eu acho que ele é completamente o espelho do pai.

E, assim como todos nós somos, a referência que ele tem, a cobrança que ele tem por ter essa família Malfoy, de ser a família que se sente a elite, que é uma elite econômica ali daquele universo, que tem muito dinheiro, é essa elite corrupta. E, por outro lado, se sente também uma elite moral, uma elite intelectual, e não é. E tenta regrar o mundo ali através de tantos preconceitos que eles têm. Então, eu acho que esse menino cresce com uma régua completamente torta, completamente errada de uma moral.

É como quando começa essa história, ele tenta se aproximar do Harry, porque ele acha que o Harry, além da fama que o Harry tem, até em algum lugar que tem o pensamento do Draco, do Harry talvez ser o próximo grande bruxo das trevas e tudo mais. E aí, a partir do momento que ele vê que não é esse caminho, e ele vê que o Harry tem uma moral muito diferente da dele, ele começa talvez pela apressão do pai, ele começa a se ver numa tensa competição com o Harry para se provar ser a elite. Então, eu acho, não isentando o Draco de nada, mas eu acho que a trajetória dele começa tão complicada e tão errada assim, muito por influência do pai. É justamente isso, na realidade, que eu ia trazer, no sentido de que essa influência que o pai dele exerce nele não é uma influência, sim, pura e simples de tipo, ah, você cresce naquela casa, com aquela família, você obviamente vai incorporar elementos daquela criação.

Freud, um beijo. Mas é porque realmente é uma influência muito direta mesmo, no sentido de tipo assim, não é só por tabela, não é uma influência passiva assim, é uma coisa realmente muito forte do pai dele. Sim, isso é muito perigoso, principalmente uma criança. Tipo assim, porque a gente sempre acha que nossos pais estão certos quando a gente é menor.

Depois a gente começa a virar rebelde, etc. É natural, né? O pai, o professor, enfim. É, mas é o nosso ponto de referência.

E aí, ele não ia parar para questionar nada disso, né? Eu acho que ele também tem uma expectativa de qual vai ser o espaço dele na hierarquia de Hogwarts. Então, ele ser um buddy meio que, tipo, garante isso, né? Você faz as pessoas terem medo de você, evita que elas façam comentários, pode ter consequência, alguma coisa assim.

Alguma coisa meio nesse sentido, me parece. Eu acho que o Draco, nessa competição que ele entra, até é muito… É até engraçado, né? O Harry, ele vira um apanhador muito famoso.

O que o Draco faz na sequência? É, chega lá também para ser o apanhador da Sonserina, comprando de uma certa maneira, né? O pai compra o time, dá uma vassoura top para todo mundo e ele vai ser o apanhador também. E, inclusive, isso mostra, parêntese, né?

Como essa competição é completamente alimentada pelo gosto, né? Pelo pai, eu acho que tem uma relação tóxica. E, de novo, não isentando o Draco disso, mas tem uma relação tóxica muito complicada da pressão e da condução que o Lúcio faz para o filho. Eu vejo ele acostumado a ser popular, a ser a elite, a ser a pessoa que todo mundo abre espaço para passar, como se fosse o dono daquele mundo.

Chega alguém que é mais famoso do que ele, que as pessoas gostam mais do que ele, que tem uma história muito mais importante do que ele. Então, eu acho que o Draco acaba entrando nessa relação sempre de competição com o Harry. Tudo que o Harry faz, ele tenta fazer também, mas ele não tem a capacidade, de uma certa maneira, eu vejo assim, pelo menos nesse quesito. Até tem um, se não me engano, na peça, tem um momento que ele fala, que ele tentou, ele tinha realmente um sonho de ser o apanhador, ele gostava de gol, ele gostava de jogar, mas ele não tinha a capacidade que o Harry, por exemplo, tinha.

Só que aí, por conta desse ambiente tão tóxico que ele cresceu e que ele vive até então, ele começa a descontar isso nesse lado da violência, da violência em cima, através do Bully, através de impor a força dele, através do medo, através da violência, por não conseguir chegar aonde talvez, não nem onde ele quer chegar, mas onde a família dele espera e pressiona para que ele chegue. Sim, é porque é isso, o Bully, você não vai combater o cara que está praticando violência com violência. O Bully também precisa ser tratado, precisa de tratamento. É, e acho que como a gente faz, até pro Snape e tals, quando é criança, a gente dá uma relevada, que é tudo isso, é tudo espelho, é tudo reflexo, não existe uma grande reflexão da criança sobre o que está acontecendo.

Ela não tem experiência de vida, ela não tem noção. Então ali, nos primeiros momentos, até que a gente consegue relevar, não era exatamente uma escolha. Nem o cérebro está desenvolvido completamente. É o córtex frontal, como a gente diz, mas em total ele tem uma rivalidade que não é nada saudável com o Harry, mas realmente, está longe de ser um dos problemas do Harry.

Tipo, nossa, o Harry acha, na verdade, o Harry acha que era um problema maior do que ele é, tipo assim, em Câmara o Harry acha que o Draco ordeu da Sonserina, sabe? Tipo assim, ele acha que o Draco está envolvido muito mais do que de fato está, está ligado? E quando, enfim, a gente vai falar disso, e quando ele de fato está envolvido, ninguém acredita que é lá em Enigma. Exato.

Em Enigma, inclusive, eu acho interessante que assim, nos primeiros anos, até o último minuto do quinto livro de Orléna Fênix, o Draco é essa pessoa que a gente discutiu, essa criança, esse adolescente, que dá para passar aquele paninho, de alguma maneira. Mas aí em Enigma do Príncipe, acho que a jornada dele começa a mudar. Enigma do Príncipe é um grande ponto de virada para a jornada dele. E a gente vê ali, logo no segundo capítulo, a Narcisa, que é a mãe do Draco, fazendo um voto perpétuo com Snape para que a missão que o Lord Voldemort tinha dado para o filho dela, para o Draco, de matar o Dumbledore, seja cumprida pela Snape, caso o Draco não consiga, né?

E aí eu acho uma coisa muito interessante, assim, né? Ela tem uma preocupação de que ele não consiga cumprir. Será que ela própria não acredita que ele seja capaz disso? E isso é uma coisa boa, no caso, sabe?

Eu acho que é capaz no sentido de capacidade, no sentido do Dumbledore ser o bruxo mais poderoso ever, né? Tipo, porque, enfim, Voldemort não é que homem, ou ele é um grande sádico, né? Tipo assim, ele dá essa missão para o Draco falhar. É uma missão que nem ele executaria.

É pesado, pô. Ele tem o Dumbledore, né? Então, tipo, ele dá essa missão para o Draco para humilhar o Lúcio. Então, tipo, é uma coisa meio dupla, né?

Tipo assim, de, pô, é uma missão superdifícil que ninguém acredita que ele vai conseguir fazer, que ele vai conseguir cumprir. E que então, na verdade, não é duplo, é triplo, né? Porque, e além de tudo, sabe? Tipo, é como se a reputação do pai dele estivesse nos ombros dele.

É meio nessa pegada, assim. Acho que ela não acredita que ele é capaz no sentido de poder, porque faz sentido. O menino tem o quê? 17?

16 anos? O Dumbledore tem quando? 337? Eu acho até, Marina, que essa questão da pressão pelo legado que vai ficar muito mais forte depois do enigma, com esse plot da morte, da tentativa do assassinato do Dumbledore, que é uma missão dada justamente para que ele fale, o Draco com o herdeiro desse legado, o Mofoi, tem essa pressão, essa responsabilidade de carregar a família, carregar o nome da família através, que, como a gente falou nessa régua moral completamente duvidosa que tem os Malfoys, do que seria o ideal para a família.

Eu sempre acho o Harry e o Draco, eu acho que esses dois personagens têm paralelos muito interessantes. Até a gente conversando, eu fiquei fazendo alguns aqui, como, por exemplo, tanto o Draco quanto o Harry têm que lidar com uma certa história, um legado familiar que os dois não têm culpa de ter. Tanto a questão do Harry, da questão dele ser o menino que sobreviveu, de ter tido a família morta pelo Voldemort, de ser a pessoa que sobreviveu e conseguiu, de uma certa maneira, através de um jeito meio misterioso, conseguiu acabar ou desaparecer com o Voldemort. E o Draco, por outro lado, uma história bem menos incrível do que a do Harry, mas também muito doída e profunda para ele, é também essa questão do legado de ter que carregar o legal do Mofoi, porque, a menos que eu esteja errado, que não conheço tão bem quanto vocês no universo, mas o Draco não tem irmãos, e é um filho homem, a gente sabe como, imagina essa família, Mofoi é extremamente racista, machista, sexista e tudo mais, então como a questão do filho homem significa nessa família, ou até os dois ambientes que os dois crescem são ambientes extremamente tóxicos e nada legais.

O Harry também cresce ali no ambiente, que é uma referência completamente errada, se não chega a ser um extremo, os dois são muito mais patéticos do que os Mofois nesse sentido, eles são uma caricatura daquela classe média inglesa e tudo mais, mas também um ambiente nada bacana, acho que a diferença é que o Harry cresceu nesse ambiente sendo negado, e o Mofoi cresceu num ambiente também muito torto, mas sempre condicionado a acreditar que ele era a nata da nata, a elite da elite, o herdeiro desse mundo bruxo, a grande figura desse mundo bruxo, por conta dessa herança que ele não teve escolha. E essa questão do legado, inclusive, se repete em Cursed Child, né? Não, com certeza, né? E, nossa, eu sinto que se os Mofois, se eles tivessem uma menina, né, primeiro que eles tentariam ter um homem, eu acho, e aí se não tivessem, o ponto dela seria casar com algum cara, né?

Tinha alguma família por sangue também, né? Tipo assim, é a pressão de uma forma diferente, que também é totalmente ruim, né, mas de outra forma. E, por exemplo, né, no episódio do Ronny e tal, a gente menciona a coisa, não, porque os irmãos, porque a família e tal, e aí, por exemplo, o Pedro naquele episódio e a Cádila, né, tinham irmãos, então eles podiam fazer um paralelo sobre isso, de como que existem as evalidades, as coisas. E aí agora o meu local de fala, enquanto filha única, chegou o meu momento.

Eu gosto de ser filha única, mas ao mesmo tempo, tipo, você pode ter todas as privilégias de ser filha única e de que, tipo, ah, ter toda a atenção em você, mas isso também é uma desvantagem, tá ligado? Porque as coisas não vão passar despercebidas porque só tem você. Toda a pressão, todas as expectativas que os pais criam quando eles têm um filho, tá focado em um local só, tá ligado? Vai ser uma decepção muito maior, sabe, assim, porque não tem outro.

Ah, porque eu queria muito, sei lá, que meu filho jogasse futebol. Aí um não joga, mas tem outro que joga? Beleza, entendeu? Tipo assim, eu consigo contar.

Agora, você só tem um e ele não é aquilo que você tá projetando, porque aparentemente é só isso que os pais fazem, né, enfim. Já é mais complicado, assim, existe uma pressão muito grande, eu acho, em ser filho único, de forma, né, tipo, o zelo pessoal pra você pode ser negativo. Eu acho que no caso da família Malfoy, assim, com certeza é, né, assim, fica tudo por cima dele e ele não tem também ninguém pra compartilhar, né? Ele não tem amigos, de fato.

Não tem ninguém realmente na posição dele que de fato também se sinta pressionado e tal, então não tá nem com quem dividir isso. Eu falei que eu sempre odiei o Draco como leitor, né, de caramba, que raiva desse cara, quero muito que ele apanhe Dermione demais, assim. Porém, eu acho o personagem fabuloso, assim como eu acho também do Snape, e eu acho que ele tem uma construção dramática desse personagem que é fabulosa. E se a gente for, inclusive, pensar nessa questão da pressão e do legado Malfoy, quando chega ali no sexto, o livro, quando ele tem que cumprir a missão, nesse ponto, aliás, a relação do Voldemort com o Lúcio que a Marina trouxe, de ser até uma vingança de uma certa maneira ou uma coisa sádica, o Lúcio já não vai conseguir salvar, ele próprio, o legado da família.

Então, o Draco acaba sendo a única chance, a última chance que a família Malfoy tem de ter o seu legado e a sua imagem salva, a sua moral salva perante o Voldemort. Então, olha a pressão que tá em cima desse menino, quando ele tem, o que ele tem que fazer, porque ele tem que, amando do grande bruxo das trevas, matar o melhor bruxo da história. Olha que loucura que é esse personagem e a missão que ele tem que fazer e tudo isso sozinho. Claro que a gente vê ali que o Snape dá uma ajuda num ponto ou no outro, a gente vê que o Snape tenta ajudar, mas é uma missão e é uma missão também que ele não pode dividir com ninguém, porque eu acho muito bonito isso, Marina, que você colocou, o Draco não tem amigos, eu acho muito potente, ele tem bajuladores, porque foi isso que ele construiu, ele construiu uma rede de pessoas que bajulam ele.

Mas eu acho que a partir do momento que ele se dá conta disso, ele percebe e até ele vê a relação do Harry, o Ron e a Hermione, ele vê que ele não tem amigos. Então, ele é um personagem extremamente solitário, extremamente sozinho, com fardo pesadíssimo, um personagem muito, muito triste nesse sentido. Com certeza, sim. E ali durante, até nesse sentido de quando ele tinha essa grande missão ali, era um fardo para ele, para a família dele também no caso, porque eles perceberam que o negócio agora tinha ficado sério.

A missão era incumprível, enfim, mas até nesse sentido de que ele não tinha com quem desabafar e compartilhar a grande missão que ele tinha, diferente do Harry, que sempre estava cercado por amigos, enfim. E aí ele tenta até cumprir essa missão, ele tenta matar o Dumbledore de formas mais distantes, usando aquele colar amaldiçoado que atinge a Katia Bell, mas era para o Dumbledore, o vinho envenenado que os Lughorn acabam oferecendo para o Ron, enfim. Será que ele não queria encarar o Dumbledore porque ele não queria matar ninguém, tipo, não queria matar, at all, ou será que ele não queria encarar, não queria matar porque esse alguém era simplesmente o fucking Dumbledore, não era uma questão sobre a ética em si, mas enfim. É, eu acho que assim, ele evita esse confronto, ele faz, tenta matar de maneira, por assim dizer, indireta, justamente para evitar o confronto, porque pela lógica, se ele for duelar com o Dumbledore não vai dar certo, então realmente é melhor tentar fazer dessas outras formas, aí não dá certo, mas eu acho, na verdade, bem inteligente conforme ele vai aqui tentando, ele traz o armário sumidouro, ou melhor, ele descobre o armário sumidouro ali na sala precisa, que tem o outro lado, está na borgem e o Burks, que a gente fica sabendo ali em Câmara Secreta, então ele fica ali fazendo testes, fazendo coisas que no final, acabam trazendo os comensais mesmo, tipo que invadem Hogwarts no final de Inigma do Príncipe, acho que ele está bem focado aqui tentando roler, mas de fato não faria sentido tentar duelar com o Dumbledore, só que aí ele encara, tem um momento ali, ele chega na Torre de Astronomia, depois que o Harry e o Dumbledore voltam da caverna para pegar o Crux e tals, e aí ele desarma o Dumbledore, assim virando o dono da varinha dos varins, e então o Dumbledore está em defesa, ele podia matar e ele não consegue, aí eu acho que já não é mais uma questão de tipo, do Dumbledore ser poderoso ou do legado do Dumbledore, é mais de que é dito que para você usar uma odição imperdoável, você tem que querer real, sabe?

E aí eu acho que uma coisa é odiar o Dumbledore, uma coisa é odiar alguém, outra é você ativamente ser a pessoa que puxa o gatilho, uma coisa é você querer que a pessoa morra, outra coisa é você ter que fazer isso. Eu concordo 100% contigo, Marina, porque é claro que tenho um medo, mas que eu acho completamente injustificável, não é qualquer pessoa o Dumbledore, mas também concordo contigo, Marina, quando eu vejo, pensando nessa trajetória do personagem, quando eu vejo que ele não faz ação por uma escolha, e uma escolha que eu acho que não é uma escolha racional, não é por covardia nesse momento, é uma escolha mesmo moral do coração, uma incapacidade. Eu falei com o Diabo, o Draco, ok, beleza, mas eu acho o Draco um personagem de um coração que não é puro de forma nenhuma, mas que tem ali uma verdade e uma pureza, talvez ali no fundo. Eu acho que o Draco tem uma bondade que ele não pôde entrar em contato durante a vida dele.

Eu acho que o Draco, como a gente falou, teve esse fardo da família, depois desse fardo dessa missão, eu acho que o Draco nunca teve a possibilidade de deixar germinar dentro dele uma bondade. Eu acho que talvez, se o Draco, talvez não, com certeza, se o Draco tivesse nascido e crescido em uma outra família, seria um outro personagem, numa outra relação, ele seria uma outra pessoa. Inclusive, eu acho que isso, eu acho que a maldade e a bondade são conceitos que não tem essas dualidades, é tudo muito complexo, não é uma coisa ou outra, são ambas as coisas, mas eu acho que o Draco tem ali um traço de bondade, inclusive moral. A gente falou que os Malfóris têm uma moral muito torta, eu acho que o Draco tem, tanto ele quanto a mãe, e por último, talvez, numa pequena redenção, até o Lúcio tem, mas principalmente ele e a mãe, eles têm ali um traço moral que tenta se salvar no meio desse lixo todo que é a família no qual ele cresceu.

Então, eu acho que não matar o Dumbledore é uma escolha de não passar esse ponto, porque a partir do momento que ele passasse esse ponto, já seria uma outra coisa, ele já seria um bruxo das trevas, ele já seria mal, de fato. Eu acho que ele não passa esse ponto porque ele não consegue, mas não por uma covardia, mas porque ele não é essa pessoa. Eu acho que várias que falam que a varinha do Draco tem um componente da varinha, não sei se é pelo de unicórnio, alguma coisa assim, que é uma varinha muito mais difícil de ser usada por bruxos das trevas. Então, eu acho que isso é uma metáfora que é o Draco.

Eu acho que a gente já que sempre acaba voltando um pouco para aquela grande frase do Sirius, de que o mundo não se divide entre pessoas boas e começas da morte, sabe? Eu acho que o Draco está bem ali no meio. De fato, eu acho que parece que, principalmente depois, parece que ele realmente não é uma pessoa que teve oportunidades na vida de ser bom, por assim dizer. Eu não sei dizer se ele é bom, de fato, mas com certeza ele não é de todo mal.

Realmente, a partir do momento que ele soltasse aquele vado que eu derrava, ele ia se tornar um assassino e eu acho que isso tem um peso para ele. Porque até em Língua do Príncipe, o Harry fica o tempo todo achando que o Draco está tomando algo e ninguém acredita nele. Beleza, fica observando e tal. E ele vai confrontar o Draco ali mais para o final do livro e eles começam a duelar.

E o Harry usa o Sequitum Sempra, que é o feitiço que ele olha no livro do Príncipe Mexiço, que ele não sabe, no caso, que é um feitiço das trevas e que o Draco fica supermal e todo ensanguentado e não sei o quê. E é um momento que o Harry se assusta, no sentido que ele está suspeitando do Draco, ele acha que o Draco está fazendo alguma coisa, eles não têm uma relação boa de forma alguma, são muito rivais, mas essa é a primeira vez de fato que eles se machucam e se machuca o Harry que machuca o Draco, não o contrário. Então acho que ali passa de um limite, deixa o negócio não virar só uma rivalidade de escola e tal. Principalmente porque, enfim, acho que estava indo para esse estupim mesmo, já que o Voldemort tinha voltado, a família do Draco claramente envolvida e tal.

Mas ali é um ponto que quem ultrapassou foi o Harry, foi sem querer, mas rolou. Assim, ele tinha uma intenção de machucar, não tanto. Ferir gravemente aqueles, né? Igual o Dobby.

Exato, só mutilar o ferir gravemente. Essa batalha entre Harry e Draco eu acho maravilhosa. No fim das contas, querer ser superior a alguém ou querer que a pessoa se ferre, não querer dizer que ele queria que a pessoa morresse ou que ele, principalmente, que ele queria ser a pessoa fazer isso. Não é só uma coisa que eu acho que tem um pouco, a gente tem um pouco a visão de síndrome de bad boy, né?

Que a própria J.K. Rowling falou uma vez no Twitter sobre isso, de que ela via muitas meninas, principalmente, apaixonadas pelo Draco. E ela achava isso muito preocupante, porque existe meio essa síndrome de tipo assim, ah, esse cara que é bad boy, que é incompreendido, e aí, com meu amor, eu vou curar, ele vai se tornar uma boa pessoa. Sabe meio isso?

O que é muito real na vida, né? É, não, na vida, na vida, exato. Tipo, é uma aplicação de algo na vida, assim, das pessoas se envolvendo com gente lixo, sabe? Gente que não respeita, gente que traz, gente que faz um tanto de coisa e acha, ah, não, mas porque a gente está junto agora e ele vai ser, ele vai me amar como ele ama ninguém, ele vai mudar, alguma coisa assim.

E aí a J.K. Rowling fala, tipo, e, gente, não, sabe? Não existe isso. Você vai ficar com a pessoa e a pessoa é quem ela é, não é que ela é impossível de ela mudar.

Mas o Draco, em si, falando dele, você não vai achar nosso grande poste de bondade, não vai estar uma boa pessoa, porque não é, sabe? Ele tem que mudar por conta própria, né? Tipo… É, não é porque ele não é de todo mal que ele, de repente, vai se tornar a melhor amiga do Harry, sabe?

Assim, eu acho interessante essa perspectiva. Eu acho que até tem gente que… É a questão da peça, né? A atitude do Draco me mostra, até no final do livro também, do Cândido, assim, o final do sexto, do sétimo, principalmente, me mostra uma tentativa de redenção e uma tomada de consciência de uma pessoa que entendeu o lugar imoral, entendeu a gravidade das ações, entendeu o que fez e o caminho que está tomando da vida.

E mesmo que ele não vai ser uma pessoa boa, ou nem sei se isso existe, mas que ele não vai ser o Harry, não vai ser o Ron, ele não vai ser a Hermione, não vai ser essa pessoa que está nesse lugar e nem precisa ser, mas é uma pessoa que teve uma tomada de consciência e, mais do que isso, mais do que tomar consciência, ele teve uma tentativa de ação. Eu acho que isso diz muito sobre ele, porque se fosse talvez um outro personagem, eu tomaria consciência e gostasse, talvez, ou falasse, ah, é esse lugar mesmo que eu quero ocupar, quero ser essa pessoa. E o Draco, não, ele entende o lugar dele, ele entende as ações dele, ele entende a gravidade de tudo que ele fez e o lugar que ele estava ocupando e ele decide mudar. Não dar água para o vinho, claro, mas ele decide tentar ocupar o novo lugar.

Eu acho que isso diz muito sobre a personalidade dele. É, o remorso, eu acho que é o que realmente não deixa… A principal característica de um psicopata é não sentir remorso, e ele claramente sente, o Draco claramente sente, então ele não está desse lado. Isso é uma coisa interessante, porque é ali que a gente começa a ver essa questão da mudança, especialmente quando o Harry e o Ron e a Hermione são capturados, levados para a Mação Malfoy, e aí o Draco finge que não os conhece, o que é muito absurdo, o cara cresceu, cresceram todos juntos, enfim.

E assim, eu penso que às vezes, a gente fala muito sobre isso aqui quando a gente vai discutir os personagens no Semanário dos Bruxos, que parece que em Harry Potter todo mundo tem que ter uma jornada que culmina numa redenção, sabe? E para quê sempre? E aí eu fico, porra, será que o Draco é essa coisa de vamos forçar a redenção ou sempre esteve lá, sabe? Vocês acham, por exemplo, que quando está lá, eles são levados para a Mação Malfoy, vocês acham que isso indica que ele mudou de lado?

Ou talvez seja simplesmente uma vingança contra o próprio Voldemort, que não tratava bem, não estava tratando bem, estava humilhando a família dele? São coisas a se pensar. Eu acho que é um pouco dos dois, porque é isso, como a gente falou antes, a missão dele matar o Dumbledore era feita para ele fracassar, e era, entre aspas, a última chance dos Malfoy terem um bom nome ali enquanto seguidores do Voldemort. Uma vez que ele falha, que é o Snape que mata, etc., acabou os créditos dos Malfoy, já não tinham antes, só por essa missão, mas acabou, e aí está ali todo mundo hospedado na Mação Malfoy e tals, o Voldemort toma conta da casa, vira o espaço dele, e o Lúcio é constantemente humilhado, o Draco também, imagina.

Então eles estão em uma posição muito ruim, então acho que, no momento que eles indicam ao Réo falar, se estudou com ele, é ele, aí ele fala, não sei, não consigo ver. Será que se ele tivesse numa jornada diferente, de estar de boa com o Voldemort, será que ele faria isso? Se a família dele não tivesse sendo ameaçada do jeito que estava, será que ele faria isso? Ah, eu acho que não.

Eu acho que é tudo circunstancial. Eu acho que a questão ali principal é de que ele e a família dele não estão com uma boa relação com o Voldemort, porque o Voldemort, além de tudo, ele começa a caducar, ele começa, tipo… Cara, não faz sentido você não tratar bem as pessoas que te seguem, tá ligado? Porque elas estão também se arriscando.

Enfim, e aí fica esse remorso desse cara ali na tua casa, tratando a tua família mal, humilhando o teu pai, que é o grande referência, entendeu? Eu acho que o Draco, ele viu o pai como essa grande figura, que era o seu ali quando cresceu, e aí o pai dele está acabado, atualmente humilhado, você tem varinha, várias questões, sabe? Então eu acho que é uma questão de remorso mesmo, tanto de deixa eu fazer isso aqui pra dificultar pro Voldemort vencer, quando se o Harry vencer é melhor pra mim. É aquela questão que eu acho muito interessante da Sonserina, da autopreservação, de tipo assim, o que dentro da situação me beneficia mais, sabe?

E aí meio que não entra muito uma… Ah, de que lado que eu tô? É uma coisa meio cobra, assim, o que nem sempre é ruim, mas aí nesse caso específico, o interesse dele tá que o Harry ganhe, pra que ele se livre do Voldemort, entendeu? Então por acaso ele tá do lado certo, mas não quer dizer que a moral dele é boa, eu tô ligando, é só que beneficia ele, eu acho, né, assim.

Eu não sei o que vocês acham. Eu concordo com Marina, que são, também acho que são as duas coisas. Eu acho que elas não se excluem, acho que elas se complementam, mas eu acho esse personagem muito maravilhoso, porque eu fico com a impressão que, mesmo que, e na verdade nem mesmo que, eu acho que nunca nesse estágio desse personagem, onde ele chegou, eu acho que nunca ele entraria totalmente no consenso com Voldemort aonde a história chegou. Porque eu acho que se ele fosse esse personagem, ele teria sido o personagem que teria matado Dumbledore ali na torre.

Porque eu acho que, mesmo se não tivesse a questão do Voldemort tratar mal o pai, tratar mal a família, colocar eles numa situação de excluídos, assim, e de covarde, né, já tem esse lugar o Lúcio até colocado como um grande covarde, o Draco também, e humilhação total. E eu acho que mesmo mais eu fico pensando, pelo menos Marina, que mesmo se não tiver, não sei se eu estou sendo ingênuo, né? Falei pra vocês, inclusive, que minha casa que eu mais me identifico em Harry Potter é a Lufa Luffy. Então talvez aqui esteja sendo uma pessoa muito ingênua falando.

Mas eu acho que o Draco, mesmo se não tivesse essa relação, eu acho que ele não entregaria o Harry naquele momento, porque eu acho que a partir do momento que a coisa começou a ficar séria, a partir do momento que tudo não era só um conto de fadas, que ah, vou ser um grande bruxo das trevas e conto de fadas às vezes, eu vou ser um grande bruxo das trevas, eu vou ser poderoso, eu vou ter poder, eu vou tocar o terror aqui nesse mundo bruxo, eu vou ser o cara que vai mandar, vou matar todo mundo. Isso numa fantasia de criança adolescente, até numa fantasia torta, inclusive dá pra entender, a partir do momento que tudo fica real, a partir do momento que as pessoas começam de fato a morrer. Se é uma pessoa que não tem essa índole e que não tem essa moral, como eu acho que o Draco não tem, eu acho que ele não é essa pessoa, eu acho que ele não, mesmo que não tivesse essa relação, esse atrito entre Voldemort e Osmolfoi, eu acho que mesmo assim ele não passaria totalmente pro lado do Voldemort, porque eu acho que essa moral ia começar a pesar a consciência, começar a pesar, eu acho que ele de qualquer maneira tomaria também esse lado e acabaria de uma certa maneira passando pro outro lado, que é mais ou menos o que ele faz. É, eu acho que é uma perspectiva de, eu acho que você tem mais fé na humanidade do que eu, acho que eu sou mais cínica, mas o que eu acho é uma perspectiva super válida também, acho que no fim das contas e em vez de ser uma visão mais individual, seria uma visão mais geral, de tipo assim, eu não quero que o mundo, eu tô vendo aqui de camarote como que é esse cara, acho que eu não quero que o mundo também lide com isso em grande escala.

Eu acho também que a covardia também tá presente, porque se ele fosse, se ele tivesse a tomada de coragem, a decisão de realmente passar pro outro lado, ele teria feito isso de uma maneira muito mais transgressora, muito mais contundente, talvez articulado um plano, inclusive, pra tentar implodir a organização de dentro, ele poderia ter feito muito mais coisa. Então eu não acho que ele também é essa pessoa, esse herói e tudo mais. Ele fez o básico, né? Pois é, mas eu acho que é justamente essa complexidade.

Eu acho que ele é uma coisa, eu acho que ele é esse covarde Eu acho que ele tem essa covardia, ele tem esse lugar, inclusive, amedrontado e de não conseguir agir. Ele tá sendo masturado ali pelo modo, mas a família sendo humilhada, ele não consegue agir também, mas por outro lado, também tem esse lugar de eu achar que tem também esse bom coração ali no fundo. Pelo menos pra mim, eu acho que sempre volta um pouco a questão da autopreservação, né? Tipo assim, como Rodolfo mencionou da questão de que, tipo, ele não faz uma revolução interna, ele não faz um negócio implodir, ele só traz algumas ações, algumas coisas que, tipo assim, não compromete tanto ele, mas que pode ajudar, entendeu?

Então ele não reconhece o Harry, ele não diz que não é, ele diz que ele não consegue saber. É, o que poderia tá tipo assim, ah, por via das dúvidas, bora matar, né? Exato, não, e também, tipo, ele não se compromete, né? Assim, ele, ó, gente, eu não consegui ver, não é que…

Pô, sabe, ele não se compromete, ele não coloca dele na reta, porque se ele ativamente falar que não é, é um argumento contra, né? E aí, quando o pessoal consegue fugir, o Dobby aparece, etc, ele, né, chega a pegar varinha e nesse rolê, né, que o Harry desarma ele, entendeu? Então, tipo, não sei se ele ia atacar, mas talvez ele ia fingir atacar pra também não soar mal, então é muito assim, calculado, tá ligado, assim? Eu acho que é mais de…

É diferente, por exemplo, da mãe dele, né? Nessa questão dessa, entre aspas, essa mudança de lado, né? Porque quando o Harry se entrega pro Voldemort e aparentemente morre, a Narcisa é essa pessoa que é enviada pra verificar se o Harry tá morto, né, como a gente lembra da história, e aí ela percebe que ele tá vivo, ela tem certeza que ele tá vivo e ela descaradamente mente pro Voldemort, né? E aí ela ainda pergunta, né?

Ela pergunta sobre o Draco pro Harry, aí ele responde que ele tá bem e aí ela mente, diferente do Draco, né? Ela realmente mente e aí eu fico pensando também essa questão do motivo disso. Será que ela fez isso porque ela queria ser boazinha e lutar pelo bem do mundo bruxo? Ou será que ela simplesmente só enganou o Voldemort porque ele tava com raiva dele?

Devia estar muito puta por ter quase feito o filho dela morrer, sabe? Mas é isso, ela eu acho que é diferente porque ela realmente se compromete. Sim, ela sabe que em algum momento ele vai levantar, né? Então tipo…

Exatamente. E é muito bonito isso, né? Porque ela toma uma atitude que nem Lúcio, nem Draco conseguiram tomar da forma como ela toma. Que nem Pedro falou, ela toma uma atitude realmente drástica, revolucionária e contundente, né?

Então eu acho bonito ser ela. Eu acho também que Narcisa é um personagem muito complexo. Eu acho que tem sim também, de novo, a complexidade tem sim também a questão da maternidade, tem a questão de ter ameaçado de fato a vida do filho dela. Mas por outro lado, eu acho que tem uma coragem imensa dessa tomada de decisão, que nem foi Marina que fala agora, né?

Uma hora ele ia levantar e ia saber que ela tá mentindo e ela tomou um lado. Eu acho que dos três da família, a única que realmente toma um lado, um partido claro, definido na história, nesse momento é a Narcisa. É, a gente menciona já em algumas questões de que a J.K. Rowling, ela tem muito uma questão com a maternidade, né?

Da mãe, dessa figura, né? A Lillian morre pra salvar o Harry, né? O maior medo da Molly é que a família dela morra, né? O quanto que ela colhe o Harry.

Então assim, o Harry ele é salvo por uma mãe, né? Quando ele tem um ano de idade. E aí nesse momento ele é salvo por outra, né? Assim, porque eu acho que é muito…

Tem um sentimento, além de tudo de gratidão, me parece, né? Ela tá efetivamente tomando um partido, né? Mentindo. Mas acho que é um pouco de tipo, beleza, você falou do meu filho, você disse que ele tá bem.

Acho que é uma das coisas que eu posso fazer aqui nesse momento é te ajudar também, sabe? Além de toda… Enfim, toda questão de que ela não tem interesse que o Voldemort continue, né? Não sei até que ponto isso foi articulado entre a Lil Draco.

É que também o Voldemort é legiminente, né? Talvez eu acho que eles não tenham… Tenho tentado evitar pensar nisso, tá ligado? Mas que de fato, assim, é um momento crucial que faz muita diferença, assim.

Que eu acho que reflete um pouco no Draco, né? Ele não era só o pai, ele tinha mãe também ali, né? Que também é uma influência que… Assim, é uma diferença, né?

Aquela questão, ah, porque ele é homem, aí o pai, qual figura que ele admira. São patamares diferentes que acabam com as pessoas ficando ocupando, né? Mas que eu acho que também, com certeza, é uma influência na vida dele. E eu acho que, realmente, do que a gente vê, é a única que demonstra amor por ele, de fato, né?

Não sei o quanto o Lúcio ama, além de um filho objeto, sabe? Mas ela, com certeza, é um filho. Que bonito, mas um paralelo entre os dois, né? Que engraçado que a gente tá…

Eu, pelo menos, tô vendo uns paralelos até que eu não via, mas eu acho muito bonita essa imagem, Marinda, que você trouxe do Harry ter sido salvo pela mãe, e depois, no final, de novo, ter sido salvo, entre aspas, por outra mãe. Eu acho que, quando a gente vê a história, tem ali um paralelo muito grande entre sempre Harry e Voldemort, né? Toda essa questão simbiótica entre eles, da questão da ligação entre eles. Mas eu acho também, até durante muito tempo, até o Voldemort, que sempre começa com uma ameaça muito fantasiosa, ninguém sabe muito bem, ele aparece em alguns momentos pontuais, geralmente no final dos livros, do livro um, do dois, ele aparece pontualmente.

Mas eu acho que essa relação, também esse paralelo entre Harry e Draco, é uma relação muito importante pra história, de antagonismo mesmo de entender das escolhas. Eu acho que é até simbólico quando o Harry escolhe não ir pra Sonserina, que ele poderia ir pra Sonserina. Ele escolhe Sonserina não, e o Draco, o chapéu mal encostou na cabeça dele e já fala Sonserina. Eu acho que o Harry Potter, inclusive, com o universo, fala muito sobre isso, até os personagens falam, como são as escolhas que a gente faz que definem a gente.

Eu acho que o Draco é uma pessoa que fez as escolhas erradas, e eu concordo com você, Pedro, que tem muito na história de sempre ter uma redenção, até porque dramaticamente é bonito, interessante, ter uma redenção do personagem. Mas eu acho que no caso do Draco, essa redenção dele, ele entender, de uma certa maneira, as consequências das escolhas que ele fez, ele não vai conseguir mudar as escolhas, porque já passaram, mas ele consegue, pelo menos através dessa consciência, tomar novos rumos e fazer novas escolhas. É, tanto que a gente vê lá no final, no epílogo, os dois, o Draco e o Harry, se cumprimentando, meio que de longe ali, mas num gesto de respeito mútuo. A gente sabe que a família Malfoy saiu praticamente lesa nos julgamentos dos Comensais da Morte por entrarem no esquema meio que de delação premiada.

Mas será que… Aí eu fico pensando se ele de fato melhorou, enfim, aí a gente acha que pode usar Curset Child como base, que, assim, eu acho pelo menos que ele é um pai muito melhor do que o Lúcio, mas ainda assim tem muito problema e ele ainda tem muito problema com o jeito que ele cria o filho dele. Enfim, de que forma essa relação dele com o Escorpio e até onde a gente sabe também com a Astória, que é a esposa dele, se difere da própria relação que ele tinha com os pais? É, eu acho que existe uma vontade de não repetir os mesmos erros.

Curset Child é uma coisa que… É isso, né? Eu não sei o quão válido é, tipo, da gente… A gente pega o que a gente achou bom e rejeita o que a gente acha ruim, porque no fim das contas é tudo uma obra só.

Mas de certa forma eu concordo que é muito o que eu imagino que o Draco seria como pai, entendeu? Ele, obviamente, vai ter problemas porque ele vem de uma relação bem complicada com o pai dele, de muita exigência, de muita expectativa, mas eu acho que ele ativamente vai contra isso. A gente só não sabe o quanto ele consegue, né? É, exato, assim.

E mesmo naquele universo em que o Voldemort continua no poder, quando o Escorpio vai lá e conta e tal, pra ele, olha, aconteceu isso, isso e isso, ele na hora fala, não, beleza, vou aqui te ajudar. Ele acredita no filho. E eu acho que o Escorpio, ele tem muito… Ele é muito mais sensível, por assim dizer, do que se espera de um filho homem, por assim dizer, né?

Tem toda aquela grande coisa, né? De que tem que ser macho, de que tem que ser… Porque eu acho que é muito isso, assim, o Lúcio criou o Draco pra ser um macho alfa, tá ligado? E o Escorpio não é assim, ele é nerdzinho, né?

Tipo, ele é na dele, ele não gosta muito de sair da zona de conforto e tals. Não é popular, enfim, não intimida ninguém. E muito do Red Cannon, né, que eu conheço, né? Red Cannon sendo uma coisa que é muito reproduzida no fandom, que não é uma coisa canon, não é uma coisa que tá na história, mas acaba virando quase verdade, assim, na cultura do fandom, é uma coisa que todo mundo meio que acredita, assim.

As pessoas meio que imaginam que a relação dele com a história, né? Com a esposa dele, seja um rolê muito legal, assim, que seja um amor verdadeiro. Ela segue o critério, né, ela é de uma família, puro-sangue, ela é da Sonserina também, mas que ela seria uma pessoa muito mais tranquila, também criada numa família tradicional, mas também muito mais tranquila, e que eles teriam essa relação de amor e de criar o filho junto, de amar o filho e tals, que seria… Não seria uma coisa por interesse, né?

Pra só continuar a linhagem, pra seguir um protocolo, que seria realmente uma relação de amor. Não sei isso, tipo, cara, nem o que eu conheço da história. Eu vi uma cena dela junto com o Draco, né, em Relíquias da Morte, mas por algum motivo eu gosto dela, assim, eu tenho uma simpatia, eu acho eles fofos. Como é louco o Red Cannon, né?

Eu confesso que faz muito tempo que eu li a peça, também não vi, ainda morro de vontade de ver, mas eu lembro que quando eu li, eu lembro que a primeira coisa que me… Primeiro que eu, voltando naquilo que a gente falou sobre os paralelos entre os dois, eu acho que aqui na peça também fica de uma maneira muito evidentíssima, como a gente tem de novo o filho do Harry, filho do Draco, ele se relacionando, e os dois também lidando com legados que também não escolheram, e no caso do filho do Draco do Scorpion é um legado negativo, da história da família, da história dos Comensais, do pai, do avô. É mesmo que tem tido uma redenção ali no final, mas ele também sofre por conta dessa história da família e também não tem culpa disso. Então, é mais um personagem sofrendo.

Eu acho que isso é muito recorrente na série, mas na história do Harry Potter, é muito recorrente essas figuras sofrendo por um legado de uma história familiar, de um fardo que não escolheu. Isso mostra na peça, mostra um pouco de como esse paralelo é muito forte entre os dois. Eu lembro que quando eu li a peça, o que eu achei mais diferente, a relação com o personagem que mais se aprofundou em mim foi justamente a relação com o Draco. Eu acho que eu vi o Draco de uma maneira muito diferente do que eu tinha visto depois da peça.

Não só pela questão do filho, mas também pela questão de ter visto ele mais maduro depois de todo esse passado, de toda a história que ele viveu. Eu vi o Draco com outros olhos. Eu achei isso muito interessante. Eu acho que isso trouxe uma ressignificação do personagem para mim.

Com certeza. Eu acho que é uma obra que acaba trazendo novas interpretações, mesmo que de várias formas a gente não concorde, assim que exista muita crítica em cima. Eu acho que pelo menos ela te faz, ela te leva a refletir o que você acha de fato sobre os personagens. E aí como ele é uma parte importante do rolê, ele com certeza.

E a parte do Draco é uma parte que faz sentido. Não é uma coisa que vai contra o que foi estabelecido anteriormente. Diferente, por exemplo, da parte do Snape, que o que a gente vê em Cursed Shadow não faz sentido, é contradizente uma coisa com outra. Não, com certeza.

Eu acho que você olha para aquilo e você reconhece que é aquele mesmo personagem, que é meio que a evolução natural dele, sabe? Não que ele não poderia ser de outra forma, mas ali também parece fazer sentido, né? E pensando, eu acho que ele tem a oportunidade de ser um pai melhor do que o Harry é. E aí no caso, entre muitas parênteses, porque o Alvo é insuportável, meu Deus do céu.

Mas assim, eu acho que ele tem a oportunidade de ser um pai melhor, porque ele tem um pai ruim, né? Tipo, o Harry não teve pai. Assim, ele não teve o exemplo nem de o que não ser. Uhum.

E o Draco teve, então ele sabe ativamente o que não fazer, o que não falar. Acho que tem um pouco disso também. Eu reconheço também, pelo que eu me lembro, essa vontade de fazer diferente, de entender que a referência paterna que o Draco teve não foi nada bacana, e de ter a… Falar consciência de novo, porque eu acho que a palavra é de fazer diferente, de cuidar do filho de um outro jeito, de ser um pai.

Eu acho que o Draco tenta ser um pai que ele não teve. Eu acho muito bonito isso. Por outro lado também, é impossível ele não carregar coisas da criação que ele teve. Claro que também na peça, a gente não vê isso de uma maneira tão aprofundada, pelo que eu me lembro.

Mas é claro também que o Draco, se a gente fosse imaginar um próximo livro, uma continuação dessa história, é impossível que ele não carregue resquícios desse tratamento, da maneira também como ele foi criado. Então, eu acho que deve ser inclusive, pensando nesse personagem, uma luta muito intensa pra ele, porque ele sabe que a referência que ele teve foi completamente negativa. Mas ele também não teve uma referência boa pra se espelhar. Então, eu acho que uma linha, desculpem, muito tênue entre essas coisas.

Eu acho que deve ser um esforço muito grande pra esse personagem, a partir do momento que ele tem uma consciência que ele quer ser um bom pai. E isso eu acho que ele tem, o Draco, ele tem uma consciência de querer ser um bom pai. Eu acho muito bonito isso. Ainda mais porque considerando que no mundo bruxo não existem terapeutas, não existem psicólogos.

Que a gente saiba, é. Cara, que loucura. Eu sempre sonhei pra lá, mas eu acho que… Francamente…

Pô, gente, vamos providenciar um psicólogo pro pessoal aí. E é, e é uma dica de empreendimento, gente. Imagina, depois de um monte de gente saindo da guerra, todo mundo ferrado, né? Pô, dá pra ganhar um dinheiro.

Aquela capricorniana, né? Capricorniana total. E, Rodolfo, seguindo um pouco por essa ideia do Draco ser esse anti-herói que a gente tá discutindo e, enfim, uma pessoa que às vezes faz o certo por algumas linhas que não são tão moralmente aceitas. De que maneira você acha que o Rafael, o seu personagem de 3%, você relaciona com o Draco, assim?

Eu acho muito interessante pensar isso. Porque, primeiro, que eu acho que o Rafael é da sonserina certeza. Sim. Porque eu acho que tem um pouco desse lugar de uma gana pelo objetivo.

O Rafael tem isso. O Rafael, durante toda a trajetória, ele sempre teve um objetivo muito claramente, muito bem colocado, que era ser o grande herói da causa. Eu acho que o Rafael também é muito egoísta. Extremamente egoísta.

Egoíco, mais do que egoísta. Ele queria ser o grande herói. Ele queria ser o salvador daquele mundo. Ele queria ser a grande pessoa da causa.

E ele sempre colocou esse objetivo na frente de todas as outras coisas. Ele roubou o irmão, por exemplo, pra poder cumprir o objetivo. Então ele sempre teve um pensamento até um pouco maquiavélico, digamos assim. Digamos assim, mas completamente maquiavélico.

Porque os fins justificam os meios. O Rafael sempre pensou isso. E até a grande tormenta do Rafael, que eu acho um paralelo também com o Draco, olha só que interessante, que a partir do momento que ele toma consciência dos atos dele e das consequências que os atos dele acabam trazendo, ele entende que ele entrou num beco sem saída. Que é, ou ele faz o que ele tem que fazer, ou então tudo aquilo que ele fez de ruim, que ele fez muita coisa ruim.

Então se ele não conseguisse fazer o que ele pensou em fazer, tudo isso que aconteceu seria à toa. Eu acho que esse é o grande terror do Rafael. E quando a gente vê ele ali na terceira temporada, que ele tá à cola, jogados pelo canto, com depressão, eu acho que ele tá sendo atormentado justamente por todos esses fantasmas. Mas justamente por conta desse traço que eu acho extremamente forte do Rafael e também acho forte do Draco, que é um lugar de colocar um objetivo em mente e não ter parada, não ter freio.

Mas até quando a gente… Eu acho o Rafael do primeiro episódio da primeira temporada até o episódio 4 da primeira temporada, que é o primeiro movimento do Rafael, como o Rafael começa a história. Eu acho o Rafael extremamente Draco na relação com o Fernando, por exemplo, a ironia que ele tem, o sarcasmo que ele tem, as piadas que ele faz. Eu acho que o Rafael tem muito mais senso de humor do que o Draco.

Muito, muito mais. O Rafael tem um senso de humor muito particular, aliás, que eu adorava fazer. Que saudade, Rafael, volta pra mim. Mas tinha um lugar ali um pouco escolar, que o 3% começa um pouco nesse lugar do processo, do corredor do processo, das provas, que tem uma coisa um pouco escolar ali, de um vestibular que está acontecendo, das provas que estão acontecendo, dos jovens.

Eu acho que o Rafael é super Draco, na acidez, no lugar que ele tem com o Fernando. E aí depois quando a gente vai descobrir que, na verdade, aquilo é um pouco de um personagem, claro, um pouco também dele, mas também um pouco desse personagem que ele criou pra tentar disfarçar. Então acho que tem um pouco desse disfarço, mas tem também um pouco do Rafael de fato ser assim. Mas eu acho que esse primeiro movimento do Rafael tem super a ver com o Draco.

E olha só que engraçado, eu nunca tinha entendido essa comparação. Eu já tinha percebido que o Rafael, que nem eu falei, era super da Sonserina. Sempre achei isso. Mas eu acho que até tem um lugar ali de acidez, de ataques, com as palavras, e até de bullying que ele faz.

Eu acho que tem super a ver com o Draco. E é muito difícil fazer. Sim, nossa, concordo total, assim. Acho que o Tom Felton, entre os atores ali, realmente, pra mim, ele tem a atuação mais estável.

Tipo, desde o início a atuação dele já é muito boa. E aí o personagem dele perde um pouco foco em alguns filmes e tals, mas ali, em Enigma, quando precisa, tá super bem. Você super vê o conflito do personagem, assim. E é interessante perceber as diferenças e as semelhanças, porque, tipo, pra mim, as contradições do Rafael são muito mais na cara.

Mas isso também torna muito mais difícil você perceber essa linha eterna de quando ele tá fazendo aquilo por atuação ou ser genuíno. Acaba que você não sabe muito qual é a linha de quando ele tá sendo verdadeiro ou não, tirando alguns momentos mais óbvios, né? Acho que isso adiciona uma camada muito interessante. A gente vai ficando por aqui na nossa discussão sobre o Draco.

Eu espero que vocês tenham gostado. É um personagem que, acho que é muito presente, significa muito pra muita gente, tanto de ódio quanto de amor, quanto de meio tom. Só que acho que ninguém para pra refletir tanto, assim, sobre ele, né, gente? Eu tenho que parar de achar que os episódios não vão render, velho.

Tipo assim, eu sempre acho, ai, mas será que não é meio óbvio? Será que não vai ter? Gente, eu real pensei, não vale a pena fazer um episódio sobre o Draco. Eu acho que tinha pra discutir sobre ele, a gente falou no episódio da Sonserina.

Eu tenho que parar de achar isso, velho, porque, tipo, olha isso, a gente tá gravando aqui bruto uma hora e trinta e cinco, sabe? Realmente. Pois é. Depois vocês vão ver aí, inclusive, gente, quanto tempo ficou a edição do podcast.

Mas então, Rodolfo, onde as pessoas podem te encontrar na internet? Pra bater um papo? Pra falar, olha, eu discordo de você? Eu concordo com você?

Sim, por favor, me chamem. Vou adorar conversar sobre tudo isso. E, aliás, queria aproveitar pra agradecer Pedro, agradecer Marina por esse convite. Eu adoro vocês, adoro o site, adoro o conteúdo de vocês.

É maravilhoso o carinho, toda essa paixão que vocês têm por essa saga que é tão importante pra tantas pessoas, é muito importante pra mim. E parabéns pelo projeto de vocês. Eu tô ouvindo todos os podcasts. São maravilhosos.

E, enfim, muito, muito obrigado mais uma vez. A gente te agradece. Eu tô lá no Instagram, Rodolfo Valente on the Line, e no Twitter também, Rodolfo Valente, que eu não uso muito. Então, caso você me mande alguma coisa, e manda que eu vou adorar ler, mas eu sou um pouco ruim de internet e tal, não uso tanto as redes sociais assim quanto deveria usar, mas eu amo ver o carinho das pessoas e amo estar em contato.

E vou amar conversar sobre tudo isso. É, mas é isso. E Marina, você? Onde as pessoas podem te encontrar, Marina?

Então, todas as minhas redes sociais, Twitter, Instagram, Facebook, TikTok, é Marina Anderi. Marina, ainda é, é e aí. Então, só dão alô por lá. Eu sou muito acessível, tá?

As minhas, gente, são todas, né? Facebook, Twitter, são todas IEM Pedro Martins. E tem também, é claro, as redes sociais do Potteriche, né? No Twitter e no Facebook e no TikTok.

E no Instagram, é E claro, se vocês quiserem ficar por dentro de todas as notícias de Harry Potter, de todas as notícias e entrevistas, a gente vai fazer uma cobertura especial, assim, quando começar o Animais Fantásticos 3, né? Estamos preparando muito conteúdo. É só acessar Um beijo e até a próxima. Beijo, gente.

Beijo.

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