#8: Corvinal, da inteligência à indecência, com Vevs Valadares
Gilderoy Lockhart, que usa sua inteligência para passar a perna em outros bruxos, é tão corvino quanto o professor Flitwick, que se dedica ao academicismo, ou Luna Lovegood, que não é aficionada por livros, mas é curiosa e sempre está em busca de conhecimento. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem a YouTuber Vevs Valadares para revirar a Sala Comunal da Corvinal!
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Sejam muito bem-vindos a mais um episódio de Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente do marketing. E hoje a gente vai ter mais um episódio sobre as casas de Hogwarts.
Hoje é o dia da gente discutir a Corvinal, gente. A Corvinal, a casa onde só tem os inteligentes, Marina? Com certeza. Eu posso falar por mim mesmo?
Eu sou inteligentíssima. Mas só isso? Então, não só isso. Eu acho que o legal de todas as questões das casas, no geral, mas principalmente da Corvinal, que é perfeita…
É que existe muita complexidade e existem várias facetas, né? Tanto coisas que puxam a Corvinal, tem inteligência, mas tem a coisa da sabedoria também, tem a da criatividade, tem a da mente aberta. Mas não todo mundo que faz parte da casa, necessariamente corresponde a isso, né? E não necessariamente também, como a gente abordou um pouco no episódio anterior da Grifinória, nem necessariamente essas raterísticas vão ser usadas para o bem.
Exatamente. É o que a gente vai ver. Tem Corvino… Ah, eu não sei nem a palavra que usar, mas enfim, tem Corvino, caô também, tá, gente?
E para falar sobre a Corvinal, a gente recebe aqui hoje no Semanário dos Bruxos a Verônica Valadares, do canal Veves Valadares. Oi, Veves. Olá! Então, gente, para a gente começar essa conversa, eu queria perguntar para vocês duas.
Afinal de contas, vocês duas são Corvinas. Como vocês se descobriram Corvinas? Como é que foi, Marina? É uma coisa, uma jornada um pouco conturbada.
Porque quando eu era mais nova, eu queria muito ser Grifinória. Eu contava de você, Pedro, eu queria muito ser Grifinória. É, eu não queria. E aí eu fazia testes, né, na internet, antes de gente o teste do Potemora e tals, e dava entre Grifinória e Corvinal, assim.
E aí eu lembro que eu perguntava aos meus amigos, ai, mas vocês acham que eu sou Grifinória? Eles falavam sim, eu falava, ai meu Deus, que bom. Só que eu senti uma pulga atrás da orelha, acho que é por isso que eu tinha tanta insegurança, sabe? Em cima disso.
E aí teve uma vez que eu fui num evento da Hog Friends, que eu fui entrar, e eles perguntaram na entrada, tipo, qual é a sua casa? Porque eles vão te dar uma pulseirinha da cor da casa. E não sei, cara, assim, baixou uma lua sobre mim. Baixou.
É, e eu falei Corvinal, e aí me deram a pulseirinha. Foi o próprio Chapéu Seletor, Ravenclaw. Exato, o Chapéu Seletor seguiu em mim e falou assim. Passou o esfoliante e saiu a Grifinória de você, muito bem.
Eu me purifiquei. Ai, nossa, eu quero esse esfoliante, gente, me dá um pedaço. Vai chegar na sua casa. Aí eu coloquei a pulseira, e no dia mesmo que eu comprei um cachecol da Corvinal, que eu tenho até hoje, bem belíssimo assim, feita a mão, né, tals.
E ali, meio que foi o momento que eu me aceitei, assim. E aí eu comecei a olhar mais pra casa, a discutir mais, a tentar entender mais. E realmente eu vi que tinha muito a ver comigo, né. Eu acho que eu sou uma pessoa, essa coisa de querer conhecer, né.
Mas não necessariamente uma inteligência de escola, né. Mas de tipo, pô, eu sou fã de algo. Eu gostei de algo, eu vou atrás saber tudo sobre aquilo. Eu sou o tipo de pessoa que eu não falo de algo se eu não entendo, porque eu gosto de dominar o assunto pra poder discutir.
Adoro discutir coisas. A Mito considera, assim, bem criativa também, sempre pensando em coisa, criando coisa. Então, tipo, tem tudo a ver comigo, realmente. Eu não sei realmente como eu pensei que eu podia ser da Grifinória, tipo, nada a ver.
Então, esse evento que eu fui, né, que eu falei que eu era da Grifinória, eu tinha 13. Então, antes disso, né. Tá na idade de se confundir ainda, né. É exato, adolescente, não sabe quem é, tá ligado, essas coisas assim.
E você, Veves, como é que foi? Então, eu também tive a crise de identidade que nem a Marina, só que a minha crise era com a Sonserina. Olha só! Por isso que até hoje, minha biografia lá do Instagram é 99% Corvinal, mas aquele 1% é a Sonserina.
Eu não sei se vocês lembram, mas quando o Pottermore foi lançado, os BR aqui não tinham acesso, não. Eram só os gringos. Mas aí teve um abençoado que hospedou o teste num outro site, e nesse outro site você fazia o teste e aparecia a porcentagem de cada casa. E aí o meu deu assim, disparado, Corvinal com a Sonserina ali pertinho.
E aí eu fiz o quê? Eu fiz o que menino Harry Potter fez. Eu escolhi pra qual casa eu não queria ir. Hoje, eu sei que eu tinha uma visão assim, um tanto equivocada da Sonserina.
Eu não gosto dos filhotes de coisa ruim que tem lá, mas eu gosto da casa em si. Porém, o lado que fez com que eu me identificasse com a Corvinal, hoje eu vejo que é muito mais gritante. Que nem a Marina falou, né? Eu amo aprender e descobrir coisas novas pelo simples prazer de aprender.
E é uma questão de você tentar compreender o mundo. Eu não sei se você tem isso também, Marina, de enxergar o mundo como se tivesse uma grande teoria ali por trás que você quer descobrir e tentar desvendar aquilo. Sim, sim. E assim, quando você escolhe uma área de estudo, como a que eu escolhi, que é a literatura, você vai acabar se confrontando com aquela turminha do Ah, mas qual é a utilidade disso?
Eu podia fazer assim um tratado inteiro defendendo a importância da literatura, mas não é o caso aqui. Mas assim, a origem disso não tem como negar. Eu estudo o que eu estudo porque eu amo e eu quero aprender o máximo que eu puder sobre isso. E aí eu acho que essa visão não utilitarista do conhecimento é um traço muito Corvinal.
É engraçado você falar isso quando as pessoas te perguntam a importância da literatura. Se me perguntasse, aí que tá a diferença, né? O Grifinório, ele simplesmente ia falar É da sua conta, caralho? Qual é a utilidade?
A utilidade é a utilidade para mim e não é para ser útil para você. Se você não ver a utilidade é porque você tem problema, entendeu? É nesse nível, assim, sabe? Se eu não desse um TABF na cara, assim, sabe?
Desculpa, gente, eu me exalto. Perfeito. É uma coisa interessante de pensar que obviamente existem Corvinhos de todas as profissões, né? Mas eu estudei cinema e então, assim, tanto cinema quanto literatura são artes que existem meio que métricas para você medir o que é bom, existem técnicas, existem vários estudos atrás, né?
Tipo, é uma coisa que você lida com o subjetivo, né? Tipo, a arte é subjetiva muitas vezes. Mas você também lida com vários tipos de discussões e vários tipos de teorias que levam você a refletir mais sobre aquilo e tipo, isso é desse jeito, isso é daquele jeito ou não, né? Obviamente você nunca vai ter uma resposta concreta.
Então, como eu falei, obviamente tem Corvino de toda a profissão, né? Mas eu acho que também faz muito sentido você seguir uma área dessa porque em cinema é muito louco, assim, como é uma coisa que eu amo, assim, de todas as formas, né? Tipo, assim, eu quero fazer cinema, que é um trampo muito grande, principalmente no Brasil, mas também por ver um filme, discutir horas e pensar em várias questões que aquilo traz e também como a equipe por trás passou aquela coisa na tela. Tipo, assim, eu acho que é um tipo de profissão que me permite discutir e conhecer mais coisas sempre, né?
É, a mesma coisa que eu sinto com a literatura. E a cabeça não para, né? Tem hora que você para a cabeça, eu não quero ficar analisando, mas eu não consigo. Sim, eu estava falando disso com o Pedro dia desde até, de que às vezes eu vejo um filme e eu não consigo não analisar e é ruim porque eu quero estar ali no momento, né?
Mas às vezes não dá. Não, legal, gente, isso leva a gente a uma questão, né? Ser inteligente é o mais importante de um Corvino? Assim, entre razões e emoções, qual é a saída, sabe?
Ai, o Pedro me falou que ia fazer essa piada e eu tô aqui, sabe? Enfim. Ai, gente, adorava NX Zero, vocês não gostavam? Não, eu também.
É só um tanto inesperado. Ai, eu tenho aqui um espaço, né? Uma audiência que provavelmente também gostava muito de NX Zero. Estou fazendo a minha homenagem.
Audiência, espero que vocês tenham gostado. Semanário dos bruxos, NX Zero. É isso. Então, eu não gosto muito de falar em termos de inteligência para falar sobre a Corvinal por três motivos.
Olha que cartesiana, gente. Será que o Grifinor ia fazer isso, Pedro? Nossa, a blublé, blublé, blublé, sabe? Altaz, assim.
Assim, o primeiro motivo é que às vezes pode parecer um tanto snob. Eu não sei se vocês já tiveram esse receio. Imagina você falar, nossa, me identificou com a casa dos inteligentes. Não, você vai se identificar com a minha mão na tua cara pelo reaça arrogante, né?
Porque ninguém merece. Justo, gostei. Um segundo ponto. Lufa, lufa e Corvinal, os dois a 80 km por hora.
Qual é a casa mais subrepresentada? Porque pense aqui comigo. A Corvinal é considerada a casa dos estudiosos, dos inteligentes. Mas os personagens mais estudiosos e inteligentes que a gente tem em Harry Potter são todas outras casas.
A Hermione, melhor aluna da Grifinória. James e Sirius são brilhantes. São aquele tipo de aluno que enfurece professor porque não estuda e tira nota boa. Grifinória.
Você tem o Snape, que tem as saídas mais originais para fazer as poções. Que chegou em Hogwarts sabendo mais feitiços que os alunos do sétimo ano. Sonserina. Você tem Tom Riddle, aluno modelo da turma de 1939.
Sonserina. Cadê a Corvinal? Morreu e foi substruída, né? Não, faltou…
A representatividade importa, né, velho? E um terceiro ponto, e eu acho que vai casar bem aqui com o que a gente tinha comentado previamente, é que infelizmente a gente ainda tem uma ideia de inteligência como sendo unicamente raciocínio lógico-matemático. Pessoas de exata. Exato, galera de exatas.
E assim, eu não sou psicóloga, mas assim, pelo que eu só tive a oportunidade de conversar sobre o assunto, hoje a gente já fala de inteligências múltiplas. Então você tem a inteligência lógico-matemática, com certeza, é importante, mas você também vai ter ali uma inteligência linguística, gente que sabe lidar bem com palavras. Você tem uma inteligência interpessoal, gente que sabe lidar com pessoas. Inteligência sinestésica, que é aquela inteligência do atleta, e a gente tem aquele estereótipo, né, que o atleta é muito músculo e pouco cérebro.
Não, isso é um absurdo. Tem todo um raciocínio, uma consciência corporal que ele tem que desenvolver. Entra nesse outro tipo de inteligência. E a gente vê essas inteligências múltiplas nos personagens que a gente conhece, que são da Corvinal.
Tem, por exemplo, a gente vai comentar melhor sobre cada um deles, mas só para ilustrar. Professor Fleetwick, que a gente tem um lado mais acadêmico. A gente tem o Senhor Elivaras, que é aquele cara que decide se especializar em um assunto, saber tudo sobre ele, aperfeiçoar esse assunto, no caso, fabricação de varinhas. A gente tem a Tio Cheng, que a gente não sabe nada sobre ela, mas ela é boa em quadribol.
Já ajuda a quebrar aquele estereótipo do nerd ruim em esporte. Então a galera tem a ideia de combinar a casa dos nerd chatos. E claro, a gente tem a Luna, que a gente vai comentar bastante aí, então vou reservar aí o espaço da Luna mais para frente. Ah, eu concordo, com certeza, que é inteligência, qual que é a relevância disso.
E é isso, são vários tipos de inteligência. Essas pessoas, elas têm afinidades diferentes, interesses diferentes e tudo bem, sabe? Você não precisa seguir uma cartilha, né? E eu acho que talvez, para mim, o mais importante, eu acho que isso pega na questão da Corvinal, é pessoas que questionam as coisas.
E aí, isso de questionar vai para vários termos, né? Várias coisas, tanto lá questionar o motivo da vida, questionar isso que está sendo pedido no seu trabalho, questionar certas situações de relacionamento, questionar o que acontece em tal livro, em tal filme. Eu acho que para mim é meio isso, sabe? Porque parece que a vida, sem você refletir sobre as coisas, não faz sentido, você só passar por elas e tudo bem, é assim e pronto.
É um pouco até um lado meio revolucionário, meio aquariano, que no caso não é o meu caso, mas tipo… Um lado meio Kelly Key, né? Uma puga atrás da orelha, assim, digamos. Gente, as referências pop do Pedro.
Nossa, assim, né? Estão me surpreendendo comigo mesmo. É porque ele pensou, tipo, eu não vou ter como me nivelar intelectualmente com as duas, então eu vou ser a pessoa que vai trazer a referência pop. Ah, e qual que é o comentário mais importante, gente, até agora, desse papo?
Foi esse, assim, sabe? No caso. Mas é isso, sabe? Então, eu acho que para mim muito mais…
Porque isso, inteligência também é meio difícil, sabe? Conhecimento você adquire, né? Você vai lá, você lê, você estuda, você pega informações, sabe? Você tem afinidade com uma coisa, você vai ser bom em matemática porque você tem uma afinidade, ou às vezes porque você dorme muito.
Tipo assim, nada é impossível de você conhecer, de você saber e poder falar sobre, né? Acho que para mim é muito mais relevante essa coisa de questionar do que ser inteligente e, enfim, muito abstrato também o que é ser inteligente, né? É por isso que eu prefiro pensar, combinar em termos de sagacidade e sabedoria, que é o parzinho, né? With and wisdom.
Que no caso, a sagacidade é aquela disposição mental para você assimilar ideias e conceitos e fazer uso deles. Não tem nada a ver com pontos de QI, não é uma coisa que você nasce e você simplesmente chega ali e um dom que você tem. Não, você tem que ter essa… É parte de você, você tem essa disposição para aprender.
E no caso, a sabedoria é quando você vai usar esse seu conhecimento, as experiências que você tem para fazer um bom julgamento e tomar boas decisões. Em um mundo ideal, esse deveria ser a proposta de qualquer aprendizagem. Não é um mundo ideal, mas assim, deveria ser. E aí a gente vai ver que, mais para frente, eu estou só nos spoilers hoje, né, gente?
Vocês têm que me podar. Mas as personagens que eu acho mais sábias de Harry Potter é da Corvinal. Quem será, né? Ah, eu espero que seja a Luna, porque eu sou fãzinho de esse tipo dela.
Mas é justamente isso, eu acho, né? A gente, assim, a gente interpreta a Corvinal errado basicamente porque a gente enquanto sociedade, né? Pelo menos enquanto sociedade ocidental, tem uma visão muito deturpada, né? Entre o que é e o que deveria ser o ensino, né?
A escola e tudo mais. Entre o que a gente é ensinado, né? Do que é essa inteligência. Sim, tem a ver com a própria sistematização da ciência, né?
Que veio ali no século XIX. Antes a gente tinha o quê? O conhecimento era uma grande caixa de ideias. Você pega, assim, os grandes pensadores e inventores.
Antes do século XIX, eles deram tudo, né? Tipo, Isaac Newton, filósofo, teólogo, matemático, físico. Os caras aprendiam de tudo. E as mulheres também.
Mas assim, quando chega depois do século XIX, em que começa a haver essa sistematização, a gente começa a fechar em caixinhas. Então, se você é da matemática, você é da matemática. E as humanidades, pra poderem se validar como ciência, acabam assimilando o método científico. Que às vezes não tem nada a ver.
Deveria ser um diálogo entre todas essas áreas. Mas o que a gente fez foi cada vez se afastar mais e ir se especializando. E aí vem essa ideia deturpada que a gente tem de conhecimento e de inteligência. Faz sentido se especializar, até porque, enfim, né?
A gente vive num mundo que quer que a gente seja parte de uma cadeia de produção, né? Então… Uhum. É, uma diss…
O que essa cor vindo dentro do capitalismo, né? Uma dissetação. Exato. Eu acho que a gente entra muito nessa questão da academia.
Porque o que eu acho que é isso, é a grande produção que exige sobre várias coisas e que acaba não atingindo muita gente, né? As pessoas estão ali num casulo, produzindo um conhecimento que vai ficar entre elas. Eu acho que é uma coisa que pode ter muito a ver com a cor vinal, sabe? Essa ideia de, não, você ser inteligente na escola e, sabe, ficar nesse mundo acadêmico, mas aí você acabar perdendo a noção de comunicação com as pessoas, que também é um tipo de inteligência, né?
Eu tenho amigos formados em história e teve uma época que a gente chegou a ter um canal de YouTube sobre história pra explicar várias questões. Porque o ponto é, beleza, tem o pessoal na academia fazendo vários estudos, só que assim, é óbvio que na sociedade brasileira a gente tem um grande problema de ensino de história, né? Então, assim, o que essas pessoas na academia de fato fazem por esse ensino? No sentido de que, pô, elas estão ali falando difícil, sabe?
E falando entre elas mesmas, qual que é o impacto disso de fato na sociedade? O seu conhecimento tá indo pra quem? Sim. E até mesmo na própria diária, no diadema de Rowena Rimming Claw, ela diz nele, não é intelligence, enfim, é Então, assim, não é inteligência sem limites, né?
Tá lá exatamente, sagacidade, né? O oficial, na verdade, é o espírito sem limites é o maior tesouro do homem. Nossa, tá vendo? Lea Weiler, que mulher!
Não, exato, é uma escolha de tradução, né? Que mulher, né? Meu Deus. Mas perfeita.
Mas não, de fato, de, tipo, não se limite, né? Você não se limita e você vai atrás de conhecer o que for, de passar por experiências. Eu não sei, eu tenho um pouco isso também, não sei se é também porque eu faço cinema, mas eu já me miti em cada história. Você é um espírito sem limites, amiga?
Acho que eu sou, às vezes. É porque eu já passei por cada coisa na minha vida que eu me miti na situação porque eu falei. Deixa eu ver como é. Afinal de contas, são um espírito sem limites.
Exato, deixa eu ter um lugar de fala disso que tá acontecendo, assim. Não, total, e assim, a criatividade, por exemplo, né? Eu considero, por exemplo, muito inteligente, muito sagaz, quem é criativo. E não tem muito destaque, né?
As pessoas não pensam em Corvinus como pessoas criativas. E se a gente pensa, por exemplo, na Luna Lovegood, enfim, ela é super, né? Ela faz as artes dela lá, as miçangas dela. E ela é super, assim, mente aberta.
A mente aberta pro novo, pro diferente, pro criativo. Ela faz o negócio dela pra colocar na cabeça pra ir assistir o jogo, né? Com o formato de leão pra assistir o jogo da… Que ruge.
Que ruge, exato. Então, assim, ela não é a pessoa que é inteligente lá pra ficar fazendo a prova de runas antigas, né? Digamos. Mas ela é a pessoa que faz o pasquim, que usa os óbulos, sabe?
Que quer ver os narguilês, enfim. Então, assim, é isso, né? Tipo, super criativo, super diferente. E aí muita gente fala, porra, mas como que a Luna é Corvina?
Claro que a Luna é Corvina. Ela é muito Corvina. Não, tudo a ver. Eu acho que, assim, é questão que entra em contraponto com essa ideia meio academicista da Corvinal, né?
Uhum. Você ser super mente aberta, você ser o criativo e pensar em outras coisas e tals. É porque é isso, né? A gente tá lidando com…
A questão academicista, a gente lida com estereótipo e aí tem, realmente, quem são as pessoas dessa casa, né? Esses contrapontos. E acho que, como a Webs já levantou, a gente não tem uma representação na série, além da Luna nessa questão. E a Luna, ela já é vista como esquisita pelos próprios Corvinos.
Então, tipo, o que isso quer dizer da casa que a Luna é tratada dessa forma, sabe? Que, às vezes, os próprios Corvinos, ou pelo menos os livros, né? Querem fazer a gente ver. E também tem tudo isso, né?
Porque tudo é meio que na visão do Harry, apesar de não ser narrado em primeira pessoa, meio que na visão do Harry, né? Que talvez o pessoal lá enxergue a Corvinal como essa casa, realmente, onde não há pessoas inteligentes de outra maneira, né? Eu acho que tanto a criatividade quanto a originalidade são características da Corvinal que são meio deixadas de lado, né? A gente esquece no churrasco.
E também são características que a gente, enquanto sociedade, interpreta de uma forma, às vezes, um tanto equivocada. Porque a gente fica com aquela ideia de que pra você ser original, pra você ser criativo, você tem que inventar a roda de novo. E não necessariamente. Às vezes a sua criatividade, às vezes a sua originalidade, vai vir uma coisa muito pequena.
E isso tem em todas as áreas. Às vezes é você, sei lá, fazer uma receita com um ingrediente diferente pra experimentar, pra ver como vai ser que, como a Marina falou, deixa eu ver como é que é, deixa eu ter essa experiência. Às vezes é dentro da academia, a gente tem a questão da originalidade, tem trabalhos que você tem que provar que são originais. E às vezes é um pequeno detalhe, que você tem que estar sempre pensando fora da corrente.
Claro que é difícil e nem sempre é bem aceito. Mas é um esforço que a gente tem que fazer. Então a gente tem aquela ideia, o estereótipo de novo, né? Que a lógica é o acadêmico chato e ali por dentro tem um mundo dentro daquela cabeça que a gente não vê.
Às vezes a gente vê, no caso da Luna. Mas às vezes a gente não vê. Mas com certeza tem a ver com esse parzinho que você tira a racionalidade, vai pra um lado e a emoção que estaria ligada ali à criatividade vai pra um outro completamente diferente. Não deveria ser assim.
Sim. Que isso, né? Eu não acho que a racionalidade e a emoção são coisas tão opostas assim. No sentido, né?
Fazendo o contraponto com a Grifinória. É aquela coisa de tipo assim, não é que eu não vou conseguir pensar em coisas pra fazer. O ponto é que eu vou parar um pouco mais pra pensar e eu não vou ser super impulsiva, né? Eu tenho um plano, né?
É, exato. Eu acho que é mais uma questão de pensar antes de agir do que necessariamente ser uma pessoa super racional que tudo é racionalizado e não tem emoção, né? Exatamente. Inclusive eu tava aqui lembrando do enigma da sala comunal pra entrar, né?
Na torre da Corvinal. A gente só conhece um que é o que aparece no Relíquias da Morte. Mas ele me pareceu muito mais um questionamento filosófico do que uma charada em que você tem uma resposta certa. Ali, ele pede muito mais um que você tenha um raciocínio coerente e você dê uma resposta sagaz que você pense longe, né?
Tem esse espírito livre ali da frase. Do que que você realmente faça lá a continha, né? Dois mais dois e dê aquela resposta absolutamente correta. Tanto que o que que a Agui responde pra Luna?
Muito bem fundamentado. Bom argumento. Tu me convenceu, é isso daí. Você tem aí qual que é a frase?
Qual que é a pergunta que ela faz? Ai, é da Fênix, né? O que que veio primeiro? A chamam a Fênix, eu acho.
E a Luna responde? Que é um ciclo infinito, um ciclo que não tem fim, alguma coisa que não tem começo. Entendi. É, realmente acho que…
Engraçado, eu nunca tinha parado pra pensar nisso porque a partir do momento que eu maceitei Corvina, né? É muito parece que saiu do armário, né, véi? Tipo assim… Mas a partir do momento que eu me aceitei Corvina, eu já aceitei pra mim mesma também que eu ia dormir fora da sala, ou algum amigo meu ia fazer enigma pra mim e ia dar tudo certo.
Ah, eu também. É, então eu nunca parei muito pra pensar nisso, mas de fato, né, é na verdade muito mais uma proposta de reflexão do que ter uma resposta exata, né? Tipo, cravada em pedra. Pô, legal.
Agora eu sei que eu poderia entrar. Eu não pisava e dormia no chão, que legal. É menos noites dormindo no corredor. Não, feliz, feliz.
Nossa, eu não teria nenhuma paciência, gente, honestamente, sabe? Na minha casa, só jogar uma senha ali e já era, sabe? Chegar lá virado no girar e ir em frente ao quadro, e o quadro quer me pegar com pensamento, sabe? Com pensar, às vezes falar fia.
Mas, gente, vocês acham que esse elitismo todo sobre o qual a gente está conversando, ele existe dentro da própria Corvinal, assim? Porque a Corvinal é isso, né? Ela faz bullying, pelo menos ali na época de Harry Potter, no que a gente vê nos livros, com a própria Luna, né? Então, assim, vocês acham que não são só os fãs de Harry Potter, que não entendem bem a Corvinal, mas a própria Corvinal, os livros não entendem bem a Corvinal, sabe?
Hum, eu não sei necessariamente se os livros, né? Eu fico sempre nessa dúvida da onde está o erro, tá ligado? Se o ponto era justamente a gente perceber, ter essas reflexões ou não, eu fico um pouco na dúvida. Mas eu acho que é isso, tipo, em todo lugar sempre vai ter as pessoas que se acham, que acham que elas são alguma coisa a mais, por causa de X ou Y, não sabe?
Então, não quer dizer que a casa toda era contra a Luna, que a casa toda fazia bullying com ela, mas eu acho que tinham pessoas específicas que se sentiam muito validadas dentro dessa casa. Elas sentiam que se encaixavam nisso daí. Pô, eu tiro nota boa, eu sou, tipo assim, a número um da minha sala, esse aqui é o meu grupinho de inteligentes, e aí a pessoa talvez achava que a Luna manchava a reputação do que a pessoa acreditava que era a Corvinal, sabe? Acho que é muito de cair num lugar comum que a pessoa se sente confortável, né?
Acho que a questão, enfim, a gente tá lidando com o adolescente, né? O que o adolescente quer pertencer e todo mundo que sai um pouco dessa norma, ele afasta, né? Eu acho que é um pouco por essa pegada, não sei. É isso, a gente não tem contato com muitas pessoas da Corvinal pra dizer, tipo assim, tem o pessoal que fazia bullying, mas tem o pessoal que defendia, não sei.
Mas eu acho que era mais um grupo seleto de pessoas que talvez aproveitava a Luna do que um sentimento geral da casa. A reputação da Ravenclaw… …não foi pior. Nossa, ó, de novo, mais uma referência.
Será que eu solto mais uma ainda até o final? Ansiosa. Olha, eu acho que você tá um fire, viu? Ah, eu tô, né?
Porque assim, eu tô aqui só… Não é o meu negócio de destaque hoje, não é o meu lugar de fala nesse episódio, mas eu vou fazer ser, quer ver? Ó, presta atenção. Eu acho que é exatamente isso, Marina, porque se a gente pensar, por exemplo, no Hermione, aí as pessoas ficam, ah, a gente já falou sobre Hermione no outro episódio, né?
Em que a gente discute exclusivamente a Grifinória se você não escutou, vai escutar assim que terminar este. Por que a Hermione não é Corvinal, se ela é tão inteligente assim? Justamente porque ela não é um espírito livre, ela não é mente aberta, ela julga a Luna, por exemplo, o conhecimento da Luna, ela julga as meninas da sala dela que querem aprender a adivinhação, sendo que todo mundo sabe que a adivinhação é uma ciência, ali dentro do mundo bruxo, é um conhecimento válido, apesar de que, claro, tem muito essa questão de o que define muito como você age, mas também, enfim, é um negócio muito difícil de prever, não é qualquer um, tem que ter talento, tem que ter dom, tem que saber, mas existe, tanto que a série inteira é baseada, né, a trajetória do Harry e do Neville é baseada em adivinhação, em um episódio de adivinhação, e aí o que definiu tudo é como Voldemort escolheu interpretar aquela adivinhação, né? Mas assim, acho que no fim das contas o que faz a diferença é a prioridade que você dá às coisas.
Acho que é o impulso principal, sabe? É, exato, é a coisa que você vai recorrer, então, por exemplo, se o Voldemort fosse Corvino, ele trataria no poder, entendeu assim? Tipo, até ele não teria… Ele não teria, tipo, sido derrotado por um bebê…
Felizmente bobo. Felizmente bobo, exato. Pelo coisa da impo… Tipo assim, ele tava tão louco pelo poder, por essa ambição de, meu, vou conseguir, eu tô conseguindo, né?
Ele tava, pô, muito no auge, e aí a partir do momento que ele viu, pô, um bebê ameaçando o poder dele, ele nem pensou, véi, ele só foi atrás. Surta Frozen, né? É isso, o Lorde das Trevas o marcará como ser igual, né? É a grande questão.
Ele é a decisão do Voldemort que faz o Harry se tornar uma pessoa páreo, né? Pra depois enfrentar ele e tals. É uma decisão do Voldemort. E muito impulsionada por isso, de tipo assim, é um tipo de impossividade, mas de tipo, cara, o poder, meu Deus, eu não posso deixar ninguém ameaçar isso.
Não é impossividade Grifinória, né? Exato. Acho que, e é muito isso do impulso realmente, assim, sabe? Onde você tem o Planeta Marte, por exemplo, no seu mapa astral…
Não, exatamente. Então eu acho que é a primeira coisa que você recorre. Se ele fosse Corvino, ele teria parado e precisava, ok, anotado ali o que ele sabia da profecia que o Snape passou e refletido o que ele ia fazer, entendeu? Você acabou de criar o plot de umas 50 fanfics até o fim do ano.
Feliz, tô aqui pra isso. Alguém com certeza vai, vamos lá. E se Voldemort fosse da Corvinal? Aí, enfim, o título da fanfic vai ser felizmente bobo.
São serinos, não estamos criticando os vôs, tá? É só que realmente, ali ele foi bem burro, né? Vamos concordar ali, porque enfim… Mas eu senti muito isso enquanto vocês falavam das suas experiências e ai, não sei o que, e eu enquanto Corvino, eu ficava assim, ai gente, vai rápido, sabe?
Anda, anda, taca le pau, sabe? Então assim, é muito isso, assim, realmente, né? A impossividade que me domina. Voltando aqui pra Luna, eu penso que é uma pena que a gente só tenha ela como personagem bem desenvolvida da Corvinal.
O bullying com a Luna me parece menos pelo fato de ela raciocinar diferente e mais pelo fato de ela ser conspiracionista. E de ela entrar essa conspiração ali no jeito dela. Aí vem essa coisa do adolescente, que ele quer se mesclar ali. Eu acho muito bacana que ela não queira, ela não tem problema algum em ser completamente diferente e ela não tá nem aí porque os outros pensam.
Mas aí eu fico me perguntando se o problema do pessoal, não só da Corvinal, mas a gente vê que ela não é bem tratada no começo também, né? Então talvez isso seja mais por esse lado e não pelo fato dela ter uma inteligência diferente, um raciocínio diferente do resto pessoal da casa. Não sei, é uma especulação. Falta a construção, né?
É. Fôssemos nós editores de J.K. Rowling, isso não teria acontecido. Não teria acontecido, a gente ia ter exigido representação da Corvinal, mais representação.
Tanto que a carta de boas-vindas do Potter Mó é feita baseada na Luna. Ela tá descrevendo a Luna e eu fico, poxa, né? É possível, né? Tem uma galera ali, cadê o resto?
Ainda mais sendo uma casa tão diversa. A gente acabou de falar das múltiplas inteligências. Agora, falando da Hermione, aí é complicado, né? Porque eu não sei, esse argumento de ela não é da Corvinal porque ela não é mente aberta.
Você ainda acha uma Luna realmente tão mente aberta assim? Eu acho. Porque assim, olha como é que é o discurso entre as duas, né? A Hermione fala, você não tem provas que isso exista.
Aí a Luna repete. Aliás, a Luna responde. Você nem tem provas que isso não exista. E fica as duas.
Eu não vejo a Luna tentando entender o argumento de quem não acredita no que ela acredita. Assim como eu não vejo a Hermione tentando ouvir o argumento de quem acredita no que ela não acredita. É difícil entender, né? Assim, ela acredita em coisas muito distintas, mas eu acho que ela é um tanto teimosa.
Mas eu não acho que ela tá tentando convencer ninguém. É, exatamente. No sentido de que, tipo assim, ela acredita naquilo e aí ela acaba mencionando porque é algo que ela acredita, né? Uhum.
Mas ela não tá tentando convencer ninguém. Eu acho que o contra-argumento dela com a Hermione é meio isso. Tipo assim, a Hermione fala assim, a Hermione fica incomodada, né? Sim.
Que a Luna acredita nessas coisas que meio que não tem provas. Então ela chega, meu, você não tem prova. E a Luna só fala, ó, você não tem prova que não existe. Tipo, caguei.
Ela, exato, caguei. Exatamente, sim. Não, por esse lado eu concordo, eu concordo. Acho que é meio isso, sim.
Meio de não, de acreditar no rolê dela. Mas ela também não fica fazendo, sei lá, sendo uma pastora disso, tá ligado? Ela só curte os rolês dela aí, tudo bem, né? Uhum, não, tá certo.
Agora, o caso da Hermione não ter ido pra Corvinal, acho que também é importante, ainda mais sendo uma série que fala tanto sobre livre-arbeítrio e do poder das nossas escolhas. Ela fala isso no primeiro livro, né? No final do Pedro Filosofal, que livros não são tudo. Que o que vale é os amigos e você ser destemido, você ter coragem ali e ela fez a escolha dela.
Eu quero ser da Grifinória. Sim, é o que a pessoa prioriza, né? No fim das contas. É, que é o que vocês falaram, exatamente o que a pessoa prioriza.
Agora, algo que eu amo na Luna e que eu joguei a canta pedra lá no começo, né? É a sabedoria dela. Pra mim, ela é a personagem mais sábia desses livros. Ela é perfeita, né?
E assim, eu nem conto com Dumbledore, porque ele tem 150 anos. E vamos lembrar que quando ele tinha a idade da Luna, ele tava assado por um genocida em potencial. Isso não é sábio. Gente, o que esse cara fez por causa de macho, né?
Meu Deus. Pois não é? Assim, e a Luna, eu vejo assim que o ethos da personagem é justamente ela ajudar no desenvolvimento de outros personagens. Ela se contrabalanceia com a Hermione, que a gente acabou de comentar.
Ela lembra pro Harry que o mundo é muito maior do que ele. Que algo que, assim, a gente falando parece até meio agressivo, né? Nossa, você não é a pessoa mais importante do mundo, tá, Harry? Mas era o que ele precisava ouvir no Ordem da Fênix, em que ele tava sendo esmagado por toda aquela responsabilidade que ia se empilhando em cima do menino de 15 anos.
Eu acho isso muito bacana. Como que ela consegue ler as situações, ler os personagens, né? Quem tá ali com ela e saber exatamente o que falar. Eu acho assim, espetacular na personagem.
Gosto muito, na verdade, da amizade dela com a Gina, né? De que tipo… Eu acho que a Gina, muito mais do que o trio de outras pessoas e tals, ela tem amigos de todas as casas, né? Ela é bem popular e conversa com todo mundo.
É a pessoa da inteligência social, com certeza, né? Assim, comunicação. Ah, com certeza. E ela é muito isso.
E conhecendo a Lula, ela também abraça aquilo, né? De tipo, é isso, mano. A Lula fala uns negócios estranhos, ela fala de boa, entendeu? Assim, sem se importar muito.
Gosto muito da amizade delas, assim, de ser um rolê de não haver julgamento, sabe? Uhum. E eu acho que tem muitos personagens da Corvinal também que às vezes a gente até esquece, né? Que eles são da Corvinal.
Por exemplo, a Cho Chang, o Gilderoy Lockhart, a própria Helena Ravenclaw, enfim. Tem tudo isso, né? É, eu acho que a Helena Ravenclaw, a gente não esquece que ela é da Corvinal, né? Talvez.
Não, a gente não esquece, mas é que exatamente. Ela tem, assim, uma índole que você não liga, necessariamente, né? A Corvinal, por alguns motivos que a gente vai explorar mais à frente. Mas e a Cho, gente?
Da onde ela te… Da onde tirou a Corvinice dela? É que o caso da Cho me parece muito mais um erro da J.K. Rowling do que da personagem, tá ligado?
Acho que existe um pouco, tem que ter essa separação, né? Do que que é história e do que não é. Porque é isso, tipo, a gente… Ela, a Cho, é um interesse romântico do Harry ali por dois livros e meio.
E a gente não sabe muito dela. Acho que tem um pouco da questão de justamente de quando você tem esse primeira crush, esse primeiro amor. É muito mais uma admiração do que de fato você… Seu amor de verdade, né?
Porque você não conhece a pessoa. Tanto que depois, o primeiro date já não dá certo. O Harry e a Cho, né? Porque isso não tem nada a ver.
Mas é isso, assim. Tipo, acaba que ela é da Corvinal porque ela é asiática, né? É isso que asiáticos fazem, eles não são inteligentes. Parece meio isso, assim.
Eu já vi… Eu já li, obviamente, também. Não é meu local de fala, mas eu já li muitos artigos e já li livros. Tem também um…
É aquela coisa que as pessoas declamam boema. E tem um rolê desse que uma menina fez com a Cho Chang. E que é bem isso também. J.K.
realmente, assim. Parece que ela tá… Não é que ela seja incapaz, que ela seja, sei lá, burra. Que ela seja limitada ou que é coisa assim.
Mas é porque a gente não conhece ela o suficiente pra falar nada. Ela é uma menina legal que passou por um momento muito difícil, né? Pô, o namorado dela morreu. E isso é difícil pra uma pessoa de qualquer idade.
Imagina pra uma menina de 15 anos, 16 anos, sabe? E aí ela encontra o Harry e ele é um cara muito legal com ela. Ele é um cara bacana. E ela pensa, pô, talvez eu posso dar uma chance nisso.
E aí não dá certo. Ela não é escrota, ela não faz nada, sabe? É só não dar certo. E é a vida que segue.
E aí as pessoas odeiam ela por odiar. E é isso assim, coitada. Nossa, a pessoa que odeia a Cho, eu tenho que odiar ela, desculpa. E não, mano, é um nível de crueldade, de falta de empatia.
As pessoas ficarem chamando ela de, sei lá, chorona. Mano, o namorado dela morreu. O que vocês querem que ela faça, tá ligado? Tipo…
Enfim, um rant, né? Um episódio defendendo a Xuxeng, mas tipo, pô… Um episódio sobre a Cho, vai ser exatamente isso. Era um monólogo que você tava citando?
É, tem um vídeo no nosso canal do YouTube que é… Putz, eu não lembro o nome, mas é sobre a Xuxeng e sobre ele lá. Sobre esse julgamento de personagens femininas que são interesse amoroso, mas não são o endgame, né? Meu, elas só não são.
Elas só não são perfeitas pros boys lá. E é um relacionamento que meio que não vai dar certo. Mas elas não fizeram nada de errado, véio. Sabe, elas só não deu certo e tudo bem, né?
Quantas pessoas a gente pega na vida que não é certo e é isso aí, né? Ah, pff, sem palavras. É, então, sabe? Não vamos entrar no mérito, né?
Eu falei um pouquinho dela lá no começo, que a única coisa que a gente sabe dela mesma é que ela joga quadripol. Isso eu acho interessante em contraposição ao fato de ser uma casa conhecida, entre aspas, por ser a casa dos estudiosos, né? Então, você tem um personagem aqui que gosta de esportes e ela, desde o começo, mostra isso. Ela conversa com o Rony, né?
Porque ela torce lá pra um time que começou a ganhar. O Rony fica falando, Ah, você tá torcendo só porque eles estão ganhando? Ela, não, eu torço pra eles desde cinco anos de idade. Então, existe ali uns tracinhos de personalidade dela, mas que, infelizmente, não são bem desenvolvidos.
Assim, ela sujeita o nome mais sem graça pra armada de Dumbledore. Tipo, associação de defesa, alguma coisa. É, pelo menos serviu de inspiração pra sigla, né, a D. É, e depois a Gina não fala, Ah, vamos manter a sigla e vamos colocar armada de Dumbledore.
Pensei, gente, meu Deus. E só pra lembrar, né, caso alguém aqui não tenha lido os livros, barra realmente a memória do filme esteja mais forte, quem, né, dedura, né, a D pra Umbridge e tals, é a Marieta, de comp, que é amiga da show, né, não é a show em si. E na verdade, mesmo no filme, pô, a mãe dela tava ameaçada lá no Ministério, eu entendo também. Sim, inclusive é o que eu falo da Marieta, né, o pessoal cai matando em cima dela, é, gente, desemprego é coisa séria.
E não parece que tem muitas opções de emprego no mundo bruxo, né? Não, não mesmo. É, você trabalha no Ministério, você joga quadribol, você trabalha ali em Hogwarts, ou no Centimungos, é isso? São quatro áreas.
É, ou vai vender alguma coisa num beco diagonal. E pra trabalhar em Hogwarts, também tem que ter, de alguma maneira, dependendo do diretor, né, você tem que ter uma certa proximidade ali, também com o Ministério, né. Ah, é, ali rola um QI intenso. A vida é QI, né.
Falando em QI, vou falar do pior professor de defesa contra as artes das trevas que já pisou nesse ambiente. Vamos falar sobre o Gilder Orlach Hart, gente. Que corvina é esse, meu pai amado? Mas ele é inteligente, ele é um inteligente pra cá, ele é sagaz.
A questão é, ele usa essa sagacidade, ele usa essa inteligência, ele é malandro, entendeu? Ele usa isso pra se tornar famoso, entendeu? Não, é bem isso mesmo, assim, tipo, ele percebeu, ó, não sou talentoso, né, pra fazer feitiços no geral, né, assim, ele viu sua limitação, e nisso ele deu um jeito, né, basicamente. Ele foi lá e dominou um negócio que são os feitiços de memória, que são super difíceis e, né, que pode dar muito problema.
Ele foi lá atrás e dominou isso, e usou disso pra conseguir ser um autor super consagrado, né. Realmente o utado do Miguel, né, gente. Eu amo que o Lockhart é o tipo de antagonista, assim, que só podia ser da Corvinal. Porque ele é um cara que valoriza o saber, ele valoriza a criatividade, ele valoriza a originalidade dos outros.
Quem lida com produção de conteúdo, qualquer coisa nesse sentido, sabe que vai ter essa galera ali querendo roubar, né, e pegar, assinar com o próprio nome. No meio acadêmico a gente tem disso também. Eu acho muito interessante essa ser uma característica de um antagonista da Corvinal, sendo essa casa que valoriza tudo isso. O que me deixou muito decepcionada foi quando a Rowling falou que o chapéu seletor ficou indeciso entre mandar ele pra Corvinal ou pra Sonserina, e ele escolheu ir pra Corvinal porque não queria manchar o currículo.
Tipo, tá chato, né, gente? Todo antagonista tem que ser da Sonserina ou quase da Sonserina, foi a mesma coisa com o Pat Grier. Não, gente. De fato, ele tem uma ambição, né, o negócio de ser famoso, né, tipo, é uma coisa bem…
É o grande objetivo dele, né, e ele se usa de várias etimânias. Mas, de fato, assim, às vezes você pode ficar quieto também, né? Bom, esse é o grande mote da J.K. Rowling, né?
Às vezes você pode ficar quieto. É, né? Nossa! Seria incrível, né, se ficasse um pouco mais quieto.
Mas, enfim. E aí, entre esses personagens, né, controversos da Corvinal, é que eu acho que tem muito isso também, né? O pessoal fica pensando, Ah, na Sonserina não tem só gente ruim, só gente má, mas… Porque na Corvinal acho que as pessoas nem pensam direito, né?
Mas a gente tem, por exemplo, a Helena Ravenclaw, que basicamente furtou o diadema da mãe dela, que ela queria ser mais inteligente. Porque ela queria ser mais inteligente, mais importante do que ela, e aí a gente entra naquele ponto. Inteligência é uma competição, gente. A gente tá perto de uma pessoa que ali tem um pezinho na Sonserina, como é que é, assim?
Eu acho que pode se tornar uma competição, a inteligência, principalmente quando você lida nesse mundo acadêmico, né? No fim das contas tá ali. Eu tô… Tá eu e meu amiguinho.
A gente tem as mesmas aulas, com o mesmo professor, a gente faz a mesma prova. Ele tira 10, eu tiro 9,8. Então, assim, não é… Não é legal, assim, sabe?
Tipo, se você realmente se importa com notas, sabe? Tipo, eu sempre me importei com nota. Ao mesmo tempo que eu tava cagando pra escola, eu queria tirar nota boa, e aí quando eu não tirava, eu ficava meio… Parecia que isso diminuía o meu valor de alguma forma.
Enfim, todo errado esse sistema educacional, né, gente? Vamos falar… É tudo errado isso, não é? Não é, assim, acho que as pessoas tem que ser avaliadas numa escola por uma única prova em um momento específico.
Mas eu acho que acaba virando, sim, tipo, uma competição, né? Tipo, assim, de quem consegue nota mais alta, quem consegue uma honra, quem é mais notado pelo professor. Acho que pode virar, assim. Nem sempre, mas pode virar.
É algo do próprio ser humano, né? Existe um ego ali. Algumas pessoas mais, outras menos. Algumas conseguem controlar mais, outras conseguem controlar menos.
Mas essa competição, ela é bem própria, nossa. Você tem que ficar de olho. Precisamente pra não deixar isso, acabar falando mais alto e saber que isso não é tudo, né? Você ficar fazendo a competição de inteligência, a gente acabou de falar tudo sobre inteligência, esse tanto, essa multiplicidade.
Como é que você vai quantificar isso? Ok, tem teste de QI, mas tira esse daí, fica esse daí. Como você vai ficar validando? É uma coisa, é fútil, né, no final?
Por que serve uma nota no final das contas? Então, eu particularmente, pra mim, serviu nunca pra nada. Mas aí eu não sei se é porque eu sou grefinório, se é porque eu sou aquariano, não sei, gente aí. É que eu acho que serve até um certo ponto, né?
Tipo, assim, se você quer passar numa universidade pública, você tem que ter notas boas, né? Ali no seu vestibular, não sei o quê. Ah, desisti. Sim, Pedro, mas nem todo mundo tem condição de pagar um particular, né?
Eu acho que também tem isso. Sim, mas tem muita gente, a questão, acho que tem muita gente que tem e ainda assim faz essa questão e tudo mais. Sim, sim. É um sistema muito complexo, né?
Muito complicado, assim, né? Então, pra mim, o sistema é um sistema, enfim, zoado pra caramba. Não, com certeza, eu estou totalmente contra vestibulares, essas questões, né, assim. Mas eu acho que é meio isso, assim, tipo, a gente elevado, até certo ponto da vida, é acreditar que notas são muito importantes, entendeu?
Porque no fim das contas é isso, ah, eu tenho que tirar a nota de corte de tal curso, é tal, e aí pra eu poder passar e pra poder fazer uma pública. E isso, né, vai ser uma validação de quanto eu sou inteligente, também, eu fazer uma pública, né, já que é difícil de passar. Depois, você faz a faculdade em si, depois você se forma, depois você vai pro mercado de trabalho e você vê que risos, né? Mas o terceiro ponto é importante.
Não em muitas áreas, não em todas as áreas também, né? Isso é um problema, no caso. As pessoas continuam achando que, nossa, sabe… Nossa, graças a Deus, não tenho contato.
Não tirando qualquer mérito de qualquer universidade pública, né, gente? A gente sabe o quão importante isso é. Pesquisa e tudo mais. Mas, ainda assim, eu acho que acontece isso muito pra frente, né?
A pessoa sai dali, ainda assim, achando que, né… Não vou falar em cursos específicos pra eu não ser odiado, no caso a gente tem ouvintes desses cursos, mas vocês sabem qual é. Olha, se você é medicina, eu gostaria de dizer… Tem até amigos que são.
Minha mãe é, mas, assim, insuportável. Exato, engenheiros também. Falei, não vou falar, comecei a lista agora, né? Grifinória!
Eu? Eu acho que existem situações e situações. A gente sabe que, por enquanto, não existe outra alternativa pra você validar, né, a aprovação de um aluno, seja dentro da escola, seja numa universidade, que não seja por nota. E isso é uma coisa que, ok, a gente vai aceitar e a gente vai…
Enfim, sei. Podemos reclamar, podemos problematizar, claro, mas é o que tá acontecendo, beleza. O que a gente não pode fazer é deixar que isso se torne o que nós somos, entendeu? A gente se validar por conta de uma nota que a gente tirou ou deixou de tirar.
Uhum, com toda certeza. É isso. Eu acho que a coisa da Helena também, né, além disso dela tomar muito uma competição com a própria mãe, é que é um pouco irreal, né? Tipo, meu, tua mãe fundou uma escola, véi.
Como é que você quer ser mais importante do que isso, sabe? É irreal essa expectativa? Eu acho que isso é a maior tentação da pessoa da Corvinal, sabe? O personagem da Corvinal, que é esse amor pelo conhecimento de uma forma desmedida, que beira ao ponto de ser imoral ou antiético.
É, eu acho que nesse caso o espírito tem que ter um pouco de limite, né? É, exatamente. Espírito, limites. Um pouco de limites, perfeito.
Se põe isso no seu lugar, espírito sem limites. Eu fico lembrando do Quirrell, que também é da Corvinal. Como é que foi que o Voldemort conseguiu seduzir o cara? Foi prometendo a ele um conhecimento que ele não tinha.
Ele, ah, ele acreditava em ideias inocentes de bem e mal, mas eu falei pra ele que o que valia era o poder. E aí o cara se deixou levar por isso. Então tem um pouco desse lado sombrio da Corvinal, que é quando você realmente põe esse valor tão grande no conhecimento que você pode adquirir, que você não pensa nas consequências. Uma coisa que sempre me assustou e sempre me deixou, tipo, muito com o pé atrás, é com o senhor Olívaras.
Lá no primeiro livro, ele vira pro coitado do Harry. Ah, Voldemort fez grandes coisas. Horríveis, mas grandiosas. Eu ficava, oi, amado, o que que é isso?
Beloved. Tá vendo? Esse é o esquisito ali de alguém da Corvinal. O cara admira ali o que o Voldemort fez.
Sim. De fato, é um ponto muito bom, né, porque acaba que eu acho que até existe uma visão de, beleza, o cara é um genocida, mas olha o que ele conseguiu conquistar. Existe um certo mérito nisso. Não é uma coisa que você tem que falar em voz alta, eu acho, né?
Talvez você pode guardar pra si. É, eu diria até você evitar pensar, mas se pensou… Eu ia falar um pouco uma questão de tipo assim, ah, eu acho que essa coisa da inteligência ser uma competição, de você querer ser reconhecido por isso, se aproxima um pouco da Sonserina. Mas eu acabei de mudar de ideia.
No sentido de que eu acho que é isso, né? A gente não tem que também pegar a ambição como uma coisa exclusiva da Sonserina, e aí qualquer um que não é ambicioso já tem muito Sonserina em si. Tipo assim, não, né? Assim, acho que tudo bem você querer coisa da sua vida, mesmo não sendo sua prioridade, né, assim.
Vini, você falou tudo, porque eu vejo muitos pontos de contato entre a Sonserina e a Corvinal. Eu acho que são duas casas que se aproximam muito, e em alguns pontos tem isso que você falou, mas também porque são duas casas que vão valorizar essa questão da inteligência e da sagacidade. A gente vê que a esperteza da Sonserina é o outro lado da moeda da sagacidade da Corvinal. Então, acho que acaba no final sendo uma questão de como você vai utilizar esse conhecimento.
Eu fico imaginando, né? Um aluno da Corvinal que descobre sobre horcrux, ele vai pensar na metafísica da divisão da alma e como isso vai afetar a pessoa fisicamente e psicologicamente. Aí pega o menino da Sonserina, descobre e aí, pessoal, será que eu posso fazer uma sete? Posso te matar aqui rapidão só para ver o negócio?
Pode. Eu achei que você estava perguntando, mas eu fiquei o que? Pode? Nossa, que horrível!
Não, não. Você não pode? No momento, não. Assim, no momento eu estou de boa.
Acho que está tranquilo uma vida só. Vamos ver no futuro o que acontece. Vamos continuando por enquanto, vamos seguindo assim, né? Ah, exatamente.
Eu fico me perguntando. É que eu não sei, é uma impressão que eu tenho que agora eu estou na dúvida se é uma impressão ou se é alguma coisa que de fato é descrita nos livros. Mas me parece que dentro dessa situação de guerra, de Voldemort, talvez até por essa comparação do Olivares, uma pessoa da Corvinal é muito mais provável de ser conivente com o rolê. Não é a pessoa que vai fazer a tortura, mas que vai, tipo, talvez ver os méritos nas coisas, talvez preferir não se envolver.
É essa a visão também. Vai falar que nossa, que tortura bem feita. Esse uso do crucio aqui. A execução está assim.
Não é uma coisa que ativamente eu faço na minha vida, mas às vezes eu fico tipo, talvez seria melhor não comprometer, porque isso pode, talvez, prejudicar no futuro ou alguma coisa assim. Aí eu acabo pensando, não. Aí eu penso assim também, só que não adianta nada. Eu vou lá e me comprometo.
Exato, mas me parece que aí dentro de um mundo, assim, o pessoal da Lufa-Lufa penderia para a Grifinora, mas o pessoal da Corvinal penderia para a Sonserina se a gente pensar nessa época ali da Primeira Guerra, em que existia uma influência muito grande do Voldemort na Sonserina, né? Assim, de que o pessoal de lá era muito filhos de Comensal, pessoa que já estava virando Comensal, né? Tipo assim, acho que é um pessoal meio… Porque é meio frio, né?
Como existe uma racionalidade em cima disso, talvez essa pessoa fica meio… Ok, vamos ver o que acontece aqui. Não é tanto auto-preservação que nem a Sonserina, mas é um pouco de, tipo, não bater tão de frente, sabe? Não vamos bater de frente antes de ver o que realmente acontecerá.
Porque eu acho que, por exemplo, o Gilderoy a gente não vê, a gente acha mais engraçado do que qualquer coisa, justamente porque a gente, na verdade, não está vendo o que ele está fazendo, né? A gente não está vendo a consequência na vida da pessoa que teve a memória apagada por ele roubar a aventura. Mas isso é muito péssimo, né? Imagina você ir lá apagando a memória da pessoa e isso e aquilo.
Eu não sei a que ponto ele apagou. Se ele apagou aquele momento específico, se ele apagou a pessoa mesmo, entendeu? O ponto é que a pessoa perdeu o momento da vida dela que ele tirou, então isso é muito grave, né? É cruel isso pra caralho, a gente não venha só pra pensar nisso, mas é muito cruel.
É isso, como a gente acaba vendo ele como professor mais desastrado e tals, e também ele tem um final que não é muito bacana, né? Ele também está lá no sentimengos pra sempre e vivendo aquela ilusão, a gente não para muito pra considerar, mas, pô, é muito, muito problemático. A gente realmente é muito feliz com essa discussão. E assim, tem um vídeo do Potteriche no canal do YouTube que chama Corvinal, só tem CDF, enfim.
Assim, se quiser ver, você vê, mas também, obviamente, essa discussão aqui foi muito mais profunda do que isso. E eu queria pegar uma referência que eu fiz lá, que é um vídeo do Etebilu, esse grande ícone extraterrestre, falando, busquem conhecimento. Essa é a mensagem dele pra humanidade. E essa mensagem também pra vocês, com essa grande mensagem, com essa grande dica, aí, enfim, busquem conhecimento.
Você pode interpretar qual conhecimento você quer. A gente não tá falando pra você pegar o livro de matemática. Na realidade, a gente queria você não pegar, mas, enfim, escolha o qual conhecimento você quer buscar, sabe? Você tá livre, a gente discutiu aqui conhecimento e conhecimento independentemente da área, ok?
Pra você, o conhecimento pode ser escutar, por exemplo, o podcast da Grifinória, que você não escutou ainda, entendeu? É isso, gente. Escute mais podcast e você vai estar buscando conhecimento poteriano. Tá ótimo.
Berchan, que sensacional. Com isso, não precisa mais fazer um Berchan do podcast, que eu já integrei nele aqui na nossa conversa. Mas é isso, gente, é isso. Eu acho que, assim, foi maravilhoso.
Vocês gostaram? Ah, gostei. Com certeza. Nossa, muito feliz pelo convite.
Veves, se o pessoal quiser te acompanhar nas redes sociais, no YouTube, por onde você fica, como as pessoas se encontram? Pessoas me encontram, nunca falei isso na minha vida. Estão me sentindo muito estranha. Vamos ver se vai funcionar.
No YouTube, eu tenho um canal em que eu falo basicamente sobre literatura. Não é só resinha de livro, mas sobre conhecimento na literatura, como eu tive lucro. Encontrar como Veves Valadares, que é a mesma coisa no Instagram. Eu não sou tão criativa, assim, com os nomes das redes sociais.
E Twitter, você tem? Ah, eu apaguei o meu, porque sanidade mental é tudo. Ah, viu? Sábia, corvina.
Isso é buscar conhecimento. Mas, como eu não sou um corvino, eu não busquei esse conhecimento ainda. Então, gente, se vocês quiserem conversar comigo, podem me seguir no Twitter. É im.pedromartins, que é também o meu arroba no Instagram.
E ainda tem o meu Facebook. Para caso você queira mandar uma mensagem, provavelmente vou demorar para ver, porque quem usa Facebook, mas estamos lá. Que é Pedro Martins. É isso, me deem biscoito.
Beijos. E você, Marina, onde as pessoas te encontram? Também não me importo com a minha saúde mental e estou ali nos redes sociais. É marinaanderi, a-n-d-r-i, no Instagram, no Twitter e no Facebook também.
Suponho eu. E aí é isso. Manda esse feedback, vamos bater o papo, né? E com certeza não esquece de seguir o Poteiriste nas redes sociais.
É arroba.poteiriste no Twitter, no TikTok e no Facebook, e arroba.poteiristeoficial no Instagram. E aí, claro, né? Poteiriste.com para as notícias do mundo bruxo. É isso, gente.
Fiquem preparados para o episódio da Lufa a Lufa e da Sanserina, que vamos gravá-los em breve. E por hoje é isso, né? Beijo, gente. Até a próxima.
Até mais. Beijo.







