#19: Hogwarts, uma história, com Mariana Moreira
Quem nunca sonhou em estudar em Hogwarts? Encantadora, a escola tem elementos positivos, como um ensino prático muito diferente do que ocorre nas salas de aulas trouxas, ao mesmo tempo em que falta didática a alguns professores, segurança aos alunos e uma direção no mínimo mais atenta e cuidadosa. Os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, recebem a psicóloga Mariana Moreira para discutir os prós e contras da rotina no castelo.
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Sejam muito bem-vindos ao Seminário dos Bruxos, o podcast do Poteirist, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente de marketing. E hoje a gente está aqui para discutir um tema…
Pode ser que, enfim, eu acho que é um tema meio diferente, no sentido de que o Pedro que li Harry Potter 10 anos atrás ou que assistia aos filmes, enfim, nunca pararia para pensar sobre como Hogwarts é uma escola diferente. E eu não estou falando diferente no sentido mágico, mas diferente na pedagogia, na maneira como os alunos são tratados, como os professores lidam com tudo o que está acontecendo, enfim. É uma escola muito diferente, não é, Marina? Sim, com certeza, né?
Eu acho que é uma pegada bem interessante pensar, nossa, quando eu era criança, meu sonho, receber a carta para Hogwarts. Continua sendo verdade, continua sendo verdade, não vou mentir. Mas eu acho que hoje em dia, a gente cresce e fica chato e vai vendo umas problemáticas nas coisas, né? Podia ser outra escola, a gente queria ser bruxo.
Não precisava necessariamente ter aqueles, né, Hogwarts? Então tá bom, então fica em casa. É isso. E para falar sobre Hogwarts, a gente recebe hoje aqui a psicóloga Mariana Moreira, que também já fez parte do Potterit, não sei se vocês lembram, gente, vocês que estão escutando a gente, mas no extinto clube do livro Potterit, né, em 2013, enfim.
Faz muito tempo, não é, Mariana? Muito tempo. E aí a Mari vai discutir hoje com a gente Hogwarts, né, porque a Mari está relendo todos os livros, ela sempre escuta o nosso podcast, assim, dá feedback, ajuda a fazer pauta e hoje ela está aqui. Está vendo, gente?
Continuem a ouvir esse podcast, porque um dia talvez vocês possam vir participar. Olha que honra que hoje estou tendo aqui. É isso. E é engraçado, porque quando eu participei do clube do livro há muito tempo, foi quando a faculdade estava em greve e eu não tinha nada para fazer, então eu ficava relendo Harry Potter e procurando tudo de Harry Potter.
E agora a gente está de quarentena, então eu também não tenho nada para fazer, então eu estou fazendo o quê? Relendo Harry Potter e vendo tudo de Harry Potter na internet. É o timing, né? Ah, e estou aqui, de volta ao Potterit, é isso.
Um grande prazer. Mas viu, gente, estão agora convidados para participar, têm que responder a uma prova sobre o podcast, comprovando que houve, só assim. Exato. Mas então, gente, sobre Hogwarts, vamos lá.
Diferente do que acontece nos filmes, os alunos de Hogwarts, eles têm vida estudantil nos livros. Eles vão a aulas, eles frequentam as aulas, eles fazem tarefas, eles fazem trabalhos, eles estudam como qualquer estudante trouxa, né? Mas nos filmes parece que eles não são estudantes. Vocês já repararam nisso, já?
Não, na verdade, eu só fui realmente prestar atenção nisso há pouco tempo, assim. A única coisa que me chamava a atenção, que me incomodava até, era o uniforme, né? Porque eles só usam o uniforme quando eles realmente estão dentro da sala de aula. Mas quando você lê o pai relendo os livros, você vê que eles passam muito tempo fazendo dever de casa, assim.
E muito tempo estudando para a prova. E realmente no livro não tem esses pedaços, né? Até porque… No filme, né?
Ia ficar meio chato, né, você assistir eles fazendo dever de casa, né? Reclamando, o Rony reclamando de todo o dever de casa que ele tinha que fazer, né? Não, é até engraçado, porque quando você lê no livro, eles falando, ah, 20 centímetros de pergaminho, 40 centímetros de pergaminho. Você é criança, principalmente uma criança de humanas, você achava, nossa, que dever de casa é gigante.
Aí hoje em dia, você pensa, gente, 20 centímetros de pergaminho não era nada. O Rony estava reclamando de quê? Era um dever mínimo. E não tinha BNT, né?
Você pode escrever uma letra grande, né, e tá tudo certo, né, tipo. Bom, e com certeza ele fazia isso? É, então. Então, eu acho que é exatamente isso, das questões de que, tipo, no filme, gente, eu acho que eles até consideravelmente passam um tempinho na aula, né?
Tipo, assim, você jamais vai esquecer que eles estão numa escola, né? Então, sempre um filme e outro, sempre tem cena de sala de aula. Geralmente, a coisa que é importante para a narrativa, né? Porque você tem um período muito curto de tempo, né?
Tem tanta coisa acontecendo em Harry Potter, e aí você fofocar em aula, realmente, e vai ser chato, né? Mas até nos livros, eu acho que existe uma diferença, porque nos dois primeiros, não sei se a Mari percebeu isso nessa releitura, nos dois primeiros, todas as aulas têm algum objetivo, para avançar a narrativa. A partir do terceiro, eles começam a frequentar aulas que não têm nenhum objetivo para a narrativa principal da história daquele livro, especificamente. Mas, enfim, tá lá para a construção de universo, enfim.
E tem muito mais aulas, né, e tudo mais. Sim. É, eu… É porque, basicamente, a J.K.
Rowling teve que criar várias aulas para a Hermione frequentar todas, né? Então, eu precisava disso. Eu acho que também é meio que… Talvez já entrando um pouco, é meio o rolê de eles começarem a aprender coisas um pouco fora da caixinha e decidir o que eles querem continuar estudando ou não, né?
Não, e isso traz para a gente muitas questões, né, que talvez façam sentido também, só se a gente levar em consideração o dia a dia de Hogwarts dos livros, né? A primeira delas, eu acho que é inevitável, apesar de que, enfim, é um assunto polêmico, sempre rende hate, sempre, enfim. É o sistema de casas, né, gente? Que é esse sistema falho, que é esse sistema que, quando a gente fala de casas, no Instagram do Potteriste, por exemplo, as pessoas acham que a gente está ofendendo a mãe delas.
Assim, gente, a gente leva o Harry Potter muito a sério, tanto que a gente está aqui gravando um podcast de Harry Potter, mas, enfim. A gente também tem ciência de que não existe, né? É, de verdade, né? Mas aqui, no caso, a gente nem vai falar de nenhuma casa específica.
A gente já discutiu individualmente cada uma das casas, né? Mas, no fim das contas, o importante, o que eu queria falar aqui é que o sistema de casas é muito falho, né? Eu acho que ele falha na parte de separar por personalidade. Esse rolê aí é complicado, né?
Mas ter casas, eu acho interessante, porque cria uma sensação de família, né? Que eles se ajudam, se protegem, assim. Eu acho que era uma coisa que, na teoria, podia parecer melhor do que na prática, né? O problema é quando você bota uma casa para odiar a outra, para fazer bullying com a outra.
Cria competição, né? É, não sei, eu acho que eu falei no episódio da Lufa-Lufa que talvez uma das questões de separação fosse uma separação de lógica pedagógica, né? De tipo assim, eu quero alunos que se interessem por tal, porque aí tem mais a ver comigo para eu ensiná-los, por exemplo. O que eu não acho que é o caso, eu acho que poderia ser…
Eu mesma já estou tirando minha teoria, assim. Mas o ponto é que, principalmente por ser uma escola, né? De muito importante, né? Que o pessoal todo ali do Reino Unido vai para lá.
E, né, os fundadores morrem e aí outras pessoas assumem, né? Então não fica muito claro essa questão, sabe? De tipo assim, qual que era o objetivo deles. E talvez também eles não tinham exatamente um objetivo muito a longo prazo, parando para pensar que tipo, eita, eu tenho aqui essa separação por personalidade, por talvez gosto, enfim.
Mas isso pode não ser perpetuado de uma forma boa, pode criar rivalidades, não sei o quê. Porque ninguém tinha feito antes deles, não tinha escola, né? Uhum. É, eu acho que faz muito sentido que no início, talvez não tivesse mil professores.
Eles eram os professores, sei lá, a Helga era professora dos Lufanos, o Salazar era o professor dos Sonserinos, né? É, eu acho muito isso. Que eles eram tipo os professores que tinham no rolê. E aí, eles eram amigos, né?
Eles tinham prioridades diferentes, mas eles eram amigos. Uhum. Então, acho que a intenção deles nunca foi de fato, tipo assim, fazer com que as pessoas achassem que elas estavam distantes por causa disso, sabe? O que aconteceu depois, né?
O que aconteceu, exato. Mas o tempo passou, assim. É que também a nossa perspectiva é muito do Harry, que é amigo do Rony, e aí é só Grafinória, né? Acho que outras pessoas têm amigos de outras casas, né?
Tipo, a Gina é uma pessoa bem popular, quem sabe. Mas o Harry realmente fica muito restrito ali. E também a gente tem uma visão aqui do Brasil, né? Onde isso não existe.
Porque, na verdade, eu fui chocada também depois de mais velha, quando eu fui descobrir que isso é normal em colégios lá na Inglaterra, assim, ter essa separação de casas. Só que, obviamente, né, uma coisa, normalmente, é meio aleatório, assim, você é sorteado para uma casa e pronto, não tem… Obviamente, não tem um chapéu seletor para dizer com a sua personalidade. Mas então, eu acho que lá tem essa cultura mesmo, essa rivalidade entre alunos, assim, que para a gente é meio estranho, né?
Não parece muito saudável. É, eu falo que a fala é no sentido de cria rivalidades que, às vezes, não são saudáveis, né? Imagina você convivendo aqui… Beleza, é um castelo gigantesco, mas, assim, você está convivendo com pessoas o dia inteiro, todos os dias, e de uma maneira que, enfim, que não parece muito saudável, né?
É, eu não acho que é uma coisa que não é saudável o tempo todo, sabe? Não sei se é menos saudável do que é saudável, mas é porque, assim, eu acho que foi uma adaptação da J.K. Rowling, né? Vamos pegar uma…
Adaptar magicamente o que já acontece em escolas da Inglaterra. Só que é muito mais pesado, né? Tipo, assim, beleza, eu sou da Casa Azul, vou ser da Casa Verde, e aí a gente for selecionado aleatoriamente, e a gente vai ser rival, mas de rival, não de verdade, entendeu? Vai ser uma coisa de, tipo, assim, né?
Ver quem consegue mais, sabe? Mas não é de verdade. Mas aí você tem os alunos da Casa Vermelho e da Verde que vão ser rivais real, assim, né? Então, mas é isso que eu estou falando, não necessariamente, porque não tem a ver com característica, não tem a ver com a tua personalidade.
Você só caiu naquela casa, entendeu? É, então, mas no fim das contas, parece que os próprios alunos não entendem isso, entendeu? Eu sinto um pouco. Então, mas não tem…
É difícil, porque aí você, todo mundo, é separado por um conjunto de características, você começa a achar que você é diferente mesmo, um do outro, sabe? E o sistema de pontos também é totalmente subjetivo, né? Assim, o professor pode dar e tirar pontos literalmente pelo que ele quiser, assim. É, e é meio pontivista, né?
Assim, por um lado, eu até já vi, gente, falando que isso é legal, porque você valoriza todos os aspectos, né? Não é só acadêmico, né? Não é só quem acerta a questão na aula, que nem Hermione. Você dá pontos também pela pessoa ser corajosa, enfim.
Só que, por outro lado, também a gente vê professores, né, como Dumbledore e Snape, que dão pontos porque acordaram a fim de dar pontos. Ou tirar, né, no caso do Snape. Então, eu acho que isso também aumenta a rivalidade entre as casas, né? De uma maneira não saudável.
Porque não tenha bem um critério, né? Vai ganhar quem fizer isso. Não vai ganhar quem… Vai ganhar quem me agradar ou quem não me desagradar.
E, às vezes, não adianta nem se tentar não me desagradar porque você vai perder do mesmo jeito. Essa questão, inclusive, leva a gente, né? O sistema de casos, o sistema de pontos, especialmente, leva a gente à discussão do sistema pedagógico de Hogwarts, né? Que, obviamente, tem pontos positivos, tem pontos negativos, mas o que me chama a atenção, particularmente, é a falta de tato que os professores e que esse sistema pedagógico lida com os alunos, né?
De modo geral, tem muito professor horrível ali em Hogwarts. Horrível no sentido de, tipo, tanto com um professor que não tem didática nenhuma, que é o caso, por exemplo, do professor Binx, que é o professor de Tóra da Magia, com também os que são abusivos, que é o caso do Snape, entendeu? E é meio doido, assim, é um quadro, um corpo docente meio complicado, assim, né? Mas nisso eu não sou braba.
O problema é Hogwarts ou o problema é o Dumbledore? Acho que não, porque você tinha, antigamente, outros professores, assim, sabe? Quando era a época do Tom Riddle, por exemplo, você tinha ali um professor que era o Horácio, que era um cara que também tinha um negócio meio complicado, assim, né? Tanto que caiu no rolê do Tom Riddle, ensinou o Tom Riddle a fazer merda.
Então, eu acho que, sei lá, o irmão do Dippet não era muito diferente nesse sentido, sabe? Do quadro, do corpo docente, assim. Uhum. É que, sei lá, eu acho que como é a pessoa responsável, o diretor é a pessoa responsável por escolher esses profissionais e tals, eu acho que…
É porque, assim, talvez… A gente não tem muito história com o anterior pra falar, né? Mas isso do irmão do Dippet, tá? Beleza.
Tinha o Binx, que tava lá há 37 mil anos, às vezes até tem vergonha de você demitir. E aí o Gorgorn, por exemplo, que tinha muito favoritismo, né? Apesar de parecer ser um bom professor. Aí você vai pro Dumbledore, me parece que é pior ainda.
Porque não dá pra dizer que a Trelawney sabe ensinar alguma coisa de viação que ela não sabe, apesar de ela ser uma pessoa boa na viação. Tipo, aí tem o Snape, que a gente já falou. Aí o professor de Defesa Contralada das Trevas, que, meu Deus, né, assim. O cara chama o Gilderoy Lockhart, que que é isso, véi?
É, eu acho que o grande problema do Dumbledore, já vou aqui, a Brina Polêmica, é que ele escolhia os professores por critérios pessoais, assim. Porque ele tinha interesses pessoais naqueles professores, né? Quando ele bota o slogan, é porque ele quer pegar a memória dele, assim. Ele não tá nem aí pra parte pedagógica.
Ele tá ali claramente pra cumprir um papel definido, que é porque o Dumbledore quer ele ali. E que nem a professora de Adivinhações também. O Dumbledore quer proteger a profecia, então ele mantém a aula ali. Ele sabe que ela não tá ensinando nada?
Sim. É, mas parece que tem coisas que vão além Dumbledore, né? Tipo, assim, o professor Beans, por exemplo, né, se o pessoal não lembra, ele é o professor que morreu. Ele não percebeu que morreu, continua dando aula.
Levantou da cadeira, continua dando aula. E ele é do tipo de professor que, enfim, não é muito raro você achar professores de história assim. Acho que hoje, menos, mas enfim, que vomita conteúdo em cima dos alunos. Não tá nem aí se eles estão aprendendo ou não.
Não pensa, de jeito nenhum, qual seria a melhor maneira de passar o conhecimento que ele tem para os alunos, sabe? E o Beans tá lá há muito tempo, tipo… Acho que transcende de alguma maneira também a questão do Dumbledore, né? É, não, exato, tem gente que transcende, mas aí me parece que no Dumbledore é um pouco pior e…
Não é como se Hogwarts, por si só, tivesse um sistema pedagógico, sabe? Que fosse ser seguido independentemente do diretor. É, porque talvez, é esse o problema, né? Então, se cada um faz o teu, assim.
E uma coisa que a Mariana falou, que eu não tinha me tocado, né? Pô, o Snape tava há 27 mil anos querendo ser professor de defesa contra as trevas. Aí o Dumbledore nunca deixava. Quando ele deixou, foi justamente porque era conveniente pra ele, né?
Porque ele precisava adorar, sei lá. Nunca tinha me tocado nisso. E eu acho que o Beans é meio uma questão de evitar a fadiga, assim. Ninguém quer ter o trabalho de virar pra ele e dizer, então, meu filho, você morreu, né?
Vamos seguir aí. Vou ter que botar outro em seu lugar. É, eu acho que talvez seja simplesmente, enfim, Ah, ele morreu, morreu, mas ele tá continuando aí, ele continua conseguindo. Tá, tá bom, deixa isso aí.
Se ele fosse um bom professor, até tudo bem, né? Não é esse o problema. Gente, mas aí como é que é os direitos? O fantasma ganha dinheiro?
Pode ter tanta bancária? Não sei. Tem direitos trabalhistas, enfim, qual que é o rolê dele? Nossa, eu nunca tinha pensado nisso.
Bizarro, mas é, acho que ele gostava tanto de ensinar, o que é engraçado. Ele gostava de falar, né? Porque ensinar e não ensinar… Deve ser palestrinha do caramba.
Precisamos de um Fari para os fantasmas? Exato. É, e a gente tem o Snape, né, gente? Acho que o Snape é um bom exemplo de professor que tava ali na época do Dumbledore, enfim.
Mas querendo, não tava ali em Hogwarts que não sabe lidar com as fraquezas, com as individualidades de nenhum aluno e voltando à questão das casas, né, que a gente trouxe, ele deixa a preferência dele pela Sonserina interferir na sala de aula a todo momento, enfim. E claro que a gente sabia. É que assim, também é complicado, né? Vai colocar realmente tudo na culpa do Dumbledore.
Mas depois a gente coloca. Por enquanto vamos falar do Snape, que é um filho da puta. Enfim, depois a gente fala que a culpa é do Dumbledore. Mas enfim, a gente tem o Snape.
E aí, às vezes tinha professores muito bons, né? Tipo, tinha, sei lá, o Lupin, né, que era um professor muito, muito, muito, muito bom. Tinha uma didática legal, conquistava os alunos e tudo mais mesmo. Me parecia muito mais uma questão de se o professor é bom, ele é por conta própria, mas a escola em si não interfere nisso, sabe?
Tipo, foda-se. Ele é o que ele quer. Total. É, o Fleetwick, eu acho que era um ótimo professor, ele incentivava muitos alunos sem passar.
Mas é assim que o Harry descreve que ninguém tava conseguindo fazer nada na aula. E ele tava ali, sabe, falando, não, vamos lá, vocês vão conseguir, continua tentando. E a McGonagall nem se fale, né? Se começar a exaltar a McGonagall, a gente vira a noite, né?
Ai, que mulher. Sim, perfeita. Eu acho que o Snape, assim, toda vez que falam do Snape quanto professor, eu lembro de uma situação que eu passei, que foi uma das coisas mais bizarras, assim, que eu tava num evento, eu tava apresentando um evento, junto com a Ana, beijo, Ana. E o tema era a professora de Hogwarts mesmo, do evento.
Foi numa das Harry Potter Book Nights, né? Que acontecia sempre a fevereira, enfim. Isso, exato, de uma editora que não tava me pagando agora. E aí a gente tava falando, a gente chegou no Snape, né?
E a gente falou, bom, gente, se entrar na complexidade do personagem em ser outra questão, ele quanto professor é bem ruim, né? Que ele é abusivo, porque a pessoa não consegue fazer ele zoar a pessoa, né? Tipo, ele não é justo nessa questão de casa, não sei o quê, enfim. Aí o menino, tipo, levantou a mão e falou assim, aí, mas professor não tem que ser amiguinho de aluno, não.
Aí eu falei assim, mas eu não falei que tem que ser amigo, tá ligado? Eu só falei que você pode, sei lá, tratar com respeito, não sei. E aí ele, tipo, aí não, porque na minha vida, eu só aprendi com esses professores, castadura mesmo, não sei o quê. Sabe, eu falei tipo, mas gente, ah, mas que gonago é a castadura, tá ligado?
Tipo, assim, ela não fica… Ela não é amiguinha de todo mundo, ela não fica fazendo zoeira. Ela é séria, e tá tudo bem, ela ensina, não falta com respeito com os alunos, sabe? E aí eu não podia barracar de fato, porque eu tava apresentando um evento em nome de uma marca, tá ligado?
Eu só queria tipo, meu, pelo amor de Deus, vai embora daqui, idiota. Não, eu ficaria assim, desculpa amiguinho que talvez esteja escutando a gente. Ah, não tá, se tá, já parou depois do Snape. Exatamente, mas enfim, eu falaria se é ler os livros, porque você saberia identificar o que é que a castadura é, como a Marina disse, e o que é abusivo.
Você acha que é natural ele tratar o névo do jeito que ele trata? Tipo, o menino tem porra, a gente já falou do névo, faz pouco tempo, volta lá. Enfim, o menino tem um histórico de traumas, e o medo dele, o maior medo dele é o professor, sabe? Enfim, tipo, o jeito que ele maltrata Hermione, zoa o dente de Hermione, então assim, essa pessoa, desculpa, mas amiguinho, você não tem o mínimo de interpretação de texto, sou obrigado a te dizer, entendeu?
Amiguinho, você não é o único, porque quando a gente fez o episódio sobre o Snape, a gente comentou sobre ele em relação à didática, teve gente lá na rede social ao lado, Facebook, que ficou falando que a gente tava problematizando, que o Snape não era esse professor tão ruim. Eu duvido, eu prefiro acreditar que vocês não leram o livro, que vocês não lembram do livro, porque se vocês lembram, se vocês leram recentemente, se vocês acham que aquilo é um método de ensino, é uma pedagogia boa, vão se tratar. A gente tem uma psicóloga que inclusive é normal isso. Exato, depois, mais tarde, ela faz um publi dela, pra ver como você pode se consultar, o episódio é tudo pra levar isso, entendeu?
É um publi. Não, é só pensar, inclusive, quando eu tava releendo há pouco tempo o quarto livro, eu até mandei um áudio pro Pedro falando isso. É assim, se você pensar que um dos professores que tratou o Neville e na verdade todos os outros, com mais carinho, com mais compaixão, era um comensal da morte, disfarçado, mandado pelo Voldemort, sabe? E ele tratou o Neville muito melhor do que o Snape, e ele era o partô Kraut Jr.
Exatamente. Eu acho que isso diz muito sobre Hogwarts, um dos professores mais gentis, assim, era um comensal da morte. Nossa, total. E o rolê do Hermione, né?
Tipo assim, tem a questão de tipo, gente, pelo amor de Deus, ela é a melhor aluna da sua sala, né? Tipo assim, você pode se utilizar disso, né? Você usar a pessoa como exemplo e conseguir, através das perguntas dela, ensinar outras pessoas, isso é bem bom. E tipo, véi, você não usou a aparência física de ninguém, principalmente se você é uma figura de autoridade, né?
Se você é um professor. Pelo amor de Deus, imagina usar a aparência de uma aluna, véi, de uma criança. Foi o que eu disse quando eu fui discutir com esse pessoal no Facebook, porque eu não consegui não discutir, eu falei, meu, se fosse o seu filho lá, e se a gente estivesse numa escola normal, enfim, você ia processar esse professor, entendeu? Ou no mínimo lá na escola, ele barracar muito.
Então assim, eu não consigo entender, assim. E Hogwarts é essa escola que, seja pelo Dumbledore, seja por Hogwarts, enfim, permite esse tipo de coisa. Sim, mas aí tem um problema de empatia, a pessoa. Se você precisa recorrer a falar do filho dela, se por uma pessoa ser uma pessoa, e a pessoa está sofrendo não é o suficiente…
Mas amiga, você acha que… Esse nível de pessoa que comentou isso, você acha que eu vou esperar a empatia dela? Não vou esperar, entendeu? Não, mas se a gente pensar também…
Eu sei, lá na frente a gente tinha botado bullying, né, mas já entrando nisso. Se a gente pensar na escola trouxa que o Harry estudava, né, que também o menino era abusado pelo próprio primo, assim, ele apanhava do primo dentro da escola. Tem alguma coisa muito errada aí nesse sistema inglês também, né? Não, é exatamente essa questão do bullying, né, existem outras discussões importantes sobre o dia a dia de Hogwarts, a começar pela relação entre os alunos, que a gente já falou um pouco no sistema de casos, mas enfim, ela é repleta de bullying, né, a menina chama Murtakki Jemme, é meio foda, né, meio, né?
Ela estava chorando no banheiro, né, quando ela morreu. Gente, não sei, não sei se Monning, que é em inglês, talvez ficaria menos pesado, é a mesma coisa, exatamente. É, ali o livro foi escrito nos anos 90, né, quando não existia ainda essa discussão, nem existia esse nome, bullying, nem existia essa discussão, era tido como algo perfeitamente normal, assim, o que os marotos faziam. Claro, não podemos deixar de lembrar disso, porque tem os marotofãs também, né?
Hoje eu estou provocando todo mundo, né, acho que todo mundo, enfim, ou vai sair do episódio antes de terminar, ou vai sair do episódio depois de terminar e vai no meu Instagram e da rater. Espero que lhe dê em rente, porque pelo menos dá uns minutos, né, de ouvinte pra gente. É, a audiência, né, é importante, mas enfim. E existe, além de tudo isso, é anos 90, e aí é um internato nos anos 90, que tipo assim, era uma coisa aparentemente muito comum, tipo, tem muito filme sobre isso, né, em que o pessoal está no internato nos anos 90.
E todos eles têm essa pegada também, todos eles é isso. Existe a hierarquia, né, existe o rolê e a pessoa vai sofrer bullying, isso não é discutido, não existe muito, tipo, falar com a diretoria ou qualquer coisa, bom, em Matilda a diretora é a grande bully, né, inclusive, mas é um rolê de que realmente não era conversado, então, eu acho que faz sentido dentro do universo. Aquilo está acontecendo e ninguém interferia, porque ninguém interferia mesmo na época. Não, ninguém interferia, o Filthy fala toda hora nos livros, acho que menos nos filmes do que mais nos livros, o Filthy fala toda hora sobre essa questão de como que eram os castigos antigamente, né, tipo, se levar as crianças para uma floresta proibida era ok, né, tipo, ele fala que pendurava de cabeça pra baixo nas masmorras, enfim, e, tipo, isso era uma era pré-Dumbledore, inclusive, né, não era o Dumbledore quem sentia fosse pau, o Dumbledore foi a pessoa que tirou isso, né, entre aspas, assim, possivelmente, então, até o modo como a escola pune as pessoas é um modo muito agressivo, né, muito, enfim.
É, não, acho que realmente a coisa das florestas proibidas, esse negócio foi meio too much, assim, pô, ficar limpando alguma coisa, né, e tals, que é o que acontece com o Harry depois de um tempo, né, aí tudo bem, né, calustrando os negócios, agora realmente, sair pra uma floresta proibida, que é o… do início do ano, então, é proibida ir pra lá, tá, agora vamos levar a criança de 11 anos, sim, sim. E entre aspas também, né, mesmo se é questão de limpar, sei lá, tipo… Ah, mas aí tudo meu, a gente, não vai cair o braço.
E é mais uma coisa que é completamente subjetivo ali em Hogwarts, né, porque se você pensar que no primeiro livro o delito foi estar fora da cama depois do horário, e eles foram mandados pra floresta proibida, e no sexto livro, o Harry causa uma hemorragia no Draco, e ele só tem que passar uns papéis ali, um bolinho, na sala do Snape, tudo bem que tem a questão do… o Snape fez de propósito por causa do jogo de quadribol, né, mas assim, se você pensar na punição em si, não faz sentido, assim. É aquela coisa do professor definir o que ele quer, né, a questão igual dos pontos, enfim, ele define o que ele quer e foda-se, assim, né, é meio… o sistema é meio autoritário, assim, de ensino, eu sinto, às vezes, que…
Meio? É, não meio, né, completamente. É muito tradicional, né, tem momentos que parece que a escola parou no tempo lá, na Idade Média, quando foi criada, né. Uhum, tem coisas que realmente a gente não esperava que fosse diferente, ah, nos 90 bullying, mas tem coisas que, né, já não era mais hora, assim, na linha temporal, enfim.
Até porque a gente tem Curset… aqueles, né, se a gente for levar Curset Child em voga, você vai ter, enfim, uma escola anos depois, até a frente do nosso tempo de 2021, eu acho que é mais, né, eu acho que é mais, na época do Alvo Severo, que não mudou muito, né. Nossa, realmente, é um… é que de Curset Child, né, acho que às vezes faz sentido a gente entrar um pouco no assunto, porque, assim, é muito bizarro aquilo.
Gente, eu li Curset Child faz, sei lá, uma semana, duas semanas, infelizmente, eu tive que ler essa merda, e… assim. É estranho, porque, tipo, assim, é ali um aluno e, beleza, ele não somem, né, isso é preocupante, mas aí é um negócio de, gente, toda hora os pais estão lá, a ministra da magia está lá, né, tipo, interfere diretamente dentro ali, tipo, gente, que coisa estranha. E acontece isso no segundo ano também, né, no ano da Câmara Secreta, que vai até o Lúcio Mofó aí, isso e aquilo.
Ah, não, mas aí eu acho que é uma outra situação, assim. Tipo, porque o que eu acho, na verdade, estranho, a Hermione, enquanto ministra da magia, tudo bem, tá ligado, tá ali vendo, né. Mas aí, tipo assim, o Harry vai pra lá o tempo todo e fica conversando com a McGonagall e sendo escroto, tá ligado. Eu acho que rolaria, ele é famoso no mundo bruxo, ele tem as…
Mas isso também, assim, eu concordo que não fez sentido para o Harry fazer aquilo, porque eu sou da opinião que nada naquele livro fez sentido. Mas se a gente parar pra analisar, isso também representa um pouco as escolas do hoje em dia, né. Os pais também querem interferir e controlar muito mais, né, do que antigamente, que era tipo, ah, você vai aí, traz o boletim, o que aconteceu lá, o problema é seu. Você tem bullying, você tem professor se abusando pro ganseu.
E hoje em dia, muitas vezes é o extremo oposto, né, o pai quer adaptar com até demais. É, talvez, acho que talvez é um reflexo do que os pais sofreram quando eles eram mais novos, né. E aí, eles não querem que os filhos passem pela mesma coisa, então eles compensam de uma forma que atrapalha a escola, né, assim. Até numa questão do que é ensinado, né, acontece muito, assim.
Não acho que seja o caso ali do Harry, mas enfim. Ele queria também mandar em como a McGonagall deveria separar os meninos lá, é um pouco disso também. Gente, a McGonagall não tinha nada pra fazer na escola, né. Ela, a única coisa, a única função dela era ficar olhando o mapa do maroto pra separar o álbum do score pro Sahar.
Ah, é, dá licença, né. Mas às vezes tem pais que lidam assim mesmo, em escolas normais, né, tipo, como se o professor tivesse só que fazer, enfim. Ah, esse aqui é uma companhia do meu filho, você tem que separar. Dá licença, né, gente, meu Deus.
Mas faz muito sentido, realmente. E por outro lado, a gente só tá metendo pau em Hogwarts, né, mas tem coisas legais em Hogwarts, gente, Hogwarts é bonito. Aqueles, né, tipo. É tipo quando o boy é lixo, né, ele é bonito.
É, pois é, enfim, tem muita coisa, os quadros são falantes, são legais, são intrometidos, viu, eu adoraria bater um papão assim com os quadros, ficaria ali, enfim, horas e horas. Não, mas agora é sério, vai, por outro lado, Hogwarts é uma escola que valoriza muita parte prática do conhecimento, né, a gente tava conversando sobre essa pauta hoje à tarde, e aí a Mari trouxe isso, né, que, diferente da gente, né, que a nossa escola não valoriza nada a parte prática, Hogwarts valoriza, né. É, pois é, e até uma das coisas que faz o quinto livro ser o meu preferido são justamente essas críticas à pedagogia que a Rowling faz, e eu acho interessante, porque ela era professora, ela foi professora há muitos anos, e tem uma cena que a Hermione tá discutindo isso com a Umbridge, questionando por que que agora tudo é teórico, que essa é a primeira coisa, pra quem não lembra, a primeira coisa que a Umbridge faz quando ela chega em Hogwarts é tornar tudo mais teórico e conteudista possível, e quando a Hermione questiona, ah, mas a gente não vai aprender coisas práticas, a gente não vai aprender a se virar mundo real, e a Umbridge vira pra ela e fala, não, a função da escola é fazer você passar na prova, você tá aqui pra aprender o conteúdo e passar no nome, você não tá aqui pra aprender a vida real, e como isso, no fundo, no final, né, a gente descobre que era uma arma alienante, existe um plano por trás daquilo, os alunos estavam sendo alienados de propósito para não pensarem no Voldemort. Sim, é porque é um paralelo, na real, muito com a realidade, né, as escolas, né, tipo assim, ela não tá falando do Brasil, mas aqui no Brasil, a gente estuda, tá ligado, pra passar no vestibular, a gente não tem primeiros socorros, a gente não sabe fazer um imposto de renda, entendeu?
É só pra passar no vestibular, assim, né, eu sou de São Paulo, meu terceiro ano de ciência, eu me adorava, usp, usp, usp, só, entendeu? Mais nada importava, entendeu? Nem acho que é uma orientação de qual curso a gente podia fazer, de as alternativas e tal, era só tipo, eu passo no vestibular, e seja um troféu para a nossa escola, pra gente poder colocar no mural. O autor que vai conquistar mais clientes, né?
Mas então é meio isso, assim, acho que também pega uma crítica, né, ao rolê, e de que, ah, gente, a Ornindafênix, ele tem uma pegada muito legal disso, né, de tipo assim, que as coisas não são inquestionáveis, né, não é porque o professor tá falando que isso é o melhor, né, porque geralmente tem alguma coisa por trás, tipo, se você não tá aprendendo, se isso não tá te beneficiando, então alguma coisa tá errada, né, porque a escola ali, o professor, ele não precisa aprender, ele já sabe, então você tem que conseguir captar aquilo, e eu acho que a magia exige muita prática, né, tirando coisas muito específicas, não tem como você ficar só na teoria, senão você não aprende. É, a gente não sabe como é que era o sistema, bom, era o nonce, né, que parece muito um vestibular, tipo um eném da vida, mas enfim, mas é porque o nonce também tinha coisas práticas, né? É, então, mas eles aprendiam tudo na prática, e o que eu acho legal é de você poder escolher quais matérias você vai fazer, entendeu? Então, no terceiro ano, você escolhe quais você quer fazer, tipo, no geral, tem várias opções a mais, né, e aí no nonce, é meio que tipo assim, se faz sentido você continuar fazendo, né, tipo, se você quer ter uma especialização nisso, um conhecimento mais avançado, se você seguir uma profissão que precisa disso, aí tem que ver se você tem um nível pra continuar, né, porque você vai ter vários alunos ali, vai ser uma sala mais avançada, e aí meio que não é justo com um aluno que é muito bom naquilo, que quer continuar naquilo, que uma pessoa que não manja, fique atrasando a turma, né?
Então, eu acho que é legal, eu acho que tá muito legal o rolê da McGonagall, né? No caso, acho que cada chefe da casa chamando os alunos pra conversar, tipo, e aí, o que você tá pensando em fazer, né, como é que é? O aluno poder pensar, né? Nossa, é que eu lembro de um negócio que é de fanfic, tá ligado?
Mas eu lembro que tem uma fanfic que eu li, que era nas palavras de Gina Manipotter, então era Harry Potter pro olhar da Gina. Em inglês tem inteira, só que zelé é muito boa, muito boa mesmo. E aí tem um momento que a Gina vai conversar com a McGonagall, e aí a McGonagall, a Gina fala, tipo, ah, eu quero ser jogadora de quadribol, então realmente, kakaká, né? E a McGonagall fala, ah, beleza, apoio, vai nessa garota.
Mas assim, é bom você ter um plano de emergência, né? Então, assim, pensa mais ou menos em coisas que você curtiria a gente fazer e tals, ou faça as coisas aqui básicas que podem te ajudar. E o que, enfim, é fanfic, mas eu sinto que se fosse real, McGonagall teria feito também, sabe? É aquele rap canon, né, que a gente sabe que não tá lá no livro, mas que é real, assim, naquele universo faria sentido.
É, eu acho que faz sentido dentro da personalidade, sabe? Aham. É, e eu acho legal porque eles realmente são livres pra escolherem montar a grade deles. Porque, por exemplo, quando eu tava no terceiro ano, você podia também escolher, depois que passava a primeira fase do vestibular, né, que era no meio do ano, você tinha que escolher humanas, exatas ou biológicas.
E aí você só ia ter aquelas aulas pra fazer as provas específicas dos vestibulares aqui do Rio. Só que psicologia era história, geografia e biologia. Ou seja, eu era ao mesmo tempo de humanas e de biológicas. E aí, e só tinha eu fazendo psicologia.
E aí eu fui falar com o diretor, aí ele virou pra mim e falou, ah, não sei, faz o que você quiser, não tem onde te encaixar, não. Só tem essas três turmas. Faz aí o que você quiser. Nossa, meu Deus, gente.
A orientação vocacional que eu tive… Primeiro que eu acho que esse modelo de escola seu é meio raro, né. Eu, pelo menos em São Paulo, nunca vi. Que já é legal, assim, mesmo que ainda seja ruim.
Hoje em dia eu acho que não existe mais isso porque é o ENEM, né. Então o ENEM não tem primeira e segunda fase, né. Então acho que nem existe, nem deve ser mais, assim, escola nenhuma. Mas, é, era interessante.
É, no meu caso foi muito específico que, enfim, não tinha isso. Eu tava… Bom, eu prestei vestibular na minha época porque o ENEM já era muito forte, mas aqui em São Paulo a gente ainda tem muito os vestibulares das próprias universidades como prioridade na maioria das vezes, né. O vestibular da USP, da Unicamp, da UNESP, enfim.
Então, na real, o ENEM aqui é um pouco renegado, assim. Na minha época, pelo menos. E era absurdo, assim. E aí essa questão de orientação vocacional, né.
Que é um negócio que a McGonagall faz, enfim. E outros chefes de casa também devem fazer. Meu Deus, ter orientação vocacional com o Snape deixa uma beleza, né. Gente, eu sempre fiquei pensando nisso.
Sempre que eu leio aquela cena eu fico pensando, gente. Como é que o Snape fez isso, gente? O Draco virou pra ele e falou, não, eu tô nem aí, eu vou virar com mensal da morte, que era só me mandar. E o Snape virou, pô, te apoio, vamos embora, eu tô com você.
É, foi tipo, enfim, foi tipo a minha orientação vocacional, porque, enfim, quem fazia isso na minha escola não tinha o mínimo pra parar, enfim. Eu era o Snape da minha escola, é isso. Mas, enfim, outro ponto importante sobre Hogwarts, gente. Segurança.
O Hagrid diz ali pro Harry, logo no início, né, que não há lugar mais seguro do que em Goths, a não ser, talvez, Hogwarts. Enfim, na dublagem ele fala assim, né. Talvez em inglês tem outra entonação, mas aí não interessa pra nós. Mas que é uma grande mentira, né, gente.
Que, assim, seguro não tem absolutamente nada, né. Nem quando eles tentam tornar seguro, eles não, enfim, que eles protegem toda escola com aquela redoma e tudo mais, mas tem um armário lá no meio que vai fazer o negócio, sabe, não é seguro, basicamente, né. É tudo uma questão de ponto de vista, né. Porque pro Hagrid, uma aranha gigante é seguro?
É, o Hagrid não é o melhor parâmetro, a verdade. Ah, mas todo mundo ali tinha, assim, um pouco dessa impressão de que Hogwarts era muito seguro, né. Porque, ah, tem o Dumbledore aqui. Ah, eu acho que o que acontece, né, porque se você parar pra pensar, é que, assim, uma analogia seria.
A pessoa ter magia é meio que o equivalente a ela estar andando com uma arma o tempo todo. Não quer dizer que ela vai usar, mas é possível. Tem essa possibilidade. Então, realmente, acho que é difícil você garantir uma grande segurança em tudo, porque se tiver gente mal intencionada, a pessoa vai fazer coisa, entendeu.
Então, eu acho que dentro desses parâmetros, Hogwarts era segura. Tinha adultos, né, assim, eram crias, né. Tinha vários adultos, gente que era muito boa em magia, que poderia auxiliar ali, sabe. Pouca, gente, né.
Não tinha monitor, tinha os monitores que eram os próprios alunos, mas enfim. Então, é, os monitores, eles eram escolhidos seguindo, tipo, pessoas exemplares e tals. Tipo, a ideia, pelo menos, é essa, né. Tinha que ter inspetor.
A questão é, inspetor, faltava inspetor em Hogwarts, gente? Cala, mas o Filch também, agora eu tô pensando. Muito errado, né, o Filch tá ali também. Então.
Você tem que lembrar também que o Harry, ele estava acostumado com uma Hogwarts pré-Harry, né. É, é verdade. Antes do Harry entrar, eu acho que realmente, Hogwarts era um lugar um pouco mais seguro, né. É, mas ele tava ali na época de Tom Riddle também, né.
Ah, é. Então, mas na época de Tom Riddle, o que aconteceu de fato foi a Câmara Secreta. Não teve outras coisas, tá ligado, tipo… Que a gente saiba, né, claro.
Ah, mas eu acho que se tivesse acontecido, a gente saberia, né. É, se fosse grande, talvez, né. Então, eu acho que era um rolê que realmente não tinha grandes questões ali, que tornava o lugar inseguro. E aí, e é bom pensar que assim, dentro disso, é falar, dentro disso até que não aconteceu muita coisa, só que riso, aconteceu pra caralho, né.
Tipo, assim, tudo é na escola, na verdade. É que eu ia falar que tipo, assim, só no sexto ano, que por exemplo, comensais vão lá e invadem, e aí tem uma batalha lá dentro, né. Mas antes disso, enfim, começar o reflutado, né, a Câmara Secreta, o negócio da Pedra Lusofal, realmente é tenso. Tornê e Tribruxa.
É, gente, o torneio… Nossa, eu… Era um ponto que eu não estava nem pensando, a gente nem tinha colocado na pauta, o torneio e o Tribruxa, gente. Qual é a lógica daquilo?
Se entrar nisso aí, vai embora, né. Tem que ter um episódio só sobre isso. Exato. É que eu acho que no fim das contas tem uma questão de que tipo, assim, não só Hogwarts, a comunidade bruxa, ela é muito tradicional.
E tradicional, geralmente significa conservador, né. Então tipo, você não muda as coisas, as coisas são assim, elas continuam assim. Então isso é, nossa, um grande costume, o torneio e o Tribruxa, o que acontece, não sei o que. E aí era muito perigoso.
E aí continua sendo muito perigoso, e a única coisa que eles instauraram foi a regra dos 17 anos, né, a pessoa tem que ser maior de idade. Mas isso parece mais pra proteção deles do que dos alunos, né. Tipo assim, a gente não precisa ter responsabilidade por isso, porque o aluno é um adulto. Aí teve uma época que ele foi desativado, né, e aí tem alguns anos que ele acabou não acontecendo e depois voltou, enfim.
É, mas ter voltado já é um erro muito grande, né. É, exato, é. E aí é isso, tipo, achavam que era tranquilo ter um torneio e Tribruxa. Sei lá, o Dumbra, por exemplo, não se opunha a isso, sabe, de jeito nenhum.
Não que o Dumbra dê um exemplo, né, mas enfim. Mas as ideias, né, cara. É, mas nada é mais irônico do que eles precisarem de autorização pra ir pra Hogmeat. Assim, você não precisa de autorização pra jogar quadribol, que é um esporte absolutamente perigoso.
Você não precisa de autorização pra, sei lá, fazer aula de aparatação, que também é um negócio perigoso. Tipo, você não precisa de autorização pra nada. Você não precisa de autorização pra ter aula de trato das criaturas mágicas, que também não era uma aula que não era muito segura, não. Mas assim, pra ir tomar chá em Hogmeat, aí o negócio ficou perigoso.
Aí… Ah, meu Deus. E agora, nossa, o recorde, já tem outro professor até, né, também. Cara, a gente não para pra pensar.
É porque a gente acha que o Hagrid é tão legal, assim, né, e ele é, ele é legal e tudo mais, ele é o amigo do Harry, então a gente também pensa isso, mas ele não é um bom professor, não. Não é. Tipo, ele é o melhor… Como amigo, ele não é…
A gente não falou isso quando a gente tá falando sobre os professores, mas o Hagrid não é… Gente, ele coloca o bicho que ele quiser ali, não tem um segmento, não tem, enfim… Não segue uma postila, não compra, coloca o povo pra usar um livro que machuca o povo, sabe? Meio que…
E aí? Se eu não me engano, em Enigma, tem um rolê, né, de que o Hagrid não acaba não fazendo mais, tá, das criaturas mágicas? Sim. Nenhum dos três.
E aí é meio, tipo, constrangedor, né? Tipo, ai… Mas, porra, sabe, fazer o que ali? Não, e eu tava até pensando isso.
Eu acabei de ler o sexto livro há pouco tempo. Como eles não estão fazendo aula, não mostra mais nenhuma aula do Hagrid, né? Mas, assim, dá em entender que ninguém tá fazendo a aula dele, sabe? Eu acho que só quem realmente precisava muito, assim.
Quem a carreira dependia daquela aula. Senão, assim, ninguém tava fazendo aquela aula. Os futuros Newt Scamanders. É, exato.
A Luna devia estar fazendo, né? Mas o resto, realmente… Não que a outra professora que tenha tido de… Trato das criaturas mágicas foi muito melhor, né?
Eu acho que era Grubbly Plank, não era o nome dela? Que substitui o Hagrid, que também era horrível, né? Sim. E grosseira.
Eu acho que ela era meio grosseira, pelo que eu lembro, enfim. Não, é porque o Harry também ficava meio de má vontade ali, né? Porque o Hagrid tinha saído, eu acho. É…
Eu esqueço isso, às vezes, enfim, é uma narrativa que a gente tá muito pela perspectiva do Harry, né? É doido. Eu chego agora à conclusão, refletindo durante essa gravação, que o que faltava em Hogwarts era uma equipe multidisciplinar, né? Faltava ali um orientador pedagógico pra planejar as aulas junto com os professores.
Faltava ali o quê? Uma psicóloga. Pra perceber que os alunos estavam sendo abusados emocionalmente, né? Faltava ali um corpo dissente, além dos professores, né?
Pra dar uma orientação. Sim, mas é muito… Não, imagina a psicóloga na escola. É muito recente, né?
Tipo, é um rolê, assim, muito recente. Sim. E muito elitista ainda, né? Na maioria dos…
Pelo menos no Brasil, né, gente? Não sei lá fora. É, não sei. As escolas que eu sudei tinham umas escolas particulares, então, realmente.
As minhas tinham, mas eram ruins. As minhas também tinham. Então, pra você ver. E isso leva, gente, também, à questão do Dumbledore, né, gente?
Eu acho que a gente já falou muito sobre o Dumbledore mesmo, enfim. O Dumbledore, enquanto diretor, né? Ele saiu pra quê, gente? Ele ficou fazendo o quê?
Dizem, né? Inclusive, em algum momento, acho que é o Fred e o Jorge, que diz que, ah, o Dumbledore fica andando pra lá e pra cá no escritório dele, né? Tipo, é isso. Esse é o rolê dele.
É porque eu acho que ele tá focado nas coisas dele, entendeu? Esse é o problema. Tipo, você é o diretor de uma escola, né? De uma escola superimportante, que tem, sei lá, milhares e milhares de crianças estudando.
E não é que o futuro do mundo bruxo não é importante, gente. Claro que é, né? Tipo, derrotar o voo, dar morte e tals. Mas ele tá focado nisso.
Ele não tá focado no resto, ele não tá ali vendo o resto. O ponto também é, talvez, fazer entrevista de emprego, né? Entendendo isso da pessoa capacitada. Seria uma moa.
Eu acho que esse é um bom processo, é novidade agora, mas então eu acho que tem isso, assim, porque o negócio da… Nossa, o negócio da Umbridge é muito a repressão em pessoa, né? Assim, que é claramente um bom despiatório ali, né? E eles convencem os pais também, né?
O Ministério tinha convencido os pais, através do profeta diário, que o Dumbledore precisava de supervisão. Que ele já tava ficando idoso, já tava ficando meio cagá. Que não era mais seguro ele decidir tudo sozinho. O que, na verdade, tem um fundo de verdade.
Não era seguro, não era. Mas, assim, o problema não era o que a Umbridge pensava que era. Não era aquele caminho, né? Se fosse, assim, um professor bom no lugar dela, seria muito justo, eu acho, sabe?
É que o Ministério, ele tava interessado, realmente, de interferir no rolê dos rumores de que o Voldemort tinha voltado, né? E que o Dumbledore endossava, era isso. Não tinha nada a ver com ensinar, não ensinar. E é isso, quando chega, é pra prejudicar, né?
É pra pôr defesa contra as trevas. Sabe, uma das matérias mais importantes, né? As pessoas precisam saber se defender. Independente de ter Voldemort e não ter Voldemort.
Você tem que saber se defender. E aí, não, vai virar teórico. É muito pra tentar cortar já o rolê, não deixar. Não deixar acontecer o que aconteceu, né?
Tipo assim, os alunos não vão poder revidar se eles não souberem lutar. Eles vão lá e fazem… Ele faz a revolução estudantil dele, né? Exatamente.
O que eu acho que leva a uma questão interessante, né? Da armada de Dumbledore. De que é muito legal isso, de que eles criam um grupo deles pra poder aprender a se defender e tals. E acho que tem uma lógica, talvez, muito melhor de várias aulas de Hogwarts, né?
Tipo, uma coisa… É um grupo de estudo, basicamente, só que legal. E aí, todo mundo vai se ajudando. E aí, a pessoa faz seta e você vibra junto.
Cria um senso muito legal, né? Tipo, algo muito divertido. É inspirador. E mesmo que não tivesse ido a Umbridge naquele ano, será que o outro professor não teria sentido essa ideia de usar o Harry como um auxílio, né?
Porque ninguém ali sabia melhor a Ace das Trevas do que ele. Tanto é que ele ensinou todo mundo, assim. Então, mesmo que tivessem botado um professor x lá, que fosse sério e tal, ele poderia ter usado a ajuda do Harry. Mas era uma escola muito tradicional, né?
Pra pensar nisso. É, o Harry era excelente, apesar de que ele, particularmente, só usava um feitiço, né? Mas funcionou, ele derrotou o moço lá. Mas ele sabia a resistência dos outros, era isso que era importante, mesmo que não usava.
Não, mas eu acho muito legal isso, de ter essa movimentação. E aí, Hogwarts, enquanto um lugar mágico, ele permite isso, né? Acho que isso é muito bacana também, tipo, de trazer essas possibilidades. Mano, tem uma sala precisa, e ela vira o que você quiser.
O castelo tem vida, né? Uhum. Isso é muito interessante, assim, de ser esse lugar. E de que é isso também, né?
Tipo, assim, ele acaba sendo também muito um lar pra muita gente, né? Uhum. Tipo, pro Harry, literalmente, um lar, no sentido de que, tipo, Rysos, Dusleys, escrotão lá e tals, ele nunca foi bem tratado. Em Hogwarts, ele sentia que ele pertencia a algum lugar.
Pro Tom Riddle, ele foi um lar. Pro Tom Riddle, total pro Snape. Mas até pro Neville, pra pessoas, tipo, assim… Cara, tua casa é ali, né?
Tipo… É, geralmente, né, o convívio social da pessoa é isso. É a família e a escola, né? Só que aí, lá, tipo, é massimizado totalmente, né?
Porque a pessoa vive lá, por, tipo, nove meses do ano, dez meses do ano. A pessoa tá lá o tempo todo, né? Acho que isso cria um carinho, sabe? Pela Hogwarts, quase enquanto, tipo, uma entidade, uma pessoa, sabe?
Assim, que acho que ele provenha, sei lá. É o castelo, é um personagem por si só, né? Uhum. Nossa, eu curti isso de Aloysius Ezevedo.
Aqueles, né, gente? É o próprio personagem. Acho que por isso que tem muito essa questão de que, tipo, a gente quer ajudar em Hogwarts e tals, tem a questão da magia, que é muito top. Mais disso, entendeu?
Você vê, nossa, aquelas comidas top, tá ligado? Todas as frases com o trabalho escravo. Aqueles problematizando a Hermione. Ai, que cara chato!
Não, tipo, pela visão infantil do negócio, entendeu? Então… Uhum, claro. Tem várias coisas, e aí os quadros falam, e tem fantasma.
É tudo ali, você tá imerso naquele mundo, né? E que é tua própria sociedade, né? Eu acho que as crianças, elas são ensinadas em casa antes de ir pra Hogwarts, né? E acho que é como se elas conhecessem ali, quando eles vão pra escola, a sociedade bruxa inteira, né?
Sim. Porque aí eles vão crescer e vão se formar, e aí eles vão conhecer já todo mundo que vai passar por os mesmos lugares, sabe? Parece uma comunidade bem pequenininha. Sim, eu sempre achei isso muito curioso.
Porque os adultos no livro, todos parecem se conhecer, assim. Os Weasley conhecem a avó do Neville, que conhecem os pais da Tonky, que conhecem os Malfoy. Todo mundo se conhece, né? Parece uma comunidade muito unida.
Mas os jovens, as crianças, ninguém se conhece. Assim, a impressão que dá quando a gente lê o livro, ele conhecia sobrenomes, assim. Já tinham ouvido falar nos Malfoy. Já tinham ouvido falar no outro sobrenome por histórias.
Mas eu acho que justamente por isso, que as crianças serem educadas em casa, o primeiro local de socialização delas é em Hogwarts, né? É o primeiro lugar em que todos se encontram, se conhecem. Talvez até por isso tenham mantido o colégio como um colégio interno até os dias de hoje, né? Porque eu acho que é difícil pelo Estatuto do Sigil, porque eles não poderiam fazer magia.
Mas quando os jovens não se controlam tão bem, então eu acho que a ideia do colégio interno é um pouco isso também. Dali ser um lugar em que eles vão estudar, mas eles também vão ser amigos, também vão ter lazer, também vão aprender a jornal quadribol, etc. Começar a integrar, de fato, a sociedade bruxa, né? Que como a Marina disse, parece ser bem muito pequena, né?
Tem aquela história dos grandes… Em inglês é um texto que J. K. Rowling escreveu que chama The Great 21, alguma coisa assim, enfim, que são as famílias, as grandes famílias bruxas, assim, sabe?
E aí vai ter lá o nome de todas elas, enfim. Parece que é realmente um negócio pequeno, né? Não, e é legal, porque assim, né, quando você tá com uma convivência familiar, a desidão em escola, tipo, que se você vai conhecer outros bruxos, vai ser só os amigos dos seus pais, e pelo que parece lá, o pessoal não tem muito amigo, né? Assim, tipo, quem são os amigos dos Weasley, né?
Tipo assim, do Arthur e da Maure e tal. Exato, é. Você vê que também talvez isso não seja justo, tipo, eles passaram por uma guerra e muita gente morreu, né? Mas também acho que isso permite, né, em Hogwarts, que como você vai conviver sete anos com as pessoas, você vai sair de lá a amizade já pra sempre, né?
Porque, tipo, você cresce, você muda, né, normal e tal, mas você tá convivendo o tempo todo, vai estar muito sólido, né? Você vai sair dali e o negócio vai perpetuar pra sempre. Sim. Tanto é que os nascidos trouxas, né, como a Hermione, como a Lília, elas acabam abrindo mão, né, da…
ou abandonando mesmo a vida trouxa e acabam sendo 100% inseridos ali na comunidade bruxa, né? Uhum. Chega um ponto dos livros, que eu acho que é no terceiro livro já, é assim, que a Hermione não vai mais pra casa nem pra passar o Natal, assim, ou ela passa em Hogwarts ou ela vai pra Toca. E mesmo no verão, ela passa duas semanas com os pais e já vai pra Toca, assim.
Então ela parece estar totalmente inserida num mundo bruxo, né? Até porque Hogwarts não tem TV, não tem internet, então você se desliga totalmente da sua outra vida e passa a ficar ali naquela bolha de bruxos. Na verdade, seria uma criação muito boa, né? Considerando, enfim, aqueles, né?
No sentido de, enfim, não tem internet, não tem TV, no fim das contas, a gente falou muito mal de Hogwarts, mas… Ah, mas a gente sempre acha coisas que não vão fazer bem pra gente, que a gente vai fazer e não vai levar nada. É. Sempre.
Mas é interessante isso, né, realmente, enquanto comunidade, porque aí fica muito difícil, né? Você, tipo, tá ali morando num lugar por 9, 10 meses, aí você volta pra sua casa e seus pais não entendem do que você tá falando. Já tem a afastamento normal, porque você é adolescente, né? Mas, mais do que isso, você meio que não se sente visto, né?
Tudo que você tem que falar, você tem que explicar. E tudo que seus pais também vão te falar, provavelmente eles vão ter que te explicar, porque você não tá sabendo de nada, o seu jornal é um jornal que só tem coisa bruxa, que eles assistem, o que eles dizem, o que eles fazem, você não faz, enfim. É, você não vai estar ouvindo Backstreet Boys, né, assim? Pois é, você vai estar ouvindo Celestina Warbe…
Não, As Esquisitonas, provavelmente você vai estar ouvindo. É isso, perfeito. Imagina, você passou 9 meses em Hogwarts, quando você voltou pra casa, você descobriu que tem uma pandemia mundial acontecendo. Meu Deus!
É isso, é o Alvo Severo lá e o menino lá, o Scorpion Malfoy, no Cursed Child. 2000 e, enfim, acho que é meio que isso mesmo, 2000… Não, eu acho que já passou. Então, já passou, mas o quarto ano deles seria tipo agora, né?
Ah, é verdade, é verdade. Pera aí, 19 anos depois é 2017, né? Eu acho que é. Tá, então o Alvo tem 11.
Aí, no quarto ano passa 3 anos, então é agora, 2021. É na pandemia, gente. Nossa! Só que eles são bruxos, então eles não passam por isso.
Tá vendo, gente? Sempre tem um paralelo, né? Quando tem alguma coisa ruim acontecendo no mundo bruxo, tem alguma coisa ruim acontecendo no nosso mundo. Gente, olha só, a pandemia é culpa do filho do Harry, que voltou no tempo e bagunçou tudo.
É isso, tá tudo explicado. Desvendamos o mistério. Tranquilamente culpando o Alvo Severo por tudo. Mas é isso, gente.
Chega o fim do episódio sobre Hogwarts, uma escola. Será que esse vai ser o título do podcast? Não sei. Eu não sei, eu coloquei aqui, porque foi o que eu pensei na hora.
Eu achei engraçado. Eu achei muito legal. Hogwarts, uma escola, eu gostei. Talvez seja esse, gente.
Se não for a hora que você estiver escutando, vocês veem e aí vocês digam lá nos comentários se vocês concordam com a troca de nome ou não, tá? Se a gente trocar o nome de fato. Enfim, a gente quer realmente tornar o processo colaborativo, entendeu? O colaborativo, exceto que a gente já decidiu e já está postado.
É, enfim, é isso, gente, vocês entenderam. Mas vamos lá pro Jabá. Então tá bom, se vocês quiserem falar sobre Harry Potter com a Mariana, sobre psicologia, sobre sei lá o quê, enfim, sobre… Vocês estão relendo Harry Potter?
Ela também está. E aí é isso, vamos lá falar com ela, ou não? Vão ou não vão, Mari? Quais são as suas redes sociais?
Pode vir, gente. Eu tenho, eu vou passar então, eu tenho dois Instagrams. O meu Instagram pessoal é mariana__arantismoreira. E ele é fechado, mas se você for um fã de Harry Potter, eu posso deixar você entrar.
Chique. E eu tenho o meu Instagram profissional também, que é psicologia da vida real. Então se você quiser debater sobre qualquer coisa, estamos aí. Afinal, psicologia é essa grande coisa que debate tudo, né?
Então pode falar com a Mari sobre tudo. É isso, eu falo todo dia, o dia inteiro mando meu áudio pra ela. Ainda bem que psicólogo já faz psicóloga, né? Já dá pra tratar esse trauma.
Ei, eu tô aqui nesse podcast porque já é uma hora e quatro, é assim, um áudio básico do Pedro. Então pra mim isso aqui é a cortina. Se juntar todos os áudios do dia, vai dar próximo disso, né, no caso. Então…
Exato. E as suas redes, Marina? Elas são todas marina__arantismoreira. No Twitter, Facebook, TikTok, Instagram, Clubhouse.
É isso, é isso ou não, né? As minhas no caso são im.pedromartins em todas essas redes também. Segue lá nós, dá um biscoito, curte uma foto, manda um o que você achou do episódio. Enfim, se você gosta do Snape, não vai também.
Enfim, se você acordar comigo, porque não é democrático o meu Instagram. Ó, gente, eu tô chegando, acho que falta cinco seguidores pra eu chegar nos mil. Eu sou muito influencer, cara, eu sou muito famosa. Olha aí!
Ai, que tudo! Então me ajudem, por favor, nessa meta, tá? Que tudo, deixa eu ver quanto que eu tô. Por favor.
Pedro, você tem mais de mil já. Ah, não posso entrar numa meta, mas amiga, a gente pode simplesmente criar uma meta pra mim. Ou deixar a meta aberta, e quando atingir a meta, dobra a meta. Exatamente, ó, vamos ver, ó.
Nesse exato momento eu vou estar com 1.382. Eu gosto de chegar num número fechado, que é 1.400, pode ser, gente? Então dá a força lá. Eu tô pedindo cinco só, porque eu tô pedindo 18.
Mas tudo bem. É isso. Me sigam também, tá? Eu sei 18.
E tem as redes sociais do Poteiriche, é claro. Exato. É arroba PoteiricheOficial no Instagram, e arroba Poteiriche no TikTok, no Twitter e no Facebook. E aí, claro, né, pras últimas vídeos de Harry Potter, quiz, teste, artigo, poteiriche.com.
É isso, gente. Um beijo e até a próxima. Um beijo, tchau. Beijo.







