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Emma fala sobre as dificuldades de dublagem em Despereaux

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Graças à dublagem é possível dar mais vida a um simples desenho animado. Emma Watson engajou-se na idéia e fez a dublagem da Princesa Pea, em O Corajoso Ratinho Despereaux, porém, em uma entrevista ao Chicago Tribune ela explicita suas dificuldades neste novo trabalho que concluiu recentemente.
Ela disse – leia mais na extensão – que existem momentos em que a Princesa Pea exigia dublagens muito físicas, tal como respiração ofegante em cenas de seqüestro e aventura em geral:

“Para ser honesta você se sente como uma idiota a maior parte do tempo, particularmente com o meu papel, porque era bem físico: eu estava sendo sequestrada, e arrastada, e havia um rato em meu quarto. Houve momentos em que tinha que ficar sem fôlego. Você meio que tem que recriar isso em uma sala escura. E você tem que ser bem imaginativa sobre tudo.”

Ela ainda fez algumas declarações ao Female First, dizendo que pensa seriamente na possibilidade de viver como outra pessoa qualquer, longe da fama. Ela cita ainda que iniciou a carreira artística precocemente e num susto:

“É estranho porque nunca tive certeza que atuar é o que eu quero fazer da minha vida, especialmente comparada com Dan (Radcliffe) e Rupert (Grint). Eu não sabia se queria ser atriz, me pegaram para atuar do nada. Eu vim de uma família de advogados e acadêmicos, nunca assistíamos a filmes em casa. Não é porque isso aconteceu na minha vida que necessariamente é a coisa certa”.

EMMA WATSON
Emma Watson encontra novos desafios em “Despereaux”

Chicago Tribune ~ Mark Caro
30 de dezembro de 2008
Tradução: Fabianne de Freitas

SANTA MONICA, Calif – Tendo interpretado Hermione nos filmes de Harry Potter, Emma Watson estava acostumada a atuar ao redor de efeitos especiais que seriam adicionados posteriormente, mas seu trabalho na animação “The Tale of Despereaux” levou tais conjeturas a um novo nível.

Interpretando a triste Pricesa Pea, que em certo ponto é sequestrada e colocada a força em uma arena “quase de Gladiadores” por uns ratos perversos, a atriz inglesa de 18 anos teve que concentrar toda a sua atuação em sua voz, sabendo pouco sobre qual seria o resultado final.

“Honestamente, eu não sabia o que esperar”, ela disse. “Eu li o roteiro.Eles me mostraram alguns esboços de como a Pea seria. Eu vi uns dois vídeos. Fora isso, eu não sabia de onde eles estavam se inspirando”.

Durante uma entrevista em um hotel de frente para a praia no início do mês, Watson falou sobre a sua surpresa com o resultado final do filme, sua decisão de continuar a estudar, seu desejo de atuar, e, é claro, sua vida no mundo de Harry Potter.

P: Qual é a diferença em atuar usando apenas a sua voz?

Emma: Para ser honesta você se sente como uma idiota a maior parte do tempo, particularmente com o meu papel, porque era bem físico: eu estava sendo sequestrada, e arrastada, e havia um rato em meu quarto. Houve momentos em que tinha que ficar sem fôlego. Você meio que tem que recriar isso em uma sala escura. E você tem que ser bem imaginativa sobre tudo. Então quando estou gritando e sendo sequestrada, antes eu estava correndo no mesmo lugar por uns momentos para tentar ficar sem ar e para me preparar para essas falas.

P: O que mais te surpreendeu quando você viu o resultado?

Emma: O quanto eu gostei.

P: Porque você pensou, ‘Oh, isso é uma porcaria’ enquanto estava fazendo?

Emma: Não, de maneira alguma! [risos] Eu acho que você tenta e estabalece suas expectativas em um certo nível antes de ir ver um filme. Este excedeu as minhas.

P: Quando eu vejo que está passando “Harry Potter e a Pedra Filosofal” na TV a cabo, eu penso, ‘Oh, eles eram tão pequenos nessa época’. Você faz isso?

Emma: É estranho. É incrível o quão jovens nós erámos, e nós fomos escolhidos em uma fase de nossas vidas em que estávamos mudando muito, nós parecemos tão diferentes, nós estamos tão diferentes. Vai ser mais de uma década quando eu acabar de fazer os Harry Potters, então já é alguma coisa.

P: Você está filmando agora?

Emma: Não, eu começo novamente em Fevereiro para filmar “Relíquias da Morte”, que será dividido em duas partes.

P: Esse filme foi uma boa pausa para você?

Emma: Foi. É realmente bom fazer parte de algo diferente. É bom falar de algo que não seja Harry Potter, na verdade.

P: Eu ouvi que você gosta de cantar.

Emma: Sim

P: Você será a próxima Duffy?

Emma: [Risos] Ela é ótima, mas eu pefiro me concentrar em minha atuação e conseguir fazer isso muito bem antes de partir para outro ramo. Então eu acho que cantaria em um filme ou em um palco, seja o que for. Eu adoraria fazer isso.

P: Você estava estudando enquanto fazia tudo isso.

Emma: Mm-hmm. Eu vou para a universidade em Setembro.

P: Você acha que é bom continuar a estudar ao invés de se concentrar somente no trabalho?

Emma: Sim. Eu espero que ter a minha vida e meus estudos irá prolongar minha carreira.

P: Se você pudesse mudar uma coisa sobre a indústria do entertenimento, qual seria?

Emma: Toda a consequência de ter fama, sendo uma atriz. A parte ruim é a intromissão em sua vida e essa expectativa de que porque eles viram você na tela, eles meio que tem um direito sobre você como ser humano e sobre sua vida pessoal.

P: Quando foi que você ficou mais furiosa ao ler algo sobre você mesma?

Emma: Eu realemtne tenho pouco a reclamar sobre o que é escrito sobre mim. O pior é quando dizem que estou namorando o Dan [Radcliffe, que interpreta o Harry] ou Rupert [Grint, que interpreta o Rony] ou o Tom [Felton, que interpreta o Draco] ou seja lá quem for. Isso é o mais ridículo que conseguem fazer, na verdade.

P: Você acha que participar de cenas mais calmas é mais difícil do que correr e gritar?

Emma: Na verdade, é engraçado. Eu acho mais fácil chorar do que rir convincentemente. É incrivelmene difícil soltar uma risada que pareça natural uma tomada depois da outra. Você pode reconhecer uma risada falsa [estala os dedos] no minuto que a ouvir, e isso é algo em que me esforço mais do que para produzir lágrimas.

P: É só abrir a torneira, certo?

Emma: Eu sou uma garota, não sou?