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Primeira crítica compara Cherrybomb a filme dos anos 60

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Primeira crítica compara Cherrybomb a filme dos anos 60Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Primeira crítica compara Cherrybomb a filme dos anos 60
Após sua estreia mundial no Festival de Berlim, já haviam sido divulgadas entrevistas com os atores, fotos da première e até mesmo vídeos de Cherrybomb, novo filme de Rupert Grint. Só faltavam as críticas, que, para quem ainda não viu o filme, são valiosas fontes de informações.
Pois bem, o Screen Daily já divulgou a sua. A crítica morna compara o longametragem com “Uma Mulher para Dois,” filme dos anos 60, e ressalta os defeitos da parte técnica do filme, mas tem uma posição positiva quanto às atuações. Ela também dá uma explicação geral sobre o intuito de cada um dos personagens principais.

Grint interpreta um personagem de classe média que sempre quer satisfazer os outros como Malachy, contrastante com a família criminosa de Luke. Como o pai de Luke, Smiley, um bêbado falido com cicatrizes de brigas com seus próprios filhos, Lalor Roddy não poderia ser melhor. Kimberley Nixon faz Michelle como a garota mimada desesperada que não consegue sentir amor por seu pai, embora tenha tentado, se destruindo por dentro.

O texto também menciona o bom trabalho do departamento de desenho de produção, além de dar a entender que o apelo jovem, almejado pelo filme, é realmente alcançado. Você pode conferir a crítica completa em notícia completa.

RUPERT GRINT
Cherrybomb

Screen Daily ~ David D’Arcy
09 de fevereiro de 2009
Tradução: Renan Lazzarin

Como uma versão jovem de Uma Mulher para Dois centrada em Belfast, Cherrybomb é, fazendo jus a seu título, uma série de pequenas explosões previsíveis à medida que dois amigos se rivalizam pela mesma garota. Sendo melhor classificado como moda televisiva comercial para jovens, é improvável que haja qualquer demanda por ele no circuito do festival e muito menos para vendas cinematográficas – mas Cherrybomb deve encontrar seu lar nos canais a cabo dos territórios de língua inglesa. O prazo de validade dependerá de como as carreiras adultas de cada um dos jovens deslanche. Pelo menos, o filme é um cartão de visitas respeitável para eles.

O ruivo Malachy (Grint de Harry Potter) e o magro de cabelos negros e coração pulsante Luke (Sheehan) são colegas de atitude séria, que mostram no novo clube de recreação no qual Malachy trabalha. Quando conhecem a loira Michelle (Nixon), a filha do chefe de Malachy, a corrida é para levá-la para a cama.

Michelle ainda explora a rivalidade dos garotos, embora não possa atrair muita atenção de seu pai, David (Nesbitt), que está dormindo com sua amiga, que também trabalha no clube de recreação. Depois de David pegar Malachy e Michelle no ato, em sua própria cama, o trio leva um grupo de amigos ao clube de recreação para dar o troco.

Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn dirigem o roteiro do natural de Belfast, Dargh Carville, como uma longa reconstrução de eventos que conduzem ao crime pelo qual os garotos estão sendo interrogados no início do filme. A história é revelada quando a astuta Michelle seduz os garotos para uma série de graves aventuras, terminando com a revanche da filha com seu pai.

Grint interpreta um personagem de classe média que sempre quer satisfazer os outros como Malachy, contrastante com a família criminosa de Luke. Como o pai de Luke, Smiley, um bêbado falido com cicatrizes de brigas com seus próprios filhos, Lalor Roddy não poderia ser melhor. Kimberley Nixon faz Michelle como a garota mimada desesperada que não consegue sentir amor por seu pai, embora tenha tentado, se destruindo por dentro.

O contexto da Irlanda do Norte não entra a fundo em Cherrybomb. Os jovens personagens, cujas frustrações são direcionadas a seus pais e a si próprios, revelam não ter nenhum senso da história problemática da cidade e o roteiro não faz qualquer menção dela. Esta Belfast é um lugar qualquer contemporâneo, e o desenhista de produção David Craig (com auxílio de Damien Elliot) tem sucesso em dar ao interior do clube de recreações uma cafonice modística. Todas as outras locações têm uma suavidade sem identidade, que parece proposital.

O elenco coadjuvante é sólido e o diálogo é, com frequência, bêbado, embora o momento mais inspirado venha com o cerco do clube de recreações, quando o trio revida no pai de Michelle. A noite frenética termina com graffiti por todas as paredes e corpos jovens espalhados pela piscina, com o trio flutuando alegremente em colchões infláveis. A moral da cena dos corpos jovens é um irônico lembrete de que uma guerra sangrenta que muitos achavam que nunca terminaria está agora findada.