#32: Exigimos muito de Harry?, com Nuara Costa
Debochado e intempestivo, Harry não é o protagonista mais simpático. Em A Ordem da Fênix, muitos fãs chegam a perder a paciência com ele. Depois, muitos questionam seu interesse por Gina. Mas, afinal, será que não exigimos muito dele? É o que os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, discutem com Nuara Costa, tradutora do Potterish.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste, que vai lá toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E hoje, finalmente, a gente vai falar sobre o protagonista desta série que motiva este podcast, gente.
Vocês acharam que a gente não ia fazer um episódio sobre o Harry, né? Depois, enfim, quase 30, mais de 30, sei lá, episódios. Finalmente chegou a vez de fazer um podcast sobre o Harry. Estão felizes?
Está feliz, Marina? Pergunta estranha. Estou. Acho que vai ser um episódio interessante, assim, acho que…
Interessante discutimos o protagonista da série, né? Válido. Tem como estar feliz no Brasil, Pedro? Essa pergunta.
Talvez, enfim, quando você do futuro escutar esse podcast mais de ano depois, vamos colocar uns dois anos, mais ou menos, talvez as coisas tenham mudado, mas por enquanto está difícil estar feliz. Mas, enfim, bora lá, gente. E para discutir o Harry com a gente, a gente recebe hoje aqui no Semanário dos Bruxos a professora de inglês, Nuara Costa, que é tradutora do Potterish, está com a gente há muitos e muitos anos. Seja muito bem-vinda, Nuara.
Muito obrigada, é um prazer estar aqui. E o Harry é seu personagem favorito, né, Nuara? É, ele é… Às vezes, eu fico até pensando que tem muita gente que deve achar que é, tipo, super clichê, mas ele é o meu personagem favorito.
É clichê e, ao mesmo tempo, não é, né? Tipo assim, porque eu vejo pouca gente tendo o Harry em si como o favorito. Então, não é tão previsível. Então, é porque, tipo, na época que…
Porque eu sou das antigas, né? Então, eu sou… Eu ia falar isso. Antigamente, eu acho que era mais comum, talvez.
É, antigamente, quando você falava assim, nossa, o Harry é o meu personagem favorito, tipo, tinha muito preconceito. Era a mesma coisa que falar, tipo, ah, sei lá, eu sou da Grifinória, eu não sou da Sonserina. Tipo, o pessoal que era legal era da Sonserina ou da Curvinal. Lufa, Lufa e Grifinória.
Tipo, Grifinória, você era… É… Tipo, você estava sendo clichê, querendo imitar só o filme. Poser, até, né?
Você estava sendo poser. E Lufa, Lufa, tipo, ninguém nem lembrava. E hoje em dia, eu acho que é muito mais, assim… É mais democrático.
É verdade. E bom, gente, gente, precisa começar essa discussão do começo, né? Claro, não tem como falar sobre o Harry sem considerar a infância dele, né? De que maneira vocês acreditam que a falta dos pais e o abuso que ele sofreu dos Dursley afetou a personalidade dele, assim, moldou, né, quem ele é?
Olha, eu sou bem suspeita pra falar disso. Porque, pra mim, assim, tipo, a pedra filosofal, o primeiro livro, o primeiro… Primeiro capítulo da pedra filosofal sempre foi um capítulo que sempre me fez chorar. Até hoje.
Tipo, se eu pegar o livro hoje e eu me concentrar lendo, é um capítulo que sempre me toca muito por pensar em toda essa coisa que ele não viveu, né? Tipo, ai, ele tinha um ano quando os pais morreram. Nossa, os Dursley, imagina você criar uma criança de 2, 3 anos, 4 anos, maltratando ela. Porque a gente não sabe qual que era, se era todos os dias.
Mas pelo que a gente viu dos Dursley depois, dele grande, a gente imagina que não foi essa infância de, tipo, eles pegarem ele no colo, eles darem amor, eles darem carinho nem naquele início, né? Então, é uma coisa que, tipo, pra mim, foi uma experiência que claramente moldou a personalidade dele ao longo dos livros. É, eu acho que, tipo, né, a gente tem essa comparação entre o Voldemort e o Snape também, enfim, de que tiveram ou não tiveram melhores das infâncias e tals. E o Harry é um que não teve essa boa infância, mas parece que, tipo, não dá pra, assim, não acho que dá pra dizer, ah, deu certo, porque, obviamente, ele vai carregar traumas aí pra sempre.
Mas, ainda assim, ele é um menino bom, né? Acho que isso é interessante. Mas, com certeza, acho que acaba trazendo muito um senso de fidelidade mesmo. Eu acho que tem muito com a coisa de lidar com as emoções também, né?
Uhum. Tipo, enquanto homem já é mais difícil lidar com emoção, né? Aí, ainda mais não recebendo carinho na infância, tipo, acho que fica difícil de expressar as coisas, de saber lidar, né? Não tem nenhum guia nisso.
Uhum. É, um ponto que não fica tão claro nos livros, e muito menos nos filmes, é que o Harry é muito carente, né, gente? Ele vai embora ali com o Hagrid, que é um completo estranho, né, até então, dizendo coisas super bizarras, sem nem questionar nada direito, né? E depois ele se apega muito fácil ao Rony.
E essa carência continua nele, só que parece que ele esconde um pouco nos próximos anos, né? Sim, ele era muito solitário, né? E apesar de nos próximos anos dele em Hogwarts, ele tá rodeado de muita gente, todo mundo tratava ele como uma figura, né, não como uma pessoa de carne e osso. Então, acho que isso é uma nuance interessante, assim, a gente pensar sobre o personagem.
Nossa, eu amo pensar nele, assim, como… Essa parte muito bizarra, né, de, tipo, ele tinha uma realidade ali que ele não era ninguém, pra aquelas pessoas ele era, tipo, um rato, basicamente, tipo, as pessoas mal olhavam pra ele. E aí, do nada, vem esse cara, tipo, totalmente excêntrico, ele segue o que o cara tá falando e ele aprende que ele é, tipo, assim, uma pessoa extremamente famosa dentro desse mundo. Então, imagina como que é pra cabeça do menino, tipo, de 11 anos de idade, conviver com isso, assim, de entender que nesse mundo aqui, pô, eu tenho dinheiro, eu sou super famoso, as pessoas olham pra mim como se, tipo, pô, eu fiz mó feito da vida, não faço nem ideia do que aconteceu, porque nem lembro.
Mas aí, tipo, ele volta lá pra casa dos dois desde o verão e ele é, mais uma vez, ninguém. Tipo, isso é muito, é um paralelo, assim, muito bizarro. É, assim, eu acho que até coisa de ele ir com Hagrid é muito, assim, é uma inocência, né, de uma criança, é meio, tipo… E também, cara, não tem nada a perder, né.
Olha, olha, eu tô aqui nesse casarão, no meio do nada, que meu tio me trouxe porque surgiu de umas cartas, tá ligado? Então, tipo, né, vamos aí. E ele chega muito ali, né, tipo, assim, ficando assim… Ele chega a falar pro Hagrid, cara, assim, isso não vai dar certo.
Porque é isso, aparentemente eu sou famosa, as pessoas esperam grandes coisas de mim, mas eu não sei nada. Mas bora, né, tipo, isso não vai dar certo, mas eu vou com você do mesmo jeito. Não, não, total, mas é que o ponto é, tipo, quando ele vai tendo, né, encontra as pessoas, tipo, assim, ali no cadrão furado, né, quando ele vai entendendo, mais ou menos, quem ele é, né, tipo, pelo que ele vai ouvindo, ele vai ficando, tipo, assim, eu acho que eu não vou atender as expectativas das pessoas, entendeu? Tipo, se eu chegar lá e não der certo.
Porque ele realmente nunca acho que pensou, nunca acho que sequer almejou, né, esse nível de notoriedade, tá ligado? Então, ele fica meio tipo, mas, gente, eu vou decepcionar, a partir do momento que a pessoa me conhecer, ela vai ver que não vale a pena, sabe? Então, isso vem muito de um lugar de, tipo, ele nunca foi valorizado, né? Sim.
Então, pra ele é difícil se ver da forma que os outros veem ele, né? Uhum. Da mesma forma também que não veem ele de verdade, né? Então, mas do que vem e não vem, né, ainda assim, tipo, é essa figura, né, como o Pedro falou, tipo, não conhecem ele enquanto pessoa, então, tipo, é bem difícil de lidar.
E até as pessoas muito próximas dele, né, tem uma cena que eu acho que fala muito sobre isso, né, que é ali em O Caroço de Fogo, quando o Dumbledore salva o Harry, né, do olho tonto mude falso, né, e aí tem vários professores lá, o Harry acabou de encontrar o Voldemort, sabe, viu o Cedrico morrer, quase foi raptado ali por um Comensal da Morte, e quando ele é salvo, né, entre aspas, ninguém nem se importa em dar um abraço nele, sabe? Não, tá todo mundo mais preocupado com qualquer outra coisa que existe naquela sala, menos com o Harry, né, que ele realmente é como se fosse, assim, não sei, as pessoas tratam ele como uma figura mesmo, né, não como uma pessoa de carne e osso. Eu gosto muito dessa relação, assim, eu acho que essa parte de escrever ele como uma pessoa famosa e a gente dentro do livro, como leitor, a gente consegue ver como que ele é, mas a gente também consegue ver os olhos que os outros personagens vêem em ele, eu acho que é uma maneira muito legal de retratar até essa questão, tipo, das pessoas que são famosas, porque é isso, a gente não sabe quais foram as coisas que elas passaram, como que pra elas certas coisas doem. E o Harry, a gente viu muito disso, né, a gente viu essa questão de ser famoso e as pessoas não prestarem atenção, tipo, nele como pessoa, e essa parte de, tipo, assim, aí o menino é super corajoso, o menino foi lá, colocaram o nome dele no cálice de fogo, o menino topou o rolê, ele não saiu correndo, ele fez todas as tarefas, ele acabou de ver o Voldemort, ele aqui tá vivo contando a história, ah, ele não precisa de um abraço, porque o menino é forte.
Então, eu acho que tem essa questão aí também de ver ele como se ele fosse essa roxa, né, que é uma coisa que é uma das minhas críticas ao Dumbledore, que é sempre ver ele esquecer que ele era um menino de, nesse momento aqui do cálice de fogo, de 14 anos, quase 15, passando por mais uma experiência traumática, né? Sim, muito jovem. E até que, assim, tá tirando o Dumbledore, talvez, assim, mas nem que as pessoas não se importam, mas também não tem intimidade, né? Uhum.
Intimidade, eu vou chegar num aluno e abraçar ele, assim, tirando, talvez, o Hagrid, sabe, assim, é uma coisa meio que acaba ficando afastada. E aí, tipo assim, em cálice, né, que tem um rolê disso dele, o nome dele ser escolhido, e aí tem parte da escola que fica contra ele, e aí em ordem também, quando ele fala que o Voldemort voltou, e tem muita gente que não acredita nele. É, tipo assim, cara, de fato você não conhece o Harry, né? Tipo, as pessoas ficam acusando ele de querer chamar a atenção.
Tipo, cara, você não conhece o Harry. Porque, tipo, sabe, ele só quer ficar de boa. É tudo que ele menos quer, né? Uhum.
E aqui, assim, eu acho muito interessante essa transição do cálice de fogo para ordem da Fênix. Até porque, assim, parece que é como se aqueles poucos dias que a gente fica sem saber do que que aconteceu com ele nas férias de verão, parece que ele realmente vira uma, tecnicamente, outra pessoa. Ele começa a deixar uma parte dele sair que a gente não tinha visto até as últimas páginas do cálice de fogo. E é como realmente um adolescente, né?
Tipo, um dia ele acorda e ele tá uma pessoa, assim, mais revoltada, mais uma coisa, mais outra. Mas o Harry, ele teve várias experiências que ele foi vivendo, e que, por exemplo, tinha a questão das pessoas próximas a ele, que ele, no caso, era, literalmente, mais o Rony Hermione. Você pode falar, tipo, ah, os Weasley eram próximos dele, tinha várias pessoas. Eles eram, mas eu acho que, como o Rony Hermione era, não chegou a ter ninguém, né?
Porque eles eram as pessoas que estavam com ele, literalmente, o ano inteiro e que viam tudo o que o menino passava. É tanto que, pra mim, gente, eu falo, sou muito stando Harry, amo de paixão. No cálice de fogo, quando ele e o Rony brigam, eu fico puta com o Rony, porque eu falo assim, é ele que só quer atenção, coitado do Harry, vai quase morrer do negócio. Então, tipo assim, eu sei, eu vejo muito, assim, pelos olhos dele de uma pessoa que tá tentando viver a vida, mas parece que, parece não, né?
O voo da morte não deixa, né? Sempre tem ali alguma coisa que vai acontecer e vão perturbar a vida do menino. E ele, a todo momento, tá desamparado, né? Sempre se vê desamparado, mesmo que tenha muita gente ao redor, além dos amigos, é claro, além do Rony, do Hermione, que presta um suporte e consegue, mas, enfim, ele supostamente tá amparado por uma rede de professores, pelo Dumbledore, mas não tá amparado, de fato, né?
Emocionalmente falando. Parece que ninguém se preocupa em ajudá-lo, assim, de uma maneira mais emocional mesmo, né? Mas também, cara, o quanto ele dá abertura também, eu acho que, não tô falando que as pessoas são isentas, tá? Dessa questão de não ver, assim, que ele tá meio desamparado nas situações, mas eu também não acho que ele é uma pessoa que dá abertura, entendeu?
Eu acho que ele é na dele. É porque nunca nem tentaram, né? Ele nem conhece isso, então, assim, alguém tem que tentar e dar o pontapé inicial, eu sinto, assim, ninguém naquela época tentava, pelo menos. Eu acho que tem dois fatores, né?
Eu acho que tem o fator que o personagem foi construído numa cultura onde as pessoas são mais frias, né? Eu acho que essa questão é uma coisa que não dá pra gente ignorar, né? E dizer que, tipo, porque querendo ou não, a cultura deles é muito refletida, até na questão dos professores mesmo, assim. Eu acho que, se a gente comparar, por exemplo, com professores brasileiros, a gente sabe que a relação ia ser diferente.
A gente sabe que ia ter um pouco mais de calor humano ali, mesmo que fosse nos anos 90, ou que fosse, porque é o jeito da gente. Mas ele cresceu numa sociedade onde as pessoas são um pouco mais frias, e aí chega numa comunidade onde a galera é bem reclusa, né? Fica tentando não confiar em todo mundo, porque, tipo, assim, ah, você nunca sabe, tipo, passaram por uma guerra, não sabe quem que era do outro lado. Eu acho que tem toda uma construção social aí, mas que tem o lado dele também de ser uma pessoa que eu acho que ele tem muito problema pra confiar nos outros.
Ele conseguiu confiar no Rony, de início, e conseguiu confiar na Hermione depois de uma certa resistência ali, porque ela era meio chata, né? Mas aí, depois, tipo, ele confia nas pessoas, mas quando ele confia, às vezes dá uma coisa errada. E aí ele começa a crescer, a entrar na adolescência com esse problema de confiar nas pessoas, né? Sim.
E aí isso tudo, esses dois fatores que você setou, corroboram pra ele estar desamparado emocionalmente, né? De um jeito ou de outro. Eu acho que quem mais chega próximo de ter uma boa relação com a Hermione nesse sentido, de enxergá-la como garota adolescente que ele é, é o Sirius, né, gente? Mas aí, ao mesmo tempo, dali a pouco, morre também, né?
É, o Sirius, ele é um personagem assim que, pra mim, ele dá aquela sensação assim de cinco minutos de felicidade ali no Prisioneiro de Azkaban, tipo, foram as páginas que eu li, e eu fiquei tipo, nossa, alguma coisa vai dar certo pra esse menino. Aí não, aí o cara, né, tem que fugir, porque o Rabicho fugiu também, tipo, vai voltar lá pro voo da Mortis Tawes ali, vai morrer com o beijo do Dementador. E aí é muito aquela ilusão, sabe aquela coisa que você quase consegue alcançar e você não consegue? O que é pior ainda, né?
Tipo, ele é melhor não ter nada, nunca. Nossa! Gente, eu tenho a imagem na minha cabeça até da casa que eu imaginei quando eu tava olhando essas páginas, falando assim, tipo, ah, o Harry e o Sirius vão morar junto. Eu cheguei a imaginar isso, sabe?
Tipo, é um negócio bizarro de dar aquela sensação de que, tipo, tá bem pertinho, mas aí, do nada, vai embora. E aí depois, tipo, fica nessa, né, de tipo, ah, ele tá fugitivo, passa um ano lá fugido, depois vai morar ali numa caverna em Hogsmeade, vai comer rato porque gosta do menino e quer ficar perto do menino enquanto tá no Tornado Tribruxo, chega na Ordem da Fênix e ele volta pra casa da mãe. Aí foi outro momento que eu pensei, nossa, capaz do Harry conseguir finalmente vir morar com o Sirius, né? Aí vai lá, chega no final da Ordem da Fênix, o cara vai lá e morre.
Aí, tipo… Era melhor não ter tido nada, ou não também. Eu acho que ele foi uma experiência boa pro Harry no sentido de que foi uma das poucas figuras masculinas na vida dele que deram um exemplo pra ele ser um pai. O Sirius nunca foi pai de um filho dele, mas eu acho que ele foi o mais próximo que o Harry teve de um pai que seria o pai dele, né, que seria o Tiago, porque eles tinham uma idade parecida.
O Hagrid era mais velho, o Dumbledore era mais velho, o próprio Arthur também era mais velho, então eu acho que no sentido de pai, como se fosse o Tiago, foi só o Sirius. Mesmo que o Sirius também seja bem irresponsável e não seja a melhor figura pra se reproduzir, mas eu acho que foi ali um momento que ele teve de inspiração pra conseguir depois um dia criar os filhos dele de uma maneira um pouco melhor do que o que ele foi criado, né? É que o Harry tem um efeito, tipo, contrário, né, assim, no sentido assim, como não criar um filho? É os duas, Leigh, entendeu?
Então é só não se fazer aquilo. Mas não, total, acho que o Sirius, ele… É que ainda assim, eu não acho que talvez o Sirius veja o Harry totalmente, né? Ele ainda vê muito como um espelho do Tiago, né?
Ah, total. Era tipo aquela relação, sabe aquela relação que tem duas pessoas, aí uma pessoa está extremamente apaixonada e vendo aquela pessoa como, tipo, amor da vida dela e a outra pessoa está vendo a outra pessoa lá como se fosse o ex. É exatamente essa relação, tirando a parte romântica. Mas é isso, o Harry vê ele como um pai, mas sabe que não é o pai e o Sirius vê ele como o Tiago o tempo inteiro.
Tipo, essa parte não tem como negar. Então, coitado, difícil, né? E talvez isso mudasse com o tempo, né? Fosse evoluindo, mas aí o Sirius morre, então é difícil.
É, e eu acho que a Molly também chega um pouco perto disso, né, gente? Assim, tem uma cena, inclusive, em Ordem da Fênix, que a Molly abraça o Harry e o narrador meio que diz, assim, né, está escrito lá, Harry pensou. É isso que a gente deve sentir quando a mamãe abraça a gente. Chorei.
É muito pesado, né? Nossa, é um momento, assim, tipo, porque eu vejo muito na Ordem da Fênix que ela começa a se aproximar dele. Eu acho que porque ele começa também a emitir uma certa fragilidade para ela, né? Chega no momento da vida dele, tipo, tem no Cálice de Fogo também que essa é uma das outras cenas, assim, que sempre me pega, tipo, sei que isso vai acontecer e eu sempre fico emocionada, tipo, pô, é…
Ah, a McGonagall avisa para ele, né, que, pô, a sua família está aqui para te ver e ele fica na última tarefa, né, ele fica, pô, os Dursley estão aqui. Não, pera, isso aqui está meio errado. E ele chega lá e, tipo, é a Molly, assim. É a Molly e o Guy, se eu não me engano, né?
Então, tipo, assim, chega, os Weasley fazendo o papel de família dele e eu acho que foi naquele momento ali que ele começou a se deixar um pouquinho, se abrir para ela. Chega na Ordem da Fênix, tem isso. O Arthur é a pessoa que leva ele para o tribunal, né? Então ele começa a ter esse…
essa proximidade muito maior e é um ponto, assim, de conseguir dar um abraço nela e ter essa sensação de, pô, realmente ela é mãe, né? Ela não é minha mãe biológica, mas ela me trata como se eu fosse um filho. É uma pessoa que realmente se importa muito com ele, né? A Molly, né, quando tem o bicho papão dela, por exemplo, tem os filhos dela morrendo e tem o Harry também.
Então ele está incluso no rolê. Mas você acaba que a questão… Eu não sei se é positivo ou negativo ou se, na verdade, não importa. Mas é que, assim, eu acho que ela ama ele como um filho, mas justamente por ele não ser filho dela, não tem a mesma questão de autoridade, tá ligado?
E aí, nisso, ela acaba, acho que, passando muito mais pano para ele, tá ligado? Tipo assim, se ele fosse filho dela, ela brigaria muito mais, né? Tipo, ela pegaria muito mais no pé e ele fica só tipo ah, o Harry, querido, sabe? Ele pega a parte boa, né?
É, fica a parte boa, mas, ah, né? Às vezes eu acho que, acho que no meio dessas situações, acaba que quem é próximo do Harry, de fato, fica com… Entende, conhece ele, fica com receio de falar as coisas, porque sabe o quanto ele já sofreu e o quanto ele, de certa forma, não é que é frágil, mas de como é complicado a situação. Então acaba que ele fica sem gente para puxar a orelha dele, tá ligado?
Muitas vezes. Isso é importante, principalmente quando você é adolescente, tá ligado? Que você vai estar, realmente, sendo idiota e fazendo a merda, né? Acho que acaba faltando isso, assim, essa pessoa, que isso, não é um mentor, né?
Tipo, não é o Dumbledore, né? Que aí o Dumbledore, eu acho que ele lida com coisas muito mais práticas do que emocionais, mas aí quando é na parte emocional, acho que vai faltando, que aí eu acho que, enfim, é um pouco o papel da Gina, mas a gente vai falar disso um pouco mais frente. É, eu acho que ele tem… As pessoas têm muita dificuldade de repreender ele, né?
Porque é meio que… Ele não é uma criança mimada, ele não foi uma criança mimada, não é um adolescente mimado, mas ele tem um… essa certa fragilidade mesmo, eu acho que é bem essa palavra, né? Porque as pessoas percebem ele como uma pessoa que já sofreu muito, né?
Então, ele é uma pessoa que todo mundo tenta fazer com que não sofra mais, mesmo que a história evolua e ele vá sofrendo mais a cada tempo que passa, a cada livro que passa, tipo, meio que inevitável. Mas, assim, ao mesmo tempo, a gente tem pessoas que repreendem ele, mas não é no sentido de atitudes que ele faz, é no sentido de escola, né? É a McGonagall, que, tipo, não tem medo de tirar ponto dele, de colocar ele em detenção, né? O Snape eu não preciso nem falar, a gente não fala de Snape, ele não existe.
Tipo, tem todos… Até o Lupin, né? Chegou em algum momento a reclamar com ele por causa do Mapa do Maroto, mas não é naquele contexto, assim, de eu tô te ensinando uma lição pra sua vida. É, eu tô te ensinando a não perder pontos pra sua casa.
Sim. É que é isso, ele tem que se criar, né? É isso. Nossa, é total, assim.
É, mas eu acho que realmente, como a Marina adiantou, a Gina, de alguma maneira, acaba ajudando, né? Mas, enfim, vamos falar sobre isso, inclusive. Já que a gente tá falando sobre sentimentos, né? A gente tem que falar também sobre a vida amorosa do Harry, né?
Gente, eu fico pensando, assim, sabe? De verdade, eu fico pensando em como esse menino não deve ter tido dificuldade, sabe? Pra se abrir pra alguém, pra, enfim, desenvolver, criar laço mesmo, sabe? Puta que pariu, assim.
Olha, eu tenho uma opinião muito polêmica com relação à vida amorosa do Harry. Vamos lá, ó. Cuidado. Bom, peraí, a gente já gravou um episódio só pra conter histórias ao ouvinte, né?
A gente já gravou um episódio inteiro sobre os casais da série. E outro também só sobre a Gina. Mas é isso, eu acho importante a gente discutir um pouquinho sobre esse casal. Mas mais no sentido do Harry, sabe?
Tipo, quem não gosta do casal aponta pontos, assim, supostamente negativos. Veja bem, eu disse supostos, porque acaba que grande parte deles vende problemas dos filmes. Mas e o Harry em si, gente? Vocês acham que a personalidade dele, enfim, considerando a personalidade dele, esse casal funciona?
Ou ele funcionaria melhor com outro personagem? Enfim, vamos lá, Mara, começa você, que você falou que tem opiniões polêmicas. Eu sou totalmente, 100%, 1000%, eu, na minha cabeça, ele e a Hermione não são só amigos. É, eu sou daquela que tem a opinião que eles total se pegam, assim, no…
por trás que eles, tipo, nos livros, na minha opinião, tá, gente? Não me matem. Isso aqui foi a minha leitura, eu sempre vi isso e, enfim, cada um tem, às vezes, seus delírios. Eu acredito muito que eles eram aqueles tipos de amigos, assim, que se tornam uma coisa maior do que isso, porque eles são personagens que se complementam.
Eles são personagens que, tipo, o que ele tem de explosiva a Hermione tem de calmo, mas às vezes ela também tem de explosiva. E ela tem a parte de estudar muito, de pesquisar muito e, tipo, ter a cabeça mais pé no chão para resolver problemas, que é uma parte que ele precisa. Eles têm muito magnetismo, se você ler todos os livros, você vai ver isso, aqueles momentos que eles têm, assim, tipo, meio que… Não é telepatia, mas, tipo, um consegue entender muito bem o outro, né?
Até nos momentos que eles já brigaram, eles nunca tiveram uma briga tão séria como aqueles que eles já teve com o Rony, por exemplo. E aí tem a questão de, por exemplo, da Gina, vou chegar aí. Chegou lá no sexto livro, li, linda, maravilhosa, foi o meu momento de ter um delírio também achando que ele se dava bem com a Gina. Porque, sei lá, eu estava naquela época muito, tipo, o livro acabou de sair, nossa, que legal, não sei o quê.
E aí depois eu fui ler de novo e, para mim, eles não são personagens que se encaixam, sabe? Eu acho que, por exemplo, eles podem ter tido algum tipo de relacionamento, sim. Eu não acho que a Gina, ela é essa personagem, assim, rasa, como a gente vê nos filmes, né? Tipo, ela é uma personagem forte, ela tem personalidade, ela sabe o que que ela quer, mas eu não acho que seria um relacionamento que duraria com ele.
Eu acho que seria, tipo, na minha cabeça, se isso, né, tecnicamente existisse hoje, se eles fossem pessoas reais, eles poderiam ter um casamento, mas eu não acho que o casamento deles seria feliz. Bom, eu vou cortar tudo isso, já que quem é dito podcast sou eu. Então, só me virem um encontro. Mas eu sou a convidada, vocês têm que me dar espaço.
Não, se eu soubesse que era essa opinião, eu não tinha te chamado. É, eu acho que eu vou deixar assim, eu não vou nem rebater, eu deixo pra Marina, vai Marina. Não, eu acho que é o seguinte, tipo assim, é que a questão de Hermione, que foi o que a gente discutiu no episódio sobre os casais Fennon, né, é que tipo, se eles tivessem se pegado, estariam no livro e não estariam no livro, portanto, eles não se pegaram. Ponto.
Se você acha que eles se pegaram, é fanfic. Não, que é uma fanfic da minha cabeça, eu sempre soube isso, não é canon, mas ao mesmo tempo, pra mim, depois que a própria J.K. Rowling assumiu que ela fez o Harry ficar com a Gina por prazer dela mesmo, aí eu falei, então, toda a leitura que eu fiz, eu não tava tão louca como eu imaginava, porque teve momentos de eu ficar, tipo assim, caraca, eu tô vendo coisa aqui. E nesse momento que ela, tipo, abriu a boca e entra toda naquele negócio, tipo, ai, todo mês ela falava um negócio diferente.
Mas aí ela veio e falou isso, na minha visão aqui, eu fiquei, tipo, mais confortável de falar disso, até. É que não foi exatamente isso que aconteceu, tipo assim, ela deu uma entrevista pra Emma Watson, Uhum. E aí, saiu manchetes no The Sun, né, tipo, foi The Sun, acho, não lembro, algum jornal sensacionalista. É, é um tabloide britânico que é.
Focando, na verdade, muito mais de que a, que o Rony e a Hermione não teriam ficado juntos, que elas se arrependiam, né, esse era o principal. Isso. Mas, sei lá, Rony e a Hermione é porque não é o tópico, né, mas eu acho eles também um casal meio complicado. Não, se você shippa a Harry e a Hermione, óbvio que você não vai gostar de Rony e a Hermione.
Não, mas ó, eu gosto de Harry e a Hermione, mas um outro casal que eu acho que daria super certo, seria a Harry e Draco. Só pra deixar isso aqui, pras pessoas que gostam de Harry e Draco, dizer que eu também acredito neles, tá? Equilibrar, equilibrar, vai. E então foi meio que tirado do contexto do que ela tava falando, tá ligado?
Ela tava falando com, tipo assim, Rony e a Hermione num cenário realista, etc. Sendo que, tipo, o universo dela, ela que criou, ela que construiu, então, tipo, né, ela sabe o que, como é o rolê. O negócio de Harry e Gino é, tipo assim, muito uma coisa que eu acho que faz sentido narrativamente, no sentido até do que a gente falou, dos Weasley, né. De serem a família do Harry, né, de estarem essas coisas a próxima, e essa é uma forma dele virar oficialmente, né, da família.
E de, tipo, se eu acho que se ele se sente desajustado, de tipo assim, eu tô aqui, mas eu não faço parte, depois ele com certeza vira, assim como todos os, as pessoas que casam com os outros filhos, né, do Arthur e da Molly. Então eu acho que é uma coisa que acaba fazendo uma coisa bonitinha narrativamente falando, né, de ele entrar de vez pra família. Não acho que é o único motivo, mas acaba combinando que eu acho que fica legal. Sabe?
Acho que fica tudo muito fofo. É, todo mundo vira da mesma família, a Hermione também vira do, também, a Hermione vira oficialmente o Weasley, né, até. Então, tipo, acaba que todo mundo fica junto, os filhos do Ron e da Hermione são primos dos filhos do Harry e da Gino, tipo assim, é uma coisa que eu acho que fica bonitinha, sabe, narrativamente falando e tal, eles ficam todos juntos. Aí, tipo assim, entre o Harry e a Gino enquanto casal, e aí falando pelo lado do Harry, né, que a gente já falou já do lado da Gina, mas basicamente no episódio dela, é que eu acho que, tipo, é exatamente isso, ele não tem uma pessoa que chama a atenção dele.
De uma maneira mais incisiva, até, né? É, e aí eu acho que pela Gina, porque ela é mesmo, que ela é uma pessoa que se impõe, né, ela não é uma pessoa que baixa a cabeça pras coisas que ela acha injusta, sabe? Então, eu acho que faz sentido, tá ligado, assim, que seja uma pessoa que possa, ao mesmo tempo, enfrentá-lo, né, assim, tipo, debater com ele e tudo mais, quando acha que ele tá errado, porque ele precisa disso, é isso, tipo, ele não tem ninguém pra criar ele, não é que a Gina vai pegar ele pra filha, né, mas de tipo assim, cara, eu acho que é importante você ter uma figura, principalmente uma pessoa que vai, tipo, você vai compartilhar a tua vida, que você vai casar, ter filhos, etc., uma pessoa que, tipo, não fique quieta, nem necessariamente passando pano, mas não fique quieta, nesses momentos em que, tipo, você tá errado. Ok, você sofreu, ok, muitas coisas ruiminhas aconteceram, isso não justifica o seu comportamento em algumas questões, sabe?
Então, eu acho que faz sentido, e me parece, assim, das interações que tem dele, que eles são pessoas que têm coisa em comum, que eles se divertem junto, que eles têm uma, um… vai e volta numa conversa, que fica muito legal, sabe? É, não, tipo, eu acho a relação do Harry com a Hermione muito legal, eu acho ele muito bom, e o ponto é que, tipo, indo pelo lado hipotético, não é que eu teria problema se eles ficassem juntos, entendeu? Não acho que daria errado necessariamente.
Eu teria não pelo lado do Harry, eu teria pelo fato de que, pra mim, o relacionamento do Rony e da Hermione é construído quase que desde o primeiro livro, sabe? O relacionamento realmente amoroso, no sentido de um casal mesmo. Então, não seria, enfim… Não tô falando que eles não teriam problema, eles com certeza é um casal que deve ter muito problema, mas, enfim, problema todo mundo tem, sabe?
Se resolve. É, não, exato, tipo, é que é isso, falando quando personagens isolados, né? Narrativamente não faria sentido mesmo, eu acho, assim, de toda forma que é construído e tal. Então, acho que eles têm uma relação, tipo, é isso, eu realmente acho que o Harry e a Hermione são muito conectados, mas aí é uma ligação que eu acho que é muito fraterna e de que, tipo, me lembra muito, por exemplo, a minha relação com o Evandro, tá ligado?
Uhum. Nós somos pessoas diferentes, de gênio, eu acho que talvez nessa configuração esse Hermione ele é o Harry, mais ou menos, mas a gente dá certo, tá ligado? A gente acaba se complementando em muitos aspectos e a gente consegue, tipo, se dar muito bem, não brigar muito, a gente não briga no geral, sabe? Porque a gente entende o ponto de vista um do outro.
E eu acho que a Hermione, num ponto de vista, por exemplo, de uma parceira de vida, ela é uma que abaixa pra cabeça pro Harry, entendeu? Tipo, assim, ela fica, em ordem ela fica muito assustada nos momentos de que ele fica raivoso e tal, e ela não tá errada de estar assustada, porque, tipo, meu, o que você tá fazendo, tá ligado? Mas ela não bate de frente, tá ligado? Em Enigma, por exemplo, ela até que faz um pouco isso, mas é muito motivado pela inveja que ela acaba ficando, sabe, com o rolê do Livre do Príncipe e tal, tipo, é por outro motivo, sabe?
Não é pelo Harry em si, se o Rony tivesse fazendo ela também tá ali, sabe? Tipo, ficando puto. Então, eu acho que a construção ali do que leva do Harry e da Gina, sim, eu acho que faz sentido. Tanto é isso, pra fechar a história e ficar bonitinho, quanto que ele me parece que se dão super bem, assim, tipo, eu não vejo nenhum indício de que eles seriam infelizes, porque eles se dão muito bem, e eles parecem bem juntos.
Eu vejo mais indícios de que Rony e a Hermione teriam problemas, sim, que poderiam ser resolvidos, é claro, do que o Harry e a Gina. Exato, assim, eu realmente não vejo coisas deles serem infelizes, velha. Tipo, porque eles não têm nenhum momento, nos livros não tem nada que indique que eles não estão felizes um com o outro. Tipo, o tempo quando eles estão juntos, ali em Enigma, é tipo, assim, quase um momento fora da realidade pro Harry, né?
Tipo, assim, parecem momentos fora que ele não acredita, sabe, até de tão… Caramba, eu não sabia que eu podia estar feliz assim, tipo, tá tudo acontecendo na minha vida e… Azul e Crush, etc. Mas, tipo, estar com ela me traz essa paz, sabe?
Que é uma coisa que o Harry precisa muito, velho, paz, sabe? Alguém que possa rir, alguém que ele possa se divertir, que ele possa ter essa troca, sabe? Inclusive, uma pessoa que pode, né? Uma família tão grande que, nesses momentos de, tipo, que ele com certeza deve duvidar em si mesmo, em questão de paternidade e tal, uma pessoa que, tipo, entende mais ou menos do rolê, assim, de ter figuras, né?
Tipo, a Molly e o Arthur, que são pais, tipo, muito bons, eu considero pelo menos. Mas de também de assegurar ele, de não, cara, estamos juntos nisso, bora lá, sabe? Então, é que o meu problema com o relacionamento deles é porque, além dessas leituras que eu tenho, eu acho que foi… Mas, assim, esse daí também não é o ponto dos personagens, eu acho que em Harry Potter os romanças são muito mal construídos.
Ele, eu acho que no ponto de vista do Pedro, né, o único relacionamento que foi bem construído foi o do Roni com a Hermione no sentido de que eles sempre foram aquele casal que se odiava e depois começou a se amar. Eles sempre ficavam ali, meio que, brigando um com o outro o tempo inteiro para, no final, ficarem juntos. Essa é o único casal que você vê que tem essa conexão, assim, tipo, des-tecnicamente do início. Mas os outros casais, eu acho que são muito casais, assim, que, tipo, parece que veio meio que do nada, veio, tipo, num sonho, sabe?
E aí, por exemplo, só pra falar de Harry e Gina, na minha visão é muito assim, tipo, pô, na hora da feira em que você tava todo pensando na Jo, aí, do nada, chega no Enigma do Príncipe, nossa, Gina, oi! E aí, você fica, tipo, assim, tá, ok. E aí, ao longo do livro, você é construído, mas eu acho que é, tipo, meio que nos 45 do segundo tempo. E já, por exemplo, um relacionamento que veio na minha cabeça, assim, que eu pensei nessa questão de construção de casal, foi o Lupin com a Tonks, que, pelo menos pra mim, talvez eu não tivesse tão focada nele, não são personagens que me chamam tanta atenção, foi um casal que, tipo, quando apareceu, eu fiquei, tipo, assim, quer?
Aí, depois, eu, tipo, pra mim, ok, tranquilo, de boas, mas foi meio que, sabe, o que aconteceu aqui? Ah, não, é do nada mesmo. No episódio que a gente fala dos casais, de fato, sabe? Tipo, assim, de fato, muitos deles, Gui e Fleur também, tipo, assim, não são muito bem construídos e também não acho que é o ponto.
É que não é o foco, né, das narrativas dos livros. É, exato, não é o ponto, é pelo ponto de vista do Harry, né, não tem como a gente estar ali acompanhando o Gui e a Fleur flirtando, tá ligado? Tipo, assim… Apesar que tem uma cena no Cálice de Fogo.
Não, não, total, mas, tipo, pra eles, até o momento que eles começam a namorar, que eles constrói, tipo, não tem como, né? É. Então, não é o ponto. Mas, tipo, do Harry e da Gina, é, tipo, assim, eu acho que em ordem, que é esse momento que ela começa a ser presente na vida deles, que eles viram amigos, né?
Uhum. Tipo, ela tá namorando o Miguel Conner lá, eles viram amigos, então, ela vira uma pessoa mais presente ali, eles têm, tipo, algumas trocas, algumas conversas legais, aí tem aquele momento lá no Natal, que ela chama a atenção dele, né, que ele tá muito na cabeça dele do negócio de ter atacado Arthur e, não, mas eu fui possuído, e as pessoas, não, mas não foi, e aí ele, ah, vai se foder, e ela fica, tipo, meu, vai se foder você, tá ligado? Tipo, assim, quem que você conhece que foi possuída também? Então, tipo, acho que é um momento ali também que é esse primeiro embate mais que eles têm, que eu acho que é importante pra eles saírem um pouco dessa visão, realmente, tipo, egoísta, tá ligado?
Assim, não é que ele não tem razão de estar mal, ele tem, mas é que, tipo, ele vira pra gente e fala, ah, eu esqueci. Mano, a menina foi possuída pelo Voldemort, tá ligado? Por, tipo, quase um ano. É, entendeu?
Tipo, assim, mano, isso, enfim, então, é realmente pra pessoa que tem que ter alguém ali pra acordar ele com a vida, porque, migo, você tem problemas, mas também você não é o único, né? Então, tipo, e aí, então, ela já vira uma figura pra ele nesse ponto, então, o enigma, tipo, eu acho que tem um desenvolvimento, né? Tipo, eles passam o verão juntos, e aí, quando ele vai, ele vão pra escola e ela vai encontrar o Dino que ele, ele tá escrito, tá tipo, ele percebe que eles não andam juntos, né? É que esse verão também é um verão que, tipo, assim, a gente sabe que eles passaram juntos, a gente vê um pouco, mas vê muito pouco, mas querendo ou não, cara, é um verão inteiro, né?
É, mas, ó, eu acho que é tempo, gente, meu Deus, eu me apaixono depois de uma conversa de Tinder, imagina, passam o verão com a pessoa. Então, tipo, e ali ele vai, ele vai sentindo falta dela, e é isso, eles vão continuar a ter interação, ele vai percebendo que ele gosta da, não quer dizer que ali, naquele momento, ele, ele é o amor, ela é o amor da vida dele, tá ligado? Mas ele começa a gostar, então, eu acho que, tipo, durante o livro, né, tipo, são que nove meses de ano letivo, né? Tipo, vai desenvolvendo pra ser aqui, no caso, ali, naquele momento, um namoro de colegial, né?
Tipo, é aquilo, né? Depois que, enfim, acho que fica mais intenso, ele ficar longe dela, etc., e tem o posto que a gente não sabe, mas que deve, ele deve ter passado várias coisas e eles ficado ao ponto de eles casarem, terem filhos, etc. Então, eu não acho mal construído, eu não acho que tem o grande, a grande construção que ele enrola e reunione. Mas eu acho que tá ali.
Podia ter mais pra nós? Podia, né? Não vou dizer que não. Mas tem, eu acho que, pra mim, assim, acho que se justifica, sabe?
Assim, eu acho que faz sentido. O que não quer dizer, por exemplo, que o Henry não seria bom com outras pessoas, tipo, eu acho que a Luna faria sentido pra ele também, sabe? É um casal, tipo, nunca ali nada, mas eu acho que seria fofinho, eu acho que ela é uma pessoa meio fora da caixa, eu acho que ele sempre foi muito fechado ali, né? Tipo, assim, tanto de não conhecer as coisas, quanto de se abrir pra pensar nas impossibilidades.
Então, por exemplo, seria uma pessoa interessante. Então, tipo, não é que eu acho que a Gina é a única pessoa pra vida dele, se a gente for pensar em personagens, né? Não em construção narrativa pelos livros. Mas é que eu acho que faz todo sentido ali, sinceramente.
Eu acho que pensando na Luna, ela é uma pessoa que faz com que ele bata de frente com o lado preconceituoso dele, né? Sim, é, exato. Menos que Hermione com Rony, ele é menos preconceituoso que os dois, né? Mas também.
Ele tem aquele momento de, tipo, ver uma coisa que é esquisita e achar que, tipo, nossa, hahaha, que engraçado. Ele tem aquele momentinho de… Por mais que ele tenha, né, tido uma criação muito diferente das pessoas, ele ainda tem, porque, obviamente, não é perfeito, ele ainda vai ter esse lado aí meio complicado e ela realmente seria uma pessoa que, tipo, faria ele sair um pouquinho dessa caixinha aí. Exato.
Socialmente, a gente entende o que é esquisito, né? Mesmo que não faça parte, assim, a gente entende. Então, é uma pessoa que eu acho que também seria legal, tá ligado? Mas eu acho que a Gina, pra mim, assim, e tem, tipo, cara, assim, a forma que as pessoas constroem, né?
Tipo, a relação deles, a partir do que tem nos livros, eu acho que fica desenvolvido de uma forma muito legal. Eu queria… Ah, gente, é difícil isso daí de odiar J.K. Rowling, né?
Porque, tipo, eu podia escrever umas historinhas. Eu todo dia. Ai, mas é isso, né, gente? Gente, falar sobre casas é uma coisa que realmente anima muita gente, com certeza.
Teve gente, enquanto vocês duas falavam, tanto que tava… Nossa, não, você não tem razão em nada. Ah, não, você tem razão, enfim, com as duas. Depois, nos comentários, a gente vai ver isso.
Mas, enfim, outro assunto, completamente à parte, que não dá pra gente deixar de discutir quando a gente tá falando sobre o Harry, é a índole dele, né, gente? Eu gosto muito de uma cena, que é a cena da segunda tarefa do turnê Tribruxo, a do Lago, em que, enquanto todos os campeões, eles salvaram só os seus e deixaram o resto de lado, ele arriscou muito mais do que pontos, né? Mas a própria vida pra salvar outras pessoas. Acho que isso, por exemplo, diz muito sobre a índole dele, né?
Ele realmente tem uma bondade, assim… Nossa, eu acho incrível. Essa é uma das cenas, assim, que eu fico com o mesmo amor e ódio, que o Ronier, me unificam com ele, assim, nesse momento, porque eu falo, tipo, o Po, realmente, menino, é muito, assim, altruísta, pensa nos outros. Mas, ao mesmo tempo, eu fico, po, mam, você é burro, né?
Você acha mesmo que, tipo, o Po ia deixar uns adolescentes morrerem num Lago, num turnê, e o que eles estão tentando fazer, o mais seguro possível, só porque você não chegou lá a tempo. É, é que, cara, é um negócio que parece, tipo, nato, né? Parece que ele nasceu, assim, né? Porque não é como se ele tivesse exemplos positivos na vida dele, tá ligado?
Pra ele ser dessa forma. Porque o ponto que eu acho de ser nato é que ele nem questiona, sabe? Ele nem para, assim, tipo… Ah, mas será que eu faço, assim?
Ele simplesmente, cara, é isso, senão vai morrer e bora, sabe? Tipo, assim, que é uma coisa que pode ser muito prejudicial em situações, principalmente se for uma situação de verdade, de vida ou morte, né? Mas ele nem questiona, assim, quando o Dumbledore, né? Tipo, ele vê nas memórias do Snape que ele tem que morrer, ele fica mal, mas ele não questiona, tá ligado?
Ele simplesmente, tipo, assim, esse é o meu dever, esse é o meu dever, é uma coisa muito de um mal sacrifício. Eu não sei se isso também tem a ver, talvez, de ele não se valorizar, mesmo assim, o que é a minha vida dentro do que eu posso fazer pra salvar os outros. Não sei se tem isso também, mas é uma coisa, né? Tipo, é um menino bom, né?
Eu acho que sim, parte desse lugar de inferioridade, mas ao mesmo tempo, eu acho que é uma coisa muito nata dele, que não tem tanto a ver com isso também, sabe? Eu acho que é muito, assim, ele defende muito quem é oprimido, porque ele também já foi muito oprimido. Então, aí, nessa questão aí de vida ou morte, não tem questão de opressão, né? A gente sabe que, tipo, foi…
Eu vi muito como uma questão de… Pô, eu posso perder os únicos amigos fiéis que eu tenho, eles podem morrer, e o que eu vou fazer sem eles? Tipo, é muito aquela questão de vida ou morte, mas, enquanto a Marina tava falando, eu tava lembrando muito dessa questão que até o Dobby é quem dá o guelricho pra ele. E a relação do Harry com o Dobby é uma outra relação, assim, que pra mim prova muito dessa índole que ele tem, que, pô, aparece do nada essa criatura dentro do quarto dele, na casa dos Dursley.
Ao invés de, tipo, ele tentar dar um soco, expulsar, fazer qualquer coisa, não. Ele fala assim, ai, senta aqui na minha cama. E aí o Dobby fica, tipo, hã, que isso? Tá me mandando sentar?
Então, tipo, é muito da índole dele de ver as criaturas como um todo no mundo bruxo, como todas dignas, né? Tipo, não é só ele que é bruxo que é fodão. Tipo, o elfo também tem seu poder, todos as outras criaturas são bem vistas por ele e transfere muito dessa questão dele, tipo assim, eu acho que realmente a palavra que traduz bem essa parte da personalidade dele é essa nobreza que ele tenta passar e tentar ser justo com quase todo mundo, com exceção do Draco Malfa porque não merece, desculpem a quem gosta de Draco Malfa. É, eu acho que até é um pouco de aplicar isso que os Dursley não fariam e eu faço.
É. Né? Tipo, é muito isso, assim, jamais vou tratar alguém da forma que eu fui tratado. Involuntariamente até, né, claro.
Sim, sim, não, não é consciente, mas é muito isso de, tipo assim, eu fui injustiçado, sabe, eu fui menos pesado, eu não vou fazer isso com os outros, do que eu puder fazer pra ser gentil, sabe? Mas obviamente é isso, isso é uma coisa que ele não é que é refletida, né? Ele simplesmente vai lá e faz, mas total, acho que a palavra é essa que é no hora de falar, é nobre, ele é muito nobre, né? Aquelas que ele não consegue, né?
Como a Gina diz, né? Tipo, ela fala, né, quando ele termina com ela, tipo, aí, eu sabia que você ia fazer isso por uma razão nobre e idiota. Eu acho que talvez essa é a definição dele, ele é nobre e idiota. Nossa, total.
Eu acho que essa definição, inclusive, dá, assim, largada no meu próximo ponto, assim, sabe? Que é uma coisa que me incomoda sobre ele, é que ele é muito cabeçatura, sabe? Mesmo quando é pra ser nobre, é idiota, às vezes, sabe? Que é uma característica que faz ele e os amigos dele, enfim, se darem muito mal, assim, tipo, quando ele disparou em direção ao Ministério da Magia, né?
Ali em Ordem da Fênix, e pôsse todo mundo em risco. Por que, enfim? Porque ele colocou na cabeça dele, ele colocou não, mas, enfim. Sabe, ele poderia ter pensado melhor, refletido melhor, enfim, não, ele é muito impulsivo, né?
E essa é uma característica muito da Grifinória, como a gente discutiu no nosso episódio sobre a casa. Mas mesmo assim, né, gente? Pelo amor de Deus, Harry, seja um pouco mais para explicar, sabe? Nossa, ele, esse daí, essa cena da Ordem da Fênix, assim, toda essa sequência que combina com a morte do Sirius, é o suco de Harry, é o maior suco de Harry que a gente toma em todos os livros, assim, tipo, não existe atitude mais idiota e mais burra do que a dele.
Ah, não, peraí, eu vou ali no Ministério da Magia, porque o Sirius tá morrendo. Ele poderia muito bem ter tentado contatar a McGonagall, ele poderia muito bem ter tentado contatar, tipo, Deus e o mundo, mandar numa coruja para alguém. Usar o espelho do Sirius, gente. Usar o espelho, fazer o que fosse, cara, ele podia ter feito tanta coisa, mas não, vamos lá, vamos pegar os testralhos e vamos lá, tipo, simplesmente voar até lá e vai dar tudo certo, tipo, perfeito.
Gente, é por isso que não dá certo essa coisa de ter amigo da Grifinória, entendeu? Porque é o que acontece? Eu tô me sentindo extremamente ofendida, gente, é porque vocês não estão me vendo, mas eu tenho uma bandeira da Grifinória atrás de mim aqui. Não, mas é a questão do seguinte, né?
Tipo, assim, ele vai e fala isso, aí quem tá lá? Tá o Rony, tá a Hermione, tá a Gina, tá o Neville. Tem a Luna da Corvinal? Tem, mas ela é minoria, entendeu?
Fica, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, aí todo mundo vai. Se tivesse casas variadas, entendeu? As pessoas teriam dado um passo para trás, entendeu? Mas não, vai junto a milhões de pessoas impulsivas, aí dá nisso, entendeu?
É, alguém morre, sempre dá nisso. É, então, tipo, é uma questão aí. Eu sou bem Grifinória, mas eu entendo que esse é um lado bem ruim da minha casa. Ah, eu acho que é só a questão do equilíbrio, né, que é o que a gente fala sempre, entendeu?
Tipo, não é ruim ser impulsivo, mas é que tipo, se você tá junto de várias pessoas que são do mesmo estilo que você, acaba que vocês vão invertevelmente fazer merda, tá ligado? É, normal. Então é bom ter amigos de outros… Falou eu, né, que tipo, moro com dois corvinhos e sou corvinar, mas tudo bem, deixa quieto a hipocrisia.
Olha só o Suji falando no mal avado, gosto disso. E outra questão também, né, gente, que é um ponto até polêmico, assim, né? O Harry é um personagem que desperta um pouquinho de ranço entre alguns fãs, comigo, por exemplo. Eu estou entre eles, confesso, mas calma aí que eu já explico, peraí.
Eu sei que ele tem todos os motivos por ter sofrido muito e por tudo que a gente já discutiu até aqui, mas chega um momento nos livros que ele fica chato, que ele começa a dar coice em todo mundo, enfim, ele fica chato. Acho que a Ordem da Fênix é o ápice disso, sabe? É, eu acho que é muito essa questão que meio que combina em tudo, né, combina… Eu fiz anotações exatamente sobre isso, assim, de…
É, o trauma após Voldemort junta com os hormônios da adolescência que deixa todo mundo um pouco mais chato, assim, no caso dele, né, que já junta esse fato de ser impulsivo, de ter essa questão aí, tipo, de… Às vezes ele perde, assim, o fio da meada rápido e aí vem tudo… E aí a galera começa a falar que, tipo, o que ele tá falando é mentira. Não tô 100% passando pano, mas ainda passando um pano aqui, gente.
Tá, vejinha tá aqui do lado. É, então, assim, eu acho que tem essa parte aí de que, tipo, ele meio que bota pra fora aquilo que ninguém tá conseguindo ouvir. Ele bota pra fora e ele grita com as pessoas erradas? Sim, ele é extremamente bruto, sim.
É um fio da mãe, às vezes, também, mas tem esse lado que, tipo, o menino era praticamente um vulcão ambulante, entendeu? Uma hora esse negócio ia sair e era meio que inevitável. É que acaba que eu acho que nessa questão vai depender do lado que você quer ficar. É.
Sabe, tipo, porque ele tem justificativo pra tá bravo desse jeito? Tipo, assim, não justificativo é pra ser escroto, mas a gente dá pra entender a razão dele ter chegado a esse ponto. Mas aí você pode só falar, tipo, você pode ou prender pro lado de, tipo, assim, não justifica, ou prender pro lado, tipo, ai, mas gente, olha aqui o que ele passou, tá ligado? Eu acho que dá muito pano pra manga discutir essa parte dele, assim, porque não tem nenhum tipo de graduação em psicologia nem nada, mas eu acho que…
ideia pra quem tem, tá? É uma análise que dá pra vocês fazerem aí, porque, tipo, é uma questão muito… Eu acho que nessa parte o personagem foi muito bem construído psicologicamente falando. De ter essas respostas de um adolescente nesse momento, sabe?
Eu acho que é bem essa parte de ter essa impulsividade, de ter essa agressividade… Aquele momento que você já se sente não compreendido, e aí, no caso dele, ele é realmente incompreendido por muita gente, então culmina nisso tudo, né? É, e também tem a questão do… Não só de não acreditar nele, mas tá de um…
Do Ministério tem que ter feito em Hogwarts, né? De ele estar sendo basicamente perseguido pela Umbridge, né? E, tipo, ter que fazer ali uma resistência mesmo, tá ligado? Tipo, assim, fica complicado.
Eu acho que é bom, por exemplo, tem AD, eu acho que ele consegue canalizar algumas coisas ali, né? De se sentir útil, de ver que ele realmente… Ele fica meio com esse discurso, né? Assim, humilde, né?
Porque ele é meio assim mesmo, de tipo assim, ai não, mas é porque eu tive sorte, etc. Mas ele vê que, de fato, não, eu tenho as habilidades que eu posso ensinar e tals. Eu acho que é uma boa canalizada, mas ainda assim, difícil. E eu acho que, principalmente, porque Odin da Fênix é um livro enorme, né, gente?
Então o livro com o Harry tá mais chato é o maior livro. Então é mais Harry chato pra gente ter que arventar. Exato. É difícil ali de lidar, assim.
Queria que o Pedro, o nosso residente Harry hater aqui, falasse um pouco mais sobre isso. É, então, na realidade, sinto que depende de… Do momento em que eu estou lendo os livros, sabe? Se é um momento que eu estou um pouco mais…
Compreensivo na vida, eu fico mais tranquilo. Agora, se eu tô relendo a Odin da Fênix no momento em que eu tô poucas ideia, aí eu falo, ai garoto chato do caralho, vai tomar no seu… sabe? Depende.
É, porque, no fim das contas, é realmente isso. Depende do lado que você quer ficar. E eu acho que o lado que você quer ficar, na realidade, às vezes depende muito de como você está. Faz sentido?
Faz. Ai, eu adoro aí uma análise, uma autoanálise. Pois é. Sucinho também, isso é enorme.
Falar mais sobre você mesmo do que sobre o outro. Exato. Ele é o espelho seu, né? Nesse momento.
Eu achei isso bem legal, gostei dessa análise. É, não. E eu acho que também, inclusive, quando eu li eu era adolescente, eu acho que eu fiquei menos irritada do que eu fico hoje em dia. Porque…
É isso, parece que a gente vai… Né? Tipo, a gente vai ficando mais velha e a gente vai se afastando, né? A gente começa a esquecer um pouco como era.
A gente não tem noção porque não faz tanto tempo assim que a gente era adolescente. Mas talvez mais com a frente a gente vai esquecendo cada vez mais, sabe? Tipo… E é isso, né?
Junta tudo e eu… Sei lá. Realmente assim, o que mais pega pra mim é ele sendo grosso com os amigos. Com o Rony e a Carmeoni, principalmente.
Porque realmente são as pessoas que estão ali treinando muito pra ele. As pessoas que acreditam nele, que estão junto com ele. E aí ele tá sendo escroto. Eu acho que aí que é foda mesmo, sabe?
Tipo, Dumbledore foda-se, tá ligado? Quer gritar lá com a Orni e foda-se. Não tem problema. Mas o Rony e a Mione, pô.
São tipo os parceiros dele. E aí eles ficam isso. Eles ficam assustados. Eles não conseguem reagir muito àquilo.
Porque eles não conseguem tirar a razão do Harry ao mesmo tempo. Eles ficam, poxa, mas tratar a gente desse jeito? Então acho que isso é complicado. Mas também ele não fica assim pra sempre, né?
Tipo assim… Não é como se depois ele não ficasse mais de boa. Então acho… Enfim, foi injusto.
Espero que ele tenha pedido desculpa. Entendeu? Mas… Foi esse momento aí complicado.
Eu gosto de ver, tipo assim… Quando a gente termina a Ordem da Fênix, ele ainda tá bem revoltado, né? Ainda mais porque o Sirius acabou de morrer. Ele acabou de quebrar tudo no…
No escritório do Dumbledore. Vale ressaltar que é uma das cenas que eu fico mais puta de não existir nos filmes. Eu gosto muito dessa cena. Porque eu acho que é um momento que ele tem realmente de extravasar tudo que ele tá sentindo.
E… Mas ao mesmo tempo quando você abre o Enigma do Príncipe, é literalmente assim… Parece que ele deu, assim, um salto, né? Você consegue perceber ele como um personagem mais maduro.
Tipo, ele deixou de ser aquele menino que, tipo, tava gritando com todo mundo. Ele ainda é teimoso. Porque essa é uma parte dele, assim, que te foi impossível de… Eu acho que não existe personagem perfeito.
Ele sempre vai ter um lado ali que vai te irritar. Afinal de contas, se ele for totalmente bonitinho, ele não vai ser perossímio com a realidade, né? E o Harry tem esse lado de ser muito teimoso no Enigma do Príncipe. A gente vê isso o tempo inteiro.
Ele colocando na cabeça que era o Draco, que era o Draco, que era o Draco. Pior é que tava certo, né? Que loucura. E ele tava certo, mas ao mesmo tempo, assim…
Tipo, assim, era uma insistência tão chata que tinha hora que você falava assim, meu, tá bom, deixa o menino ir pra lá, fazer o que ele quiser, sabe? Larga. É nesse momento que quem é fã de Draco e Harry entra junto aí porque fala, nossa, isso era amor, né? Só pode.
É que é isso, tipo, acaba que ele tá certo, mas é mais uma coincidência do que qualquer coisa. Porque ele sempre desconfria do Draco, tá ligado? Meu, não tem um livro que ele não falou que o Draco tava fazendo alguma coisa de errado, assim, sabe? Então, ele sempre tinha esse negócio de um…
Ai, nossa, mas ele tá conspirando, ele tá fazendo alguma coisa. E assim, nesse livro, eu acho que é o livro que fica mais chato, essa perseguição dele, porque fica, tipo, toda hora. E aí eu falo, cara, esse é um dos que traduzem bem, assim, como que o Harry é, que quando ele coloca uma coisa na cabeça, tipo, no final das contas, ele pode tá certo, ele pode tá errado, mas é tão chato o caminho que ele leva pra chegar no resultado que ninguém aguenta, entendeu? É complicado.
Mas eu acho que o ponto importante é que ele amadurece muito, né, gente? A linha, as relíquias da morte, né? A ponto de… Nossa, não que seja uma mesma coisa, mas, assim, ele amadurece tanto a ponto de até, sei lá, enfrentar a morte como sou igual, sabe?
Ele ter passado por tudo que ele passou e se entregar daquela maneira ali no final diz muito pra mim sobre a humildade dele, né? Que, apesar de ser o escolhido, o menino que sobreviveu, enfim, ele se entrega à morte, assim, sabe? Eu acho que esse é um amadurecimento que tem, assim, tanto disso que a gente tava falando, realmente, da personalidade e tudo mais, tudo corrobora pra isso no final, assim, sabe? Eu sinto.
Sim, ele chega no final, ali nas relíquias da morte, tipo, quando ele vai entrar na clareira ali. É um momento que você vê, eu acho que… Parece que o menino não tem mais de 17 anos, parece que do nada o cara tem, tipo, uns 70 anos de vida e ele tomou a decisão que, tipo, é isso, ele precisa ir pra que os outros possam viver e eu acho que ali é realmente o ápice da nobreza dele, né, gente? Tipo, de ter essa coragem, porque, cara, se alguém me perguntasse, pô, você precisaria sacrificar pelo mundo inteiro, tipo, eu não sei se eu teria essa coragem, entendeu?
Tipo… Pera aí, né, vamos analisar… É, tipo, eu acho que vai pesando, né? Inigua do Príncipe é quase um delírio, né, assim, no sentido de que, apesar das coisas tensas que estarem acontecendo, ele é relativamente leve, né, em comparação à ordem, né?
E aí ele tá tendo as aulas com o Dumbledore, aprendendo sobre o Voldemort, mas ainda não tá acontecendo nada, né? E aí, pô, ele descobre os seus horcruxes, aí o Dumbledore morre, que é o maior guia dele, e aí ele tem que destruir aquela coisa, e realmente, tipo, assim, as coisas são, né, tipo, o Ministério é tomado, Hogwarts é tomado, tipo, o negócio pesa de um jeito, que, tipo, ele já tava bem amadurecido, mas, tipo, não tinha escapatória, tá ligado? Acho que talvez, assim, num nível, talvez que tenha rolado, tipo, do Tiago, do pai dele, né? Uhum.
De que a gente sabe que era imaturo, e aí na época da guerra, parece que virou um cara, tipo, mais decente, que foi aí que ele e a Lily entram juntos, etc. Acho que é uma coisa que, tipo, pesou ali, vamo que vamo, ao mesmo tempo que foi muito difícil, porque eles foram, né, fazer o rolê, né, de procurador Hulkrush sem nenhum direcionamento, praticamente. Eles não sabiam como destruir Hulkrush. Conseguiam pegar o medalhão, eles não sabiam como destruir.
Então, tipo, muito, uma coisa muito frustrante, né? Assim, acho que até meio, tipo, desesperadora mesmo, tipo, meu Deus, assim, já era. Nossa, assim… Quando chega esse momento, né, tipo, aceitar a morte dele e tal, eu acho que já tá até, tipo, já passou da cota na cabeça dele, no sentido de, cara, eu já passei por tudo isso, toda essa situação, a gente aqui conseguiu destruir todos o Hulkrush, e se esse é o passo final, então, beleza.
E também, eu acho que pesa muito pra ele, as pessoas morrendo, né? Ele vê várias pessoas morrendo, e ele se responsabiliza, né? Porque, tipo, ele fica meio, tipo, se eu tivesse acabado com o voo da morte antes, as pessoas não teriam morrido. Então, acho que também tem isso, sabe?
Tipo assim, é justo que eu morra, já que tantas pessoas morreram também? Sim, e eu lembro que essa parte aí, tipo, sempre foi o… Esse sempre foi o meu maior medo, né? Porque como o Harry era o meu personagem favorito, e sempre existiram rumores, né?
Era aquela época que a gente teorizava muito, a gente ficava meio, o que que vai acontecer? E aí, sempre tinha esse rumor, a gente, tipo, ah, ele pode morrer também, não é uma possibilidade 100% descartada, né? E eu lembro que quando eu peguei o livro, que eu li a última página, só pra ter certeza que ele não morria, foi o momento que eu consegui viver por toda essa agonia da Relíquias da Morte, tipo, de, tipo, ah, ele tem que ir atrás das horcruxes e não saber onde é que tá, não saber destruir. Aí, no meio tempo, a Rita Skeeter fica falando mal do Dumbledore, você fica tipo, meu, quem era o Dumbledore no final de contas?
Ninguém sabe. Como que ele vai fazer? E chega em Hogwarts, aí, do nada, tipo, ei, você tem que ir ali e se sacrificar, porque seu povo vai continuar morrendo, e é isso, e o menino vai? Foi aquele momento que, tipo, assim, eu tive um alívio de falar assim, tá, ele tá indo, não sei o que que vai acontecer, como que isso vai acontecer, mas, no final, eu acho que as coisas vão dar certo, pela última página do livro vai dar certo.
Tudo estava bem, né? É, foi aquele momento que eu realmente tive que me acalmar e falar, olha, vai ficar tudo bem. Mas é um momento muito tenso, eu acho que, até, por exemplo, nos filmes, a gente sabia o que que ia acontecer, e mesmo assim, é uma cena que você fica, tipo, segurando meio que a respiração aí, nossa, que que será que vai acontecer? Completamente tenso.
Né? Tipo, eu acho uma cena muito legal e um momento de muita, eu acho que redenção pra ele, né? A gente sabe que isso, tudo foi uma alegoria, né? Essa, essa passagem dele, assim, mas é meio que essa redenção de, tipo assim, eu vou e é isso, não tenho mais nada pra perder.
Sim. Lembrando que, no caminho, ele passa de capa de imunidade, ele viaja, né? E ele não para pra falar tchau, porque senão ele não iria. Aquelas que não conseguem.
Cara, assim, eu acho realmente que é um momento ali que, obviamente, né, tudo foi construído pra chegar até ali, e tipo, eu gosto muito de uma fala, que tem no filme, eu acho que não tem no livro. Que, inclusive, eu achava que devia ter sido colocada de outra forma, porque ficaria melhor. O Voldemort fala, né? The boy who lived come to die, né?
Então, tipo assim, o menino que sobreviveu venha a morrer, né? Venha para a morte, alguma coisa assim. E aí eu achava que tinha que ser come, tipo assim, o menino que sobreviveu veio para morrer. Eu acharia que ficaria tão mais bonito.
Mas é isso, tipo, começou com uma vada que é grave, vai terminar com uma vada que é davra, né? Tipo assim, meio feitiço do Voldemort. É, eu acho até poético, né, quando você parar pra pensar nisso de caraca, vão terminar com o mesmo feitiço, assim. Eu acho que a minha única frustração, assim, do…
desse momento aí, é porque, tipo assim, cara, do nada a gente tá ali num… tem naquela, toda aquela luta ali da alma do Voldemort que tá dentro dele, que tá dentro do Voldemort também. Eu acho que essa é uma parte aí que eu gosto, mas que eu acho um pouquinho meio exagerada, sabe? Tipo, de, ai, vamos conversar, vamos entender tudo e não sei o que.
Eu falo, gente, vamos desce logo pro Play, explica logo o que aconteceu de uma vez, sabe? Tipo, para de conversar. Até que no livro, né, o Voldemort fica lá 50 anos conversando com o Harry, falando todo o plano dele, tudo que ia acontecer. E pra mim no filme essa é uma parte que, tipo, como eu sou uma pessoa muito visual nesse momento, então, tipo, quando eles ficam conversando, pra mim é uma coisa que não faz tanto sentido.
Pô, você tá brigando com a pessoa e você fica lá rodeando, conversando com ela, contando todo o plano dela e, tipo, eu sei que tem toda a questão do Voldemort ser esse presunçoso, que ele acaba sempre se lascando porque ele é muito presunçoso. Mas, assim, é um momento que eu fico, tipo, ai, Harry, vai lá, só mete um estupefaça como você sempre faz e acaba logo com isso, entendeu? Ah, no caso você tá falando do, ali, tipo, depois que o Harry já reviveu, a parte final, final, você tá falando? Sim, isso.
Ah, assim, eu recordo completamente. É. Eu acho que, tipo, assim, eu gosto muito, assim, que eu acho que mostra uma dinâmica, tipo, ele chamando o Voldemort de Tom, sabe? Eu acho que, porque essa jornada, né, que o Harry tem, né, de que ele tá crescendo, que ele tá amadurecendo, etc., é também uma jornada em que a gente, junto com ele, vai descobrindo mais sobre o Voldemort, né?
E eu acho que essa sacada que ele tem, no sentido de que o Voldemort mais queria ser era fugir dessa origem mestiça dele, dessa, né, desse pai trouxa, dessa mãe fraca demais que morreu na pata, essas coisas assim, e se tornar uma figura, assim, super humano, além de humano, alguma coisa assim. E aí ele faz esse, essa coisa de, tipo assim, cara, eu destruí todas as suas cruxes, você é mortal de novo, você não é Voldemort e morre em uma, o teu nome é Tom Riddle, tá ligado? Acho que é uma coisa, assim, muito poderosa, que acho que deixa o Voldemort muito puto, e que eu acho perfeito, assim. Eu acho bem…
Eu gosto. Mas, assim, eu entendo o ponto, é que eu não sou uma pessoa muito de visual, né? Então, pra mim… É aquela questão do próprio final da morte dos filmes, né, que, enfim, tira muita humanidade do personagem, né, que deveria ser, enfim…
Eu não gosto dessa morte, tá? Só pra deixar bem claro. Eu gosto muito de como a cena acontece, mas eu acho que essa morte, ela fica muito… Essa fica exagerada também.
Porque, assim, tira… Uma parte que é muito legal, é, tipo, meu, eles derrotaram, o Voldemort morreu, e aí tá todo mundo, tipo, né, cuidando das pessoas que estão feridas, ou, tipo, né, das pessoas que morreram, tipo, pensando como é que vai ser tudo, e tá o corpo do Voldemort ali, tipo, meio que jogado, assim, tipo, ninguém tá se importando com ele, porque é ali, eu acho que é ali naquele momento que ele se torna 100% humano, porque ele, mano, tá morto e tá, no geral, cagando pra ele, entendeu? Tipo… Morreu que nem todo mundo, né, assim, como que nem qualquer pessoa.
Esse é um momento que… É, né, óbvio, a gente tá falando de Harry, mas esse é um momento que não dá pra falar do Harry sem falar que ele fez a humanidade do Voldemort voltar ali, né? Eu acho que foi o 100% ali de, cara, você é um nada, você é super insignificante. Sim, e tipo, é isso, né, tipo, ele e o Voldemort são muito ligados, né, a história deles é muito ligada, assim, eles compartilham, né, tipo, a alma ali, o corpo, enfim.
Eu acho que a gente começou falando da questão de como eles foram criados, assim, né, como que eles nasceram, eles sofreram, né, só que eu acho que a maior diferença, mesmo que tenha aquela teoria, né, de que, tipo, o Voldemort é do jeito que é por causa da poção do amor, mas eu acho que é muito pela questão de que o Harry, por mais que ele tenha tido os pais só por um ano, ele teve os pais por um ano. Eu acho que foi um momento de formação pra ele, que, né, óbvio que ele já tinha, ele nasceu com a Indole, a gente nasce com a Indole, mas ele ali começou a ser formado, né, então eu acho que aquele alicerce ali que o Tiago e que a Lílian criaram, mesmo que ele não seja consciente disso, foi uma coisa que fez com que ele se tornasse quem ele era, né, porque teve esse alicerce bom, e aí, beleza, depois vem uma parte de sofrimento, mas que o menino conseguiu, tipo, no final, terminar e até ser no pai, né, tipo, não sei como que a gente fala de Cursed Child aqui, mas assim, é só o que eu falo, é isso. É, tipo assim, no fim das contas, o rolê é que é isso, ele foi amado, né, muito amado, né, os pais deram a vida por eles e se a gente tá falando ali, dando só de uma questão de sentimentos, mas também de magia, né, que a mãe dele morreu por ele e ele ficou protegido ali, aquela magia foi tão forte que rebateu o feitiço da morte, o feitiço mais forte, etc, sabe, tipo assim, uma coisa que é muito poderosa, e ali nesse momento que ele tá preso a morrer de novo, que ele tá ali, né, pra se integrar pro Voldemort e tal, é o momento que ele rever essas pessoas que amaram tanto ele e se sacrificaram tanto por ele, né, tipo, os pais, o Sirius, o Lupin, que não conseguiram, infelizmente, passar muito tempo com ele, né, não conseguiram tá ali acompanhando ele na vida como todos gostariam, mas que, tipo, amaram ele profundamente, se sacrificaram, morreram por ele, todos eles, né, ali de uma forma ou de outra, e tipo, continuam amando, né, Então, mesmo que as pessoas, né, tipo, as pessoas que nos amam, nunca nos deixam completamente, sabe, em um rolê meio assim, acho que fica muito bonito, né, no fim das contas, acaba que, enfim, ele tem muitas questões e acaba isso sendo uma pessoa solitária, tem uma dificuldade de se abrir, tudo mais, mas em nenhum momento ele deixa de ser amado, né, e eu acho que isso tem um efeito, né, gente, não tem como não ter. Eu acho que é depois disso também que ele se permite amar, né, ele se permite amar os outros e ser amado por essas pessoas que ele ama também, porque assim, eu acho que até aquele momento ele era muito resistente com isso, né, até no momento que ele fica, tipo, tentando empurrar as pessoas pra longe dele, e ainda mais nessa hora, assim, que tipo, pô, ele tem que morrer, eu não vou falar com ninguém, eu só vou, não vou me despedir de ninguém, porque eu não quero sofrer, eu não quero que eles sofram, e, meu, fica vocês aí e eu vou sumir, sabe, então, tipo, é um momento assim de que, pô, eu achei que eu ia morrer, eu voltei, então agora eu vou dar muito mais valor pra quem gosta de mim, pra quem eu gosto, né, porque agora eu tô vendo, assim, que, tipo, realmente é o que mais vale a pena na vida, né?
Com certeza, e, tipo, até o final ali, né, de, tipo, dele, né, tipo, deixando a varinha das varinhas ali no tom do Dumbledore mesmo e tal, tipo assim, gente, acabou, já tive o problema demais, vou tentar aqui ficar o mais de boa possível, tá ligado? Show, falou-se. Valeu, falou-se. Que homem, né, gente?
Eu achei incrível que, assim, realmente quando a gente pensou em gravar um episódio sobre o Harry, a gente ficou assim, claro, vamos chamá-la no ar porque ela vai defender o Harry, a Marina seria teoricamente mais neutra e eu seria a pessoa que realmente detonaria o Harry, mas, enfim, algo aconteceu nesta sexta-feira em que gravamos o episódio, algo aconteceu que, enfim, acabou ficando um episódio Harry que homem, né? É que eu acabo percebendo que o nosso ranço é muito maior que a realidade, tirando o Snape, é, tipo, no geral, tipo, o episódio dos Marotos que a gente fez com o Caco também, eu tava pronta pra meter o pau, chegou lá, eu tava defendendo, eu tava falando, nossa, realmente, sei lá, tirando o Snape realmente, né? Tipo, o episódio do Rony também foi mais ou menos assim, você falou um pouco mais mal, eu acho, mas ainda assim foi, saiu mais positivo. Ah não, é o do Rony, eu pesei um pouco mais, é.
Eu pisei um pouco mais, eu adorei. Eu pesei um pouco mais, eu pisei um pouco mais, eu fiz tudo um pouco mais, mas, enfim. É, não, é que o Harry, ele é muito isso, assim, ele é… Eu entendo o ranço, sabe, eu entendo que ele é chato, mas eu acho que quando a gente, tipo, se permite ver pelos olhos dele, fica tudo, assim, um pouco mais claro, né?
A gente entende um pouco mais as razões dele, e aí é por isso, a todos os ouvintes, a Marina e o Pedro, que o Harry é o meu personagem favorito. É isso, empatia, gente. Hoje eu tive empatia, não vou prometer que eu vou ter da próxima vez, tá? Nem que, enfim, quando eu estiver relendo o Harry Potter para a nossa série de releituras que a Marina e eu vamos gravar esses episódios, não prometo nada, mas…
é isso aí. A gente vai ficando por aqui, eu espero que vocês tenham gostado desse papo, não se esqueçam de comentar nas redes sociais, enfim, dar um jeito de avaliar onde quer que vocês estejam ouvindo, e claro, seguir a gente tudo, né? Então, ó, as minhas redes sociais, começando aqui por mim, porque eu sou bem egoísta, não sou empático, enfim, as minhas redes sociais são im.pedromartins, Instagram, Facebook, Twitter, todas elas. As suas, Marina, quais são?
São, é tudo, né? Marina Anderi, Marina NDRi, TikTok, Twitter, Facebook, Instagram, tudo a mesma coisa. É isso, a gente deixa o convidado sempre por último, né? Noara, quais são as suas?
Fala aí para o pessoal ir lá conversar com você. É só me procurar como Noara Costa, é só no Twitter, gente, que no Twitter eu falo muita besteira, o Twitter ele é… fechado, assim, sabe? Eu não divulgo muito, não, mas no Instagram vocês podem me procurar, é Noara Costa, estou lá, sejam todos muito bem-vindos a quem começar a me seguir.
E aí, claro, quais são as redes do Itch, Marina? Lembra, o pessoal? É arroba potericheoficial no Instagram no TikTok, no Facebook, no Twitter. E, né, para as últimas notícias do mundo bruxo, quiz, antigo, o que mais?
Tantas coisas tudo aí, poteriche.com. E aí eu só queria falar uma coisa, porque dia desses eu estava participando de um Spaces lá no Twitter, e aí entrou um menino que falou que eu via o podcast e tudo mais, e ele falou assim, ah, vocês sempre falam nos episódios para comentar as coisas, e eu falei, cara, não vou comentar porque eles não vão responder, e também porque eles são grandes integradores de Harry Potter, eles só falam alguma coisa contra, sabe, não vou ser humilhada ou alguma coisa assim, e tipo, não, gente, a gente é super acessível. Nossa, demais. Todo mundo aqui é fã, tipo assim, no mesmo nível, não tem isso não, sabe?
E é muito legal a gente conseguir conversar com vocês, algumas pessoas vem falar comigo, a gente vai, bate banho a papo, é tipo muito legal, porque no podcast a gente não consegue ter o retorno, né, que geralmente você tem qualquer outra coisa, tipo no YouTube e tal, porque não tem comentários, né? Então, tipo, gente, sério, chega aí, dá um alô que a gente adora, sério. Ó, eu sou da época, eu sou muito velha, gente, eu peguei o Potterish com um aninho. Meu Deus!
Quando eu comecei a seguir, ainda era aquele layout da Câmara Secreta. Entre 2002 e 2003 que eu comecei a acessar o Potterish, e pra mim, naquela época, eu não falava inglês, então eu sempre falava que eu queria um dia trabalhar no Potterish, mas eu não sabia como, porque eu não falava inglês, eu não sei escrever notícia até hoje, né, e não sei fazer nada, assim, de útil que pudesse ajudar, e naquela época não tinha rede social, né, então o site não tinha rede social, era só o site mesmo. E aí, quando foi, acho que foi no final de 2016, né, que eu resolvi mandar um application e deu certo, e estou aqui contando a história, gente, mas eu sou cria antiga do Potterish. Acredita em não são sonhos, galera!
É, exatamente! Não, mas total, foi muito parecido comigo, nossa, eu mandei a minha application form quando eu tinha uns 10 aninhos, assim, e acho que foi pra… depois eu vou até contar pra vocês em óbito. Mandei, não rolou resposta, sabe?
Enfim, eventualmente rolou, gente, então é isso, a gente é super acessível, somos todos fãs, todos iguais, e é isso! Um beijo! Um beijo! Um beijo!







