As Relíquias da Morte ︎◆ O Enigma do Príncipe

Daniel Radcliffe fala sobre EdP, RdM e muito mais

borda1 - Daniel Radcliffe fala sobre EdP, RdM e muito maisdanmini - Daniel Radcliffe fala sobre EdP, RdM e muito mais
Daniel Radcliffe (Harry Potter) foi entrevistado recentemente pela revista mexicana Tu. Na matéria, Daniel fala sobre a jornada de Harry no sexto filme, sobre sua reação ao ler Relíquias da Morte, sobre a peça Equus e muito mais.

Acerca dos desafios do menino-que-sobreviveu em Enigma do Príncipe, Daniel diz:

“Durante os 5 primeiros anos em Hogwarts, ele somente recebeu lições de Dumbledore. Agora, as lições mudaram e eles se tornaram parceiros em várias aventuras. Potter é o soldado e Dumbledore é o general. Este é quando ele finalmente enfrenta Voldemort”.

Radcliffe também revela como se sentiu ao ler o último livro da saga:

“[…] Quando eu virei a última página e fechei o livro, me senti tão diferente. Eu fiquei parado, segurei minha respiração e disse “é isso”. Foi chocante, porque mesmo que tenhamos mais dois filmes, eu estou ciente de que há um final. É uma das melhores séries já levadas ao cinema e eu sou sortudo o suficiente de fazer parte disso”.

E sobre Equus, a polêmica peça em que esteve envolvido, Daniel acrescenta:

“Eu gosto de aprender e espero poder fazer isto pelo resto da minha vida. Não há nada mais enriquecedor, pessoal e profissionalmente. Equus foi uma experiência incrível, é diferente atuar com uma platéia tão perto de você”.

Clique aqui para ver os scans da revista, em nossa galeria, e confira a tradução da matéria, na íntegra, em notícia completa!

Thanks, SS!

DANIEL RADCLIFFE
Dan Radcliffe fala sobre Enigma do Princípe, o livro Relíquias da Morte e mais

Revista TU Mexicana
29 de junho de 2009
Tradução: Thais Tardivo e Sylvia Souza

TU: Olá Daniel, como você está? Como está indo a divulgação do sexto filme?
DR:
Olá! Saudações ao México! Tudo está indo incrivelmente bem. Nós estamos recebendo a imprensa do mundo inteiro para contá-los sobre o Enigma do Princípe.

TU: Conte-nos tudo sobre esse filme.
DR:
Está sendo maravilhoso, o filme em geral está maravilhoso. Desde que começamos a filmar e quando nós finalmente o vimos na tela de cinema, tudo tem sido fantástico. David Yates está trabalhando conosco pela segunda vez. Ordem da Fênix foi também dirigido por ele. Foi incrível trabalhar com ele novamente. Ele conhece a história, então ele deu uma perfeita continuidade.

TU: Qual é a sua coisa preferida sobre esse novo filme?
DR:
Uau, tantas coisas! É ótimo, está sendo definitivamente uma ótima experiência. Atuar com Michael Gambon, que interpreta Dumbledore. Ainda que eu tivesse trabalhado com ele em filmes anteriores, dessa vez nós trabalhamos juntos nos quatro primeiros meses de filmagem. Nossa relação, definitivamente, ficou mais forte, em cena e fora dela.

TU: O que o Harry enfrentará dessa vez?
DR:
Harry está com 16 e ela está enfrentando batalhas incríveis, não somente como um bruxo, mas como um jovem que descobre o amor. Durante os 5 primeiros anos em Hogwarts, ele somente recebeu lições de Dumbledore. Agora, as lições mudaram e eles se tornaram parceiros em várias aventuras. Potter é o soldado e Dumbledore é o general. Este é quando ele finalmente enfrenta Voldemort.

TU: Você tem alguma história engraçada do set de filmagens?
DR:
Michael Gambon é um dos atores mais respeitados de sua geração, mas ele é um dos atores menos sérios (risos). Parece que ele nunca está concentrado, ele conversa com todos durante todo o tempo, fazendo piadas, provocando as pessoas, comendo. Mas quando eles dizem “Ação!”, ele se transforma completamente em seu personagem, simplesmente no mesmo tom de voz no qual ele deixou o personagem na última vez. Enquanto o resto de nós precisa de alguns momentos para nos conectar com o personagem, ele não precisa de nada, ele é um gênio.

TU: E o que você quer dizer com o Harry finalmente estar conseguindo lidar com o amor?
DR:
Eu vi aonde você quer chegar! (risos) Você quer detalhes de Hogwarts nesse ano escolar. Harry descobre que se sente muito atraído por Gina. Mas não sera fácil começar um relacionamento com a irmã do melhor amigo, então há tensão e ele é um cara muito reservado. Rony, contudo, tem um romance explosivo e fantástico com Lilá Brown.

TU: O que você pensou quando descobriu o final da história?
DR:
Uff, foi triste, porque quando um filme acabava, um novo livro saía, mas, dessa vez, quando eu virei a última página e fechei o livro, me senti tão diferente. Eu fiquei parado, segurei minha respiração e disse “é isso”. Foi chocante, porque mesmo que tenhamos mais dois filmes, eu estou ciente de que há um final. É uma das melhores séries já levadas ao cinema e eu sou sortudo o suficiente de fazer parte disso.

TU: Agora que você já sabe como a história termina, como o Daniel está planejando se despedir de Harry?
DR:
Essa é uma pergunta difícil! Eu não tenho a menor idéia, eu não parei para pensar sobre isso. Por sorte, ainda tem algum tempo antes de tudo acabar, então eu terei tempo para pensar sobre isso. É estranho porque, mesmo que eu tenha feito outros filmes e interpretado outros personagens completamente diferentes do Harry, eu sei que eu sempre terei que voltar e dar vida a esse menino mágico, mas é verdade, chegará o momento em que terei que me despedir dele.

TU: É difícil para você separar você mesmo do Harry?
DR:
Eu, realmente, nunca tive problema com isso. Em algumas ocasiões, como qualquer outro ator, se o personagem está com raiva, eu me preparo mentalmente e busco por coisas que me façam ficar com raiva como Daniel, para conseguir interpretá-las em cena. Há vezes que, antes do corte, eu ainda estou com raiva, depois de um tempo. Essas são as ferramentas e técnicas que você precisa para dar vida ao personagem, mas, na realidade, não é um grande problema.

TU: Você tem dado um toque pessoal ao Harry e ele deixou uma parte dele em você. É assustador ser rotulado como Harry Potter para sempre?
DR:
Eu sei que é algo que pode acontecer, e eu levo isso como é. No final das contas, interpretar o Harry me colocou aonde estou, e eu não vejo nada de errado em ser lembrado pelas pessoas como o menino com a varinha, óculos e a cicatriz em sua testa. Contudo, eu acho que há dois tipos de pessoa, aquelas que querem me ver como um ator que interpreta personagens diferentes e aquelas que sempre me verão como o Harry. E eu não fico incomodado com isso, eu tenho sido o rosto desse personagem por oito anos. Eu só espero que os roteiristas, diretores e diretores de elenco pertençam ao primeiro grupo de pessoas que mencionei.

TU: Em Prisioneiro de Azkaban você trabalhou com Alfonso Cuarón. Como foi a experiência para você?
DR:
Divertido e incrível. Foi o que o Harry, o Rony e a Hermione precisavam para a transição para a adolescência. Ele nos deu liberdade, nós escolhemos nosso próprio figurino e isso nos fez nos sentir mais reais e próximos dos personagens. Foi uma experiência incrível.

TU: Você cansou de interpretar o mesmo personagem por tanto tempo?
DR: Na verdade não, porque em todo filme há um desafio diferente. Eu eu acho que, se isso acontecesse, refletiria negativamente para o filme. Além disso, desde o início, eu achei que a história era muito interessante, cheia de sombras e cores e aventuras e tantas situações, e não é fácil ficar entediado com isso, sendo um ator.

TU: Se você não interpretasse Harry, quem gostaria que o fizesse?
DR: Eu adoraria se Freddie Highmore interpretasse. Ele é naturalmente talentoso e tem 14 anos agora. Eu acho sua carreira muito interessante porque o conheço desde que ele nasceu. Nossos pais são amigos há mais de 20 anos e, de fato, a mãe dele é minha agente.

TU: Você gosta de encarar desafios, como seu papel na peça Equus, a qual foi extremamente diferente de tudo que você tinha feito até então. O que você pode dizer sobre toda esta experiência?
DR: Eu gosto de aprender e espero poder fazer isto pelo resto da minha vida. Não há nada mais enriquecedor, pessoal e profissionalmente. Equus foi uma experiência incrível, é diferente atuar com uma platéia tão perto de você. Esta peça tem sido muito satisfatória para mim; primeiro em Londres e depois na Broadway. Muitas pessoas puderam afastar aquela imagem de bruxo.

TU: Você tem 19 anos de idade. Como você lida com seu dia-a-dia depois de ter se tornado tão famoso?
DR: Se você diz ir a um pub, ou a um encontro ou ao cinema, eu devo confessar que às vezes é complicado porque as pessoas me reconhecem. E há os paparazzi, que podem ser intimidadores e agressivos. Não sou um desses caras que gostam de ir a clubes noturnos, detesto multidões e detesto música eletrônica. Quando não estou trabalhando, saio com meus amigos, gosto de ler, porque tenho insônia, assisto TV e tento me divertir.

TU: De que tipo de música você gosta?
DR: Eu adoro músicas com boas letras, tenho um bom passado musical. Meus pais me ensinaram a amar música desde pequeno, me levaram para ver musicais na Broadway, então cresci ouvindo-os. Aos 12 anos comecei a ouvir David Bowie, Rolling Stones, Sex Pistols. Esses dois estilos de música estão misturados na minha cabeça e é essa minha ideia sobre o que é boa música: alguém que é capaz de criar melodias com letras sofisticadas.