A Ordem da Fênix ︎◆ Filmes e peças

Revista SET fala sobre HP

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Se o prometido duelo entre X-Men e Superman em 2006 foi eclipsado por Jack Sparrow, os próximos doze meses devem compensar a decepção. Afinal, Piratas do Caribe agora enfrentará Homem-Aranha pelo posto de terceiro filme mais poderoso da história, que ainda poderá ter a presença de Harry Potter e Transformers

para estragar a festa – e nunca duvide de Shrek e Quarteto Fantástico. 2007 é briga de gente grande! Pode acreditarShrek
Quarteto Fantástico

É assim que a Revista SET desse mês inicia o seu Preview 2007, indicado os filmes mais esperados desse ano. A Ordem da Fênix, lógico, está dentro.

Contudo, Yates acha que efeitos especiais, batalhas mágicas, ficam em segundo plano. O mais importante na tela são os atores, afirma. Se a performance não for real, os efeitos milionários não servem para nada. Sempre procuro tirar o máximo de cada ator e acho que muita gente se surpreenderá com a interpretação de Daniel.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. Além disso, Harry Potter também é citado na matéria sobre o filme A Bússola Dourada pela atriz Eva Green. Confira abaixo.

Muitas pessoas acham que A Bússola Dourada pode ser o novo Harry Potter, mas creio que é muito mais inteligente e levanta questões importantes sobre Deus e religião.

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Bom trabalho, Revista SET.

Harry Potter e a Ordem da Fênix

No quinto filme da série, as aventuras do bruxinho ganham contornos políticos, temas sombrios e o primeiro beijo do herói

Por Rodrigo Salem, de Londres

Harry Potter é maior do que qualquer diretor, faz questão de lembrar o produtor David Heyman, quando questionado sobre a entrada do desconhecido David Yates no comando de Harry Potter e a Ordem da Fênix, quinto filme da saga do bruxo (agora adolescente) de J.K. Rowling. Heyman não esconde seu descontentamento quando indago se algo especial está sendo preparado para o grande final da série, como a entrada de Steven Spielberg ou Tim Burton para realizar o sonho dos fãs no sétimo episódio. Olha, esses diretores são geniais, mas o universo de Harry Potter já está bem definido. Eles têm uma visão única e estilos bem aparentes que não se encaixariam em nossa série neste momento.

David Yates deve saber disso. Ele não parece nem um pouco inseguro quando precisa comandar uma legião de teens numa das cenas que marcarão o clímax do novo capítulo da franquia: a expulsão de Dolores Umbridge (Imelda Staunton, de O Segredo de Vera Drake), a bruxa que assume Hogwarts quando Dumbledore é retirado temporariamente do poder pelo Ministério da Magia.

A gritaria generalizada da molecada perde-se em meio aos gigantescos estúdios Leavesden e assusta os animais na área (o gato de Filch, que tem dois dublês, e as corujas), porém não incomoda o cineasta, sempre aparentando calma no monitor. É meu filme preferido até agora, revela Daniel Radciffe, entrando na tenda armada ao lado do sound stage. A natureza do personagem é completamente alterada e David (Yates) é diferente de todos os outros diretores com quem já trabalhei.

O que Daniel está tentando explicar é que Harry Potter e a Ordem da Fênix será o longa mais sério do mago, lidando com assuntos extremos, como autoritarismo, revolução e o famoso primeiro beijo. É o mais político dos filmes, confirma Yates, dono de um currículo na televisão britânica que inclui o premiado The Girl in the Café. Talvez por isso tenham me chamado, porque gosto do tema e da realidade. Harry precisa decidir se é hora de se opor ao sistema de vez e lutar contra Voldemort mesmo em desacordo com a vontade do ministro da Magia. É um pouco mais sombrio, mas acho que os fãs de Harry Potter estão crescendo com ele. Isso é verdade e talvez seja uma boa razão para finalmente vermos o bruxinho ter alguma ação fora dos campos de quadribol, como no primeiro beijo em Cho Chang (Katie Leung). Foi bom e estranho, diz um sorridente Radcliffe. É uma dessas coisas que deixam qualquer um nervoso. É algo meio clínico. O menor sinal de romance e sexualidade é logo dissipado por causa das dezenas de pessoas no set e a repetição de takes.

efeitos vs. atuação

A desculpa é verdadeira. Enquanto SET faz uma turnê pelos cenários mais importantes da trama, como o Ministério da Magia, a sala de julgamentos e o local onde Harry treina em segredo ao lado dos amigos depois de Umbridge proibir a prática de mágica, centenas de atores (os gêmeos Weasley mantêm uma roda animada fora das câmeras, fumando e vestidos de alunos de Hogwarts) e membros da equipe técnica povoam todas as entradas dos estúdios. Mas esse caos ordenado é obrigatório para o início da guerra no universo Harry Potter. No quinto longa, Harry precisa passar por cima das ordens políticas dos mais poderosos magos do mundo, que não acreditam na volta de Voldemort (Ralph Fiennes), e reunir um grupo de amigos para se preparar contra o ataque iminente do senhor das trevas – e de seus Comensais da Morte, liderados por Lucius Malfoy (Jason Isaacs) e Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter, outra novata na série) – numa luta que cobrará a vida de um eminente personagem e mudará para sempre a mitologia Potter. Contudo, Yates acha que efeitos especiais, batalhas mágicas, ficam em segundo plano. O mais importante na tela são os atoes, afirma. Se a performance não for real, os efeitos milionários não servem para nada. Sempre procuro tirar o máximo de cada ator e acho que muita gente se surpreenderá com a interpretação de Daniel.

Parece que estou no negócio há muito tempo, mas não é verdade. Ainda tenho muito o que aprender, rebate humildemente o astro, que ainda não tinha contracenado com Bonham Carter quando visitamos as filmagens, em agosto do ano passado, mas já estava aprendendo com Imelda Staunton, a fascista obcecada pelo cor de rosa que assume a (maldita) cadeira de Defesa contra as Artes das Trevas. É uma tremenda atriz e uma alegria estar ao seu lado, exalta Daniel. A cena em que sou detido é incrivelmente divertida. Bem à vontade no papel de atração máxima do cinema, Daniel Radcliffe não deseja apenas ser reconhecido com uma varinha nas mãos. Ele estrelou um episódio da série Extras, do criador The Office, interpretando ele mesmo, mas criando uma personamais subversiva, fumante e louco para transar. Ainda neste mês, começa a ensaiar para tirar a roupa na peça Equs (Um pouco de polêmica é sempre maravilhoso.) e não conta conversa quando o assunto é o destino de seu personagem-mor no sétimo livro. Acho que seria muito corajoso matar Harry, dispara. As pessoas o tratam como se fosse James Bond, que é imortal. Na minha opinião, a única maneira de derrotar Voldemort é com Harry morrendo junto.