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Diretor, produtor e o roteirista falam sobre Harry Potter

David Heyman, David Yates e Steve Kloves, respectivamente o produtor, diretor e roteirista da série, falaram em diferentes ocasiões sobre a caminhada da série Potter até hoje, o que andam fazendo em relação à última película da franquia e sobre seus novos projetos.Conforme o Snitch Seeker reportou, Yates e Kloves participaram recentemente de uma entrevista com o Baltimore Sun e discutiram diversos assuntos, inclusive a atuação de Jim Broadbent no papel de Horácio Slughorn e em relação aos três últimos filmes Potter. Confiram um trecho da entrevista abaixo:

Eu queria Ordem da Fênix fosse uma intensa jornada com um jovem garoto problemático, mais realista e social do que os outros filmes. Mas o Enigma do Príncipe é mais aumentado, e se Relíquias da Morte parte I é um pouco verdadeiro e volta ao estilo social realista, Parte II deve ser épica e operacional.

Já o produtor David Heyman revelou à Empire estar certo de que não terá uma outra oportunidade como esta e quer aproveitar a chance ao máximo até o seu final. Heyman recentemente compareceu à premiére de seu mais novo projeto denominado “Is Anybody There?” e falou sobre seus novos trabalhos pós-Potter.

Este é o último Harry Potter e quero desfrutá-lo, porque é uma experiência única e eu nunca vou ter nada assim na minha vida novamente.”

Confira na íntegra ambas as entrevistas clicando aqui.

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
O bruxo por trás dos filmes de ‘Harry Potter’

Baltimore Sun ~ Michael Sragow
30 de abril de 2009
Tradução: Fabianne de Freitas e Matheus Lisboa

Como o diretor dos quatro últimos filmes, o pouco conhecido David Yates começa a dar forma ao legado da série popular.

No papel, tudo sobre esse verão é grande. Está recheado com sequências monumentais tais como Transformers 2 e Anjos e Demônios, refilmagens de mega-séries como O Exterminador: a Salvação, e Star Trek e filmes com super astros (e um super diretor) como o picante mal escrito Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino dirigindo Brad Pitt).

Mas o herói que ainda não foi vencido é um estudante britânico de óculos. Seu último lançamento, em Harry Potter e a Ordem da Fênix, rendeu mais de $900 milhões ao redor do mundo, e foi considerado muitas vezes como o melhor do gênero. Os fãs famintos por mais Quadribol choraram quando a produtora do estúdio, Warner Bros., adiou a data da estréia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe de 21 de novembro para 15 de julho, precisamente para alcançar o público de verão que ajudou a fazer Fênix um tamanho sucesso.

Mas os especialistas Potter podem ter começado a perceber que Enigma pode oferecer outra emocionante aventura de fantasia e um vislumbre no futuro da franquia. Não somente o diretor de Fênix, David Yates, retornou para dirigir Enigma: enquanto dava os retoques finais, ele também estava editando Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte I e filmando Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte II.

A direção de Yates dos quatro últimos filmes Potter, o dobro da direção de Columbus (que começou a série cinematográfica), faz dele a pessoa a exercer a maior influência sobre o legado da série do que ninguém, exceto J.K. Rowling – embora Yates, como todo diretor de Potter, desvie todos os elogios para Rowling.

Mesmo quando nomes internacionais como Alfonso Cuarón (Children of God) e Mike Newell (Donnie Brasco) fazem os filmes de Harry Potter (Cuarón com Prisioneiro de Azkaban e Newell com Cálice de Fogo) a reputação de Rowling como a autora original da série os ofusca. Dois anos após o lançamento de Fênix, Yates ainda é mais conhecido por dirigir as minisséries para a BBC que se tornou o filme Intrigas do Estado, estrelado por Russel Crowe e Ben Affleck.

Embora poucos tenham dado a ele crédito por criar a mais bem sucedida estréia nos filmes de todos os tempos (nem mesmo George Lucas, Steven Spielberg e Peter Jackson chegaram perto com seus primeiros filmes), Yates diz que seu anonimato lhe cai bem. Pelo seu celular da Inglaterra, ele destina o seu sucesso ao “incrível desempenho da franquia”. Ele diz, “Fiquei emocionado por termos ido tão bem, não esperávamos tanto. Você está sempre pensando, uma sequência de filmes como essa pode desaparecer na bilheteria, mas eles não demonstraram nenhum sinal de que isso seria possível. É uma coisa extraordinária.”

Os filmes Potter são tarefas tão enormes que Yates não teve tempo para refletir no que ele estava se metendo em 2005. “Havia um excessivo aprendendo curva; eu apenas pulei dentro e continuei com isso.” E certamente porque a série tem sido um sucesso comercialmente, “no lado estúdio as pessoas são razoavelmente confiáveis sobre o projeto todo.” Isso fez da transição dele da TV para o filme “muito mais fácil. Todo mundo sabe que esses filmes devem ser dirigidos. Também, eu costumava filmar TV como se eu estivesse fazendo filmes.” Ele sempre acreditou em expressar as qualidades emocionais e poéticas das histórias através de encenação e criação de imagem, mais do que meramente executar planos para o vídeo ou filme. Ele diz que a escala dos filmes Potter “exige que você vá para a floresta, mas eu adorei isso perfeitamente uma vez que eu entrei nisso.”

Decidindo desde Fênix e algumas escolhas de elenco para Relíquias da Morte e Enigma do Príncipe, Yates está trazendo para os filmes mais do acerbo gosto britânico e uma fantasia realidade mais densa do que alguns de seus predecessores – incluindo o companheiro britânico de Yates, Newell, que confessou a Yates que ele pensou em Cálice de Fogo como uma extravagância de “Bollywood”. O mais novo personagem em Príncipe é Horácio Slughorn, um nome conhecido de um professor de poções de Hogwarts. Yates escalou Jim Broadbent para o papel.

“Eu trabalhei com Jim antes, e é ai que você mais vê minha sensibilidade britânica,” diz Yates. “Jim como um ator é uma verdadeira pedra de toque da sensibilidade britânica. Ele entende as pessoas da classe média britânica, e as suas necessidades por avanço social, e as suas necessidades pelo reconhecimento que eles alcançaram um avanço social. Ele construiu uma carreira ao entender essas características. Ele tem grande emoção, mas também é muito engraçado.”

Bondade, decência e paciência são as qualidades pessoais que desenham a lealdade dos colaboradores de Yates. O roterista Steve Kloves, um distinto diretor por si só (Susie e os Baker Boys), tem trabalhado com Yates em regime de cooperação em Enigma do Príncipe e Relíquias da Morte I e II. Ele diz que o “vasto recurso de paciência” de Yates é bom para ter nos filmes Potter, “desde que os livros para adaptar para a tela.”

Mas “há algo mais que separa David Yates,” diz Kloves. “Ele faz com boa vontade o trabalho pesado, para tomar a decisão difícil quando necessária – algo que muitos diretores não são capazes de fazer.”

Kloves, o adaptador de todos os romances de Potter menos um (Fênix)m escreve primeiro um esboço que tende “a ser cobiçado e prático” no seu desejo de manter os detalhes e planos deformados. “Cobiçado no sentir que eu quero ter o livro inteiro na página e prático no sentir que eu sei que o lado cobiçado de mim é insano.”

Príncipe apresentou desafios por causa da “série de memórias que informam o passado e o presente.” Enquanto Yates “aproveitava os flashbacks de forma imensa como incidentes separados, ele não sentia que eles estariam satisfeitos com o inteiro. Em outras palavras, eles diluíram a experiência dramática partir desse ponto de vista e ele sentiu que nós precisávamos nos concentrar exclusivamente nessas memórias que informavam uma parte particular da história – a história que eu estava, através e larga, contando.”

Yates diz, “Nós normalmente temos conversas que vão junto com perguntas como ‘Os fãs vão realmente gostar de tirarmos isso?’ Algumas escolhas podem estar certas para o esquema do filme, mas irão tirar os fãs.” Yates quer “assegurar que os fãs estejam felizes” e diz que ele sempre corta pedaços do livro “com pesar,” mas seu objetivo é fazer “a melhor adaptação que irá justificar o uso de duas horas e meia na escuridão.”

Ele aprecia “o que Chris Columbus fez nos dois primeiros filmes, trazendo o mundo para a audiência e engajando-os de modo que ficou acessível e agradável e alegre e encantador.” Ele sente que Newell teve êxito em fazer um filme Potter ao estilo de Bollywood, “grande e generoso e colorido.” Ele acha o Prisioneiro de Azkaban de Cuarón “o mais inspirados porque ele trouxe uma sensibilidade diferente, mais natural para a série e interpretou isso de forma, legitimamente, mais séria.”

Mas isso não significa que o resto dos filmes de Potter irão seguir nessa corrente.

“Eu queria Ordem da Fênix fosse uma intensa jornada com um jovem garoto problemático, mais realista e social do que os outros filmes. Mas o Enigma do Príncipe é mais aumentado, e se Relíquias da Morte parte I é um pouco verdadeiro e volta ao estilo social realista, Parte II deve ser épica e operacional.”

Ele ama “mudanças bruscas”, ele assistiu Daniel Radcliffe e Emma Watson saírem como Harry e Hermione crescerem até a adolescência. E ele é particularmente orgulhoso porque Rupert Grint saiu daquele arquético velhaco de escola pública britânica Rony Weasley.

“Ele é sempre aquela pessoa engraçada, mas tem muito mais como ator do que isso. Em Enigma, ele tem aquela coisa adorável que é engraçada e verdadeira, mas em Relíquias da Morte, ele deve estar defensivo e assombrado, e Rupert caiu de cabeça nisso como um pato na água. Sou sempre agradecido por Jo Rowling nos ter dado um mundo que nos permitiu transformar os cantos com os atores.”

Rowling pode ser grata por um diretor que, quando se trata de fazer as decisões criativas, tem, como Kloves definiu, uma “coragem travessa”.

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Diretor, produtor e o roteirista falam sobre Harry Potter

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Michael Caine estava lá para a premiere

Empire ~ Emily Phillips
30 de abril de 2009
Tradução: Pablo Júnio

Levando coisas sofisticadas para a premiere de seu novo filme Is Anybody There, a lenda viva que é Michael Caine chegou ao Curzon Mayfair com a bonita esposa Shakira e foi acompanhado por suas co-estrelas Anne-Marie Duff, David Morrissey e Bill Millner.

Is Anybody There segue um ilusionista maduro (Caine) e sua relação com o jovem filho (Milner) do casal que administra o asilo de idosos onde ele é forçado a viver.

Milner, mais conhecido por seu papel revolucionário em Son Of Rambow, nos contou como era trabalhar com uma lenda vida: “foi brilhante, foi um privilégio e tanto trabalhar com um ator tão brilhante. Ele é tão agradável e nos demos muito bem mesmo. Você aprende muito trabalhando com um ator com tanta experiência porque subconscientemente você está acumulando coisas”.

Em breve, no filme biográfico de Ian Drury, Sex & Drugs & Rock & Roll, fazendo o papel do filho do vocalista do Blockheads. Ele nos contou: “Eu faço o filho dele, Baxter. Eu andei fazendo umas pesquisas e estou indo bem. É a vida, é simplesmente um filme brilhante e vai ser bom”.

Duff, muito bonito em Alexander McQueen e exibindo uma novíssima franja repicada, nos contou sobre a atuação como mãe tanto neste quanto em seu próximo filme, Nowhere Boy, em meio aos rumores de que ela e o marido James McAvoy estão querendo ter filhos: “Se você trabalha com atores como Bill, como você não iria querer ter filhos? Ele é uma criança grandiosa e incrível, eu o adoro e adorei ser sua mãe. Todo mundo quer ter filhos, não é?”.

O produtor David Heyman estava presente e conversou sobre diversificar seus interesses cinematográficos à medida que o fim da sua era Harry Potter se aproxima: “Este é o último Harry Potter e quero aproveitá-lo porque tem sido uma experiência única e nunca terei algo como isso em minha vida novamente. Esta é a última jornada e quero mesmo estimá-la, então não vou apressar as coisas, quero me focar nisso. Mas o fim está perto para Potter, algum dia em junho de 2011, e vai ser um sentimento misto porque a segurança, esta família, este grande grupo com que trabalhei e este material em que trabalhei chegarão ao fim. É uma prospectiva bem assustadora a de ser desempregado e ter que encontrar meu próximo grande bico. Mas estou aguardando ansiosamente ter o tempo para trabalhar em novos projetos de uma forma que não seja interrompido por Potter”.

Ele também nos contou o que ele tem na manga: “Em breve, vou trabalhar com Alfonso [Cuáron] em algo que ainda está em seus estágios iniciais de desenvolvimento. Estou trabalhando em Paddington Bear porque adoro crianças. Estou trabalhando no The Curious Incident Of The Dog In The Night Time, que é um romane maravilhoso – então uma exibição eclética de alguma família, alguns filmes adultos”.

E então veio a lenda. Apoiada por um bando de ótimos companheiros dos velhos tempos: Leslie Philips, June Whitfield, Sylvia Syms e Barbara Windsor, Caine revelou que a semi-aposentadoria chama outra vez, até que outro imperdível roteiro apareça: “Eu não faço muita coisa mais. Eu só fiz o filme Harry Brown, mas isso foram só dezoito meses no meio. Não tem outro roteiro que eu queira fazer, mas se eu não pegar um ficarei aposentado. Pois sempre digo, ‘o cinema aposenta você, não é você que se aposenta do cinema’. Não tenho um filme, então não vou trabalhar com ninguém – estou desempregado! O que eu faço é: eu me considero um aposentado e pego roteiros ocasionalmente que são tão bons, como este, que me arrastam para fora da aposentadoria. Eu chamo isso de uma oferta que não posso recusar, mas não tem nada a ver com dinheiro, é um roteiro – como Harry Brown – ambos foram filmes que não pude rejeitar”.

Aí foi a hora para qualquer um que estivesse assistindo o filme tomar seus lugares – e para qualquer outro fazer um ato de desaparição. Ta da!

Emily Philips