#49: Como Harry Potter influenciou sagas juvenis?, com Julianna Martins

#49: Como Harry Potter influenciou sagas juvenis?, com Julianna Martins

Semanário dos Bruxos

Episódio 4959min 16s23 de nov de 2021

🎙️ Episódio 49 · 59min 16s · 23 de nov de 2021

Tanto para livros que vieram antes quanto para os que vieram depois, Harry Potter teve um papel vital na manutenção do mercado editorial, além de ter influenciado uma onda de adaptações cinematográficas e televisivas. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem a biblioteconomista Julianna Martins, da equipe do Potterish, para discutir o impacto do Mundo Bruxo nas demais obras juvenis,

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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potterish, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gênero de marketing. E o episódio de hoje, gente, é um episódio, acho, meio diferente, assim, do que vocês estão acostumados a escutar por aí.

A gente vai falar, basicamente, sobre livros que vão além de Harry Potter, né? Livros que a gente leu, assim, e gostou muito também, anos atrás. Livros que a gente tem lido recentemente, que podem ser dicas pra vocês de leitura, mas também, né, Marina, que a gente queria discutir um pouco sobre como Harry Potter moldou, né, de alguma maneira, a literatura. Sim, exato, porque eu acho que, tipo, tem livros que foram beneficiados por causa de Harry Potter, né?

Já existia, mas as pessoas leram depois que leram Harry Potter. Tem livros que foram lançados com muita inspiração, e também acho que livros que, mesmo não sendo baseados, mas por ser, enfim, young adult, né, infanto-juvenil, seja lá como você chame, também seja uma coisa que, tipo, se Harry Potter fez sucesso, então esse livro pode fazer também, então vamos publicar. Então acho que teve uma influência bem interessante aí, e vai dar pra discutir da história, do termo mais técnico, da audiência, dá pra falar de bastante coisa. Exato.

E pra falar sobre livros com a gente, a gente recebe hoje a Ju, a Ju Martins, que não é minha parente, mas, enfim, é parente de coração, né, Ju? Isso. E a Ju, que já participou do nosso episódio, assim, dos episódios mais polêmicos de todos, dos Semunários dos Bruxos, o episódio sobre Snape, sejam muito bem-vindos de volta, Ju. Obrigada, gente, por me aceitar depois de tudo que eu fiz, do caos que eu causei, é um prazer estar de volta.

Depois de todas as famílias que eu destruí. Exato. Hoje a Ju falou que não vai causar tanto, gente, mas eventualmente ela volta também algum dia pra causar mais. Eu acho importante falar que a Ju é biblioteconomista ou bibliotecária, não sei, porque a gente já fala de livro, né, acho que faz sentido.

A própria Madame Pince, né? Exato, só que boazinha, de vez em quando, assim, na hora e das vezes. Por que a gente convidou a Ju, gente? Porque, além dela ser maravilhosa, ela lê muitos livros, muitos, muitos, muitos, muitos livros, assim, qualquer livro que vocês imaginarem que tá sendo lançado, a Ju já leu, né, basicamente.

Exato, escolha óbvia. Escolha óbvia, exatamente, exatamente. Mas, enfim, vamos lá, gente, acho que o primeiro livro que a gente poderia falar um pouquinho sobre, não sei se vocês concordam comigo, gente, é As Crônicas de Narnia, que, no caso, vem antes de Harry Potter, obviamente, né, são livros descritos assim… Nossa, 1950, eu acho, por aí, são super antigos, mas, assim, acho que com Harry Potter eles ganharam uma sobrevida, assim, sabe?

Eu lembro que foi isso, né? Harry Potter tava sendo lançado e aí as pessoas tinham tempo e queriam ler outras coisas. E aí, sagas de fantasia. Enfim, acho que, não sei se vocês concordam comigo que Narnia ganhou uma sobrevida, assim, com Harry Potter, né?

Ah, eu concordo, total. Eu lembro de quando saíram os bonequinhos no McLunch feliz das Crônicas de Narnia e eu tive que rodar todos os drive-thru do McDonald's em BH até achar o que eu queria, assim. E eu acho que antes de Harry Potter não ia ter um brinquedo baseado num livro pra um lanche infantil, sabe? Então acho que, com certeza, assim, Harry Potter deu uma guinada na popularidade de Narnia.

É, e eu acho que também, assim, por exemplo, Harry Potter demorou muito pra ter produtos, brinquedos oficiais, né? Tipo, assim, acho que a J.K. Rowling, ela segurava bastante as coisas. E aí, por exemplo, Crônica de Narnia, que o C.W.

Lewis… C.S. Lewis. Que o C.S.

Lewis já tinha morrido, já tava com outras pessoas. Tipo, já era tipo, não, faz aí, faz as coisas. Não tinha essa dificuldade de porque o ponto do estúdio fazer aquele filme, né, que o filme saiu em 2005, era mesmo vender muito e ser um grande blockbuster e virar uma marca, um produto pra se comprar, né? Enfim, então, com certeza, eu acho que teve…

Os filmes só rolaram por causa de Harry Potter, gente. Por causa do sucesso que Harry Potter tava tendo. É, e aí os filmes, né, de um jeito ou de outro, impulsionaram os livros, né? E só uma coisa, assim, gente, vocês gostam de Narnia, assim?

Acho que vale… Caso alguém não tenha lido aí, enfim, vale a pena ler Narnia hoje em dia? Ó, eu acho que vale e independente da idade também. Eu li ele mais novo e depois li ele um pouquinho mais velho, quando eu já tava na faculdade.

E meu ponto de vista em relação à história foi totalmente diferente. O que também acontece com Harry Potter quando a gente vai relendo, assim. Então é uma história um pouquinho mais profunda do que ela parece à primeira vista, pelo menos se você já for um pouco mais velho. Então eu acho que sim.

É, o que eu acho… O que eu acho interessante é que a própria J.K. Rowling, na realidade, não gosta de Narnia, né? Não é que ela não gosta, mas, enfim, ela…

Eu já vi uma entrevista dela que ela fala que ela se incomoda, porque é isso, né, gente? O C.S. Lewis, ele era um… Não sei qual que é o nome que a gente dá, mas ele tem muitos livros sobre questões religiosas, assim.

E aí tem uns trechos, assim, que a J.K. Rowling falava que incomodava muito ela, e por isso ela pegou um certo rancinho do livro, tipo, ah, em determinado momento ele escreve lá que a Susana, por já ter peitos e usar batom, não voltava mais pra Narnia, sabe? Enfim, né, gente? Década de 50.

Exato. O livro foi escrito quando as coisas eram diferentes. Não dá pra gente julgar com os padrões de hoje. É, exato.

Acho que, tipo, com certeza você olha e você reconhece que aquilo é errado, mas, tipo, se for assim, você não vai conseguir consumir quase nada mais antigo, assim. Por exemplo, filmes dessa época, dos anos 50, amigos, sabe? Pois é. Então, tipo, assim, é uma coisa que, sabe, você reconhece e tem níveis, né?

Às vezes, se a coisa te incomoda a um ponto de que você não consegue ler direito, você tem todo o direito de parar de ler, de não querer ler ou essas coisas. É, eu achei muito legal, assim, eu lembro que eu comprei os primeiros livros, assim, com a capa do filme, né, e tudo mais, e os livros individuais, assim. Aí depois que eu descobri que tinha mais livros, porque eu li quando eu era muito criança. Que o Leão, a feitiçira e o guarda-roupa nem é o primeiro.

Nem é o primeiro, é, tem várias ordens que você pode ler ali, enfim. Aí, beleza, eu lembro que eu li o primeiro, eu gostei, que não era o primeiro de fato, li o outro, gostei, li o outro, gostei, falava, vou ler todos, né? Aí eu comprei esse livrão aí, que tem 700 páginas. E aí eu só não sei, assim, se foi uma boa ler todos de uma vez, porque são 7 livros, apesar deles serem pequenininhos, assim, eles terem, sei lá, 100 páginas, 200 páginas, eu achei maçante, assim.

Tipo, tinha uma hora que eu não aguentava mais Narnia, assim, sabe? Então, sei lá. É, porque era, no fim das contas, era meio que pra ser uma leitura mais individual, né? Talvez.

Um por um, não uma coisa meio de uma vez, então, sei lá. E aí realmente, chegou no último conto, no último conto, que pra mim era o último conto, e eu já tava, já tava maçante, assim. O último é, se não me engano, que conta como que Narnia foi criada, né? Isso.

Que é o sopro do Leão, assim, uma coisa meio, meio, uma vibe meio maconha, assim, mas enfim. É que nem se diz, não é uma história feita pra ler em ordem, eu acho. Direto, assim, diretão. E aí chega no último, você já tá saturado daquele universo.

Pois é, exato. Agora falando sobre não atrair os dois públicos de briga. Ai, meu Deus. Falando exatamente, ó, a Marina já puxou, gente, a próxima saga sobre a qual a gente vai falar é ela, Twilight.

Não, que inaugurou o termo saga, inclusive, né, as pessoas… Que inaugurou a saga Crepus… Eu lembro, né, que os filmes começavam… Ai, que tudo, né, que é…

Gente, só queria falar uma coisa, já desde o início, assim, né. Eu nunca li Crepúsculo. E eu acho isso, assim, um traje, sabe? Eu também acho.

Será que devo ler, assim, sabe? Sim. Amigo, eu acho que… Não sei se você quiser, realmente.

Não, mas é porque é essencial do ponto de vista, assim, de que, tipo, marcou gerações, assim, sabe, tipo… É de fato. É, sei lá, sabe, aquele trecho do livro que a Bella conta como ela está apaixonada pelo Edward. Eu achei perfeito, assim, sabe?

De três coisas eu tinha absoluta certeza. Primeira, Edward é vampiro. Segunda, havia uma parte dele eu não sabia que poderia essa parte teria, que tinha sede do meu sangue. E terceira, estava incondicional e revogávelmente apaixonado por ele.

Olha, repia. Ó, eu sou do pensamento que é bom ter propriedade pra você falar mal, assim. Então eu leio até coisas que eu acho que eu não vou gostar. No caso, eu amo Crepúsculo.

Mas enfim, eu acho que você tem que ler até que você acha que você não vai gostar pra você formar sua opinião, assim. Voltaremos com a parte dois desse podcast depois de Pedro ter lido. Um episódio só sobre Crepúsculo. Cara, eu acho Crepúsculo muito interessante de diversas formas, porque eu acho que teve uma influência muito grande no fandom de Harry Potter.

Não sei se positiva. Provavelmente não positivo, na verdade. Mas é porque o ponto é, quando o Crepúsculo foi lançado ali, né, por… Eu não sei, na verdade, não sei exatamente se ele foi lançado, mas é porque o ponto é, o filme saiu no final de 2008, né?

Então, tipo, os livros de Harry Potter tinham acabado há um ano, mas a gente ainda tinha ali Enigma pra sair, a gente ainda tinha mais três filmes ali pela frente. E foi muito vendido como próximo Harry Potter. Então muita gente foi ler por causa disso e não tem nada a ver com Harry Potter. Tipo assim, nada a ver assim…

Ok, sei lá, Criaturas Místicas talvez, mas assim, a história, né, o gênero também, é um romance, tipo, tem nada a ver. Então assim, as pessoas ficaram muito putas por causa disso. Por causa dessa comparação, tá ligado? Tipo, não tem nada a ver, não sei o quê.

É porque era uma época que o marketing funcionava de um jeito assim, que se tivesse no banner assim, o próximo Harry Potter, as pessoas compravam, sabe? Tipo, tinha pouca concorrência, pouco produto cultural concorrendo pela tensão, né? Era filme, algumas poucas séries assim, canais a cabo e livros, né? Tipo, meio que…

Não, exato. E aí deu realmente uma grande treta. Assim, era um motivo muito grande de tipo… Porque aí surgiram os fãs de Crepúsculo, que aí no caso não eram pessoas que tinham vindo do fã de Harry Potter.

Que eram os Twighards, não era? Exato. É, não, que aí clamavam que Crepúsculo era melhor que Harry Potter, e as pessoas ficavam, nossa, jamais, Crepúsculo é uma merda. E aí as pessoas brigavam, a qualidade saiu no tapa.

Tipo, cara… Nossa, o Tumblr só tinha post com a foto do Cedrigo Dígar e do Erda de um do lado do outro, assim, sabe? Era um saco! É, eu tinha um pouco disso também sem ler, assim.

Tipo, de que Harry Potter era melhor que Crepúsculo e que era injusta a comparação? Então, minha impressão era que era um… É que, assim, gente, eu era uma criança, se você tinha três amigas, eu devia ter o quê, sei lá. Não, em 2008 eu tinha nove.

Então, assim, era uma criança, mas assim, muito novinha. Não tinha nem condições ainda de me interessar por histórias de romances, assim, sabe? Eu fui me interessar por histórias de romances muito mais velhas, sabe? Hoje, aí de mim, sabe?

Que sou romântica. Acho que a hora que eu falo assim, meu povo pessoal tem gente que não pega, mas, gente, tem uma figurinha do WhatsApp que é um cachorro, ele tem um chifrezinho que parece um licórnio, e aí, enfim, ele tá deitado numa grama, assim, e aí tem escrito, aí de mim que sou romântica, sabe? Aí de mim que sou intensa. Enfim.

Hoje eu sou esse meme, essa figurinha. Mas nessa época, eu lembro que minhas primas liam, eu lembro que amigos liam, amigas liam, e tinha muito tudo isso, assim, também, que era uma história meio, tipo… Era, nossa, história de menininha, né? Tinha tudo isso.

É, eu acho que essa é a questão principal, na verdade, que o ponto é. Eu, objetivamente, acho Crepúsculo ruim em diversos aspectos, mas a questão principal é que, tipo, assim, existem muitas obras ruins no mundo. Crepúsculo era demonizado porque quem gostava? Meninas e adolescentes.

Exato. E mulher pode gostar de alguma coisa? Tudo que mulher gosta não é… Mulher, menina não é algo válido, assim como Restart, assim como One Direction.

Tipo, tudo que menina gosta não é válido. BTS, hoje em dia. Pois é. É, eu acho que acabou morrendo, né?

Porque Harry Potter foi continuando, foi… Ih, até eram mais livros, mas, enfim… Deja, de alguma maneira, as pessoas ainda lembram e tudo mais, acabou morrendo porque, enfim, não teve novidade nenhuma, né? Tipo, nem boa, nem ruim, enfim, nada.

Mas, enfim, falemos sobre Percy Jackson, que, inclusive, vai ganhar uma série no Disney+, quando que vai ser, Ju? Ah, vai demorar, ainda tá em pré-produção. Ixi, meu Deus. O filme que teve de Percy Jackson é o maior pesadelo do Rick Beardham, que é o autor de Percy Jackson, no caso.

É, ele não assistiu o filme de jeito nenhum. Ele leu o roteiro, ficou tão puto que ele não foi em Premiere, ele não quis participar de divulgação, nada assim. E, até hoje, ele fala abertamente muito mal dos filmes. Que, inclusive, é dirigido por um ex-diretor de Harry Potter, né?

É, o de Chris Columbus, né? Que é de Pedra e Câmara. E que é uma cópia, inclusive, né? É, o Chris Columbus pecou ali bastante em Percy Jackson.

E aí, a série só vai acontecer porque o Rick Beardham tem total controle sobre, assim. Ele que tá escrevendo os roteiros, ele tem direito de opinar no casting, em tudo, assim. Então, tá a passos lentos. Essa coisa de escritor, assim, de romance, escrever roteiro de cinema, enfim, de audiovisual, a gente sabe que pode dar bosta, né?

Mas vamos torcer. É, mas eu, enfim, eu acho que… Tipo, nesse caso, acho que não… Acho que a Disney é muito mais cuidadosa com as coisas do que a Warner.

Então, acho que eles não deixariam se não vissem que o cara soubessem ou barra ficasse dando uma consultoria, né? Pra fazer o rolê e tals. Pode dar errado, ainda assim, mas eu acho que, pelo menos… Ah, gente, as coisas, às vezes, elas simplesmente dão errado.

É meio fora do controle, mas acho que vão tentar, né? Fazer algo bacana. Adaptação pra TV ou pra cinema, assim, de livro, é 880, dá muito certo ou dá muito errado, assim. Eu acho que não tem meio termo.

Harry Potter deu muito certo até o filme 6, mas tirando isso, assim, eu acho que… Por exemplo, Crepúsculo. Crepúsculo, como a Marina disse, não deu muito certo os filmes, assim. Já Jogos Vorazio, por exemplo, a adaptação cinematográfica é perfeita, incrível.

Ninguém tem um A pra falar. Melhor a gente vai falar sobre… Não vou me assustar, mas enfim. Não, e eu acho que há algo a se falar também sobre o que significam essas coisas, né?

No sentido de que, tipo assim, Crepúsculo, os filmes têm uma qualidade bem duvidosa, o que eu acho que, na verdade, tornam eles muito interessantes e divertidos. Mas, porra, fez muito sucesso, deu muito dinheiro. Então, assim, o ponto, na verdade, não é nem o filme ser ruim, é tipo, ele não dá certo, não vender, que foi o que aconteceu com Percy Jackson. Percy Jackson não deu certo não apenas por ser ruim, porque não deu mesmo.

Eles mal é má, fizeram um segundo, né? Assim, eles fizeram ainda, mas não… Sabe, tipo… Então, realmente, é uma…

A Fox, né, cara? A Fox, no geral, as adaptações dela é uma coisa complicada, assim. Sim, pois é. Mas eu acho que Percy Jackson é uma série que…

Gente, eu acho que se você gosta de Harry Potter, a chance de você não gostar de Percy Jackson, assim, se a temática de Harry Potter te interessa, eu acho que, tipo, Percy Jackson não tem tudo a ver. A chance de você não gostar é se você for eu, basicamente. Mas, peraí, você leu e não gostou? Não, é, eu li Percy Jackson, eu li Percy Jackson quando eu era, tipo, a faixa etária mais adequada possível, eu li ali com, tipo, 11, 12 anos, assim, 13 anos e fui lendo.

É… Não li, tipo, literalmente um seguido do outro, eu li espaçado, assim, sabe? Eu não gostei, assim, o primeiro livro eu até gostei, o segundo eu já não gostei muito. Aí, assim, teve uns que eu gostei mais, outros que eu gostei menos.

Você leu Percy Jackson Os Olimpianos, o 5? O 5, é, pois é, não continuei lendo as outras coisas. Mas, assim, o que me incomodou, não sei, é que hoje eu não tenho o mínimo interesse, tipo, como eu comentei com vocês no início do podcast, eu não tenho lido mais livro de aventura, mas, enfim, me incomodou que parecia muito videogame, tipo, era literalmente, tipo, fase de videogame, assim, os capítulos eram fase de… É, tem missões, né?

Missões, e aí, enfim, e aí eu não via muito sentido, não via muita progressão, assim, de, tipo, Harry Potter, os livros, eles vão progredindo muito de um livro pro outro, em termos de, a gente tá chegando até um lugar, assim, sabe, é uma coisa que a Marina tem notado, como isso é muito bem feito. E eu não acho que Percy Jackson, ele foi progredi… Era só, literalmente, mais um jogo, assim, sabe? E aí, pra chegar no quinto livro, não era nada demais, assim, sabe?

E aí, eu lembro que o quinto livro, eu já sempre fui leitor chato, enfim, acho que era mais chato antigamente que hoje. O quinto livro, eu lembro que, assim, eu achei horrível, porque as cenas de batalhas são muito mal escritas, na minha opinião, assim, você não consegue imaginar direito como é que tá sendo feito aquilo, enfim. Então, de modo geral, assim, foi um saldo muito negativo pra mim. Eu gostei do primeiro, o resto foi, assim, pra água baixa, assim.

E, porra, puta de um potencial, assim, tipo, eu achei que teria, assim, sabe? Mas é isso, acho que o que mais me incomoda é, videogame demais, mas especialmente cenas, enfim, às vezes mal escritas nesse sentido das batalhas, mas exatamente isso, assim, de que não é uma coisa que vai levando a outra, não é igual jogos horários, por exemplo, que a gente vai conversar daqui a pouco, que realmente tudo vai crescendo. Eu acho que, tipo, Percy Jackson, ele é uma linha reta, assim, tipo, não cresce, assim, sabe? Eu vou ser muito odiado, porque, enfim, tem muito fã de Percy Jackson, muito fã.

Não, não acho. Sim, eu li os cinco primeiros também, eu li Percy Jackson e os Olimpianos. E você gostou? Então, esse é o ponto, tipo, eu acho legal.

Eu não tenho, tipo, uma grande paixão, também não acho extremamente ruim, eu acho legal, tipo, eu li, gostei enquanto tava lendo, me diverti, foi meio isso, tipo, eu tinha terminado o Harry Potter, eu queria ler outra coisa e eu li todos, eu tenho todos, tipo, os livros e tals. Não tive interesse de continuar, sabe? Vai ter série do Cine Plus, assistirei, assisti os filmes. Então, tipo, eu acho que, assim como tem muita gente que leu o Harry Potter e gostou e foi isso, né?

E não foi muito além. Pra mim é isso, não faria perto de fã. Já li Fanfic, Percy e Anna Beth, isso eu já fiz. Porque, né, enfim, todo motivo é motivo pra ler Fanfic, né, gente?

Isso eu já fiz. Mas, no geral, tipo, não é uma coisa que eu sou superfã, mas eu também. Não tenho problema, sabe? Fala aí, Ju.

Eu acho, inclusive, eu vou ser um pouco polêmica aqui. Eu amo o Harry, tá? Deixando claro que eu amo o Harry. Só que eu acho o Percy um protagonista bem mais carismático que o Harry.

Ele é uma pessoa muito mais gostável, assim. Com certeza. Ah, sem dúvida. Então, isso aí já me pega pelo coração, assim.

O Percy é um fofo. É gostoso ler as coisas do ponto de vista dele. É, mas tá ali primeira pessoa, né, também. Sim.

É mais fácil você pegar, né? Eu reli ele uns dois anos atrás. E aí foi o que eu disse, né? Me pegou pelo emocional.

Então, eu achei tudo incrível. Chorei lendo, tudo mais. Então, sem os críticos zero. Não sei opinar.

Agora, o que me incomoda é que ultimamente tem surgido um pouco dentro do fandom de Percy Jackson. Que, tipo, nossa, Harry Potter é horrível pela questão das polêmicas da J.K. Rowling e tudo mais. E aí, assim, eles ficam dizendo como se Recreio Ordem tivesse criado a representatividade, assim, sabe?

De minorias e, tipo, nossa, vocês têm que gostar de Percy Jackson e Percy Jackson é muito melhor. Eu não sei, acho que existe um… A gente tá falando dessa questão do crepúsculo e eu puxei o Percy Jackson na nossa conversa por isso. Existe, parece que agora, não é uma rixa antiga, mas começou a surgir nos últimos dois anos, essa rixa de que Percy Jackson é incrível, sabe?

Recreio Ordem é incrível. E, tipo, não necessariamente, sabe? Eu acho que as pessoas… Ai, meu Deus, isso vai sair muito errado.

Não é separar o autor da obra, assim, mas Harry Potter é um livro muito bem escrito, muito bem escrito. Todas as cavadas dele são muito bem escritas, os personagens são super bem desenvolvidos. Enquanto, antes dessas polêmicas da J.K. Rowling, nada disso fazia falta pra galera, sabe?

Porque o livro tava todo ali inteiro… Era em questionado. É, e você mergulhava ali naquela história e tava tudo bem. Então agora, questionar essas coisas que…

Sei lá, acho que não faz sentido no contexto atual. Sim. É sobre isso, né? Mas vamos parar de falar mal das coisas, porque, assim, até agora eu falei mal de Narnia, eu não falei mal do preposto do Meset, porque eu não li.

Se tivesse lido, teria falado. Teria falado. Eu falei mal de Presto Jackson. Agora vamos falar sobre uma obra que eu amo.

Com algumas ressalvas, já vamos lá. Jogos Horazes, gente. Amo. Aide Mink sou tributo.

Just close your eyes. Tem música a Terra Swift, gente. Harry Potter não tem música a Terra Swift. Exato.

Jogos Horazes já ganha disso aí. Terra Swift ganhou um Grammy por causa de uma música que ela escreveu pra Jogos Horazes. Então, é isso, Mouris. É isso, gente.

Jogos Horazes, assim. Que livros, assim. Sabe, desses todos, eu acho que o único que eu tenho vontade de releio, assim, sabe? Tipo, eu tenho a impressão de que eles…

Depois vamos lá. Vamos entrar primeiro nas partes positivas. Tenho a impressão de que os dois primeiros livros são muito bons mesmo, sabe? Tipo, muito bons.

É que eu acho que se você está falando, né, enfim, que no Brasil a gente usa muito infanto juvenil, que não necessariamente se aplica, né, a muito dessas obras, que na verdade é, tipo, serangueado de que é jovens adultos. E eu acho que, tipo, assim, Jogos Horazes, com certeza, é um jovem adulto, assim, porque é uma história muito política, uma história muito séria. Não é uma história leve, não é uma coisa assim. Que eu acho que, assim, atraiu muito.

Eu acho que teve isso, né? Os livros foram saindo e aí os sonhos de Harry Potter já estavam um pouco mais velhos, então eu sinto que a gente pegou uma idade legal pra tá lendo. Eu tinha, tipo, 15 anos. 14, 15 anos.

É, exato. Eu tinha 16, 17. Nossa, foi o timing perfeito. Foi o timing perfeito, assim.

Exato. E é isso, eu acho que também tem muito uma história que foi publicada por causa do social de Harry Potter no sentido de… Porque existia muito isso, né? Tipo, aí, crianças não vão, né?

Adolescentes não vão ler livros de 500 páginas, não vão ler histórias sérias, não vão querer… Muito isso, né? E aí chega uma história dessa, que, tipo, muito interessante, muito profunda de diversos aspectos. E eles, não.

A gente já sabe que esse pessoal lê essas coisas assim. Bora, bora publicar. Ah, e assim, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos é publicado pela mesma história de Harry Potter, sabe? Lá fora, Leste aqui pela Roku, enfim.

Eu acho que, tirando depois de Harry Potter, é o maior sucesso da Roku, assim, em questão de sagas, né? Eu acho que tem muitos paralelos nesse sentido. E eu não conheço nenhum fã de Harry Potter assim, desse pessoal muito, muito, muito fã, que não tenha sido muito fã também de Jogos Horazes, assim. Porque, gente, Jogos Horazes foi um surto.

Tipo, Crepúsculo foi um surto. Mas eu não sinto tanto porque eu não participei. Mas, assim, aí o Percy Jackson foi meio mais ou menos, porque não teve grande sucesso no cinema, e eu acho que isso é muito importante para o negócio virar um surto, né? Sim.

E aí se a gente chega ali na Arnia, nem continuou, mais Jogos Horazes acho que foi o surto real, assim, sabe? E ainda porque todo mundo gostava. Não tinha essa briga de tipo, isso é bom, não, todo mundo gostava, todo mundo sabia que era bom, sabe? Sim, eu acho que tem essa questão de que, tipo, até a questão da idade que eu falei, eu acho que ler Jogos Horazes é uma progressão natural para quem lê Harry Potter, sabe?

Tipo, eu acho que você ter lido Harry Potter te prepara para ler Jogos Horazes e entender as coisas, sabe? Nossa, total, acho que a maior semelhança, sim, é a questão política mesmo, que nem a Marina falou. Porque o romance, nenhum dos dois é o ponto principal, nenhuma das duas sagas, assim, de Jogos Horazes é a política mesmo. E no final, de Harry Potter também é isso.

A questão é toda do Ministério e do Voldemort no Ministério, então faz todo o sentido. Sim. Não, e assim, é isso o que eu acho muito fantástico, assim, de Jogos Horazes, é que os livros são bons, os filmes são bons, no caso, tipo, aí o que eu queria comentar, no caso, para não falar que eu não falei mal, eu não gosto de A Esperança, o livro, eu acho um livro mal escrito. Eu também não.

Eu acho que, de novo, gente, eu acho que, assim, deve ser muito difícil para um escritor escrever cenas de batalha, cenas de guerra. Porque, assim, eu lembro quando eu tava lendo A Esperança, e aí morri alguém, aí eu, tipo, peraí, morreu? Morreu quem, na realidade? Volta.

Tipo, enfim, e as cenas eu não conseguia visualizar na minha cabeça, enfim, e aí eu lia de novo, eu falei, gente, aí eu fui reler só essas cenas, depois de muito tempo, pra ver se eu simplesmente tava, sei lá, bugado na minha cabeça. Não. Essas cenas são mal escritas mesmo. E aí, no filme, é tão bem feito, gente, A Esperança parte 1, sabe?

Que fucking filme. Tipo, aquela sequência ali que eles estão explodindo a represa, e aí começa a tocar Hanging Tree, aí depois vai pra guerra. Porra, sabe? Tipo, não entendi nem como competir, assim, sabe?

É muito melhor que o livro. Será que eu gosto do livro porque a minha memória tá, assim, por causa do filme? Porque eu não irei já achar mal escrito. Mas eu entendo muito bem as cenas de guerra, mas será que é porque eu tô lembrando do filme e não do livro?

Ah, talvez, hein. Ah, a memória visual geralmente é mais forte, né, mas não sei, é porque eu acho que é muito louco ver isso, né, acontecer, que é uma coisa que não aconteceu com Harry Potter, não aconteceu com Percy Jackson, não aconteceu, enfim, com a maioria das coisas que a gente tá falando aqui dessa adaptação, ser uma coisa boa ou até melhor do que os originais. Nossa, sim. Tipo, porque o primeiro filme é muito bom, ele pega o tom muito bem.

Me incomoda um pouco aquela coisa da câmera tremida, de reality show que eles meio que fazem, mas, assim, eu entendo a linguagem e tem gente que gosta, então acho que é uma coisa de gosto mesmo. Mas, porra, eles fazem muito bem, um elenco muito bom, né, a Jennifer Lawrence tá, tipo, espetacular, assim, acho que é uma escolha muito boa pro rolê. E eles não tentam fazer daquilo um filme, tipo, que vai ser super milhão de explosão e ação e loucura, sabe? Tipo, não, eles respeitam o que tá ali na obra e fazem e foi um puta sucesso mesmo assim, você não precisa ficar forçando, sabe, coisas normais de blockbuster pra um negócio não ser um sucesso, sabe?

Então, tipo, você é muito louco, e Chamas pra mim é melhor do que o livro, assim, tipo, eu acho muito, muito bom. E também a Esperança Parte 1, eu também acho, é que é isso, eu acho Esperança também chato. Não sei se eu diria que é mais isso, eu acho chato, eu literalmente abandonei a leitura e voltei um tempo depois. O livro ele é chatinho mesmo, a primeira, o que eu acho, o mérito pra mim da partinha, além dele ser um filme excelente enquanto filme, é que ele transforma uma parte do livro que é chata, que é monótona, que é amorosa, num negócio do caralho, assim, sabe?

Sim, então, eu acho que eles atua muito bem, fazem de uma forma muito legal. A Parte 2 é meio esquisita, não diria que é um bom filme, não. Mas, assim, o resultado geral de Jogos Vorazes no cinema eu acho muito positivo e, enfim, não marcou negativamente a carreira de ninguém. É, assim, desejo boa sorte pra eles na adaptação que vai sair do Prequel, né?

Do Acantigo dos Pássaros e das Serpentes. É, gente, Prequel. Porque o ritmo é acelerado ali, a expectativa é muito alta, os filmes são muito bons, então se esse não for tão bom quanto, enfim, boa sorte, galera. Gente, inclusive, sabe uma coisa que eu lembrei de Ponte para Terabit, que é com o ator do Peter.

Nossa! Josh Hutchinson, que Ponte para Terabit, gente, é um filme que saiu na época em que os filmes de Harry Potter também estavam saindo e parecia que era um filme de fantasia também. E não era, caralho! Não era!

Então todas as crianças do universo foram lá assistir e saíram traumatizadas até hoje. Nossa, eu lembro de terem passado isso na escola, assim, a professora, tipo, ah, vão gostar, sabe? Gente, gatilho! Ou seja, qualquer coisa que parecia remeter a Harry Potter, vendia muito bem.

E aí as pessoas saíram traumatizadas depois. Exato! Gente, não tinha nada a ver, tipo, não era, era uma coisa meio, realmente, um rolê imaginário, não era um mundo, e aí acontecem umas tragédias, e aí você criança, não tinha preparado psicológico aquilo que estava acontecendo. É, pesado demais, assim.

Então, enfim, lembrei disso aí que, meu Deus, é isso, gente. Nossa, como, qualquer coisa a gente ia lá assistir e lia, né? Era muito fácil. Saudades dessa época que não tinha 53 mil séries estriando ao mesmo tempo, enfim.

E aí é isso, gente, Jogos dos Orazes é perfeito, beleza. E aí a gente tem outra distopia que fez um sucessinho ali, né, na mesma seara ali, meio pegando carona do bonde de Jogos das Orazes, que foi Divergente, né? Esta, porém, que é muito ruim. Se Percy Jackson eu achei, tipo, regular, assim, três estrelas, Divergente é horrível, né?

E assim, o primeiro já é ruim, o primeiro já é ruim, mas o segundo, gente, ó, eu não abandono série, nunca. Eu não consegui. Eu li o primeiro, li o segundo, ó, eu fiquei puto, hein, porque eu comprei um box, eu comprei um box, assim, que, tipo, tinha todos, tinha o Divergente, o Insurgente, o Convergente, o Four, e era um box em inglês, hardcover, tipo, assim, caríssimo, 200 reais. E eu não consegui, e o primeiro eu tinha lido já em português, e eu falei, ah, agora vou continuar em inglês.

Fiquei puto, porque comprei e era horrível, eu também, esse box embora, assim, ai, nossa, eu nem terminei de assistir os filmes de tão ruim. Mas então, essa questão, puxando a semelhança aí de Harry Potter com as outras sagas que a gente tá citando, eu acho que Divergente foi quando começou a dar errado querer parecer muito com Harry Potter, porque eles tentaram cortar o último livro em dois filmes e não vendeu o suficiente, então a história nunca acabou no cinema. Eles tentaram vender a parte dois pra TV, porque no cinema não dava mais, e mesmo assim não deu certo, então o último filme não foi feito, assim, então dividir em duas partes não funcionou. É, eu acho que foi a última vez que tentaram, né, porque foi isso, Harry Potter lançou essa tendência.

Não, tudo começou a dar errado nessa época, gente, quando foi Divergente, tipo 2015, foi ali, ó, época do golpe, enfim, tudo deu errado, assim, marcou, assim, sabe? Exato, com uma derrucada. Mas é isso, tipo, Harry Potter fez, né, enfim, essa nova modinha, entre aspas, né, do filme dividir em duas partes, que eu acho que, de fato, eu não acho que foi bem feito em Harry Potter necessariamente, mas eu acho que era necessário. Aí, tipo, Crepúsculo não era necessário, mas fizeram.

E deu certo comercialmente. Deu certo comercialmente, e, pra mim, o melhor filme de Crepúsculo é Amanhã saiu Parti 2, eu acho um filme muito, muito, muito bom, muito interessante, o jeito que é desenvolvido a Bella e tal, eu acho meio covarde naquela cena de ação do final, mas eu acho um filme bem bom. Eu que era hater de Crepúsculo, quando a nascê-la se finar, quando acaba, né, que aí meio que mostra os tatões. Ai, eu choro até hoje!

Tatuando a Thousand Years, eu chorei, eu tava na casa da minha avó chorando de madrugada. Então, gente, que cena! Os créditos finais! Quando acaba, os créditos finais, aí meio que aparece, tipo, o nome do ator, e o personagem, meio que várias cenas de personagens enquanto a Tatuando a Thousand Years.

Ai, nossa, tudo! Nossa, olha, eu tô arrepiada, eu juro pra vocês! Enfim, então, deu certo, né? Aí, Jogos Borazes.

Deu e não deu certo, no sentido que a gente teve uma parte 1 muito boa e uma parte 2 muito regular, mas também deu dinheiro. E foi ok, vai. Regular bem ok ali, né? É, o regular de Jogos Borazes é muito bom de outras sagas, eu acho.

É verdade, é verdade. Mas, então, tipo, deu certo. E aí Divergente foi o que deu errado e nunca mais fizeram isso, né? Tipo, nunca mais tentaram fazer isso.

Mas é isso, Divergente apa… Ai, meu Deus, eu não tenho palavras assim. Porque eu li os livros e eu achei divertido. É meio isso, assim, eu achei divertido.

É uma mistura de Jogos Borazes com Harry Potter, né? Porque é um rolê de estopia, a menina meio não totalmente moralmente correta, e aí ela vai pra sua casa de Hogwarts, né? Tipo, na audácia. Ah, eu achei, assim, meu problema com isso, além de ser mal escrito, assim, por muitos motivos, eu acho, mas o problema principal aqui é falta de originalidade, assim, sabe?

Tipo, não tem um pingo de originalidade, sabe? Acho que, assim, não só os filmes, essa coisa de vamos fazer duas partes, mas a própria autora, que é a Veronica Roth, ela literalmente parece que ela quis fazer sucesso, assim, tipo, eu preciso escrever pra ganhar dinheiro, assim, então, tipo, ela não tem, assim, o que que tem de original ali, gente? Nada, nada. Não, é muito uma coisa de, tipo, foi um livro que foi publicado porque Harry Potter e Jogos Borazes fez sucesso.

Exato. Não foi nem porque a editora quis publicar, assim, porque a autora parece que quis escrever já pensando nisso, assim, sabe? Não, meio date, né, pra conseguir publicar, e aí uma editora pegou e falou, ah, isso vai dar certo, e deu, assim, né? Que foi também a Scholastic, nos Estados Unidos, de Harry Potter, e no Brasil Arroco, de Harry Potter, enfim.

E aí, enfim, por falar em coisas ruins, a gente tem mais um. Gente, a gente jura que a gente vai falar sobre coisas boas daqui a pouco, tá? Aqui esses são, tipo, muito importantes, então a gente tem que passar por eles antes de chegar nas coisas, eles tem que passar pelo, como é que é aquele poema do, do, esqueci o nome do poeta, enfim, deve ser do Fernando Pessoa, mas eu não tenho certeza. Quem quer chegar na puta que pariu, tem que passar pelo, sabe?

É um negócio super difícil. Enfim, é isso. Formado em literatura. É, exatamente.

É, eu tenho certeza que quem sabe pegou aí referência, enfim. Falar em coisa, por falar em coisa ruim, a gente vai falar agora sobre instrumentos mortais, gente. E eu tenho propriedade, tá? Porque eu tentei.

Eu juro que eu tentei. Eu li o Cidade dos Ossos. Eu não gostei. Eu não gostei por muitos motivos, porque eu achei a protagonista burra, eu achei o coprotagonista, no caso, Jayce, chato.

Nossa, ele é a única coisa boa da saga. Amiga. Insuportável. Ai, amigo.

E aí, enfim. Beleza. Achei o livro arrastado. Tá.

Fiquei dois anos sem ler. Voltei para o Cidade das Cinzas, que é o segundo. É, Cidade das Cinzas, Cidade Vila Terceiro, isso mesmo. Cidade das Cinzas, então.

Achei que melhorou, mas assim, mais arrastado ainda, é um livro de 500 páginas, que poderia ter tipo 300. E eu falei, nossa, você quer saber? Meu tempo não vai pegar, entendeu? Assim, gente, claro, é isso.

Cada um tem um tempo, cada um tem um interesse, cada um tem um problema com o livro grande ou não, enfim. Mas assim, eu achei o livro enrolado, arrastado. E veja bem, eu achava a premissa interessante. Tanto que eu tentei assistir a série.

E eu assisti a série muito, assisti a primeira temporada. Eu acho que, eventualmente, assisti até a segunda. Eu assisti muito aquela série. E ela era horrível.

Mas eu assistia. Primeiro porque, enfim, a trama era muito… A trama, né? Aquele meme do Twitter.

A trama e… Você tinha a trama. No caso das pessoas, né? Todo mundo é exatamente muito gostoso ali naquela série.

Então, mérito. Isso é um mérito. A gente tem que reconhecer os méritos. Vamos reconhecer.

Como é que chama aquele… O ator que faz o… É Matthew Daddario? É, nossa, gente.

Puta que pariu, sabe? Ali o negócio. E a irmã dele também, né? Puta que pariu.

Que família, né? A família, né? Ô, caralho. Enfim.

E, não, e assim, presencialmente eles são mais bonitos ainda, né? Eles vieram na Comic Con, vocês lembram? Sim, eu vi eles pela janela. Fiquei louca com aquele povo bonito.

É, vendo de longe, assim, fiquei impactado. Enfim, eu, tipo, mas… Não, real. Sem brincadeira.

Eu achava… Eu queria saber o resto da história, assim. Só que a série começou a ficar… Ela já era ruim, ela sempre foi ruim.

Mas, assim, ela ficou tão ruim em determinado momento que eu não dei conta mais, assim, sabe? Que isso. Eu sou essa pessoa que eu não consigo ler livros ruins, mas eu consigo assistir coisas ruins. Talvez por não entender tanto de audiovisual, sei lá.

Mas é que chegou uma hora que não dava mais. É que é menos esforço, né? Você ver algo ruim. Você não tá tendo que ler o negócio, o passo, o tempo, isso é só.

Então é mais fácil. Mas, assim, então, os instrumentos mortais eu vou dizer aqui. Eu vi o filme, o primeiro, né? O único que teve.

Eu vi o filme. Achei ruim, mas um ruim divertido, sabe? X. Não vi série.

E eu sei que é uma fanfic Draco e Gina, né? Ah, é? É, amiga. Isso pra mim é super novidade.

A criação da Claire vai pro túmulo, mas não admite que era uma fanfic de Harry Potter. Amiga, ela admite sim. Admite? Eu tenho quase certeza que sim.

Ela tem, literalmente, ela tem uma fanfic de Draco e Gina, assim. Então corta essa parte. Não sei, tem que ver. Mas o ponto é, gente, a gente tá aqui nessa situação aqui, é uma mesa de bar, assim, entendeu?

Não tem roteiro, tá? Então, assim, literalmente a gente não fez roteiro pra esse episódio. O que eu sei é que a canção da Claire tem umas três fanfics publicadas de Harry Potter, publicadas até hoje, assim, sabe? Que babado, vou procurar.

Ela tem fanfic de Harry Potter. Enfim, mas é óbvio que é de Draco e Gina, total, assim. Eu sempre achei, eu sempre tive a impressão de que era inspirado por causa dessa questão de um mundo oculto dentro do nosso mundo mundano, ou trouxa, enfim. Cara, eu acho que tem criatividade, inclusive, nisso, assim.

Eu não acho que ela deixa de ser criativa, acho que ela é bem criativa até nesse sentido. Não, claro. Ela tinha muita coisa pra desenvolver ali, a base dela era muito boa, acho que ela só se perdeu no meio do caminho. Mas, realmente, eu sempre imaginei que fosse inspirado em Harry Potter de alguma forma, eu só imaginei que tinha uma fanfic, etc.

Exato, e, tipo, a série chegou a ter conclusão, amiga, você sabe? Ah, então, na verdade, gente, desculpa, eu só queria falar que foi fake news, eu fui procurar aqui e, na verdade, tipo, não é… Ela diz que, tipo, ela escreveu fanfic de Harry Potter, mas Instrumentos Mortais não é uma fanfic de Harry Potter, é o que ela diz. É o que ela diz, então, não é fake news necessariamente.

Mas é que a gente já viu várias semelhanças, então. Mas é porque as pessoas, as pessoas associam que o Jace é o… Que o Jace é o Draco, mas é, é, claramente é, se você ler, assim… É, exato, eu sou simpo que o Jace é o Draco e que a boizinha lá é a Gina.

Mas é, você não acha que é, Ju? Não, porque eu gosto do Jace, eu não gosto do Draco. Não, mas é porque, no caso, ele como co-protagonista, tipo, tem mais desenvolvimento, enfim. Ele tem mais tempo de tela, de página.

Talvez ele seja um Draco melhorado, assim. Ele é marrentinho e tal, mas, enfim. E, eu acho, os Instrumentos Mortais é a única saga que não pega meu emocional, assim. Porque eu amava a primeira vez que eu li, e aí depois, quando eu tentei reler, eu li esse ano, que eu não tinha lido ainda, aquele Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico, enfim, que é tipo um prequel também.

Dizem que é bom isso aí. E eu odiei, eu odiei. Eu só terminei porque eu tinha começado e eu não abandono leitura, assim. Aí eu li os três, porque eles já estavam aqui na estante.

Mas, nossa, eu achei muito ruim. Que é o Clockwork, ah, Clockwork, alguma coisa, não é? A série, o nome da série. Exato.

E aí tem uma, depois que vem, tem uma trilogia que vem depois dos Instrumentos Mortais, que tá aqui também, e eu não sei se eu devo ler agora. Eu provavelmente vou ler porque eu já comprei, já tá pago, mas… É, a Cassandra Clare, assim como Rick Riordan, não parou de escrever, né? Tipo, ela lança todo ano um livro diferente dessa série, desse universo, né?

Dá dinheiro, mano! E aí, enfim, eu acho incrível, porque é só a J.K. Rowling em perseguida, né? Que, no caso, nem tá lançando nada, mas enfim.

Nossa, eu lembro que na época que lançou o Pottermore, que começou a sair uns testinhos, assim, foi mó barraco a galera falando que ela não deixava a história acabar e não sei o quê. E aí você vê que com a Cassandra Clare e com o Rick Riordan, ninguém fala nada. Eles lançam um livro por ano desse universo, já faz mais de 10 anos, assim, né? Ah, gente, é que é foda, né?

No sentido, assim, de que eu não tenho a cara pra ficar defendendo a J.K. Rowling na internet, entendeu? Mas é foda. Eu defendia até antes, agora…

Ticou com Deus. É isso, né? Mas é um negócio aí também de magia, de ah, não sabia que era bruxa, etc. Pode interessar os termos mortais por causa disso.

Ah, enfim. Agora, gente, a gente já vai pra uma parte do podcast que a gente vai parar de falar mal das coisas, tá bom? Será? É, vai parar de falar mal porque eu não li nenhum, né?

Então, assim, não tem como eu falar mal. É, exato. Então, a pessoa que tem pra criticar é o Petro e aí ele… É, exato.

Tipo, a gente vai falar sobre livro, gente, que as meninas leram e recomendariam pra vocês, assim, como livros bons. E vão julgar vocês em ciladas. E, assim, eu vou dar meu selo de aprovação também porque eu conheço muita gente que leu e gostou de todos esses livros. Então, pessoas em quem eu confio, assim, do gosto.

Então, eu queria começar falando de His Dark Materials, né? Que teve o filme em 2007, A Bússola de Ouro, e hoje em dia tem uma série pela HBO que tem esse nome mesmo, His Dark Materials, os materiais de escuro dela, né? E que em português é Saga Fronteiras do Universo. E, tipo, que é uma coisa que até que a gente poderia ter citado em relação a fandoms e tals, mas é porque eu acho que agora tem um contexto um pouco diferente por causa da série.

Mas a questão que é isso, também é um que na época teve filme porque Harry Potter tava fazendo muito sucesso, é uma série dos anos 90, então foi lançada antes de Harry Potter, e que eu também sei de muita gente que leu His Dark Materials depois que leu Harry Potter, porque tem a ver com um pouco de magia, por assim dizer, de um certo misticismo, de um mundo mais diferente e tals, e que eu acho muito, muito interessante. O filme da Fox deu muito errado, né? Em 2007, e agora essa série de HBO é muito boa. Eu não sei se dizer se ela é melhor que os livros, talvez não necessariamente, mas eu acho que ela adapta de uma forma muito interessante, porque se não é uma trilogia, são três livros, então é A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e a Luneta Ambar.

E, basicamente, se passa em um mundo que seria um mundo paralelo ao nosso, por assim dizer, que é controlado pelo Magistérium, que é tipo a Igreja Católica, que é, inclusive, o filme deu merda por causa disso, porque a Fox não quis respeitar a Igreja Católica e tirou tudo esse contexto e tals. E que a protagonista é a Lyra, e nesse universo todo mundo tem um demon, que é tipo a tua alma, só que fora do seu corpo, que é tipo na forma de um animal. E ela tem um demon, que é o Pantaleimon, que é perfeito e o amor da minha vida. E, tipo, então todo mundo lá tem o seu demon, e aí, tipo, se ele é atacado, você sente se você não pode ficar muito longe dele e tals.

E, basicamente, ela é uma órfã que foi deixada numa faculdade ali, que é, enfim, tem esses acadêmicos. E aí, tipo, o tio dela que deixou ela lá, e ela sabe que o tio dela está numa missão que ele pode ser, está correndo risco, e ela meio que decide ir atrás dele. Que é o James McAvoy. É que é o James McAvoy, que também fez Niner.

A James McAvoy, que só melhora com… é que nem vinho, gente. Que homem. Belíssimo, né?

Então, é um incentivo aí. E ele, basicamente, tipo, a premissa ali é porque ele descobre sobre o pó, que seria algo que poderia provar que Deus não existia. É uma grande heresia. Então ele está meio que foragido da…

da Igreja Católica por causa disso, tá ligado? É, é um… assim, eu não sei como é que a série vai tratar isso, mas é o final, obviamente a gente não vai falar, até porque é uma série que está estreando e tudo mais. Eu não li, mas eu sei que tem um final muito forte, assim.

É, então, tipo, é uma coisa, é uma série bem, acho que, bem política, bem intensa sobre as coisas que acontece ali. A Lyra é uma criança, mas ela vai lidando com as coisas, ela também tem um rolê de profecia ali no meio. Sabe de que é ela que vai, sei lá, fazer uns rolê lá pro universo, uns negócios meio assim, e que eu acho que é uma série muito interessante. A série de HBO, que ela faz, que eu acho que é muito, muito legal, que inclusive é escrita pelo Jack Thorne, gente, de Curset Art.

Mas juro que é boa. O que ela faz é que eles adiantam alguns temas do segundo livro no primeiro, na primeira temporada. O que eu acho muito interessante, porque no segundo livro você chega sem conhecer. Tipo, o segundo livro, ele muda um pouco a narrativa com gente que você não conhece, você fica meio perdido, sabe?

Já, mas na verdade, na série eles já adiantam um pouco. Você conhece meio que os personagens antes deles aparecendo o livro. Então quando chega a segunda temporada, você já tá acostumado com aquelas pessoas e já consegue entrar direto na ação, por assim dizer. E é muito interessante, assim.

O terceiro livro, eu não sei como eles vão adaptar a terceira temporada, porque é um livro muito maior do que os outros. Vou dividir duas temporadas. Pior que não, mas é que é um negócio bem complexo e tem uns temas que as pessoas… Tem muita gente que leu e não entendeu o que aconteceu ali, sabe?

Então é meio complexo. Eu não sei dizer ser um livro ruim, o terceiro, mas é meio, tipo, mais complicado. Acho que é… Não sei se é mais complexo no sentido ruim ou sempre só muito complexo mesmo.

Você tem que se permitir voar pra entender o que tá acontecendo. Amiga, eu vou ler pra poder falar, voltar nesse podcast e falar se eu concordo que é ruim ou não. Sim, eu também vou ler. Mas é muito legal.

Eu recomendo bastante e é isso também. Eu acho que é uma progressão natural pra quem leu Harry Potter ler esse tipo de série mais política, assim. Ainda assim, com vários toques de magia. Essa é pesada, porque não é só política, né?

É uma questão de política como crítica da igreja católica, então assim, bem pesada. Exato, exato. Próximo livro de recomendações. A gente vai falar agora sobre os livros da Rainbow Rowell.

Aqui, enfim, eu não sei como é o título deles no Brasil, porque eles tinham traduções e aí eles foram republicados com o título em inglês mesmo, né? Então, acho que Fun Girl foi publicado como Fun Girl mesmo. Foi. Mas o Carry On acho que tinha uma tradução e agora virou Carry On mesmo.

Então, Fun Girl nada mais é do que a história de uma menina que escreve uma fanfic sobre Harry Potter. E aí vai… A vida dela gira em torno dessa fanfic, assim, ela ama muito essa história e a forma que ela lida com isso, enfim. Todos os relacionamentos dela acabam voltando pra esse ponto.

E é uma história muito gostosinha de ler. Eu gosto muito. A contrário da Marina, eu não costumo ler fanfic. E mesmo assim, Fun Girl foi um livro que me pegou, assim, me fez pensar, de uma coisa que eu devo consumir a partir de hoje.

Até hoje não rolou, mas vai que um dia. Primeiro, sim, eu acho que você vai curtir muito, amiga. Eu acho que você se insere muito nas coisas que você gosta. Você é muito fã das coisas, né?

Você é bem intensa. Ai, de mim que sou intensa. Exato. Eu acho que ler fanfic faz muito parte desse processo, assim, porque você está vendo ali os personagens que você gosta, em situações expandidas do que tem nos livros ou até em outras situações, só que sendo os personagens é muito interessante.

Mas assim, pra mim, né, Fun Girl, tipo, pô, é muita representatividade, entendeu? A representatividade da mulher fanfiqueira. Porque, tipo, eu me identifiquei muito, né? Porque é isso, pô.

O Harry Potter dela se chama Samus Nom, mas é basicamente a mesma coisa, né? Tipo, uma escola de magia, varinha, essas coisas assim. E ela está escrevendo uma fanfic que basicamente é Harry Draco. Exato.

E aí ela tem, nossa, muitos seguidores. Ela está na faculdade. Aí tem essa coisa, né, de, tipo, dela ter esse mundo ali, em que ela é muito conhecida, em foco. Ela está fazendo uma faculdade pra ser escritora, mas, assim, ela não sabe escrever histórias que não sejam aquilo.

Que não seja o fanfic de um negócio. Que infelizmente ela não criou. Ela não pode fazer nada acima daquilo de verdade, né? Se ela quer ser uma escritora.

Tudo bem que existe 50 tons de cinza, mas no geral, você faz algo diferente. Então, enfim, é meio como ela lida com as situações e com boyzinho e todas essas coisas assim. E eu acho muito interessante, se eu não li Carry On, porque aí o Carry On são essas fanfics dela publicadas, basicamente, né? É, basicamente a Rainbow Rowell pegou essa história, realmente escreveu essa fanfic e publicou.

E acho que hoje talvez seja o maior hit dela, assim. Ela tem vários livros publicados e esse é o que eu mais ouço falar. E aí saiu a continuação, segundo, se eu não me engano, né? No Brasil, recentemente.

Eu só li o primeiro, Carry On. E é realmente, assim, é o Harry e o Draco. Eu lembro de ler pela primeira vez e pensar, meu Deus, será que isso não vai dar um processo? Puta merda.

Eu fiquei preocupada por ela. Mas acho que até agora vai estar tudo bem, já que saiu a continuação. Não, e esse Carry On é super antigo, né? É?

Foi, sei lá, 2015, 2016, por aí. É, não, eu achei interessante isso. Acho que tem muita gente que nem sabe que Fangirl existe, tá ligado? Que, tipo assim, é uma fan…

Carry On é uma fanfic dentro de uma história que é de uma… Enfim, é bem inception, né? Então acho que tem muita gente que não sabe. Porque, enfim, acho que existe muito uma popularidade hoje em dia, né?

No IA e tals, de história, né? De casal gay, né? E aí as pessoas… Tem casal gay, a pessoa tá lendo.

O que, justíssimo, é inclusive o que eu faço. Mas a pessoa nem sabe que, na real, existe uma história de origem pra isso, de quem que tá escrevendo. O que é interessante, porque, tipo, ela tá escrevendo e é meio, enfim, né? Obviamente é uma história alternativa, porque na história o Harry e o Draco não estão juntos.

E aí, na história, ela tá meio que correndo pra terminar a fanfic antes que a autora lance o último livro, sabe? Tipo, porque meio como se muita gente considerasse que a versão dela é oficial, mas se ela meio que lançar depois, vai ficar meio esquisito, né? E é bom? Eu adorei Fun Girl, mas eu não li Carry On, justamente porque eu sei que é uma fanfic Harry e Draco, eu não tenho interesse em Harry e Draco.

Nossa, aí me falaram que é tão bom, tão legal. Não, eu não duvido que seja bom, é mais que… Eu li porque eu gostei muito de Fun Girl. Eu tenho aquilo de não abandonar as coisas, então foi só por isso que eu li, assim.

Eu realmente também não tenho interesse em Harry e Draco. Não é um tipo de livro que eu vou releir todo ano, sabe? Mas tá lá, é legal. Também, na verdade, o ponto é que eu não leio muita história de homens gays.

Tipo, eu leio mais de mulheres, tipo, com mulheres, tá ligado? Não tenho muito interesse hoje em dia. Justo. Então, talvez se fosse isso, se fosse mesmo chip que eu não gostasse, sei lá, Hermione e Luna, eu teria lido, ainda assim.

É, é isso, né, gente? Depois vocês procuram no Google Drary, tá? Tem umas fanarts, assim, bem… Bem interessantes.

Amo. Mas mudando um pouquinho de assunto, a gente tem outros livros, estes que eu e Marina não lemos, mas Ju, que é essa pessoa que lê tudo, já leu e aí ela quer trazer a palavra, assim, né? Começa, amiga. Qual que você quer começar?

Fala aí. Gente, eu tenho um muito bom para indicar para vocês, chama Academia de Vampiros e eu prometo que ele é bom, apesar do nome e das capas que são muito trash, assim. Assim como Harry Potter, o cenário principal é uma escola e é um mundo meio escondido, assim, né? Porque são vampiros, os personagens principais e o mundo não pode saber que eles existem.

Então a São Vladimir, que é o nome da escola, tem toda uma vibe meio Hogwarts. Também teve um filme que não rolou, não deu certo. Era o cast perfeito com um roteiro errado, assim. E agora tá sendo feita uma série, de novo, pela Julie Pleck, que é a moça que fez a série de The Vampire Diaries.

O cast, inclusive, saiu agora no final de agosto. Então estamos com altas expectativas, assim. E aí, os focos principais da saga são amizade política, assim. Então mais Harry Potter impossível.

Tem um romance, tem aquela questão de luta entre o bem e o mal, mas não chegam a ser os pontos principais, assim, da saga, sabe? Nossa, eu gosto muito, ouço dizer que é minha saga favorita, assim, depois de Harry Potter. Tem mais romance que Harry Potter, então se você não for uma pessoa que curte essa parte de casal e tal, talvez não seja um livro pra você. Mas se a questão da amizade e da política te pegar, é sim uma boa indicação.

E além disso, tem A Rainha Vermelha, que é da Victoria Evyard, que é uma trilogia, também. E tem dois livros extras. E é bem político, também. Eu acho que chega a ser um pouco mais Jogos Vorazes do que Harry Potter, mas como a gente citou aqui a influência que Harry Potter teve em Jogos Vorazes, eu acho que acaba respingando, assim, A Rainha Vermelha.

E, a contrário de do Harry, a Mare, que é a personagem principal, a família dela é muito presente na história, só que ela também descobre que ela faz parte de um mundo que ela não conhecia, que ela tem um poder, assim, do nada, de uma forma brusca, e isso muda toda a política do mundo, assim. Toda a política do universo que ela tá inserida. Assim como Harry muda tudo quando ele se insere no mundo da magia, assim. E não tem adaptação ainda, tá em negociação.

Nossa, esse livro é muito chocante, assim, porque eu tenho ele aqui em casa, eu ganhei ele no meu aniversário acho que de 14 ou 15 anos. Que ele é bem antigo, né, esse livro. Tipo 2012, 2013, eu acho. É, foi dessa época que tava tudo vendendo muito, né, que a galera começou a ler mais por causa de Harry Potter e aí teve um boom de YA.

E por causa de booktubers também, né, enfim, teve um boom de YA. É, esse livro já foi lido por pelo menos umas três pessoas diferentes para quem eu emprestei. Eu sempre tive vontade de ler, mas por algum motivo eu nunca li, e tá aqui. Eventualmente vou ler, assim.

Ele é muito bonito, pra começo de conversa. É, nossa, as capas dele são lindas, ao contrário de Academia de Vampiros, que as capas são horríveis, horríveis, dá vontade de chorar. Mas, de Rainha Vermelha, as capas são lindas mesmo. Elas são meio prateadas, assim, elas brilham de acordo com a luz.

É. Sabia que Vampire Academy eu quase comprei quando eu estava nos Estados Unidos pra aquele lançamento da Monterosa do Hagrid. Porque eu fiquei uns dias a mais, aí eu fui numa bar no Zen Noble e aí eu fiquei conversando com uma menina que era vendedora pra falar, ah, que eu queria ler alguma coisa, e ela me recomendou muito Vampire Academy. Ela tava certíssima, cê errou aí, pecou.

É, não, ela tava muito fã, tal, tipo, ah, beleza, aí depois meio que comprei outra coisa escondida, porque eu não queria… O dólar tava caro. É um nome, e principalmente se você não gosta de crepúsculo naquela época, é um nome que já vem com a preconceito embutido, né? Coloca vampiro no nome e aí…

Eu sempre, sempre não a crepúsculo, sempre a crepúsculo. É, então, os livros de The Vampire Diaries não são tão legais, assim, a série foi melhor do que os livros, então… Cara, aqui é uma loucura, entendeu, como uma coisa leva a outra, porque aí, tipo, é isso, acho que o sucesso de Harry Potter, acho que proporciona muito que crepúsculo fosse adaptado, tivesse coisa, e aí, tipo, assim, Vampire Diaries era um livro que existia antes de crepúsculo, mas aí fizeram a série por causa de crepúsculo, porque tinha a ver com vampiros, e aí saiu Milhões de Valores dos Vampiros, aí depois que teve muito filme de anjo, e aí teve… Sabe, tipo, é que tudo é tendência, né?

Harry Potter abriu porta pra muito mais coisa do que parece, né? O ponto é esse, eu acho. Sim. Muito.

Exato. Porque uma coisa leva a outra, né? Então, tipo, no fim das contas, Harry Potter pode ter sido responsável pelo, sei lá, por isso, por estar tendo uma série agora de Vampire Academy, entendeu? Então, umas coisas, obviamente, sem esquecer antes, né?

Acho que a coisa meio óbvia, né, gente? Senhor dos Anéis, né? Claro. Também que veio tanto os livros quanto os filmes vieram antes, né?

E que fizeram muito sucesso, e que tem um fenômeno muito forte até hoje. É, na realidade, acho que, assim, era um comentário que eu faria, assim, né? Tipo, a gente não tá esquecendo do Senhor dos Anéis, não, muita gente. É porque a gente…

Essa é uma seleção que a gente fez pelos nossos gostos, e acho que nenhum de nós é que leu o Senhor dos Anéis, enfim. Não. É, e também é que eu acho que, tipo, assim, o sucesso do Senhor dos Anéis não se deve a Harry Potter. É independente, é.

Tipo, assim, eu acho que muita… De fato, eu acho que muita gente que leu Harry Potter talvez depois tenha lido Senhor dos Anéis. Também foi atrás de coisas de magia, né, de o namorador aí, etc, e foi atrás. Mas, tipo, o Senhor dos Anéis já era um grande sucesso, já tinha filmes, né?

Já tinha um puta nome antes de Harry Potter. Não que crônicas genuais nós não tivéssemos, mas eu acho que a questão do filme, né, foi muito influenciada pra Harry Potter e tal. Então, é meio isso assim. No meu cérebro é dividido de uma forma seguinte.

Harry Potter abriu porta pra essas histórias que começam no mundo mundano, normal, trouxa, enfim. E você vai acompanhando o personagem enquanto ele faz a descoberta nesse mundo novo que ele tá inserido ali. E aí é uma leitura mais fácil em questão de aventura, de… Você vai crescendo junto com o personagem ali.

Você vai acompanhando ele enquanto ele descobre todas aquelas coisas que ele não sabia antes, porque ele era como a gente. E já em Senhor dos Anéis, você já começa o livro inserido naquela história, já começa o filme inserido naquela história, naquele universo, que não tem nada a ver com o seu universo. Então, eu acho que essa é a maior diferença, assim. Senhor dos Anéis, você tem que estar mais disposto a conhecer aquele mundo novo sem ter base nenhum pra começar.

E Harry Potter, não. Harry Potter era um menino qualquer e do nada você vai descobrindo as coisas junto com ele. Em Narnia, é a mesma coisa. Eles são crianças normais e você vai descobrindo com eles aquela toda aquela coisa de Narnia e do universo e tal.

É, a Terra-Média, tipo assim, eu nunca li. Eu comecei a ler o Hobbit, eu até tava gostando, mas enfim. Tipo, você entra e aquele universo já existe, sabe? Tipo, já é todo…

É. Ah, inclusive, eu não sei, eu acho o Hobbit ter sido, que é um livro relativamente pequeno, que foi dividido em três partes, coisa a ver com o Harry Potter ter sido dividido em duas partes se dá certo. Total. Porque, tipo, gente, não tem a mínima justificativa, o livro é pequeno e aí os filmes são horríveis, gente.

Meu Deus, é muito ruim. Aí, todo mundo, os fãs concordam, né? Os fãs de Senhor dos Anéis concordam que foi meio horrível. É, eu não vi o terceiro, eu vi o primeiro e o segundo, mas são muito ruins, mas com certeza foi essa coisa da divisão também, que é da Warner, né, também.

O Senhor dos Anéis foi distribuído pela Warner, não foi a Warner que produziu, mas o Hobbit a Warner produziu também. E aí tem a série agora, né, de Silmarillion, né? Isso, que vai ser da Amazon Prime, né? Prime Video, quer dizer, que chama.

Final do ano que vem, né? Exato. Mas é uma coisa, pô, Senhor dos Anéis é muito forte até hoje, né? Eu acho que eu acredito, é que é isso, Harry Potter ainda é relativamente novo pra se dizer, mas eu acredito que assim como Senhor dos Anéis, Star Trek, Star Wars, Harry Potter é algo que vai sempre ser algo muito forte, dependendo de ter coisa ou não.

Obviamente tá muito cedo ainda pra dizer isso. Acho que comparado às outras sim, mas não muito, né? Já quase 25 anos, né? Não, sim, mas é que é porque isso não pega muitas gerações ainda assim, né, amigo?

A gente consegue pegar duas gerações, talvez? Tá, mas essas duas gerações são fortemente influenciadas por Harry Potter? Não, amigo, acho que pega umas três, né? Sim.

Não, então, mas é porque as coisas só vão se formando conforme essas pessoas ganham. Quando a gente fala de mercado, só se forma conforme essas pessoas ganham poder de compra. Quando elas conforme elas influenciam. Então, tipo assim, a geração Z se tornou importante agora, porque a geração Z está numa idade em que eles estão, tudo na internet é ditado por eles e eles estão consumindo, entendeu?

Aí a geração Alpha, que é a próxima, aí a gente vê quando, daqui uns anos, tá ligado? Mas, tipo, eu acho que ainda pode não ser, entendeu? Acho que ainda pode ser uma coisa esquecida, Harry Potter, mas não acho que é o caso. A julgar pelo como o mercado caminha hoje, a gente tem, como a Marina falou, eu fiz uma reportagem, gente, que a gente em 2020, no Brasil, a J.K.

Rowling, por causa de Harry Potter, foi a autora mais vendida de todos, assim, tipo disparadamente à frente do segundo lugar, que foi o Augusto Cury. Então, assim, venderam-se, sei lá, quase um milhão de Harry Potter no Brasil. Então, assim, 25 anos depois do primeiro livro ser lançado, aparentemente vai longe, né? Sim, e o Harry Potter, enfim, no TikTok, como tá grande, com muitas crianças e tal.

Então, eu acho que é uma coisa que é isso, que vai continuar a ter muita influência, assim, como todas essas obras, né, Star Wars e, eu ia dizer, Star Trek, tem, tipo, até hoje. E, na verdade, é interessante você falar de que, eu acho que Star Trek e Star Wars são bem similares e acho que Harry Potter e Sir Zanece também. Então, na verdade, são, tipo, quatro obras que, na verdade, são meio que duas, né, tipo, a linhagem que você pega, assim, um fictício científico e um mais fantasia, eu acho. Interessante.

Mas é isso, gente, é importante saber que, enfim, a gente declarou, eventualmente, deixou, assim, as básicas não, né, mas essa parte mais do final do podcast foi uma seleção, estou completamente feita com base, eu tô olhando pra minha estante aqui agora, pra ver se eu não deixei nada, enfim, totalmente feita com base no que a gente leu, assim, sabe? Então, assim, eventualmente tem muitas outras obras que a gente pode não ter livre, por isso a gente não indicou. E também tem a questão de gostos, né, como eu disse no início do podcast, eu sou uma pessoa que eu não leio, mas praticamente, assim, eu não lembro quando foi o último livro de fantasia, assim, nesse sentido que eu li, sabe? Acho que foi o Primo de Jogos Horazes, mais de ano atrás.

Então, é por isso, assim, sabe? Se vocês quiserem um dia um podcast sobre livros de romances… É, não, isso que eu falo, cara, eu leio romances, eu acho que livro de fantasia eu leio Harry Potter, eu tô ligada, tipo, eu não tenho muito interesse além. Livros de romances, livros, enfim, de não ficção, aí vocês me chamam.

Ok. Tá bom, até lá, tchau, tchau, então. É, beijão, hein? Mas é isso, né, gente?

Considerações finais. Acho que é isso, espero que vocês tenham gostado, acho que a gente foi bem all over the place, bem, tipo, fomos falando várias opiniões e várias coisas, assim, acho que… Nosso primeiro episódio que não tem nenhum roteiro, né? Exato, uma loucura.

Assim, vai ficar enorme, vai ser um inferno pra editar. É, tá com uma hora e quarenta, gente, vê quanto que tá aí a hora que vocês tiverem Exato, mas vai ser top, entendeu? Então, tipo, acho que é legal. E aí, enfim, se vocês curtirem esses episódios, né, dá um alô que a gente faz uma coisa mais descontraída desse jeito, mas conversa de bar mais vezes.

Se você não gostar, pode ficar quieto, não precisa falar nada. É, não precisa, não. Eu consegui não afender ninguém nesse, eu acho, então tudo bem. Ah, amiga, em contrapartida, eu.

O Pedro afendeu todo mundo. Ah, não, mas você já tá acostumado a ser xingado no Twitter? Eu ainda fico chateada quando acontece. Realmente.

É sobre isso, então, né, gente? Leiam, é isso. Resuma esse, leiam. Espalhem conhecimento.

Tais sete opções de livros pra vocês escolherem se não tiver lido todos ainda. Muitas opções, exata. E claro, deem recomendações também nos comentários do nosso Instagram. A gente publica lá, tem muita gente que comenta então, assim, vocês podem, tipo, trocar indicações com a gente, com outras pessoas que escutaram, enfim, pode ser uma maneira de passar a palavra dos livros adiante.

É isso, gente. Agora vamos pra momento jabá. Ju, começa com você. Se as pessoas quiserem pedir mais recomendações de livros pra você, de, enfim, falar com você que gostou de algum livro que você não gostou, onde elas podem te encontrar?

Toda qualquer rede social, inclusive Goodreads e Scooby, é JupsDias. J-U-P-S Dias. Você, Marina? Também são todas Marina Anderi.

Marina A-N-D-E-E-I no Twitter, Facebook, TikTok e Instagram. As minhas, gente, A-M-P-M em todos os lugares também, menos o TikTok que eu tenho, mas não uso. Goodreads, Scooby eu tenho, mas faz muito tempo que eu não uso, tá desatualizado, mas eventualmente vou voltar. E é isso.

E aí a gente tem, é claro, as redes sociais da Potterish, né Marina? Exato. O Instagram é arroba.PotterishOficial e Twitter, Facebook, TikTok e arroba.Potterish. É isso.

Tem também o nosso site, que vocês tem que entrar pra ficar por dentro de todas as notícias de Harry Potter, que é o Potterish.com. É isso, gente. Um beijo e até a terça que vem. Tchau, gente.

Até, beijo.

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