Filmes e peças ︎◆ O Enigma do Príncipe

Watson revela proximidade com JKR e Lewis em longa entrevista

Dando continuidade às entrevistas que vem sendo publicadas pelo blog Hero Complex, do Los Angeles Times, agora chegou a vez de lermos algumas declarações da atriz Emma Watson (Hermione Granger) e do jovem Matthew Lewis (Neville Longbottom).A conversa com Emma foi feita em seu camarim, e atriz comentou sobre seu relacionamento mais próximo com a autora JK Rowling e a sua vontade de fazer com que o seu trabalho no papel da bruxa mais inteligente da série agrade a escritora.

Eu devo admitir que eu ainda me sinto um pouco intimidada por ela. Não porque ela é na verdade intimidadora, mas porque eu a admiro tanto, e todos nós temos sidos fãs tão loucos pelos livros e por ela e por tudo. Apenas realmente quero que ela goste de mim. Eu sempre estou entusiasmada em contá-la como eu me sinto, e talvez seja um pouco demais. Ela é tão pé no chão e engraçada e espirituosa… Eu definitivamente vejo Hermione nela. Ela é genuína e brilhante.

Já Matthew Lewis comentou sobre o desenvolvimento do seu personagem, a influência dos diretores em sua atuação, a amizade entre o elenco, curiosidades de sua vida e Relíquias da Morte.

Geralmente meus fãs são normais. No geral, são pessoas bem legais. Teve essa senhora – e repito, ela era encantadora – que veio falar com meus pais, e não comigo. Ela pegou minha mãe e meio que agarrou a mão dela e olhou em seus olhos e disse “obrigada por trazê-lo ao mundo”. Minha mãe ficou bem confusa! Ela ficou tipo “quê?!” Isso foi bem estranho.

A tradução de ambos os textos vocês conferem, como sempre trazemos, em notícia completa!

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Emma Watson ‘ainda um pouco intimidada’ pela amiga J.K. Rowling

Los Angeles Times ~ Geoff Boucher
02 de julho de 2009
Tradução: Matheus Lisboa

A contagem regressiva para “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” continua hoje com uma entrevista de camarim com Emma Watson. Nós já postamos a entrevista no set com Rupert Grint; amanhã é a própria estrela título, Daniel Radcliffe. Continue conferindo uma história a cada dia entre agora e o lançamento de “Enigma do Príncipe” em 15 de julho. (Essa é uma versão mais longa de uma reportagem que apareçerá na seção especial “Harry Potter” na edição desse final de semana do Los Angeles Times Sunday Calendar.)

Quantas pessoas conheceram sua criadora e viveram para contar a história? Emma Watson, com uma risada, disse que é assim que ela vê o recente florescimento de sua amizade com a autora de “Harry Potter”, J.K. Rowling.

Durante a filmagem de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe,” Watson contemplou a relação que ela desenvolveu com a amizade de Rowling quando ela se sentou numa tarde revigorante no camarim dela (que é implacavelmente rosa em sua decoração). “Nós conversamos, nós enviamos e-mail uma à outra agora,” ela disse, acenando para o seu laptop e a carta daquela manhã vindo da mulher que é comprovadamente a autora de livros infanto-juvenis mais famosa do mundo em vida.

“Eu devo admitir que eu ainda me sinto um pouco intimidada por ela,” disse Watson. “Não porque ela é na verdade intimidadora, mas porque eu a admiro tanto, e todos nós temos sidos fãs tão loucos pelos livros e por ela e por tudo.”

A autora Rowling disse que a personagem de Watson, a doce mas dedicada Hermione Granger, é baseada em parte na sua própria pessoa quando criança. Isso conduziu para uma sociedade de fascinação mútua entre a atriz e a escritora que, juntas, tem modelado a personagem. Em “Enigma do Príncipe,” Hermione é o coração magoado do filme, lidando com seus sentimentos excitantes pelo seu companheiro de infância Rony Weasley (Rupert Grint) como também com as ameaças obscuras se reunindo em Hogwarts.

“Há perigos sérios fermentando, mas também há muito de romance e humor nesse filme,” Watson disse, “o que eu aproveitei bastante.”

Durante as filmagens, Watson, que está com 19, também teve um certo par de olhos famosos olhando sobre o ombro dela mais frequentemente do que no passado, Rowling era uma visitante rara durante o making of dos cinco primeiros filmes “Potter” – ela estava simplesmente muito ocupada com o andamento da serie de romances – mas com o último livro publicado no verão [no hemisfério norte] de 2007, a escritora fez visitas ao set campestre Watford fora de Londres.

Ao ouvir os membros do elenco contarem isso, Rowling se tornou algo como um dos velhos sábios fantasmas que povoam a fictícia escola de bruxaria de Hogwarts – ela era um presença bastante comum, mas uma que nunca falhou em chocar e impressionar.

Isso significa mais para Watson, talvez, do que qualquer outra pessoa no elenco e equipe técnica. Os outros atores falam sobre Rowling em termos casuais, mas Watson não podia apenas compactar sua admiração.

“Eu apenas realmente quero que ela goste de mim,” Watson disse, soando um pouco como a insegura compenetrada compulsiva Hermione. “Eu sempre estou entusiasmada em contá-la como eu me sinto, e talvez seja um pouco demais. Ela é tão pé no chão e engraçada e espirituosa… Eu definitivamente vejo Hermione nela. Ela é genuína e brilhante.”

Esse são termos que outro usam para descrever a própria Watson.

“Emma é espantosamente brilhante e apenas ansiosa em continuar com a vida,” disse o produtor de “Potter” David Heyman. “Ela tem sido incrível para se assistir. Ela tem essas escolhas. Ela poderia ser uma atriz ou modela, mas com seus estudos e sucesso ela também poderia ser uma advogada. Ela também poderia ser uma artista.. É bastante surpreendente em ver.”

No dia que foi entrevistada no set, embora, Watson estava mais excitada com a nossa posse que ela orgulhosamente mostrou a um visitante: a sua primeira licensa de motorista. “Minha maquiadora me deu um desodorizador de carro como um presente,” ela gorjeou. “Tudo é muito legal.”

A atriz, como os outros dois membros do trio de “Potter”, parece notalvente instruída apesar das equisitices que chegam a ela, como uma sala cheia de Bíblias que foram enviadas à ela por fãs. Por que Bíblias? “Eu não tenho ideia. Elas apenas chegam no correio. As pessoas acham que eu preciso de orientação espiritual. Todo mundo envia pijamas ao Rupert. Ele não tem ideia do porquê.”

Ao lado de peças de escola e a franquia “Potter”, os únicos créditos de atuação de Watson são o papel de voz em “The Tale of Despereaux” [As Aventuras do Ratinho Despereaux] do ano passado e o filme da BBC em 2007, “Ballet Shoes,” [Dançando para a Vida] que recebe uma mistura de opiniões. Watson acabou de fazer sua estreia como a nova cara da Burberry como a modelo para linha de outono (o fotógrafo peruano de moda Mario Testino tirou as fotos, incluindo à esquerda [no site do LA Times]) e ela está na capa da nova Elle parecendo nada como a pequena garota da classe de poções.

Uma grande tópico de especulação na Inglaterra é onde a filha de dois advogados fará faculdade (o último rumor: Universidade de Columbia) após ela terminar com os dois filmes finais de “Potter”, que estão sendo rodados agora em Watford. Ela falou entusiasmaticamente sobre a vida após Hogwarts, mas disse que tem havido muito pressão sobre ela durante esses dez anos.

“Eu irei olhar para traz, para essa parte da minha vida, e eu sei que será especial, mas costumava ser isso se eu sempre tivesse uma crítica ruim ou alguém ter dito, ‘Oh, ela é muito isso,’ ou ‘Ela é muito aquilo,’ eu fiquei triste com isso,” disse Watson. “Agora que eu trabalhei fora [da franquia] seria, na verdade, fisicamente impossível ser perfeita para todo mundo. Cada um tem uma ideia distinta em suas cabeças sobre o que cada personagem é. Então, eu meio que tive que diminuir meus padrões. Eu não posso ser perfeita para todo mundo. J.K. acha que eu sou perfeita, e isso é suficiente para mim.”

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HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Neville Longbottom, o campeão do público

Los Angeles Times ~ Jevon Phillips
30 de junho de 2009
Tradução: Raisa Garcia

A contagem regressiva continua para a estréia do dia 15 de julho, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe.” Hoje, nosso Jevon Phillips fala com Matthew Lewis, que interpreta um dos personagens mais amáveis da franquia mágica.

Se tem um personagem da Armada de Dumbledore por quem você torce desde o começo, é o Neville Longbottom. Com um grande coração, ele está sempre tentando fazer a coisa certa enquanto lida com as terríveis circunstâncias do confronto de seus pais com Lord Voldemort. Neville é um bruxo simpático, por quem nós podemos torcer. E essa era a reação que Matthew Lewis (e, obviamente, JK Rowling) queria. No papel por aproximadamente nove anos, Lewis cresceu com os outros estudantes de Hogwarts enquanto representava um importante personagem que ele sempre parece interpretar sutimente, do jeito certo.

A maior parte das pessoas envolvidas no filme – atores, produtores, equipe, etc. – eram fãs do livro antes de embarcar nisso. Você também?
Sim, com certeza! Eu acho que eu tinha lido os quatro primeiros, e chegado em “Cálice de Fogo” antes de minha primeira audição. Eu fui e perguntei à minha mãe se eu poderia ser parte do filme de alguma forma, então eu perguntei se poderia ir a uma audição. Quando eu soube que seria Neville foi fantástico.

Você estava tentando especificamente o papel de Neville?
Não, não mesmo. Eu literalmente disse “eu só quero fazer parte disso de alguma forma”. Então eu só fui para a audição sem nenhum personagem em mente… eu só queria fazer alguma coisa.

Há uma história no ar, sobre você colocando uma capa e correndo pela sala, etc… isso é verdade?
(Ri) Eu só fiz isso uma vez! Quando eu tinha uns 9 ou 10 anos eu acho… eu estava usando minha capa e, bem, eu fiquei correndo pela casa fingindo ser Harry Potter um pouco.

Bem, eu acho que Neville é um personagem bem legal também. Como você o abordou quando descobriu que é quem você seria? Eu sei que você era bem novo.
Bem, sim. Eu tinha essas conversas com Christopher Columbus e nós meio que falamos sobre qual nós achamos que é a essência de Neville e de onde ele vinha em relação à sua família e sua relação com sua avó e todo esse tipo de coisa. Eu peguei os livros antigos e li, mas não havia muito sobre Neville antes, sobre sua vida ou seus pais, ou até mesmo sobre sua personalidade. Então quando “Ordem da Fênix” foi lançado e nós descobrimos sobre sua vida, isso adicionou uma qualidade maquiavélica a Neville que tinha que ser trazida à tona, então eu realmente me foquei nisso.

Como um ator, você ficou muito feliz ao ler isso?
Foi incrível! Neville nunca foi muito explorado… mas então, a partir de “Ordem da Fênix”, esse novo lado de Neville surgiu e você percebe porque ele era como era, e descobre de onde ele tirou seu coração e sua coragem. Para mim, foi simplesmente maravilhoso porque eu era tão fã do personagem. Então, como ator, isso se tornou um grande desafio, trazer todas essas emoções ao papel.

Como é a relação entre todos vocês, atores, que cresceram juntos no set de filmagem?
Bem, as pessoas me perguntam isso o tempo todo. E você esperaria que eu dissesse “ah sim, todos se dão muito bem” – mas ninguém acredita em mim. Sabe, se você junta um monte de gente, todos muitos jovens e por tanto tempo, você automaticamente espera que ocorra alguma discussão – você espera que haja incidentes e que eles não se dêem bem. Mas, incrivelmente, de alguma forma, nós todos nos damos muito bem. Foram nove anos fantásticos, mesmo, e eu estou ansioso pelos próximos dois anos.

Nós passamos tempo uns com os outros fora do set. Nós gostamos dos mesmos tipos de música, nós todos temos mais ou menos o mesmo senso de humor… nós nos damos muito bem mesmo. Eu acho que isso é mostrado no vídeo. Você sabe quando James e Oliver Phelps, que fazem os gêmeos Weasley, e Rupert, que faz Rony, quando eles estão em cenas, muitas das gracinhas que eles fazem como irmãos são inventadas por eles, e eles podem fazer esse tipo de coisa porque eles se dão muito bem.

Eu tenho certeza que agora todos sentem que conhecem seus personagens, então quanta liberdade vocês têm para improvisar?
Nós temos bastante… nós realmente temos… e David Yates é fantástico, é o tipo perfeito de diretor para esse tipo de coisa. Ele meio que conversa conosco e diz “bem, aqui está minha idéia para esse personagem nessa cena em particular, mas você tem feito isso há nove anos, então o que você acha?”. Então ele me deixa falar minha idéia e nós conversamos sobre isso até concordarmos com algo, e geralmente fica perfeito. Sinceramente, nós podemos levar nossas idéias adiante e David sempre nós ouvirá, mesmo se ele acha outra coisa. Sim, ele é um ótimo diretor por isso.

JP: Houve alguma coisa que você pensou “Hey, Neville faria isso”, mas era uma ação que talvez NÃO estivesse escrita nos livros?
Hum, bem, eu tento não me perder muito do personagem do livro. O andar de Neville é uma coisa que eu realmente passei muito tempo para deixar perfeito. Ela nunca mencionou isso nos livros. No entanto, é interessante, porque ele é uma pessoa tímida e vulnerável, que se torna bem corajosa e rebelde. Nos filmes anteriores ele sempre foi o tipo de pessoa que eu imaginei, com seus ombros caídos e meio que arrastando seus pés por ai, tentando ficar fora do caminho dos outros. Nunca foi mencionado no livro, mas era algo que eu achava importante para Neville. Eu senti que, tipo, para uma pessoa tão física como Neville, era importante que esse elemento surgisse – mesmo que Neville estivesse meio que andando em segundo plano, você poderia identificá-lo e as pessoas se sentiriam mal por ele.

Então você está andando pela sua cidade natal, e você tem feito Neville por um tempo, você se acostumou com isso? E como você se acostumou?
Sabe, é estranho. Quando estou em minha cidade, muita gente sabe quem eu sou e sobre meu trabalho. E como eles me conhecem, eles não ligam tanto. São poucas as pessoas que vêm falar comigo, embora eu seja reconhecido de vez em quando… mas eu amo quando fãs vêm falar comigo. Eu amo quando eles dizem o que pensam.

A causa disso, provavelmente, é também porque eu uso uma roupa de gordo nos filmes, e eu pareço diferente quando a tiro no fim do dia – e eu sempre corto meu cabelo após filmar. As pessoas podem me reconhecer e dizer “não, não pode ser ele”. Esse tipo de coisa acontece mais em Londres do que onde eu moro, em Leeds. Eles não ligam mesmo. Eles me deixam em paz em casa… eu sou mais reconhecido quando estou em outros países.

Já ouve algum encontro muito estranho?
Geralmente meus fãs são normais. No geral, são pessoas bem legais. Teve essa senhora – e repito, ela era encantadora – que veio falar com meus pais, e não comigo. Ela pegou minha mãe e meio que agarrou a mão dela e olhou em seus olhos e disse “obrigada por trazê-lo ao mundo”. Minha mãe ficou bem confusa! Ela ficou tipo “quê?!” Isso foi bem estranho.

Você está filmando, ou está para filmar “Relíquias da Morte”, e Stuart Craig disse que os filmes têm sido sempre sombrios, mas como você se sente em relação ao crescimento disso nos filmes?
Sempre houve um elemento sombrio. Você tem esse elemento maligno em Voldemort, meio que um limite da maldade o tempo todo. Mas os filmes anteriores sempre tiveram um final feliz e todos desenvolvem amizade e amor, e começou a ficar – durante o 5, e agora 6 – de um jeito que os finais felizes não são tão fáceis. E principalmente em “Enigma do Príncipe”, não é uma história “legal”. É muito dramática, muito sombria, e realmente tem esse mau pressentimento durante o filme, que vai ficando pior, porque Voldemort está conseguindo o que quer todo ano. Harry não está mais salvando o mundo. Em relação a isso, está definitivamente ficando mais sombrio.

Eu direi uma coisa sobre “Enigma do Príncipe”. Embora seja muito mais sombrio, há um gracioso equilíbrio esse ano com a comédia, que faz uma boa conexão.

Isso é interessante. Houve muitas partes engraçadas, mas a comédia nem sempre vem à mente quando você pensa em “Harry Potter”.
Absolutamente, eu concordo totalmente. Não é a primeira coisa que você pensaria em associar, mas este ano é quase que uma comédia romântica. Há muito… bem, os hormônios estão em fúria este ano com todos os adolescentes de 16,17 anos.. isso faz alguns momentos bastante incômodos. E Jim Broadbent entra, e está em seu auge. Seu timing pra comédia é esplêndido.

Você mencionou hormônios e coisas do tipo. Aconteceu alguma coisa hormonal no set – entre todos vocês, jovens?
[Ri] Bem, é meio que estranho, porque nós vivemos em diferentes partes, espalhados pela Inglaterra. Então quando estamos no estúdio – menos Dan, Rupe e Emma que estão sempre lá – nós não estamos lá o tempo todo. Então nós meio que ficamos lá por uns seis meses durante o ano, com seis meses de folga. É como se vivêssemos essas vidas duplas. As pessoas tendem a ter suas relações, namorados e namoradas, em casa, e nada acontece no estúdio. Não posso falar por todos! Mas para o elenco não acontece muita coisa. Quero dizer, Emma Watson é a irmã mais nova de todos.

Que tipo de coisas você quer fazer/você se vê fazendo quando “Relíquias da Morte” estiver pronto? Eu sei que ainda vai demorar um pouco.
Sim, então, eu atuo desde os meus 5 anos. Eu realmente não sei o que faria sem isso, então acho que isso é o que quero fazer! Apenas continuar nessa estrada até onde puder. Mas eu sei que é um negócio sem garantias, então estou preparado para isso… eu me inscrevi na Universidade e eu gostaria de estudar cinema e filosofia… então eu continuarei nisso (atuar) por uns cinco ou seis anos, e se não der certo, eu posso sempre voltar a estudar e arrumar outro emprego. No momento (atuar) é 100% meu foco.

Voltando a atuar então… teve alguma coisa que você não teve a oportunidade de fazer no papel de Neville?
Tiveram coisas que nós fizemos e foram cortadas, o que é sempre triste. Lembra em “Ordem da Fênix”, na grande batalha final, no Ministério da Magia? Nós filmamos bastante coisa que não foi para o filme. Eu estava ansioso em ver a sala com os cérebros… a cena que eu realmente queria fazer como ator é a cena do Hospital St. Mungus, onde nós vemos os pais de Neville pela primeira vez. Era algo que eu realmente achei que fosse importante para o personagem, porque mostrava seu lado mais sensível. Seus pais estavam lá e eles não o reconheciam, e havia aquela bela parte, em que eles dão a ele o doce… eu lembro que eu estava lendo o livro e era emocionante, e muito, muito, amável. Para mim essa cena mostra a essência de Neville. Como ele tem tanto coração, e mesmo que os médicos digam que eles não sabem quem ele é, ele ainda acredita neles. E eu pensei “isso é Neville”. Esse coração, essa coragem, esse credo mostrou a essência de Neville Longbottom. E como ator, é uma pena que não tenhamos feito isso. Eu nunca tive que fazer algo desse nível emocional, então teria sido um grande desafio.