#10: Sonserina, da ambição ao mau-caratismo, com Luana Andrade
Sonserinos são lembrados de maneira negativa por serem ambiciosos, quando esta característica é, na verdade, uma qualidade. Tudo depende de como ela é posta em prática para não ser tornar mau-caratismo. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem Luana Andrade, que produz conteúdo sobre literatura nas redes sociais, para revirar a Sala Comunal da Sonserina!
Os episódios sobre Grifinória, Corvinal e Lufa-Lufa já estão disponíveis. Para escutá-los, basta procurar na lista de episódios.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriche, que sai todas as terças-feiras em todas as plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E hoje a gente está aqui para falar sobre a casa mais perigosa de Hogwarts, gente.
Uh! Ou não, enfim. A casa mais problemática, a casa que todos nós, quando éramos criancinhas, odiávamos. Afinal de contas, o Harry era da Grifinória, e como o Rony diz, não tem ninguém da Sonserina que é gente boa, né?
Não há nenhum bruxo ruim que não tenha saído da Sonserina. Mas será que é assim mesmo, Marina? Ó, eu já achei assim um discurso inicial tendencioso. Dá pra perceber que o Pedro é da Grifinória, porque ele já chegou nessas, né?
É uma casa pra mim que é muito interessante de se discutir, principalmente porque eu acho que é isso. Vai muito além do que esse olhar inicial do Rony. Sim, pode ser que tenha muita gente ruim, né? Mas acho que isso tem mais a ver com como você utiliza certas características suas do que de fato com a característica, né, em si.
Sim, sim. A gente vai te fazer todos esses mitos da Sonserina hoje. E pra conversar com a gente sobre a Sonserina, a gente convidou a Luana Andrade, que está produzindo bastante conteúdo legal no Instagram dela sobre livros, uma leitura perfeita. Seja bem-vinda, Luana.
Oiê! Então, gente, pra começar essa discussão, é claro que eu gostaria de saber como que a Luana se descobriu Sonserina. Afinal de contas, quando a gente começa ali a assistir os filmes criancinhos, a gente nunca é Sonserina, né? A gente é sempre todo mundo Grifinória.
Então, como é que foi pra você, amiga? Ó, vou falar que já começou errado, tá? Isso aqui, que isso é uma mentira. Porque eu, quando eu era criança, eu justamente tava numa fase que, por algum motivo, eu adorava um vilão.
Tudo que eu assistia eu queria ser a vilã, tudo eu achava os vilões incríveis. E foi justamente por isso que eu quis ser Sonserina logo de cara. Então, tirando já esse mito aí de que toda criança é Grifinória, eu era uma criança Sonserina. Nossa, tudo já chegou quebrando o tabu, assim, né?
Eu adorei, assim. Aquela criança que você pega na mão e leva pro psicólogo, né? Exato. Agora, pra gente falar sobre a casa em si, a gente tem que começar pelo fundador dela, né?
O Salazar Slytherin. Vocês gostaram da minha pronúncia? Eu achei bom, achei chique. Amigo, parabéns.
Muitos anos de fisique, né? CNA, amiga. Mas aí… Patrocinado.
É, não estamos sendo patrocinados. Então, ó, CNA, da próxima eu vou cobrar, tá? Mas vamos lá, gente. O Salazar Slytherin e a sua política antitrouxa em Hogwarts, né?
Todo mundo sabe que desde o início, quando os fundadores criaram o castelo e propuseram ensinar as crianças bruxas, o Salazar não queria, né? Ele queria que, enfim, a Alissa tivesse realmente bruxos puro-sangue, digamos assim. Vocês já acham que isso era um preconceito puro ou o quê, assim, sabe? Vocês acham que isso poderia ser, por exemplo, uma precaução que ele podia ter em relação à violência que os bruxos já sofreram, né?
Se a gente for analisar historicamente dos trouxas. Eu sempre achei bem preconceituoso, não só o Salazar em específico, mas toda essa pegada aí de puro-sangue, tudo que envolvia isso eu sempre via com olhos de preconceito mesmo. Olha só que loucura! Porque, tipo assim, pra mim, o que eu ref…
Na verdade, eu vou falar a verdade. Essa reflexão não é minha, necessariamente. Uma vez, eu converso com uma amiga, ela me falou isso, e aí eu, nossa, concordo, de fato, acho que é esse rolê. Então, beijo, Pati.
Ela passou o pano e agora você vai pegar o pano e passar de novo. Exato, exato. Vou retinilizar aqui que eu acho que é um tipo de preconceito, mas preconceito de tipo de você julgar e de reconhecer, tá ligado? Mas não sei necessariamente se ele era contra pessoas de família trouxa, serem bruxas e tals.
Eu acho que era ali, né? Quando Hogwarts foi fundada, era aquela grande época que a igreja comandava tudo na sociedade e aí existia a perseguição às bruxas e tals. Eu acredito, pelo menos, que existia um certo receio da parte dele de tipo, cara, se a gente receber esses nascidos trouxas aqui, e se eles revelarem, sabe, pra todo mundo, e aí a gente for caçado e a gente morrer ou alguma coisa assim, sabe? Tipo, a gente tem uma localização que é secreta, mas aí esses caras podem revelar, entendeu?
Não sei, eu sempre pensei desse lado, no sentido de que, sei lá, os fundadores, no geral, eles parecem ser pessoas boas, né? Aí não faz sentido eles terem amizade e ter uma parceria com um cara escrutão, sei lá. É, até concordo, nunca tinha pensado por esse lado. É que eu sempre tive uma visão de ser uma pessoa, assim, que se sentia realmente superior, sabe?
Mas é um bom pensamento também. Eu concordo que é um bom pensamento, no entanto, eu fico um pouco assim de concordar com isso, confesso, porque havia um desentendimento entre os outros fundadores, basicamente os três discordavam do Salazar nesse ponto, e aí ele meio que assim, ah, tá bom, vocês estão discordando de mim, então eu vou pular fora do barco, né? Eu vou abandonar a escola. Só que ele abandonou a escola, mas não abandonou a causa de alguma maneira, né?
Porque, assim, antes de sair da escola, ele construiu a Câmara Secreta no castelo, botou o basilisco lá dentro, que, enfim, e acreditou que ele teria um herdeiro, assim, no futuro, que, enfim, conseguiria, digamos assim, expurgar da escola todos os que são dignos de estudar magia, né? Ainda que isso demorasse muito. Então, isso me revela, assim, que, nossa, sério que ele tinha uma preocupação com a segurança dos bruxos nesse nível, assim, de tipo, pô, vou botar um basilisco ali dentro, e esse basilisco basicamente só vai matar nascidos trouxas, sabe? De fato, talvez seja um pouco ingênuo da minha parte.
Não, de fato, porque, pô, basilisco, né? Um monstro aí, pô, denso. Eu acho, inclusive, o pessoal faz bastante meme com essa história, né? Que você tem ali os fundadores, cada um, né, agregou de uma forma para a escola, e chega o Salazar, ah, vou pôr uma cobra aqui que vai matar todo mundo, e eu acho que eu sou incrível, e é isso.
Talvez ele era um pouquinho psicopata. É, me parece, no mínimo, muito ao extremo, né? Tipo assim, não só quero não deixar as pessoas entrarem na escola, mas se elas entrarem, eu vou matá-las. É, talvez uma coisa meio escorpiana, né?
Tudo muito intenso, ou é assim, ou do meu jeito é dessa forma, ou não é, né? Não sei, porque eu acho que talvez a minha coisa principal é que, tipo, como aconteceu há muito tempo, então as coisas são perpetuadas através de registros, através de histórias, né? Não dá muito para saber de fato o que aconteceu ali, tá ligado? Principalmente, por exemplo, a história que a gente tem é a McGonagall que conta, né?
Que é super orgulhosa da Grifinória. É. Que é super orgulhosa da Grifinória, mas eu nem acho nem que seria nisso, tipo, da cabeça dela querer ir contra a Sonserina, mas, tipo, de quem que ela ouviu essa história, entendeu? Então eu acho que as coisas vão sendo passadas, e também, cara, é aquela coisa, né?
Para uma pessoa que é preconceituosa de fato, que é de uma família puro-sangue, da Sonserina, etc., é muito conveniente acreditar que os Viteran tinham esse discurso, porque eles achavam que trouxas não tinham que estar no mundo bruxo, de verdade, sabe? Legitima, né, a ideia deles. Só alimenta o pensamento deles e é isso, né? Vai propagando de geração para geração.
Jovem. É, uma coisa que eu penso também, né? Apesar de que, honestamente, assim, e fique claro, né? Bom, agora as Sonserinas vão vir de…
Gente, olha só, a gente tem uma Sonserina aqui que está concordando, tá? Então vocês estão bem representados aqui, tá? É que a gente já discutiu, né? Como a gente discutiu, por exemplo, no episódio da Grifinória, nem toda Grifinória é tão honrado assim, né?
A gente tem um rabicho. Então vamos tentar entender que… Não é porque o fundador é um cara super nobre que o cara da casa vai ser. Mas vamos lá.
E da mesma maneira, né? Porque o cara é preconceituoso e que os seus alunos todos vão ser. Mas um ponto interessante que quando Harry Potter se passa, a gente está ali um pouco naquela era Voldemort, né? Então, assim, o Ronny chega e ele fala bem claramente, assim, que não há nenhum bruxo ruim que não tenha saído da Sonserina.
Mas a visão dele, provavelmente foi passada pelos pais, né? Pela Molly, pelo Arthur. Eles estavam ali quando a Sonserina era os pré-comensais da morte. Então, meio que Voldemort, na época que era Tom Riddle, manchou um pouco, né?
Essa reputação da Sonserina, assim. E aí, de novo, na época do Harry, tem os filhos dos Comensais. Então, foi gerações de Sonserinos ali naquela escola que meio que… Que, de fato, eram todos muito ruins, assim, sabe?
Agora, fica essa dúvida, né? Se isso era o Voldemort que manchou a reputação ou se era do próprio Salazar, sabe? É isso que você falou da família, é muito verdade, assim. Porque a geração do Harry estava chegando ali e eles não viveram exatamente, né?
Toda a ascensão do Voldemort. Então, provavelmente isso foi passado, né? Pra eles, pela família, que contavam histórias. Então, eles já entravam ali com esse pré-conceito mesmo, né?
Mas eu concordo. Eu acho que o Voldemort só serviu pra sujar ainda mais a visão da casa. Sim. É isso, né?
Eu fico imaginando se Animais Fantásticos explorasse um pouco mais Hogwarts, né? Tipo, a gente tem o flashback ali do Newt e a gente sabe que ele é da Lufa-Lufa e que a Leta é da Sonserina. Mas a gente não tem nenhuma menção exatamente à casa, né? Porque, por exemplo, ali, por ser uma época pré-Voldemort, a gente conseguiria saber se, tipo, a Sonserina, no geral, tinha essa reputação mesmo na época do Voldemort, depois da Primeira Guerra, é muito forte mesmo, né, cara?
Tipo, assim, realmente… E o pessoal da Sonserina meio que veste a carapulsa, né? Sim, isso é verdade. O pessoal parece que gosta de ter essa pegada de malvadão, né?
De ser realmente os vilões da história. E ao mesmo tempo eu fico pensando também, né, gente? Porra, a mesa da Sonserina ali é, tipo, gigantesca, né? São centenas de alunos.
A gente conhece alguns da Sonserina. E, obviamente, os que a gente conhece são todos filhos de comensais, basicamente. Mas eu fico pensando, sabe? Que, às vezes, a própria narrativa, né?
O jeito que… É muito difícil a gente discutir. É meio que questionar a narrativa do livro pra falar sobre o universo que essa narrativa cria. Mas, enfim…
Se a narrativa não leva a gente a ter esse pensamento todo, sabe? Se os livros, em si, não fazem isso. Isso é muito verdade. E assim, nem tanto os livros, mas, principalmente, os filmes.
Eu vejo, por gerações que estão assistindo agora, começando a ler, que ele já tem isso na cabeça, assim, desde sempre. Parece que já nasceu com esse conceito, sabe? Porque a própria história leva a gente a ter essa sensação, né? Depois que a gente começa a ler por fora e etc, é que a gente vai quebrando um pouco esse paradigma.
Mas tudo conspira isso, né? É, é que eu acho que é um pouco da construção. A gente vai falar um pouco mais dele daqui a pouco, né? Do Draco.
Mas eu acho que, justamente, por exemplo, é interessante que o leitor tenha essa visão da Sonserina pra, quando rola todo o rolê ali em língua do Príncipe, do Draco, com o plano de matar o Dumbledore e tals, você entender que ele não necessariamente queria fazer aquilo, entendeu? Uhum. Então eu acho que faz sentido também essa construção pra depois quebrar. Tipo, não, ela não fica mostrando, a J.G.
Rowling não fica mostrando o pessoal da Sonserina como bom, mas também, tipo, olha, as coisas não são preto e no branco também dessa forma, né? É um problema, né? Porque a gente tem realmente poucos representantes, né? Das outras casas, a gente também sofre com esse problema do que a gente tem apresentado na história, mas, pelo menos, não tem tanto essa questão de que serem ruins, apesar de que, como a gente já discutiu também, na Corvinal, a inteligência pode ser usada pra coisas não tão boas também.
Mas eu acho isso interessante, isso que a Luana falou, porque realmente nos filmes fica muito isso de a McGonagall, né? Todos eles conviviam em perfeita harmonia, mas um deles não, né? Tipo, bem forte essa dualidade, digamos assim. Vocês sabem que eu não tinha tanto isso na minha cabeça até rever os filmes recentemente com a minha prima, que tem sete anos que começou a assistir Harry Potter agora, né?
E eu assistindo assim e pensando, gente, mas calma aí, sabe? A galera crucifica aquela cena em Relíquias da Morte Parte 2 que eles só trancam os alunos da Sonserina lá nas masmorras e, tipo, é isso, sabe? Morre aí, segue sua vida. Eu fiquei, gente, mas como assim, sabe?
Não é assim também. Essa cena tem no livro, eu não lembro, a gente confessa. O que tem no livro, na verdade, é que a McGonagall fala que quem for maior de 17 anos pode ficar pra lutar e aí a medo da Sonserina praticamente se esvazia, tá ligado? O pessoal vai embora.
Ah, então beleza, pelo menos deixa eu entender que eles fizeram isso por conta própria, né? É, sim. Agora o filme, ele vai lá e, bom, o que seria até melhor assim mostrado, do ponto de vista de que eles não quiseram, não de que eles foram obrigados a não querer. Sim, nossa, essa cena, eu lembro que no cinema eu assistindo eu dei um super grito, sabe?
A doida da Sonserina. Eu fiquei, mas como assim, a gente não é malvada. É, não, eu lembro no cinema, tipo, na Praia Estranha, tipo, o pessoal gritou, mas gritou de felicidade, é isso aí, né, que gordo, sabe? Tipo, assim, exato, é muito triste, é muito preconceito.
Que absurdo. Na época eu devo ter gritado junto. Aí, ó. Não, é, mas na época, faz muitos anos, eu já amadureci, fui sacudar, pago minhas contas.
Sei, sei. É isso, né? Junta na realidade que a gente tem falta de conhecimento sobre muitas coisas, né? A gente, como a Marina me ensinou, a gente não sabe exatamente como que era a relação do Salazar, apesar de que pra, né, colocar um monstro lá dentro, a gente imagina que ele era uma pessoa meio complicada, né, precisava de um pouco de terapia.
A gente tem essa questão de que a gente não tem muitos alunos da Sonserina, então não dá nem pra saber. Mas, enfim, gente, vamos falar sobre as características da Sonserina, né? Todos são Sonserinas conhecidos pela ambição. E aí, o que vocês acham a respeito disso?
A ambição é uma coisa boa, ruim? Acho que a ambição é diferente de ganância, pra começar por aí. Acho que são coisas diferentes. Sim, verdade.
É que a ambição é uma coisa que tem uma linha muito tênue, né? Você pode ser ambicioso de, ah, vou conquistar meu objetivo, ser determinado, mas você também não precisa matar, assim, cinco pessoas no caminho, sabe? Eu acho que é uma linha muito tênue entre você ser um super vilão e você ser só uma pessoa determinada em nossos objetivos. Sim, eu acho que é isso, que vai determinar o que você vai fazer pra conseguir que você quer a sua moral, né?
No fim das contas, né? Tipo… Aí, se você não tem isso bem estabelecido de casa, é um pouco complicado também, não é impossível. Mas eu sinto que, enquanto sociedade mesmo, trouxa, sociedade brasileira, existe um problema com ambição, né?
Na verdade, principalmente se você for mulher, na real, né? Você não pode querer muito, desejar muita coisa, além daquilo que foi designado, sabe? Você não pode querer crescer nas coisas porque as pessoas já acham estranho. Você não pode, na verdade, ter nem orgulho dos seus feitos, né?
Porque aí você é arrogante. É, parece que as pessoas têm que aceitar o que lhes é dado, né? O que… Ai, não sei nem como conjugar esse verbo, mas enfim…
Não, acho que é isso. Tem que aceitar aquilo e, tipo, se você não aceita, quer dizer que, enfim, que você quer mais, você tá errado. Acho que isso fica muito claro, por exemplo, quando a gente, como a Marina disse, né? A gente fala sobre mulheres e questão de carreira, por exemplo, né?
Ah, é que eu só consigo pensar em cantoras. Eu pensei aqui, por exemplo, na Anita. Pensei na Taylor Swift, enfim. Mas é, são bons exemplos mesmo.
São mulheres que estão ali, tipo… E elas são ambiciosas pra caramba, né? E isso, às vezes, não é bem visto, simplesmente porque elas não podem querer, aparentemente, mais. Eu acho que isso talvez seja um dos pontos do porquê a sociedade é tão mal vista, né?
Porque na nossa sociedade, pessoas ambiciosas já não são tão bem vistas assim. Elas são criticadas. Não, exato. Então é muito fácil, né, pular pra essa conclusão, porque até pegando essa coisa, né, tipo assim, na música Flawless, da Beyoncé, né?
Que tem o discurso de uma música feminista, mas eu esqueci o nome, as pessoas não me matem. Pera aí. Putz, por como você fala o nome da moça? Shimamanda Nozzi Adichie.
E aí ela fala disso, né? Tipo assim, a gente fala pras garotas. Você pode ter ambição, mas não muita. Você pode querer ter sucesso, mas não muito sucesso, senão você vai ameaçar os homens, entendeu?
Tipo assim, então eu posso ter sucesso desde que meu marido tenha mais, desde que ele seja mais bem sucedido, porque senão ele vai se sentir fragilizado dentro da… Bom, onde a civil ganhar mais que ele, sendo que o papel dele é prover pra mim, sabe? É complicado, né? É realmente uma questão a se pensar, assim, né?
O ponto é, por exemplo, se a gente vai avaliar alguns personagens, né, que a gente tem um pouco mais de… Se a gente vai avaliar o Draco, por exemplo. Não sei se ele é exatamente uma pessoa ambiciosa de tipo, nossa, meu Deus, ele quer conquistar muita coisa, né? É uma questão mais moral, no caso dele, né?
É, eu não consigo ver ele como uma pessoa ambiciosa, assim, nem um pouco. Eu acho que ele mais ia, assim, com a Maré, do que tinha as suas próprias decisões. É, se a gente considerar ser bem visto como superior aos outros é uma ambição, então é isso. Porque eu acho que muito da postura dele é disso, tá ligado?
De conseguir ter poder sobre os outros, de parecer o cara, sabe? Ser o Pully, né? Tipo assim… É uma posição um pouco de superioridade que ele, né?
Tipo, foi levado a acreditar na infância dele de que realmente ele era mais do que os outros, né? Não só por ser puro sangue, mas por vir de uma família rica, uma família tradicional, tals. Então só se isso for uma ambição. Mas de fato, além disso…
É, nada, né? Qual é sua ambição? Essa é chata. Vocês sabem que, assim, eu nunca gostei tanto dele e eu fico muito surpresa de ver que, principalmente a nova geração de fãs de Harry Potter é completamente fascinada no Draco, né?
Você olha TikTok, Twitter, é 100% Draco. Não consigo entender de onde saiu isso. Nunca entendi isso também, honestamente. É…
É coisa do bad boy, gente, entendeu? Voltou a ficar famoso? É, não, acho que nunca deixou de ficar, né? Mas é que, tipo…
Ah, o tal do bad boy e você… Ah, é porque eu quero um bad boy pra mim e aí ele vai odiar a todos, mas ele vai me amar. E aí ele vai se tornar bom porque ele me ama, sabe? Gente, nossa, milhões de histórias são isso, tá ligado?
Bem, esse rolê, assim, é meio Greasy. É uma pegada meio mais de fanfic do que de história mesmo que a gente tem do Draco, né? Mas eu também, gente, ele é perturbado. Dá pra ver que o menino é perturbado, entendeu?
Então não é legal essa situação. Todos são serinos, terapia. Ah, mas todos os personagens, e a Jackie Rowling, principalmente. É…
Então eu não tenho que fazer terapia. Mas como é que aquele meme mesmo, gente? O golpe tá aí, cai quem quer. É, verdade.
Eu lembro que a própria Jackie Rowling chegou a falar sobre isso há uns anos dessa questão de que ela via realmente muitas meninas, principalmente, sabe? Apaixonadas pelo Draco e com essa coisa de meu Deus, por que o bad boy, por que eu vou ser mais de bom. E aí ela meio que falou, então, gente, não, senão aconteceria isso. Não vai acontecer, sabe?
Então não se metam nessa, cara, porque é furada. Realmente, né, gente? Acho que se você tem aí mais de uns 25 anos já dá pra perceber que isso não rola, entendeu? A gente até tem experiência suficiente pra concordar com a gente.
Verdade. Mas você sabe que eu não posso ser hipócrita de falar que quando eu comecei a ler Harry Potter, eu ficava toda assim. Não pelo Draco, especificamente, mas, sei lá, o Voldemort. Nossa, achava ele o galã do planeta.
Achava, nossa, que homem perfeito, sem defeitos. O pessoal gosta de um vilão, é. O maior gatinho de Hogwarts até Louis Vuitt. Exato.
Então, ok, até entendo, mas é engraçado. É, eu acho que assim, até a Sonserina, pelo menos a impressão que eu tinha era de que, tipo assim, se você… Ou você era da Grifinória, porque é a casa dos protagonistas ou você era da Sonserina pra ser do contra e porque você acha que ser mal é legal. Exato.
Mas de uma visão super superficial, né? Não é que a pessoa de fato era má, era mais tipo, sei lá… Eu quero quebrar as regras, quero ser rebelde, sabe? Quero parecer que sou, assim, né?
Esse era o meu pensamento, assim, na época. E não só com o Harry Potter, toda a saga que eu lia nessa época eu falava, ah, que olha, esse protagonista chato. Gosto do vilão ali, ó, muito mais legal. Aí depois que eu fui crescendo, né?
Fui entendendo, assim, as nuances e as complexidades de cada casa. Ainda bem que eu permaneci gostando da Sonserina, né? Porque poderia ter odiado pra sempre. É aquilo, né?
Você diz que é algo ruim, então por que se sente tão bom, né? Tipo, tem gente que é meio… É verdade. É que tem toda aquela logística de pensar, aí, aqui, ó, tenho cinco camisetas da Sonserina, vou ter que comprar de outra casa, sabe?
Putz… Justo. Eu tava falando no grupo do Poteiriche, né, no WhatsApp, é que, tipo, o pessoal tá falando, ah, vocês fizeram aquele teste que dá a porcentagem de cada casa que você é e não sei quê. Aí eu falei, cara, mas, tipo, eu não acho que tem graça, porque se você não souber exatamente qual é a sua casa, como você vai saber que camiseta da Petitcas você vai comprar, sabe?
É conta producente. Exato, não dá, sabe? 10 anos comprando da Sonserina, agora vou jogar tudo fora? Jamais.
Exato. Apesar que, assim, se eu for considerar por testes, eu sou a maior empata-chapéu que já existiu no mundo, né? Porque cada lugar eu dou uma coisa. A própria divergente.
Misturando as sagas. Quando o Pottermore mudou de ser aquele negócio meio joguinho pra virar um site de notícias, e aí você tinha que se cadastrar de novo, não sei quê, aí eu fiz o teste, e deu Sonserina. Sendo que das outras vezes tinha dado Corvinal, né? Pottermore pra mim é sempre Grifinória.
Pra mim também. E é a casa que eu menos me identifico. Caramba. E aí, nossa, eu burlava até a morte pra dar Sonserina.
Porque eu falava jamais, eu vou jogar esse joguinho sendo Grifinória? Jamais, desonra. Ah, você é Sonserina justamente porque você é rebelde, você não vai aceitar. Isso aí, rebelde.
É, você viu, né? Você viu. Mas uma característica da Sonserina que eu acho muito legal é a autopreservação. Porque acaba que é um rolê que você sempre tá um passo à frente, né?
Junta com a Astúcia também. Você sempre tá um passo à frente das coisas, eu acho isso muito interessante. É uma coisa que eu não consigo fazer, mas admiro, assim, eu acho legal. E, de novo, né?
Tem que estar dentro da questão da tua moral e tals. Essa cena aí que a gente mencionou, né? O pessoal lá em Relíquias da Morte, a McGonagall falando que quem for mais de 17 anos pode ficar pra lutar. E aí a maioria das pessoas da Sonserina indo embora.
Cara, tão certos, tá ligado? Você passou o quê? Sete anos estudando lá, todo mundo achando que você é ruim sem nem te conhecer, sabe? Com as pessoas se julgando.
Cara, eu vou ficar aqui lutando, eu vou arriscar a minha vida por esse pessoal? Eles que lutem. Eles que lutem. Literalmente.
É, eu acho que essa questão da autopreservação é muito interessante, mas como a Marina disse, né? Tem que andar caminhando com a moral, né? Até porque, enfim, se você se importa com o mundo bruxo de modo geral, você não teria. Você teria ficado sentadinho na mesa pra lutar depois, né?
Então… É, mas ao mesmo tempo uma perigosa. Assim, eu, se eu estivesse lá, eu ia estar indo embora também. Eu acho que se eu não tivesse pessoalmente envolvido, esse pau teria ido embora.
Mamãe chamou ali. Tchau, tchau, tchau, tchau. Ai, eu não. Honestamente, assim.
Amigo, você é corajoso. Tá bom, vai lá salvar o mundo, etc. Pra se mostrar, né? Pra fazer story no meio do mundo.
Pelo. Meu Deus, que também seria uma quiterística bem grifinória, né? Exato. E aí, tipo, a transpreservação, eu acho que ela tá muito ali, também em destaque com a Narcisa, né?
Quando ela vai ver se o Harry tá vivo ou não, e ela pergunta do Draco. Aí o Harry da informação, né? É muito uma questão, tipo, ela tá ali, é um interesse próprio, né? Ela tá muito mais comprometida com o filho dela do que por causa do Voldemort.
Acho que talvez ela tenha essa ideia de acreditar na pureza de sangue, mas ela não tá tão afim da parte da chacina, né? Da parte daquele cara dominando, principalmente porque ele tá ali humilhando o Lúcio, né? O tempo todo. Então ela não tá tão afim.
Ela tá afim de saber como é que o filho tá e tals. E aí ela é meio que um gesto de gratidão, né? Pro Harry. Foi uma contribuição dela mesmo.
Acho que ela… Tu me falou, obrigada por me falar, vou deixar você viver, barra, derrota esse cara aí, porque realmente não tá dando certo. É, tem toda aquela questão também das mães, né? As mães nos livros, elas são todas muito heroicas, assim, né?
Tipo, uma cuidando do filho da outra e tudo mais. Acho que rola um pouco disso também, né? A Narcisa, assim, juntamente com a Molly, eu acho que são a maior representação de família, né? Do quão longe você pode ir pra proteger a sua família.
Não só moralmente falando, mas enfim, né? Fisicamente, emocionalmente. É uma personagem que eu gosto muito, inclusive. Sim.
Não, eu acho bem interessante ali. Porque isso traz, né, em Razão da Sonserina, tem gente que foi indo junto com o rolê, mas não necessariamente tava muito comprometido com a causa, né? Exato. E uma questão também muito interessante dos Sonserinos é o ego, né, gente?
O Slughorn, por exemplo, tem um ego gigantesco, né? O Voldemort também tem muito ego, mas acho que o Slughorn fica um pouco mais claro, né? Sim, até mesmo essa questão de autopreservação, né? Anda muito atrelado.
É, eu acho que o Slughorn é o único exemplo que a gente tem, de fato, de uma pessoa boa, né? Da Sonserina. Só que a gente fica até um pouco na dúvida. É, assim, defina boa.
É… É que, sei lá, acho que, assim, ele não tem objetivos ruins, ele não quer fazer nada de mal, mas ele não percebe… Aí é meio dúvida. Eu não sei se ele não percebe ou se pra atingir o objetivo dele, que perto dos outros, né, parece nada.
Tipo, mas, cara, ele tem o objetivo de ser um cara benquisto, ele tem o objetivo de ser um cara que a gente tem contatos e que tem alunos nas coleções de prateleira, então esse é o objetivo dele. E perto do objetivo do Tom Riddle não é nada, mas ainda assim é uma coisa muito ruim. E aí, nesse processo de ele conquistar isso, ele não liga pra muitas coisas, né? Fica claro que se você é um cara inteligente, que eu acho que você vai ter futuro lá fora, eu passo pano pra seus defeitos e eu te quero aqui na minha prateleira.
Entendeu? Sim, pois é. Tudo pra preservar essa imagem dele de, né, estar sempre ali com os famosos, sempre bem visto, mesmo que ele tenha que mentir e esconder coisas importantes, né, no caso. É…
É, no 90 Contos Voldemort só consegue pegar a informação da Eucristo com ele através do ego, né? De ficar tipo, nossa, professor, você é tão incrível, maravilhoso, sabe? Mas por um lado, eu sinto esse lado inocente dele também, igual o Pedro falou, que não que ele veja maldade nisso que ele tá fazendo, mas é meio que conveniente pra ele, né? Só que ele não esperava que atitudes dele causassem uma guerra, né?
Sim, é verdade. E eu acho que o ponto é, ele podia desconfiar minimamente ali, porque eu imagino, né, gente, na Primeira Guerra, assim, era o rolê de que, sim, ah, o povo tenta matar esse cara, que provavelmente tentaram matar ele, né? Afinal de contas, porra, ele tá matando todo mundo, vamos matar ele. E ele não morria.
E aí, assim, tipo, ele sabia qual que era o segredo ali pra derrotar e ele não passou, sabe? E, tipo, assim, o mundo tava em guerra e ele super se recusando a passar e tendo que tá lá bêbado pra passar, sabe? Então é um personagem que, honestamente, eu tenho bastante ranço, assim. Por esse lado, é, realmente.
Mas assim, pra mim, a redenção dele é justamente ele tá lá na batalha e se dispôr a lutar também, sabe? Não que, né, agora também, já tamo na merda. Mais do que a sua obrigação, né? Pois é.
Você que criou essa aí… É, eu acho que realmente faltou coragem mesmo, né? De assumir o erro, de assumir que ele foi manipulado e falou essa merda e de atrás tentar resolver isso. É que o próprio Tom Riddle, ele era uma pessoa extremamente manipuladora, né?
Também não dá pra dizer que ele foi totalmente inocente em cair na lábia dele porque pelo que a gente tem, né, de escrito, ele era um cara que, se ele falasse, ah, você falava isso, mesmo. É a que vai ser isso aí. Perfeito. Nunca critiquei.
Exato, exato. Não, com certeza. Eu acho que o Tom Riddle, né, a gente explora isso mais num episódio sobre ele, mas tipo, ele realmente é uma figura sonserina ali de pegar todas as características e usar por mal e usar bem, usar muito bem isso, tá ligado? Porque isso, ele vai manipulando, ele vai criando uma reputação dentro de Hogwarts, sendo esse aluno, né, excepcional, ninguém vai desconfiar de nada, vai sendo charmoso, vai conseguindo as coisas, até assim que ele consegue vários recruxos e tals, sabe?
Até traz gente pro lado dele, domina o mundo bruxo, né? Acho que o único momento que ele perde a compostura é quando ele pensa na possibilidade de que ele pode ser derrotado, né? Porque é um rolê da profecia e é, enfim, é aí que ele é derrotado mesmo, né? Porque vai atrás de um bebê e não dá certo.
Mas no resto, véi, ele é muito perspicaz, assim. É, ele é o maior exemplo do que a gente falou, do extremo negativo da ambição, né? Ele pegou tudo isso, tudo que ele tinha aí de características boas, né? E transformou pra algo extremamente ruim, mas inteligente, é, habilidades.
E aí, sobre esses, os grandes representantes, né, que a gente tem através, pelo menos, desses sete livros e tudo mais. Acho que os Malfoy, por muito tempo, assim, pro leitor, pro leitor e pro espectador também, os maiores representantes da Sonserina, né? E aí, enfim, uma coisa que eu acho interessante discutir é sobre essa questão de… Eles eram total a família da moral e dos bons costumes, né?
Do Malfoy, eu acho muito interessante o Draco enquanto personagem, enquanto essa construção dele, justamente dele ser esse bully, né? De ser escrotão mesmo. Mas ele não ser um cara, necessariamente, que ele não é um assassino, né? É mais um cão que latino morde, assim?
É, exatamente. Então, tipo, quando chega esse rolê, principalmente, gente, super jovem, né? E aí a missão de matar o Dumbledore, pô, que é o Dumbledore. O Grindelwald não matou o Dumbledore, ele vai matar, sabe?
Tipo, e aí ele tá super tenso. Eu acho que é o momento que a realidade chega pra ele, né? Que ele fica, eita… Não é mais uma brincadeira, né?
Não é mais ficar sendo bullying. Eu tava falando aqui, gente, mas não era sério. Não era pra vocês amarem a séria, tá ligado? Só tá usando.
E aí ele vai ficando em situação e aí a família tá contando com ele, né? É, eu tenho bastante pena dele, sinceramente. Não, pô, eu fico com muita dó mesmo. Tipo, continua sendo um cara escroto e tals, mas a posição que ele é colocado ali é muito difícil, né?
É bom, assim, que ele é colocado nessa posição, justamente pra ele dar o turning point, assim, virar a chavinha na cabeça dele e falar, ó, é isso que você quer, entendeu? E aí ele entende que não é mais simplesmente, ah, é tirar o recorde, enfim, é incriminar uma pessoa ali que não fez, é brigar com meu coleguinho de sala, mas não, é realmente matar e tudo mais. E aí ele entende que não, isso não é meu rolê, sabe? É muito real isso aqui, né?
Sim, diferente do pai dele, né? Sim, sim. Não, é, então eu acho que é isso. Coitado, acho que ele fica em uma situação muito difícil e nisso, como o Pedro falou, gira a chavinha e ele vai seguindo pra outro caminho, né?
Ele ajuda o Harry em alguns momentos, né? Aparece ali também depois, né? Quando eu passo 19 anos, que existe uma relação civil, educada, de tipo, beleza, estou ficando no meu canto, fico no meu canto, mas a gente não é inimigo, sabe? Tipo, não quero necessariamente ser o mal, apesar de não simpatizar.
E eu sinto que ele tinha muito essa necessidade de impressionar o Lúcio, impressionar o pai dele, meio que atender às expectativas que o Lúcio provavelmente colocava sobre ele, né? Justamente do que vocês estavam falando, de ser o herdeiro dos Malfoy, perpetuar aí essa ideia de família dos bruxões maus. É, né? Esse momento, se tivesse um irmão, seria mais fácil, né?
Sendo filho único é foda. É, então… Mas então, gente, outra família, representante da Sonserina, são os Black, a muito nobre caça dos Black. Aí a Fisk, mais uma vez.
SNA mais… Ó, chega, não faça mais propaganda. É, eles eram realmente aquele… Os Sonserinos bem salazar, né?
De expulsar aqueles que não se encaixavam no padrão, tanto que expulsavam gente da própria família, enfim. Eles eram os loucos dos puro sangue, assim, né? A mãe ali da Narcisa, da Andrômeda e da Bilatriz, obviamente teve três filhas. Todo mundo ali teve um pessoalzinho, né?
Tem primos, tem toda uma árvore genealógica, realmente é uma coisa maior, né? E aí, gente, meu Deus, o nível, né? De você queimar a cara da pessoa lá na árvore genealógica. Pensando mesmo, mais uma vez, a psicologia…
Mas eu acho que os Black, até mais do que os Malfóis, são realmente essa representação do salazar, né? Como o Pedro falou, da Sonserina raiz mesmo. E eu acho também, ao mesmo tempo, a representação de como, mesmo que você tenha essa influência familiar, de gerações de gerações, o seu livre-arbítrio é o que vai realmente decidir, no final das contas, né? O Oliver, Bruga Black, eles tiveram, né?
O Sirius e o Régulo. E os dois quebraram esse sistema, tá ligado? Não só um, os dois de formas diferentes e com impactos diferentes, né? Mas os dois quebraram isso, né?
Tipo, o Sirius realmente chutando pau da barraca, foi pra Grifinória, virou muito amigo do Thiago, tava nem aí, e aí foi expulso com 15 anos, 6 anos e tals. De casa, né? Sim, e o Régulo realmente fazendo um negócio ali que acho muito, muito corajoso, assim, de realmente ir contra, pegar o maior crux do Voldemort e esconder, né? E, tipo, dar de local, se arriscar pra fazer isso e tals, porque ele viu que realmente aquilo ali não fazia sentido.
O Régulo é bem essa representação de… viu o nível de loucura, né? Que aquilo tava chegando e falou, opa, não sei se é bem isso que eu quero fazer, né? Não era muito bem o combinado mesmo.
Não é exato, e sozinho, né? É, pois é. Ele não tinha um grande contato com o Sirius, os pais eram bosta, ele tava ali sendo comensal, perto de diversos comensais também. Então foi realmente da consciência dele, do Oliver Bitter, né, como você falou.
Eu acho, inclusive, toda essa história do Régulo, do monstro, uma das partes, assim, mais impactantes dos livros pra mim. Eu lembro de ficar chocada, assim, lendo e achar ele um cara incrível mesmo, apesar, né, de ter começado fazendo bosta, mas ter tido sua redenção no final. É, acho que Harry Potter tem um pouco desse problema também, de que todo mundo tem que ter redenção, mas nesse caso eu acho que faz sentido, assim, sabe? É, exato, nesse caso eu acho que é uma coisa que é importante pro continuamento da história, né?
Ver de tipo, pô, a gente foi lá, o Harry e o Dumbledore foram na caverna, tal, no fim é uma cópia, né, do medalhão, do que que é, e de entender que, tipo assim, às vezes tem aliados em lugar que você não espera, né? Sim, verdade. Porque no caso a gente nem sabia direito pra gente odiar ele ou qualquer coisa assim. É verdade.
Mas é isso então, gente. Escutir a Sonserina é uma coisa muito legal, porque espero, primeiramente, que o pessoal não tenha ficado puto com as nossas primeiras conclusões. Veja bem, gente, começou o episódio não passando o pano, que a gente tinha dito que passaria. Eu passei, gente, eu passei o episódio todo passando o pano.
Enfim, passadores de pano não passarão. Mas agora no final a gente já deu uma, né, vocês vão perceber que a gente… É isso, né? Ninguém é só luz e trevas, Sonserinos muito menos, não vamos ter preconceito contra os amiguinhos, a gente tem uma Sonserina maravilhosa aqui que tá…
Tem até amigos que são, tá vendo? Entendeu? Aqui, ó, a Luana. É, no João.
Até sai com eles, mas nada conta. Exatamente. Pra encerrar, tememos, odiamos ou admiramos Sonserinos. Assim, não sei se é porque eu sou Sonserina, né, e vou passar famoso pano, mas eu acho que é mais uma relação de admiração.
Bom, eu também. Assim, eu acho que essas características, eu acho que são características, é isso, né, tipo astuça, auto preservação, ambição, eu acho que são características muito legais, assim. Não é todo mundo que tem, e quem tem e usa por uma coisa boa, eu acho que são pessoas muito, muito especiais. É isso que eu ia falar, sabe?
É uma admiração, eu ia falar agora que não é uma admiração, mas é, no fundo, porque eu acho que são características que se você tiver e usar bem, você se preserva de tanta coisa ruim, sabe? Você gasta tão menos com terapia. Não, é, se você ver o Draco, o Draco foi um que fez sua própria terapia, gente. O Regulo também, olha aí.
Hogwarts é uma grande terapia, na verdade. Então, tipo, eu acho que realmente são características que te preparam mais pra vida, tá ligado? Às vezes, não toda hora, mas às vezes é importante você ter um personalamento mais individualista pra você entender até, por exemplo, quem são as pessoas ao seu redor e a quem faz sentido você ter a realidade e quem não faz, por exemplo. O próprio Merlin, a gente até nem citou ele, mas um bruxo aí, dos grandes bruxos da história e um grande Sonserina também.
Sim, é um bruxo que ultrapassa universos, né? Tipo, em várias histórias de bruxos, ele tá lá, em Harry Potter também não pode faltar e acho que não é à toa que ele tá na Sonserina também, sabe? Um bruxo que foi tão impactante na história. Usou pras coisas certas mesmo.
É isso. Então, gente, muito legal esse episódio sobre a Sonserina. Espero que a gente tenha conseguido sair do lugar comum, enfim, propor reflexões diferentes sobre a Sonserina. Espero que a gente tenha feito jus e que Sonserinos não queiram matar a gente.
Mas, enfim, espero que a gente tenha conseguido mostrar pra pessoas, fãs de outras casas, que a Sonserina não é só gente ruim, apesar de, a princípio parecer, temos que confessar. Enfim, Luana, muito obrigado, viu, pela sua participação. Obrigada a vocês, só adorei, de verdade, super legal. Mas antes da gente finalizar, acho legal como que as pessoas podem acompanhar você, assim, você tá produzindo conteúdo sobre livros, enfim, sobre conteúdo geek, onde você faz, como que as pessoas podem te seguir.
Faz o jabai. Eu comecei, na verdade, a transformar lentamente o meu Instagram, mas num diário mesmo, compartilhando principalmente essa parte literária e parte geek, enfim, Harry Potter e outras diversas sagas. Mas, principalmente, pelo meu Instagram. Me sigam lá, LuliAndrade, é meu arroba.
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