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Helena Bonham Carter dá à luz uma menina!

Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Helena Bonham Carter dá à luz uma menina!Potterish :: Harry Potter, o Ickabog, Animais Fantásticos e JK Rowling Helena Bonham Carter dá à luz uma menina!

De acordo com a Reuters, a atriz Helena Bonham Carter deu à luz seu segundo filho com o diretor Tim Burton, e a mais nova criança da família Carter-Burton é, na verdade, uma menina!
A People.com citou falas do publicitário da atriz nas quais afirmava que a criança nasceu no último domingo – 16 de dezembro – em Londres. O casal já tinha um filho de 4 anos chamado Billy.

Bonham Carter, 41 anos, recebeu a nomeação ao Globo de Ouro na última semana pelo seu papel na adaptação musical de “Sweeney Todd”. Seu marido Burton, de 49 anos, também foi indicado. Para ler uma entrevista com a atriz realizada durante a conferência de imprensa do filme, cliquem em notícia completa.

Pergunta: Eles estão filmando Harry Potter agora. O que vai acontecer com a Belatriz?
Carter: Bem, espero que em fevereiro eu tenha perdido peso. Ela aparece depois e eu faço umas nove cenas com o Alan Rickman.

Pergunta: No livro sete a participação dela é maior, né?
Carter: O sétimo é o último, né?

Pergunta: Sim
Carter: Sim, eu terei uma parte maior naquele.

Pergunta: Você leu?
Carter: Sim, claro que li. Eu tava pensando “Quando vai ser a minha parte?”

Parabéns e muitas felicidades à família!

HELENA BONHAM CARTER
Conferência de imprensa do Sweeney Todd

Helena World
27 de novembro de 2007
Tradução: Virág Venekey

A entrevista é da conferência de imprensa de Sweeney Todd realizada em Londres no dia 26 de novembro de 2007.

Pergunta: Quanto tempo de gravidez?
Carter: Eu estou com oito meses e meio. Pode ser a qualquer momento agora. [Risos] Vocês vão saber.

Pergunta: Menino ou Menina?
Carter: Não sabemos ainda. É um bebê. [Risos]

Pergunta: Um musical foi algo que você sempre quis fazer?
Carter: Sim, mas eu quase desisti dele, eu achava que sempre ia ser um sonho sem se realizar. Então quando apareceu eu pensei “Bem, eu não posso fugir disso. Não posso deixar escapar”. Eu sempre quis participar de um musical, saltaria por uma chance de cantar e gosto de Sweeney Todd desde pequena, muito pequena. Desde que eu tinha uns 13 anos. Eu amei tudo que ele escreveu, então não poderia deixar de fazer.

Pergunta: Você de fato se comprometeu muito na preparação.
Carter: Eu comprometi cada centimetro do meu pequeno, grande, corpo. É verdadeiramente uma determinação. Eu nunca cantei antes e não tinha idéia de que conseguiria fazer. Eu apenas pensei: “Vou tentar com cada centímetro do meu ser”. Eu fui e fiz a audição. Tim falou “Obviamente Stephen Sondheim vai assistir a escalação do elenco, mas faça”. Quando eu consegui o papel eu pensei “Meu Deus, agora vou ter que aprender todo o resto”.

Pergunta: As possibilidades técnicas ajudam?
Carter: Com certeza, eu precisei de tudo [Risos]. Eu sou meio esquecida.

Pergunta: Tem alguma cena ou canção da qual você tem algum orgulho específico?
Carter: Para ser honesta, eu tenho orgulho de que consegui fazer, eu posso dizer assim. Eu estou orgulhosa. Para mim, cantar na frente de Stephen Sondheim foi um fato importante. Para mim, ser escolhida por Stephen Sondheim foi como um sonho. Foi como vencer “American Idol”, e eu nem acreditei. Olhei para Tim [Burton] e ele caiu no choro. Stephen vai gostar disso e eu mal pude acreditar. Não vou questionar meu próprio trabalho. Por enquanto não vou assistir o filme. É muita tortura, então não posso dizer do que estou mais orgulhosa. Estou orgulhosa de que fiz.

Pergunta: Você viu alguma parte do filme?
Carter: Não.

Pergunta: Você não viu nada enquanto Tim editava?
Carter: Não. Nós obviamente vivemos juntos. As vezes eu sonhava com ele e então via no espelho. De alguma forma refletida no espelho é mais tolerável. Eu podia escutar, podia escutar a música, e a primeira vez que me ouvi foi deprimente. Depois você se acostuma e então escutar a si mesmo fica menos torturante do que assistir. Eu vi alguns poucos pedaços nos quais estou. Está bom.

Pergunta: Porque é mais fácil escutar do que assistir?
Carter: Eu não sei. Não sei ao certo. Eu nunca assito algo no qual eu participo, é muito doloroso. Eu fico desejando que não estivesse, mas a única razão é porque sei que adoraria. Eu adoro Sondheim e adoro Tim como diretor, e Johnny [Depp] como ator, todos os talentosos. Estou muito curiosa para ver o que eles fizeram, mas é muito doloroso. Se borrarem meu rosto talvez consiga fazer. Honestamente, é demais. Tim vai assistir, ele não tem isso.

Pergunta: Vai ter alguma parte que você vai se olhar posteriormente?
Carter: Sim

Pergunta: E se passar na TV?
Carter: Eu sei que é assustador. Você sabe, o que eu descobri sobre mim mesma, é que não gosto da minha aparência e me pareço louca lá. Eu adoro ele, então isso torna ligeiramente menos chocante. Eu sou terrível.

Pergunta: Você está na maioria das cenas, você e Johnny.
Carter: Sim.

Pergunta: Ao contrário dos últimos filmes que você fez, qual foi o esquema de gravação?
Carter: Não me lembro. É mais fácil estar em todas as cenas do que o contrário, pelo menos na minha opinião. É mais fácil fazer uma grande parte do que uma parte pequena. Foi um pouco difícil porque eu fiquei grávida na metade.

Pergunta: Então você descobriu no meio?
Carter: Sim.

Pergunta: Tim te tratou diferente por causa disso?
Carter: Não, mas eu falei que ele tinha que ser legal comigo. Ele me colocou numa máquina giratoria no dia seguinte. Eu tinha que valsar, algo do gênero, mas nós não fizemos. Ele me rodou, então aquilo foi difícil com o enjôo matinal. Ruim. Eu falei para Johnny “Eu realmente vou ter que me concentrar. Talvez você tenha que me ajudar e me lembrar de algumas coisas”. E assim ele fez, foi um verdadeiro cavalheiro.

Pergunta: O que você acha tão maravilhoso nas canções?
Carter: Eu simplesmente amo toda a música. Eu acho que é muito vivo e tem romance e anseio. Na verdade, nas canções masculinas, a maioria destas é que são as mais difíceis. São muito harmonicas. Eu teria mais originalmente, mas cortaram, eles deram para o garoto, e eu disse “Não. Vou ficar chateada”. Ele estava certo. Ele é que fazia e assim fiquei calada. Ficou cheio de personalidade e bonito. É uma mistura de razão e emoção, mas também cheio de espírito e genialidade. É bom escrever a música e a letra. Você pensa que ele é mais do que um gênio porque eu escutei a orquestração. Quando você canta um pouquinho, sem a melodia que acompanha, e você escuta aquilo, há bem mais quando escuta-se o resto. Tem muitas partes com todos aqueles instrumentos diferentes, é barulho em potencial, mas de alguma forma tudo se encaixa dentro deste resultado maravilhoso.

Pergunta: Você acha que as canções soam bem sozinhas?
Carter: Oh, eu acho que sim. É uma boa mistura. Acho que são ótimas mesmo sozinhas. “Johanna” é como uma canção lenta. Tem uma ótima melodia. Você não pode deixar de cantar, como a equipe técnica, e eles nem conheçem Sondheim e ficam cantando ou murmurando por aí. Eu acho, juntamente com Johnny e Tim, que eles adicionaram um sentimento mais moderno a elas. Não é Broadway, mas Tim não queria Broadway. Foi dito para todos nós que não deveríamos fazer de forma tão expressiva. Não extender as palavras e nem ampliar, apenas fazer de forma simples. Apenas da forma como se estivessemos falando, não falando a canção mas do jeito que o personagem falaria com simplicidade.

Pergunta: Mas você não pôde deixar de planejar?
Resposta: Nós tinhamos que falar tudo. Tim diria “Do topo e faça sem usar as mãos”. Logo, gesticulações não foram permitidas. “Ok, agora faça sem suas sobrancelhas. Faça sem nenhuma expressão facial”. [Risos] Foi bem díficil.

Pergunta: Você viu o vídeo da performance de Angela Lansbury? Isso foi algo que você manteve em mente enquanto estava trabalhando?
Carter: Eu conheço sua performance vocal, foi o que escutei por anos e vi alguns pedaços dela, mas não tudo. Porém, eu sabia, quando consegui o papel, que não ia querer fazer do mesmo jeito que ela porque, como ela fez daquela forma, não há sentido em regurgitar a performance de outras pessoas. Mas o fato é que Tim não queria aquele tipo de interpretação. Ele não queria daquela forma. Sem dúvida, a forma como Angela fez foi fantástica, mas foi muito mais ampliada do que a visão que Tim queria nesse filme. Eu sempre achei que tinha potencial. A idéia original dele para esta versão é que queria fazer com atores mais jovens. Tinha uma esperança para o romance. Eu queria fazer mais sexual e mais sobre ela ter paixão por ele novamente, acompanhada da total imoralidade. Ela acha que é a mãe natureza e ao mesmo tempo é totalmente imoral e desiludida. É uma personagem fantástica. Acho que ela também é ladra porque é totalmente imoral.

Pergunta: Onde você conseguiu a voz para isso? Já que você recebeu as canções e gravou a música primeiro, isso influenciou na sua interpretação?
Carter: Oh Deus, sim. Você tem que treinar antes de gravar as canções. Você tem que se preparar para o que escolheu. Depois, você recebe as canções finalizadas após os produtores musicais terem trabalhado dia e noite juntando tudo, você tem que aprender de trás para frente. Posteriormente, você fica sincronizando os lábios e tem que saber o que está pensando. Você tem que saber fazer sem mexer os lábios. O mais importante que aprendi sobre isso é esperar. Se você faz algo em quantidade suficiente, logo seu corpo vai saber o que está fazendo. Seus lábios saberão e você não tem que pensar mais. Muito disso está dentro de você. Apenas procura e está lá. Eu conhecia bem a personagem. Você faz boa parte cantando e então nos estúdios você pega os detalhes menores. A logística, a fisicalidade e tudo de forma simples como saído da minha porta e chegar em Sweeney. “Pra que pressa? Pra que correr?”. Tínhamos que ensaiar tudo porque Mike [Higham] tinha que adicionar ou retirar pequenos detalhes. Eu não tinha como passar pela porta e voltar de acordo com a batida, que está na música. É bastante complexo.

Pergunta: Eles estão filmando Harry Potter agora. O que vai acontecer com a Belatriz?
Carter: Bem, espero que em fevereiro eu tenha perdido peso. Ela aparece depois e eu faço umas nove cenas com o Alan Rickman.

Pergunta: No livro sete a participação dela é maior, né?
Carter: O sétimo é o último, né?

Pergunta: Sim
Carter: Sim, eu terei uma parte maior naquele.

Pergunta: Você leu?
Carter: Sim, claro que li. Eu tava pensando “Quanto vai ser a minha parte?” [Risos]