#33: Relendo Harry Potter e a Câmara Secreta

#33: Relendo Harry Potter e a Câmara Secreta

Semanário dos Bruxos

Episódio 3345min 56s3 de ago de 2021

🎙️ Episódio 33 · 45min 56s · 3 de ago de 2021

Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, discutem como A Câmara Secreta, em seus méritos e defeitos, prepara o terreno para discussões e tramas complexas dos próximos livros. Lançados mensalmente, os episódios de releitura de Harry Potter trazem novas percepções sobre os livros, que, mesmo tanto tempo após terem sido lançados, ainda são capazes de nos surpreender.

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Transcrição do Episódio

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Sejam muito bem-vindos ao Seminário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E no episódio desta semana, a gente vai dar continuidade a um projeto, que a gente está tocando aqui com o pessoal que escuta a gente no Seminário dos Bruxos, em que a gente está relendo os livros de Harry Potter.

Então, a gente já teve um episódio sobre a pedra filosofal. Se você não escutou, vai escutar. Talvez depois que esse, ou antes, não sei, você decide, mas vai escutar. E aí, este, a gente vai falar sobre a câmera secreta, não é, Marina?

Exato. A gente teve um retorno muito legal sobre o episódio da pedra filosofal, assim. Muita gente falou, ai, nossa, foi muito legal relembrar, repensar algumas coisas. Algumas pessoas falaram que iam reler junto com a gente, ou que iam reler em breve e iam ouvir os episódios e tals.

Eu fiquei muito feliz com esse retorno mesmo. E que, enfim, aparentemente gostaram de nós dois falando. Nós fomos suficiente, Pedro. Somos, meu Deus, feliz.

Meu Deus, emocionada. Falei para o meu psicólogo, até. Então, é isso aí. Estamos continuando a leitura desse segundo livro.

E mais uma discussão. Ah, é legal, tipo, porque a gente já começou, né, enfim, obviamente, o segundo episódio. Mas aí, assim, agora parece que torna mais real, realmente. Estamos fazendo a releitura, estamos avançando.

Não flopou depois do primeiro episódio, né. Flopou não em questão de audiência, porque deu uma audiência super legal, gente, continuar. Mas, enfim, não flopou o nosso projeto, né, de releitura. Exato, exato.

Então, vamos lá, gente. Como vocês já sabem, ou espero que vocês já saibam, esses episódios de releitura não vão ter convidados. Somos apenas eu e Marina. E vamos que vamos, vamos começar já.

Então, assim, Marina, no segundo livro, a primeira percepção que eu tive, quando eu comecei a reler, é que ainda existe uma preocupação muito grande em relação a manter todo mundo na mesma página, né. Do leitor que já tinha lido A Pedra Filosofal, ao que, por a câmera secreta, estava entrando em contato com o Harry Potter pela primeira vez. O primeiro capítulo já deixa isso muito claro, assim, porque, logo nas primeiras páginas, a J.K. Rowling já começa a retomar elementos que vão desde o funcionamento, assim, de Hogwarts, né, até o jogo de quadribol.

Ela explica até como que funciona, enfim, as partidas de quadribol, quais são as bolas, enfim. Será que ela tinha esse medo que os leitores ainda não tivessem lido o primeiro livro? É, então, não sei exatamente se é algo que se vem dela, se é algo que vem da editora, mas eu acho que tem dois viés aí. Eu acho que tem o…

É exata, a pessoa foi lá na livraria, pegou o livro e achou legal, tipo, nem se tocou que tem um primeiro, ou qualquer coisa assim. Então, pra você não perder esse leitor, você tá explicando as coisas de novo. Quanto, eu acho, entre o tempo entre um livro e outro, a pessoa leu e depois ela conseguiu a vida, e leu outras coisas, e depois ela já não lembra mais. Na época, não tinha fã ainda, né, e às vezes as pessoas nem sabiam que era uma série, porque, sei lá, um livro foi lançado muito perto do outro, né.

É exato, eu acho que é mais uma questão de garantir, tá ligado? Assim, tipo, assim, por via das dúvidas, vamos explicar as coisas de novo, pra quem esqueceu lembrar, ou não presta atenção, etc., ou pra quem, por acaso, tá começando por esse livro, sabe? É, é realmente isso, assim, porque eu lembro que eu, por exemplo, conheci Harry Potter por A Câmara Secreta, veja só, não pelo livro. Eu comecei a assistir Harry Potter por Harry Potter e A Câmara Secreta, não tinha assistido, e assisti A Câmara Secreta muitas vezes, antes de assistir A Pedra Filosofal, você acredita?

Ah, que loucura! E eu lembro que assim, foi uma época que ainda existia bastante, assim, você via na casa de todo mundo ainda, tanto DVD quanto VHS. E aí eu lembro, por exemplo, que A Câmara Secreta eu assisti em DVD. A Pedra Filosofal eu lembro que eu já assisti pela primeira vez em fita, assim, sabe?

Porque não tinha no locador em DVD, por algum motivo. Enfim, nostalgia, a parte, né. Então, assim, eu acho importante essa retomada, porque eu nem precisaria reparar, seu filme também faz isso, mas acho que era muito possível, né, que as pessoas conhecessem pelo terceiro, pelo segundo, enfim, não pelo primeiro. Exato, exato, porque tipo, o prisioneiro, né, faz isso também, retoma menos que Câmara, mas retoma, e aí, a partir de cá, ele se enumaça, tipo, meu, se você chegou no quarto livro, ainda mais esse livro, que já tem bastante página aqui, já é considerável, sabe?

Então, por sua conta em risco, entendeu? É. Acho que já é outro rolê, acho que também é isso, já foi da época que o negócio começou a ser muito conhecido, então, aí, acho que não precisava mais, entre aspas, perder tempo com isso. Sim, sim.

E uma coisa que eu reparei também, né, que assim como em A Pé da Filosofal, a narrativa deste livro é muito enxuta, então, a gente tinha comentado naquele episódio que todas as aulas que Harry e Rony frequentavam tinham um propósito para fazer a narrativa avançar, enfim. É um propósito muito bem definido, assim, sabe? Não era só para construir o universo. Eu noto que isso continua, né?

Sei lá, a primeira aula deles, de Herbologia, tem um puta do motivo, que é, enfim, falar sobre as Mondragoras, né? É, não, exato. É sempre para mostrar alguma coisa em que o negócio vai estar dentro. Ali vai ser importante depois.

Queria até aproveitar para comentar, né, que tem a aula do professor Binz, em que ele fala sobre a Câmara Secreta, né? No filme quem fala é McGonagall, né? Mas no livro é o Binz, o que faz muito mais sentido, né? Que ele é o professor de História da Magia.

Exato. E eu achei… É uma cena que eu acho muito engraçada, assim, não o que ele está contando, obviamente, horrível, né, etc. Ataca da escola.

Mas de que ele fica muito surpreso quando a Hermione levanta a mão, né? E, tipo assim, meio que atrapalhou o clima dele, sabe? Porque ele está acostumado a falar, ia falar, ia falar. Porra, você não sabe o nome da Hermione, que é a aluna mais encherida de todos os tempos, né?

Tipo assim, ninguém não ia falar nada na aula dele. Realmente é um grande monólogo. É, é um grande monólogo, exatamente. E aí, enfim, o pessoal vai ficando animado, né, conforme ele explica sobre a câmara, o Simas pergunta coisas, o Dino pergunta coisas, ele lá.

E aí, o Binz, ele tipo, logo ele corta isso. Ele não fica animado, porque a sala fica animada com o que ele está falando. É quase como se fosse uma reação negativa. O pessoal ficar empolgado, eu acho muito…

Que professor nunca, né? Assim, como… Já tive alguns desses, assim. Que loucura, né?

Incrível, que homem, professor Binz. Meu Deus. E eu acho que essa questão das aulas, inclusive, é uma coisa que os filmes… Aí, assim, os livros vão mudando, né?

A gente vai discutir isso nos próximos livros, mas… Mas parece que nos filmes, essa coisa da aula sempre ter um propósito continua nos filmes. Enquanto nos livros, a partir de Prisioneiro e de Cálice, parece que eles começam a ter aulas que, enfim, é só pra, sei lá, aula dos explosivos, sabe? Aula disso, daquilo que é só pra construir o universo mesmo, sabe?

Enquanto nos filmes, não, né? Sim, é porque o filme precisa disso, na verdade. Um filme, se você faz uma cena que não significa, tipo, nada, não vai te levar a nada, não vai te avançar, na narrativa em ponto nenhum, meio que, primeiro que você tá perdendo tempo, você tem um tempo ali, limitado, você não quer fazer um filme muito grande, geralmente, assim, não é um Scorsese, umas três horas e tals, mas também porque, tipo, você acaba, talvez, enganando o espectador, se você faz uma coisa que não vai levar a nada, porque ele fica meio esperando que isso vai ser pra alguma coisa, entendeu? Faz sentido, né?

É, eu acho que é isso, tipo, esses dois primeiros livros favorecem muito os filmes, sabe? Tipo, acho que eu sinto que os filmes são favorecidos pelos livros por causa da questão de ter pouca coisa acontecendo, e o que acontece é diretamente relevante pra narrativa, pro enredo, né, na verdade. Sim, é fácil adaptar, né? Exato, fica mais fácil, e aí você é audiovisual, que é uma coisa que eu acho que é muito mais fácil de entreter do que leitura, aí, nossa, tipo, é muito fácil, assim, porque os columbos realmente deu bastante sódio, eu acho.

Sim, não, total. E no episódio de A Perda da Filosofal, outra questão que a gente discutiu é a relação do Harry com os Dursley, né? No primeiro livro, eles pareciam patéticos, assim, eles eram apresentados de uma maneira mais satírica, até. Ficava difícil, inclusive, a gente levar tanto em conta a maneira como eles tratavam o Harry, porque era tudo muito satírico, né?

Mas neste segundo livro, me parece que a questão se agrava mais um pouco. Então, assim, tem umas coisas muito mais pesadas dos Dursley com o Harry, né, de ameaças, enfim, de, sei lá, negar quase que comida, sabe? E o Valter, inclusive, se destaca como o abusivo, né, mais abusivo do que a Petúnia, que fica um pouco mais calado, observando e, claro, consentindo tudo, né? Você também notou isso?

Sim, total. Eu acho que é porque agora a magia do Harry é 100% uma realidade. Antes, eles achavam que se eles não contassem da família dele, da história dele de nada, eles poderiam, de certa forma, evitar, né? Mesmo com o Harry recebendo a carta de Hogwarts, o Valter vai até o fim do mundo pra tentar fugir, tá ligado?

Vai pensar, não, não vou encontrar, não vou conseguir. Só que agora, pô, o cara, oficialmente, tipo, foi pra uma escola de magia, tem varinha, tem vassoura, tem vários objetos mágicos, todas essas coisas, sim. E, ainda assim, é tipo, é mais real, mas eles continuam tentando da forma que dá reprimir, né? Então, tipo, guardar todas as coisas ali no armário debaixo da escada, né, do Harry, ele não poder mexer em nada disso, né?

Ai, divide, bichinha, né? Totalmente ali presa. Nossa, me dá tanta dó. Então, tipo, eles realmente ficam mais opressor porque eles estão ativamente tentando suprimir algo que o Harry sabe que existe, tá ligado?

Uhum. Qualquer sinal daquilo, ao mesmo tempo, é aquele momento em que eles ainda não sabem, né, que o Harry não pode fazer magia fora da escola. É, eles descobrem quando o Harry, quando o Dobby vai lá e fode com tudo, né? É, exato, por causa da carta do Ministério, né, que revela isso.

Então, tipo, ele tinha uma certa vantagem de que ele podia fazer certo gesto, certas ameaças e conseguir se safar mais. Sim. Aí ele perde isso, uma pena. Aí vem o Dobby, enfim, uma falda Hopkirk, sei lá como fala o nome dessa mulher, mas é um…

Um voto que esteja bem, uma falda Hopkirk. Voto que esteja de bem, exatamente. Ai, que mulher. Que mulher.

E outra coisa que a gente comentou bastante no episódio de A Pedra e a Filosofar, gente, é o foreshadowing. Para quem não lembra, ou para quem ainda não escutou aquele episódio, deixa eu explicar de novo o que que é isso. Não existe uma tradução para esta palavra em português, mas seria algo em torno de prenúncio ou pista. Ou seja, há menções neste livro a elementos que vão ser relevantes no futuro.

Você continuou percebendo essas pistas neste livro, Marina? Eu confesso que não muito, sabia? Eu acho que meio que ela apresenta alguns conceitos no primeiro, assim, algumas coisas de… Enfim, a gente menciona bastante coisa no primeiro episódio, né?

Agora, no segundo, eu não achei tanta coisa assim. Não sei se é porque tem um mistério bem grande que está rondando a escola toda, né? Não é só. O negócio da Pedra e Filosofar é muito focado aí no Herr Hornemione.

Tipo, eles que estão ligados no que está rolando, né? Uhum. O resto da escola está completamente de fora. Sim, sim.

O negócio da câmera, eu acho que é mais expandido. Ah, não sei se não dá tanto espaço, né? Eles descobrindo mais do que as pessoas falando. Você não notou nada, então?

Então, eu notei a questão da poção Polissuco, que não sei se necessariamente seria um foreshadowing, mas que é um elemento que é bem importante, porque é esse primeiro momento que eles fazem, né? Para poder invadir a sala acumulada de Sonserina, descobrir se o Draco é ou não o herdeiro e tals. Mas é uma poção que vai voltar e vai ter sempre relevância, né? Com o Mude, né?

Com o Bartô Quatro Júnior fingindo ser o Mude. Ali, quando eles vão invadir o Ministério em relíquias da morte, que eles usam também, sabe? Tipo, é uma coisa que fica muito forte, eu acredito no imaginado do leitor, o que é a poção Polissuco. Não é um nome que você esquece, sabe?

Não é uma coisa que você esquece. Ainda que, para eles prepararem a poção, eles têm todo um rolê de pesquisar como fazer, depois fazer, Hermione virar um gato, enfim. Sim. Acho que o maior foreshadowing que tem é de que a gente encontra primeiro o orcurx.

É uma coisa que eu acho que, tipo, é muito claro agora, sabendo toda a informação, que aquilo é um pedaço da alma do Voldemort, né? Acho que, na realidade, Câmara Secreta tem esse grande papel de preparar a terreno para livros, enfim, nem para o terceiro, mas assim, preparar a terreno para o quinto, sexto, sétimo, né? Sim. Eu notei uma questão que pode ser que eu esteja surtando, mas enfim, tem a ver com essa questão das orcurx, mas que o Dobby menciona as orcurx do Voldemort logo no segundo capítulo de A Câmara Secreta.

Tem um momento que ele está conversando ali com o Harry, falando sobre como ele está preocupado com o Harry voltar para Hogwarts, e aí o Harry fala, não, mas lá tem o Dumbledore, e o Dumbledore, enfim, o Voldemort tem medo do Dumbledore, e aí o Dobby diz, há poderes que não, poderes que nenhum bruxo decente, tipo assim, esse é o diálogo, tipo, dá a entender para mim que o Dobby sabe que o Voldemort criou orcurx, que são poderes que nenhum bruxo decente se envolveria com isso, como diz, enfim, o próprio Lockhart lá no Enigma do Príncipe e tudo mais. Aí eu fiquei pensando, né? A gente sabe que o Lúcio não sabia que era um orcurx, mas assim, o Dobby poderia muito bem saber, porque, enfim, ele tem conhecimento de magia também, enfim. A gente não sabe até que ponto é, mas assim, sei lá, sabe?

Fico pensando, será que ele sabia que aquilo era um orcurx? Ah, eu acabei de falar uma coisa que não é errada, gente. Eu falei o Lockhart que menciona no Enigma do Príncipe, na realidade quem menciona isso obviamente é o Slughorn. Eu, enfim, me confundi aqui, mas o ponto é, eu acho que o Dobby sabia de tudo, gente.

Erros em Hogwarts. Então, eu acho que ele sabia até certo ponto, porque isso ele sabe que tem a ver com Voldemort e isso ele se impede de falar pro Harry, né? Porque seria um nível máximo de traição ao mestre dele, não vou ler assim. Só que, tipo, eu não acho que ele tem noção de que é um orcurx.

Acho que ele entende que é um objeto das trevas que tem o poder de matar pessoas de alguma forma. Eu não acho que ele tem noção, porque, tipo, o Lúcio também não sabe, né? E aí, assim, eu não acredito que os elfos domésticos têm um conhecimento superior sobre magia de forma teórica, tá ligado? Uhum.

Tipo, eles conseguem, enfim, não precisa de varinha, né? Aparata quando quiser, faz as coisas lá, eles são realmente, assim, tem muita magia. Mas eu acho que pra ele ter conhecimento de orcurx, cara, acho difícil, porque o Voldemort teve que ir longe ali pra conseguir a informação com o Slughorn. E aí, eu não sei se outras pessoas sabem, o Dumbledore, né, fica ali nessa busca pra conseguir que o Harry também consiga informação com o Slughorn, pra ter certeza, ele imagina, mas ele não tem certeza.

É, o Dumbledore sabe, porque, assim, ele é o Dumbledore, né? Quando ele descobre a palavra orcurx, ele fala, porra, faz sentido. Então, tipo, ele conhece aquilo, porque o próprio Slughorn também conhece, né? Então é um negócio que magos mais velhos, enfim, muito, muito fodões conhecem, mas sei lá.

Eu sinto que a J.K. Rowling, o Dob pode não saber, mas a J.K. Rowling, quando escreveu essa frase, foi pensando nas orcurxes. Não, isso com certeza.

É, eu não sei se fica irreal até do Dob, né? É meio que, tipo, o Dob fala isso, mas sei lá. Não, é porque é isso, tipo, ele sabe que é magia negra, ele sabe que tá ligado ao Voldemort, tá ligado? Então, tipo, eu acho que é uma conclusão meio lógica, sabe?

Tipo, assim, o cara enfeitiçou um objeto que pode matar pessoas, entendeu? Talvez isso não é uma coisa que seja tão fácil de você simplesmente, tipo, derrotar. Uhum. Eu peço um pouco pra essa pegada, assim, porque, de fato, a J.K.

Rowling sabe, né, a gente tem a primeira orcurx nesse primeiro livro, ela é destruída. E eu acho que é uma orcurx, inclusive, que é a única que a gente tem um contato, de, tipo, de ver o Voldemort em si. Sim. Porque o resto, tipo, é isso, eu falo a vozes, né?

Tem umas projeções, tem umas coisas, mas nenhuma chega tão perto de conseguir essa forma de se reviver que nem essa primeira, né? É, eu acho que essa era uma das mais fortes, assim, né? Se não a mais forte nesse sentido. Foi quase, assim.

Mas eu acho que é a mesma coisa, essa fala do Dobby é, tipo, a mesma coisa que o Hagrid fala também. Pra quem não lembra, gente, o Hagrid fala que, assim, eu não acho que ele é humano o suficiente, né, pra morrer. Alguma coisa assim, né, Marina? Exato.

Então, tipo, ele tá certo e se você aplicar as orcurx mais ainda. E o Dobby também tá certo, se pensar nisso. Mas é porque eu acho que eles não têm a noção do que eles estão falando, mas eles estão acertando, tá ligado? No chute.

Sim. E por falar no Dobby, aliás, outro assunto, mas, enfim, por falar no Dobby, é nesse livro, inclusive, que a gente é apresentado pela primeira vez a ele, né? E ao mesmo tempo em que tentar salvar o Harry e até se punir por isso é um grande ato de coragem e atruísmo, ele exagera, né? É.

Bichinho, mas, assim… Cara, ele é bem intencionado, mas difícil, tá ligado? Tipo, o Harry fica… né?

O Harry, ele tenta muito ser gentil e ser educado com as pessoas, né? Eu acho que é um pouco do que ele não teve com os Dursley, né? Então, o menino lá, o Dobby, o menino, o Dobby invade o quarto dele e ele fala, senta, né? Fica à vontade, tipo, estranho ser daqui, mas senta e tal.

O Dobby fica, meu Deus, como senhora bondosa, etc. E começa a fazer, nossa, berreiro. Exato, assim, ele é gentil, aí ele fica tentando ver no que o Dobby fica se batendo, fica gritando, ele, ai, meu Deus do céu, gente, eu vou me ferrar se esse cara não calar a boca. E aí ele vai ficando mais desesperado, né?

É tipo, depois quando eles se encontram de novo, né? Lá na aula hospitalar, velho, depois do rolê do balaço. Tipo, a menina, velho. O Harry tá puto com ele.

Nossa, putaço. E com razão, tá ligado? Porque, tipo, é uma contenção. Mas, mano…

Mas para. Não, pois é. Mas é isso, uma pessoa que você nem conhece, você não pediu pra te proteger. Eu confesso que fiquei com um ranço.

Fiquei com um ranço do Dobby, sabe? Nesse livro. No início, especialmente. Que não é.

É, eu acho… Eu acho difícil, assim. Mas você vê que ele é muito emocionado. Eu acho que essa…

Enfim, não quero adiantar episódio, mas ele é canceriano, né? Nossa, verdade. Então… É emocionado, entendeu?

E aí ele quer muito fazer as coisas. E aí ele fica… Qualquer coisa que o Harry faz, ele acha que é muito grandioso. O que ele não vai fazer pra proteger o Harry Potter?

E mais pra frente, também, sabe? Assim, tudo que ele faz, tudo que ele sacrifica, o que acaba sendo um grande sacrifício depois, na morte dele, né? Realmente. Por isso que é tudo tão bem construído nesse sentido, né?

Faz sentido pra história. Mas enrita. É, exato. E aí é bom lembrar, né?

Enfim, pra quem tá acompanhando com a gente, os livros e tudo mais, que o Dobby, ele continua sendo uma figura muito presente. Né? Nos livros. Nos filmes que ele some e é substituído pelo Neville.

Mas ele continua sendo presente e importante. Sim, com certeza. Eu acho que é uma introdução legal. No sentido de que realmente ele surge ali pra tentar salvar o Harry.

Mas sem pé na cabeça, né? Tadinho. Fazendo muita bosta. No meio.

Exato. Inclusive, só queria comentar que eu acho perfeito duas coisas que são causadas pelo Dobby, né? Enfim, consequências do que o Dobby causa. De quando o Harry e o Rony não conseguem, né?

Entrar pela barreira da plataforma 934. E eles pegam o Ford Younger. E aí, a primeira coisa que é muito boa é que quando eles saem ali do salgueiro lutador, a Edwige sai da reguela dela e vaza. Puta aça, com o Harry.

E ela demora mó tempo pra perdoar ele. Eu acho isso muito bom, tá ligado? Boa parte do tempo a Edwige está brava com o Harry, né? A Edwige está puta sempre, né?

É tipo assim, no filme ela não tem personalidade. Seria difícil ela ter. Mas, enfim, nos livros ela tem muita personalidade, né? Que mulher.

Ela fica, gente, aqui que eu fico me metendo com esse moleque. Que doideira, velho. Ela poderia trazer melhor gente voada, né? Então, tipo, me meter nesse meio desse inferno desse carro.

Ai, é muito bom. Eu acho muito bom. E a outra parte muito boa é de quando a McGonagall, né? Está falando com o Harry e com o Rony logo depois.

E ela vira pro Harry e fala assim, por acaso você não tem uma coruja, não? Você não podia ter enviado uma carta, né? Pra Hogwarts falando que você perdeu o seu trem ao invés de ter pegado um carro voador. E aí o Harry fica, eita, verdade.

Tipo assim, ele não tem justificativa. Tipo, fui burro. É, como ele vai ser ainda muitas vezes, né? Ao longo dos próximos livros.

Mas a coisa do Grifinória, né? É. É realmente uma coisa, vamos, vamos. Rony também.

Meu Deus, eu acho muito engraçado. É isso. Mudando um pouquinho de assunto, uma coisa aqui. Mas mudando não tanto, né?

Porque a gente está falando tudo sobre o Rony também. A relação do Harry com os Weasley, com a família Weasley, é um dos pontos altos pra mim, de A Câmara Secreta. Ela é muito mais explorada, inclusive, nesse livro. Até se a gente for comparar com livros em que há mais páginas e mais capítulos que se passam na toca.

Como é o caso de O Cádiz de Fogo, né? O que você acha dessas cenas assim, Marina? Também te agrada? O que você acha?

Eu acho assim, ficou apaixonada pela família Weasley, assim. Nesse livro. É o primeiro contato, né? Do Harry, de fato, com essa família, né?

Tão grande e tão amorosa. E ele fica encantado e eu fico encantada também. Ele acha tudo incrível, né? Uma casa totalmente mágica, com muita coisa diferente.

Eles entram na toca, né? Depois de o Rony e o Fred e o Jorge resgatarem ele lá dos Weasley. E o Rony fica meio envergonhado, né? Ah, não é muita coisa.

E o Harry fica, cara, não, isso é magnífico. Tipo assim, ele não tá nem aí, assim. Existe, eu acho, que um certo constrangimento do Rony, mas até dos outros Weasley, em alguns momentos, sobre a situação financeira deles, né? Mas o Harry só fica, tipo assim, meu Deus, eu queria essa família pra mim, eu queria essa casa pra mim, eu queria essa vida pra mim, sabe?

Porque ele vê muito amor, sabe? Tipo assim, muita coisa que ele não tem. Então, tipo, eu acho muito legal, assim, esse primeiro contato. E como, enfim, a perspectiva das pessoas, né?

Como que é pras pessoas ali, né? Todo mundo, todos os irmãos ali envolvidos que sempre tiveram aquilo. Então, não é uma coisa que eles valorizam no geral. Agora, pro Harry é uma coisa totalmente inédita.

Pra ele, assim, realmente é o supra-sumo. Sim, com certeza. As cenas que se passam na toca também dizem muito pra gente sobre o Rony, né? É possível a gente entender muito de onde vem a insegurança dele, né?

Que é muito por conta da falta de dinheiro, né? Isso é uma coisa que fica bastante evidente nesse livro. Eu noto, assim, não só ali, mas quando eles vão ali pro Pico Diagonal, enfim, eles entram em contato com a família Malfoy. E aí o Lúcio super faz questão de falar se eles são pobres, enfim.

Acho que esse livro constrói muito o Rony também, né? Quem é o Rony? Não, com certeza, né? Você tá mais inserido ali de como que é a vida dele, né?

Tanto disso, isso pode ser bom e ruim, a questão de ser uma casa com muita gente, né? Com muita gente falando o tempo todo, né? Assim, o Fred Jorgensen no saco do Percy, o Percy bravo, tá ligado assim? É legal, mas é um inferno ao mesmo tempo.

É, não, exato. Acho que até um ponto ali que talvez você canse, né? E no Pico Diagonal, cara, realmente, né? O Harry fica meio constrangido, né?

Quando eles vão ali no Gringotes. E aí, tipo, mal tem… Acho que se tem um galeão, é tipo um galeão, sabe? Ali no Crofo dos Weasley.

É uma família enorme, eles não têm nada. Realmente é tudo mais ali de segunda mão. Enquanto dele é um cofre, assim, lotado. É, não, exato.

E só pra ele, né? Uhum. Então, tipo, é uma coisa muito diferente. Mas você percebe que todos ficam, não é só o Rony, em certo nível constrangidos com essa questão da falta de dinheiro.

Uhum. Ah, olha uma coisa que eu lembrei, que é um foreshadowing. A gente vê o armário sumidouro. Nossa, verdade.

Na Borgin e Burks, quando o Harry, né? Ele vai pra travessa do tranco, porque ele fala errado, beco diagonal. E aí ele sai ali na Borgin e Burks. E aí ele entra, né?

Ele chega a entrar no armário ali pra se esconder do Draco, que é o armário sumidouro que o outro lado tá lá na sala precisa, que é o que o Draco vai usar em Enigma do Príncipe pra trazer as coisas da Maldiçoada pra tentar matar o Dumbledore e depois pra trazer os Comensais, né? Que é a batalha que tem no final de Enigma. É até isso, é verdade. É um item bem importante.

Verdade, né? Não tinha lembrado também, tá vendo, gente? Olha, a gente faz a pauta do podcast, mas ao mesmo tempo a gente constrói ela enquanto a gente tá gravando. Olha aí, olha o que é espontaneidade, né, gente?

Mas é isso. Eu acho inclusive que a gente tem um bom olhar sobre os Malfoy, né? Em contraponto com os Weasley. Em que sentido, você acha?

Eu acho que você, principalmente essa interação que você vê entre o Lúcio e o Draco, né? E até o Lúcio e o cara lá da Borgin e Burks, não sei se é o Borgin ou o Burks, né? De tipo assim, de como existe essa arrogância, de como existe realmente essa noção de que eu sou superior a tudo isso aqui. O Draco é extremamente mimado, meio insolente até.

Tipo, ele fala pro pai dele, ai, mas eu achei que você ia comprar um negócio pra mim, sabe? Um negócio assim, achando que o mundo deve algo a ele, assim. Aí o Lúcio também não é amoroso, não tem paciência, não tem nada. Ele chega a fazer comentário, por exemplo, né, de tipo, o Draco fala de novo do Harry e fica, nossa, você tá falando de ser moleque o verão em todo, insuportável.

Mostra bastante sobre a relação, né, da família Malfoy, em tão poucas páginas. Sim, ele fala tipo assim, nossa, uma vergonha que a primeira da sua sala é Hermione e não você, tá ligado? Uma sangue ruim tá te passando. Então mostra como é uma relação de expectativas…

Não saudáveis, né? E também elitista, né, assim, como eles se portam dessa forma, tá ligado? Porque não tem a minha… é isso, tipo, é você ser escrotão mesmo, porque o Draco, pelo menos ali, ele é uma criança ainda, né?

Agora o Lúcio é um adulto muito bem formado, entendeu? E aí a primeira chance que ele tem é que ele tá tentando humilhar o Arthur, tá ligado? Na frente da família. É, ridículo mesmo, né?

Cara, a aptitude de bullying, assim, na cidade não faz o mínimo sentido, realmente. Parece que você tem que ficar se mostrando o bambambão o tempo todo. Cara, você já é milionário, fica na tua, tá ligado? Cala a boca, cara.

Não, total, é, eu acho que isso mostra bastante e vai ser… vão ser questões importantes, né, pros próximos livros. Especialmente pra Ordem da Fênix e Enigma do Príncipe, né, onde eles são tão, enfim, os Malfoy começam a ser tão maltratados pelo Voldemort, né? É, é, é que por um lado você fica, poxa, que droga, por outro lado, bem feito.

Exato. E inclusive é neste livro, né, que a gente começa a ter a discussão sobre essa questão do sangue ruim, do sangue bruxo, né, que também é um elemento muito importante pra série toda, pro Voldemort, enfim. É neste livro, aliás, que a gente começa até a se adentrar em discussões mais profundas, né? Uma das quais, inclusive, é responsável por supostamente tornar as pessoas de Harry Potter menos preconceituosos.

Segundo algumas pesquisas científicas, a gente inclusive já fez um episódio sobre isso no podcast, pra quem se interessar, depois vai lá. Mas voltando, é um livro que começa a abordar a questão do sangue, né, a questão da escravidão dos elfos domésticos, enfim. Ele começa a se tornar mais denso. Mas é, eu acho que ele…

eu fiquei um pouco empaquetada, sabia? Quando, enfim, depois da cena lá do embate ali no campo de quadribol, que o Rony tá vomitando lesma e aí eles conversam na cabana do Hagrid sobre a coisa ser sangue ruim. Que, inclusive, quem fala sobre o que é ser sangue ruim é o Rony, tá, gente? Isso é importante.

Porque é uma questão, de certa forma, meio próxima a ele, apesar de ele ser de uma família de sangue puro, né? Tem isso, ele é da famílias originais, os 27 lá, não sei o quê. Mas eles subvertem isso, né, os Weasley, que eles são chamados de traidores do sangue. Nossa, isso é muito pesado, né?

É, é pesado, assim, tipo, é uma coisa que não é, enfim, tão usada, né, contra eles o tempo todo, mas acho que fica sempre aquele climão. Que eles deveriam se dar o respeito, acho que é um pouco isso que esses pessoal, assim, das outras famílias pensa, talvez. E aí tudo isso porque o Arthur, né, enfim, gosta muito de trouxas e de coisas trouxas, o departamento que ele trabalha, né, enfim. Então acho que é meio próxima do Rony essa discussão, de certa forma.

Então até faz sentido ser a pessoa que fala e tal. E mas o que me impacta é sobre como é uma questão muito importante nos livros de Harry Potter que vai se desenvolvendo de diversas formas, né, em diversos enredos diferentes e que é que culmina nesses nascidos trouxas sendo perseguidos loucamente pelo ministério tomado pelo Voldemort, em relíquios, né. Que é uma coisa, assim, absurda, a perseguição que é feita nessas pessoas. Mas aí eu fiquei, caramba, que loucura que a gente passa um livro todo pela filosofa sem saber disso, né, que é tão importante.

Quase como se a câmera também, assim, apresentasse elementos que são tão importantes que é como se fosse um livro 1 parte 2, né. Com certeza, né. Muitos conceitos muito importantes. Eu achei, tipo, muito louco pensar nisso de como talvez, sei lá, a pessoa leu pedra e, ah, legal o livro, beleza, vou ler câmera.

Tipo assim, não tendo noção de que olha o assunto que está sendo introduzido aqui, tá ligado? Olha essa alegoria racismo, coisa foda, entendeu? Então, tipo assim, é uma coisa que não vai atingir, né, nem deveria também atingir seu ponto máximo ali nesse livro. Mas eu já acho que tem umas ponderações interessantes.

É, inclusive, eu tenho a impressão de que, assim, ele dá início a discussões que vão ser complexas, né. Ele não é ainda tão complexo nesse livro, né. Não, exato, porque, tipo, é isso, né. Você aprende o conceito, porque ele vai ser importante.

É isso, todos os sangue ruins, né, todos os nascidos trouxas estão sendo atacados ali, estão sendo as pessoas petrificadas. Então, elas são um alvo. E, né, enfim, no final, né, quando Voldemort fala, ele fala de, por exemplo, mudar de nome para não ser associado com o pai dele, que é trouxa. Você vê o Lúcio discursando em alguns momentos ali, por exemplo, quando o Hagrid vai ser preso, por exemplo.

Quando ele fala, né, de tipo, aí, esses alunos nascidos trouxas, assim, ele tenta ser um, né, bem sádico, tipo, aí, uma pena, realmente, com essas pessoas sendo atacadas. Então, você vê, assim, todas as noças. Mas, por enquanto, eu acho que é uma coisa mais, tipo, isso é errado. Não entra tanto na discussão, né.

É, exato. E é engraçado que não tem muito peso, assim. O significado não é muito grande para o Harry e para a Hermione, né. A Hermione, enquanto nascida, trouxa o Harry como um mestiço, porque eles não sabiam.

Você não sabe que um preconceito contra você existe. É doida. Porque eles estão entrando no universo, né. Uhum.

É, e outra coisa bem marcante para mim nesse livro é que o Voldemort quer entender, né, nesse livro. Ele quer entender direito quem é o Harry, afinal. Se o Harry é poderoso, até onde vão os limites do Harry, os poderes dele. É a primeira vez, inclusive, que eles param e tem uma conversa.

É também ali que, enfim, acontece a destruição da primeira crux. Então, qual é a relevância, você acredita, assim, desse capítulo, desse encontro deles, dessa conversa deles, para os próximos livros, né. Para a relação que eles vão ter nos próximos livros. Cara, eu acho muito interessante, assim.

É, realmente, assim, de… Para mim é muito louco que o Voldemort, um dos pontos, obviamente ele quer matar o Harry e voltar à vida, etc, etc. Mas ele quer comprovar o que ele, na cabeça dele, já é verdade. Mas ele tem uma sede de segurança de que o Harry seja mais poderoso do que ele, né.

Uhum. Ele tem realmente esse receio, tipo, não, mas não é possível. E aí ele fala, não, ele comprova, não, realmente, você não é nada, eu sou superior. O que lá foi um…

eu ter perigido para você enquanto você era bebê foi… E o ano passado. É, não, exato, foi um deslize, foi uma coisa, assim, que não vai voltar a se repetir. Porque é totalmente ridículo, sabe, assim, nada a ver.

Mas mostra o quanto ele é inseguro, né. É, exato, porque eu acho que talvez a coisa que o Voldemort mais prece da vida dele é o poder. Uhum. E a ideia de não ter isso, meu Deus, ele…

Surta Frozen. Exatamente. Então eu acho que ele fica bem, meu Deus, então ele tem essa necessidade, enfim, coisa de vilão, né. De ficar fazendo discursinho pro Harry, porque ele quer, assim, se afirmar.

Eu acho que é muito isso. É muito isso. Eu falando, eu diminuindo ele, ele quer se provar dessa forma. Por isso que ele fica no discursão e tudo mais, né.

E eu acho que… é que eu fico imaginando que loucura que deve ter sido, assim. Eu lembro quando eu era criança, vendo filme, né. Sobrindo que aquele menino era o Voldemort.

E que eu fiquei… Imagina pra quem ele leu o livro, né. Tipo, a primeira contato foi o livro. Muito louco, imagina quem tava…

A gente achou que não tinha nada a ver com o cara, que era outra questão. E aí não, era isso, tá ligado. Tipo, para ele, meu Deus, ele mudou de nome. Ninguém, nenhuma mãe deu filho de Voldemort.

Exato. E aí outro personagem que discursa muito, né, gente. Isso inclusive tem, inclusive nos filmes, né, não fica recrito aos livros. É o Lockhart, né.

Discursos muito menos importantes, muito mais chacotas, engraçados. Tem um que ele diz ali no final do livro, que eu acho bastante interessante. Se você quer ser famoso, você tem que estar preparado pra dar duro, sabe. Apagar a memória alheia, aparentemente é dar duro, né.

Mas enfim, cada doido com a sua doideira. Mas a questão da fama, eu acho que de alguma maneira o Lockhart traz pro Harry, né. Que é uma questão que vai ser importante pra ele no futuro, né. É que, cara, é ridículo, né.

Eu acho que o Lockhart, ele criou o influenciador digital. Meu Deus do céu, é isso. Né, assim, fazendo de tudo pra aparecer. Pessoas que trabalham muito duro, pessoas que, né, é isso.

Exato, o primeiro influenciador digital foi ele. E é isso, é ridículo ao mesmo tempo que é muito engraçado. Aí me dá raiva ao mesmo tempo que eu fico, meu Deus. Porque é isso, ele tem umas falas, ele quer convencer a si mesmo e ao Harry.

Que ele é mais famoso que o Harry, velho. Tipo… É um problema, assim, né, de… É biscoiteiro também num nível, né, tipo…

É não, iludido, assim. Tipo, fora da casinha, tá ligado. Ele fica tipo, né, no início, quando o Colin, né. Tá pedindo autógrafo pro Harry.

E aí o Draco, né, caçou. Ah, agora tá pedindo autógrafo, o Harry, não sei o quê. E aí o Guido fala, nossa, mas nesse seu início da carreira, assim… Eu entendo que a fama é uma coisa que ludibria, que é incrível.

Mas nesse seu início ainda, em que você não é tão famoso, assim… Tá ligado, tipo, o cara é só o mamão do bruxo, velho. Gente do céu, que poque é essa? E o quanto isso é real, né?

Quantas pessoas parecidas com ele existem no mundo real, né? É assim dormida a subcelebridade. Exato, exato. Mas essa coisa, né, do você quer ser famoso, você tem que estar preparado para dar duro.

É bem interessante, né, porque ele… Sim e não, né, no caso dele. Digo, tipo, não dá pra você tirar o mérito dele de fato ter ido lá, atrás do pessoal. E usado fechinhos da memória.

E usado toda a história e vendido. Isso foi um plano bem inteligente pra conseguir. Mas ao mesmo tempo é isso. São coisas que você não fez de forma alguma, né.

Você podia dar duro, por exemplo, realmente estudando pra ser um bruxo muito poderoso. Ou qualquer coisa assim, né. Se bem que talvez pareça que ele não tem a habilidade mesmo. Não, né, eu não acho que tenha.

Uhum. E eu acho que também é aquela coisa do… Na hora do vamos ver, assim. Tipo assim, pegando os influencers, né, como exemplo.

De quando a pessoa na câmera fazendo vídeo, fazendo stream, fazendo essas coisas assim. A pessoa parece super legal, né. E aí ao vivo é uma porta. Acho que todo mundo em Hogwarts, inclusive a Hermione, descobre isso, né.

Sim, sim. Tipo, na primeira aula, velho. Do negócio de Diabretis, o Rony já fala assim. Meu Deus, esse cara não sabe o que está fazendo.

Não sei o que a Hermione fala assim. Ah não, mas olha tudo que tem no livro dele que ele já fez. Aí o Rony fala que ele diz ter feito, né. Que querendo ou não é um foreshadowing para…

É um prenúncio, né. Pro que vai ser revelado nesse próprio livro no final dele, né. Não, exato. Tipo, o Rony já sacou, assim.

Porque realmente não faz sentido. E aí o cara não devia realmente ter se metido de ser professor de Hogwarts. Porque, tipo, ia ser óbvio que as pessoas iam descobrir. Exato, meio burro ele, né.

Inclusive, eu acho muito engraçado também no final ali que a McGonagall… Né, foi todo mundo junto na coisa da câmera. E aí eles se viram, né. Pro Lockhart fala assim.

Ah, mas você não falou que você sabia onde era a câmara? Não sei o que, não sei o que lá. Ele fica… Ah, tá ok.

Assim, assim. Com medo, mas fala, vou. Aí depois ele está fugindo, no caso, né. Mas aí depois que ele sai, a McGonagall fala.

Agora que a gente se livrou dele. Aí ela é perfeita, né, gente. Já começa a se mostrar perfeita nesse livro. Que ela vai fazer a mesma coisa que a Dolores no quinto.

Exato. Então, tipo, gente, ninguém está falando. Gente, o que que é isso? Assim, é aquela coisa, né.

Talvez… Eu sei que é uma situação difícil pro Dumbledore. No sentido de que ele era o único candidato, né. Uhum.

O Lockhart. Mas ao mesmo tempo, cara. Será que é melhor não aprender nada? Será que é melhor não ter professor?

Trocar um professor, tipo, procurar um candidato. Fazer trocas, né. Colocar algum outro professor pra ensinar defesa contra as artes das trevas e… Sei lá, né.

É que eu acho que já está naquele ponto. As pessoas já estavam meio, tipo, é maldiçoado, né, o cargo. É isso aí. É isso.

E pra gente finalizar a nossa discussão, gente. Pra gente finalizar? Não, né. Pseudo finalizar.

Pseudo finalizar. Eu tenho impressão, as vezes, um pouco no fandom. Que as pessoas não gostam muito de A Câmara Secreta. Eu ouço muita gente dizer que, sei lá, na escala de favoritos.

No caso, Câmara tá no sétimo. Não é favorito. É role de ninguém. Nunca vi ninguém falar, inclusive, que Câmara é o livro favorito.

Ah, esse é o meu livro favorito. Por que será que tem essa coisa com Câmara? Eu tenho impressão, assim, Marina, de que não é um livro ruim de jeito nenhum. É um livro bem escrito.

É um livro, assim, tecnicamente falando, é um livro muito bom, sabe? Redondinho, aparadinho, todas as pontas. Mas não é uma história marcante, sabe? Ela é uma história esquecível, em comparação com os outros livros.

E também, enfim, é muito direto ao ponto, né? Sim. Eu confesso que eu fiquei bem surpresa, né, dado a tanto tempo que eu não leio e tals. Quando chegou na parte da Câmara em si, né, o final.

De que, tipo, gente, é dois segundos. O Harry mal entrou, ele já tá destruindo o basilisco, sabe? Uhum. Realmente, assim, é muito rápido.

Não dá pra você sentir um impacto que, gente, o Harry novamente enfrentou o Voldemort. O Riddle é o Voldemort, né, e tals. Depois desse ano todo conturbado que ele teve, né? Uhum.

Tipo, não dá tempo de você, sei lá, realmente sentir o que é aquilo de fato. Então, eu acho que mais do que pedra, assim. Porque é realmente a resolução desse grande mistério, né? Uhum.

Eu acho que pesa um pouco mais isso. É isso. É tipo, a Câmara sofre porque tem outros seis livros que são melhores do que ele, entendeu? Tipo, é porque ele tá inserido dentro disso.

Enquanto filme, por exemplo, eu sei que também muita gente não coloca como favorito nunca, mas eu acho que acaba funcionando melhor porque aí o filme tem que ter um clímax, né? Então, eles aumentam a parte do basilisco, né? O Harry fica andando pelos canos lá por um tempo, etc. Ei, eu ia falar justamente isso, sabe?

Essa questão de que ele corre, aí o basilisco vai entrando perto dele, aí depois ele joga lá, enfim. Parece que é mais emocionante, né? Uhum. Então, acho que fica realmente essa impressão que, enfim, é como existe no início desses livros, né?

Que é tudo muito direto a ponto, tudo papum, sabe? Depois isso não acontece mais. Mas nesse início eu acho que é muito presente essa coisa muito rápida mesmo, assim. Aí eu fiquei…

Confesso que eu fiquei um pouquinho triste depois que acabou o livro. Eu queria poder ter tido mais tempo, sei lá. É, eu acho que ele é curto demais nesse sentido, né? Eu acho que na realidade, assim, inclusive em relação a essa questão do filme, você sentiu alguma falta de alguma cena do filme?

Eu particularmente não, acho que na realidade, assim, o filme ele consegue ter um final melhor, um clímax melhor do que o do livro, mas ele eu acho que é até fiel demais, assim, pouco inspirado, né? A gente pensa ali, tipo, o que ele acrescenta, assim, para o universo cinematográfico de Harry Potter? Muito pouco, assim, sabe? Porque, assim, não tem um grande salto de pedra para a câmera.

Aposto que tem um salto gigantesco de câmera para prisioneiro. Sim. Eu acho que são algumas outras questões, né? Acho que a questão de ser o mesmo diretor do primeiro e do segundo e tals, assim…

É, eu não quero me alongar muito sobre o filme pelo fato de que a gente ainda vai fazer um episódio só sobre os filmes, né? Assim, um de cada filme no futuro. Mas, tipo, eu acho que ele funciona muito bem como um suspense infantil. Eu, enquanto criança, ficava, assim, agoniadíssima, com medo.

Nossa, eu também. Sabe? Então, tipo, é incrível isso. Porra, hoje em dia é difícil fazer uma coisa, uma coisa de terror que seja para criança, sabe?

Não, e era um terror, na realidade, que me assustou muito quando eu criança. Então, exato, porque você fica impressionado mais fácil, né? Então, assim, não vai ter nada super grotesco, né? Não vai ter, nossa, uma coisa que não vai deixar a criança, assim, mal para sempre, traumatizada.

Não é isso. Mas eu acho que ele traz uma carga, assim, de medo, de meio, o que vai acontecer? Essas vozes, né, assim… Ouvir vozes não é bom sinal, nem no mundo bruxo, todas as coisas assim.

Acho que, assim, o que eu daria a dizer que eu sinto falta, talvez, no filme, seria de, tipo, dessa fala que eu acabei de falar, do mundo bruxo ser do Rony. E de quem fala de sangue ruim ser o Rony. A Senna tá lá. O seu problema tá quem tá falando ela?

Porque já começa aí, né, o problema da construção do personagem, né? Gente, ele tá ali no mundo bruxo, ele é de família bruxa. Ele sabe dessas coisas. Não faz sentido.

Da Hermione ser para a pessoa falar, do Hagrid ser para a pessoa falar, sendo que, tipo, quem sabe daquilo ali é o Rony. Acho que seria só isso mesmo, assim. De resto, acho que isso é uma coisa que eu acabei de lembrar, de que a gente falou do primeiro episódio, né, de como realmente, realmente a Sonserina é construída para a gente odiar ela e é isso aí. Aqui, então, meu Deus.

E aí, então, um livro dedicado ao hate à Sonserina. Total. E aí, depois, precisa alguém falar que a gente que tá jogando hate na Sonserina, dá licença, gente. Os livros, né, levam a gente a ter essa impressão todo momento.

Não, a ideia da Sonserina, o Salgueis Lirtwin, que brigou com todo mundo, deixou o monstro lá dentro, né? Tipo, então, realmente… Ah, e uma outra coisa, gente, desculpa, tô lembrando agora. Hoje a Marina tá até inspirada, gente, durante a gravação.

Hoje eu tô espontânea. É, o Evandro, né, a gente tava conversando sobre uma coisa… Evandro, pra quem não sabe, é um colega nosso do Itch, um amigo nosso do Itch que, inclusive, aparece muito aqui no Seminário, gente, pra quem não escuta sempre. Exato, tá aqui todo dia.

E sobre a questão do basilisco petrificar as pessoas e não matar elas. E aí ele tava me perguntando, tipo assim, tipo, mas você não acha que é muito conveniente que todas as vezes que o basilisco tenta atacar a pessoa, em vez de morrer, é petrificada? Sempre tem algum fator, né? As pessoas têm meio que sorte, né?

A câmera, a água, enfim, sempre, né? Exato, o fantasma, né, as coisas. O fantasma pra mim foi o cúmulo, assim, disso. Porque, tipo, meu, não, sabe?

Querendo… ele não é uma pessoa, ele é só um fantasma. É que, tipo, o que eu assumi era meio que duas coisas. A primeira que ele falava o negócio de cano, né, que o que eles tavam nos canos, eu imaginava que o cano seria algo no teto.

Então, tipo, geralmente as pessoas não andam olhando pro teto, elas teriam que ver por um reflexo que tá no chão ou na parede. Essa era a minha ideia. Gente, eu fico imaginando o tamanho dos canos de Hogwarts. É, não, exato, bem grandes, bem avantajados, assim.

Mas aí parece que… só que na verdade não, porque o Harry… ele houve a voz na parede, né, assim. Então, não.

Só que, gente, mas o basilisco daquele tamanho ele ficava andando pelos corredores de Hogwarts? E ninguém via. Sei lá, eu achei meio… não sei.

Mas a outra coisa que eu assumia é que realmente não havia a intenção de matar. Porque na primeira vez em que alguém morreu, que foi a morta que gêmeo, o Hogwarts quase fechou. Então parece que talvez se fechasse de novo, o Tom Riddle não ia atingir o objetivo dele. Exato.

E isso eu acho que faz muito sentido. Agora, essa questão de uma cobra daquele tamanho tá andando pelo meio do castelo, ninguém vê. E sempre ter alguma coisa pra proteger a pessoa? Meio manjado.

Não vai me esculpar de aqui, Rowling, mas é meio manjado. É, é que mesmo que seja proposital um negócio de petrificar, sempre ter alguma coisa ali pra ajudar é meio… né? Sempre, toda vez.

Tipo, não é que morre uma pessoa e as outras não morrem. Não, todo mundo, ninguém morre. Tá sempre sendo salvo ali pela câmera, pela água, pelo caralho, então tá manjado. É que são coisas que a gente tem há tanto tempo, né?

A gente… Meu, quantas vezes eu já assisti esse filme, quantas vezes eu já li esse livro? A gente não percebe. É, então, eu acho que muita coisa de criança, de sem-infantil, tipo, eu nunca parei pra pensar nisso na minha vida.

Sim. Tipo, eu só dei um bug. Eu tô pensando nisso agora. Realmente, agora acabou a câmera secreta, gente.

Isso já não era meu livro favorito. Agora eu vou ignorar que isso. Começou aí, gente, o treinamento pra escrever Curset Child. Amigo, nossa, que ofensa.

Nossa, acho que você foi longe demais, eu acho. Fui, fui longe demais, lá, retiro o que disse. Mas é, eu acho que é um livro realmente, assim, que em comparação nos outros acaba que não se destaca e que até não tem tanta coisa, assim, pra falar, às vezes parece, né? É, exato.

No nosso podcast a gente espera muito que vocês tenham gostado, gente. Mas vamos ser sinceros, a gente trouxe coisas muito mais interessantes, obviamente, no primeiro, e vamos fazer coisas muitíssimo interessantes no terceiro, e porque esses livros são muito melhores, né? É isso. Clube de hate a câmera.

Clube de hate. É isso, gente, vamos falar um clube de leitura de Harry Potter e um clube de hate a câmera secreta, é isso. Mentira, gente, eu não odeio o livro, é só porque realmente… Mentira, não, eu também não.

É só realmente, eu só queria mais tempo ali no final. Eu só queria mais tempo com… E queria algumas mortes no meio, pra não todo mundo ficar sendo salvo pela câmera e pela água. Exato.

Pode ser um pouco minha crush no Tom Riddle, jovem? Pode ser. Pode ser. Ele tá imaginando mais o meu amor.

Aqui é. Faz sentido. Meu Deus, sem palavras, assim. Enfim, e tem a questão, enfim, do, né, de morrer lá, morta, e aí o Tom Riddle acusar o Hagrid, pra ele não ficar sem ter onde ficar, né?

O cara vai lá, mata as pessoas, não pensando nas consequências, né? Aí, enfim, conseguiu acusar o Hagrid, mas a gente tem o episódio sobre o Hagrid, né? Exato. Voltem uma casa aí, algumas casas, e escutem o episódio sobre o Hagrid.

Exato. E aí a gente explora mais isso. Por isso que é uma questão desse episódio. Exato.

Então é isso, gente. A gente vai ficando por aqui. Antes disso, a gente vai falar, como sempre, as nossas redes sociais, pra vocês seguirem a gente, pra ter um papo com a gente. As minhas são todas IEM Pedro Martins, no Instagram, Twitter, Facebook, e as suas, Marina.

São todas Marina Anderi. Marina, A, N, D, R, I, no Facebook, Twitter, Instagram e TikTok. E tem as do Poteiriche também, que são arroba Poteiriche Oficial no Instagram, e arroba Poteiriche em todas as outras redes. Além, é claro, do nosso site, www…

Não, mentira, não precisa colocar W, coloca direto. Poteiriche.com, que vocês vão encontrar as últimas notícias do mundo bruxo, de Anime Fantástico, de Harry Potter, dos atores. É um site bem top pra vocês usarem. É isso.

Parabéns, amigo, por acertar o arroba do Instagram. Eu acho que foi a primeira vez. Eu sempre erro, né? Exato.

Feliz. Parabéns por essa conquista. Episódio 30 e não faço ideia. Vamos lá, tá certo agora.

Gente, um beijo, obrigado pela participação, pela escuta, e até a próxima. Beijo.

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