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J.K. revela uma razão que a faz resistir a um oitavo livro

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No site do livro “Harry, uma História”, de Melissa Anelli, foi postado um trecho de uma entrevista com J.K. Rowling, contido no livro, no qual a autora de Harry Potter fala sobre como cuidou da segurança do material da série enquanto o escrevia e um dos motivos pelos quais resiste à idéia de um novo livro.
Sobre os hackers que ameaçavam invadir o seu computador e roubar o livro, antes de ele ser lançado, J.K. brinca:

“Eles o pegaram do meu disco rígido? Não entendo muito sobre computadores – quero dizer, eles podem? Podem mover-se pelos fios e conseguir pegá-lo? Fisicamente? Com aqueles gorros de ninja?”

E afirma que foi um pouco mais cuidadosa com Relíquias da Morte:

“Quando eu estava acabando o sétimo [livro], eu tirei tudo do meu computador, completamente, e ele ficou somente no laptop, mas eu, ainda assim, me ressentia por ter que pensar nisso, mas era o último livro […] Então tive um pouco mais de consciência sobre a segurança, no final”.

Sobre escrever um oitavo livro, a autora é taxativa:

“Eu, de boa vontade, nunca ia querer voltar para aquilo. Definitivamente, as pessoas vão achar difícil de acreditar. ‘Ah, vamos lá. Olha o dinheiro que você ganhou’. Quer saber? Eu nunca gostaria de viver com aquele tipo de estresse outra vez. Eu sinto muita falta de escrever ‘Harry’, entretanto, em grande parte, o que me faz resistir à idéia de um oitavo livro ou um oitavo romance, é saber que teria de retroceder àquela estufa”.

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Thanks, SS.

J.K. ROWLING
Sobre medidas de segurança e uma razão para evitar o oitavo livro

Harry, a History – Melissa Anelli
15 de junho de 2009
Tradução: Flávio Júnior

JKR: “Eles o pegaram do meu disco rígido?. Não entendo muito sobre computadores – quero dizer, Eles podem? Podem mover-se pelos fios e conseguir pegá-lo? Fisicamente? Com aqueles gorros de ninja?

Sempre que meu computador fazia essas coisas que todo computador faz, travava ou algo assim, isso sempre passava pela minha mente e eu pensava ‘O que eu deixei acontecer?’.

Quando eu estava acabando o sétimo [livro], eu tirei tudo do meu computador, completamente, e ele ficou somente no laptop, mas eu, ainda assim, me ressentia por ter que pensar nisso, mas era o último livro, então eu queria que as pessoas o pegassem para ler na versão impressa, e não numa versão roubada ou por spoilers. Então tive um pouco mais de consciência sobre a segurança, no final”.

MA: Então ele nunca esteve conectado à internet?

JKR: “Sim! Não, realmente, não é verdade. Eu o conectei à internet – o que eu estou dizendo? [risos]. Eu conectei. Mas eu lidei com isso com um pouco mais de cuidado. Mas, de fato, sim, eu o conectei à internet, então, qual é a diferença? Ops! É tão bom poder dizer essas coisas agora”.

MA: Deve ser um alívio…

JKR: “Sim, é tão libertador. Eu, de boa vontade, nunca ia querer voltar para aquilo. Definitivamente, as pessoas vão achar difícil de acreditar. ‘Ah, vamos lá. Olha o dinheiro que você ganhou’. Quer saber? Eu nunca gostaria de viver com aquele tipo de estresse outra vez. Eu sinto muita falta de escrever ‘Harry’, entretanto, em grande parte, o que me faz resistir à idéia de um oitavo livro ou um oitavo romance, é saber que teria de retroceder àquela estufa.

Pessoas vão vomitar ao me escutar dizendo isto, porque sei como eu fui sortuda em ter sido publicada, e sei a sorte que tenho em ter feito tanto sucesso, eu agradeço a Deus todos os dias por isto; e escritores não-publicados de todos os lugares arremessarão coisas em seu livro, se lerem isso, mas ainda assim… Eles não viveram com todo aquele estresse. Algumas vezes, foi realmente pressionante”.