#1: Os erros mais graves dos filmes de Harry Potter
Ainda que sejam satisfatórios, os roteiros de Harry Potter não fizeram jus aos livros. No primeiro episódio do Semanário dos Bruxos, listamos os erros mais graves dos filmes de Harry Potter, como a maneira como Rony, Hermione, Dobby, Gina, os Marotos e outros elementos foram retratados nas telas.
Apresentado por Pedro Martins e Marina Anderi, com os convidados Evandro Lira e Gustavo Fiaux.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Potteriche. Eu sou Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente marketing do site. Marina, eu não sei você, mas assim, toda vez que tá passando o Harry Potter na TV e eu vou assistir, eu fico muito puto com algumas coisas, assim, sabe?
Algumas coisas que me incomodam muito. Adorei que já fui bem enfático, bem assim, puto. Ah, exato, eu acho que a gente tem coisas muito legais nos filmes, como pessoas muito fãs que lerem os livros várias vezes, não tem como não ficar irritado com uma caracterização, com falta de coisa aqui, falta de coisa ali. Realmente é um assunto um pouco delicado.
Exatamente, e este é o tema do Semanário dos Bruxos desta semana, os erros mais graves do filme de Harry Potter. E pra falar mal de Harry Potter com a gente, mentira, pra discutir Harry Potter com a gente, a gente recebe aqui hoje o Evandro, que é a nossa social mídia. Olá, oi gente, tudo bom? E o Gustavo Fio, que é redator do Legião dos Heróis.
Oi, oi, pessoal, tudo bom? Tudo certo. Tudo ótimo, gente, melhor agora com vocês aqui. Ai, feliz.
Gente, então assim, como a gente vai mostrar neste episódio do Semanário dos Bruxos, muitos personagens de Harry Potter foram mal adaptados, pouco desenvolvidos e até, às vezes, ignorados pelos roteiristas dos filmes, né? E eu acho que isso fica muito claro, assim, pra gente começar a mostrar pras pessoas, no caso do Rony e da Hermione, né? A personalidade deles foi completamente mudada no roteiro dos filmes pra basicamente dizer que o Rony é burro e que a Hermione é inteligente, né? Sim, é uma grande simplificação, né?
O Rony foi transformado em alívio cômico. Acho que principalmente nos primeiros livros, porque ele é do mundo bruxo, ele tem uma família bruxa, mostra como ele sabe muito mais que a Hermione, né? E enquanto ela teve poucos meses pra entender onde ela tava, se metendo de ir pra Hogwarts. Não, exato, eles meio que pegam os arquétipos super superficiais, assim, colocam lá e acabou, finaliza, né?
E é aquilo, né? A gente sabe que o Steve Close gostava muito da Hermione, né? A gente tem essa história de que a J.K. Rowling, eles conversaram pela primeira vez, assim, e aí ele revelou pra ela qual era o personagem que ele mais amava.
E ela ficou muito chocada, porque era a Hermione, tipo… O Steve Close, pra quem não sabe, é o roteirista de praticamente todos os filmes de Harry Potter, né, gente? Ele só não roteirizou, se não me engano, A Ordem da Fênix, né? A Ordem da Fênix.
Não, pois é, tipo… Então eu acho que ele tinha tanto amor pra Hermione que ele foi passando… Porque é isso, tipo, literalmente tem falas que são do Rony nos livros, que nos filmes são do Hermione. É, essas falas foram completamente trocadas, né?
A gente sempre achou, né, assistindo aos filmes que era da Hermione, mas na real a gente vai ler o livro e fala, isso aqui quem fala no livro é o Rony, né? Essa fala aqui que é de câmera secreta. Você já sabe o que eu devia ter falado a eles daquela voz que eu ouvi, fala o Harry, né? Não, responde o Rony sem hesitar.
Ouvir vozes que ninguém mais ouve não é um bom sinal, mesmo no mundo da magia. E aí no filme quem fala é a Hermione. E eu acho muito louco que, tipo, assim, apesar de eu ter lido o livro várias vezes, na minha cabeça quem fala isso é a Hermione. Porque os filmes ficam muito fixados na nossa cabeça, né?
Mesmo a gente que é fã, que já leu os livros várias vezes, a gente fica com essa coisa na cabeça, né? Porque a gente assiste muito mais vezes aos filmes do que leu os livros, né? Essa cena aí de prisioneiro é muito isso, né? Tipo, o Rony é arrastado lá pra casa dos gritos, tá tudo machucado e aí na hora que aparece o Sirius e o Remus, ele chega pra falar, vocês vão ter que passar por cima da gente, né?
Tipo assim, pra poder… Se vocês quiserem o Harry, e aí no filme coloca a Hermione, então até o ato de coragem, essa coisa bem grifinória, né? Também vai pra ela, o que que sobra pra ele, afinal? Transformar ele num personagem covarde, né?
Tipo, é engraçado ser covarde. É verdade. Sendo que nos livros na realidade é o contrário, né? Porque assim, a gente tem que parar pra pensar.
O Rony tava lá com a perna toda ferrada, toda ensanguentado, praticamente controlando a dor pra não gritar, e ele é o cara que vai lá na frente de todo mundo e tem essa postura, né? E não foi só o Rony, né, gente, que ficou prejudicado com esse descuido dos roteiristas, né? Nos filmes, a Hermione perdeu quase metade da inteligência dela, do ativismo dela em prol de pessoas e criaturas que sofrem preconceito no mundo bruxo, por exemplo. É, tipo, nos primeiros livros, né, a gente conhece pouco da Hermione, ela é uma menina meio sabitudo, meio chata até, né, os meninos acham, mas depois ela mostra que ela é uma pessoa sensível, poderosa e que tem muita sede por justiça, né, de querer que as coisas sejam justas nessa sociedade, tal, seja até um pouco por causa do lugar dela enquanto sangue ruim, né?
É, mas tipo, uma coisa que me parece muito também é que entrou muito naquela coisa de, tipo, assim, não tem problema você ser inteligente desde que você seja bonita e se arrume, sabe? Eu acho que tem muito isso, porque aí não tem tanta questão, não é nerdzona, não é, sei lá, baranga, sei lá se usa essa expressão ainda, mas, tipo, não é isso, sabe? Enquanto no rolê, nos livros é muito, tipo, meu, tem o cabelo armado e tem dentes putuberantes que ela podia ter resolvido e não quis, e, tipo, porque ela tá desconfortável sendo ela mesma, sabe? Não precisa ficar mudando.
Só que aí nos filmes ela é malótica, não é culpa da malótica não ser tão bonita, mas eles podiam também, né, não devem ter deixado cair nessa. É que não vende, né? Tipo, foi uma escolha muito consciente, assim, não vende se pessoas feias, especialmente para adolescentes, né? E mulheres, né?
Homem, sei tudo bem, agora mulher? Em uma época, inclusive, que tudo era muito diferente do que é hoje, né? Não tinha diversidade nenhuma, assim, né? Pensando que é 15, 20 anos atrás quase, a situação era muito diferente, né, na produção audiovisual.
Já é ruim hoje, pior ainda, antigamente. Até a icônica frase do é assim que fica o meu cabelo quando eu tô de costas nunca é uma frase que Hermione diria, né? Não, ali eu marco a morte da Hermione dos níveis, assim, sério. Não, não dá, não dá.
Tipo, é um nível, assim, gente, quando que a Hermione falaria isso? Tá ligado, tipo… Tá ali naquela maior preocupação se ela vai sobreviver, né? Hermione provavelmente estaria pensando em todas as maneiras de fazer aquilo dar certo e é assim que fica o meu cabelo.
Nossa, sabe? É isso, enquanto filme e no filme funciona, né? Mas realmente descaracteriza total o personagem. É, eu acho que essa passagem da Hermione com o Falle, né, que é a frente de libertação aos elfos, quando ela se vê toda indignada com a situação que eles eram tratados em Hogwarts, isso impacta muito, né, como você disse, a carreira dela mesmo, né, como profissional, né?
Ela vai trabalhar no departamento para regulamentação e controle das criaturas mágicas no Ministério da Magia, esse nome gigantesco, mas que era um departamento basicamente que tratava disso, né? E não só ali, né, a gente vê que em Cursed Child, considere vocês, Cursed Child, que é não ou não. Ah, é uma discussão complexa. Mas ela se torna a Ministra da Magia, né?
Então isso diz alguma coisa a respeito de o quanto esse ativismo da Hermione era importante, né? E eu acho que o principal é, é compreensível o corte? É, só que tem maneiras, seria uma maneira de você abordar isso, de uma maneira que fosse mais suave, que não gastasse tanto tempo de tela? É que assim, eu acho que o rolê do ativismo dela em relação aos elfos é totalmente prejudicado pelo fato de não existir o Dobby e não existir a Wink, né?
Tipo assim, o que teria que ser feito, eu imagino, é, sei lá, elfos domésticos na cozinha, ela mencionar algo brevemente, é isso, porque eu acho que sem Dobby e sem Wink, que são personagens fundamentais para a narrativa, fica difícil de ter toda aquela discussão de que ela tem com o Dobby e com a Wink, tem toda uma treta ali, né? Que a Wink fica completamente chocada com ela, querendo libertar os elfos, né? Sem contar que a Wink é perfeita, né, gente? A Wink é assim, né?
Ah, ele tem que botar, principalmente nessa quarentena. O problema com a Wink, sim, exatamente. Não estou indo dar cola para as durinhas da quarentena. Ah, não, mas é bem isso mesmo.
Eu acho que o grande problema do Falle é justamente a exclusão desses personagens, assim. Principalmente o Dobby, porque é isso, a Wink é uma figura muito importante, mas ela é uma figura muito importante para a Cálice de Fogo. Ah, não quer meter mais uma outra personagem que não tem nada a ver com o resto dos livros. Dá para você adaptar, dá para você, sei lá, criar alguma outra coisa.
Mas a ausência do Dobby é sentida, assim, porque… Ai, gente, olha, eu espero não ser xingado pelos fãs de Harry Potter. Inclusive, faço parte deles, mas assim… Não posso prometer nada.
Eu odeio o Dobby dos filmes. Pelo simples fato de que ele não tem desenvolvimento nenhum. E quando ele morre, eu já estava tipo, aí, ótimo. Ele só é fofo.
É, ele só é fofo. Às vezes, a gente, enquanto foi de Harry Potter, a gente tem todo aquele backstory na nossa cabeça, então a gente sente as coisas do Dobby, a gente sente a morte dele como deveria ser sentida, porque a gente tem na nossa cabeça. Mas a gente não consegue separar que as outras pessoas não têm. Assim, a questão do Dobby, ele salva a vida do Harry várias vezes, né?
Ele aparece em cinco dos sete livros. Mas nos filmes, ele surge em Câmara Secreta e… some, né? É completamente ignorado nos filmes seguintes.
Nossa, esse é um ponto muito bom que você levantou, Pedro. Eu não tinha pensado nisso. Mas realmente, a calma é que quem sai muito prejudicado é a pessoa que só viu os filmes. Porque realmente, eu nunca parei muito pra pensar, tipo, o que eu acho do Dobby dos filmes?
Se ele é chato, não é? Porque eu conheço o Dobby. Então, ele morreu, eu senti a dor. Eu não sou insensível, né?
Quem é? Gustavo. Então eu senti, eu chorei. Mas era porque eu estava pensando no Dobby que eu conhecia, né?
Não estava separando e pensando, ah, não, porque aqui nos filmes a trajetória dele foi tal. Porque o grande Dobby dos filmes eu não vi, né? Ele faz tipo tudo que o Dobby devia fazer, basicamente. Eu fico pensando, porque, por exemplo, a J.K.
Rowling teve o rolê de falar, tipo, gente, não cortem o monstro do quinto filme porque ele vai ser importante depois. Tá. E aí, por que ela não fez isso com o Dobby também? No sentido de que, só pra mostrar que ele existe, tá ligado?
Só pra mostrar que ele é uma parte importante da vida do Harry durante os filmes, sabe? Meio, meio isso, porque realmente é muito estranho. Ele aparece em câmara, aí ele volta em relíquias e aí… Gente, quantos anos foi de câmara até Relíquias Parte 1?
Nossa, quem viu casualmente… Acho que foram 9 anos, não foi? É, não sei. Eu chutei 8, mas eu não sei fazer conta, gente.
Enfim, muitos anos, velho. Por mim, podia fazer o seguinte, troca os papéis, deixa o Neville morrer lá na mansão e põe o Dobby pra cortar na guine. Ia ser incrível, ia ser maravilhoso. Cara, eu concordo, eu gostei.
Tipo, o fã clube do Neville veio matar a gente, mas assim… Ai, eu adorei. Tem algum fã clube do Neville, gente? Gente, olha, diga-se de passagem, eu amo o Neville, tá?
E não me crucifiquem, não me cancelem. É, eu conheço, na verdade, uma pessoa que é muito fã do Neville, que é a Thaís Farat, beijo Thaís Farat. Mas já é uma pessoa, né? Nossa, eu conheço uma pessoa também que é muito fã do Neville.
Luan Santana, gente. Berro, é real! Quando a gente entrevistou ele no Fan Revel, era personagem… Sim, se a gente achar um trecho dessa entrevista, contextualiza, né?
A gente entrevistou o Luan Santana sobre a relação dele com o Harry Potter. Eu, no caso. E ele falou que o personagem favorito dele é o Neville. A gente já tem Luan Santana, Thaís Farat.
É isso, gente. É o que eu tenho a dizer. Existe muita coisa nos livros que não vai para os filmes e o grande problema em relação a isso é o fato de que cria esses erros de continuidade mesmo. Eu não seria a Marinandelli se eu não estivesse aqui para falar mal do David Yates.
Mas é porque, tipo, eu acho que ele filma tanto que ele esquece as coisas, tá ligado? Ele esquece o que foi explicado e o que não foi. Porque assim como nós que lemos os livros, eles sabem de tudo. Aí eles esquecem que tem gente que não sabe.
E aí eles ficam meio… Sabe, tipo, eu lembro que quando saiu Relíquias Parte 2, uma amiga minha veio me perguntar se o Snape era o pai do Harry. E tipo, olha, eu entendo por que você pensou isso. Porque, tipo, quanto de Lily James a gente tem?
Quanto é explicado? O que que a gente entende, mais ou menos? A gente tem a explicação do que aos marotos? Nem isso direito.
Então, tipo, eu entendo por que ela se confundiu. Ela se confundiu porque mostrou lá uns flashbacks e as crianças, sabe? Não, é confuso mesmo. É, e são tantos probleminhas parecidos com esses todos que a gente estava abordando agora que, por exemplo, Ordem da Fênix inteiro é um problema, né?
A história dele é essencial para a gente compreender o enredo de Harry Potter como um todo, né? É em A Ordem da Fênix que a gente conhece a profecia, né? O problema é que no filme a história da profecia é muito confusa. Tipo, pega uma pessoa que não leu os livros, coloca ela para assistir e pergunta para ela Ela provavelmente não vai ter entendido nada.
Olha, eu arrisco dizer que a pessoa não sabe nem que teve uma profecia. É, pois é, tem umas bolas lá e é isso, né? É, nossa, tipo, eu esqueço que existe a profecia quando eu penso no filme. Tipo, nossa, o que é aquilo?
Jesus. E tipo, no filme a gente meio que tem que aceitar que ela é importante, que Voldemort quer ela, tipo, a qualquer custo. Mas não fica claro porque ele quer. É tipo, gostei dessa bolinha que quero para mim.
É tão linda essa bolinha. Todo esse rolê da profecia tira muito o peso da jornada do Harry, né? Enquanto um personagem, um protagonista, né? Sim.
Eu acrescento ainda não apenas o Harry como também o Neville. O Neville é um personagem que é, assim… Digno de um fã clube. Sim, sim.
O menino, assim, sofreu a vida inteira, chega nesse filme de bosta e, tipo, o sofrimento dele não vale de nada, basicamente. Você não vê os pais dele, você não tem essa conexão grande entre a profecia que pode ser tanto sobre ele quanto sobre o Harry e acaba que ele se torna meio que um personagem meio inútil, assim, nessa… A questão da profecia, né, não é só que a gente não está criticando só o fato de que a gente não sabe do que ela se trata. Mas é como o Gustavo estava falando, é sobre a questão do Harry, né?
Porque, assim, sempre esteve claro nos livros que predizer o futuro é uma tarefa muito difícil e que, na verdade, é a maneira como escolhemos agir que realmente determina tudo, né? E, assim, a gente sabe pelos livros que a mensagem que foi profetizada pela professora Turlorn para o Dumbledore, né? Dizia que, abre aspas, assim, aquele com o poder de derrotar o Lorde das Trevas nasceria no fim de julho e que os pais dessa criança teriam desafiado Voldemort pelo menos três vezes. Podia ser o Harry e podia ser o Neville.
É, e eu acho que o principal é, tipo, o Lorde das Trevas o marcará como ser igual. Isso é muito poderoso, porque o ponto principal é, se o Voldemort tivesse sentado o cu na cadeira, nada disso tinha acontecido. A questão principal é que ele é tão louco pelo poder e ele tem tanto medo de perder isso que o cara vai lá e ataca um bebê, velho, entendeu? Ele ouve uma profecia e ele nem para para interpretar direito, ele só vai, sabe?
É, porque quando ele faz isso, de alguma maneira, ele está criando meio que uma pessoa capaz de destruir ele, né? Igual a ele, com os poderes dele, né? Ele passa, né? Tipo, vira o Crux que ele nunca pensou em fazer e aí o Harry tem várias habilidades e tal por causa disso.
Então é uma loucura, né? Eu acho que, ao mesmo tempo, acho que pegando em ordem da Fênix, é isso. O Harry teria descido do Neville, não foi, mas ainda assim o Neville também pega o próprio fardo. Eu acho que fica muito essa coisa do peso da guerra, né?
Tipo assim, você vê os pais do Neville ali, lá no hospital, no St.Mangos, tipo assim, aquela cena lá é um negócio que você fica, olha, realmente, o Harry está fodido? Está fodido. Mas assim, olha o que aconteceu com esse menino, os pais dele estão vivos, mas não são os pais dele. É, não impactou só o Harry, né?
Isso é legal de você entender isso, de que é uma guerra e a guerra traz consequência pra tanta gente, né? O Harry não foi o único, a única vítima. Acaba tirando um pouco assim da tragédia da vida do Neville. Eu acho o Neville um personagem muito complexo, muito interessante.
E eu acho que, pra mim, o grande pecado de ordem da Fênix é completamente cagar pra história do Neville, que é muito importante. Então, até mesmo o fato dele lá e matar a Nagini não tem o mesmo peso que tem nos livros, assim. Eu acho que a questão da história do Neville é uma coisa muito assim, né? Cagaram na história dele não só porque não representaram bem ele, mas porque não representaram bem a questão da profecia.
Se tivessem representado bem a questão da profecia, daria pra gente entender toda essa questão que bateria na trama do Neville, né? Sim, é verdade. É uma coisinha tão mínima, né? Porque, no fim das contas, é porque você tem que ter uma visão do macro quando você tá fazendo um rolê desse, né?
Porque, tipo, é uma falazinha que pode fazer uma diferença muito grande ali. Realmente. Eu acho que tem erros em Harry Potter, né? Que são muito por conta de, ai, quero favorecer um personagem em favor do outro, como é o caso da descaracterização de Rony e Hermione, e outros que realmente é um pouco mais complicado, né?
Pra você ter essa visão macro de tudo. E a gente tem que pensar também que, assim, beleza, os produtores tinham contato com a J.K. Rowling e tudo mais, mas quando o filme de A Ordem da Fênix foi lançado nos cinemas, foi exatamente no mesmo mês que tava sendo lançado o sétimo livro, né? O As Relíquios da Morte.
Então, é uma questão muito complicada, né? Sim, é. Eu acho que não dá pra dizer que Harry Potter não foi prejudicado pelo fato de que os livros ainda estavam lançando quando os filmes começaram, né? Eu acho que dá pra você planejar muito melhor se você tem tudo junto antes, né?
Além do né, viu, gente, como a gente tava dizendo agora, da profecia, desses elementos todos, teve várias outras subtramas ignoradas, né? Tantas que seria até impossível da gente abordar num episódio só do podcast. Uma das piores falhas, assim, pra mim, de subtramas ignoradas foram os Marotos, assim. Eu não sei se vocês concordam.
É, pois é. Porque, assim, um personagem de Azkaban, né? A gente apresentava o Lupin, o Sirius, o Pedro Pedigru, e o Thiago, claro, a gente já conhecia. E a gente também apresentava a persona deles, né?
Dos Marotos, né? Tipo, Aluado, Pontas, Rabicho e Amofadinhas. Só que, tipo, essas duas identidades elas nunca são ligadas nos filmes. Então, pra quem viu os filmes, isso não fica claro, que eles são as mesmas pessoas.
Até porque, por exemplo, em Orléan da Fênix, o olho tonto se refere ao Sirius como Amofadinhas. Quando o Harry é capturado pela Umbridge, ele fala pro Snape, ah, capturaram, pegaram Amofadinhas, né? E aí, só que, tipo, quem é Amofadinhas, tá ligado? Tipo, assim, isso não tá claro, realmente, assim, pra quem só viu os filmes.
E isso é um grande problema. Eu acho que o Rabicho, ele é ser referido como Rabicho frequentemente, né? O Voldemort chama ele de Rabicho, tipo, ele é o Rabicho, de fato. Os outros, eles assumem esse nome, meio que, eventualmente, assim.
Acho que é meio isso. Dá pra gente até fazer uma análise sobre isso, de evolução como pessoa, se o Rabicho é essa própria pessoa. A gente pode… Dá pra fazer toda uma análise psicológica.
Um próximo episódio. E, tipo, como o Gustavo falou, antes também tem o rolê do Espelho de Dois Sentidos. O que é o Espelho de Dois Sentidos? Vamos relembrar, assim, o que é o Espelho de Dois Sentidos.
E é um presente que nos livros o Sirius dá pro Harry no início lá de Orléan da Fênix. E beleza. Aí o Harry simplesmente esquece desse objeto. Tanto que é isso.
Ele tem a visão de que o Sirius tá sendo atacado no Ministério. Vai lá, chama a D toda, não sei o quê, motre. Depois, quando o Sirius morreu já, ele volta pra Hogwarts. O Harry, no caso.
E vê o espelho e fica, putz, fui burro, tá ligado? E aí, tipo, enfim, isso não acontece no filme. No filme ele nem dá o espelho, nem o Harry tem esse momento de olhar o espelho depois que o Sirius morre. Mas aí, em Relíquias da Morte, ele tem uma importância muito grande pra trama, né?
Porque o espelho que fica ali com o Harry, que ele fica olhando, ele acha que é o Dumbledore e, na verdade, é o Aberforth Dumbledore, né? Que vai ajudar o trio a voltar pra Hogwarts e tals. Então, assim, como o Pedro falou, acho que se pá os roteiristas não tinham noção… Se pá não, né?
Quase a certeza eles não tinham noção da importância do espelho quando eles escreveram Orléan da Fênix, né? O roteiro de Orléan da Fênix. Porque o sétimo livro tava sendo lançado, né? Não tinha como lhe saber ainda a relevância.
Mas é isso, eu acho que custava nada, no filme Relíquias da Morte, explicar o espelho, de onde ele surgiu de alguma forma, não mencionando o Sirius, né? Dando outro tipo de origem, ou simplesmente não colocando o espelho. Aí, sei lá, eles ignoram tantas coisas, né? Podia ignorar isso também, não sei.
Da onde ele tirou aquele espelho? Eu acho até que tem uma solução bem óbvia pra isso, que era simplesmente botar o Dumbledore pra dar esse espelho pro Harry e Enigma do Príncipe. Beleza, vai mudar completamente o sentido da coisa. Mas você já dá pro Dumbledore esse papel, até porque é o irmão dele que tá com o espelho em Relíquias da Morte, então você já tem uma conexão mais próxima assim.
Mas nem isso tentaram assim. É verdade, podia ter sido a solução. Acho que a única solução que não devia ter sido feita é simplesmente tirar esse espelho da puta que pariu e dar ao Harry, né? Tipo…
Poderia ter sido arrumado qualquer solução. Fez a cagada com certa mesmo, que você precise sair um pouco do que foi dito nos livros. O importante é você não deixar o espectador do filme confuso, né? Eles também mostram um pouco a Ariana, sabe?
Tipo, o quadro dela, né? Ali quando eles vão entrar em Hogwarts. Mano, pra quê? Se você não vai explicar a história dela direito…
Então não tem pra quê você colocar ela, você colocar o nome, você deixar a obra forte, tipo… Ah, eu levo eles e não sei o quê. Tipo, deixa quieto então. Ou você mostra direito e você não mostra.
Eu acho que também é meio isso. Não, e aquele diálogo ainda é super assim. Ah, o Dumbledore sacrificou muitas coisas, inclusive a Ariana. E tipo, quem é a Ariana?
Ok, quem é? A grande. Grande. Muitas das coisas ficam como realmente…
Ah, é um easter egg aqui pra quem lê os livros. E pra mim, eu acho que não tem nenhum problema em você fazer isso, só que tem um problema considerável quando você faz isso com coisas que são realmente grandes. Que é a questão dos Marotos, que é a questão desse espelho, que é toda a história da Ariana, e vira aí. Isso aqui é um easter egg pro leitor.
Beleza, mas isso aqui tem um papel crucial na narrativa. Não dá pra você deixar ali no cantinho e tipo, ó… Quem leu vai entender. Porque é uma coisa que precisa ser entendida pelo público geral, assim.
Eu senti um pouco de fanservice, na real, quando eu tava vendo os últimos dois filmes, assim. Porque parecia, vamos colocar esses elementos pra deixar os sons felizes, mas tipo, não vamos explorar. E na época a gente deve ter até ficado feliz, né? Tipo, ai nossa, a Ariana ali, ali, ali, sabe?
Tipo, tá, mas e o resto? É que o Enigma do Príncipe não trabalha, né? O passado do Voldemort direito. Porque, assim…
Basicamente, mano, o ponto de Enigma do Príncipe, o livro, é uma preparação pro Harry ir lá pra guerra depois, pra matar o Voldemort, pra dar um jeito nisso aí. Então é muito importante essas aulas que ele tem com o Dumbledore e tals. E aí, tipo, eles colocam, sei lá, duas cenas no filme. E aí o resto é, como que é que o David Yates falava?
Sexo, poções e rock'n'roll. Ai, meu pai amado. Sim, gente, pra quem não lembra, o David Yates, o diretor do Enigma do Príncipe e de vários outros, ele definia esse filme em entrevistas pra imprensa, enfim, saia nas capas das revistas, que Enigma do Príncipe era um filme de sexo, poção e rock'n'roll. Que morte.
Lentíssima e dolorosa. David Yates deve ter sido preso, assim, é só o que eu tenho a dizer. Eu acho o Voldemort nos livros um vilão excepcional, assim. Mesmo quando você pega qualquer livro que traga vilões bons, assim, a forma como ele é escrito é uma aula, assim, de como você apresentar um personagem, de como você construir ele mostrando canadas com o tempo.
Ele é caricato nos filmes. E, honestamente, eu não vejo esse mesmo peso nos filmes, assim. Eu acho que… Entra naquela coisa, assim, ele é fodão porque a gente lê os livros e a gente sabe que ele é fodão.
Mas, tá, e cadê todo o desenvolvimento até ele ter se tornado essa pessoa que ele é? Não existe isso nos filmes. E enquanto a gente teve personagens que são cruciais para o entendimento da história, para dar profundidade à história, a gente também tem coisas que não são tão, assim, problemáticas, né? Não são tão importantes para a narrativa no escopo como um todo.
Mas que se você vai abordar, aborda direito, né? Esse é o caso do Ted Lupin, o filho do Remo com a Tonks, né? Sim. Até hoje eu não entendo por que raios que eles resolveram mostrar que existe essa criança se ela, de fato, é tratada desse jeito, assim.
Poderia ter sido facilmente ignorável, né, como você falou. Até porque em Relíquias da Morte Parte I, né, a Tonks vai mencionar que está grávida e eles interrompem ela na hora de mencionar que ela está grávida. Então, tipo, what? Por que vocês não deixaram a mulher falar?
Não faz sentido. Tipo, se daqui a pouco a mulher vai… Não, exato, mais uma vez, silenciando uma mulher. É, e num momento, inclusive, muito, assim, de uma puta de uma tensão, né?
Tipo, o Harry está ali, basicamente, assim, à beira da morte, pelo menos do que ele acreditava que seria a morte, né? Ele está se entregando para o Voldemort na Floresta Proibida e aí ele vem, tipo, e o seu filho? E a gente fica, que filho? Você teve um filho, tipo, no meio da batalha?
O que aconteceu, assim? Ele acabou de parir ali. É, então. Seu filho, que filho, cara!
E todas as pessoas que assistiram o filme comigo, todas elas tinham a mesma reação. Elas olhavam para mim e falavam, que filho. É que parece que, tipo, parece que eles cortaram a cena, né, do remo, indo lá no chalé das conchas e falando tudo para o Harry e tals. E eles esqueceram que eles cortaram.
É, deve ser. Tipo, parece que é isso, tá ligado? Não, pois é. É, não sei, é que a gente é chato, né?
A gente quer as coisas certinho, não adianta você fazer um easter egg. A gente quer que esteja lá. Não, exato. É que eu penso mais em quem não é fã, não estou nem pensando em mim.
O easter egg faz sentido, né, para quem não é fã. E aí, gente, com essa discussão toda, a gente chega num ponto que, assim, é o mais importante dessa discussão, né, Marina? Com certeza, com certeza. Marina já está assim aqui para discutir, que a Gina, gente, a Gina aqui nos livros, ela realmente surge como uma menina tímida, que é irmã do amigo do protagonista, tem um crush no protagonista aleatório, mas com o passar dos anos, nos livros, ela se torna essa pessoa completamente popular, enfim, a luna mais popular da Grifinória, provavelmente, né?
Segura de si, assim, determinado em relação ao quadribol, em relação a tudo, mas nos filmes a história é bem diferente, né, Marina? Sim, com certeza. Eu acho que a Gina, né, as pessoas resumem ela como sensual. E, de fato, no filme é muito isso, né?
Ela tem a parte dela ali em câmara, né, que ela é possuída, etc, etc, mas depois ela fica muito no fundo, né? Eu acho, tipo assim, em Prisioneiro ela tem uma fala que é tipo assim, como que é? A mulher gorda sumiu, tá ligado? A mulher gorda, ela sumiu.
Gente, o Evandro é perfeito, né? Contratem Evandro como dublador, tá, gente? Em Onin da Fênix, que seria quando ela começa a ganhar mais destaque nos livros mesmo, que ela começa a ficar mais confortável e ser mais ela mesma, eles decidiram no filme que ela ia fazer um reducto e é isso. Tipo, ok, então beleza, o reducto dela é forte, sabe?
Tipo, você não começa a ver, porque o ponto é que ela e o Harry começam a ver amigos, a gente começa a conhecê-la, né, mais. Mas é porque no filme eles não são amigos, né, basicamente. É, então, tipo, o Harry chega em Enigma e aí ele olha ela de longe, né, que o Dumbledore deixa ele na toca, e aí, tipo, de repente ele fica, eita, gatinha, tipo… Halloween print, né, uma coisa meio crepúsculo, assim, meio…
Exato, Halloween print atrasado, tá ligado? Então, realmente, a gente vê ela fazendo feitiços fortes, você vê que ela e o Harry se gostam, mas você realmente não vê aquele desenvolvimento da… Eles são amigos, o que eles têm a ver? Por que eles querem ficar juntos, sabe?
Você não consegue entender muito. E, tipo, é bom, ela é minha personagem favorita, né? Compreensível você ficar puta. É, e ela já era meu personagem favorita antes de eu ver Enigma do Príncipe, por exemplo, que é quando começou…
Na época eu não tinha consciência de que em ordem eles tinham feito tão errado. Não, é total. Eu, assim como Marina, Gina provavelmente é minha personagem favorita, e eu acho incrível, assim como todo o romance deles é resumido à cena da… dela amarrando o cadarço dele, né, que é inclusive uma das piores cenas de toda a franquia.
Meu Deus, que vergonha, véi. Eu lembro que quando eu vi no cinema, eu tapei o olho. Eu falei, gente, não dá. Nossa, gente, isso, assim, é um constrangimento.
É que é uma das inuações de sexo mais terríveis que alguém poderia ter feito, assim. Nossa, e eu acabei de lembrar, veio na minha mente um flash dos dois sentados no sofá da Toca e ela dando, tipo, um biscoito pra ele. Literalmente, né, um biscoito mesmo. Mano, que coisa estranha.
E parece que, tipo, assim, eles querem muito que a Bonnie seja feia, né? Porque é uns ângulos muito estranhos também. Tipo, de um jeito que o nariz dela tá enorme. É muito estranho.
De alguma forma, os atores também não estão confortáveis, né? Assim, eles estão travados, assim. A Bonnie Wright e o Danny Wright-Cliff, eles não têm química nenhuma, assim. E é realmente terrível.
Muito provavelmente porque também essa química entre os atores precisava ser desenvolvida ao longo das gravações durante anos, né, pra poder chegar ali e dar certo. Considerando que eles não estão, né? Precisava de um desenvolvimento, né? Não, com certeza.
É uma falha na direção mesmo. Não tem culpa. Eles não têm culpa, eu acho, assim. Acho que foi uma questão de direção.
Então, assim, é um ícone. É perfeita. Que mulher. E aí é muito triste, né?
Que, tipo, assim, eu acho que nós temos personagens femininos muito incríveis dentro dos livros, mas nos filmes acaba que elas viram muito estereótipos, assim, eu acho. Então, é uma questão de direção. É isso. Hermione é inteligente, mas ela é aquela inteligente bonita, aquele inteligente aceitável, entendeu?
Então, é isso. A Gina é o interesse romântico dele que não tem muito ponto. Mas tá ali, tá ali, sabe? Acaba ficando um argumento que as pessoas usavam muito antigamente.
Era tipo, ah, o Harry queria fazer parte da família Weasley. Como ele é hétero, ele casou com a Gina. Foi isso. Cacá.
Não, eu acho engraçado que, assim, tem muita gente que fala que não entende realmente essa questão, sabe? Até pessoas que leram os livros que ficam, não, vocês estão reclamando à toa, a Gina é essencial mesmo. Não, tipo, nos livros é a Gina quem leva todo mundo pra Armada de Dumbledore, né? Não é a Hermione.
Mais uma vez, né, descaracterizando um personagem pra poder, tirando a roupa de um santo pra vestir outro, né? Tipo, colocando a Hermione como a menina popular que levou todo mundo pra Armada, né? Sendo que não foi, assim. Não, é porque, tipo, mano, eles ficam entre eles, né?
Eles não conhecem mais ninguém. Conhecem uma alemagem de Jutta Gryffinória. Então, tipo, a Gina é realmente essa pessoa que ela sai da bolha. Ela não fica tão presa ao legado da família que nem o Rony fica, né?
Então, ela vai atrás de ser ela, né? E isso acaba beneficiando porque ela conhece muita gente e leva o pessoal pra Armada, né? É, e assim, a gente chegou a fazer um cálculo, né, gente? A gente fez um cálculo.
Se a gente pegar o preço da família, a gente fez um cálculo, né, gente? A gente fez um cálculo. Se a gente pegar o prisioneiro de asco, o cara de fogo, dá cinco horas de filme. E em cinco horas de filme, a Gina tem cinco falas.
E sendo que nenhuma delas refere a própria vida dela enquanto pessoa, enquanto mulher, enquanto personagem. Não, é fala que poderia estar na boca do Dino Thomas. É fala que poderia estar na boca de um Dobby se ele surgisse lá, né? Nossa, com toda certeza, sim.
Poderia estar na boca do cara do Sinistro, gente. Nossa, sim. Ai, que ícone. Eu acho que a gente está aqui falando mal dos filmes, mas o ponto principal é que nos livros não tem o menino do Sinistro, e nos filmes tem e ele é perfeito.
Foi um clube do menino do Sinistro. Palmas para o menino do Sinistro. Pra quem não estiver entendendo a referência, tem na primeira aula de adivinhação, né? O Rony, a Trilone, vê que o Harry tem o Sinistro na xícara dele, não sei o quê.
E aí como é que acontece, Evandro? Você que é dublador. O Rony fala, né? É o Rony que fala ou você tem o Sinistro?
Não, o Simas que fala, né? O Sinistro? Tipo assim, ah, o Sinistro, Harry. Não, não é Sinistro, seu idiota, é Sinistro.
É isso. Nossa, é perfeito. Que homem. Mas é isso, né, gente?
A gente poderia ficar aqui discutindo. Discutindo não, né? Falando mal dos filmes de Harry Potter. Horas e horas e horas.
Mas, assim, entre tantos erros e alguns acertos também. Não dá pra falar que não tem acerto porque tem acerto, né? Vocês acreditam que Harry Potter deveria ser refilmado? Os erros, esses erros todos que a gente discutiu, que a gente considera mais graves, justificam uma refilmagem?
Olha, por hora, eu acho que não. Apesar dos erros, eu fico satisfeito com o que foi feito, tipo, acho que é algo que não deve ser mexido agora. Eu sou contra reboots muito cedo, sabe? Eventualmente, deve ser refilmado daqui a 30, 40, não sei quantos anos.
E aí eu espero que eles absorvam todas, que eles escutem nosso podcast e absorvam as críticas e façam adaptações melhores. Olha, eu vou ser bem sincero, assim. Eu realmente sou contra uma nova refilmagem de Harry Potter, mesmo daqui a 50 anos, porque eu acho que a essência da história já tá lá. E você refazer esses filmes, você basicamente ia fazer eles de volta acrescentando mais umas coisas dos livros e, sei lá, subvertendo alguns temas, assim.
Então, eu particularmente não tenho interesse assim, mas assim, eu não reclamaria de, sei lá, ter um filme solo da Gina pra trabalhar bem ela, faz um filme oficial aí do Voldemort pra trabalhar o passado dele, porque… Ou faz um filme do Menino e do Sinistro. Exato, também. Eu acho, assim, imprescindível esses…
Eu acho que essas ideias assim de, ah não, vamos trabalhar personagens, principalmente o Voldemort, a Gina eu falo mais oando, mas o Voldemort dava pra trabalhar ele numa minissérie do HBO Max, sei lá, um filme, e trabalhar um pouco mais do passado dele, sabe? Mas assim, refilmagem eu não concordo, não. E você, Marina? Eu acho que vai acontecer.
Porque afinal é o capitalismo, né? É, capitalismo, etc, é quase inevitável. Eu acho que eu gostaria de ver aquela coisa, aquela vontade de fã de ver as coisas na tela certinho. Eu acho que como eles vão ter, pô, muitos anos daqui, muitos anos, muitos anos mesmo, então eles vão ter todos os livros lançados, obviamente, e também já vão ter o feedback do que não deu certo nos filmes anteriores.
Então eu acho que é um projeto que daria muito mais certo, assim. Espero, né? E acho que é bom lembrar que tanto eu quanto o Gustavo quanto o Evandro somos formados em cinema, então a gente vai estar disponível. Com certeza.
Tá bom? Aí, gente, eu posso roteirizar uma série de 10 episódios pra cada livro? Eu topo. É, eu acho que uma série seria tão legal também, não precisa ser filme, pode ser série.
No mundo que a gente vive hoje, o Dobby, por exemplo, estaria em todos os filmes simplesmente pra ter Funko Pop dele, diferente em cada filme. Sim, é verdade. Pronto, entendeu? Resolveu o problema.
É verdade. E digo mais, ainda teria o Baby Dobby. Ah, meu Deus! Com certeza.
É verdade. Ai, eu já tô emocionada pensando. Gente, o Baby Dobby vai rolar. Esperamos.
Meu Deus. Mas é isso, eu particularmente concordo com tu. Aqueles, né? Não, eu…
Eu entendo, assim, muito a reclamação dos meninos de, tipo, não haver tanta necessidade e tudo mais, mas eu concordo com Marina que é inevitável. Eventualmente vai rolar. E eu só espero que a gente não precise fazer um próximo, não sei quando, novo semanário dos bruxos pra falar das mesmas coisas e dos mesmos erros, né, gente? Não, exato, a fé é essa, sim.
Sabendo que inevitavelmente eles vão fazer, que pelo menos façam corretamente, né? Sim. E as pessoas que estão vindo, fiquem tranquilos, tá? A gente gosta dos filmes.
É só porque a gente decidiu falar muito mal hoje e a gente pode outro dia vir falar bem também. Por incrível que pareça, né? É porque falar bem não dá audiência, né? Também, exatamente.
Então é isso, gente. Foi muito legal falar mal de Harry Potter com vocês. Antes de finalizar, só queria que vocês dois, Evandro e Gustavo, falassem um pouquinho sobre vocês, sobre os projetos de vocês, enfim, pro pessoal conhecer vocês também. Ai, gente, eu também adorei.
Tomei muito a participar do podcast, tá? Quem quiser continuar falando mal dos filmes de Harry Potter, eu tô disponível, né, pra conversar em todas as redes sociais possíveis. Eu tô no Twitter, lá você me segue, arroba evandro.slira. Tô no Instagram, que é evandro.lira.sen.us.
E é isso, né? Eu também tô lá na Legião dos Heróis, junto com meu amigo Gustavo. Vocês podem comentar, me xingar lá nos comentários e algo que as pessoas fazem com frequência. E é isso, também tô nas redes sociais do Poteiriche, né?
Se você mandar uma mensagem pro Twitter do Poteiriche, pode ser que já ia responder, pode ser que não seja, mas fica aí a tentativa. Como o Evandro falou aí, se vocês quiserem me conhecer um pouco mais, eu tô na Legião também. Vocês podem lá me xingar nos comentários, mas eu não vou ler, porque eu não leio o comentário de canto nenhum. Então, eu ponho o Evandro pra ler pra mim.
E, assim, é isso, gente. A gente tá em rede social. O meu nome no Twitter é muito difícil, assim, mas é arroba… Vamos lá, com calma.
Mas é arroba GUS__FIAUX. Então, gente, vocês voltam, rebubinem aqui a fita do Poteiriche e anotem um negócio deles certinho. É difícil, mas infelizmente a bicha nasceu com nome fresco, então, complicado, né, gente? Também eu faço lives voltadas pra horror no canal de uma amiga minha, que é a Carissa Vieira.
E eu também tô sempre falando de terror um pouco no Twitter, assim. Espero um dia poder estar aqui falando de elementos de terror em Harry Potter e, em breve, assim, tá surgindo um canal no YouTube, mas é coisa do futuro. Então, né, vamos deixar pra depois. Mas sigam o Gustavo pra vocês ficarem atentos a isso.
Se vocês quiserem me acompanhar nas redes sociais, é marinanderen todas, né, marina, a, n, d, e, r, i. Eu tô ali sempre fazendo um conteúdo muito engraçado, muito divertido. Vocês não vão se arrepender de me seguir. Muito conteúdo sapatão, tá vendo?
No meu caso, gente, vocês vão se arrepender de me seguir, mas eu vou falar do mesmo jeito. O meu é até um pouco difícil de falar, porque eu sou um pouquinho enjoado também. Mentira, porque eu não tinha meu usuário quando eu fui pegar. É arroba im pedromartins, de I'm inglês.
Eu tenho vergonha, mas eu preciso falar, então não tem como. E eu e a Marina também falam muito sobre gente, se vocês não conhecem ainda, no Twitter é normalzão. No Instagram é porque tinham roubado nosso, né, furtado nosso URL. E no Facebook a página é se vocês pesquisarem, vocês vão encontrar.
E claro, no nosso site, todas as notícias do mundo bruxo, dos atores de Harry Potter, dos projetos deles, e é isso. Esse foi o mesmo episódio do Semanário Bruxo. E até a próxima. Não se esqueça de seguir o nosso podcast, de também classificar ele e deixar um comentário pra gente saber o que você achou desse episódio.







