#11: As teorias mais bizarras de Harry Potter, com Flávio Bessa Jr.
Entre o lançamento de um livro de Harry Potter e outro, tudo que os fãs podiam fazer era reler as histórias anteriores sem parar. Isso rendeu teorias bizarras, como Rony ser, na verdade, Dumbledore disfarçado, Snape ser um vampiro, entre outras. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem Flávio Bessa Jr., que acompanhou o lançamento dos livros enquanto escrevia para o Potterish, para dar uma volta de vira-tempo e relembrar todas as bizarrices que já pensamos sobre Harry Potter.
Ouça o Episódio
Transcrição do Episódio
A transcrição abaixo foi gerada automaticamente e pode conter pequenos erros.
Ver transcrição completa
Sejam muito bem-vindos ao Seminário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste, que sai toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E hoje a gente está aqui para fazer um episódio nostálgico.
A gente vai discutir as teorias que os fãs de Harry Potter, mais velhos, como um dos nossos convidados, já vou apresentar daqui a pouco. Enfim, os fãs de Harry Potter que estavam acompanhando os lançamentos dos livros tinham, né? É porque eu sou mais novo, gente. Um baby.
Hoje, na realidade, tudo parece bizarro, mas na época eu acho que tudo faria sentido, como a gente vai explorar mais para a frente. É, exato. Eu acho que é interessante que tem coisas que tinham indício mesmo. Porque, gente, na mão de fã que está esperando o livro lançar, qualquer motivo é motivo, né?
Então eu acho muito interessante. É uma época que eu gostaria de ter participado, porque eu participo em um pouco das coisas da teoria dos filmes, por exemplo. Existia uma da mão da Hermione em Relíquias Parte I, que em um trailer parecia que era terra, em um trailer parecia que era sangue. A gente ficava, meu Deus, o que era isso?
E não era nada, né? Mas era legal. Ah, isso eu lembro, eu lembro. Mas então, para conversar sobre a teoria dos livros, a gente recebe hoje o Flávio, Flávio Bessa Jr., que o pessoal que acompanha o Potterish há muito, muito tempo deve lembrar do nome dele assinando as notícias no site.
Flávio, ele é médico, né? Ele é médico cardiologista, mas muito antes dele ser médico, ele foi redator do Potterish, na época a gente chamava de news poster. Flávio entrou em 2007, né, Flávio? Seja bem-vindo, inclusive.
Oi, gente. Muito feliz estar aqui com vocês. Flávio é realmente uma das pessoas que mais colaborou com o Potterish, então para a gente é realmente um prazer tê-lo aqui no podcast. Foram muitos e muitos, muitos anos de colaboração com o Isch.
E o Flávio, quantos anos você tem, Flávio? Eu tenho 31 atualmente. 2007, na verdade eu ainda tinha 17. Ah, tá vendo?
Você estava ali naquela época que você ainda tinha tempo de ficar na internet discutindo e criando teorias, enfim. Eu, gente, quando lançou o último livro, em 2007, eu tinha 8 anos. Então, eu estava começando a ler, eu lembro que meus primos estavam lá com relíquias da morte na mão e eu estava com o pé da fadosa falo, então assim, não peguei tanto essas teorias malucas. E você, Marina?
Nossa, eu tinha 11, né, quando lançou o último livro, só que eu comecei a ler depois. Eu comecei a ler, tipo, há um ano depois. Então, na teoria eu poderia ter lido antes, eu até tentei, mas não deu certo. Tudo bem, acontece.
Acontece. Então, eu não participei dessa parte quando o pessoal estava utilizar sobre os livros. Exceto, agora eu lembrei de uma coisa, porque eu gostava de Harry Potter, apesar de eu não ter lido os livros, né, eu gostava dos filmes e tal. Eu lembro uma vez que eu estava na livraria Cultura do Shopping Center Norte, e aí tinha um livro que era como se fosse o 7, um livro de Harry Potter, e você vierava na página atrás, e era como se fosse, tipo, a sinopse, meio que era um trecho do livro, que era, tipo, assim, Harry Potter tinha morrido, Marzé Miono ainda tinha nela uma parte nele, era que ela estava grávida.
Gente, que viagem! Que lançaram! E aí eu fiquei, pera, mas o sétimo livro não lançou ainda, como é que isso está acontecendo? Eu fiquei muito confusa.
É que não tinha internet, né, as pessoas publicavam, imprimiam essas coisas, né? Exatamente, eu lembro que tinha livros na época, eu não vou lembrar o título de nenhum agora, até porque eu não comprava, mas era um livro de teorias absurdas que as pessoas publicavam, simplesmente, porque era a forma de publicar aquelas teorias, entendeu? E alcançar alguém. E também ganhava muito dinheiro, muito provavelmente, né, porque qualquer coisa de Harry Potter vendia muito, então…
Exatamente. Potteriste, por exemplo, poderia ter publicado altos livros, bons, não publicou. Não, responsible reporting. Exatamente, é.
Responsabilidade jornalística. Mas, gente, pra gente começar essas teorias, vamos começar por uma que eu acho que todo mundo conhece, independentemente da idade, eu sempre ouvi ela, assim, nos primórdios de Facebook, ali, 2011, 2012, todo dia tinha um post de uma página diferente sobre ela, que tudo que aconteceu em Harry Potter nos 7 livros foi, na realidade, a imaginação do Harry, né, que ele estava lá dormindo, e aí, por ser um garoto que era abusado psicologicamente, enfim, pelos Dursley e tudo mais, ele sonhava com esse universo todo, essas fantasias, essas aventuras, como escapismo. Essa teoria é ridícula, né? Ai, gente, eu não sei.
Essa teoria, ela… Só em falar dela já dói, assim, em mim, porque ao mesmo tempo em que ela é absurda, ela podia ser verdade. Seria uma coisa muito trágica, assim, mas ela podia ser verdade, né? Ela podia, vai, vai dizer que não.
A gente tá vivendo uma pandemia agora que poderia ser um pesadelo nosso também, vai dizer que não. Eu acho que, na realidade, de todas que a gente vai discutir, eu acho que ela é mais certinha no sentido de que poderia ter acontecido de fato, apesar de ser mais simples. É, é que eu acho que ela é super manjada, no sentido de que as pessoas, elas usam essa teoria pra todas as coisas que existem, né? Então, de papo, Pokémon é porque no início, quando o Ash cai da bicicleta, então ele imaginou todas as aventuras com os Pokémon, entendeu?
É sempre, é sempre isso. Eu não tô lembrando de mais nenhum exemplo agora, mas, assim, todas as coisas é sempre isso. E aí eu acho muito manjado e me dá preguiça. E é deprimente, né?
Mas, assim, eu já vi rolar muito na internet que a J.K. Rowling realmente cogitou essa possibilidade, só que eu não sei se isso é mentira ou não. A gente já não ouviu do mais nada a vinda de J.K. Rowling, mas, pô…
Mas naquela época, né? Naquela época que ela era sã. É, não, é, acho que não, pô. Porque aí parece que você, né, você criou tudo no inverso, você foi desinvalido, Rowley.
Eu não lembro dela ter falado sobre isso nenhuma vez. Ela já desmiteu algumas dessas teorias absurdas até que a gente vai falar. Mas, assim, era uma coisa que, por mais que eu soubesse que era um absurdo, justamente porque eu pensava, meu Deus, ela fez uma construção de universo gigante, construiu uma complexidade imensa. Ela não vai simplesmente jogar tudo isso fora, mas eu ficava sempre com aquele medo.
Eu confesso que eu cheguei na última página do sétimo livro com medo de dizer assim, e Harry abre os olhos e estava dentro do armário. Tipo, nossa, até chegar no tudo estava bem e eu ainda tava com medo, eu juro. 19 anos depois, Harry acorda no manicômio, né? Tipo…
E outra coisa bizarra é porque Harry Potter significava tanto pra gente. Porque, tipo, eu como criança adolescente, Harry Potter era, tipo, minha coisa número um. Eu abri os olhos e fechava os olhos pra Harry Potter, né? Era assim, isso é tão bom, é tão bom, é tão bom que, nossa, acho que no final vai ter alguma coisa que vai estragar isso.
Então, acho que eu tinha esse medo, sabe? Exato. E, por exemplo, a discussão que existia de teoria, por exemplo, como a gente falou, era um livro publicado numa livraria de um auto-americano, por exemplo. Ou então era um fórum, gente.
Não era rede social, não tinha rede social. A gente tinha que ir pra um fórum, se inscrever no fórum, participar, criar uma conta, fazer um avatar, que a gente colocava um avatar, muitas vezes um nome falso, que era um nick. Era tópico de discussão, então assim, era um nível de aprofundamento, porque pra quem se dava o trabalho de fazer tudo isso, você realmente queria discutir o assunto. Não é feito você estar no Twitter e de repente um Twitter aparece no seu feed, entendeu?
Nossa, é engraçado que o próprio paterista tinha, né? Tem ainda um fórum ativo, as pessoas não postam mais, desde 2018, pelo que eu vi agora. Mas, enfim, discussão em nível de fórum era outra coisa, né? Não tem nada a ver com…
Acho que também tem isso, né, Flávio? Naquela época, não tinha essas mil séries do Netflix, não tinha… As pessoas se preocupavam com uma coisa só, parece, ou com poucas coisas, e ia muito mais fundo, dedicavam muito mais tempo, né? Com certeza.
E sem falar que a gente tinha um hiato muito grande, né? Então, de um livro pro outro, levava dois anos, sei lá. Quando eu vi uns filmes, tudo bem, a gente meio que saciava aquela coisa com filme, mas ao mesmo tempo o filme não trazia nenhuma novidade em termos da história, né? Então, era muito tempo, então você tinha dois anos pra ficar mastigando teorias, assim, todos os dias.
Então, todo tipo de bizarrice surgia, mas também surgia coisa boa, tem muito a ser também. E que bizarrice hoje, na época, podia não parecer tão bizarro assim, né? Com a visão da época de quem não tinha todos os livros, enfim. Nossa, é com certeza, tem uma teoria dos meus tempos de Hogsmeade, né?
Antes de eu entrar no Potterish, eu fazia parte do Hogsmeade. Que é um outro fansite, Potterish de 2002, o Hogsmeade é de… Eu acho que o Hogs surgiu depois do Potterish, só que cresceram juntos, depois o Hogs acabou e o Ishi seguiu, né? Aí, no Hogsmeade, tinha umas colunas, inclusive vou citar o nome dela aqui, o apelido dela era Lilipi, certo?
Era Lily com o pezinho do Potter, certo? Eu chamava Lilipi. E ela era uma senhora, Silvia Possas, o nome dela. Na época, ela já era professora universitária, certo?
Ela tinha uns 40 e poucos anos. E nós, todos lá, com seus 15 aninhos assim, e ela fazia parte da equipe e escrevia umas colunas incríveis, assim. Eram coisas bizarras, assim. Tanto incríveis em termos de análise, vamos dizer assim, sabe essas análises massas que vocês fazem aqui no podcast?
A psique aí da Grifinória, a psique de um personagem, fazendo uma terapia aqui no podcast e tal. Ela fazia isso nas colunas. Só que vê só, ela era uma pessoa de 40 e poucos anos, professora universitária. Então, ela tinha uma visão dos livros que eu, com 15 anos, era impossível de ter essa visão.
Então, eu acho que ela conseguia enxergar as entrelinhas do plot. Ela conseguia já pensar em coisas e ela acertava muito. E tinha uma teoria dela que eu acreditava tanto, que quando eu li relíquias, eu cheguei a ficar decepcionado, porque a teoria não se cumpriu. Tipo, tem aquela coisa do Vell, do Departamento de Mistérios, que Sirius passa pelo Vell, né?
Primeiro que vocês sabem que uma das teorias que foi por muito tempo debatida é que Sirius nunca tinha morrido, né? Isso aí foi uma coisa que a gente teve que engolir seco, que ele morreu, porque por muito tempo se debateu que ele estava vivo do lado de lá. Que estranho, ainda mais no livro, com a descrição do livro, era uma coisa, eu acho, que ele atravessou o Vell, uma coisa que não era muito comum nas outras mortes, digamos assim. Porque, na verdade, no livro, Belatriz não fala a Vada Kedavra, no livro ela usa um outro feitiço, fala um outro feitiço atingiu Sirius.
A gente não sabe que feitiço foi esse. Então, até ver o corpo no chão, a gente não acredita que ele morreu. Nobody no crime, né, então? Exatamente, a referência da Terra Shift, eu amo, sempre tem que ter.
Aí, a teoria era o seguinte, lembra que a Luna, quando estava passando perto ali do Vell, falou que escutou umas vozes do lado de lá? Até no filme a gente escuta um murmúrio. Sim. Então, o pessoal falava o seguinte, olha, ela tinha uma teoria, gente, hoje vai parecer absurda, mas na época era o que havia de mais incrível.
Era o seguinte, Amímbulos Mimbletone entrava na teoria, por quê? Porque a Amímbulos Mimbletone, ela não ia aparecer na história por nada, acabou aparecendo, mas ela não iria aparecer por nada. Então, possivelmente, eles iam fazer uma poção com a Amímbulos Mimbletone, que era a planta do neveu, que quando Harry tomasse a Amímbulos Mimbletone, ele iria conseguir atravessar o Vell sem morrer, certo? E por que ele iria fazer isso?
Quando ele descobrisse que ele tinha um horcrux alojado na cicatriz. Essa teoria já era bem forte na época, que Harry tinha um horcrux alojado na cicatriz, então ele iria tomar uma poção feita com a Amímbulus Mimbletone, e iria conseguir atravessar o Vell. Quando ele atravessasse o Vell, ele ficaria vivo, mas a horcrux, a pedaça de Voldemort na cicatriz, morreria. E neste momento ele encontraria com Sirius, além Vell.
Essa era uma teoria muito forte, essa era uma teoria muito forte. Eu li o livro tendo certeza que isso ia acontecer. É, mas gente, achei muito bem elaborada, realmente. Perto das próximas que a gente vai discutir, inclusive…
É, eu não achei bizarra não, achei bem boa. É o que eu estou te dizendo, ela tinha teorias incríveis, sabe? Um salve aí pra Lilip, que eu adoro ela. Pô, é realmente interessante, assim, porque…
Eu acho que esse negócio do espelho ninguém nunca conseguiu engolir direito, né? Porque ele parece uma coisa muito interessante, né? É muito diferente. E aí isso na verdade só estava lá, e era basicamente o Sirius cair por ali e você não ter o corpo dele, né?
É que querendo ou não, a gente fica muito… Mesmo a gente… Eu sempre falo isso no podcast, né? Que mesmo a gente que lê os livros várias vezes, que relê, que fica com a imagem do filme.
Então a gente aceita, acho que, mais fácil. E o pessoal que hoje em dia, enfim, assiste até os filmes primeiros e tudo mais, não foca muito nisso, mas realmente é uma cena meio confusa… Não confusa, mas enfim, deixa realmente perguntas e pontas abertas, assim eu diria, sabe? Tipo, gente, quem tiver ouvindo aqui, depois de terminar o podcast, recomendo muito vocês irem no capítulo do Departamento de Mistérios, tá ligado?
É sensacional e é muita coisa acontecendo e muita coisa bizarra, né? Tipo, é muito, muito bom aquilo ali. Meu Deus, e pensar no David Yates fazendo merda, todo… Já tá, gente.
11º, 12º, não sei qual vai ser esse episódio, sempre tem que falar mal do filme, não tem como não falar mal do filme. Gente, deixa eu falar de outra teoria bizarra que eu lembrei aqui, porque você falou de um corte que foi o Departamento de Mistérios, eu lembrei que foi cortado também o hospital de St. Mungus. E aí tinha uma teoria que eu não vou nem ser capaz de elaborar mais, porque era bem difícil de lembrar, mas com os papéis de chiclete que a mãe do Neville dava pra ele.
Aí, lembra que ela insistentemente ficava entregando aqueles papéis pra ele? Então alguém teorizou que tinha alguma segunda intenção por trás daquilo, que ela estava querendo passar uma mensagem secreta pra ele. Não sei o quê, tá? Mas aí falava o nome do chiclete, eu não me lembro do nome do chiclete, nem na tradução, nem no original.
O pessoal fazia anagramas com o nome do chiclete para possibilidade de mensagens secretas em que ela estava passando pelo nome do chiclete pro Neville. Meu Deus! Ah, mas anagrama de que o Rowling gosta bastante, gostava, então assim, faz sentido, sei lá, faz sentido, não sei. Não, é por isso que, por exemplo, no episódio da Sonserina, a gente menciona isso, é por isso que o pessoal descobriu quem era RAB.
É fichinha, meu, descobrir isso perto de quem está fazendo anagrama com o nome de chiclete, cara. Exatamente, é. Não, e contexto, né, pro pessoal, que a gente sabe que tem um pessoal que está escutando o nosso podcast, a gente recebeu uma mensagem hoje, inclusive, fofíssima. Se vocês não lembram muito bem, gente, se vocês, enfim, ainda não leram os livros, tem um trecho de A Ordem da Fênix que o Neville visita os pais que enlouqueceram num hospital bruxo, que é o San Mungos, e aí, enfim, é essa cena que o Flávio falou quando a mãe dele entrega essa bala de papel que o pessoal teorizou aí.
Mas realmente, eu acho que essa teoria ilustra, realmente, o quanto o pessoal tinha tempo e vontade pra discutir, né? Meu Deus, era num nível assim, e isso eu acho que ilustra bem isso que a gente acabou de falar. O RAB foi tão fichinha que, assim, quando terminou o livro, todo mundo já sabia quem era, mas, assim, e tanto a J.K. Rowling sabia, que todo mundo sabia, que a revelação no sétimo foi bem assim, de qualquer jeito, porque todo mundo já sabia.
Ela nem tentou, né? Uhum. E outra teoria também que todo mundo já deve ter pelo menos ouvido falar, pelo menos visto ali um trechinho, apesar de que, às vezes, não se interessou o suficiente para ler, confesso que eu fui uma dessas pessoas por muito tempo, até aparecer tantas vezes que eu falei, deixa eu ler isso aqui, né? É de que o Rony e o Dumbledore são a mesma pessoa, e aí vocês podem falar que a gente tá, assim, completamente drogado, né?
Mas realmente tinha essa teoria, gente. Tinha essa teoria… Você lembra se essa teoria era antes de lançamento dos livros finais? Você lembra da época dela, Flávio?
Quando ela surgiu? Porque eu não lembro, não sei quando surgiu. Olha, essa nunca foi uma teoria que eu dei muita bola, mas foi depois de Prisioneiro de Azkaban. Na verdade, depois que surgiu um viratempo na história, qualquer teoria, inclusive essa loucura aí, se tornou possível, entendeu?
Inclusive, carceteado se tornou possível. Voldemort tem um filho com a Bellatrix, enfim, meu Deus. Maldito momento que foi levantado o viratempo. Tanto é que ela deu um jeito de acabar com os viratempos em ordem da Fênix, né?
E depois ressuscitou os viratempos, né? Pois é. Isso não faz… Aí é um episódio à parte, mas, enfim…
Essa teoria, assim, o pessoal baseia muito ela nas características físicas, que o Rony compartilha com o Dumbledore, né? O nariz alonga… É que, assim, é pela em ovo, né? Mas, enfim, nariz alongado, a cor dos olhos, altura…
E o Dumbledore, ele é originalmente ruivo. Os dois gostam de feijózinhos de todos os sabores. O Dumbledore tem uma cicatriz no joelho esquerdo… E aí começa.
Aí vem onde Flávio falou, Prisioneiro de Azkaban. O Dumbledore tem uma cicatriz abaixo do joelho esquerdo, que é o mapa do metrô de Londres, mas que o pessoal falava que essa cicatriz teria sido adquirida com a mordida que o Rony levou do Sirius no Prisioneiro de Azkaban. Aí vocês… A cabeça de vocês estudiram, né?
Aí tem que ter a explicação. Calma, gente, calma. Vamos chegar lá. Então, a teoria, basicamente, ela existe basicamente pra falar que o Dumbledore precisava ficar perto do Harry o tempo todo, mas ele não poderia enquanto o Dumbledore era o diretor.
Então, ele é meio que tipo… O Rony teria voltado ao passado e o Dumbledore teria entrado no corpo dele, assim, de alguma maneira, né? Não sei se com um polissuco… Não sei os detalhes dessa loucura.
É meio que essa teoria, né? Essa questão do vira-tempo, na real, eu não lembro direito, mas tinha uma coisa do vira-tempo, né? Que eu me lembre, assim, eu acho que alguma coisa tinha dado errado no curso natural da história e aí o Dumbledore meio que voltava no tempo e dava um jeito de se tornar o melhor amigo do Harry pra tentar consertar o rumo das coisas, sabe? Mas, gente, assim, sério, não dá nem pra começar a discutir isso.
Eu lembro até que tinha um rolê de que o Harry era o Dumbledore. E aí, tipo, por exemplo, porque Enigma do Príncipe, ele leva, né, uma surra do Draco, tipo, lá no expresso de Hogwarts, e aí ele quebra o nariz, né? Ai, meu Deus! O nariz!
É isso! É o tal do pelo em um ovo, né? Porque o Dumbledore tem o nariz meio estranho ali, enfim. Eu tenho certeza que essa teoria dos mesmos criadores de Newt deu aragog para o Hagrid, sabe?
Newt deu a Fox pro Dumbledore. Todos os animais do universo Newt que criou. Mas, gente, isso eu não duvido, do jeito que as coisas estão caminhando aí, e veja bem, eu até gosto do negócio da Nagini, só que, assim, eu não duvido, entendeu? Porque, inclusive, a Fênix já está trabalhada lá no Crime de Grindelwald, já está abordada lá.
Eu nem vou criticar mais, porque tem até print meu chamando a teoria da Nagini ser aquela moça lá que aparece, dizendo, isso é um absurdo, vocês estão loucos, vocês estão pirados. Aí depois confirma, diz, nossa, tem print mostrando, olha aí você. Difícil, difícil, porque não tem mais um standard, né? Aí fica complicado.
É, não tem mais padrão, as coisas começam… Depois de Curset Chard, assim, foi um divisor de águas, entendeu? É a ponte que liga o mundo das ideias, enfim, concretas e das ideias da Tapafurtas, exatamente. Mas, enfim, gente, essa teoria é uma das, assim, que pra mim é muito bizarra, mas, bom, a criatividade de quem fez essa teoria, louvável, pelo menos.
Gente, eu acho que é um daqueles mitos que surgem de ninguém sabe de onde e de repente todo mundo conhece e é isso, populariza, mas, assim, eu nunca acreditei nisso. É, em relação também a questão de um ser outro e a mesma pessoa ser meio… Essas coisas doidas aí tem a teoria de que Harry é o herdeiro da Grifinória. Na realidade, isso é uma coisa que tem um pouco até hoje, eu acho, né?
Tipo, algumas pessoas não tem como derrubar pelos livros, eu acho. Eu acho que essa daí tem muito mais fundamento, não que seja verdade, mas tem muito mais fundamento. O pessoal via, por exemplo, a espada de Grifin ou ter aparecido pra Harry através do chapéu. Tem a questão do mesmo jeito que existe um herdeiro de Sonserina, deve existir um herdeiro de Grifinória pra poder vir aí proteger a escola, o que quer que seja.
E tem a questão que Harry nasceu em Godric's Hollow, que leva o nome do Godric's. Então, assim, tem muitas coisas que apontam Harry como um verdadeiro Grifinório, tipo isso, né? E que poderia ser uma compensação ao herdeiro de Sonserina. Então, assim, acho que até hoje tem gente que acredita nisso e…
Eu não sei até que ponto a gente pode dizer que não tem alguma razão, né? A família Potter, né? É uma família puro-sangue, é uma família antiga. Então, assim, pode ser que de fato exista uma ligação.
Quando você tem uma família que é tão tradicionalmente falando, tipo da sociedade bruxa, ou enfim, a gente puxar aqui pra nossa sociedade também, sei lá, sei lá. Se você for puxar os Matarazos, você sabe de onde eles vêm, entendeu? Porque, tipo, é um nome tão grandioso e tem tanta coisa. Aí é mais fácil de saber a linhagem.
Então, assim, talvez… É, e as famílias de puro-sangue meio que todas estão de certa forma interligadas, né? É, todo mundo é primo de alguém, né? É, tem até aquela questão das 28, né?
As 28 famílias originais, enfim. Eu acho que isso não tá nos livros, mas tá num texto que a J.K. Rowling publicou no Pottermore, dizendo os nomes das primeiras famílias, enfim. Eu vejo fundamento também, porque não duvidaria, por exemplo, que é uma questão que às vezes a J.K.
Rowling pensou em fazer e em algum momento até desistiu, assim, sabe? Porque, ah, não precisa. É, é que eu acho que a importância é que as coisas são dadas. Porque, tipo assim, se a gente pegar o Slytherin, né?
Tipo assim, ele foi lá, brigou com todos os fundadores, saiu de Hogwarts, deixou o basilisco, meu herdeiro vai voltar e vai acordar as coisas lá. Ele move um livro, né? Ele move uma narrativa inteira, né? É, exato.
Então, tipo, existe uma necessidade de um herdeiro. Narrativamente falando. É, principalmente porque tem a coisa da habilidade de falar com cobras, né? Que é uma coisa que aparentemente se passa geneticamente.
Então, eu acho que tem essa questão. Então, os outros, qual seria a necessidade de de fato ter um herdeiro? Tipo assim, pode ser que as pessoas ali sejam, mas assim, isso dá algum poder a mais pra pessoa? Acho que não, né?
Tipo assim, você vai falar com leões? Acho que não. E também, eu acho que a gente pode até pensar de uma forma até de tipo, como importava pra Salazar e como importa em muitas pessoas da Sonserina a ideia da linhagem, da pureza de sangue, da família bruxa. Enquanto pras outras casas não é um ponto muito grande, né?
Então, ser herdeiro ou ser não serdeiro, não importa. O que importa é você estar ali seguindo os valores da casa, alguma coisa meio assim. É. Tanto é que o Neville depois recebeu a espada pelo chapéu da mesma forma, né?
E provou ser um verdadeiro grifinório, né? Não foi pro ser herdeiro. Sim. É que é meio x, mas é possível, enfim.
Na minha cabeça, bom, gente, se é possível o Voldemort ter um filho, vai ser possível o Harry ser herdeiro de grifinória, estou decidindo aqui, decretando, criei o canon, gente. É isso aí, a partir de agora todo mundo aceita, tá? Beijo. Aí tem uma teoria também que é meio StapaFoodia, mas eu acho que ela é StapaFoodia hoje, de que o Voldemort foi aprendiz de Grindelwald.
Essa teoria é meio óbvia, né? De tipo, ah, ele era o bruxão das trevas de antes, o Voldemort era o bruxão das trevas de agora, então os dois, enfim, foram best, sendo que na realidade foi o contrário. Não o contrário necessariamente, mas enfim, Voldemort matou o Grindelwald, né? Então…
Não, não era amigo, só matou. Só matou, mas é porque ele tava louco, gente, louco de pedra, enfim, tava meio… Ah, e você não tem a banhinha que eu quero, então vou te matar. Eu confesso que eu fiquei com muita esperança que em Animais Fantásticos a gente fosse ver algum link entre as duas histórias de alguma forma, sabe?
Até porque o primeiro Animais Fantásticos se passa no ano do nascimento do Voldemort, né? Voldemort nasce naquele inverno ali, então eu achei que a gente teria alguma menção, alguma possibilidade de conexão, mas… Eu acho que ainda pode rolar, porque a gente tem a Nagini ali… Ela eventualmente vai ter que…
É que ela encontra o Voldemort só em 1994, né? Não, não, ela não, ela encontra ele muito depois, mas eu acho que já vai ter alguns enguiços dela, e aí a gente já consegue entender mais ou menos como é que ela foi parar no Voldemort, sabe assim? Espera, né? Não sei.
Acho que tem que ser justificado narrativamente. E também de… É isso, começa, né? Quando ele nasce e termina em 45, que é quando ele se forma em Hogwarts.
Então… Talvez tenha… Sabe aquela coisa bem fanservice, assim, de tipo assim… O que já tá acontecendo bastante, né?
É, não, já tá tendo bastante, mas de ter alguma de ele aparecer, assim, mas não que ele vai ter relevância pra nenhuma coisa, só ele aparece mesmo. Tipo a Minerva, no segundo filme. Nossa, ridículo, mas a Minerva nem devia estar lá, o Tom Riddle pelo menos tá vivo, tá na escola, né? Ah, nossa senhora, meu Deus.
Talvez alguma menção, se aparecerem animais fantásticos, possa às vezes até ser uma manchete, casualmente, com o jornal, assim. Desaparecimento suspeito, morre, sei lá, Epizibá e Smith, sei lá, alguma coisa do tipo, não sei, nem… É, existem tantas maneiras, né? É, a gente tem que pensar que no meio de tudo isso, né, que a gente tá falando, de animais fantásticos, ocorre o rolê da câmera, que Hogwarts é quase fechada, né?
Sim. Bom, gente, é muito fácil teorizar. Vocês podem estar ouvindo, né? Acontecendo ao vivo.
Daqui não sei quantos anos, se animais fantásticos de fato for pra frente, a gente volta aqui e a Marina deu aí, lançou a braba. É, em relação a essa teoria aí que foi falada, eu acho que o que nós temos de evidência real mesmo é que a história dos dois correu em paralelo e o único encontro de fato foi quando Voldemort apareceu pra matar Grindelwald. É isso que nós temos de evidência, né? Em busca da varinha das varinhas, né?
Isso. Pois é, mas na época fazia sentido, né? Antes de ter esse encontro, aparecer esse encontro lá no sétimo livro, acho que fazia bastante sentido, né? Se Voldemort teve alguma inspiração, foi um adolescente que cresceu pensando nas ideias daquele bruxo que fez aquele terror todo sobre a superioridade bruxo.
Se ele teve essa, sei lá, inspiração, acho que isso nunca ficou claro, né? Pareceu uma coisa que partiu dele pelo, sei lá, o nojo que ele tinha do pai, né, mais ou menos. É, a gente discute isso inclusive no nosso episódio sobre o Voldemort. Não sabemos se vai sair primeiro, qual dos episódios vai sair primeiro, mas eventualmente a gente volta na plataforma de streaming que a gente tem um episódio só sobre o Voldemort.
Já tô fazendo o jabá aqui. O jabá de algo que não saiu. É, mas é que às vezes assim, é legal, inclusive teve um podcast comentário aqui Fan Facts, gente, a gente gravou algum podcast no dia 30 de setembro, que acho que foi o do set de Animais Fantásticos. Saiu, né?
Agora, em janeiro as pessoas comentaram Nossa, gravaram 30 de setembro? Sim, gente, podcast gravado com muita antecedência. A maioria deles, entendeu? A maioria é tira da semana passada.
É, que a gente gravou e publicou, mas enfim, de modo geral a gente gravou com antecedência. Mas enfim, voltando às teorias, agora vamos para a teoria muito bizarra. Bom, todas são bizarras, mas enfim, o Snape amava a Narcisa Malfoy. Olha o nível, né, gente?
Não acho que o Snape amava ninguém. Gente, eu não vou julgar, eu não vou julgar porque chip, assim, a gente tem que respeitar, né, eu acho. É, não sendo um chip abusivo assim, sabe? É que a voz da pessoa traumatizada com o Fendo, né, a do Flávio.
É, tem alguns chips que são complicados, tipo, não sei se vocês já leram a fanfic da Lula Gigante e de Hogwarts. Putz, aquilo é que ela é foda, né? Ah, eu acho que já vi até chip tipo Dobby e Hermione, assim, a imaginação do pessoal não tem fim, porra, é um negócio bizarro. É, tem limites, né, que dá pra respeitar.
Mas enfim, é que as motivações do Snape, eu entendo o que que motivou essa teoria, porque as motivações do Snape, elas foram reveladas só lá no final do sétimo livro, né? E aí o pessoal fazia muito essa teoria, porque enfim, por que a Narcisa teria ido ao Snape pedir ajuda, sabe? Falta bastante subsídio pra essa teoria, mas assim, é incrível, né, porque o Snape é um cara que tava super recluso lá em Hogwarts, não tinha amizade com a Narcisa, né, pra ela chegar assim do nada e pedir pra ele, enfim, o pessoal pensava que era por causa disso, eu acho forçado, mas enfim, eu entendo. Eu acho que era uma forma de tentar descobrir realmente qual que era o rolê do Snape, porque pessoa boa não era, mas o Dumbledore confiava nele, aí você ficava, meu, qual que é o rolê aqui atrás, aí, pode ser, no caso, era simplesmente porque ele era comensal, ela era pseudo comensal.
Mulher de comensal. Exato, mulher de comensal. O filho dela tava sendo obrigado a fazer um rolê lá e ela temia pelo filho dela, ah, beleza, esse cara trabalha em Hogwarts, ele pode fazer isso, ele vai tá lá, né? Eu acho que é bem por aí também.
Mas coitada da Narcisa, pô, já tá com o Lúcio, que é um bosta, imagina teu Snape ainda, tá louco? De fato, realmente, amiga que dedo podre, sabe? Coitado, ainda bem que não foi isso, ficou só um embuxo em vez de dois. Ah, não sei, eu acho que isso é a necessidade de ter um chip mesmo, um chip da Sonserina e a galera mergulhou na ideia, sabe?
E por falar em Snape, também tinha a teoria de que o Snape é um vampiro, né gente? Vocês já ouviram falar dessa? Cara, eu tenho aqui em casa a edição de 10 anos de Pedra Filosofal, que também é uma capa da Mari Grandipe, é muito bonita, eu recomendo vocês procurarem na internet, e aí tem uma ilustração do Snape que a J.K. Rowling fez.
Eu vou até traduzir o que ela tá falando, ela fala Então, Snape, como eu sempre ouvi, isso foi desenhado em 1992 ou 3. Mesmo que eu tenha passado anos da minha vida negando que o Snape é um vampiro, que é uma das maiores teorias que tem e mais absurdas, né? Eu devo dizer que ele parece um pouco o Conde Drácula nessa capa. Nossa, gente de Deus, vocês precisam jogar no, a Marina tá mostrando pra vocês aqui, a gente tá gravando o podcast, ela tá mostrando pra gente, joguem no Google, não saiam no podcast, joguem no Google, Snape Drawing by J.K.
Rowling, assim, vocês vão ver que realmente é o Drácula total, assim. E a gente tem que pensar, por exemplo, que quando em Relíquias da Morte, Snape, eu estou falando do livro, quando ele foge daquele duelo contra a McGonagall, ele se transforma em uma forma que é descrita como bat-like, como forma de morcego, então é outra coisa que entra aí pra estimular esse tipo de teoria, né? Nossa, meu Deus. Gente, temos uma curiosidade, temos um bastidor do podcast pra falar pra vocês.
No episódio do Snape, que a gente gravou, que já está no ar, tinha um momento em que era falado sobre isso, de que, tipo, dessa parte que, tipo, o Snape é um animago e ele se transforma num morcego. Só que, na verdade, é um erro de tradução. O Flávio falou certinho, né? Que ele pegou em inglês, bat-like.
É, exato, ele pegou em inglês, é uma figura, né, morceguesca. Exato. Mas em português, se você ler, meio que está escrito como se ele se transformasse em um morcego, né? No caso, a gente apagou isso do podcast.
Sim. Mas é porque eu acho que fica meio assim, eu não tenho certeza como é que está o texto em português, mas é que ele se transforma num morcego, basicamente, sendo que, na realidade, é uma forma parecida com morcego, uma forma morceguesca. É, ele está com uma capa, né, basicamente, é meio esse o Ronê, mas assim, cara, é isso, um cara ranzinza, recluso, pálido, que fica na masmorra. Nossa, gente, que homem.
Mas tem outro indício também que eu acho interessante, que, na realidade, quando o Snape substitui o Looping, né, quando o Looping, enfim, estava dedando com os problemas da nicantropia, ele pede, né, para que o pessoal faça uma redação sobre lobisomens, e na aula anterior, o Looping tinha pedido uma, não sei se era bem uma redação, mas um trabalho sobre vampiros. E aí teve gente que falou, ah, ele não estava querendo dar shade no outro, sabe, não estava querendo, enfim. Trocando em diretas pelo cronograma de aula, olha só. Ah, gente, faz muito sentido.
Adorei o Snape e o Vampiro. É, antes do Twitter, o que tinha para fazer. Bom, é mais uma teoria que eu estou dando o meu carimbo aqui de… É isso, gente, das teorias que a gente discutiu até agora.
Para mim, o que passa, real, é o Snape e o Vampiro, o que mais? Harry Ardeiro da Grifinória, do Claudia Gryffindor, o que mais? Acho que essas que passam por enquanto. E a do Vell, né?
A do Vell, é. A do Vell nem sabia, mas realmente perfeita. Considero pacas. É engraçado, até, se você pensar em vampiros, que a gente meio que tem menção a vampiro em Harry Potter, mas não é muito claro como é o rolê, né?
Eles chamam de Go, não é? Não é Vampire? Não, na verdade são coisas diferentes. Ah.
Tem um vampiro que é missionado, que é lá na festa de Natal do Clube dos Lugorn, que ele está lá. E ali é um vampiro mesmo. É, ele é escritor, algum rolê meio assim, e aí ele está lá. Sanguine, eu acho o nome dele, Sanguine.
Que bosta! Mas a gente não tem… Cara, acho que todas as outras criaturas a gente tem menção direito, né? Agora o vampiro é o cara até lá, mas a gente não sabe nada de como funciona isso na sociedade bruxa, tá ligado?
É, não é informação. É estranho, né? E aí tem o vampiro que vive na toca dos Weasley, assim, tipo, o que, em inglês, é que é até questão de tradução. Em inglês ele é chamado de Go, e é meio que uma coisa folclórica, em inglês, enfim, é outra questão, né?
Um Go é tipo um espírito agorento, alguma coisa desse tipo. Assim, eu não sei muitos detalhes do folclore, mas é uma coisa assim. Mas que em português ficou traduzido como vampiro. Eles provavelmente preferiram colocar vampiro do que ter que explicar o que era aquilo ali, né?
Não tinha como meio que recriar, né? Realmente. Eu posso falar uma teoria, agora essa teoria, ela não surgiu dos livros, ela surgiu dos filmes com uma possível inspiração para os livros, tá? E o pessoal tinha tanta certeza disso que até inspirou uma fanfic que eu escrevi.
A fanfic chamava Contos Marutos. Gente, era o seguinte, vocês lembram daquela cena, o Harry e o Lupin na ponte em Prisioneiro de Azkaban, em que o Lupin começa a falar muito bem da Lillian, que Lillian tinha uma capacidade que as outras pessoas não tinham, que Lillian foi muito importante pra ele, fala muito bem de Lillian ali, né? E aí, saiu uma entrevista na época da divulgação do filme, que a J.K. Rowling dizia que tinha adorado a direção do Quarón, e que inclusive uma das cenas que tinha sido criadas para o filme, que era essa, dava indícios de uma coisa que nós iríamos descobrir nos livros, que era o quê?
Que Lillian tinha uma capacidade de ver o melhor das pessoas, era esse o indício. Então era o Snape, certo? Só que todo mundo criou um chip, Lupin e Lillian, porque Lillian teria visto o melhor em Lupin, mesmo ele sendo lobisomem, blablabla. Então isso era uma coisa bem forte no fandom na época, ao ponto de inspirar a fazer uma fanfic, entendeu?
É que sei lá, é necessidade de alguma maneira de, enfim, vamos chipar, sabe? Aquela coisa de vamos chipar. E não, eu acho que assim, com esse background que o Flávio deu, eu acho que faz um pouco sentido, que é isso? Tipo, não foi tipo, o Lupin falou dela, o pessoal começou a chipar.
Não, a J.K. Rowling falou pô, deu o indício de algo que vai se revelar no futuro. Aí a coisa mais óbvia que pensaram, né? Tipo, foi a beleza, então ele era apaixonado por ela, né?
Enfim, ele é pai do Harry, meu Deus. Então surgiu, realmente surgiu isso aí na época, eu comecei a escrever a FI, que assim, é sobre as aventuras dos marotos, era tipo o que nós não descobrimos, né? E aí, obviamente, rolavam os romances em um adolescente também, né? Então tinha o apaixonado do Lupin pela Lelian, não correspondida.
Nossa, que bad. Não, que bad não, né? Porque se não teria o Harry, mas enfim. É, e também não é a única coisa que Prisioneiro de Azkaban trouxe, né, Flávio?
Que você me falou também da questão da Hermione. Ah, gente, isso aí obviamente é meio que um erro de interpretação, mas isso fomentou teorias fortes. Também a partir do filme, quando Hermione uiva e o lobisome vem, muita gente diz que Hermione era um lobisomem. E tipo, as pessoas apostavam.
Porque no filme é falado que o lobisomem ele só atende o chamado de um igual. E aí, Hermione uiva e o lobisome vem. Meu Deus. É, Steve Kloves, né, o roteirista, enfim, escrevendo frases que conflitavam com o próprio roteiro dele, né, aparentemente.
A culpa é dele, desculpa. Não é dos fãs que interpretaram errado. É que o pessoal analisava, tipo, fala por fala. Então, faz sentido assim, essa teoria.
Gente, mas vocês têm que ver que nós sempre fomos estimulados a esse tipo de coisa. Quem não viveu talvez não saiba, mas J. K. Rowling tinha um site e nesse site ela fazia revelações pro fandom, por exemplo, como a data em que o livro ia ser divulgado, ou o título do livro.
E ela fazia isso na forma de jogos e enigmas. Então, nós tínhamos alguns enigmas no site, de preencher uma forca, ou de você sair procurando lá na página. Mas os sites eram flash, né, aqueles sites interativos, enfim, que demoravam pra carregar, beleza. Super pesados, com o sistema, com a internet lenta, porque eram milhões de pessoas acessando ao mesmo tempo, mas era um joguinho, tipo um puzzle, assim, de você tentar até chegar e descobrir o nome do livro.
Então, até pra saber o nome do livro, nós éramos estimulados a fazer um enigma. Então, que dirá com as informações que nós tínhamos no livro, né? Não, total. E, tipo, algumas coisas, erros mesmo, como esse caso que eu falei do Steve Louvres, que escreveu erradas, enfim.
E realmente, ela gosta muito de enigmas, eu lembro que isso ela continua, até certo ponto. Eu lembro que com Animais são táxicos, ela fez alguns anagramas, assim, pra revelar algumas coisas, né? Tipo, eu lembro que tinha um que era Ah, my van won't tolerate this nonsense. E aí, quando se convertia tudo, era tipo Newt Scamander just, tipo Newt Scamander só queria passar algumas horas em Nova York, sabe, enfim.
Isso em 2015, né? 2014, não lembro, também. Sim, não, teve também todo o rolê do Pottermore, né, também. Pronto, o Pottermore foi uma experiência mais recente que talvez lembre aquilo que era antes, né?
Que foi todo um, quase um caça ao tesouro, não foi? Não foi? Sim, eram localizações, né? Tipo, vários lugares e cada localização que você tinha que descobrir era uma letra e formava o Pottermore.
Inclusive, uma dessas localizações era no Brasil, que era a casa do Rafael Bento, né, do Clube do Sluge, porque foi ele que descobriu que o Pottermore tinha sido uma marca registrada, né, e tals. Ele que descobriu também o Vermorne, né, gente? Não sei se vocês vão lembrar que… Foi, ele descobriu.
Descobriu a palavra Vermorne e a gente publicou esse furo na época. Um detetive, né? Aí eu lembro que quando o Vermorne foi revelada, e assim, nossa, vocês lembram, né? Os dois, no caso o Marinho e o Flávio, estavam envolvidos nessa, eu editando o texto e vocês pesquisando juntos, enfim.
Que merda é esse o Vermorne? Mas ele já apostou que seria a Escola de Imagia Americana e foi, de fato. E aí, quando o Pottermore revelou, eles colocaram, assim, alguns fãs, óleos de águia, já. Porque, óbvio, ninguém…
A Warner não respondeu a gente, ninguém comentou, a J.K. Rowling não falou nada, mas eles viram que a gente tinha descoberto, né? Mas é porque, Rafael, assim, eu tô tipo de boas lá no hospital de plantão, aí de repente eu recebo uma mensagem no celular. Flávio, eu descobri uma coisa aqui muito séria sobre a Escola Americana de Bruxaria.
Diz que é o quê, cara? Peraí, eu tenho que parar tudo que eu tô fazendo aqui pra saber o que foi isso. Deixe o paciente lá, se vira aí. Enfim, né, gente?
Tem uma teoria, teve, né? Uma teoria de que o Voldemort era o pai do Harry, né? Na realidade, era pai da Delfine Lestrange Riddle, né? Que, enfim, outro canon, outra história, mas, enfim.
E essa era uma teoria que tem, tinha um pouquinho de fundamento, né? De alguma maneira, assim, não sei. Tem a questão da cicatriz, enfim. Você, sincero, faz muito mais sentido ele ser o pai do Harry do que ser o pai da Delfine.
Exatamente! Essa teoria, eu acho que a inspiração dela é estalosa. Sinceramente, eu acho que veio do Luke, é meu father, e é isso, sabe? Tanto é que a própria J.K.
Rowling, essa teoria foi tão forte, acho que ao ponto até de ser publicado em jornais e tal, que ela teve que falar na entrevista, isso não é Star Wars, ela falou com essas palavras, isso não é Star Wars. Então aí ela negou essa teoria, porque ela era muito forte, mas eu acho que a inspiração era Star Wars. Eu acho que realmente era puxado por isso mesmo pra Star Wars, e ela se sentiu muito compelida a falar, porque era tão fora, né, da realidade, não era nem próxima. Eu acho que tinha essa questão das cicatrizes, talvez, que o pessoal falava um pouco.
Mas ele foi matar o próprio filho, não faz sentido. É, não faz. Então essa é uma teoria que, enfim, não dá pra bater o carimbo, a menos que a gente pense na Delfi de Cursed Child, aí dá pra bater o carimbo, enfim. O Harry, na realidade, é irmão da Delfi.
É isso, gente. Mais um Red Cannon aqui. E aí, por fim, gente, eu acho que pra fechar, a gente tem uma teoria meio estranha, enfim, de que a Gina usou o poção do amor no Harry. Isso é uma coisa perigosa, gente.
Só que aí a questão é, eu acho que essa teoria é meio motivada, não sei se ela era tão presente na época dos livros lá, viu, que ela é meio motivada pelos filmes. Porque os filmes não constroem relacionamentos da Gina do Harry direito, aí o povo tirou isso da cabeça. Eu acho que essa visão da Gina, como vocês falaram no podcast, né, sobre a Gina, essa visão da Gina como uma pessoa forte, enfim, isso é uma coisa mais nova. Na época que os livros foram lançados, realmente, muita gente achou forçado.
Muita gente achou que aquela era o pessoal do nada, muita gente achava que o par romântico do Harry era pra ser Hermione, ou era pra ter sido a show mesmo. Enfim, então muita gente achou forçado. Então, eu acredito que alguém surgiu com essa possibilidade da poção do amor, pensando, por exemplo, quando a Gina foi lá na Gemialidade Weasley, tinha as poções do amor, ela tava ali perto da sessão de poções do amor e tal, e aí acho que surgiu daí esse pensamento, sabe? E foi ali em Enigma do Prince Peek que começou, de certa maneira, surgiu É, assim, eu fiquei muito tempo da minha vida brigando por causa da Gina na internet, né?
Então, assim, de fato, existia muito essa questão, né, a gente fala mais profundamente disso no episódio da Gina, mas existia muito essa questão das pessoas acharem meio repentino o rolê. Só que, assim, pra mim era uma questão de não prestar atenção, no sentido de que, tipo, as pessoas, nossa, do nada ele tá apaixonado. Gente, o ano letive tem 9 meses, né? Ele ficou 1, 2 meses ali, todos os dias com ela na toca antes disso.
Pelo amor de Deus, você passa todo dia com uma pessoa que você já conhece há anos, mas você se aproxima dela, aí depois você vai pôr no letivo, e aí você ainda vê ela, aí você vê que ela tá namorando, você começa a sentir coisas, as coisas não demora. Gente, pelo amor de Deus, vocês conversam com uma pessoa no Tinder por um dia e já tá apaixonado, e aí o menino não pode, entendeu? Eu acho que era uma falta de prestar atenção, de interpretar o rolê, né? Eu concordo, eu acho que talvez a gente passasse tanto tempo de um livro pro outro, sei lá, desviando a atenção pra discutir teoria bizarra, sei lá, que não prestava atenção no que tava na cara, porque eu reli os 7 livros agora na pandemia, eu li tipo um seguido o outro, eu consegui ler os 7 em menos de um mês, então pra mim ficou muito claro, é isso que você falou, o desenvolvimento deles, começando do relacionamento como amizade lá na toca, um presente junto com o outro, jogando quadribol, jogando conversa fora, e aí quando ele foi pra Hogwarts, ele sentiu falta dela, e aí ele percebeu que sentia algo a mais por ela, então teve um desenvolvimento sim, quem fala de porção do amor, assim, tá forçando.
É, tá forçando, mas também é isso, tipo, é questão de que é uma falta de interpretação de fato, né, enfim, mas é que a Jacky Rowling não coloca o negócio lá tipo, porra, na sua cara, assim, o negócio. É, não, acho que nunca foi muito um grande ponto, né, assim, realmente, mas eu acho que é, tem um espaço que precisa ter, acho que é importante o suficiente, mas também não é, nossa, pra ser uma grande questão dentro, assim, até admirável se você pensar que é isso, o Voldemort tava de volta, o Harry tava lá, tendo as lições sobre o Tom Riddle, e ainda assim, tava pensando muito tempo na Gina, assim, tava, é realmente aquela coisa do adolescente, né. E se você parar pra pensar, quando o Rony recebeu a porção do amor, a forma que ele agiu era uma forma bem irracional. É.
O Tom Riddle, o pai quando recebeu a porção do amor também, foi ao ponto de largar a vida dele pra ficar com uma pessoa que ele nunca viu na vida. A situação de Harry e Gina não chega nem perto remotamente com isso, né. É, exato. Não, essa teoria, então, não tem o nosso carimbo de veracidade, gente.
E deve ser mais antiga, hoje em dia acho que as pessoas não pensam mais isso, não. Espero, hein. Pois é. Então, verdadeiras mesmo, só tem aquelas três que a gente carimboou uns minutos atrás aí no podcast, é, o resto no caso é fic, tá, gente?
Não, mas, gente, muito obrigado a ver pela discussão. Flávio, obrigado por ter participado com a gente, com certeza vai voltar mais vezes. E é isso, onde as pessoas te acham, Flávio, caso as pessoas queiram conversar com você, te perguntar alguma coisa da época dos lançamentos dos livros, enfim, te acompanhar de alguma maneira. Gente, primeiro que eu fiquei muito feliz com o convite, tá, o podcast de vocês tem sido meu companheiro de estrada, eu não perco um único episódio e, inclusive, eu escutei o lançado hoje, eu escutei o lançado hoje, eu lançou hoje, eu já escutei, tá?
Olha, sou muito fã, cara. Bom, nas minhas redes sociais eu falo sobre os assuntos mais variados possíveis, inclusive, da minha própria vida pessoal, mas agora na pandemia eu tenho falado muito sobre a Covid, sobre, inclusive, as vacinas, então eu utilizo o Instagram e o Twitter e pode me encontrar no Flávio Bessa, com dois S, JR, certo? Nas duas redes sociais é o mesmo nome. E você também tem uma conta que, claro, agora está um pouco mais ativada, né, porque enfim, pandemia, mas você tem um perfil sobre viagens e tudo mais que você dá dicas, né?
Ah, sim. Infelizmente, estamos necessitados de viagem por conta da pandemia, mas eu adoro postar viagens e dicas e é no Viajando a Bessa com dois S, tá? Um perfil de viagem quem puder acompanhar. Melhor nome de Instagram de todos os tempos, cara, é sensacional.
Tudo. Só pra lembrar, gente, é porque ele chama Flávio Bessa, então é uma referência, eu achei perfeita. Talvez se vocês estiverem escutando esse podcast, sei lá, daqui um ano, não sabemos, talvez o podcast, o talvez o Instagram do Flávio já esteja bombando lá com mil viagens, vamos torcer para que sim. Oremos.
E o seu Instagram, Marina? Pessoal já decorou o Instagram meio do seu, vai, fala, qual que é o seu, vai. Gente, você não está seguindo ainda, mas vou continuar falando até seguir. Marina Anderi em todas as redes sociais, então Twitter, Facebook, TikTok, Instagram, Marina A N D E R I.
Tudo, e aí é isso, vamos dar o reforço, pessoal da psicologia vem com a gente, o estímulo na pessoa, aquela psicologia behaviorista. A minha rede social, também, me segue lá, é IM Pedro Martins, tá? No Twitter, no Instagram, no Facebook é só Pedro Martins, e é isso aí, me segue. E as do Poteiriche, Marina?
As do Poteiriche é arroba PoteiricheOficial no Instagram e arroba Poteiriche no Twitter, no TikTok e no Facebook. E aí, claro, né, para as últimas notícias de Harry Potter, quiz, lista, né, todo conteúdo incrível, poteiriche.com. É isto. Muito obrigado, gente, viu, pela participação de hoje.
Um beijo e até a próxima. Tchau. Tchau.







