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Jason Isaacs: “[HP] para o resto da minha vida”

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Em entrevista ao Jerusalem Post, o ator Jason Isaacs que dá vida ao maléfico comensal Lúcio Malfoy comentou que “os filmes deveriam [HP] ser 10 para que ele pudesse fazê-los para o resto da vida.”.

Falando sobre como o último livro está definido para se tornar dois filmes, ele diz agourentamente, “eu acho que é um erro”. Depois de um momento, ele adiciona, “devia se tornar 10 filmes para que eu pudesse faze-lo pelo resto da minha vida”.

Ainda nessa mesma entrevista, na extensão, ele fala um pouco sobre seu novo projeto, o filme Good que tem haver com os ideários nazistas alemães e conta a história de dois jovens amigos que têm seus destinos mudados por intervenção dessa política.

“Eu pensei que estava mergulhado nessa história”, diz o ator. Mas ao ler os diários das vítimas do Holocausto, Isaacs percebeu que a “chave era se tornar um indivíduo específico”.

JASON ISAACS
De Harry Potter à Alemanha nazista

Jerusalém Post ~ Hannah Brown
21 de dezembro de 2008
Tradução: Fabianne de Freitas

Jason Isaacs, o ator britânico que participou do Festival de Filmes Judeus de Jerusalém na Cinematheque de Jerusalém para divulgar seu filme, Good, é israelense – quase. Seus pais e irmãos fizeram aliya anos atrás e moraram em Herzliya (porém seus irmãos mudaram-se várias vezes de Israel para a Inglaterra). E como muitos israelenses ele defende Israel fervorosamente em público e critica o país fervorosamente em particular. “Espiritualmente, eu me sinto Israelense”, diz o ator, e a tensão entre sua identificação como Judeu que é (quase) israelense e um ator britânico intelectual é evidente conforme ele fala.

Como muitos dos bem-educados atores britânicos (ele estudou Direito na Universidade de Bristol antes de começar a atuar), ele fala uma milha por minuto, suas frases são compostas por um vocabulário que mandaria a maioria de seus colegas de Hollywood correr para um dicionário. Mas ele também fala gesticulando e faz piadas auto-desaprovadoras em cada frase.

Falando sobre Good, ele diz que fazer essa estória sobre dois amigos, cujos destinos divergem amplamente quando os Nazistas tomam o controle da Alemanha, foi “emocionante”. O filme, baseado na peça de C.P. Taylor, é estrelado por Viggo Mortensen que interpreta um professor de literatura que é lentamente seduzido pelo Nazismo a fim de progredir em sua carreira. Isaacs é Maurice, seu amigo psicanalista que é Judeu, um amigo desde a Primeira Guerra Mundial.

“Eu pensei que estava mergulhado nessa história”, diz o ator. Mas ao ler os diários das vítimas do Holocausto, Isaacs percebeu que a “chave era se tornar um indivíduo específico”.

A produção não foi filmada em ordem cronológica, então para ter certeza que ele sabia em detalhe o que estava acontecendo com Maurice em cada cena, ele fez uma cronologia de eventos. “Eu precisava saber que nesta cena, é 1933, então ele ainda sai bebendo e transando toda noite. Agora é 1938, então ele não consegue trabalhar. Ele ainda tem uma empregada, ele está mandando suas roupas para a lavanderia para serem limpas ou ele as está lavando e passando em casa? Os aspectos específicos do personagem fizeram-no dele vivo.”

Era crucial para Isaacs fazer de Maurice “não uma vítima, mas um amante da vida”.

Fazer Maurice tão real não foi um processo fácil, mas Isaacs fez o que era necessário a fim de ser “verdadeiro”, incluindo retirar-se da vida social no set de filmagem. Parte de sua preparação incluiu escutar a uma gravação da BBC feita por um capelão Judeu, Leslie Hardman, que liberou o campo de concentração Bergen-Belsen com tropas britânicas e conduziu um serviço de Shabbat no local. Isaacs achou que a gravação era tocante e ficou encantado ao conhecer o capelão que estava com 96 anos nas festividades do National Holocaust Memorial Day na Inglaterra, onde ele era um apresentador (Hardman já faleceu).

Conhecer esse homem cuja vida tinha tocado a dele de uma forma tão inesperada fez Isaacs perceber, “Se meus avós não tivessem sido liberados do navio em Liverpool, eles seriam as pessoas nessas fotos [do Holocausto] em preto-e-branco”.

MAS TÃO bom quanto Isaacs está em Good, ele é provavelmente mais conhecido ao redor do mundo pelo seu papel como o vilão Lúcio Malfoy na série Harry Potter. Quando perguntado se seu personagem é bom para os Judeus, ele ri.

“Diversão liberada” é como Isaacs descreve sua experiência de interpretar Malfoy. Por um momento ele fala da atenção de Malfoy à “pureza de raça – soa como campanha eleitoral da direita”, mas então ele fala, “eu não quero olhar pelo lado sério da coisa. Foi muito divertido. Foi uma oportunidade para eu interpretar como meus filhos fazem, e dividir as cenas com alguns dos melhores atores do mundo… Eles provam que não é verdade que um set infeliz faz um filme bom…

“Nós nos divertimos ridiculamente fazendo-o”, ele diz, lembrando de cenas específicas com Richard Harris, Robbie Coltrane, Ralph Fiennes e, é claro, o próprio Harry, Daniel Radcliffe.

Falando sobre como o último livro está definido para se tornar dois filmes, ele diz agourentamente, “eu acho que é um erro”.

Depois de um momento, ele adiciona, “devia se tornar 10 filmes para que eu pudesse faze-lo pelo resto da minha vida”.

Seu próximo filme, porém, não é da série Harry Potter, mas sim Green Zone, um suspense sobre soldados americanos no Iraque, no início da guerra, com Matt Damon. Dirigido por Paul Greengrass (United 93), ele o classifica como um “verdadeiro suspense de roer as unhas”.

Ele também estrela a série para a televisão Brotherhood, mas brinca, “eu participei de um episódio de Entourage, e recebi ligações de todo mundo que já conheci. Então eu disse, ‘Você viu Brotherhood? Estou trabalhando nessa série… ‘e eles disseram, Oh, sim, eu gravei’.

O ator comenta que ele adoraria trabalhar em Israel, mas não está certo de como ele ganharia a vida lá.

Atenção todos os diretores Israelenses: escrevam um papel em Inglês para Isaacs, e deixe este ator passar algum tempo na praia com a família.