#36: Relendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

#36: Relendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Semanário dos Bruxos

Episódio 3654min 46s24 de ago de 2021

🎙️ Episódio 36 · 54min 46s · 24 de ago de 2021

Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, discutem como O Prisioneiro de Azkaban muda o tom narrativo e prepara o terreno para toda a grandeza da série Harry Potter. Lançados mensalmente, os episódios de releitura trazem novas percepções sobre os livros, que, mesmo tanto tempo após terem sido lançados, ainda são capazes de nos surpreender.

Ouça o Episódio

Transcrição do Episódio

A transcrição abaixo foi gerada automaticamente e pode conter pequenos erros.

Ver transcrição completa

Sejam muito bem-vindos ao Semanária dos Bruxos, o podcast do Poteiriste, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E o episódio dessa semana é aquele em que só estamos eu e Marina, ou seja, pra quem acompanha a gente toda semana, vocês já sabem, a gente vai discutir os livros de Harry Potter que a gente tá relendo.

Essa semana, então, a gente vai falar sobre O Prisioneiro de Azkaban, esse livro perfeito, né Marina? Nossa, cara, eu curti muito a releitura, assim, tá sendo muito legal o processo no geral, mas eu acho que, enfim, conforme a gente vai progredindo na história, mais coisa vai acontecendo, mais conceito que é importante vai sendo apresentado, e eu fiquei, nossa, muito empolgado, acertei vários momentos nessa leitura, foi… tá sendo ótimo. Muito legal, né?

E eu acho que é interessante que ele foi muito mais legal pra mim de reler do que Câmara. Eu, pelo menos, né? Câmara é aquele livro que, como a gente disse, não é que ele não é bom, mas comparado aos outros seis, ele é o pior. É isso.

Realmente, a gente falou isso no episódio e tals, mas lendo O Prisioneiro, fica muito claro como… Cara, eu acho que Câmara é chato, assim, sendo bem sincera, pode ser uma opinião meio controversa, não sei, ou não… Começou começando, hein? Exato, mas é meio chato mesmo, eu acho que o que acontece nos outros livros do Prisioneiro de Azkaban é muito mais interessante, é mais legal de ler o que tá acontecendo.

Eu tô com medo de Cálice, tá? Porque Cálice, enfim, tem 200 páginas de copa que eu acho chato, mas vamos lá. Que absurdo. Quadrebol, não conte comigo para nada.

Amo Cálice e vou protegê-la. Então vamos lá, gente. Então, neste livro, o Harry sai logo no começo ali, fugido da casa dos Dursley, depois de transformar a Tia Guida num balão. Mas antes disso, ele não faz isso à toa, como vocês lembram, ele é constantemente provocado pela Tia Guida, que vai soltando insultos à torto e à direita sobre o seu caráter, seus pais, a partir de uma visão de suposta superioridade que ela acredita ter.

E além disso, a gente tem também o tio Valter, basicamente falando que bandido bom é bandido morto, quando ele vê na TV que um criminoso chamado Sirius Black fugiu da prisão, ele diz, abre aspas, a forca é a única solução para a gente assim. A gente começa começando, né? É, exato. Eu fico pensando, não sei se eu tô viajando ou não, mas eu senti como se esse capítulo fosse uma metáfora, porque a gente vai descobrindo no resto do livro, sabe?

E no resto da série, né? É, sim, também, mas principalmente nisso que a gente tá lidando, né? O prisioneiro de Assaborn com crime, com uma coisa meio assim. Me parece que é sobre como, tipo, existe muito essa visão da Tia Guida, do tio Valter, da Petunia, de tipo, nós somos os seres do bem, nós somos seres humanos, né?

Tipo, direitos humanos para humanos direitos. Eu acho que tem uma pegada meio que assim, enquanto eles tão sendo… Cidadão de bem. Exato, enquanto eles tão sendo escrotos com o Harry, né?

Então, tipo, acho que talvez, assim, essa ideia de quem é ou de quem não é um mocinho, que você pode ter, não é bem assim. Não sei se eu tô viajando, mas eu senti um pouco isso, assim, um pouco esse diálogo enquanto eles apresentam o Sirius Black na TV, né? Que, inclusive, eu acho que é uma coisa interessante também, de que, tipo, a gente entender que de vez em quando o mundo bruxo estrapola no mundo trouxa, né? Uhum.

Às vezes alguma ameaça maior, alguma coisa, eles ficam sabendo de uma forma meio mudando ali, pra ficar compreensível. Pois é, não, pois é. É, neste livro, inclusive, a gente viu uma progressão, né? Da escrotice dos Dursley.

Além dessa fala do tio Valter, a gente tem a tia Guida, né? A todo momento ali, ela chega a perguntar pro Harry se ele apanha na suposta escola que ele frequenta, né? Que é o São, não sei o quê, para garotos incorrigíveis. Eu não tô lembrando como é que ficou ali.

É, São Brutos, acho. São Brutos, exatamente. E aí, ela diz que a violência resolve 99% dos casos. Literalmente, ela fala isso, gente, entre aspas, assim.

E dizendo que mandou um amigo coronel, não sei das quantas, lá, afogar um dos cachorros dela por ter nascido pequeno demais, sabe? É que, assim, não vai ter nenhum livro que a escrotice dos Dursley não vai ser progressista, né? Assim, talvez só no final… Que não vai progredir, né, Zé Valan?

É, que não vai progredir porque eles não estão mais lá, assim. Mas, nossa, é impressionante, assim. É interessante porque a gente trouxe no primeiro episódio, né? Que no início, no primeiro livro, assim, era uma escrotice meio, tipo…

Eles não eram brutais com Harry, sabe? Era mal dooso, sim, mas, enfim… Era uma sátira, né? Era uma sátira, pois é.

E agora a gente vê que a cada livro, pelo menos até aqui, vai ficando cada vez mais forte, assim. E não só com o Harry, mas eles enquanto pessoas. Sim, acho que os comentários não são mais engraçados, né? Eles realmente, tipo, mostram a gravidade ali do que essas pessoas estão achando, sabe?

E eles realmente têm esse senso, assim, os Dursley e a Guida também, sim. Eles realmente têm esse senso de como se eles fossem, realmente, o modelo de pessoas, de… Sabe? Tanto por, enfim, quanto pessoas trouxas, sabe?

Em relação a bruxos, quanto cidadães mesmo daquela sociedade, assim, tipo… É bizarro, tá ligado? O que é uma coisa que a gente tem visto muito, especialmente nos últimos anos no Brasil, né? Alguns grupos aí…

Uhum. Enfim, é o que você falou, né? Direitos humanos para humanos direitos. Enfim, bandido bom é bandido morto.

É muita representação da família tradicional britânica, tá ligado? Tipo, assim, realmente esse pessoal conservador pra caramba, assim que não aceita… Gente, imagina, o Harry nunca fez nada, velho, de fato, tá ligado? Ele só é diferente deles e por isso ele já tem que ser rechaçado e ser maltratado, tá ligado?

É realmente essa crítica bem forte a essa classe média britânica. Que também se expande, imagina, ao resto do mundo, né? Sim, é… Situações de classe a gente acaba repetindo, independente de onde você esteja, né?

Devido às proporções, claro. Uhum. E aí, enfim, além disso de essas coisas se expandindo um pouco, a gente entendendo melhor quem são essas pessoas, a gente também tem vários mistérios em Prisioneiro, né? A gente tem a origem do Sirius e como ele fugiu de Azkaban, a gente tem a licontropia do Lupin, o viratempo do Hermione e a identidade de Perebas, né?

Então tudo vai… São vários mistérios que estão rolando ao mesmo tempo, que você vai pegando coisas e tal. O que que você percebeu, assim, de dicas sobre a narrativa, Pedro? É, eu percebi na realidade justamente isso, né?

Que é uma narrativa que a todo momento ela vai dando dicas pro leitor do que vai ser realmente muito importante no final. Tanto que eu acho que por isso que o final desse livro é tão bom, sabe? Porque é tanta dica dada a todo momento, que aí a hora que você chega no final e coloca tudo junto, fica wow! Sabe?

Isso aí tava tudo lá. E aí quando você relê, inclusive, você percebe tudo, que obviamente você não percebeu numa primeira releitura, né? Então a gente tem ali, por exemplo, logo no segundo primeiro capítulo, eu não lembro, o Rony diz pro Hermione numa carta, depois de tentar ligar pra ele no telefone, ficar gritando e não dar certo, ele fala sobre um bisbilhoscópio que ele ganhou, acho que foi de algum dos dois gêmeos, se não me engano, numa viagem ali que ele tinha feito pro Egito, que é um equipamento que, enfim, quando ele detecta alguma arte das trevas, ele começa a ascender, girar, subir. E aí o Rony fala, né?

Tipo, eu ganhei isso e no meio do jantar, quando a gente tava ali somente entre nós, os Weasley, o negócio não parava de apitar. Entre os Weasley e, claro, o Perebas. Ou seja, aí ele ainda até fala, não, mas o Percy me falou pra não me preocupar, porque esse negócio é bugiganga e é assim mesmo. Só que não, né, gente?

Tipo, tinha o Perebas ali no meio do rolê, sabe? E são coisas muito sutis. Muito, muito sutis. E a própria questão do Perebas, né?

É mencionado ali, logo no início, quando eles vão ali tentar comprar um tônico pro Perebas, que ele tá meio mal no início do livro, a moça da loja lá do Beco Diagonal fala que ele é um rato velho demais pra idade dele, que, tipo, ratos normalmente não sobrevivem essa idade toda, né? O bichento persegue ele mais do que… Beleza, que gatos sempre perseguem gatos. Mas ali é num nível, tipo, muito maior, sabe?

Ele tem menos um dedo, o que é um negócio muito importante que a gente vai descobrir lá depois. Então tem várias e várias e várias dicas, assim, sabe? A todo momento. E a gente para pra pensar, né?

Perebas. Perebas não é um personagem que tem um puta num destaque no primeiro e no segundo livro. Ele existe ali, mas ele não tem… Não tem dica, não tem nada sobre ele.

E nesse livro tem. E isso é importante, né? Sim. Depois, quando você descobre as coisas no final, você para, realmente, pra pensar, como, meu Deus, eu fui muito meio amarradinho.

Eu fiquei muito fascinada durante o livro, vendo as dicas dessas coisas que, pra um primeiro leitor, não vai significar nada, mas, de fato, tá ali estruturando como é que você vai descobrir isso, sim. Até uma segunda vez que o Harry, tipo, ele vai tirar as coisas do malão dele, e o Bisboa da Copa tá lá, de novo, apitando, e o Perebas tá lá, e aí, tipo, ninguém para pra considerar que, tipo, gente, talvez tenha algo suspeito aqui. É quase como se fosse um romance policial, assim, né? Que a gente sabe que a J.F.

Rowling gosta muito, né? É, exato. É porque eu acho que é louco, porque são mistérios que a gente nem sabe que é mistério. Uhum.

O único mistério que a gente sabe, de fato, é o do Sirius, né? Tipo, assim, nossa, tem um cara solta, ele tá atrás do Harry, né? E tem muita dica também sobre a questão do Sirius, né, Marina? Sim, sim.

Acho muito legal que a gente vai montando um quebra-cabeça, basicamente, sobre quem é essa pessoa. Porque, enfim, além dessa primeira informação, dele ser fugitivo, a primeira pessoa que fugiu, né, de Ascama. Então, tem muito… Como é que ele fugiu?

O cara deve ser muito das trevas mesmo, pra ter fugido desse lugar, que é impossível, eu não sei o quê. E aí, tipo, aos poucos vai tendo uns detalhes a mais. Que a gente, né, tipo, quando ele invade Hogwarts, né, que ele rasga o quadra-mulher-gorda e talos, que aí a gente ouve o Snape falando pro Dumbledore, aquele suspeito do Lupin. Aí você fica, nossa, mas que associação o Sirius tem com o Lupin?

Sabe? Tipo, você não sabe de nada daquilo ali. Aí também, quando o Fudge, né, o menino da magia, ele conta a história do Sirius nos Três Vassouras, então que ele era muito amigo do Tiago, que ele era o fiel do segredo. Inclusive, introduz, né, sobre essa questão do fiel do segredo, que vai ser bastante usada em Harry Potter depois e tals.

Então, tipo, você vai pegando, só que são, muitas vezes, pistas falsas, né? Tipo, tudo que a gente ouve foi do Sirius num geral, tirando, tipo, ele realmente era amigo do Tiago e era padrinho do Harry, e foi considerado fiel do segredo, o resto é mentira, né, que você só vai descobrir pro final, assim. É, eu lembro de uma, inclusive, né, que logo no início, ah, ali tava, não sei se era uma cena que fala do Profeta Diário, ou se alguém falando pra alguém que, ah, quando ele tava em Azkaban, ele ficava dizendo, ah, ele está em Hogwarts, ele quer ver o Harry morto, que também fala sobre o Perebas, né? Sim, é muito isso, tipo, como é um mal-entendido, né, tipo, ele invadir o dormitório da Grifinória e, tipo, atacar o Rony, entre aspas, né, que tentava atacar o Rony com uma faca, é porque ele tá atrás do Perebas, tá ligado?

Uhum. Tipo, inclusive, eu lembrei uma questão do Perebas, de que ele já tá, o Harry até pensa nisso, o Harry percebe que o Perebas já tava mais doentinho e mais magro, antes do bichento aparecer, que era porque o pé do pedigro tinha sacado que o Sirius tinha fugido e tava atrás dele, tá ligado? Então, tipo, isso é muito louco. Não, sim, é essa questão também, né, de que você citou sobre o Snape suspeitado, o Lupin, né, é outro personagem que a gente tem ali introduzido e a condição dele de lobisomem também, ela é a todo momento citada no livro, acho que de uma maneira até mais, né, explícita do que as outras coisas, porque o bicho-papão dele é uma lua cheia, né?

Tipo, como assim alguém tem medo de lua cheia, gente? E sem contar que antes da gente descobrir o bicho-papão dele, ali no início daquela aula, antes dele começar a aula, tem o Pirraça cantando ali uma musiquinha, né, tipo, ah, Lupin, lobo, louco, não sei o que, não sei o que lá, então, tipo, o Pirraça, obviamente, sabe. E sem contar também que, enfim, o Snape, quando tá todo mundo lá indo pra Hogsmeade e o Harry vai tomar um chá com o Lupin, o Snape aparece lá com uma poção que ele prepara pro Lupin, que o Lupin precisa tomar, ela é muito difícil de fazer, enfim, é a poção, obviamente, que a gente sabe que é pra ele não se transformar. Então, assim, também tem dicas sobre quem é o Lupin a todo momento, né?

Sim, é que isso, se você… Porque, cara, o Lupin, lobo, tá ligado? Tipo, o nome dele, né? É, não, isso é óbvio, né?

Tipo, mas a gente não percebe, né? A gente não percebe. Eu acho isso, tipo, muito engraçado. O negócio do bicho-papão, que eu acho que fica muito interessante, é de ser uma lua cheia, mas não é descrito, né, como uma lua cheia, porque, como é pela perspectiva do Harry, ele fala, é uma bola branca, né?

Ele não entende o que que é aquilo. Eu acho interessante isso, porque, tipo, não é que a J.K. Rowling está mentindo, é que ela tá pegando pela perspectiva do personagem, que não tem contexto pra entender que aquilo é uma lua cheia. Então, tipo, isso eu acho muito daora, assim.

E aí, eu acho que a questão que, enfim, que eu acho que é muito importante, que não é tão difícil até de adivinhar enquanto tá lendo, mas é a questão do vera-tempo da Hermione, em que, tipo, logo no início, assim, que ele chega em Hogwarts, o Ronin já repara que o Cranio Grande de Hermione tá insano. Três aulas no mesmo horário, tá ligado, e tals. E aí, tem alguns momentos em que ela some e aparece do nada, tem um momento que a mochila dela, tipo, rasga de tanto livre o que ela tem, e dá pra ver que ela tá super exausta, né, de tanta lição que ela tá fazendo. Tipo, acho que quando eles vão fazer as provas também, tem, tipo, acho que uma prova de aritmança e de feitiços ao mesmo tempo.

Ou seja, tipo, você já tá entendendo então, você não sabe que existe um objeto, que existe um vera-tempo, mas, tipo, já tá claro que, gente, alguma magia ela tá fazendo pra estar nesses lugares. E aí, no final, tipo, você… Esse objeto vai ser usado pra, tipo, libertar o Sirius, pra salvar o Bicuço. Isso, tipo, é muito importante.

Não é difícil de você adivinhar que ela tem alguma coisa pra viajar no tempo, mas, até o final, você não sabe a importância que isso vai ter pra narrativa, né? É, essa dica, a questão do tempo tá lá, parece que a todo momento, né? Mas mesmo assim, ao mesmo tempo, o conceito de viagem no tempo, é isso, né? Ele é apresentado de uma forma muito despertenciosa.

É isso que você falou, Hermione, querendo ver todas as aulas que existem no universo. E ao mesmo tempo, né, essa questão de viajar no tempo, linha temporal, eu acho tudo meio confuso, assim. Eu não sei se você tem essa mesma impressão, sabe? Eu tenho a impressão, inclusive, de que funciona melhor no filme.

Assim, eu acho que funciona no filme por ser uma coisa visual. Eles têm aquela coisa, ah, porque joga pedra, e aí pega na cabeça do Harry, e aí quem foi jogou, e a Hermione que jogou do futuro, sabe, assim? A questão de mostrar as duas pessoas, tipo, literalmente na mesma cena, né, essas coisas assim. Exato, você vendo que o McNair, na verdade, ele, que eles viram de loja, acharam que era um Bicuço, e na verdade era uma bóbora, sabe?

Tem essas coisas visuais que eu acho que ajudam muito você a se situar. Mas eu acho realmente confuso. E qual é o confuso? Eu não acho narrativamente confuso.

Eu não acho que foi mal explicado. É porque eu acho tempo uma coisa muito louca. Tipo, eu adoro o Dr. Who, por exemplo, que é uma série de viagens no tempo e tal.

Gente, linha temporal, paradoxos, universos paralelos, eu sempre fico muito, porque eu vou apresentar pra vocês qual é a minha confusão. É de tipo, beleza. A gente pressupõe, nessa primeira linha do tempo que a gente tem, de que é quando, enfim, que a gente vê tudo acontecendo, de que o Bicuço morreu. Por exemplo, o Sirius talvez não tenha, tipo, sido tomado beijo do dementador, porque isso daí é depois, né?

Tipo, eles estão chamando dementadores, mais ou menos na época que o Harry e a Hermione voltam no tempo. Então talvez isso não tenha acontecido. Mas o Bicuço morreu. Isso é o que a gente pressupõe.

E quando a gente viaja no tempo, né? Quando o Harry e a Hermione viajam, eles salvam o Bicuço. Só que aí, eu fico me perguntando, o Bicuço nunca morreu? Ou porque eles mudaram?

Olha, eu já tô confusa. O Bicuço deixou de mor… Eu já tô confuso. Exato.

O fato do Harry e da Hermione, do futuro, terem salvado o Bicuço, significa… Exato, significa que na linha do tempo, quando eles estavam no passado, ele também foi salvo. Ou seja, a realidade deles, de quem viaja no futuro mudou, ou a realidade do passado também. Vocês estão entendendo a confusão?

É de entender se isso criou uma linha paralela no tempo, ou se aquilo sempre aconteceu. O Harry e a Hermione sempre voltam. Então não tem nenhuma realidade em que eles não são, não tem a pedrinha sendo jogada, como é no filme, em que o Bicuço não é salvo. Então, olha a confusão.

É confuso. Só de tentar falar e discutir isso, o pessoal já deve estar falando, meu Deus, eles estão drogados. Então, não é confuso enquanto narrativa, mas se eu paro pra pensar sobre tempo, eu acho que até que é bom que a J.K. Rowling, apesar de ser muito da hora virar tempo, disse uma coisa que não é mais usada.

Entre aspas. É, não. A gente… Foda-se.

Cursa de Charity, entendeu? Sobre os livros de verdade, os sete livros que a gente tem aqui, que a gente está relendo, é, tipo, acho que é bom que ela não usou mais. Porque realmente é muito confuso, você cria muitas possibilidades. Porque senão, tipo, uma vez que existe o virar tempo que você pode usar para o que você quiser, ninguém mais vai morrer.

Nada mais de vaginio. Ou o Voldemort pega o virar tempo e aí o Harry morre quando bebe de verdade. Sabe? Tipo…

É, eu acho que é bom que limitou a essa experiência, foi muito legal, top. Mas foi só pra isso, a Hermione devolve o virar tempo. Essa questão do virar tempo, eu acho que é uma grande fada. Mesmo assim, é uma grande falha de Harry Potter, porque pensa em quando a gente tinha lá os sete livros e a gente não tinha mais…

Não tinha ainda Pottermore. Não tinha texto extra, não tinha entrevista, não tinha nada. A gente descobre coisas sobre o virar tempo fora dos livros, que são importantes pra gente não questionar as coisas que acontecem até em Harry Potter. Então, assim, é complicado.

E é complicado mesmo, né? Tem um livro, gente, que vocês não devem nunca ter visto na vida, mas ele chama J.K. Rowling, a Bibliography. Tipo, Bibliografia do J.K.

Rowling. Ele é um livro com detalhes muito técnicos sobre os livros, tipo… Quantas edições existem em inglês, quando foram lançadas, listas, assim, tipo de… Como se fosse aqui no Brasil aquele ISBN, sabe?

Essas coisas, assim. E aí, tem cartas também que a J.K. Rowling trocava com os editores, né? Cartas, não, e-mails, no caso, né?

Já era e-mail. Que ela conta, por exemplo, num desses e-mails, que, assim, ela chega pro show e fala meu, eu não aguento mais. Tipo, eu espero que esta seja a última vez que eu te mando uma versão diferente do livro, porque eu não aguento mais. Está dando muito trabalho, eu estou puta com isso, porque, tipo, pra chegar onde chegou, do jeito que chegou, que a gente está discutindo se é confuso ou se não é, já deu muito trabalho, aparentemente, entendeu?

É porque você tem que… Enfim, ela está criando uma história em que ela faz as regras do universo etc, né? Mas ela está livre dentro dessas regras que ela cria. Agora o vira-tempo, como é uma viagem no tempo, tem que ter tudo igual.

Então tem que ter a fala igual ao que a pessoa falou. Tem que ter, no momento que eles estão fazendo isso, eles do passado estavam fazendo o quê? Você tem que ter esse controle para o negócio não ser inverosímil. Porque tempo é tempo, mesmo que no mundo da magia.

Exato, e tanto que, tipo, ela deu um jeito de destruir todos os vira-tempo, né? Para isso não ser um problema mais. Tipo, que eles são destruídos ali no departamento de mistérios em ordem da Fênix. Menos um.

É. Aí que está a cagada toda, gente, de Cursed Child, entendeu? Mas aí a gente não vai entrar nesse merda. É que realmente, assim, para mim é tipo, ela fez isso em ordem realmente para não ter que lidar com essa questão de, tipo, porque senão as pessoas sempre iam questionar.

Tipo, tá, mas por que então eles não viajaram até o mesmo momento? Se o Harold tinha que morrer, por que ele não morreu antes? Ele usava até o tempo e, sabe, mesmo que seja 10 minutos que é o que você pode voltar, entendeu? Mesmo que não seja tanto tempo assim.

Sempre ia virar um furo. Tipo, sei lá. Pelo que… Nossa, vou mudar de coisa.

Mas tipo assim, tipo quando a gente tem o primeiro filme de Vingadores e depois a gente tem Homem de Ferro 3, que é uma ameaça mundial, mas nem o Vingador aparece. Tipo, uma vez que você já tem uma equipe de super-heróis, por que ainda tem uma ameaça mundial e o cara tá sozinho? Então é meio isso, sabe? Tipo, o vira-tempo ia virar a solução de tudo.

Não, é… Eu acho que essa questão de virar tempo, eu não vou nem ficar pensando muito, senão eu não consigo não lembrar das merdas de Cursed Child, sabe? É igual a Marina falou, não voltar mais de 10 minutos, mas aí, enfim… Aí depois você pode voltar lá 30 e tantos anos, sabe?

Enfim, gente, vira tempo. Chegamos à conclusão que é, ficou bom ali no prisioneiro, agora deixa de lado, não volta mais. Não, foi o que ela fez, assim. Acho que tá ótimo, foi usado aqui naquele ponto.

É, foi e não foi, porque ela deixou você de novo, mas enfim, vamos que vamos. O Pedro é muito… É que eu realmente, no meu coração, no meu coração, eu o ignoro, de um jeito, que não me incomoda. Tipo, assim, eu realmente fingo que de Cursed Child não existe e eu sigo a minha vida muito bem com isso.

Que bom, amiga. Terapia funcionou. Pra muitos fãs não dá, sabe? Eu, por exemplo, fico incomodado.

Motivo pelo qual, inclusive, eu já vou até passar pro próximo tópico, gente. Falar sobre o trio, né? O nosso trio de ouro. É, eu acho que é uma coisa interessante que começa a acontecer aqui, que a gente já viu um pouquinho também nos anteriores, mas mais aqui.

As rupturas entre eles, né? Há pelo menos duas dessas, duas brigas, digamos assim, entre eles em prisioneiro. Primeiro quando a Hermione entrega a Firebolt do Harry pra McGonagall, o que, obviamente, o Harry e o Rony não concordam. E depois, quando o Pereba some, deixando a cama do Rony ali, toda ensanguentada, e o Rony acha que foi o bichento que matou o Perebas.

O que você acha, Marina, que essas rupturas significam pra relação entre eles? Cara, eu acho que mostra os conflitos de personalidade e as prioridades de cada um. Porque assim, a gente já tem ali que eles são amigos, os três em si. Tipo, a Hermione cita em carta pro Harry que o Rony me contou tal coisa.

Então, tipo, o Rony e a Hermione também são amigos. Todo mundo é já amigo, tá tudo de boa. Só que eu acho que eles têm visões muito diferentes que vão acabar causando maiores conflitos. Tipo, não é à toa que a gente tem, por exemplo, em cálice que o Rony também não fala com o Harry.

Então, inicialmente, o problema é com a Hermione. Dos dois com a Hermione, de certa forma, sabe? Porque, tipo assim, tem a questão de que, tipo, ela é uma pessoa que é muito… Eu acho que ela é cautelosa e eu acho que ela é muito racional.

Então, tem algumas questões que pra eles não é uma questão e que ela já tá ali pensando e questionando. Isso é uma coisa que irrita. Isso é uma coisa que chega no estopim, sabe? Tipo assim, naquela aula que o Snape tá dando de defesa contra as Trevas, que o Lupin tá afastado, etc, etc.

O Snape, por exemplo, xingar a Hermione. E ele fala, tipo, ah, você não cansa de ser uma insuportável, sabe? Tudo, não sei o quê. E o Rony vai lá e defende ela.

Ele fala assim, por que você perguntou, então, o Snape, se você não queria saber, não sei o quê. Sendo que ele mesmo acha ela é uma insuportável, sabe? Então, existe uma coisa, tipo, uma sessão de, tipo, eles sabem quem ela é e eles aceitam e tudo mais. Só que isso tem um certo limite.

Eu acho que o limite é você ganhar uma vassoura super foda e a menina querer confiscar. Tá ligado? Uhum. E ela tá certa, velho.

Essa aqui é a questão, sabe? Tipo, eu acho que o Harry e o Rony parece que, dessa vez, é muito mais claro a ameaça ao Harry, sabe? Tipo, no primeiro livro e no segundo, não se sabia que eles estavam ativamente atrás dele, tá ligado? Nesse sabia, e ainda assim, os caras não tomam tenência.

Tomam tenência. É a própria Hagrid, né? Tá lá, tipo, meio quase que bêbado já, em algum momento, quando eles, né, depois que tem um incidente com o Bicuço. E aí ele vai lá, meio que, tipo, parece beber, dá uma lavada no rosto, e ele fica, mas o que vocês estão fazendo aqui, inferno?

Tipo, Hagrid, que é super inconsequente, né? Não, pois é. Então, tipo, eu acho que falta, realmente, uma maturidade ali do Harry e do Rony. Tipo, eu acho que a menina pega no pé e é chata de diversas situações, sabe?

Mas, tipo, nisso que eles recebem, que o Harry recebe a Firebolt, tipo, realmente, tipo, podia estar amaldiçoado, podia ser uma coisa pra atingir ele. Uhum. Aí eles param de falar com ela, e fica nisso, fica nisso, fica nisso. Aí depois, quando a Firebolt é recebida de volta e fica tudo certo, o Harry vira pro Rony e fala, aí, cara, no fim das contas, foi uma boa intenção.

Vamos fazer as pazes com ela? Aí o Rony fala, vamos? Aí logo o seguido o Perebas e Somi. E aí o Rony acha que é o Bixento.

E aí eles param de novo de se falar. Dizam, ah, Binder, porque, ah, porque você não… Ele já tava puto, né? Ele já não queria muito fazer as pazes com ela, eu acho, né?

Nossa, Bixento, que homem, né? Grande Cruikshanks. Nossa, como é que fala? Cruikshanks.

Cruikshanks. Olha só. Inclusive o Bixento, que foi baseado num, tipo, num gato que a J.K. Rowling via perambulando pelo bairro de Londres, em que ela ficava escrevendo.

Ela achou um gato meio invocado, ela homenageou ele. Ele tem muita personalidade, né? Eu acho incrível, inclusive, olha que quantidade de detalhes que a gente percebe, né? Que nos livros os bichos têm personalidade pra caralho, né?

A gente já comentou sobre como a Edwiges tem uma puta de uma personalidade. Gente, a Edwiges, no final do livro, quando chega o Pixitinho, que homem, que é o melhor personagem de Harry Potter, né, o Pixitinho? E ela está descrito que ela olha, tipo, o Pixitinho é muito feliz, né? Então ele tá, tipo, assim, né?

Tipo, voando loucamente dentro da cabine e ela olha pra ele, assim, julgando ele. Que mulher. Que perfeito. Mas é, eles têm personalidade e tals.

Que mais? Enfim, mas continuando nessa questão do Harry e do Ronny, eles são muito inconsequentes, assim. Porque aí, tipo, por exemplo, a Hermione, ela tem… Acho que ela tem tanta noção do que tá acontecendo, do risco de como eles estão sendo idiotas, que mesmo brigada com eles, ela, quando ela sabe que o Harry vai pra Hogsmeade, ela vira e fala, se você for pra Hogsmeade, eu vou entregar o Mapa do Maroto pra McGonagall.

Tipo, assim, mesmo brigada com eles e sabendo que eles vão ficar mais putos ainda com ela, ela ainda assim fala. Tipo, cara, não é pra você fazer isso. E eles vão, o quê que eles vão? E eles vão, o Harry vai…

Gente, o Sirius invadiu, tá ligado? A Sarah com a holografina era com uma faca, velho. E o cara vai pra Hogsmeade, sem ninguém saber. Sabe?

Gente, é muita mematuridade. É que, inclusive, enfim, eu fiz um TikTok, barro no Reels, né? Sobre isso de que é a primeira vez que eu acho que eu concordo com o Snape, assim. Acho que ele não concordo antes, não concordo depois.

Mas nesse momento, que tipo, depois, né? Que o Harry volta de Hogsmeade, ele acha que uma FOI denunciou ele, que é verdade, falou pro Snape. O Snape fala, nossa, o Ministério da Magia, pra baixo, tá tentando proteger o Harry Potter com milhões de medidas de segurança. Mas o famoso Harry Potter é bom demais pra isso.

E ainda assim, ele só toma tenência, o Harry, depois que o Lupin fala. Os seus pais arriscaram a vida pra te salvar. Eu acho que você deveria ter um pouco mais de gratidão. Gratiluz.

Gratiluz. Pô, você que é hater do Harry, Pedro, você não ficou puta? Porque eu fui muito puta, cara. Não, e assim, é engraçado, né?

Porque a gente gravou um episódio antes de eu ter lido esse livro, antes da gente começar a reler os livros de modo geral, que eu falei, ah, agora, né, eu paguei a minha língua sobre o Harry e tudo mais. Ai, gente, eu tô voltando a ter ranço. Eu tô pensando que a hora que eu chegar ali em A Ordem da Fênix, nossa, eu vou deletar esse episódio, sabe? Que, meu Deus.

É, que o ponto é isso, tipo, eu acho, eu não retiro nada que eu disse no episódio do Harry. Não retiro, mas diria de maneira diferente, I guess. É que em teus momentos você fica com muita raiva, porque realmente, assim, o ponto é, depois que ele ouviu isso do Lupin, ele realmente cai em si. Ele percebe que ele tava sendo muito idiota.

Talvez precisasse de uma pessoa fora, né? Do convívio dele, enfim. É, uma pessoa que ele respeita, uma pessoa que ele admira, né? Eu acho que é um pouco isso, assim.

Faltava isso e ele toma, ele percebe que ele realmente tava sendo idiota, que não era pra ele ter feito isso, sabe? Mas até chegar ali eu fiquei, meu Deus, cara. E o Rony dando pilha, então, ai. Querélion, caralho.

Querélion, caralho. Não, nesse livro, inclusive, a gente continua a observar, né, o quanto o Rony tem um senso de inferioridade em relação ao Harry. Assim que eles se encontram ali no Beco Diagonal, né, quando o Harry tá ali hospedado no Cadeirão Furado, o Harry pergunta pro Rony, né, porque que o Ministério não me puniu por ter enfeitiçado a Chaguida? E o Rony diz meio que entre aspas assim, ah, é porque é o grande Harry Potter, né?

Vou eu fazer uma coisa dessas pra ver se eles não vão me matar. Enfim, acho que isso de alguma maneira mostra, né, um pouco como, né, a inferioridade que ele se sente em relação ao Harry. Sim. Não sei se o que eu vou dizer é exatamente um foreshadowing, né, um prenúncio do que acontece em Cálice e tals, mas tipo assim, o Rony, quando ele é atacado pelo Sirius, né, comenta que, tipo, é a primeira vez que as pessoas dão mais atenção a ele do que pro Harry.

As pessoas querem saber o que é que ele conta milhões de vezes, como é que foi e tudo mais. Então, tipo, ele realmente é, tipo, preto-infla, né, esse momento que ele recebe mais atenção e tal, sobre como é uma coisa, tipo, importante, tanto que quando o Hagrid, né, vai chamar eles pra falar do Olê do Bicuço, que eles, inclusive, esqueceram de tão inconsequentes que eles são, eles esqueceram que o Bicuço tava pra ser condenado e eles prometeram, né, ajudar e tals. É, o Rony acha que o Hagrid tá chamando ele pra ouvir a história, tá ligado? Ai, ai, que homem.

Tem o Hans também. Não, mas esse ano eu vou precisar apagar o episódio, porque o episódio que a gente fala sobre o Rony, eu já destilo todo o meu hate por ele. Você xingou mais. Não, exato, eu acho que, tipo, realmente a gente vai conseguindo construir, você vai desenvolvendo os personagens pra que todas as ações façam sentidos, né, assim, tipo, o rolê de Cálice realmente faz sentido o que a gente sabe do Rony.

Não é muito distante a gente ver que ele vai parar de falar com o Harry. Nos filmes, né, fica muito distante, mas nos livros não. É, não, eu acho que, inclusive, uma coisa que eu percebi, nem era um tópico, mas uma coisa que eu percebo é sobre como já nesse livro tem uma distância muito grande de quem é o Rony no livro e o Rony no filme, sabe, eu não sei de quem que foi a decisão ali, se foi do Clovis mesmo, né, o Loterista, se foi do Cuarón. Provavelmente foi do Clovis, não culpar o Clovis, porque o Cuarón a gente não culpa.

Exato, provavelmente é o Clovis porque continua, né, o Cuarón tá por um filme só, o Clovis tá em todos os filmes, menos o Orn da Fênix, né. Então, tipo, mas o Rony tem uma mudança de comportamento, eu acho, sabe, diferente, muito mais diferente do livro. Por exemplo, nessa cena que eu mencionei antes, gente, do Snape xingar Hermione, no filme o Rony vira pra Hermione e fala, ele tem razão, sabia? Tipo, olha isso, no livro ele faz o contato, ele defende em voz alta e toma uma destensão por causa disso.

É tipo, é um nível de ousadia, seja o diretor, seja o roteirista, de mexer nisso, né. Literalmente ir completamente contra o que tá no livro. Uhum, ele vai exatamente ao contrário e aí a relação entre o Rony e a Hermione… É isso, gente, eles param de se falar duas vezes nesse livro, o Rony grita com a Hermione, por causa do rolê do Perebas, etc.

Mas, tipo, no filme eles já estão colocando como uma coisa, tipo, é pseudo… Sabe assim, quando você gosta de uma garota você trata mal? Uhum. Tipo, é muito ridículo, velho.

É mesmo, verdade. E, inclusive, sobre essa questão dos personagens, os novos personagens, a gente é apresentado nesse livro, né, ao Lupin, ao Sirius, ao Pedro e, consequentemente, aos Marotos, né. Com isso a gente conhece, inclusive, o mapa do Maroto, que é um objeto bem legal, bem útil, bem bonito, tenho aqui em casa, inclusive. Também.

Mas também a gente é apresentado a coisas mais densas, né, o preconceito contra os lobisomens, por exemplo. E a magia dos animagos, e isso ao mesmo tempo indica pra gente que o Harry não sabe nada sobre os pais dele. Nada mesmo, assim. Ele não sabia, por exemplo, quem eram os melhores amigos do Tiago.

E é ótimo sabermos disso pra expandir um pouco a complexidade da trama, né. Todo mundo, afinal, tem passado. Sim, eu acho muito interessante. Primeiro desse ponto de vista de quem já leu tudo há muito tempo, de tipo…

Nossa, que louco, teve algum período que a gente não sabia dessas coisas, que a gente não sabia dos Marotos, que a gente não sabia quem era o pai do Harry na escola. Não é que a gente sabe milhões de coisas sobre Tiago, não é isso? Mas a gente sabe que tinha esse grupo de amigos, e que eles eram muito kkk arteiros, que existe um certo legado aí e tudo mais. E pô, a gente não sabe…

Gente, tadinho, o Harry quase deseja ser atacado por um dementador, pra poder ouvir mais da mãe e do pai. Tipo, é esse o nível, véi. Isso é muito triste, assim, mas ao mesmo tempo ele não tem nenhuma referência perto dele, que possa falar dessas pessoas. Ele pega um comentário aqui e ali, né, tipo, o próprio Lupin, né, tipo, evita.

Ele não quer falar pro Harry que ele conheceu Tiago, ele vai evitando essa coisa, e tal. Eu achei, enfim, que aí, eventualmente, isso ligaria auxírios também, e tal. Uhum. Então, é muito louco essas coisas de que você vai descobrindo e vai montando as pecinhas, né?

Sim, sim, com certeza. E é um grupo que é bem presente, e vira também um certo prenúncio de, tipo, de todo rolê com Snape pro futuro. É, e não só sobre os Marotos, né, a gente tem toda essa explanação, mas nesse livro outros personagens vão ficando também mais densos, né, e mais bem construídos, enfim. A gente tem o Snape, por exemplo, se mostrando muito vingativo, rancoroso.

Só que no lugar dele você faria diferente, Marina? Cara, eu não sei dizer só que faria diferente. Não sei. Porque, tipo, eu tento às vezes pensar um pouco pela perspectiva de que na cabeça dele era um assassino condenado.

Né, o Sirius. O Sirius é um assassino condenado, matou um grande gente, tá indo atrás do Harry, que é o cara que eu prometi proteger. Só que também o Snape, cara, não dá nem a oportunidade de ouvir, né. O Lupin tá lá o ano todo com ele, o Lupin tá sendo o seu mais de boa possível, tá ligado?

E o Snape, ele realmente não consegue superar isso, né, porque, tipo, o Lupin nem tá envolvido na questão de que ele quase morreu, por assim dizer. O Sirius tava, o Tiago descobriu e salvou ele, mas, assim, o Lupin não tinha a ver com aquilo, com essa história em específico. É, eu acho difícil, porque, assim, nesse livro o Snape ele fica muito mais escroto do que o comum, né. É nesse livro que a gente descobre, a gente já falou muito bem sobre o Snape no episódio, só sobre o Snape, gente, mas é nesse livro, vamos relembrar, que a gente descobre que para um menino que perdeu os pais pra loucura, após os pais terem sido torturados por mensagens da morte, o maior medo dele não é isso, é o Snape, sabe.

Imagina o maior medo da sua vida ser um professor, gente. É nesse, né, nesse livro que a gente vê ali o Snape, né, querendo matar o sapo do Neville, sabe, que nunca fez nada pra ele. É nesse livro que a gente tem o Snape basicamente contando pra todo mundo que o Lupin é um lobisomem, e que isso meio que, tipo, faz ele perder o único emprego que ele conseguiu na vida dele, sabe. Então, assim, vai tomar no cu, Snape, filho da puta do caralho, assim, sabe.

Não dou conta, gente. Não, é que é isso, tipo, depois de… Porque o ponto é, em Pedra, o livro todo o Harry desconfia dele, mas não é ele no fim das contas, né. Em Câmara é mais tranquilo, tipo, o Snape não tá sendo suspeito de nada, continua sendo escroto, mas não tá sendo suspeito de nada.

E aí, nesse terceiro, ele aparece no final pra ser um grande escrotão, tipo, ele é uma pessoa desagradável o tempo todo, só que aí agora a gente entende um pouco mais as motivações dele, né. Ele é mais desagradável do que o comum, e aí, no final, ele é escroto do caralho, assim, né. Sim, e ele fala, né, tipo, do pai do Harry, por exemplo, fala, é, você realmente é gostinho do seu pai, tinha essa superior, você acha bom demais, já mostra o rancor que ele tem, né. Tipo, a gente vai montando também um pouco mais coisas sobre o Snape, mas, nossa, velho, esse negócio realmente, tipo, é isso, gente, o Lupin, de fato, não fez nada pra ele, o cara vai lá e fala pra todo mundo, fala pra Sonserina, que o cara é um lobisomem, mano.

E tenta também, enfim, é que as pessoas são muito burras, mas ele tenta fazer as pessoas descobrirem que o Lupin é um lobisomem antes, né, na aula de defesa, que só a Hermione percebeu, mas… Sabe, tipo, meu, pra quê, velho, destruir a vida de um cara? Sabe, pelo amor de Deus, vai fazer… O Lupin vira pra ele e fala isso, mas é sério que uma brincadeira entre crianças, você ainda tá, tipo, lidando com isso aí, pelo amor de Deus, vai fazer uma terapia, da ligada.

Nossa, que homem escroto, meu Deus, ódio, ranço. Enfim, né, gente, outro ponto também que esse livro traz pra gente, como a gente tem sempre comentado nesse episódio de releitura, são os foreshadowing, né, os prenúncios sobre coisas que serão importantes na trama. E aí o primeiro deles, eu acho que talvez o mais básico, né, Marina, é a primeira aparição do Cedrico e da Cho também, né. Sim, eu acho muito legal, né, pela importância que o Cedrico vai ter em cálice, que ele já seja apresentado, né, pra gente.

Pra não surgir do nada igual aconteceu no filme, né? Sim. Primeiro disso, de mostrar que é um aluno de destaque, né, tipo, é um ótimo apoiador, as pessoas gostam muito dele, as pessoas acham ele muito bonito, tipo, já é uma pessoa de destaque, ele da escola faz sentido, portanto, que ele seja o campeão de Hogwarts, e também de mostrar como ele é uma pessoa justa, né, de que, tipo, quando o Harry é atacado por dementadores e tals, ele tenta fazer com que o jogo seja anulado, tipo, ele tenta… Não, gente, pelo amor de Deus.

E aí, só que aí não é, e até o Olívio fala, não, mas ele realmente, tipo, ele pegou o pomo antes do ataque, então, de fato, eles mereceram ter ganhado, sabe. Mas ainda assim, o Cedrico, pelo que aconteceu, quis anular. Então, tipo, é legal que a gente já tenha um pouquinho de entender quem é essa pessoa. E, tipo, enfim, a Cho a gente não sabe muito, nem quando ela é apresentada direito a gente sabe muito dela, né.

Mas, assim, ela já tá ali, já é um personagem, já é bonita, que é a função dela. Tipo eu na vida. Meu Deus, queria. Isso é energia de protagonista, isso.

Sim. Mas, então, ela já tá lá, entendeu? Já é uma personagem que também vai ser importante pro Harry, já é a primeira cortezinha dele, que ele já sente um… Como que é, um calor no baixo ventre?

Calor no baixo ventre, eu amo. Então, já temos isso. Sim, não, total. E essa questão do quadribol que você mencionou, né, sobre o jogo, eu achei interessante, porque também tem a questão da Copa, né.

Cara, eu achei muito engraçado, porque é mencionado logo no final, né, que o Harry tá, enfim, tá triste, né, porque os filhos foram embora, pelo pincel de Hogwarts. E aí o Rony fala, não, mas, ô, mas o verão aqui vai ter a Copa Mundial de Quadribol, papai sempre consegue ingressos, bora. E o Harry já fica animado. E aí, tipo, nossa, né, enquanto leitor você pensa, legal, vai ter a Copa Mundial de Quadribol, e aí, tipo, é só desgraça.

Aí chega no próximo livro e você fica, Caio, que inferno, essa merda. Não, eu falo é só desgraça no sentido de que tem um ataque de Comensais da Morte, não que eu acho chato. Ah, eu não, eu falo que, que inferno, não desgraça, ao mesmo sentido de, tipo, que inferno, essa bosta dessa Copa. Enfim, vamos que vamos, gente.

Ó, quando a gente for fazer o episódio de Cálice, a gente vai ter um tópico só pro Pedro falar disso, tá? Sabe o que eu acho legal, gente, que, assim, eu estou releendo esses livros com áudio-livros, e a narração do Ícaro Silva, ela é muito boa, tipo, ele tem uma dicção perfeita. Então, se você jogar no 3.0 de velocidade, você consegue entender. Então, assim, tipo, que que isso é bom?

Isso é bom porque a hora que chegar nas cenas da Copa, eu vou ler muito mais rápido, sabe? Mas, por exemplo, essas cenas que tem, esses jogos de quadribol que a gente tem em Prisioneiro, você acha chato também? Também. E o meu áudio-livro não te ajuda, ou ajuda?

Não, ajuda, mas o que que eu faço? A hora que chega nessas cenas, eu coloco mais rápido, eu coloco 2.0. E aí dá aquela emoção da narração que tem, tipo, nos filmes, sabe? Entendi.

É bom, é legal, dá pra você fazer essas coisas, assim. O áudio-livro é muito interessante. Os do Jim Dale, que são os americanos, e os do Stephen Fry, britânicos, também é legal. A questão é se você vai conseguir entender um cara te falando, te contando uma história em inglês britânico na velocidade 3.0, né?

É, é o nível de fiske. Vai do seu nível de fiske, exatamente. Eu consigo até, no máximo, 1.5, mas, enfim, é isso, gente. Mas uma outra questão também, gente, sobre essa questão de prenúncios e tudo mais.

Como falar de prenúncio? Olha essa palavra, gente. Prenúncio. Me lembra muito Trelawney, né?

Mentira, não. Mas é isso, gente. Ela, a Trelawney, ela surge nesse livro, né? Ela brota.

E ela tem essas premonições, assim, né? Que todo mundo vai morrer e tudo mais. E o que eu acho engraçado é que ela erra, mas ao mesmo tempo ela acerta. E assim, acerta umas coisas muito bestas, tipo, a primeira cena, o Neville vai lá no armário pegar a xícara.

Pegar a xícara, não. Ele tá, acho que no sentado, no… Lá, e ele fala, acho que a sua avó não tá bem, eu não teria tanta… Ela pergunta, a sua avó vai bem, menino?

Aí ele fala, acho que sim. Ela fala, eu não teria tanta certeza. E a gente sabe que não aconteceu nada com ela. Beleza.

Então, assim, errou. Só que ao mesmo tempo ela fala ali, na mesma hora, ó, quando você for pegar uma outra xícara, depois que você quebrar essa sua, pega uma xícara rosa, porque eu gosto muito das azuis. E ele, de fato, vai lá e quebra a xícara. Dali um segundo, sabe?

Então, assim, ela tem uns acertos muito bestas, assim. Mesmo que você possa falar, ele quebrou a xícara porque ele ficou nervoso. Sei lá. É, cara, eu acho que é mais sorte e também um pouco de probabilidade, tipo assim, de que o Neville é uma pessoa nervosa.

Então ele, obviamente, quebraria. E aí, tipo assim, né, tem um rolê que ela fala pra lhe lá, que, ah, o que você tem medo que acontecer, pode ser que aconteça, aí o coelho dela morre. Uhum. E aí, tipo, aí o Mione até argumenta, né, e fala, não, mas você tinha medo que ele morresse, tá ligado?

Tipo, não era uma coisa que você temia. E, mas, não, ali lá, quer acreditar que aquilo. Sabe, tipo, aí, alguém vai nos deixar pra sempre em abril, né, que é a Hermione que abandona a aula. Mas, sei lá, eu acho que é umas coisas mais…

Nos deixar pra sempre no sentido de, tipo, abandonar a aula, não morrer, né? É que meio, pra mim é o seguinte, a Trilone é uma charlatã que, por acaso, é uma vivente de verdade. Ela tem uma visão muito, muito certa, né? Por exemplo.

É, não, o ponto é que é isso. Tipo, ela não sabe que ela tem clarividência em mim, a gente. Ela não lembra quando ela faz a previsão de que ela fez a previsão. Ela parece drogada, né?

Muito chá. É, não, tipo, acho que ela acredita nos rolê dela e tals, mas ela, de fato, não é uma pessoa que tem o olhar interior, usou interior, não sei o que, ela quer prever desgraça, entendeu? E aí, a cara me nerva, né? Que cor não é perfeita.

Mas, enfim, depois da primeira aula, né, que ela fala que o Trilone fala que o Harry vai morrer. E aí, é a aula sobre animagos, inclusive. Ó mais um mistério, né? É uma aula sobre animagos e tals.

E aí, a McGonagall vira um gato, depois volta. Ela fala, nossa, eu acho que não é que eu ligue pra isso, mas é a primeira vez que uma sala não rompe em aplausos depois de ver minha transformação. E aí, fala, ai não, porque a gente teve aulas de viação. Ela fala, ai, quem que você vai morrer esse ano?

Porque ela é muito, tipo, oposta. Ela meio, ela também é meio Hermione, assim, né? Então, ela é muito oposta da Trilone e ela fica, tipo, muito cética, tipo, não dando conta das coisas. Então, eu acho que é isso.

Acho que, por acaso, a Trilone é uma vidente, mas ela não sabe disso, então, na verdade, ela machalatã. Essa é a minha visão. Não, sim, mas o ponto é que, assim, ela faz uma previsão neste livro que se prova real, né? Nos próximos.

Com certeza, esse que é o ponto, assim, ela não… Tem algumas coisas, né? Tem aquela grande frase, né, que as pessoas depois descobrirem tals, que tem no Natal, de que tá todo mundo ali. Poucas pessoas ficaram, né, pro Natal, então, tem 12 pessoas à mesa e aí ela chega e ela vai se sentar.

O Dumbledore fala, senta, tals. Ela falou assim, então, não vou sentar, porque nós estamos em 13. Se eu sentar, a gente vira 13. Quando 13 sentam à mesa, o primeiro a se levantar é o primeiro a morrer.

Só que o Perebas tá junto com o Rony. Então, na verdade, já tem 13 pessoas. A primeira pessoa que se levanta é o Dumbledore, que é a primeira pessoa a se morrer entre eles. Essa é a grande…

É a coisa que todo mundo fala, né? Porque eu acho que, tipo, ela apenas aplicou uma superstição dela e acabou que tava certo, entendeu? Mas assim como, sei lá, você não pode deixar virado seu chinelo, tá ligado? Não, aí que tá.

Essa questão, você falou que acabou que ela estava certa, aí vai depender do leitor. Se o leitor acha que ela realmente teve ali uma premonição, se ela teve uma profecia ou se foi o acaso. Vai depender do leitor, entendeu? Mas aqui não foi uma profecia em si, ela só falou, tipo, um fato, como se fosse um fato.

Ah, quando alguém faz isso, isso acontece. Você escolheu acreditar, Pedra? Eu escolhi acreditar. É, eu senti essa vibe.

Porque eu amo a Trelawney, sabe? Eu lembro, sei lá, as cenas dela na batalha, né, de Hogwarts, tá todo mundo lá e ela fica jogando bola de cristal no povo, sabe? Eu acho ela perfeita. Que mulher.

Então tá, né? É porque eu tô tal, se eu tivesse aula com ela, eu ia transformar a aula dela numa previsão da minha vida, sabe? Ai, é isso. Aí eu amo essas coisas, gente.

Eu amo. Muito mística, ele. É, eu sou, eu sou. Mas enfim, de fato, né?

Falando em prenúncio, que aí de coisas que acontecem de fato, é que ela faz uma profecia de verdade, né? Que é ali na prova, né, de adivinhação, depois do Harry fazer o rolê dela, que ela fala, né, de que um servo retornará ao seu mestre, tal, essa noite, não sei o quê. Será que vale a pena ler outra qual é a profecia ou não? Vale, vale, acho que vale.

Deixa eu pegar o livro, peraí. Ela falou o seguinte. O Lorde das Trevas está sozinho e sem amigos, abandonado pelos seus seguidores. Seu servo esteve acorrentado nos últimos 12 anos.

Hoje à noite, antes da meia-noite, o servo vai se libertar e se juntar ao seu mestre. O Lorde das Trevas vai ressurgir, com a ajuda do seu servo, maior e mais perigoso que nunca. Hoje à noite, o servo vai se juntar ao seu mestre. Adorei a dramaticidade da leitura, inclusive.

Ah, será? Depois eu pensei, acho que eu podia estar atuado melhor, mas eu tô um pouco… Faz um tempo que eu tô longe dos palcos aqui. Amo.

Pois é, tava certa. Ou seja, que mulher. Só essa é a conclusão que eu chego. Não, não nego.

Ela não lembra, né, de nada, mas ela tá certa. Mas sabe o que é mais chocante? O Dumbledore, ele não dá corda, né, assim. Quando o Harry comenta com ele, tipo, o primeiro foreshadowing é essa própria profecia que é verdadeira.

De que o Rabicho vai se juntar ao Voldemort, fazer ele voltar à vida de fato. Mas o segundo prenúncio é que o Dumbledore fala. Então essa seria a segunda profecia que ela fez. E a primeira é que a gente vai descobrir em ordem, que é sobre o Voldemort e o Harry, e tal.

Então isso é legal, que já ia mencionado, sobre essa questão da profecia, que é muito importante. Mas assim, eu fico na dúvida. O Dumbledore, ele não bate pra ela, né? Ele fala assim, ah, mas não vai rolar isso.

Não vai rolar. O Rabicho tem medo, ele não vai atrás, não sei o quê. Você acha que o Dumbledore não acredita mesmo que o Rabicho vai atrás, ou ele só tá tentando tranquilizar o Harry? Não sei.

De verdade, não sei. Tem que pensar, peraí, quem é o Dumbledore, a personalidade dele… Não sei. É que me parece…

Eu fico meio na dúvida também, porque tipo, por um lado, eu acho que não faria sentido com o perfil do Dumbledore ele ignorar isso. Uhum. Mesmo que exista a mínima possibilidade, sabe? Tipo, cara, não é por Voldemort de voltar, entendeu?

Por outro lado, o Dumbledore é bem dissimulado com o Harry, né? Tipo, a questão, por exemplo, lá que ele fala do Snape em Pedra Filosofal, ele tipo, ah não, mas é porque ele sente que deve a vida a seu pai. É por isso. Tipo, ele é bem dissimulada, a Dumbledore.

Falsa pra caralho. Então, eu não sei. Eu acho que pode… não sei.

Pode ser os dois. É. Talvez ele não bote muita fé. É, talvez ele até fala depois, né?

Que ela é uma pessoa que às vezes acerta, mas erra também, enfim… Ele tem essa coisa. É, exato, ele já errou. Ele fala que é subjetivo, né?

Uhum. Mas ele se achou ele legal, que a gente já tem por a profecia, é um negócio sensacional, né? Então, tipo assim, a gente já tem ali… É o que guia a série inteira, né?

Exato, então tipo, ele já fala e tem tipo, não, é a segunda. Então, teve uma aí. Eu acho, inclusive, que Prisioneiro, muito mais do que Pedra e muito mais do que Câmara, ele dá muito subsídio pros próximos livros e pra série como um todo, sabe? Ele consegue, mesmo que em poucas páginas, porque ele não é um livro tão grande, ele consegue, tipo, em pequenos detalhes, dá muito subsídio, não só pra essa história que a gente tá sendo apresentado nesse livro, mas pra tudo, né?

Uhum. Ele não é um livro que é tipo, meu Deus, a porra agora ficou séria, que é Cálice, mas eu acho que realmente ele já traz muitas coisas. Ele prepara o leitor pra chegar nesse ponto, né? Exato, que vão ficando, que é muito importante que a gente saiba.

Então, tipo assim, ser mencionado mesmo, fica muito claro o planejamento, entendeu? Então, ser mencionado a profecia, os marotos, o Snape, a relação deles um pouquinho, porque, tipo, quando você vai saber, obviamente é um grande choque várias coisas, mas você entende que aquilo ali tava sendo construído, sabe? Uhum. Tipo, isso é muito legal, foi muito interessante ficar vendo tudo isso, assim.

E só uma coisa que eu esqueci de mencionar, que eu achei interessante, por exemplo, tem a cena, né, de quando eles estão na casa dos gritos, em que eles descobrem que o Lupin é lobisomem, que o Rony tá machucado, né? E aí o Lupin chega perto dele, né? E aí ele fala, sai daqui, lobisomem! E aí, tipo, gente, não tem como culpar o Rony, né?

Pelo amor de Deus. Naquele momento eles achavam que o Lupin tava do lado do Sirius, que era um assassino. Uhum. Então, tipo, o cara ser lobisomem só piora a situação na visão dele.

Então, tudo bem. Total. Não, mas eu acho que essa questão que a gente tava comentando sobre Prisioneiros ser esse livro bem diferente dos dois anteriores, ele é mesmo narrativamente falando, sabe? Não é só uma coisa que leva a outra.

Então, assim, uma aula que existe só pra gente, sabe? As coisas não precisam mais ter necessariamente propósitos pra fazer a narrativa caminhar, né? Essa narrativa do Sirius e, enfim, do Prisioneiro. Tem vários acontecimentos que não são necessariamente super importantes pro enredo, né?

Isso muda o ritmo da leitura, inclusive, né, Marina? Sim, eu acho que faz muita diferença, porque você… Acho que você parece que começa a fazer mais parte do cotidiano dos personagens e do que acontece no dia a dia. Isso, parece que a gente entra no dia a dia, de fato.

E não só no dia que eles tão fazendo coisas muito importantes. Sim, eu acho que isso ajuda muito na imersão de sentir que você tá lá acompanhando. E de que eu acho de trazer esses elementos, até, por exemplo, o Cedrico, por exemplo. Tipo, ele não tem nenhuma relevância na história, não é?

Tipo, o Justino Finch-Fetch, ele é mencionado porque ele vai ser petrificado. O Colin Cravey também, sabe? Agora, o Cedrico, que relevância que ele tem pra Tramali naquele momento? Nenhuma.

Então, tipo, eu acho muito legal isso. De que a gente consegue, enfim, tem os jogos de quadripol, que é uma coisa… É importante pro Harry ganhar os jogos. Ganhar a taça, finalmente.

Tipo, Olívia, o que eu amo em beijo, Olívia. Mas, sei lá, tiveram aula de feitiços, aprenderam feitiços pra animar, que é o que cai na prova. Mas, tipo, nossa, não é a coisa mais importante, assim. Sabe, tipo, a entender que eles têm os exames, eles fazem prova disso, fazem prova daquilo.

Tem o dia a dia. Acho que é o que leva a gente querer estudar em Hogwarts, né? Tipo, assim, essa rotina que você faz aqui, magia todo dia. Eu acho que faz muita diferença.

E me fez aproveitar muito a leitura, assim, esses detalhes. E uma coisa que eu fiquei muito feliz foi o final. A parte final do livro, o clímax, por assim dizer. Que não é corrida.

Exato, não é corrida. Foi o que eu senti lendo Pedro, eu senti câmera. Mais câmera do que Pedro, inclusive, né? Exato, câmera, mas ainda que eu falei, putz, gente, eu quero estar aqui com esse Tom Riddle, que é gatinho.

E aí, é tão rápido e é tão incrível que o Voldemort… Pô, acabou. Você mal viu, já acabou. Nesse meu, a gente tem, tipo, três capítulos em que eles estão, sei lá, conversando na casa dos gritos, tá ligado?

Muito diálogo, muita coisa, falando vários pontos. E é uma conversa, não é uma coisa que fica expositiva. Claramente é o expositivo, né? Mas, tipo…

É o que aconteceria de fato numa situação daquela, né? Tipo, FD digno é a realidade. Exatamente, então eu gostei que a gente… Que eu tava com receio, conforme eu fui chegando no final.

Eu fiquei com muita receia de ser rápida, sabia? Mas aí não, não foi. Eu fiquei muito feliz que deu tempo de você ver, digerir, entender toda essa situação, de tudo que tá acontecendo. E depois você ainda tem que você ver de novo, né?

Por fora, por causa da viagem no tempo. Então, tipo, eu gostei muito. Achei que deu um ritmo bem legal. É o que é um grande mérito da J.K.

Rowling neste livro. E que, eventualmente, em Ordem da Fênix, vai se tornar um demérito. Mas aí a gente deixa essa discussão pra lá. É, eu vou deixar pra falar isso quando eu reler.

Principalmente agora que eu sou mais matura, inteligente, sabida. Vamos ver o que eu pego de cada coisa, assim. Mas, tipo, eu gostei muito. O que a gente pode dizer, o que eu posso dizer até agora é que estou muito satisfeito com o Prisioneiro.

Com tudo, todos eles, de modo geral. Mas com o Prisioneiro mais do que os outros. Eu gostei muito, mas até agora eu poderia dizer que, assim, meu top 3 seria Prisioneiro, Pedra e Câmara. Sim, meu também.

E todos os meus amigos que eu falei, tipo, ai, tô relendo Prisioneiro do meu Deus, né? Que livro, e não sei o quê. Tipo, é muito legal. E ele consegue ser engraçado.

A gente não comentou… Tem coisinhas, assim, que a gente não tá comentando. Mas, assim, ah, cara, quando ressurge ali o mapa do Maroto, né? E aí o Snape pega o Harry andando ali, e aí ele meio que, tipo, pede pro mapa revelar os segredos.

E aí os Marotos começam a insultar o Snape, sabe? Tipo, ai, tira o seu nariz grande daqui, seus cabelos cebosos, enfim. Tá insultando o Snape, no caso eu amo. Sei lá, ele consegue ser um livro que…

Ele é pesado, e ao mesmo tempo ele consegue ser engraçado. Enfim, ai, que livro perfeito. 10 de 10. Não, pois é, eu achei muito legal, realmente.

E uma coisa, gente, que a gente não vai mencionar aqui, porque a gente vai ter um episódio só sobre isso, é sobre a questão do Bicuço e a injustiça do Ministério. Que tá ali, como que tudo é muito influenciável, como é por interesse, como, enfim, pessoas inocentes, até os sírios também, né? Tipo, não tem julgamento, não tem nada. A gente vai ter um episódio, né?

Sobre como é que funciona o sistema prisional do mundo bruxo, o sistema judiciário do mundo bruxo. Nessa temporada, ainda, do tercemanário. Exato, vai ser depois do episódio de Cálice, ainda. Então, no episódio de Cálice, provavelmente, a gente vai falar, olha, a gente vai falar disso, do Bartow Crown, não sei o quê.

É que tá gravado, já. Por isso que a gente tá vencendo todos. Exato, mas que é uma questão também que é bem interessante, mas que a gente deixou por um episódio, tipo, é tão interessante que rende o episódio sozinho. Exato.

Mas, cara, tipo, foi muito legal, assim, reler esse livro. E, tipo, acho que até a gente fala, né, nos outros, assim, o que que tem nos filmes que você sente falta? Nada. É, tipo, pra mim, o que é problema é a questão do Rony, de ter umas atitudes dele, umas coisas com a Hermione, que, velho, tipo, você não tem no livro, acho que você subverte o que o personagem tá fazendo, não acha isso legal.

Acho que é isso, o filme não fala dos marotos, eu acho que seria importante falar que eles são um grupo. Poderia ser uma pequena fala, só como a gente discutiu no primeiro episódio, né, que a gente fala sobre os erros, os maiores erros dos filmes, um pequeno diálogo, assim, de segundos, resolveria. Sim, mas é isso, tipo, acho que a essência da história tá lá, e o filme é muito bom, que vai ter um episódio só dele, aí depois a gente fala disso com mais detalhe. E, cara, é que, tipo, esse eu talvez não sei, se esse vai ser o último episódio que a gente vai conseguir ficar abaixo de uma hora.

É, a gente, ó, vamos lá, gente, comparem aí com o que vocês estão escutando, por enquanto a gente tá com uma hora e quatro, vamos ver quanto que vai estar a hora que vocês forem escutar. É, exato, vai ficar menos, com certeza 50, 40 e pouco e tals, vai ficar menor com pausas e todas as coisas, sim, mas, tipo, agora o negócio começou, a gente não sabe ainda, se terminando o livro é isso, você vê Copa Mundial de quadribol, que legal, e aí, velho, é o ataque dos Começadores da Morte, é a aparição da Marca Negra, tipo, o negócio começou, a gente vai ter a primeira morte, sabe, tipo, o retorno de Voldemort, tipo, o bicho vai pegar agora, tá ligado? É isso, ansioser. Ansioser.

Gente, a gente fica por aqui, a gente vê vocês semana que vem, não sei ainda com qual episódio, mas vamos estar lá, com certeza. Espero que vocês tenham gostado, agora é a hora do jabá, como a gente não tem convidado, eu vou fazer o meu jabá, que as minhas redes sociais são todas iampedromartim, vocês podem me seguir. As da Marina são? Todas marinandeli, marina, aindri, TikTok, Twitter, Facebook, Instagram, gente, eu postei um cover de Taylor Swift no meu TikTok, a fama vem.

Confiram, gente, confiram. E tem as redes sociais do Potteriste, claro, Potteriste oficial no Instagram, e Potteriste no Twitter, no TikTok, no Facebook, além de, é claro, poteriste.com, para o nosso site, maravilhoso. E é isso, gente, um beijo e até semana que vem. Beijos.

Adorei essa anoplastia.

Ouça em