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A Ordem da Fênix ︎◆ Filmes e peças

Set report da OdF por HPANA

O site do HPANA foi atualizado no dia 22 desse mês para divulgar a primeira parte do seu set report da Ordem da Fênix. Nessa primeira parte, que você pode conferir na íntegra clicando em notícia completa, nós não temos nenhuma entrevista nem informações a respeito do set, e sim uma idéia de como um fã se sente ao visitá-lo.Não se preocupem, quando eles divulgarem as outras partes nós as traduziremos para vocês! Aproveitando a oportunidade, o MuggleNet e o TLC divulgaram o seu set report através de um podcast. Em breve nós disponibilizaremos aqui no Ish a sua transcrição completamente traduzida!

Para ler a tradução, clique em notícia completa.

Thanks, HPANA e Patricia Abreu!

Visitando os estúdios de “Harry Potter” (parte 1)
Postado por CHEESER
Tradução: Patricia Abreu

Fazer um filme de Harry Potter é diferente da maioria dos outros filmes. Atenção meticulosa aos detalhes é primordial, mesmo quando os espectadores não verão tudo na versão final. Foi isso o que passou pela minha mente enquanto eu andava, impressionado, pelos estúdios de Harry Potter e a Ordem da Fênix.

Sendo o primeiro estúdio de filmagem que eu já visitei, tudo me parecia grandioso – as texturas, detalhes, até o jeito dos lugares que eu me já me sentia confortável de ver só na minha mente e na tela; lugares completamente novos que se tornariam parte da imaginação coletiva do fandom¹ quando o filme fosse lançado; e pedaços velhos, dilapidados do estúdio banidos para os corredores empoeirados dos Estúdios Leavesden, ou pior, deixados ao relento para morrer pelo sol ou pela chuva. Depois de um dia inteiro vivendo e respirando no universo de Harry Potter, eu cheguei a uma realização estranha: é simultaneamente vívido e tolo, detalhado e simples, incrível, mas normal.

Vou explicar.

Imagine ler alguns milhares de páginas de ficção, imaginando com cores vivas esse universo complexo na sua cabeça, enchendo os espaços com sua própria criatividade. Eu tenho certeza que muitos fãs de Harry Potter se lembram de como as coisas pareciam em suas imaginações antes do primeiro filme ser transformado em uma realidade visual, semi-tangível há oito anos. Como os personagens pareciam, como suas vozes eram, o que sentiriam no Expresso de Hogwarts quando estivesse nele rumando a Hogwarts, o Salão Principal e a Floresta Proibida.

Agora suspenda todo o imaginário vibrante e perceba que você precisa confiar toda essa criação às mãos de um cineasta que vai essencialmente fazer a sua própria visão de todas essas coisas. Depois de ver o primeiro filme (e os outros que o seguiram), quão dificil é imaginar Harry Potter como qualquer outro que não o Daniel Radcliffe? E quanto a Dumbledore e Michael Gambon (ou Richard Harris para os puritanos)? Hermione Granger, caseira e sabe-tudo, retrada pela incrivelmente bonita Emma Watson?

Mas, com a ajuda da criadora J.K. Rowling, os cineastas David Heyman e Chris Columbus deram um jeito de criar algo não tão distante do que milhões de fãs já haviam imaginado sozinhos. Alfonso Cuarón e Mike Newell tentaram fazer o mesmo, e sob olhos vigilantes, também se mantiveram fiéis à versão original.

Agora com os “3D” (os três d’s: os produtores David Heyman e David Barron, e o diretor David Yates), ficou rapidamente claro que enquanto eu era guiado pelos corredores sagrados do estúdio que o navio estava em águas calmas, e que todos os envolvidos estavam cientes da santidade dessa responsabilidade. (E isso está ainda mais óbvio agora que nós sabemos que o Yates vai voltar para dirigir o Enigma do Príncipe.)

David Yates com o andar dos irmãos Weasley pelo Leavesden era… digamos, viajante. Isso me lembrou uma grande loja Home Depot, com sua iluminação industrial, seu teto alto inacabado e… (virando uma esquina)… Oh meu deus! É o Grimmauld Place, n° 12. Foi isso que aconteceu muitas vezes. Em um minuto nós estávamos andando por um corredor (que tem velocidade máxima de 10km/h – sem brincadeira!), no próximo nós tínhamos passado por uma porta e entrávamos no Salão Principal, ou saíamos para uma inacreditável réplica da Rua dos Alfeneiros completa, com asfalto, postes de luz e gramados planejados.

Foi, na lingua do fandom¹, “squeefully”² excitante. Então, sobre o que eu estava falando, que era tolo e normal? Conforme o dia passou, e nós víamos a nona ou decima cena, me ocorreu que era tudo normal, e às vezes tolo para os envolvidos. As pessoas vêm para o trabalho todo dia em um lugar que muitos fãs só podem sonhar em visitar. Muitas dessas pessoas passam longas e tediosas horas ali (eu só fiquei lá por um dia e estava realmente “acabado” no final).

Em todo caso, você sem dúvida vai me ver acotovelando a pessoa ao meu lado toda vez que assistirmos Harry Potter e a Ordem da Fênix no cinema ou em DVD, um pouquinho excitado demais dizendo, “eu estava lá!” ou “eu vi quando eles filmaram essa cena!” Só porque agora eu sei como o truque foi feito não significa que ele não é mágico.

Fique ligado enquanto nos aproximamos do lançamento do filme em 13 de julho. A seguir temos as entrevistas com dois dos três D’s (Heyman and Barron), o diretor de arte Stuart Craig, Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Matthew Lewis e James e Oliver Phelps. Eu também fui deixado para trás no Salão Principal e percebi quão assustadoramente grande é o Leavesden enquanto eu encontrava meu caminho de volta ao grupo!

*NT:
1 – “fandom” é a comunidade internacional de fãs, ou seja, você, eu e todos que lerem isso.
2 – “squeefully” é, na língua do “fandom”, usado com um sentido de que a pessoa está dando “gritinhos afetados” porque a coisa em questão é muito fofa e/ou excitante. (valeu, Thaís!)