#23: Marotos, de jovens imaturos a heróis de guerra, com Caco Cardassi
Adorados por muitos fãs, mas desprezados por outros tantos, os marotos geram polêmica por terem sido jovens imaturos, que praticavam bullying contra outros alunos em Hogwarts, principalmente Snape, ao mesmo tempo em que amadureceram para se tornar heróis de guerra e terem papel vital na luta contra Voldemort. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem Caco Cardassi, do canal Caldeirão Furado, para discutir sobre os erros e acertos de Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriste, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast dessa semana é um tema que muitos amam, muitos odeiam.
Não, ninguém odeia, mas enfim. São os marotos, gente. Esses personagens que a gente sempre reclamou que eles não estão direito nos filmes. E aí, enfim, durante um período a gente achava que eles são perfeitos.
E aí, durante outro período do fandom, a gente achou que eles são bullies. E aí, a gente tem que ter uma série dos marotos? Não tem que ter uma série dos marotos? Vamos discutir os marotos hoje, gente.
Esses personagens que, enfim… O que você acha deles, Marina? Eu sou meio mista… Sabe aquela coisa que é tipo assim…
Entre os seus amigos de esquerda, você fala que o PT tem vários problemas, mas aí uma pessoa bolsonarista, você fala, sabe, tipo, meio isso? Sim! Então, os marotos são meio isso, tipo… Para as pessoas que eu considero sensatas, eu critico eles, mas para os fãs do Snape, aí eu falo que eles são perfeitos.
Meio isso. Ah, sim, claro. Justo, justíssimo. E para falar sobre os marotos, a gente recebe aqui hoje o Caco Cardassi, do canal Caldeirão Furado.
Caco, que inclusive já esteve com a gente para falar sobre a Grifinória. Episódio polêmico e tá de volta. Seja bem-vindo, Caco. Obrigado.
Eu tô rindo com a… Eu tô rindo já com a definição da Marina. Foi perfeito, a Caco. Fala aí, galera.
Você concorda com ela? É isso? Também? Cara…
A analogia que ela usou foi muito boa. Na moral, foi muito boa. Eu gosto dos marotos, eu gosto deles. Mas eu sou uma pessoa que gosta e reconhece os erros.
Não sou extremamente fanático, não. Igual a Grifinória, né? A gente sempre tá te amando pra esses episódios, onde a gente vai ali reconhecendo as coisas, enfim. Vocês gostam de causar, né?
É, o Caco falou, vocês só me chamam também pros episódios cabulosos. Eu falei, bom, pois é isso. É isso. Então, gente, pra começar nossa discussão, o Thiago e o Sirius, vamos voltar no tempo.
O Thiago e o Sirius se conheceram logo na primeira viagem de trem pra Hogwarts, num compartimento que eles estavam dividindo com a Lílian e com o Snape, né? Meu Deus, que compartimento. E depois deles irem, enfim, pra Grifinória, eles foram selecionados pra Grifinória, eles encontraram o Lupin, né? E gostaram do Lupin.
E o Lupin já era amigo do Pedro Petitgurl. Aí entrou o Fausto. Aqui eles não vivem. Mas, enfim, é um grupo que já se formou logo no primeiro ano da escola.
Eles já criaram essa amizade e tudo mais. Mas eles eram pessoas, eu acho que, bastante diferentes, né? E com até crenças, eu acho, enfim, posicionamentos diferentes. Por que vocês acreditam que a amizade deles, assim, perdurou por tanto tempo, sim, se manteve por tanto tempo?
Eu acho interessante porque acho que isso é uma coisa que dá pra gente se identificar, né? Essas amizades da infância. O que não quer dizer que quando eles crescem, eles não têm nada a ver um com o outro. Acho que eles continuam tendo a ver.
Só que acho que quando você forma uma ligação mais cedo, você meio que mantém um carinho, você mantém uma consideração pela pessoa. E aí eu acho que, assim, isso ajuda a se identificar coisas mais pra frente, né? Essas coisas que a gente vai abordar um pouco mais depois dessa amizade forja, desse instinto de lealdade, né? Já é uma pessoa que, tipo, você cresceu junto, que você viu passar.
Você, ali, com 11 anos, você é uma criança, né? E aí você passa pela pré-adolescência junto, pelo adolescência junto. Principalmente não é só entre duas, né? São entre quatro pessoas.
Quando já começa algo mais cedo, eu acho que traz uma perspectiva interessante, assim, de como algo pode ser duradouro. Principalmente que eles estão ali num rolê de internato, né? Um rolê que você tá convivendo junto o tempo todo. Todo mundo era na casa, talvez até do mesmo dormitório, né?
É uma convivência que, realmente, se você não suportasse, você parava de falar logo cedo, né? Eu acho que o fato deles terem passado ali, por tudo que eles passaram juntos, fez essa união ficar mais forte, né? O Sirius e o Tiago foi uma parada que… Aquela coisa que bateu, né?
Tipo, de primeira já bateu, eles já… No expresso, eles já estavam ali mostrando uma amizade legal, por mais que tenha sido instantâneo. Comigo já aconteceu, eu já tive amigos, assim, de, tipo, conhecer, bater na hora. Tipo, deu a química, sabe?
O negócio… Pô, esse cara é legal e durou por muitos anos, sabe? Amigos… Tipo, amizade que eu tenho até hoje.
Então, eu acho que eles continuarem, depois de tanto tempo, mesmo com as diferenças, porque eles tinham bastante diferença, né? Apesar de serem parecidos, eles eram diferentes. Não sei se faz sentido isso. Faz, faz sentido.
Eles tinham fatores que eram parecidos e fatores que eram diferentes, né? Sim, sim. Eu acho que o motivo principal que uniu todos eles ali, muito mais, foi a descoberta da licantropia do Lupin, né? Uhum.
É, porque faz sentido, né? No quinto ano ali deles, o Tiago, o Sirius e o Pedro, eles viram animagos, né? Pra poder acompanhar o Lupin nas noites de transformação, né? A gente, inclusive, tem um episódio sobre o Lupin, que a gente resgata toda essa história dele.
Era uma situação muito chata, né? Porque, enfim, ele não conseguia nem estudar, até que o Dumbledore aceita e faz toda a questão do salgueiro, da casa dos gritos, pra que ele possa se transformar. E adapta, né, Hogwarts, pra isso? Adapta, é basicamente.
E é uma magia superdifícil, né? Você se transformar em animago, né? Principalmente pra bruxos que eram super jovens, né? E isso demonstra, né, uma grande lealdade e força de vontade que eles tinham um pra ajudar o outro, né?
E o Pedro Pedigur também topou isso, né? Ele topou se esforçar e participar disso. Mas eu fico me perguntando, por quê? Será que em algum momento ele foi, de fato, amigo e foi leal aos marotos, assim?
É, eu acho que primeiro essa questão de virar animago junto, eu acho que é um pouco aquele rolê que fala em Pedro Filosofal, né? De que, tipo, tem coisas na vida que você não pode fazer sem depois virar amigo, né? É enfrentar um trasgo montanhês, né? Tipo, o que acontece com o Harry Horne e a Mione.
Uhum, eu amo essa cena. Então, eu acho que, tipo, é isso. Você vai passando uma experiência tão forte junto que aquilo ali cria uma grande ligação, né? Quer dizer, só deles se proporem a fazer isso já demonstrava, né?
Mas eu acho que é mais forte ainda. O detalhe é que, assim, eles conseguiram assumir as formas animago no quinto ano, mas eles começaram a fazer isso no segundo ano, com 12 anos. Molequinhos de tudo. Então, se arriscaram pra poder ajudar o amigo.
Porque eles acreditavam que era o certo fazer aquilo. Claro que tinha todos os lados, né? Tipo, de moleque, adolescente por trás, de… Pô, nossa, imagina que louco a gente se transformando e saindo pra fazer os rolê tudo escondido.
Claro que tem, mas, tipo, o principal foco era ajudar o Lupin, né? Então, eu acho isso muito legal, essa lealdade deles. E mais coisas que vão se mostrando mais pra frente na história, né? Tipo, o Tiago sustentar o Remus, porque ele não conseguia emprego por conta da licantropia, acho irado.
Os Potter acolherem o Sirius em casa. Porque não aguentava mais a família elitista e supremacista. Pô, isso é muito bacana, sabe? Sim, com toda certeza.
Eu acho que, tipo, é o rolê do Pedro mais complexa, né? De, tipo, a gente, no episódio da Grifinória mesmo, com o Caco, a gente discute o Pedro. Se ele é, de fato, um Grifinória ou não, a gente acaba concluindo no episódio que ele é, não sei o quê. Foi difícil, inclusive, a Marina não concordava.
A gente conseguiu e o Caco convencê-la. É, não, me convenceram, que absurdo. Persuasivo. É que eu sou corvina, mente aberta, não sei o quê.
Mas aí, tipo, eu acho que tem muito uma questão de que, tipo, as coisas não são necessariamente preto no branco, né? Assim, tipo, ele tava ali comprometido, ele tava junto do rolê desde o segundo ano pra virar animago e tals. E isso não impediu ele de depois trair esse grupo, né? Mas não quer dizer que ele não tava comprometido antes, sabe?
É só que teve, em certos momentos, que certas coisas pareceram mais interessantes, né? Exato. Também, eu acho que a partir do momento que já tem um elobisomem e os outros dois tentando virar animago, você não entrar junto nessa, é meio estranho, né? É, eu acho que o Pedro, ele fez…
Sinceramente, eu acho que naquele momento, naquela fase, o Pedro, ele realmente gostava deles. Ele realmente queria estar, ele se sentia parte de algo com eles. Só que ele reconhecia, até talvez por uma insegurança dele, ele sabia que ele não conseguiria… Tipo, isso eu tô seguindo a linha de pensamento do personagem, tá?
Ele, pela insegurança, achava que não conseguiria se enquadrar em um grupo tão legal, você entende? Quanto os Marotos, quanto ele julgava que os Marotos era. Então, eu acho que ele foi realmente por gostar deles, por se sentir parte daquilo e por também pensar… Pô, se eu não fizer, eu vou ficar pra trás, entende?
Então, tipo, onde eu vou achar amigos tão legais assim? Quando que eu vou fazer parte de um grupo tão maneiro quanto esse? E não porque ele já tinha algum sinal de iria trair ou alguma coisa. Eu não acredito nessa dualidade rasa de bem e mal, de tipo, era X, virou Y, sabe?
Tudo tem um caminho, tudo tem um porquê, sabe? E a gente conhece bem esse porquê aí do Pedro. Até porquê, acho que dá pra usar aí em uma comparação. Claro que não nos mesmos aspectos, mas também uma mudança do próprio Snape.
O Snape, quando era jovem ali, adolescente, ele gostava de artes das trevas e estudava e fazia. E andava com uma galera ruim e tal. E depois, pô, se tornou comensal da morte. E aí, depois, quando ele tomou um baque, né, com a morte da Lílian.
Antes disso até, né, quando ele soube que ela estava em risco. Ele vai e muda de lado. Então, dá pra ver que as pessoas, elas não são boas ou ruins. Não tem essa parada rasa, pelo menos em Harry Potter.
Os personagens, eles são muito bem construídos e complexos. Então, acho que dá pra gente definir, pelo menos no meu ponto de vista, que naquele momento de escola, o Petit Gru, ele realmente gostava deles. Ele realmente sentia parte daquilo. E depois, ele se sentiu atraído por outra coisa.
Baseado na insegurança, no medo e tudo, enfim. E apesar de tudo, ainda precisou ser corajoso pra executar aquele plano que ele tinha, né? Não, total. E acho que além de tudo, as pessoas podem ser, tipo assim…
Tá do lado que a gente considera certo em um momento. E depois tá do lado que a gente considera errado, né? Dá pra transitar entre isso. E também a questão dos anos, né?
Você madurecer, você passar por coisas e você mudar, né? Exato. E eu acho que essa questão do Pedro, talvez seja um pouco óbvio, né? De que pessoas diferentes e agem diferentes as mesmas coisas, né?
Mas tipo, acho que ali dentro do grupo, né? Claramente existia meio que uma hierarquia, né? O Tiago, que era mais o líder ali. E que exercia isso de uma forma, ok, de puxar as pessoas pra fazer as coisas, mas também de ser muito protetor, né?
Isso que o Caco mencionou, de abrigar o Sirius e de ajudar o Lupin e tals. O Sirius é o que tá ali, tipo, o melhor amigo do Tiago, o braço direito dele, por assim dizer. Então tipo, seria como se os elas mais fracos fossem o Lupin e o Pedro, sabe? Em algum momento poderia ser que o Tiago e o Sirius largariam da mão deles, mas não largariam a mão do outro, assim.
Não que tenha acontecido, eu tenho que dizer disso, mas de que o Lupin tinha toda uma questão sobre ser lobisomem, então ele tinha uma segurança disso, de não se achar digno de amor, e de ficar meio surpreendido com essas amizades e tals. E o Pedro também de tipo, é, esses pessoal aqui é muito legal pra mim. A forma que o Lupin retribui isso é com gratidão, né? Considerar muito essas pessoas, ser muito grata a elas e tals.
E já o Pedro já é um pouco, acho que com medo, né? De tipo assim, eu sou esse elo fraco, e em vez de ficar tipo, essas pessoas vêm o bem em mim e gostam de mim, e são minhas amigas há anos por causa disso, ele fica mais retraído, né? No sentido de tipo assim, acho que assim, talvez esse lado aqui seja o vencedor, eu vou pra ele pra garantir o meu, sabe? Uhum.
É, faz muito sentido, né? É uma insegurança que ele sempre teve, mas que houve ali no final essa mudança brusca, né? E as pessoas, como vocês discutiram, elas podem mudar, né? Realmente.
Sim. O Pedro, ele claramente sabia que ele era esse elo mais fraco, né, do grupo ali. Tanto que por várias vezes a gente vê, né, pelo menos… Não por várias vezes, mas a gente vê em alguns momentos do livro que o Pedro, ele não participava ativamente do bullying, mas ele ficava rindo, encorajando.
Ele não tinha a coragem pra agir, você entende? Ele ficava ali como um espectador. Enquanto quem fazia essa parte era o Tiago e o Sirius. E o Lupim ficava ali meio sem interferir.
Pelo que a Marina falou, da consideração, pelo medo de… Também pela insegurança, de tipo… Meu Deus, eles são os meus únicos amigos, eu sou um lobisomem. Os primeiros amigos que eu tive na vida, ele não interferia.
Ele tentou uma vez interferir, viu que não deu muito certo, então ficou na dele. Mesmo desaprovando muitas coisas. Tanto que é fato que o Tiago e o Sirius cumpriam muito mais detenções. Não, é realmente, né?
Fazer muito mais coisa, né? Dá pra alegar, ah, eu tava do lado, mas eu não fiz nada, né? Logo… Sim.
Uhum. Saindo um pouquinho da discussão dos marotos entre eles, né? Partindo pra como que ali dentro de Hogwarts eles eram vistos e como eles interagiam com os outros estudantes, né? Existe muita crítica ao grupo dos marotos por causa das memórias do Snape, né?
Que a gente vê… A gente lê nos livros com mais detalhes, mas vê também nos filmes, né? Que mostram os marotos enquanto bullies, né? Pessoas que praticavam bullying contra outras pessoas, especialmente no caso do Snape, né?
Principalmente o Tiago e o Sirius, né? E eu acho que isso faz muito sentido em relação ao que a gente já discutiu, né? Do quanto o Tiago e o Sirius eram quem cumpria mais detenção, era quem era mais protagonista do grupo, né? Só que, ao mesmo tempo, a gente tem uma cena só do bullying deles contra o Snape.
Eu fico pensando assim, o quanto que dá pra gente medir, a partir dessa única cena, sobre a índole deles, né? O quanto que dá pra gente criticar deles a partir dessa única cena? É justo? Eu acho, particularmente, que todo mundo nessa vida já foi babaca em algum momento.
Todo mundo! Isso não é exclusivo de uma única pessoa. Claro que é bem problemático o jeito que o Tiago se portava de azarar pessoas, só porque ele tinha essa capacidade pra mostrar que ele sabia. Mas eu acho que no caso do Snape, em si, era mais uma troca.
O Snape também tentava ficar pentelhando os caras e tentava fazer com que eles fossem expulsos, né? A gente tem o relato dele querendo descobrir por que o Lupin sumia uma vez por mês, que tinha a teoria dele ser lobisomem. A gente tem esse diálogo dele com a Lílian. E a Lílian ia até falar, tipo, eles são assim, mas eles, pelo menos, não fazem artes das trevas.
Volta um pouco naquilo que a Marina falou, né? A analogia do PT, do Lula, da Esquerda. Se for pra fã de Snape, a gente fala que é um esmaroto. Isso!
A treta Snape e Sirius e Tiago começou logo no vagão do Expresso, né? O Tiago, mimado, que teve tudo a vida inteira, filho único, filho de pais mais velhos, que não esperavam um filho, que o filho nasceu simplesmente eles… Pô, já tinham desistido de tentar ter filhos. Então, ele cresceu tendo tudo, mordomia, sem ouvir não.
E aí, cresceu também com a visão de que, pô, Sonserina era uma casa zoada, mal vista. Ele repugnava artes das trevas. Desde cedo, o Tiago repugna isso. Tanto que quando ele tá lá no vagão do Expresso, e o Snape fala que queria ir pra Sonserina, que esperava que a Lílian fosse pra Sonserina, é aí que o Tiago se mete, entendeu?
E fala, pô, Sonserina, eu preferia ser expulso de Hogwarts e tal. E aí começa a rivalidade deles, né? Baseado nesse preconceito que o Tiago tinha da casa. Ele era soberbo, né?
Exato, soberbo, arrogante. E também acredito que o Tiago usava esse jeito dele, ele tinha esse jeito de se impor. Porque ele não sabia como mostrar quem ele realmente era. Faz sentido pra vocês?
Ele era babaca, arrogante desse jeito? Não tô tirando o peso disso, ele realmente era. Mas sei lá, eu acho que tipo, por medo de perder o posto de ser legal, de ser um cara que sempre teve tudo, você entendeu? Depois, quando ele vai amadurecendo, ele vai deixando essas características de lado.
Pra mim, eu enxergo ele dessa forma nessa época, sabe? Será que é um espelho, no sentido de que tipo, assim, é isso. Ele era rico, né? Sempre teve tudo na vida, ele chega na escola.
E aí, ele consegue, né? Tipo, ele é um bom aluno, faz bem as magias lá, é bonito. Quer dizer, tipo, será que já não era o esperado dele? Então, ele só reaja isso também?
É, então. E sem contar, né, gente? A gente, às vezes, a gente vai discutir os personagens dos Marotos, por exemplo. A gente coloca na cabeça que eles têm, sei lá, 17 anos.
Mas não, peraí, o cara tinha 11 anos, né? Uma criança de 11 anos, assim, não dá muito pra… Nem de 12, nem de 13, assim, você cobra diferente do que você cobraria de 17, né? Exato.
Não, até no episódio, depois dos gnomes lá, né, eles tinham 15 anos. Tipo, cara, 15 anos, eu acho que a gente julga, né, com um olhar muito mais crítico. Não que não tenha problema, que fique muito claro isso. Não que não é um problema.
Mas, tipo, eu acho que a gente julga muito com um olhar mais crítico. Como se fosse a atitude de um adulto, tá ligado? Sim. Tipo, cara, é extremamente normal a adolescente ser babaca.
O que não pode ser normalizado é bullying. Bullying é horrível, faz mal, mata, atinge de diversas formas muito ruins. Mas também, a gente não pode… Foi igual o Pedro falou.
Será que dá pra julgar toda índole deles por aqueles episódios? Aquele pequeno episódio que a gente viu. A gente sabe que eles viviam perseguindo o Snape. Que o Snape vivia tentando fazê-los expulsos de Hogwarts.
Porque eles atormentavam a vida dele. Meio que era um ponto de honra, né? Era meio cão e gato, né? Não era, tipo, gato e rato.
Era cão e gato, eu acho, sabe? Não era num nível, talvez, tanto de discrepância, de poder. Eu acho que a única coisa meio perigosa disso é na questão de que tipo… Obviamente, eu acho, né?
Pelo menos, né? Justamente pelas ações que eles fizeram de ficar ali acompanhando remos e de apoiar um ao outro nessas situações difíceis e tais. Eu acho que, justamente, não havia essa consciência do que o bullying pode causar, né? Até se a gente pegar aquela época dos anos 70 e, além de tudo, a sociedade bruxa parece muito mais conservadora e muito mais para trás do que a sociedade que a gente vive, né?
Então, assim, um assunto muito longe de ser discutido, né? De fato. Mas, assim, eu acho que existe um perigo ali no rolê de que, tipo, eles não tinham consciência de que isso poderia causar. Para eles era isso, uma diversão, um rolê momentâneo, mas não parava para pensar as consequências desses atos e tais.
Mas, assim, é bem complicado, né? Porque eu acho que o principal, o importante, é que, eventualmente, eles se tocam. E melhoram a partir disso aí, tá ligado? Eu acho que essa é a coisa mais importante.
Porque eu acho que tem gente que nunca melhora. Tem gente que nunca para para refletir. Tipo Snape. É, assim, de certa forma, assim.
De fato, tem gente que não amadurece, cara. Eu acho que é bem isso também que você falou, Mar. Do lance de ser uma época mais atrás, né? E também pelo fato que eles, enquanto adolescentes, não enxergavam isso de, tipo, o que eu tô fazendo vai fazer mal e vai causar consequências.
Tipo, não. Pra eles, eles estavam combatendo quem eles não gostavam. Quem eles não tinham nem um pouco de simpatia. E que era de uma casa, entre aspas, inimiga.
O Snape que andava com gente que eram comensais da morte juniors, assim, né? Tipo, aspirantes a comensais da morte. E que, não isolado, os marotos, eles atormentavam, sim. Eles faziam essas coisas babacas.
Mas os caras que o Snape andava também fazia isso com os outros. Tipo, eles falam que… A Lílian fala até, né… Era meio um chumbo trocado, né?
É, a Lílian fala até que não era brincadeira o que um dos amigos dele tinha feito com uma outra aluna lá. Tipo, Artes das Trevas não era brincadeira. Então, assim, eu acho que o Fendon acaba utilizando aquela coisa de dois pesos, duas medidas. Tipo, claro, vai defender o favorito, vai colocar o que não gosta como se fosse a pior praga.
Mas eu acho que o legal é analisar tudo. Tentar analisar, pelo menos, de uma forma mais imparcial, sabe? Claro que a gente acaba puxando uma sardinha pra quem a gente prefere. É meio que inevitável.
Mas, sei lá, foi o que eu falei no começo. Eu condeno as atitudes erradas que os marotos tiveram, sabe? Tipo, o fato do Tiago sair azarando os outros e ser arrogante, ser babata enquanto era um adolescente. Puts, era muito zoado, sabe?
Era muito zoado. O Sirius também parece que ele também não teve um amadurecimento. Quanto a essa rixa com o Snape, né? Ele sempre teve, a gente vê depois de adulto até.
Ele e o Snape trocando farpas igual duas crianças. É que o Sirius não teve a Lílian, né? Acho que isso faz diferença. Exato!
Acho que isso é um ponto interessante, inclusive, da gente pensar, né? Se a gente for considerar que eles realmente eram problemáticos, assim, e tudo mais. Não sei se bullies, mas pelo menos problemáticos. É interessante a gente pensar o que é mais importante.
Como se deu essa transformação deles, né? De moleques imaturos pra adultos que se arriscam numa guerra. Não apenas pra chamar atenção, porque a gente sabe que eles gostam também. Mas não apenas pra isso, mas porque eles realmente se importavam com o próximo, né?
Com o mundo bruxo. Exato! Eu vejo muito um argumento… Não sei nem se a menina vai ouvir, mas vou falar.
Teve uma menina que eu vi falando no Twitter, de tipo assim… Ouvindo esse podcast maravilhoso do meu personagem favorito. E aí colocou o link do Snape, né? Do episódio do Snape.
E eu pensei, cara, ela tá tweetando antes de ouvir o episódio, né? Porque a gente só fala mal do Snape o episódio todo, né? Então, tipo, ela não tá consciente do que tá rolando. Mano, o pior é que eu penso, às vezes, que eu sou um pouco severo com o Severo, sabia?
Porque ele é um baita personagem, cara. Ele é um baita personagem. Mas, tipo, pô… Ah, isso ninguém nega.
Mas é porque o cara gosta, gente. Ele vai fazer o quê? E ele continua sendo interessante. E aí, depois, essa menina paga o tweet, né?
Exato! Ele continua sendo interessante e rendendo, tá ligado? Sim. Mas o cara, pra mim, o problema não é você gostar dele.
É você não admitir que ele é um cara com uma moral muito duvidosa, tá ligado? Tipo, acho que é isso. Você gostar dos marotos e não admitir que eles têm comportamentos problemáticos. Esse é o problema.
Exato. É, eu acho que justamente o gostoso de ser fã é você olhar aquele personagem e entender a profundidade dele. E não tentar justificar as coisas que ele fez, tá ligado? Pô, sim, ele fez.
Pô, o Tiago, babaca pra caramba. Fazia essas paradas. Fez, realmente fez. E é isso, fez, sabe?
Não é justificar o porquê ele fez. Ele fez, reconhece o que ele fez, e é isso. É entender que os personagens, como a Marina falou, não é preto no branco. Não é essa dualidade rasa de bem e mal.
São complexos, são cheios de erros, eles são bem humanos. Sim. Mas as pessoas, elas não conseguem, no geral, separar. Porque eu imagino até o assunto ao que eu bebe, tá ligado?
As pessoas, elas não admitem que as outras errem, entendeu? E a gente tá lidando até com gente que existe, não é nem personagem. É. Aí não dá, sabe?
Tipo, realmente, assim, não dá pra você… O próprio J.K. Rowling, né, véi? Não dá pra você aumentar, colocar pessoas num pedestal.
Porque as pessoas vão fazer merda eventualmente, não tem como. De fato. Mas, tipo assim, no perfil dessa menina, eu fui atrás dela, fui dar uma lida. E ela falou um negócio de, tipo assim…
Ah, a pessoa tá falando mal do Snape, mas é maroto fã, e não sei o quê. Só que, véi, se a gente cair nessa comparação, os marotos sempre vão ganhar. Não tem como, tá ligado? Tipo assim, bullying é algo horrível e muito ruim, mas assim, enquanto todos ali morreram, até o Pedro, em certa instância, morreram heróis de guerra, os Snape, os amigos dele, estavam torturando e matando gente, entendeu?
Coisa. E outra, né, uma coisa é você fazer bullying quando você tem 15 anos de idade, outra coisa é você fazer bullying quando você tem, sei lá, 30, 40, 50, com crianças e ainda numa relação de poder onde você é o professor delas, né? Isso simplesmente não tem discussão, gente. Exato.
E é isso, a gente não consegue saber exatamente se teve algum grande momento ali que fez os marotos, principalmente, né, o Cílio e o Tiago, né, tomarem mais noção das coisas. Tomar tento. É, mas dá pra imaginar, né, de tipo, realmente a guerra ali ficando mais clara, Voldemort, né, em sua grande ascensão e tals. Tipo, meio que, cara, a gente, we're not in Kansas anymore, a gente não tá mais com a brincadeira aqui, sabe, isso daqui tá sério.
Então, assim, se a gente quer, de fato, fazer alguma coisa pra mudar e ajudar a sociedade bruxa, que o que tá sendo feito é errado, o Voldemort tem que cair, etc., tá na hora de crescer, né, tipo assim, os problemas que você tinha, as prioridades de, ai, ser o cara mais bonito e de ficar mexendo com o seu pomo de ouro e bagunçando o seu cabelo, tipo, cara, acho que já não é mais hora pra isso, né? Como diria o Rony, né, pra Hermione. Exatamente, as prioridades aí precisam mudar. Então, eu acho que é muito isso, né, de tipo, realmente não é mais Richard de aluno.
E assim, depois ali da época que o Sirius fez aquela brincadeira, entre muitas aspas, né, daquela pegadinha que o Sirius queria pregar no Snape, né, que ele queria descobrir sobre o looping. E aí, ele fala como que ele tinha acesso ao Salgueiro Lutador e tal. O Tiago vai desesperado pra tentar reverter isso, porque sabia que ia dar muito ruim, sabia que o Snape podia ser morto, né? E uma, o looping se culparia o resto da vida por ter atacado um aluno enquanto tava sob sua forma lobisomem.
O Tiago podia ser expulso. Sinceramente, cara, eu não sei se é ingenuidade minha. Mas eu acho que o Tiago foi lá, além de ter esses pontos dos amigos dele se ferrar, eu acho que ele também foi lá, porque ele não queria que o Snape morresse. Só ficado feliz gravemente.
Nem isso, na real. Exato! Ele detestava o Snape, né? Mas não ao ponto de querer matá-lo, ou de querer que ele morresse, você entendeu?
Então, depois disso, os ataques que o Tiago e o Sirius faziam, eles cessaram. Uma, porque o Tiago viu que aquilo poderia ser extremamente grave. Duas, tava naquele período de ascensão do Voldemort Days ali, do começo dos anos 70. Ali até o final, onde eles estavam 76, 77.
Tava num auge muito grande, a guerra. E eles deixam de se preocupar com brincadeirinha, com zoeirinha. Com quem que eles vão azarar, com quem que eles vão fazer. Eles deixam isso.
Tanto que eles perdem o Mapa do Maroto. O Mapa do Maroto é confiscado pelo Filch. E eles nem vão atrás, que é um bagulho que eles criaram ali. Se empenharam pra caramba pra fazer.
E eles usavam esse mapa. Eles não fizeram na intenção de, tipo, nossa, um mapa irado. Eles fizeram porque, tipo, eles queriam usar aquilo pra ter carta branca. Pra, tipo, fugir de professor, fugir de zelador, causar, entendeu?
Então, você vê que eles deixam o mapa. Tipo, eles já não estão focados nisso, você entendeu? Eles já estão focados numa outra parada. Aí, o Lupin se torna monitor, o Tiago se torna monitor-chefe.
Você entende? Porque o próprio Dumbledore quer ver um amadurecimento nele. E sabe que ele pode amadurecer muito mais. Sem contar que ele era realmente um bruxo talentoso, né?
Então, a gente vê esse amadurecimento de fato acontecendo. Tanto que quando ele se forma em Hogwarts, entra pra Ordem da Fênix. Como ele tem muita grana, não precisa trabalhar. Ele dedica o tempo inteiro dele em missões da Ordem.
Então, a gente vê um amadurecimento até rápido. E eu acho que isso tudo, né, isso tudo que a gente tá discutindo. A gente sempre tem essa pegada, que eu acho que o Caco também, né, no canal dele. De falar que bom, gente, se vocês não leram os livros.
Provavelmente vocês estão, talvez, um pouco não boiando. Mas enfim, é porque isso tudo realmente não tá nos filmes, né? Não tem como passar um episódio do Semanário dos Bruxos sem falar mal dos filmes. É impossível, né?
Mas aí, com isso, eu questiono, né? O quanto que os filmes de Harry Potter perdem, né? Perderam por não explicar exatamente a história dos Marotos, né? Porque o Prisioneiro de Azkama deveria ser essa porta de entrada.
Mas eles não fazem o que acontece em Prisioneiro de Azkama. Que, enfim, eles falam de Aluado, Rabicho, Amofadinhas e Pontas. Mas eles não ligam que esses caras são Tiago, Círios, Zulupe, não sei o que não sei lá. Então, quem assiste filme não consegue nem saber quem são os Marotos de fato, né?
E aí, consequentemente, essa ligação se perde no resto dos filmes, né? Mesmo que inclusive lá em A Ordem da Fênix, né? Depois que o Harry vira pro Snape e fala, ah, eles prenderam a Amofadinhas. Se o cara não ler os livros, ele fica, quem é a Amofadinhas?
Até erro de continuidade, né, enfim. Mas o quanto que vocês acham, assim, que os filmes perdem por não explicar essa questão toda aí? Eu acho que perde no sentido de riqueza, né? De que todos os personagens ali têm um backstory, têm uma questão.
Então, acho que é interessante, principalmente pra grande reviravolta do Snape e tal, entender quais eram as dinâmicas, né? Você entende muito por cima, né? Em A Ordem da Fênix, aí você vê a cena lá do bullying, não sei o quê. Mas é isso, você não sabe muito qual que era a visão que o Harry tinha anteriormente, quem eram essas pessoas e tals.
De que é isso, principalmente acho que é a questão da reputação, né? O Harry sempre ouviu a vida toda coisas positivas sobre o pai dele, tá ligado? Nunca ninguém chegou pra ele e falou, não, então, na verdade o seu pai era um cara permitido, um bully, etc. Então tem impacto muito maior, o Harry fica realmente, ele entra ali, ele fica muito mal, né?
Por causa disso. A questão principal pra mim é que é isso, perde em questão de riqueza, mas narrativamente falando, acho que custava nada, eles… Eu acho que não perde, narrativamente falando, só que o problema é que cria um erro de continuidade, que é básico, né? Teria que ter cuidado mais à frente.
É, exato, o ponto é isso, não custava nada você ligar os apelidos às pessoas. Acho que era isso, tipo, era muito simples, tá ligado? Mas pra além disso, eu acho que narrativamente, tipo, pra história dos filmes em si, de tanto que a gente fala, a gente pode considerar que são histórias diferentes, né? Então, acho que não faz tanta diferença.
São detalhes muito legais, entendeu? Enriquecem muito a história no geral. Mas não sei se faz falta nos filmes, no sentido de, tipo assim, falta uma grande lacuna, não dá pra entender, acho que isso não. É, eu acho que pra quem leu os livros tem essa impressão.
Pra quem leu os livros primeiro, ou até depois, né? Mas pra quem leu os livros, tem essa impressão de que falta algo. Pra quem tá assistindo filme ali, eu acho que é bem contada a história, sabe? Tipo, a narrativa dela é conclusiva, tá ali, a pessoa vai entender o filme.
E a história por trás mesmo acaba não sabendo, mas aí é aquela questão, né? Tem que ler os livros, tem que buscar informação. Mas eu acho que seria muito legal se tivesse. O meu coração de fã sentiu falta, sabe?
Eu queria muito ter visto. Visto, tipo, o Lupin falando que ele que foi uma das pessoas que fez o mapa. Acho que seria muito legal. Sim, total.
Eu sinto muita falta disso. Acho que nessa troca, né, que tem entre o Harry e o Lupin, quando o Lupin pega o mapa, tá ligado? E aí, você não sabe que foi o Lupin que criou. É muito estranho, entendeu?
Porque, tipo, ele tá ali entrando em contato com algo que ele não vê há muito tempo, né? Mas aí, você não tem essa troca, é estranho. Pois é. Eu acho que talvez por isso, inclusive, que, enfim, os Marotos sejam uma grande sensação no fandom de Harry Potter, né?
Tem muita gente que é muito fã deles e clama por um filme, por uma série, enfim. Acho que é mais séria, agora eu vou ler a série, né? Talvez porque eles não são bem abordados, ou pelo menos, enfim, não são satisfatoriamente abordados nos filmes. Por que será, assim, vamos partir pra discussão, né?
Vocês acham que vale uma série, assim, sabe? Porque, assim, os Marotos, eles passam muito por um processo de Red Cannon, né, Marina? Você que é fanfiqueira, explica pra gente o que é o Red Cannon. Cannon é o que tá na história, o que é oficial, né?
O que tá nos livros e tals. Red Cannon é uma coisa que, tipo, uma história, um personagem, alguma coisa assim, que é criada pelos fãs, mas que meio que, como se todo mundo soubesse, tipo, fosse criada uma coisa tão forte que é quase Cannon. Não é, mas, tipo, quem tá ali inserido acompanha isso e… Considera Cannon.
É, exato. É quase como se fosse, tá ligado? Acho que um exemplo interessante, tava até falando isso com a Ju hoje, né? A Ju que participou do episódio do Snape.
Que a gente já citou, acho, inclusive, que é a questão da Marlene. No Cannon, ela é citada pelos Sirius como uma moça que morreu, né? Fazia parte da Ordem da Fênix e era do ano deles. No Cannon é isso.
No Red Cannon, véi, qualquer fanfique que você vai ler dos Marotos tem a Marlene, cara. A Marlene McCanon. Exato. Ele menciona ela até no filme.
Exato. Então, tipo assim, ela muitas vezes é. Ela com certeza é a melhor amiga da Liam. Muitas vezes é namorada do Sirius.
Muitas vezes é madrinha do Harry. Tipo assim, ela faz muito parte do rolê. E aí isso tá em todas as fanfiques, tá ligado? Tipo assim, alguém começou e colocou ela lá, as pessoas gostaram e aí ela tá presente, tá?
Quase como se ela fosse uma personagem Cannon, tá ligado? Isso é muito louco e eu acho que justamente o fato de que a gente tem uma premissa interessante sobre os Marotos, mas não é uma coisa que a gente sabe muito, criou essa cultura do Red Cannon, entendeu? As pessoas realmente inventaram, pensaram em muitas coisas. Obviamente, através de fatos, né?
Através de coisas Cannon, elas criaram ali um universo. Acho que por isso que existe essa vontade de ver essa série, de tipo assim, de confirmar meio que o que todo mundo já sabe, o que todo mundo imagina. Acho que é meio isso. É, e com base nisso, né?
Agora que a gente fez esse parêntese, né, pra explicar o que é o Red Cannon, eu fico pensando assim, será que só isso tá bom assim de conteúdo dos Marotos, né? Ou será que a gente precisa mesmo de algo oficial? É claro que mais um filme, mais uma série, mais um romance de Harry Potter, eventualmente vai ser legal de acompanhar pra gente que é muito fã e tudo mais. Então assim, a gente é fã, a gente quer service, né, kkk.
Mas pode ser animador, mas será que do ponto de vista narrativo a gente precisa mesmo disso? Será que realmente é válido isso? Claro que precisa. Foi bem rápido.
Eu tenho a minha opinião também, mas primeiro eu lancei a braba aí pra vocês responderem, depois eu dou a minha opinião. Sinceramente, eu não consigo entender a galera que fala tipo, tipo, aí, mais coisa vai estragar. Vai estragar necessariamente o quê? Vai mudar a experiência que você teve quando você leu a primeira vez?
Vai apagar o primeiro contato que você teve? Que você gosta, vai deixar de existir? Se você não curtir, você fala, pô, não curti? Tipo Cursed Shadow, você apaga a existência da sua cabeça.
E as pessoas apagaram real, né? As pessoas não lembram dos personagens de Cursed Shadow da Delphi, enfim, ninguém lembra. Então, Pedro, eu sou um cara que eu tento ser mais justo, sabe, nos meus pensamentos. Eu não curti Criança Amaldiçoada, a história, partes da história.
Tem coisas que eu curti, tem coisas que não. Esses dias me mandaram no Instagram. Ah, você também acha que Criança Amaldiçoada não devia ter existido? Eu falei, não, cara, a gente tem que parar com essa mania de porque a gente não gosta de uma coisa, ela não tem que existir.
Tem todo um trabalho por trás envolvido. É uma peça de teatro irada, vários atores irados, sabe, vários prêmios. E foi feito ali pra ser a peça, sabe? A gente teve acesso na história por script, não é a mesma parada.
Tem os furos. Eu confesso que me irrita um pouco essa coisa de… Ah, não, não devia fazer, não devia existir. Ah, não, vai ter uma série?
Pra quê? Quem quer isso? Tipo, pô, tem gente que quer, tem gente que quer, que vai acompanhar, que vai fazer. Você entendeu?
Que vai assistir. Então, por isso, eu acho que enquanto um universo é tão rico e tem tanto a ser explorado, tanto a ser contado, eu acho que pode sim ser feito. E até se não for um universo rico e explorado, se o autor, nesse caso, seja qual for. Tô falando de qualquer história.
Se o autor chega ali e fala, putz, tenho mais dessa história aqui pra contar. Tipo, por exemplo, não o arco do Harry em si. Porque o arco do Harry teve início, meio, fim, bonitinho, foi fechado ali, tranquilo. Mas o universo de Harry Potter é muito grande, tem muita coisa a se ver.
A gente vê agora com animais fantásticos, você entende? Tipo, é uma história que se passa anos antes do nascimento do Harry. O mundo bruxo não gira em torno do Harry, o Harry não é o sol do mundo bruxo. Tem a história dele, que é importante, que é muito famosa.
Que foi o que colocou a gente nesse mundo. Mas tem muito mais coisa bacana pra se ver também, sabe? Então, sim, eu acho que pode ser feito, que é necessário, que seria muito legal. Sim, série dos Marotos.
Ah, mas a gente já viu… E daí? A gente quer ver mais. Aí que entra.
Eu sou da opinião que pode ser realmente legal. Mas não pra colocar as coisas que as pessoas pedem, no sentido de que sim. As pessoas pedem muito que seja aquela série que vai ter simplesmente, enfim… Os Marotos lá em Hogwarts fazendo merda, sabe?
Não, é usar eles como ponto de partida, talvez, pra uma narrativa da Primeira Guerra Bruxa, sabe? Sim, exato. Quando eu penso em Marotos, se fala… Pô, série Marotos, eu penso em todos os acontecimentos ali daquele período.
Não eles adolescentes na escola. Tipo, pô, seria muito legal ver. Tem um resuminho ali, fazendo as paradas pra se tornarem animagos. Flashbacks, né, sei lá.
É, assumindo a forma animago pela primeira vez, vendo como que era. Aí dá um pulo e, tipo, a gente começa a ver os efeitos da guerra. Pessoas morrendo, eles tipo… Pô, o que que tá acontecendo?
Então eu acho que seria bacana pra abordar toda essa parte, assim. Eu acho que, pra mim, o fechamento perfeito de uma série como essa seria tendo os acontecimentos todos e ela acabando o último episódio dela sendo ali no dia em que o Voldemort vai atacar o Harry, sabe? Ia ser muito louco. Mas é isso mesmo, sabe?
Eu acho que é isso, assim. O que eu não entendo muito é o pessoal querer ver os Marotos em Hogwarts. Mas fora de Hogwarts, eles amadurecidos, eles participando ativamente da Primeira Guerra Bruxa Eu acho que pode ser muito interessante. Dá pra abordar até outras coisas que são, tipo, sei lá, cara…
O histórico dos pais do Neville, sabe? E por aí vai. Não precisa ser abordado só os quatro, né, ali. Tem todo um pano de fundo por trás.
Tem, tipo, a Ordem da Fênix, tem os membros da Ordem e tal. Como você falou, tem os pais do Neville. Tem o ataque aí aos Longbottom, né, que a gente pode ver depois. Mas seria depois, né, do ataque do Harry, enfim.
Mas, tipo, só dizendo que tem muita coisa a ser vista. Que pode partir do pontapé inicial, que seria isso. Você entende que seria os Marotos? Pô, acho que dá pra trabalhar muita coisa, fazer muita coisa, sabe?
Muita, muita coisa. É, eu acho que principalmente é isso, realmente, essa… Porque de fato, entendeu? O que eu vejo muito na internet é o pessoal querendo o tempo das escolas, que pra mim não faz o mínimo sentido.
Porque, assim, uma das coisas que a gente espera, pelo menos, é que você tenha empatia pelos protagonistas, entendeu? E aí, se você for seguir o que foi estabelecido, né… De fato, eles são bullies, entendeu? E são metidos, e não têm muita consciência, não sei o quê.
Eles podem ser muito amigos e fazer coisa pelo outro, não sei o quê. Mas tem essa parte, né? E aí, eu não acho que é uma coisa tão legal, né, tipo assim. E também eu não acho interessante, simplesmente, sabe?
Porque não vai ter como gerar identificação, não vai ter como as pessoas se colocarem, né? Não tem nada, né? Não é interessante, tá ligado? O que você vai explorar ali, de fato, continua aqui, com a minha campanha de uma série da Primeira Guerra Bruxa, em que a Lillian seja protagonista, pelo amor de Deus.
Seria irado, hein, má? Eu acho que a perspectiva dela ali é muito importante, por ser uma lança da trouxa, estar no centro da batalha, do Voldemort ter tentado recrutar ela e não sei o quê. E é isso, obviamente, eu exploraria os outros personagens ao redor, os Marotos, o Lombóton, tudo mais, Marlene, entendeu? Por isso que tem que ser uma série, né, cara?
Sim, série. Série, série. Porque até agora, tava até discutindo, ontem, com o Evandro, sobre a questão de, tipo, as séries da Marvel e tal, de que, tipo, eles estão podendo, como nunca antes, explorar os personagens. Antes não tinha tempo.
Duas horas, bom, eles têm milhões de filmes, então, eventualmente, alguma coisa é desenvolvida. Mas realmente, na série, você tem muito mais tempo pra fazer esse rolê. E eu acho que até uma pessoa que a gente nem falou tanto aqui, mas que eu acho que é bem interessante, é o rolê do Sirius, né? De que, tipo, ele é esse braço direito do Tiago, é também bully, bem metidão e não sei o quê, né?
Mas com uma história bem complicada, em um caso. Assim, as pessoas que te criaram, que não tem lá esse grande afeto por você, que você não se identifica com essas pessoas que compartilham o teu sangue, que você tem que sair de casa com a família do teu amigo, porque a sua família em si não te aceita. Sim. É complicado, né?
Tipo, assim, realmente, ele tá passando por uma barra, mesmo enquanto ele tá sendo um babaca. Eu confesso que eu queria muito ver a relação do Regulus e do Sirius. Queria muito ver. Eu fico imaginando como seria se o Sirius descobrisse que o irmão dele foi lá e tentou destruir o Morcrux, tá ligado?
Como seria se o Regulus tivesse sobrevivido? Se ele pedisse pra sair dali daquela caverna com o monstro. O monstro tirar ele dali. E o Regulus indo, tipo, pro lado da Ordem da Fênix, o Dumbledore pegando ele pra proteger e tal.
E ele e o Sirius numa relação legal. Puts, eu fico imaginando como seria bacana isso, tá ligado? Uhum. É, me parece muito, a impressão que eu tenho que torna o rolê mais trágico é que o Sirius morreu achando que o irmão dele era um bosta.
Tipo assim, sem saber de fato que o cara foi comensal, mas se arrependeu, né? E fez um grande sacrifício e tudo mais. Uhum. Te torna a história muito mais triste, né?
Acho que eles provavelmente não tinham uma grande proximidade, tá ligado? Talvez tinha alguns momentos, né? Que demonstravam que eles não eram tão diferentes assim. Mas, invaravelmente, o Regulus virou um comensal, né?
É. Acho que o Sirius jamais admitiria isso. Ter uma relação com uma pessoa assim. Mas é bem…
Ah, gente, o Regulus, né? Saudades. Acho que é um personagem bem interessante. Eu acho o Regulus um baita personagem, cara.
E outra coisa que a gente não pode deixar de falar é, gente, é sobre a Lílian, né? Não tem como falar sobre os marotos sem falar da Lílian. Ela que influenciou muito, né? Essa guinada dos marotos em relação ao amadurecimento.
Mas, enfim, ela é muito importante pra eles, né, Marina? É, eu acho que enquanto eles estavam ali… É que isso, né? Principalmente o Thiago Sirius, né?
Mas enquanto eles estavam ali nesse deslumbramento dessa vida aí, sendo populares, não sei o quê. Acho que a Lílian tava muito mais com o pé no chão. E disso é isso, de ter consciência, kkk, de classe, né? De ser nascida trouxa.
De ter tido essa relação com o Snape que, pô, o cara totalmente foi pra um outro caminho, né? Que ela não concorda e tals. Eu acho que, na verdade, a Lílian talvez seja o centro do rolê. De que ela tava envolvida nas duas histórias, né?
Ela tinha os marotos ali, tinha o Snape do outro lado. E que ela até chega a falar, né, pro Thiago, né? Que o Thiago vai lá e defende ela do Snape. E ela, tipo, cara, você não é melhor que ele.
Vocês dois são bosta. Exato. Que mulher, né? Perfeito.
Então, tipo assim, ela realmente tá assim, cara, eu não favoreço nenhum dos dois. Tá todo mundo errado aqui. E eu acho que, justamente, nesse momento, né, em que tem essa mudança, em que a guerra fica muito mais eminente e tals, ela acho que deve ter várias conversas ali com eles, né? A Lílian é, naquela balancinha da justiça, ela é a figura romana que fica no meio.
Advogado, me ajudem. O que é aquilo? Não lembro. Só tem na cabeça.
Mas vocês sabem do que eu tô falando. É a deusa da justiça, não é? É, eu acho que é. Acho que é a Artemis.
Não leu Percy Jackson, Pedro? Ah, ali, mas não gostei. Esqueci. Ah, aqueles, né?
Gente, eu só critico coisas muito populares, né? Tipo, Snape, Percy Jackson. Aí vai, agora os haters vão vir em cima de mim porque eu critiquei Percy Jackson. Cara, mas você sabe que isso é uma coisa que eu nunca vou entender na minha vida, Pedro e Marina.
Por que quando você fala que não gosta de uma parada, a pessoa que gosta quer te xingar, quer… Ela se sente ofendida. Por quê? Porque as pessoas dão um pessoal, não faz sentido.
Eu lembro, porque a Marina… só recapitulando um pouco. O lance do Snape, que a menina pagou o tweet e tal. Teve um cara que, mano, ele falou que gostava muito do meu canal e tal.
Mas não assistia os vídeos do Snape que eu fazia, porque eu era muito parcial e tal. Eu falei, amigo, eu não sou um juiz da Suprema Corte, eu sou um youtuber. Os meus vídeos tem… É óbvio que vai ter coisas que vão ser parcial.
Porque a minha opinião é a opinião do criador de conteúdo sobre aquela parada. Tipo, ninguém tem que concordar comigo. Só que eu não entendo esse fato de não gostar da pessoa por aquilo que ela tá falando. Mano, não faz sentido, cara.
É porque eu acho que as pessoas elas levam de fato pro pessoal, entendeu? Toda essa questão de Snape versus Marotos, de não sei quê. As pessoas levam pra um lugar, é que tipo, gente, calma. A gente tá falando de coisas que…
É que parece que você tá criticando a mãe, né, aquilo que a gente sempre fala. A gente vai falar de casa, por exemplo. Parece que você tá criticando nossa senhora, sabe? É que parece que a gente tá falando de coisas que existem.
Não existe! Harry Potter não existe, gente. Pelo amor de Deus! Eu acho que é uma maturidade que vem com o tempo, tá ligado?
Sim. Mas sei lá, mano, é um pouco irritante. Dá pra discutir as coisas, os personagens, as coisas, sem ser assim, sabe? Sem levar pro pessoal, sei lá.
É que eu acho que tem coisa que só o tempo ajuda. No sentido assim, não só dessa questão de que as suas veridades mudam. Quando você começa a ter problema de verdade, discussão na internet sobre o personagem fiquetice não faz mais sentido. Exato.
Você tem muito mais coisas pra se preocupar. Mas também eu acho que, por exemplo, quando muitos de nós leram Harry Potter, a gente era mais novos que esse personagem. Então eles pareciam muito adultos, entendeu? Tipo, sendo mais velho e tals, tendo passado os 20 anos, ou seja, você já é mais velho que essas pessoas há um tempão aí.
Tipo, nossa, você fica, meu Deus, olha o que esses adolescentes estão fazendo e estão passando, né? Realmente, imagina, eu jamais teria uma maturidade pra passar por isso nesse momento. Então eu acho que a gente tende a ter um olhar mais objetivo sobre as coisas, tá ligado? Entender melhor por que isso é errado, ou por que isso é certo, ou por que isso aconteceu, sabe?
Então eu acho que é muito isso, de tipo, ah, beleza. Hoje em dia, com essa idade, eu consigo ver que realmente o Snape sofreu na infância, isso não justifica ele ser um bosta pro resto da vida. Os marotos, eles foram bostas ali nessa época da adolescência, isso tá errado. Mas eles perceberam, eventualmente, sabe, que isso não era um bom caminho.
E também sacrificaram a vida deles por uma causa, né, tipo, que eles acreditavam. Então, no fim das contas, a balança é qual? Não dá pra definir alguém por algumas atitudes, sabe? Tipo, eu acho que dá pra gente entender como as pessoas são complexas.
Os personagens, no caso, são complexos, né? Mas não defini-los de fato. É, tipo, igual o Snape teve uma infância difícil, com um pai provavelmente violento, né? Os marotos foram babacas e tal.
E isso não são justificativas, são observações. Ninguém faz alguma coisa do nada. A pessoa carrega bagagens, ela carrega todo um histórico. O que ela é, em momentos da vida, é definido por coisas que ela viveu.
Então, tipo, não é uma parada do nada, cê entendeu? Não é uma parada que acontece simplesmente assim, da noite pro dia. Ah, hoje eu acordei, vou ser um baito de um babaca aqui. Não, James era um babaca porque ele era mimado, rico, tinha tudo que queria em casa.
Chegou na escola achando que era uma extensão da casa dele. Aí, popular, bonito, jogava quadribol e tal. Não é justificativa. Cara do privilégio, né, realmente, então.
Exatamente. Então é isso, gente. Com isso, a gente encerra a nossa discussão sobre os marotos por enquanto. Vai porque, né, enfim, vai que eles ganham alguma série aí.
E aí, a gente tem que voltar, né. Torcemos, oremos ou não. Depende de cada um de vocês. Mas é igual o Caco falou, também não enche o saco quem quiser.
Caco, onde as pessoas podem te encontrar, caso elas queiram jogar hate em cima de você? Que isso, né? Hate não, eu só quero amor. YouTube, Caldeirão Furado, tô lá.
Três vídeos por semana falando desse mundo fantástico de Harry Potter aí, que a gente tanto ama. Redes sociais é Caco Cardassi. Instagram e Twitter são as que eu mais uso. Na realidade, são as únicas que eu uso.
E é isso. Queria agradecer pelo convite do Potteriche. Eu falo e, cara, sempre repito, eu tenho um carinho enorme pelo Potteriche. Vocês sempre foram uma grande referência.
Eu sou muito feliz de poder participar das coisas com vocês hoje em dia. Feliz mesmo e obrigado pelo convite mais uma vez. E convide mais vezes, porque é muito legal fazer podcast muito, muito bacana. As pessoas falam pra eu criar um, mas eu não vou criar, eu só vou participar dos que me chamarem.
Que é menos trabalhoso. Muito obrigada por topar, realmente, sempre trazendo umas perspectivas muito legais aqui. É isso. E as suas redes, Marina, quais são?
No Twitter, Instagram, TikTok, Facebook. É arroba marinandelli. Marina, A-N-D-E-R-I. E aí as minhas redes são IM Pedro Martins no Twitter, no Instagram, no Clubhouse, no Facebook.
Em tudo quanto é lugar que vocês quiserem me seguir, gente. Tem as redes do Potteriche, é claro, na Marina. Quais são? É arroba potericheoficial no Instagram.
E arroba poteriche no TikTok, no Twitter e no Facebook. Notícias, artigos, listas, quizzes, reportagens, poteriche.com. Beijo, gente. Até terça-feira que vem.
Valeu, galera. Beijo.







