J. K. Rowling

JK Rowling fala sobre o futuro

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling JK Rowling fala sobre o futuroPotterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling JK Rowling fala sobre o futuro

J.K. Rowling concedeu duas entrevistas na época do lançamento do 7º livro. A primeira foi feita pela Associated Press no dia 19, e a autora falou sobre, na época, o iminente dia 21, quando Deathly Hallows iria às vendas, e sobre qual será o seu próximo passo.

“Nunca poderia escrever algo tão popular de novo,” ela diz. “O relâmpago não cai duas vezes no mesmo lugar. Eu vou fazer exatamente o que eu fiz com o Harry – Eu vou escrever o que quero escrever, e se é algo semelhante, tudo bem, e se for algo muito diferente, tudo bem. Eu realmente quero só me apaixonar por uma idéia de novo, e seguir com isto.”

Já a segunda foi uma curta entrevista de apenas quatro perguntas do Newsround, onde revelam os sentimentos de Rowling ao chegar no final da série, a diferença desse lançamento, sua opinião sobre os spoilers e quando terão novas notícias sobre ela.

“Bem, tenho certeza que vão ouvir falar de mim novamente, mas no momento, estou dizendo, e com certeza, que eu realmente quero tirar um tempo, e acho que provavelmente preciso disso, porque tudo tem sido tão intenso. Eu provavelmente precisarei de um tempo, e de ter alguma perspectiva de volta à minha vida.”

Leia a entrevista completa da Associated Press em notícia completa e a do Newsround clicando aqui. As duas estão livres de spoilers!

Thanks to MSN and BBC.

J. K. ROWLING
Rowling diz adeus ao bruxinho com Harry Potter e as Relíquias da Morte

Associated Press
19 de julho de 2007
Tradução: Carol Salgueiro
Revisão: Virág Venekey
EDIMBURGO, Escócia – A vida de Harry Potter está por um fio. Milhões de fãs estão segurando a respiração. Entretanto, a sua criadora está assando um bolo — e guardando o seu segredo.No sábado, leitores ao redor do mundo vão ler o destino do aluno da escola de bruxaria com a publicação de “Harry Potter e As Relíquias da Morte,” o sétimo e último livro da série de fantasia da JK Rowling. Irá Harry derrotar seu inimigo, Lorde Voldemort, e restaurar a ordem dos bruxos pelo mundo? Irá ele morrer tentando, o medo de tantos fãs – e como Rowling, uma especialista em criar dúvidas, insinuou?

“A história de Harry chegará à um fim definido no livro sete,” isso é tudo que ela disse antes da publicação, servindo chá e bolo caseiro em sua confortável casa de Edimburgo. Escrevar as últimas palavras da sua saga foi como “estar de luto.”

Isto parece alarmantemente como um final. Será que realmente vemos os últimos momentos dos funcionários e estudantes da Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts?

“Porque este mundo é muito grande, haveria sala para fazer outro material,” diz Rowling cuidadosamente. “Eu não estou planejando fazer isto, mas eu nunca vou dizer que nunca faria isto.”

Rowling (seu nome rima com “bowling”, em vez de “howling”), parecendo relaxada nos seus jeans e suéter, cabelos loiros de corte elegante na altura do ombro, tem emoções bem misturadas em deixar para trás o personagem que ela conjurou durante uma viagem de trem pela Inglaterra em 1990: um órfão abandonado, que usa óculos e descobre no seu décimo primeiro aniversário que é bruxo.

Ela está gostando da ausência da pressão dos publicadores e fãs pedindo pela próxima etapa da aventura de Harry. Ela está alegrando-se com a possibilidade de ter uma vida normal com seu marido e três crianças.

“Isto foi como um luto”
Mas depois de terminar o último livro, “Eu me senti péssima por uma semana.”

“Os dois primeiros dias em particular, foram como um luto, embora eu estivesse contente com o livro. E depois de uma semana aquelas nuvens foram embora e eu me senti bastante feliz, bastante aliviada” ela diz.

“Terminar é emocionante porque os livros estiveram tão envolvidos com minha vida. É quase impossível terminar e não olhar para trás para quando eu comecei.”

Isto tem sido uma jornada extraordinária. Quando JK Rowling criou Harry Potter, ela era uma mãe solteira batalhadora, escrevendo em cafés para economizar na conta do aquecimento em casa. Agora, aos 41 anos, ela é a mulher mais rica da Grã-Bretanha – com a fortuna de $1 bilhão, de acordo com a revista Forbes – com casas em Edimburgo, Londres e no interior da Escócia.

Seu primeiro livro, “Harry Potter e a Pedra Filosofal,” foi publicado em 1997, com uma tiragem inicial de menos de 1.000 cópias. O editor de Rowling sugeriu que ela usasse iniciais neutros em vez do seu primeiro nome, Joanne, para o livro ter uma chance melhor com garotos. Sem ter um nome do meio, ela pegou o K da sua avó paternal, Kathleen.

Pelo tempo que Harry Potter apareceu nos Estados Unidos em 1998 – como “Harry Potter e a Pedra do Feiticeiro” – Harry estava à caminho de se tornar um fenômeno de publicação.

Um Império do Harry
O sexto livro vendeu em torno de 345 milhões de cópias em 64 línguas, incluindo Latino e Grego Antigo. “Relíquias da Morte” tem uma impressão inicial de 12 milhões apenas nos Estados Unidos; mais de 2 milhões de cópias foram encomendados pelo varejista da Internet, o Amazon.

Os livros já renderam 5 filmes, montanhas de brinquedos, rios de sites de fãs na internet e um grande número de livros derivados – de estudos acadêmicos a paródias para psicologia pop. Um Parque temático completo, com o Castelo de Hogwarts e a Floresta proibida, será aberto em Orlando Fla., in 2009.

O lançamento de cada novo livro é acompanhado agora por caos coreografado e segurança de nível militar. Nenhum livro é vendido antes de passar a meia noite do sábado.

O sucesso da série está sendo um “fenômeno que acontece uma vez na vida”, disse Joel Rickett, editor de notícias da revista comercial The Bookseller. “Ele levou uma nova geração à leitura – tornou-se um hábito as crianças lerem enormes livros de um modo que elas não teriam lido”, afirma ele.

Enquanto algumas críticas têm descrito os livros como conto de fadas de crianças sem importância, outros têm se impressionado com a sua moral complexa e tom sombrio. A morte persegue Harry Potter, que se tornão órfão com 1 ano de idade quando Voldemort matou os seus pais. Ele perde seu padrinho Sirius Black no quinto livro e o seu querido diretor Dumbledore no sexto. Não é de se admirar que os fãs temam o futuro de Harry.

Autora abalada por perda
Rowling foi profundamente afetada pela morte da sua mãe de múltipla esclerose em 1990 com 45 anos de idade.

“Minha mãe morreu com seis meses dentro da escrita (dos livros), e penso que isto estabeleceu o tema central-este menino que lida com perda,” diz Rowling.

E ela não se desculpa por expor crianças à morte.

“Eu acho que as crianças ficam assustadas com esse fato mesmo se eles não tiverem convivido com ele ainda, e penso que o modo de encontrar-se com ele é que importa” ela diz. “Eu acredito de fato, como escritora e como uma mãe, que a solução não seja fingir que as coisas não acontecem, mas os conhecer com carinho, por meio de um caminho seguro.”

Rowling diz que o seu sucesso tem sido “a experiência de uma vida.” Mas isto também trouxe um nível intenso de pressão, escrutínio e crítica. Nos Estados Unidos, as turnês do livro atraíram milhares de crianças berrantes, mas também ameaças de morte. Alguns cristãos têm pedido para que os seus livros sejam banidos, clamando que eles promovem a bruxaria.

Mas só agora que ela percebeu como foi intensa a pressão no centro da ventania de Harry Potter.

“Fui muito solitária com isto,” ela diz. “Isto não se parece como um grupo pop, onde pelo menos haveria três ou quatro outras pessoas que saberiam como é estar no meio. Só eu sabia como isto se pareceu, gerando este mundo que ficou cada vez maior e mais pessoas entravam nele.

Autora orgulhosa do livro final
Depois de produzir um livro por ano entre 1997 e 2000, Rowling teve um intervalo. Houve um espaço de três anos entre o quarto livro, “Harry Potter e o Cálice de Fogo,” e “Harry Potter e Ordem da Fênix,” publicado em 2003. Durante o intervalo, Rowling conheceu e casou-se com Neil Murray, um médico escocês. Eles vivem em Edimburgo com seus filhos David, 4, e Mackenzie, 2, assim como Jessica, a filha de Rowling do seu primeiro casamento com um jornalista português.

Rowling agora parece estar reconciliado com o seu sucesso. Ela diz que vive uma vida normal e que raramente é reconhecida na rua, embora a sua casa de pedra cinza em uma rua arborizada seja protegida por uma parede de pedra de 8 pés de altura e um portão de segurança de ferro. Como a vizinhança – um frondoso enclave literário que é também a casa do romancista de crimes Ian Rankin e do escritor de “N. 1 da Agência de Detetive de Senhoras” Alexander McCall Smith — a casa exsuda a afluência sólida, e não a extravagância.

O gramado de tamanho modesto tem uma rede de futebol e uma mistura plástica e colorida de brinquedos infantis. Na arrumada sala de estar estão prateleiras entupidas de livros, um aquário, álbuns de fotografias e jogos de tabuleiro – os enfeites da vida de qualquer família de classe média.

Rowling prevê que alguns fãs de Harry Potter não vão gostar de “Relíquias da Morte”. Mas ela está orgulhosa dele. “O livro final é o que sempre se supôs que ele fosse, e portanto sinto-me muito bem com este fato”, diz ela.

Quanto ao futuro, ela diz que não tem nenhum plano.

“Nunca poderia escrever algo tão popular de novo,” ela diz. “O relâmpago não cai duas vezes no mesmo lugar.”

“Eu vou fazer exatamente o que eu fiz com o Harry – Eu vou escrever o que quero escrever, e se é algo semelhante, tudo bem, e se for algo muito diferente, tudo bem.”

“Eu realmente quero só me apaixonar por uma idéia de novo, e seguir com isto.”