#9: Por dentro do set de Animais Fantásticos, com Aline Diniz e Patrícia Gomes
Visitar o set de filmagem de Animais Fantásticos e, de quebra, entrevistar os atores e produtores do filme é uma das experiências mais marcantes que um fã de Harry Potter pode ter! O editor-chefe do Potterish, Pedro Martins, que teve esta experiência, recebe junto com Marina Anderi as jornalistas Aline Diniz e Patrícia Gomes, que também visitaram os estúdios, neste episódio do Semanário dos Bruxos cheio de segredos de bastidores.
Ouça o Episódio
Transcrição do Episódio
A transcrição abaixo foi gerada automaticamente e pode conter pequenos erros.
Ver transcrição completa
Sejam bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente marketing. E, gente, eu não sei vocês, mas assim, sempre que eu assistia a Harry Potter, né, quando eu ainda tinha DVD duplo, enfim, eu sempre queria pegar o disco 2, assim, colocar lá no DVD e ficar assistindo todos os bastidores de Harry Potter, assim, ver como que eles gravavam, como que eram por trás das cenas, assim, né, de cada coisinha.
E uma coisa que eu nunca imaginava, assim, quando eu era um pequeno fã, né, de cinco, quatro anos de idade, é que um dia eu poderia ver aquilo com os meus próprios olhos, né. E é justamente sobre isso que a gente vai falar no Semanário dos Bruxos dessa semana. A gente vai contar a nossa experiência visitando sets de animais fantásticos. Para conversar com a gente sobre isso, a gente convidou a Aline Diniz.
Olá, eu sou a Aline Diniz e eu tô muito feliz de estar aqui. Eu tinha a mesma sensação que você, Pedro, também nunca imaginei que eu faria nada. Sempre fui o segundo disco, mas enfim. E com a Patrícia Gomes.
Oi, gente. Eu também era não só a pessoa que colocava o disco 2, mas eu era a pessoa que me imaginava sendo figurante, entendeu? Quem nunca se imaginou assim, tipo, nossa, mas se eu estivesse ali no cantinho, assim, usando só uma veste ali da Corvina… sabe, sei lá.
Da Lufa-Lufa, né, que naquela época ninguém nem ligava, né, Riba? Ai, socorro, era muito isso. Mas aí, e depois a gente chegar nesse ponto, onde é para a gente estar num podcast hoje, nós três falando da experiência de Numset, é muito doido, né? Sim, pois é.
Então, eu visitei o set do segundo Animais Fantásticos, né, os crimes de Grindelwald, a Pat também. A gente foi praticamente no mesmo dia, né, acho que com um dia de diferença. E a Aline visitou o set do primeiro filme, né? Correto.
E assim, gente, quando a gente divulgou no poteiriste que a gente tinha ido para o set, né, que eu tinha ido para o set, uma das coisas que o pessoal mais me perguntava era como eu consegui ir para lá, né? Tipo, se eu tinha ganhado uma promoção do Todd, se eu tinha, sei lá, sabe? Tipo, o que que a gente tem de diferente, assim, dos outros pessoas? A gente foi trabalhar, né, a gente não foi lá brincar, não foi, apesar de a gente ser muito fã, e eu tenho certeza que todo mundo segurou o choro aqui.
Segurei nada, eu chorei. As assessoras vieram perguntar se eu tava bem. Literalmente. Fala, não tô, já, segura aí.
Mas a gente foi, de fato, trabalhar e é uma divulgação que os estúdios, né, no caso a Warner, elas fazem com parceiros, com veículos de mídia, e geralmente com veículos de mídia escrita, né. Então, por isso que muitas vezes você vê poucos youtubers indo para sets e mais veículos que escrevem, porque a gente não pode falar nada. A gente fica com esse segredo guardado, então a gente vai pro set. Eu contei ali de segredo pra minha amiga Aline e tal, mas assim, a gente vai poder falar quase um ano depois, meses depois de tudo que a gente viu.
Existe uma coisa que, na verdade, é o problema e a solução de todos os nossos problemas, que é o embargo, o famigerado embargo. Vocês já devem ter ouvido essa palavra, que é o seguinte, Quando você vai pra qualquer tipo de ação de imprensa que exige segredo, então, por exemplo, no caso de Harry Potter, qualquer coisa de Harry Potter que você vai fazer, animais fantásticos, tal, exige um segredo muito grande, porque você tá vendo coisas com muita antecedência. Você assina um documento, um termo, que basicamente entrega a sua alma pro capeta se você falar alguma coisa. Então, assim, a gente pode ver, mas sempre com muito medo do que a gente vai compartilhar, até com as amigas, assim.
Tipo, eu saí do set, eu tava super ansiosa, queria falar com a Patti, e não tinha… Tipo, eu não sabia o que eu podia falar e o que eu não podia falar, acabei falando tudo, não vazou nada, graças a Deus. Guarda muito bem os segredos, gente. Perfeito, maravilhosa.
É a mesma coisa eu com a Marina, gente. Então, ele compartilhava tudo comigo, então a gente ficava cada um sendo fiel de segredo do outro, assim. Mas a gente, além de nós dois, ninguém mais podia falar sobre o assunto, né? Eu e Patti temos que agradecer absurdamente a Natalia Bride, que é a editora de cinema, era, né?
Editora de cinema do Omelete, na minha época que eu fui, na época que a Patti foi. E foi ela que, entre aspas, deu essa oportunidade de a gente ir visitar o set e viajar e visitar o set, porque como ela comandava quem ia pra cada lugar, ela deu essa oportunidade pra gente, sabendo que nós éramos grandes fãs e tudo mais. A Natalia é maravilhosa, aliás. Fica esse recado aqui pra Natalia Bride, que ela é perfeita.
Exato, perfeita. E aí, quando eu fui no primeiro Animais Fantásticos, pra visitar o set, a visita foi no começo de dezembro, final de novembro, começo de dezembro. O que que tem no começo de dezembro, pessoal? CXP.
Saudades, inclusive. E aí, eu lembro que eu tava numa maratona muito louca de trabalho, só que assim, é uma daquelas coisas que, cara, eu tava fazendo o que eu gostava, né? Tinha dado dois finais de semana de plantão, aí eu corri a Star Wars Run, aí eu fiz não sei o que lá, aí eu fiz outra coisa. Tipo, eu tava há dois meses trabalhando sem parar, tipo, sem descansar um segundo, sem dormir uma noite de oito horas.
E aí, a Natalia falou, você vai visitar o set de Animais Fantásticos. Eu falei, show, vou mesmo. Vou. Era a primeira vez que eu tava indo pra Londres.
Eu falei, tá, já que eu tô aqui, né, vou fazer um daqueles tour de ônibus, que custava caro pra caramba. Eu falei, mas eu vou aproveitar. Tudo, né? Caríssimo.
É, libras, né? Aí, dormi no tour de ônibus. Foi ridículo. No dia seguinte, quase que eu não consegui acordar pra ir pro set.
E tudo é muito, tudo é muito em cima da hora, né? Porque assim, eu lembro que, no meu caso, eu tinha ido pra Bienal do Rio, e enfim, embora em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Então assim, apesar de não ser tão longe, tudo aqui, né, você tem que pegar vários aviões, enfim. Tinha ido pra Bienal do Rio, e aí eu recebi o convite, e aí era tipo assim, ah, você vai daqui duas semanas.
E aí, sei lá, beleza, né? Aí eu lembro que era tipo uma quinta-feira, tipo, da Warner, chegou e falou assim, Então, mudou a data dessa viagem. Na realidade, é sábado de manhã. Isso era quinta-feira à tarde.
E tipo assim, né, eu ainda não trabalhava, no caso, mas tinha faculdade, tinha mil coisas, assim. E também é isso, a gente colocava o pé pro ar, assim, uma viagem internacional em cima da hora, né? Não é uma reclamação, tá? Gente de Deus, pelo amor de Deus.
Queria de novo, inclusive. Isso rola muito, assim, pra gente que acabou viajando muito por conta do trabalho, várias vezes eu já recebi passagem, na 5 da tarde, sendo que eu ia viajar às 10 da noite. Eu já fui pro aeroporto sem passagem. Eu recebi a minha na madrugada anterior também.
É isso, pra pessoas que estão ouvindo e pensando, nossa, imagina como deve ser planejar uma viagem pra sete, você ter meses pra estudar. Não é, gente, é assim, é… Vai, vai, então vai. É muito doido, assim.
Como a Aline falou, a Natália, quando ela sentou comigo, eu lembro que eu tava… Quando ela falou pra mim, eu fui pro banheiro, eu me olhava pro espelho e eu falava, eu não acredito, eu não acredito. Tipo, eu respirava, assim, tipo fundo, que eu falava, meu Deus, isso tá acontecendo, de verdade. Não, sério, e aí você chora, você ri.
Porque é um sonho realizado mesmo, assim, pra gente que se pensava muito como figurante do filme, quando a gente tinha 12 anos. Passava horas assistindo o mesmo DVD duplo. Exato, então assim, é um negócio muito doido. Então, eu lembro da notícia quando eu recebi, quando eu fui, aí começou a receber os e-mails da equipe da Warner.
E o que rolou comigo foi que a equipe da Warner perguntou assim pra mim, Pat, você quer ir um dia antes pra fazer o tour do sete que tem lá em Londres? E eu nunca tinha ido também. E aí eu fiquei quieto, tipo, óbvio. Então, a minha cota de choro, que a Lily falou que chorou no sete, que eu falei, pronto, eu tentei dar uma segurada, foi no dia do tour, porque eu nunca tinha ido pra ter feito esse tour, né?
Então, quando eu fui, eu abri lá a porta do salão, era um tour mais especializado pras jornalistas, então eles deixaram a gente pegar… Ai, nossa! Nossa, esse tour é maravilhoso, né? Porque, tipo assim, tem só o grupinho ali de jornalistas, né?
O negócio tá fechado, basicamente, assim, só pra gente. A gente que vai trabalhando, depois a gente fica tão, sabe, desesperado com as coisas que faz tudo rápido, faz tudo correndo. Quando passa e acaba, a gente para e pensa, puta, olha o que eu vivi! É muito doido, né?
O bom é que, mesmo sendo em cima da hora, todo mundo que foi aqui era fã, né? Então, não precisava de muita preparação, porque todo mundo já sabia que era elenco, que era o rolê, assim. É mais ou menos, porque eu fui no do primeiro, né? Então, e no do primeiro, ninguém sabia nada.
Puts, é verdade. Eu acho que eu ia até te perguntar, Linda, exatamente. É, tipo, era tudo novidade, ninguém sabia nada. Ninguém sabia como ia ser a adaptação.
Tinha começado a sair algumas coisas muito por baixo. E eu lembro que eu cheguei lá e o único animal que eu vi, porque, assim, a maioria dos animais, a maioria, acho que 100% dos animais, são computação gráfica. Mas eles usavam uns bonecos do tamanho do bicho, no set, pra ajudar os atores a terem a referência, né? E eu lembro que o bicho que eu vi era o…
Aquele que parece um rinoceronte, eu esqueci o nome dele agora. Isso, foi ele que eu vi. Geralmente, quando você vai pra fazer matéria em texto, você leva um gravador, né? Pra você ir gravando tudo, ou falando no gravador, pra não ter que ir anotando, porque ninguém merece, sabe?
Ter que tirar o olho do que você tá olhando pra escrever no caderninho. E aí, quando eu cheguei lá, eu tirei o gravador do bolso, eles falaram, não, não, não pode. Vai ficar dentro do bolso, vocês só vão poder fazer a anotação. A única coisa que vai ser gravada são as entrevistas, e quem vai gravar é um captador de som nosso, e depois eles vão mandar o áudio pra vocês.
Aí eu já fiquei morrendo de medo, porque pra eles esquecerem de mandar esses áudios pra gente é dois palito. Então eu anotei absolutamente tudo, todas as entrevistas, tudo. É, no nosso caso, eles já… Eu acho que tanto no meu caso quanto no caso da Pathy, eles enviaram por e-mail antes, né?
Tipo assim, ah, não traga os gravadores para o set, que a gente vai gravar tudo aqui, e depois a gente vai mandar. Só que no nosso caso, não foi nem os áudios que eles mandaram. Foram as transcrições das entrevistas. Eles me mandaram os dois.
Por um lado é bom, porque tá tudo transcrito, se bem que por outro lado você fala, ah, será que editaram essa entrevista aqui? E, sei lá, eu fiz ela faz um ano e meio, dois anos, então… Eu não lembro exatamente, mas assim, sim, teve coisas editadas. Eu anotei coisas editadas.
Mas foi por isso que eu anotei tudo. E mais, eles fazem essas transcrições através de software automático. Então os textos vêm errado às vezes. Mas tudo isso pra dizer que quando eu cheguei no set e eu vi o Erumpente da primeira vez, era um troço de arame gigantesco, coberto, eu lembro porque eu escrevi isso, coberto por um tecido que parecia uma meia calça, meio cor de salmão, assim, sabe?
Um rosinha pálido e meio acinzentado. Parecia o bicho, mas não era o bicho, sabe? E eu ficava, gente, que bicho que é esse? Era o tamanho do bicho apenas.
Era, era imenso, era imenso. E eu lembro que eu li aquele livrinho fino do Animais Fantásticos umas 15 vezes e eu procurava, procurava, procurava, e não tem o bicho no Animais Fantásticos. Ele é um bicho do filme. Gente, era surreal, era surreal, assim.
Uma coisa que eu acho que aconteceu comigo, aconteceu com vocês também, é que enquanto fã a gente quer estar lá no set, a gente quer descobrir tudo. A gente quer saber todos os spoilers e isso e aquilo. Só que isso pro conteúdo, pra matéria, pro jornalístico do rolê, não vale nada, né? Porque assim, você não vai dar furo mesmo, porque você tá com contrato.
E tipo assim, vai valer alguma coisa você falar. Por exemplo, eu lembro que na minha época, uma das primeiras coisas que eu vi é que o Nicolau Flamel ia aparecer. Aí eu falei, caralho, o Nicolau Flamel! Assim que eu cheguei no set eu descobri.
Só que aí depois eu falei, gente, até cair esse embargo, o Nicolau Flamel já vai estar em todos os trailers, e tipo, vai ser foda-se, não interessa o Nicolau Flamel aqui, sabe? Sim. Tipo, não é uma informação que vai ser relevante pra quando eu for produzir o rolê. Essa é a maior tristeza de visitar set e ter informação antes.
Eu lembro que eu descobri que Homem-Aranha ia tá em Guerra Civil um ano e meio antes do filme sair, e a gente não podia falar isso. Não, é horrível, eu lembro quando rolou tudo de Animais Fantásticos. A gente já sabia um monte de spoiler, a gente já sabia que ia até a fuga da prisão. E eu lembro que uma das partes mais legais são as entrevistas, né?
Porque o Edge Redmayne, no dia que eu tava no set, ele tava de folga. Ele é bocudo, ele fala muito! Fala muito, mas é exatamente isso que eu falei, gente, ele é o terror das assessoras do Edge Redmayne. O terror das assessoras!
Eu lembro que na minha ele falava, ele falava e fazia assim, será que eu podia ter falado isso e eu olhava pra assessora e a assessora tava com uma cara de desespero? Enfim, eu lembro que uma das primeiras coisas que ele falou, ele sentou assim, ali, ah, gente, porque vai começar o filme, porque o irmão do Newt, ele vai estar noivo da… Da Little Strange. Ali, vai estar noivo dela, não sei…
E aí, todo mundo… Todos os jornalistas fizeram uma cara de… Meu Deus! Aí, ele…
Essa informação não sabia? Não? Será? Gente, eu podia falar?
E aí, na hora, todo mundo começou a anotar, ele olhou pra assessora assim, assessora… Ai, gente! E ele, ai, mas agora eu já falei, deixa eles anotarem. Ele tava tipo assim, super da galera dos jornalistas e a assessora ficou meio…
Tá bom, vai. Era melhor ter ficado em casa na folga, né? A gente assina esse contrato de confidencialidade com a Warner, né? Ou, enfim, com o estúdio que for.
Só que, mesmo assim, eles não liberam tudo. Não é como se eles fossem mostrar o filme pra gente antes, tá ligado? A gente tem que fazer de tudo pra tentar ficar caçando as coisas, né? E juntando quebra-cabeças, assim, peças…
Não, é muito… Eu lembro que o que rolou no site quando eu fui, a gente entrou numa parte que era um das artes conceituais, que mostrava toda a história do filme, né? E tinha um quadro bem na entrada, que assim, a gente entrava numa sala, só que na entrada dela tinha um quadro que tava a Queenie junto com o Grindelwald. E é um puto spoiler, né?
E na hora que eu fui entrando assim, as pessoas perceberam que eu tava olhando, tipo, o pessoal da produção, que eu tava olhando aquele quadro, e aí a assessora, ah, você pode vir aqui um minutinho? Tipo, colocou mais pro ladinho, e aí eles botaram um pano em cima do quadro, né? Eu falei, putz! Descobriu alguma coisa aqui que não deveria, será?
Não sei. Enfim, mas é, é literalmente isso. A gente vê muita coisa, mas muita coisa a gente não pode falar. Eu lembro que mesmo depois, né, de que caiu o embargo, que chegou toda a transcrição dos rouleis e tals, essa questão aí da Queenie, né, que foi mencionada, a gente ainda assim não pode colocar nas matérias, né, Pedro?
Tipo, entraram em contato contigo? É, eu lembro que eu publiquei, eu cheguei a publicar no relato principal, assim, falando literalmente o que eu fiz, diário de bordo, assim, do set, e aí eu mencionei esse quadro. Aí o pessoal da Warner pediu, assim, na maior vontade, assim, tipo, olha, você acha que você não podia tirar? Porque assim, acho que os fãs mesmo, as pessoas que leem vocês, que são muito fãs, elas vão ficar meio chateadas, né, que você tá dando puta de um spoiler.
Só que assim, eu não sabia, bom, imaginava, mas assim, não sabia que era um puta de um spoiler, sabe? E aí eu falei, não, beleza, vou tirar, claro. Só que assim, porque é isso, justamente isso. Mesmo depois de cair o embargo, a gente sabia de coisas que ainda não podia, não seria legal falar, sabe?
É, é que tem algumas… Eles sempre tomam cuidado pra não estragar a experiência do fã também, porque imagina, você acaba indo pro set, e quando você tá trabalhando num set, algumas coisas são discutidas abertamente, assim. As pessoas que estão lá dentro da produção já sabem. Então é por isso que o Eddie Redmayne às vezes não sabe o que é spoiler, o que não é.
Ele tá tão imerso na história que ele sai falando, sabe? Que vai do bom senso do jornalista também. E aí tem jornalista… Eu não tô falando que você é um deles, tá, Pedro?
Ah, tá, aqui é isso aqui. Mas aqui tem muito de jornalista escroto que, tipo, ai, ouve alguma coisa, ouve alguma coisa, e dá o furo. E assim, se a pessoa já sabe, se o veículo que é um veículo que geralmente dá furos escrotos, aí você meio que perde a oportunidade de voltar no set. Se o estúdio sabe que não foi por mal, assim, tipo, que você escreveu, não foi por mal.
Você realmente não sabia. Então é um negócio que vai meio que de bom senso, assim. Mas eu acho muito engraçado porque eu lembro que no primeiro… No set que eu fui, como era o primeiro filme, tava todo mundo muito animado e muito feliz por tá fazendo aquele filme ainda.
Então eu lembro que eu entrevistei a Katherine Waterston. Eu lembro quando eu tava entrevistando ela e ela tava muito animada. Então ela falava assim, gente, eu não acredito que eu tô aqui. Olha a minha roupa, olha esse casaco.
Ele tem um bolso específico para a minha varinha. E, tipo, tava todo mundo muito animado junto com ela. Ah, que fofa. E as pessoas estavam muito felizes de tá ali.
Tipo, David Heyman tava assim… Mano, eu nunca imaginei que eu ia voltar pra esse universo ever na minha vida, assim. Aí, de repente, aqui estamos de volta. Mas tinha muito pouco detalhe.
O set que eles deixaram a gente visitar… Eu não sei como foi pra vocês, mas eu vi só uma cena sendo rodada e eu pude visitar o set da cidade. E a gente entrou em algumas lojinhas. Também não tinham nada muito específico, assim.
E aí a gente entrou na salinha dos props, né? Que foi onde eu vi. Eu vi aquele polidor de varinhas que aparece numa acusa. E eu vi o Erumpente.
Mas a cena que eu assisti sendo gravada, porque o Eddie Redmayne… Eu entrevistei ele dentro do set, inclusive. Tava escuro, eu nem vi ele direito. Mas a cena que eu vi sendo gravada é aquela cena que ele chega no porão e que tem os ratinhos de papel entrando no lugar.
Mano, você consegue imaginar quão broxante é você ver uma cena que a graça dela tá no que vai ser adicionado depois? Literalmente eles dois andando na frente da câmera e falando. E eu assim, nossa, que bosta. Tipo, por que eu tô assistindo isso, sabe?
Aí eles, não, depois a gente vai adicionar os ratinhos. Ah, tá, tá bom. Pelo menos a cena que você viu entrou no filme, né? Porque a que eu vi não entrou nem na versão estendida.
Mentira, sério? Sério. A cena que eu vi eles gravando era uma cena que se passava numa doca. A gente não foi brifado sobre a cena.
Isso eu achei muito estranho. Então, assim, não falaram pra gente, ó, essa cena é assim, assim, assada e tudo mais. Foi tipo, ah, estão gravando, vamos lá. A gente corre lá, vamos ver.
E a gente ficou numa tenda. Era uma cena a céu aberto e tudo mais. Também era um set construído a céu aberto. E a gente ficou numa tenda atrás de onde eles estavam gravando, com uma TV LCD que pegava uma das câmeras, não todas.
E a gente não tinha nem acesso ao áudio da cena, sabe? Quando eu fui, tinha cadeira pra todo mundo sentar e fone pra todo mundo ouvir. E dava pra todo mundo assistir o que tava sendo gravado numa tela grande que eles tinham separado. Mas eu já fui em set, que era tipo, entra nessa sala, fica quieto e olha pelo buraquinho.
E era isso. É, o nosso não era só… Tinha uma tela de LCD, mas, cara, não tinha nem banco pra todo mundo. A gente ficou meio que em pé, uns sentados, uns sei lá.
A regra é, silêncio é isso, assistam. E tipo, eu lembro que, como rodou aquela cena tantas vezes, acho que assisti ela umas seis vezes sendo gravada. E aí eu meio que entendi o contexto. O Credence tava preso dentro de uma jaula, isso numa doca, tá, gente?
O circo tava indo embora, de Nova York pra Paris. O Credence tava preso dentro de uma jaula, junto com vários outros freaks assim, né? Aberrações, entre aspas. E aí ele chegava, lá chegava o dono do circo, aquele cara…
Ah, esqueci o nome dele, gente. Mas enfim, o dono do circo. Aí ele chegava na cela assim, meio que uma jaula, né? Uma jaula de madeira.
Falava com o Credence, e aí eles discutiam ali, e aí ele soltava o Credence. E aí as outras pessoas tentavam sair juntas, ele não deixava. Aí o Credence meio que saía assim, ele olhava pra trás, meio que tipo, vou deixar essas pessoas sozinhas ou não, enfim. E tipo, tem uma cena que é parecida com essa, que tá na versão estendida, mas não é nada a ver, assim.
Tipo, o diálogo, enfim. Mesmo que eu não vi o diálogo, eu vi… Ah, eu tentei fazer um pouco de leitura labial também, né, gente? Mas assim…
Não é a mesma cena, sabe? Parece que até o posicionamento dos atores, o que eles fazem é completamente diferente, assim, sabe? Mas ó, pra vocês terem uma noção, a Aline viu uma cena que teve que ser colocada digitalmente depois dos ratinhos, o Pedro viu uma cena que não foi pro filme, e eu não vi cena nenhuma! Não teve cena no dia que eu fui, eu fiquei muito chateada.
Que absurdo! Amiga, protesto, como assim? Era… Gente, era o meu primeiro set, assim, que eu tinha ido na vida.
Eu tava muito na expectativa de que todo mundo fala, todo mundo fala, não, quando você vê uma cena, você vai pra uma salinha, você não sei o quê. E eu tava na expectativa pra entender como funciona, porque eu acho que uma das partes é… Quando você vê, depois de fato, eu acabei indo pra outros sets, você vê, tipo, a repetição de quantas vezes grava, tal, é um pouco cansativo, mas eu queria ter tido essa experiência no Gênio Mais Fantásticos, e realmente não rolou, porque no dia do meu set, aparentemente toda a produção tava atrasada com alguma coisa, tanto que eu acabei não entrevistando o diretor também, que eu queria perguntar mais coisas sobre a franquia, tal, e a gente teve que fazer meio que uma maratona ali no… Porque o set de Lipton, né, é muito grande lá, o espaço, então, a gente visitou o Mausoleum des L'Estranges, a gente visitou o Ministério da Magia Francês, e a gente visitou ali o Beco Diagonal Francês, você viu as lojinhas e todas as coisinhas por lá.
E nisso a gente tinha o Departamento de Figuras, que mesmo tudo a gente já fazia correndo, e eu, que sou uma pessoa 100% sedentária, eu já tava, tipo, tá, gente, espera aí, e a produtora, assim, correndo na frente, lá no pau na frente, eu, tipo, tá bom, eu chegava já assim, ok, aqui é o Mausoleum des L'Estranges, vamos lá. E aí, no fim, quando eu falaram que não ia ter cena, eu falei, putz. Cara, é estranho, porque você tá dentro do grupo e você perde, né? Pois é.
Tipo, às vezes tem coisa que eles vão te mostrar, e se você não prestar atenção, você não vai. Acho que é assim, pro pessoal entender, né, como é que funcionam as suas visitas. Você vai com um grupinho de jornalistas, né, não é uma visita exclusiva. No meu grupinho, tinha, vocês devem até conhecer, né, o pessoal que tá ouvindo, por conta do poteirista, com os fan sites ingleses, né, ingleses, barra americanos, que era o e o resto era um jornalista de cinema, de sites de cinema em inglês.
Ah, tinha uma editora do Pottermore também, que na época era Pottermore ainda, né? Nossa, você lembra quem tava com você no dia? Eu lembro dessas pessoas só, que pra mim, né, porra, era a editora do Pottermore e os amigos dos fan sites. Mas o resto eu sei que era tudo sites de cinema só, sabe?
Eu não ia enferrando quem tava comigo aquele dia. Eu lembro que tinha uma italiana que ficava que ficava enchendo muito o saco. Ah, então, isso que eu ia te perguntar, porque eu lembro que o meu site era tudo de jornalistas de língua inglesa, tipo, falantes nativos de língua inglesa, e eu brasileiro. Eu lembro que no meu grupo ele era super internacional, assim.
Se eu não me engano, eu não lembro quem tava no meu grupo. Eu lembro que tinha uma italiana chata, é a única coisa que eu lembro que tinha uma italiana que era muito chata, velho, ela era muito chata. Eu só queria mandar ela pra merda, assim, muito, muito. Ela cortava todo mundo nas entrevistas, ela era muito chata.
Mas sempre tem aquela pessoa, né? Tipo assim, quando você estuda, sempre tem aquela pessoa na sala que fala coisas necessárias, tem isso chato. Então na vida isso continua, né? Então, mas o engraçado é que assim, você tem que aprender a lidar com essa pessoa chata.
E aí quando eu percebi que ela tava fazendo isso, que não importa quem estivesse falando, ela ia cortar, eu já tinha… Porque assim, eu tenho potência de voz. Se alguém tenta me cortar, eu falo mais alto. Eu continuo falando e eu falo mais alto por cima, entendeu?
Então eu entendi que se ela viesse me cortar, eu falava mais alto. E aí foi isso que eu fiz. Ela veio me cortar, eu subi o meu tono de voz, continuei fazendo minha pergunta e ignorei o que ela tava falando. E aí o cara me respondeu.
Eu não sei como é que foi pra vocês, mas as minhas entrevistas a gente ficou dentro de uma tenda. Era uma mesa, tipo, parecendo aquela mesa da… Ai gente, uma mesa quadrada, assim, tipo a mesa da Santa Seia, sabe? Aí Jesus Cristo era, no caso, sempre os atores e o resto eram jornalistas.
Espero que eu não seja ganstelado por essa referência, mas é o que veio na minha cabeça, gente. Tinha os jornalistas que sentavam, tipo, literalmente em frente ao ator, ou tipo do lado, e achavam que era entrevista exclusiva, sabe? Tem um que eu lembro, assim, eu fiquei a cara dele, assim, e não esqueço nunca mais, assim, o ranço que eu fiquei daquele homem. Mas aí eu fiz igual você.
Você acha que eu não fiz? Você acha que eu não fiz? Você acha que eu saí do Brasil pra ir até lá? Eu falei, moço, é o seguinte.
Aí assim, né, a gente ia e voltava dessa tenda, né? E as entrevistas não aconteciam tudo junto. Moço, é o seguinte, é maravilhoso. O lindo aqui é Brasil.
Presta atenção. Eu cheguei numa amiga minha, né, que eu fiz lá no dia, uma editora do Nick Caldron, né. E eu fiz muita amizade com a menina do Nick Caldron, do Magonet, do Snitch. Isso não precisa cortar, não, porque de São Paulo no cu mesmo, foda-se.
Todo mundo do fandom sabe disso. Mas eu lembro que eu fiz amizade com essas meninas, eu falei, migas, é o seguinte, a gente vai almoçar agora, a hora que a gente voltar pro segundo round de entrevistas, a gente vai sentar do lado dos atores, tá? E aí eu sentei em frente, eu literalmente cheguei, tipo, de frente pro ator, aí elas ficaram uma de cada lado, assim, e esse cara foi um pouco mais pro escanteio, assim, porque eu iria, mas não pode usar todas as entrevistas, sabe? O que eu lembro que rolou no set que eu fui foi que tinha uma menina que ela era mais jovem, assim, ela devia ter uns 20 e poucos anos, que ela era muito fã, mas muito fã daquelas que quer mostrar que é muito fã.
E aí eu já ficava, tipo, ai meu Deus, porque, sei lá, o Ed Redman, o Ezra Miller tava respondendo uma coisa, ela falava, ah, mas é verdade, porque eu acho que você não tem que achar nada, minha filha. Ele tem que falar. Ela ficava interrompendo pra dar a opinião dela. Mas beleza, até aí tudo bem, só que a hora que me subiu sangue.
Foi uma hora que a gente tava no departamento de props, e eu fiz uma pergunta porque tinha um dos livros expostos, acho que era o livro do… O Animais Fantásticos no filme, né? O livro do Animais Fantásticos que o Ed Redman, não, que o Newt Scamander ia lançar. E eu fiz uma pergunta sobre a editora que tava escrito, acho que era Obscurus.
Aí eu fui perguntar sobre isso e a menina, ah, então, mas por que é a editora? E ela respondeu a pergunta que eu estava fazendo para o cara de props. Nossa, mano. E aí ela começou a falar sobre a editora que tinha aparecido no livro tal, e que não sei o quê, aí eu fiquei, o cara de props, ele ficou tão sem graça que ele, ah é, isso é basicamente o que ela falou.
Aí eu fiquei tipo, cala a boca! Nossa, mano. Esse tem um negócio que me tira do eixo, é isso. Assim, olha, eu sou toda a favor das pessoas aprenderem fazendo.
Queria deixar isso muito claro antes de dizer o que eu vou dizer em seguida. Mas foca é um bicho. Que precisa se controlar, sabe? Porque eu acho que assim…
Não, não, mas tem muita gente que vai com muita sede ao pote e não entende que tá aprendendo. E aí faz esse tipo de cagada, entendeu? Cara, se você tá num set de entrevistas e você tá entrevistando os caras que estão fazendo o filme, cala a boca e ouve o que o cara tem pra te dizer, sabe? Tipo, eu não consigo entender quem dá esse tipo de gaffe.
Aí eu vou jogar do outro lado. Porque tem um jornalista veterano que tá cagando que tem 15 pessoas com ele e ele quer fazer a entrevista pro site dele, com as pautas dele, entendeu? Isso pode ser muito bom quando eu tô cagando o negócio que eu vou fazer e eu quero mais é que depois eu só vou usar o material dos outros. Mas quando você quer ter o seu material, quando você vai com a pautinha que você preparou, e esse cara quer tomar conta da sua entrevista, olha, mas dá vontade de tirar o diploma dessa criatura, que às vezes ele nem tem.
Enfim, esse foi o meu rant sobre o jornalismo. É, inclusive assim, com o texto, né? Pessoal, Foca é o jovem jornalista, a gente sou eu, Foca. É, mas realmente, é chato, assim.
Essas entrevistas, gente, não é uma entrevista de 40 minutos, são entrevistas, assim, de tipo, tem umas que são 15 minutos, tem umas que são 20, tem umas que são 10. É o que assessor ali na hora vê que dá pra fazer, sabe? Porque eu acho que uma coisa legal, assim, legal não, né, uma coisa interessante, é que a gente ali no set, a gente é muito bem recebido, claro, só que a gente é um intruso ali, a gente tá ali a prioridade deles, dos atores, dos produtores, enfim, não é atender a gente, a prioridade deles é fazer o filme. Então assim, é igual a Pathy falou, no dia dela ela não pôde entrevistar, sei lá, o diretor do filme.
Porque ele tava ocupado, gravando, então assim, eu senti um pouco isso, eu não sei vocês meninas, mas eu senti um pouco que tem gente que tá desocupada hoje, ah, pode falar aí, 20, 30 minutos, quem tá ocupado é 10 minutos. Ah, não sei, como uma pessoa que já fez filmes na vida, grande cineasta. A última coisa que eu ia ter que querer me preocupar é sobre jornalista, porque tipo, fazer um filme é tão difícil, demora tanto tempo que realmente, tipo, essa é outra área, né, é parte da assessoria e tal, então, é isso que dá os seus pulos lá, entendeu? Então, tipo, eu já passei por momentos em que eu tive que esperar horas pra fazer uma entrevista com alguém, no final das contas, eu tive 5 minutos em um grupo de 15 pessoas, e ao mesmo tempo, eu visitei uma vez o set de The Black List, que é uma, enfim, uma série de TV, eu vi sendo gravada, e depois eu tive uma hora e meia pra conversar com o James Pader, entendeu?
Nossa, que tudo! É isso, depende, tudo depende, não existe regra no mundo do set visit, tudo depende muito do, de como tá o cronograma de gravação, como tá a disponibilidade dos atores, por isso que eu falei, o Eddie Redmayne não foi lá de brother, ele foi lá porque tá no contrato dele, ele tem que ir pra dar entrevista pros jornalistas, entendeu? Ele não tá gravando aquele dia, não quer dizer que ele não tá trabalhando, sabe? Tudo é muito maleável, né?
Eu lembro que, assim, a gente recebeu o meu grupo, por exemplo, eu adorei, inclusive, porque a assessoria mandou o e-mail pra todo mundo e não tava com a pia oculta, então eu não sabia exatamente num dia antes quem ia comigo, né? Até o nome, vou voltar lá depois que a gente terminar de gravar pra ver o nome certinho daquela pessoa que eu falei, nossa senhora, que ódio daquele homem, mas enfim, aí tinha uma agenda de que que a gente ia fazer, então, ó, a gente vai sair do hotel tá horas e tudo mais, isso foi, sei lá, 11 horas da noite, 2 horas da manhã, a assessora que tava acompanhando o grupo, gente, ó, a agenda mudou, tá? Aí mandava agenda. Aí 6 horas da manhã, gente, a agenda mudou de novo, então, por exemplo, a minha primeira agenda eu ia entrevistar o Stuart Craig, né, puta que pariu, é um sonho, assim, né, quem criou toda essa questão visual de Harry Potter, só que depois não era mais Stuart Craig, foi o Martin Folley, que é o, ah, o cargo dele é Supervising Art Director, tipo, sei lá, Supervisor de Direção de Arte, que era muito bom também, mas assim, muda, né?
Mas comigo rolou a mesma coisa, foi literalmente isso, a gente foi recebendo atualizações da agenda, eu fico até pensando, nossa coitada dos assessores de imprensa que trabalham em set visits nesses dias de imprensa, porque deve ser uma loucura, e eu acho que eu não tá, na minha visita eu não tava escalada pra pro Stuart Craig participar, e no fim ele foi, e ele já tá bem velhinho, assim, então, eu achei muito legal, assim, até, porque eu acho que ele tem um status tão grande dentro de Hollywood Sus, que ele poderia só falar, gente, eu não vou, vou pra show, mas ele conversou com a gente, tal, e foi muito, muito incrível, assim, é parar pra ver. Pra puxar um assunto que a gente falou lá, que a Aline falou lá no começo, que é, dá pra ver que as pessoas que trabalham, pelo menos no primeiro e no segundo termínio, eu acho que elas gostam muito do que elas tão fazendo. Pelo menos, é, nas entrevistas que eu fiz, você vê que as pessoas falam com paixão, e falam, tipo, como que elas pesquisaram, o que que elas fizeram, e todo mundo ali é muito fã desse universo mágico, assim, aí eu fiquei bem, sai de lá muito, muito feliz, assim, quando rolou. No meu dia, o cronograma não mudou, e foi exatamente o cronograma que eu tinha recebido na noite anterior, porém, choveu, e o meu set era aberto, então atrasou tudo.
Eu tava pensando eu lá com o negócio chovendo, não ia rolar, simplesmente, assim, sabe, que era, igual você falou, literalmente tudo aberto. Fiz na lama, voltei com lama de Londres pra São Paulo, no meu pezinho, foi surreal. Se tiver algum momento de entrevista que foi mais marcante pra vocês, assim, que teve alguma interação legal, ou que vocês descobriram alguma coisa muito interessante? Olha, eu tive um momento específico com o Ezra Miller, porque eu, toda garota, fui com uma bolsinha pro set, que eu guardava minhas coisas, é, meu celular, caderninha, essas coisas, porque aí tinha, eu coloquei uns pins que eram os brasões de Hogwarts.
E eu, sentei na frente, eu peguei o lugar estratégico de sentar na frente dos atores, né, e tava nessa tenda, como o Pedro falou, na tenda branca, e aí eu deixei a minha bolsinha na minha frente. Aí o Ezra Miller, ele chegou a ser ele, sua bolsa, pará, meu Deus, que maravilhoso, adorei, aí eu, meu Deus, Ezra, de minha bolsa, né, ai, você notou, sou muito fã, né, aí a gente ficou falando e foi maravilhoso. Ah, muito fofo. Gente, meu mundo caiu.
Meu mundo caiu completamente, assim, porque eu tava achando que eu era o único, assim, sabe, na vida de Ezra Miller. Porque, assim, assim como parte, nessa entrevista específica, que é a primeira que eu sentei na frente, né, do ator. E aí, o meu, eu não tava com bloquinho, né, porque, assim, sou desses, né, tem a letra grande, toda fudida, então eu já levei um caderno, né, e era um caderno da Graffinora, com uma caneta de Harry Potter que eu comprei lá em Londres mesmo, e eu tenho uma tatuagem, né, das relíquias da Murchi no braço, então, assim, foi exatamente a mesma coisa, a hora que ele chegou, ele começou, meu Deus, o seu caderno, meu Deus, essa tatuagem, pará, essa tatuagem é linda, e eu fiquei, gente, sabe, não sabia nem como que eu reagia, mas eu achava que eu era, tipo, o único que aconteceu isso. Feliz por você também, amiga, a gente foi gêmeos, assim, nesse aspecto.
Pode ver que foi só com a gente, porque a gente é especial, entendeu, é isso? Ah, sim, exatamente. Ah, nossa, eu até ia fazer um comentário sobre, tipo, que o Pedro tem uma tatuagem das relíquias da Murchi, que é, tipo, três riscos no braço, né, tipo, assim, eu tenho uma tatuagem da Covinal, eu tenho aqui um pomo, todas grandes, assim, que eu acho uma injustiça. Se eu não ter visto o exame, é pra ele elogiar as minhas tatuagens, mas agora que teve esse momento que o Pedro viu que ele não é a última bolacha do pacote, eu tô de boa, nem vou falar mais isso.
Ah, gente, ah, mas assim, vai. Não, essa não foi o momento mais marcante pra mim, das entrevistas, porque a entrevista mais marcante pra mim foi a que eu fiz com a que eu fiz, né, como se fosse exclusiva, mas enfim, a que o grupo fez com o David Yates, que é o diretor, porque foi, tipo, assim, não ia acontecer também, tava no mesmo rolê da Patti, mas aí ele tava, tipo, a gente foi andar pelo set do Beco Diagonal Francês, ele tava meio que parando ali, tipo, conversando com a Ezra Miller, assim, do nada, aí ele, tipo, ah, gente, oh, e vocês não são jornalistas? Ah, beleza, ah, vamos fazer entrevista? E meio que assim, foi ele que chamou a assessora, sabe?
Ah, falou, ah, beleza, né, vamos. E o cara lá que vai gravando, né, as entrevistas, caminha sempre com a gente, aí ele atendeu a gente, assim, ali no meio daquela ruela, assim, e foi. E aí eu lembro que assim, eu tava querendo fazer essa pergunta pra todo mundo, né, nem sabia pra quem não fazia, mas eu falei, ah, quero fazer isso pro David Yates, porque eu sei que ele é muito próximo da J.K. Rowling, né, e tudo mais, aí eu falei, é, bom, eu tô aqui, eu ainda falei, né, tipo, eu tô num grupo aqui que é só de americanos, britânicos, mas assim, eu sou brasileiro, e eu queria saber, assim, sabe, como a gente tá em, tava, a gente tava em Nova York, agora a gente tá em Paris, tem alguma chance da gente ver o Brasil em Animais Fantásticos?
Gente, esse homem travou-se inteiro, ele travou muito, cara, total, assim, tipo, ele começou, não, porque a gente tava em Nova York, né, agora a gente tá em Paris, e assim, é porque assim, Animais Fantásticos, ela tá se espalhando pelo mundo inteiro, né, e, assim, eu já sei onde vai se passar o terceiro, mas, sabe, tipo assim, ele ficou, tipo, uns 30 segundos se travando inteiro, assim, sabe, e eu acho que era um rola que nem a assessora sabia, sabe, pra ela ajudar ele, enfim, nada, então assim, eu falei, cara, a partir daquele momento, eu tive certeza absoluta que ia ter Animais Fantásticos no Brasil, gente, porque o jeito que ele se travou inteiro, eu falei, cara, é isso, vai ser assim, sabe, mas é aquilo, não tinha vídeo disso, não tinha nada, e pra quesito de matéria, isso não faz a mínima diferença, né, foi como fã mesmo, porque pra escrever matéria assim, não escreve matéria com uma resposta toda travada, né. Meu melhor momento do set de todas as entrevistas foi esse da Catherine Waterston falando do bolso de varinha mesmo, foi perfeito, porque ela tava muito feliz que ela tava lá, tipo, ela era muito fã, de verdade, assim. É isso que é legal, né, um pouco dessa segunda série, né, filme de Harry Potter, porque Harry Potter veio antes, já tem o seu legado, as pessoas, pô, é muito difícil a pessoa fazer um negócio de algo que marcou tantas pessoas e não ser fã, né, ou até, tipo, mesmo que não tenha uma ligação muito forte pessoalmente, mas entender o tamanho daquele negócio e o quanto significa pras pessoas, né. Sim, total.
A parte que eu mais tava ansioso, gente, durante esse set visit, além de ver uma cena ser gravada, era realmente entrar dentro dos sets, assim, sabe, e ver como que tudo era, né, presencialmente, assim. Eu visitei o set do Pico Diagonal Francês, eu visitei o set do Ministério da Magia, Ministério da… como é que se fala, Marina, você que é francesa? Minister de Affair Magique de la France.
É isso, é, o problema, ah, aliás, o problema desse set, gente, é que tudo tava em francês nos sets e eu não sabia francês, então foi péssimo. Você entende, né, Patrícia, o nosso rolê, assim, porque eu acho que também não sabe francês, né? Nossa, não, eu lembro quando a Aline foi pro Animais Fantásticos, pro primeiro Animais Fantásticos, que aí, era o meu primeiro set, então eu peguei dicas com todo mundo, sentei com a Aline, sentei com a Nath, falei, gente, já que não vai poder gravar, me expliquem, né, falando, meu, anota tudo, anota tudo que você vê, tudo que você vê, enche o caderno, faz tudo, porque depois você vai entender, tipo, vai conseguir formar os textos em cima daquilo, tá, falei, show. E aí, quando eu cheguei no set, tava tudo em francês, então, o que que eu ia anotar em francês?
Tipo, tinha cartazes do circo em francês, e eu anotei em francês, gente, eu anotei, parecia uma cr… porque eu não sei falar francês, não sei ler francês, não sei nada, eu anotava pra isso, e você ficava, tá, F, R, N, O, e aí eu anotei vários nomes de animais em francês, a coisa que eu não tinha a mínima ideia que eles grificavam. A gente entrou no ministério da magia francesa e tinha uns livros, como se fosse uns livros caixa, assim, tipo, de anotações, eu anotava os nomes que estavam nos livros, as… tudo em francês, e eu não entendi nada, nada do que eu anotei, mas eu anotei.
Porque, tipo, assim, quando você não sabe, quando você não sabe a língua, eu pelo menos, assim, eu não escrevo manualmente com tanta rapidez, assim, né, e assim, cara, por exemplo, nessa rua do Beco Diagonal tinha, sei lá, dezenas de lojas, aí eu ficava, tipo, assim, gente, essa aqui, eu não sei qual que é o nome, mas eu vou anotar aqui que tem, tipo, uma dedos de mel francesa. Aqui tem, tipo, uma Florese Borrões francesa, e é tipo, sei lá, Florese Borrões tracinho, francesa. E o rolê do ministério, eu lembro que eu fiquei muito pouco tempo lá dentro. É isso, eu fui nesses dois sets, eu acho.
Eu vi também o circo arcano, né, eu vi ele, assim, a tendinha dele, só que eu acho que o que tava lá pra gente ver não era o set, de fato, de dentro, né, era só a maquete de fora, então eu não podia entrar. Então, acho que foram esses dois sets que eu fui só. Você foi em quais, Pátia? Você não entrou no Maus Oléus do Slay Strang?
Não, amiga, cortadilhíssimo. Nossa, foi uma das primeiras coisas que eu entrei, assim, a gente entrou, e aí tinha um… como se a gente tivesse no cemitério, assim, aí tinha um negócio enorme escrito Les Strangers, eu falei, meu Deus, por que isso tá aqui, será que vai acontecer, vai ter, ai, socorro, e aí eu já fiquei, isso foi a primeira coisa que eu entrei. Fui também no Mistério da Magia Frances, que era um site muito grande, tinha muita tela verde, mas também tinha muita estrutura prática ali, então ele era muito grandioso mesmo, foi um negócio muito legal.
Inclusive, ficou até um pouco triste, porque a gente chegou a tirar uma foto com spoilers lá dentro, né, que eles falaram assim, a gente vai tirar uma foto sem spoilers pra você postar, que era uma… de uma parede cinza com uma varinha. Foi a que eu tirei também, né? E uma foto com spoilers.
Eu sentei em uma das cadeiras lá do Ministério da Magia, eu fiz um… tô aqui escrevendo como se eu fosse uma funcionária do Ministério, mas nunca me mandaram pedir e tal, é normal, isso quando a gente vai em set acontece, assim, a gente, às vezes, produzir algum material e eventualmente não vir por algum motivo, por às vezes por questão de embargo mesmo e tudo mais. Foi muito legal, e também acabei visitando o set que, na verdade, no primeiro filme, aquele set era as ruas de Nova York, e aí eles transformaram tudo pra virar o Beco Diagonal francês, então, eu imagino que no próximo Animais Fantásticos, ali, eu não sei se vai ser o que eles vão fazer pro Rio de Janeiro, né, capaz que sejam ali em Lipton mesmo, que tem umas ruas grandes, assim, que eles sempre vão transformando pro set de Animais Fantásticos. A minha visita ao set do Ministério da Magia francês foi muito rapidinha, foi tipo uns cinco setinhos, assim, sabe, eu lembro que era um set de dois andares, será que foi o mesmo set que a gente visitou, Pat?
Acho que, acho que sim, né, ficava dentro de um galpão, ele não era céu aberto, ele ficava dentro de aqueles galpões amarelos, assim, que se você pesquisar lá, Leavesden no Google e colocar no Google Street View, você vai ver. E, assim, em cima, o piso dele, ele não é exatamente um piso tipo, retinho, ele é um piso meio que inclinado pra baixo, assim, como se fossem várias rampinhas, assim, sabe, gente, eu caí naquilo, eu escorreguei e caí naquilo. Foi péssimo, porque, assim, eu já tinha cinco minutos ali, tipo, cara, aconteceu tudo nesse set, né, tipo, a minha caneta quebrou, eu não sei como a minha caneta quebrou, então, assim, eu tava, tipo, pelo amor de Deus, eu preciso de uma caneta, os jornalistas que estavam comigo, nenhum deles, tinham mais uma caneta, a assessora tinha a dela, que ela tava usando e, tipo, assim, eu falei, meu Deus, quebrou a minha caneta, vou ficar sem caneta pra notar as coisas, tá tudo em francês, tá pouco tempo, e aí eu fui lá e caí, assim, sabe, foi simplesmente uma vergonha de ir, assim. Ai, que horror!
Eu tenho memórias ruins, assim, do Ministério da Magia Françaia, sabe. Viajar pra Londres pra passar vergonha. Não, pra Paris, né, amiga, perrengues franceses, desculpa, sabe, eu tava lá todo em casa. Mas e você, Aline, como é que foram as suas visitas?
Eu fui em alguns sets diferentes, eu fui no Makusa, eu fui nele no Porão, né, a cena que eu assisti que era desses ratinhos de papel correndo, que é o momento que eles chegam, né, eu tô no Makusa pela primeira vez, e eu visitei o lobby do Makusa, mas ele tava desmontado, então eu não vi ele, ele já tava com umas paredes removidas, assim, tipo, eu vi o chão meio dourado, assim, eu não consigo lembrar muito bem, exatamente o que eu vi, porque não era o que eu vi no filme, assim, era bizarro, porque ele tava 100% desmontado. E eu vi as ruas de Nova York também, eu entrei em algumas dessas lojinhas nas laterais, assim, mas foi isso, eu vi muito pouca coisa de set mesmo, até porque eu acho que eles tavam nesse momento de entender o que que eles podiam mostrar, o que que era muito spoiler ou não, sabe? Mas eu vi muita coisa no departamento de figurino, e isso eu lembro que, tipo, eles levaram a gente pra dar rolê, mostraram a Colleen Atwood levou a gente pra ver as roupas dos bruxos versus as roupas dos trouxas, né, dos nomads, então foi muito legal nesse sentido, eu vi bastante prop, eles mostraram pra gente as varinhas, eu tinha visto muitos anos antes do filme sair, muitos anos antes da gente saber como seria, eu vi a varinha do Dumbledore original, a do segundo filme já. Ah, que loucura!
É, eu passei muito tempo, eu lembro, eu visitei também o departamento de props, vi bastante coisa lá, mas eu passei muito tempo nessa rua, assim, porque que que aconteceu? A Pathy tava até comentando da foto, né? Eu não fiz foto, não fiz nada no Ministério da Media Francesa, mas teve uma foto que a gente fez no beco, que a minha foto é da Pathy, a mesma coisa, não aparece nada, né, Pathy? Parece que a gente tá no beco ali do lado de casa, né?
Nada, é uma parede cinza. Vocês ainda fizeram foto, eu não fiz foto, eu não tenho foto nenhuma. Isso que é foda, né, amiga? Tipo assim, eu fiz muita foto nessa loja, tipo nessa lojinha, na real eu acho que eles até deram um pouco de prioridade, tipo, eu lembro que não foram todos os jornalistas que fizeram muitas fotos, foi só o pessoal de Fans Art que fez essa caralhada de fotos, então eu fiz foto dentro da loja dos doces, eu fiz foto dentro da loja das varinhas, eu fiz um monte de foto, assim, sabe, e enfim, até hoje não tem essas fotos também, como a Pathy disse, infelizmente é comum, e eu gravei um vídeo, né, um videozinho dentro dessa rua também.
Só que eu lembro que nesse rolê, tipo, ah, enquanto outra pessoa gravava, enquanto outra pessoa podia, podia ficar andando lá, então assim, eu vi muita coisa que não passa nem perto de estar no filme, por exemplo, eu não sei se a Pathy viu a caixinha que vem as varinhas francesas. Não me lembro, eu lembro de ter visto uma loja de caldeirões, assim, também que eu não vi nem no fundo, assim, do filme, tinha uma loja inteira de caldeirão montada ali, eu falei, gente, nem apareceu e tava lá inteirinha. Pois é, então, eu vi, eu vi, assim, tudo muito em detalhe dessas lojas, então, até os doces, eu entrei pra ver como que eram os doces. E aí, essas varinhas, as varinhas francesas, elas vêm numa caixinhas que parece aquele chocolate tublerone, sabe, ele é triangular, assim, parece até que elas são menorzinhas, as varinhas francesas.
E tipo, tinha uma bancada cheia dessas varinhas, assim, na loja de varinha, e eu falei, gente, isso é tudo muito fantástico, literalmente é muito lindo, assim, e mano, não passa nem perto da câmera, assim, uma coisa que eu acho até meio estranho é que eu sei que eles constroem muita coisa pra ambientar e tudo mais, mas assim, não tem um pouco de coisa construída meio que à toa, sabe? Super tem. É, então, assim, me parece meio desperdício, porque, tipo, pensa nos profissionais que trabalham nisso, né? É horas e horas fazendo caixa, pensando em design, sabe?
Tipo, tudo. Disperdício é o nome da… Hollywood. Hollywood trabalha com desperdício.
Você não tem uma ideia. Gente, imagina, a maioria dos jornais tem matérias escritas. Quem escreveu essas matérias? Saca, tipo, esses props que são super detalhados, principalmente no mundo de Harry Potter, eles são todos muito bem pensados.
Disperdício é o nome do jogo. É. Então é isso mesmo, assim, tipo, é que eu não consigo, eu não seria a Marina Anderi se eu não fosse dar um shade agora em Animais Fantásticos, né? Mas é que, tipo, sei lá, talvez eles podiam dedicar esse tempo pensando no roteiro, fazendo a história fazer sentido, sabe?
Mas, é, mas sabe uma coisa que eu vi uma vez na entrevista do Peter Jackson, de Sir dos Anéis, que as armaduras dos, eu acho que dos orques, eu não lembro exatamente de quem era, elas eram costuradas à mão, as coisas dos elfos eram bordados à mão, era uma coisa, era um nível de detalhes tão, tão tão que não ia aparecer na tela. E perguntaram uma vez pra ele, tipo, porque que você faz umas coisas que, tipo, ao olho nu, ninguém vai ver e falar, cara, mas pra gente conseguir entrar nessa história, fingir que esse mundo é real, entender que isso não dá, pro ator entender aquilo, pro cara do prop entender aquilo, a gente precisa criar um mundo de verdade. Eu acho que é muito isso que aconteceu com Harry Potter, que eu lembro da assessora de Animais Fantásticos, ela falava assim, cara, se você abrir a gaveta, da loja de caldeirões, que era, que eu tava mais próxima ali, vai ter coisa dentro, é uma coisa que vai passar no fundo do filme, se você abrir a gaveta tem coisa dentro, então acho que essa é a magia do desperdício, na verdade, mas é pra você construir de verdade um mundo, mas pra que todas as pessoas que estão naquele filme embarquem mesmo, porque eles têm um orçamento grande, porque eles já apostam que aquilo vai ser um blockbuster, né? Querendo ou não, eles acabam criando acervo com tudo isso, então são coisas que não necessariamente vão ser usadas só pra aquele filme, tem muita coisa que eles conseguiram reaproveitar e buscar nos acervos e arquivos da Warner, dos próprios Harry Potter mesmo, dos filmes anteriores, e trazer de volta, sabe?
Então eu acho que são detalhes sim, e a Patti falou que às vezes você não vê, mas cara, é esse tipo de coisa que dá a textura necessária pra aquilo parecer de verdade na tela, sabe? Nesse aspecto eu concordo total, eu acho que tem muito uma coisa grande de enriquecer o universo, de trazer uma imersão também pros atores, né? De entrar todo mundo na vibe. Ah, e também com certeza vai ser usado depois pra exposição, vai poder ser reutilizado.
É só uma questão de tipo, nossa, tipo, nem entrar a câmera, nem entra na loja, né? Tipo, se entrar, tivesse uma cena dentro. Ela passa correndo, né? É, mas é por fora.
O beco diagonal francês, inclusive, parece só um grande café, né? Que tem ali, sabe? E é isso, é meio estranho também, eu esperava muito mais que a gente ia ver. É, eu tenho a impressão que, tipo, assim, eles constroem até meio que sem saber exatamente o que vão usar, porque, tipo, eles falaram isso, né?
O Pierre Bohena, que é o cara que é o chefe de props, que são os objetos de cena, como a Aline tava explicando, ele falou que assim, cara, e o próprio Eduardo Lima, que é o designer brasileiro de Harry Potter e Animais Fantásticos, ele fala olha, eu não sei o que o diretor vai usar, eu não sei onde ele vai colocar a câmera, eu não sei o que o ator vai precisar mexer, então precisa estar perfeito como se fosse real. Só que ainda assim, me parece que nesse caso do beco diagonal francês, por exemplo, do set de Ministério da Magia, eu vi muito proveito no tudo que eles fizeram, sabe? Eu vi muito tudo aquilo na tela. Não, com close, claro, mas, assim, aparecia de alguma maneira.
Agora, essas lojas, cara, pelo filme, não dá pra você ver que tem uma loja de doces, não dá pra você ver que tem uma loja de… Não dá mesmo. Sente isso também, Pátia, que apesar disso tudo que a gente discutiu agora de ser necessário, houve sim um pouco, não sei se desperdiço ou que simplesmente a gente podia ver um pouquinho mais, talvez, sabe? Tipo, a câmera passando, sei lá, sabe?
A gente vê que tem todas essas lojas, sabe? Eu acho assim, quando eu vi o segundo filme, eu fiquei até um pouco surpresa de ter passado tão pouco dessa parte do beco diagonal francês, porque eu achei que ia ser uma coisa meio igual quando a gente viu beco diagonal em Harry Potter, assim, que você entra num lugar, numa rua que é uma coisa super mágica e você fala caraca, você vê as lojas, você vê as pessoas comprando. Quando rolou isso em Animais Fantásticos, quando eles fizeram pela primeira vez uma nova versão, né, do beco diagonal, eu achei que ia ter pelo menos um momento de, tipo, de como que é a magia só que na França e eu falei, cara, acho que vai ser um pouco diferente, né? Só que no fim não não teve.
Parece um lugar qualquer, né? É, parece uma rua só e quando a gente viu com detalhes, eu parando, falando com vocês aqui, eu lembro muito vividamente assim, das lojas, das coisas, então não ter visto isso ficou talvez a gente, eventualmente, podia ter um extras muito especial aí, seja muito legal, mas eu gostaria de ter visto mais, assim, eu acho que foi uma parte que eu achei que poderia ter sido mais mágica, assim, né? Foi, mas uma coisa que eu queria até falar, mas que foi muito emocionante, não sei como foi pra vocês e eu sempre fico assim com os filmes que eu fiz no set, é, quando eu vi o trailer pela primeira vez e eu vi os lugares que eu tava. Eu fiquei muito emocionada, tipo, muito, muito, eu vi, assim, falei, meu Deus, eu tava naquela rua, ai, o municério da magia, que eu não podia falar pra ninguém, agora, caraca, então, assim, foi muito…
Mas você não lembra, amiga, que quando sai o trailer do Animais Fantásticos, eu surtei na redação, exatamente porque eu vi o… Surtou, morreu. Sim? Chorei, eu vi, eu era um pente, falei, ai, eu vi esse bicho, eu não sabia o que que era, agora eu vejo.
Não era criação da minha cabeça, existe. É muito emocionante. Você fica muito emocionado, total, mas assim, por exemplo, quem vai fazer a lista dos segredos escondidos no trailer, eu e Marina, a gente foi fazer a lista, né? E aí, a gente ficava, tipo, vamos escrever isso, aí a gente escrevia, a gente ficava, não, mas peraí, isso aqui tá no trailer, exatamente no trailer, o Potter More publicou isso?
Não, não, isso aqui a gente não pode falar, porque isso é uma coisa que a gente sabe, mas assim, não tá claro ainda, sabe? Nossa, a história da minha vida. Isso é quebrar o embargo, tipo assim, cuidado com que você vai escrever na lista do trailer, porque aí você vai quebrar o embargo, sabe? Tipo, até o próprio set do Ministério da Magia Francês, gente, eu lembro que quando ele saiu pela primeira vez, eu tinha total certeza que era, só que o pessoal da equipe ficou tipo, que que é isso, gente?
Aí eu falei, porra, saiu o set do Ministério da Magia Francês. Tá, mas da onde você tirou? Ah, tá, beleza, você foi no set, mas assim, até isso eu lembro que no início a gente ficava, a gente pode falar que é o set do Ministério da Magia Francês, e aí muitas outras coisas, sabe? Ah, a Queenie aparece de um jeito X, aí eu tinha visto aquela arte conceitual dela junto com o Grindelwald lá da lado, dentro de Nürmengard, sabe?
Aí a gente tá, ah, essa é uma cena onde a Queenie tá prestes a chegar em Nürmengard, aí tipo, não, calma, isso aqui o embargo ainda não caiu, isso aqui não pode passar, sabe? E até em Palestra, Palestra não, né? Mas é tipo assim, bate-papo, eu lembro que eu e Marina participamos de muito bate-papo, assim, em Bienal do Livro, até nas instantes da Warner, e aí a gente ficava, tipo, meu Deus, e agora, sabe? Cuidado pra não falar o que não pode, sabe?
Não, total. Eu lembro que eu pra saber o que eu poderia colocar na minha lista de segredos do trailer, o Pottermore tinha feito meio que uns segredos do trailer também, aí eu já tinha feito a minha lista, e aí eu vi que tinha saído, falei, ah, peraí, pra ver se eu se soltava muito separando, eu falei, ah não, o Pottermore falou isso, ah então posso falar, beleza, puto, isso aqui ninguém falou, ah talvez o embargo é melhor não, então aí eu tirei, aí foi tipo meio que batendo pra ver se tava lá ou não. Exatamente isso, né. E aí eu lembro que quando saiu o primeiro trailer ainda, inclusive, horas depois, né, quando a gente já tinha publicado todos os conteúdos possíveis, eu até fui, Pat, e aí o que você achou do trailer?
E aquele set, tipo, porque, por exemplo, o set do Ministério da Magia Frances, ele não tinha um teto, né, quando a gente foi, eu acho, não tinha, né, Pat? Não. E aí no trailer aparece aquele teto todo diferentão, né, tipo, cheio de criaturas, falei, mas a gente, será que é mesmo o Ministério? Ai, mas é o melhor point, dá muitas saudades disso.
Nossa, é total, porque aí eu lembro que a gente ficava discutindo, sempre quando saía trailer a gente ficava discutindo o que que a gente tinha achado, do que a gente tinha visto. Aí é uma experiência realmente muito, muito mágica, né, gente? Ai, sim. É maravilhoso.
Saudades visitas trailer. Covid, pode ir embora já. Assim, nossa. Pô, eu tava pensando, né, não vai rolar isso com o terceiro filme, né, cara, porque, tipo, estão gravando já e, tipo, não vai ter set visit, né?
Vai ter local, provavelmente. É, tipo, eu sei que eles têm restrições, né, pelo governo britânico, de número de pessoas no set e tals. Então, acho que se rolar vai ser isso, vai ser mais local, vai ser grupos menores de jornalistas, tals. É que eu fico pensando também a visita ao set, você trazer o jornalista de outro país, você deixar ele num hotel, você pagar alimentação, porque assim, quando a gente vai visitar para as pessoas que estão ouvindo, quando a gente visita um set, o estúdio ele paga toda a nossa passagem, hospedagem, alimentação, nos dias que a gente for ficar no set.
Geralmente são de dois a três dias que a gente fica no país de set que a gente vai. E aí eu acho que é um custo muito elevado para um momento pós-pandemia que vamos viver agora, assim, eu acho que vai ter uma enxugada assim desses gastos e também, claro, por viagens também, por mil outras coisas. Então acho que talvez demore um pouquinho para normalizar essas visitas ao set, assim, não sei como que vai ser no Animais Fantásticos 3, mas, por favor, Warner, se quiser, me chame como figurante que super toca. É, a gente grava aqui no Brasil um insert, né, a gente vai ali no Rio Rapidão, ou no estúdio grava um insertzinho ali.
A gente para se sambando no fundo, alguma coisa assim. Tudo, tem que aprender ainda, mas eu topo. É bom, inclusive, né, para quem está ouvindo, que muita gente acha que eles vão vir gravar no Brasil e, tipo, não, assim, que eles não foram nem para Nova York, nem para Paris, que é ali do lado de Londres. Tudo no estúdio, né, Liebesden, que é enorme, que eles podem controlar e, além de tudo, é Brasil nos anos 30, né, então, tipo, vim pra cá não adiantaria porque a gente está indo em 2020.
Então, vai ser tudo lá mesmo, infelizmente. Não vai sei lá, não vai ser as gravações de crepúsculo, de amanhecer parte 1, tá ligado? Mas acho que algumas cenas de cobertura, assim, às vezes até com alguma figuração, tal, acho que pode rolar. Sei lá, segunda, terceira unidade.
É, acho que vai ser o nosso momento, vai ser nessas. Nossa, eu estou aguardando, ansiosíssimo. Eu acho que, assim, por enquanto não tem absolutamente nada mesmo, mas nossa, depois, na hora que a gente estiver imunizado, acho uma coisa interessante falar também, gente, porque a gente não sabe, né, eu não sei quando que vocês estão escutando esse podcast. A gente está gravando no dia 30 de setembro, gente.
Então, assim, se vocês estiverem escutando isso depois, não estranhe, tá? Porque agora ainda não tem vacina, vocês aí do futuro. Mande notícias do mundo de lá, manda mensagem pra gente falando que tudo passou. Se vocês já estão ouvindo isso, vacinados, olha que sonho.
Nossa, sonho da minha vida. Exato. E, gente, a gente poderia ficar aqui dias, né, falando sobre essas experiências fantásticas, piadinha aqui no meio, também, hahaha, que a gente teve lá no set de animais fantásticos, porque realmente são muito detalhes, né? Tipo, é tanta coisa que às vezes a gente até esquece um pouco do que aconteceu, né?
Como faz um tempinho, né? No caso da Aline, faz mais tempo ainda. Acho que foi em 2015 que a Aline foi, né? Foi 16, acho.
Eu não lembro nem que ano que era. É, então, exatamente. A gente começa a esquecer, né? Gravar esse episódio está sendo até uma coisa muito legal, né, pra gente poder lembrar tudo isso.
Mas uma coisa que, assim, não sai da minha memória de jeito nenhum é o sentimento de fã, realmente, sabe? Como que foi estar lá dentro? Como que foi, como eu disse no começo, essa criança que assistia aos DVDs duplos poder estar ali vendo como que, como que eles fazem, sabe? Isso pra mim realmente não sai da minha memória.
Não sai, é como acho que eu comentei até ali no meio, assim, a gente receber a notícia que iria, assim, acho que todo mundo teve uma onda de misto de emoções, assim, e estar lá foi uma experiência muito inesquecível, assim, é você estar dentro de um set de filmagem, independente de qual filme já é uma experiência muito grandiosa, então você tá ainda de uma franquia que fez parte da sua vida, vendo aquela vagia, né, de fato acontecer ali na sua frente, você vendo os provos, você vendo as varinhas, foi um negócio assim que eu nunca vou esquecer, é bem, foi uma das minhas melhores experiências profissionais, assim, que eu vou levar pra sempre mesmo. É, eu tive todo um momento quando eu descobri que eu iria pro set, que a Natalia me mandou mensagem, eu tava dirigindo, indo embora do Omelete, indo pra minha casa e eu descobri isso, eu nunca vou esquecer, eu descobri isso dentro do túnel da Rebouças e eu chorava e ria e chorava e ria e chorava e chorava e ria, porque eu não tava entendendo como assim, sabe, o que que tava acontecendo, o que que era aquele momento, eu nunca imaginei que aquilo fosse acontecer, então assim, é muito, é muito curioso isso, porque é muito gratificante, eu nunca imaginei que eu chegaria nesse ponto da minha vida, sabe, porque são muitas, muitas coisas precisam dar certo pra que você consiga chegar nesse ponto, então acho que como fã é muito gratificante, não só que a gente tenha conseguido viver essa experiência e ter esse momento, mas que todas, tipo, é um alinhamento planetário, assim, então nunca vou esquecer, apesar de já estar esquecendo o levimento. E aí, Aline, você falou mais no início que você chorou no set, você sabe dizer, tipo, que momento que o negócio foi tão forte que você, pô, não vou aguentar. Amiga, assim, eu choro por qualquer coisa, veja, eu sou muito chorona, então não tem esse negócio de ter sido muito forte, o que eu chorei, o momento que eu realmente entendi, onde eu tava, o que tava acontecendo, que eu comecei a achar que não era mais perrengue, vamos lembrar que eu tava bem cansada também, então tem esse fator do cansaço físico e emocional, que eu já não aguentava mais fazer nada, tudo que eu queria fazer era deitar na minha cama e dormir, mas foi quando eu entrei no macusa, mesmo desmontado, tipo, eu acho que foi naquele momento, na real, que eu tive a realização de que eu tava num set de filmagens, de um dos meus filmes favoritos da vida, ele tava desmontado, tipo, ele não tava pronto pra ser filmado, sabe, eu tava literalmente vendo os bastidores, e aquilo foi um momento de realização muito, muito interessante, assim.
Acho que eu sentiria o mesmo, assim. Ah, pois é, é igual as meninas falaram, assim, como fã é inimaginável, sabe, é completamente inimaginável, e pra mim também ao mesmo tempo como profissional, porque no caso das meninas elas tiveram outras experiências, né, já tinham ido outras vezes, a Pátia acho que foi até o primeiro dela também, mas depois ela foi outras vezes, a Lino já tinha ido em set, sei lá, a Marvel, né, mas, assim, pra mim além da questão de fã, foi uma questão muito profissional, assim, gente, eu tava, sei lá, no meu primeiro ano de faculdade, e, porra, sabe, tipo, o professor, eu vou ficar uma semana fora, porque, enfim, tô indo fazer um negócio secreto aqui, que tem a ver com a minha profissão, mas, assim, não posso nem falar na Inglaterra, sabe, beijos, tipo, é até surreal, assim, sabe, tipo, o pessoal, até da própria Warner comentava, tipo, nossa, nunca mandou alguém, assim, de tipo, sei lá, 18, 19 anos, tinha 18? Porra, isso é muito diferente, assim, sabe, parabéns, assim, e é isso, sabe, eu era o mais novinho ali no meio do set, acho que lá pra imprensa de lá é até um pouco mais comum, assim, né, mas pra mim também, profissionalmente, foi uma puta de uma realização, assim, sabe, não tinha, eu, inclusive, acho que, porra, fiz um trabalho muito legal, sei lá, umas 15 matérias do set to visit, mais um monte de conteúdo pra rede social e tudo mais, mas acho, inclusive, que se fosse hoje, né, com outra bagagem, assim, seria até mais fácil e melhor, com certeza, sabe, mas foi muito legal, assim, essa realização profissional também. Eu acho que a gente recebeu o convite, a gente já tinha definido antes, né, porque a gente meio que tinha uma ideia de que poderia rolar, e aí a gente já tinha definido que o Pedro ia mesmo, e se tiver o próximo, você vai no próximo, amigo, porque realmente, assim, não tem condições, não tem nada a ver com o que eu faço, eu fico editando as coisas, edito o podcast, tá ótimo.
Não, e é a parte mais chata que tem, é o posse, porque você tem que pegar tudo aquilo que foi um puta tão trabalho legal, gostoso de fazer, que você viu várias coisas, e traduzir aquilo de uma maneira que não fique um fã maluco falando sobre o que você assistiu, mas que passe uma emoção, e você tem que fazer, conseguir fazer aquilo render loucamente, então, tipo, é isso? Como que você tira 15 matérias de 4 entrevistas de 10 minutos cada uma? Velho, é muito difícil, então, é muito legal ir visitar a SETI, mas tirar material é um porre. Não, é, eu fico pensando muito assim, que se fosse uma visita ao SETI, que a gente pudesse fazer material de redes sociais, e vídeo, e tal, porque você faz ali, termina ali, edita e acabou, beleza, mas é um material que você fica com aquilo por quase um ano, então, para o filme lançar.
Eu lembro que teve filmes onde a galera foi em SETI que foi sair, SETI vis 3 anos depois, assim, então, você guarda aquele material por muito tempo, você desenvolve, pensa o que você quer fazer, então, o posse assim, tipo, para você completar o ciclo ali, ele é bem longo, mas é, de qualquer forma, é um negócio muito, muito, muito legal. Exatamente, você vai, assim, ainda, né, eu como estava ainda nessa fase, tipo, de primeiro ano, primeiro semestre, aí eu fui até com pauta, sabe, gente, cacá, sabe, a pauta vira dez vezes, dá uma mil piruetas, e aí ela dá certo, só que aí a hora que chega na hora de fazer, você tem que ver na hora, a hora que, tipo, você vai produzir o material, você tem que avaliar, porque é isso que a gente falou, tem coisa que já nem é mesmo interessante, porque já exploraram os materiais promocionais do filme, enfim, é realmente uma experiência muito, muito difícil e interessante. É, você aprende da maneira difícil que você não precisa preparar a pauta pra SetVisit. Exatamente.
Vai com amor e conhecendo o projeto e é isso aí, seja feliz. Então é isso, gente, foi muito legal conversar com vocês sobre SetVisit, realmente, eu já estou quase chorando, assim, sabe, na época eu era, inclusive, muito mais coração de pedra, hoje eu já sou mais coração morto, estou quase chorando, não chorei lá e estou chorando aqui. É a pandemia, é a pandemia, Pedro, relaxa. É a pandemia, exatamente, mas espero que a gente possa ir mais vezes, espero que Marina também possa ir, de alguma maneira.
Ah, a gente vê, né? Espero que a gente possa ficar, né, Pati, trocando mais milhares de áudios de três minutos falando sobre SetVisit, porque foi realmente uma coisa muito da hora. Sim, Pedro, eu quero que você recupere os backups desse áudio que eu perdi meu backup do WhatsApp, entendeu? E aí eu quero te guardar isso no meu coração, que a gente ficou louco no hotel de madrugada mandando 50 áudios.
Recupere aí deixando isso pra colocar no ar, tá, Marina? Pra ele guardar essa cobrança aí ao vivo, tá? Nossa, mas é tudo. Mas, gente, então, pra quem que acompanha o trabalho de vocês, só pode acompanhar.
Meu Twitter é patricianerlinegomes, também tem o meu Instagram, que é patricianerlinegomes10, você pode conferir lá tudo, as linhas maluquices, e é isso. Legal. E você, Aline, como é que você tá agora? Você tá fazendo mil coisas, né?
Conta aí pro pessoal o que você tá fazendo, tudo. Nem eu não sei o que eu tô fazendo, mas tô tentando viver nesse mundão aí, mas hoje eu sou apresentadora da TNT, então eu tenho um programa no Instagram da TNT, que é o Express TNT, onde a gente entrevista várias pessoas legais, tem o meu canal no YouTube que tá ultra parado por enquanto, mas a ideia é eventualmente voltar e trazer conteúdos novos, e eu também tô lá no Instagram, Aline Diniz, e no Twitter é a underline Aline Diniz, vários conteúdos, enfim, o que eu quero fazer, né, o que eu quero postar, e etc. É só o pessoal ficar lá, seguir, aí o que sair vai tá lá, né? É isso, gente, as minhas redes sociais no Facebook, alguém usa Facebook ainda, mas enfim, é Pedro Martins, meu Twitter é impedromartins, no Instagram também, e as suas redes sociais, Marina, como é que é?
As minhas são todas arroba marinanderi, marina aende ri, e claro, segue o Poteiriste nas redes sociais, arroba poteiriste no TikTok, no Twitter e no Facebook, e arroba poteiriste oficial no Instagram, e claro, né, poteiriste.com pra sempre tá em dia com as notícias do mundo bruxo. É isso, gente, muito obrigado pela participação de vocês, viu? Obrigada! Valeu, gente!
Não se esqueçam de se inscrever aí no podcast, na plataforma que você estiver usando pra ouvir o podcast, classificar esse episódio, e até a próxima. Beijo! Beijo, gente!







