#18: Voldemort, complicado e (nada) perfeitinho, com Lucas Norris
Nascido a partir de uma relação de amor forjada e criado dentro de um orfanato, Tom Riddle perde totalmente sua humanidade em uma jornada que vai muito além do que é retratado nos filmes de Harry Potter. Voldemort trilha uma história que muito nos ensina sobre os perigos da intolerância, conforme discutem os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, com Lucas Norris, o criador de um perfil que faz sátira ao vilão no Twitter.
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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Pateriche, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou a Marina Anderi, gerente de marketing. E o tema do podcast de hoje, já vou falar logo de cara, é sobre o Voldemort, gente.
Esse personagem que às vezes a gente esquece, né, que ele é uma pessoa, assim, antes de ser um vilão, antes de ser aquele monstro que a gente vê, que tem ali seu backstory, enfim, tem ali as suas… Não suas motivações, mas enfim, tem uma história muito interessante. Que inclusive não é abordada nos filmes, né, grande parte dela. E é justamente sobre isso que a gente quer conversar no podcast de hoje, a gente quer discutir esse backstory todo do Voldemort.
Então vai ser um episódio muito legal também pra você, que talvez não tenha lido os livros ainda, não tenha lido os últimos livros, enfim. É, eu queria dizer que impressionante, eu acho que a gente bateu o novo recorde, nem um minuto de podcast e o Pedro já falou mal dos filmes, cara. Parabéns, amigo, por mais essa conquista. Ah, é, obrigada, achievement unlocked.
Cara, o Voldemort, eu acho ele um personagem muito, muito, muito interessante. E é exatamente isso, assim, eu acho que ele tem uma história muito daora, sabe? Que é isso, não é que tipo, ah, é uma história de origem que justifica as ações dele, isso é jamais. Mas realmente mostra, né, realmente como um vilão, um antagonista vai se construindo.
E pra falar sobre o Voldemort, a gente recebe aqui hoje, nessa manada dos bruxos, o Lucas Norris, que é o criador do Twitter Lord Voldemort. Vocês já devem ter passado por ele, ou vocês seguem ele, enfim. É um Twitter bem legal. E o Lucas também que já foi da equipe do Potterish uns anos atrás, como social mídia, né?
Muito obrigado, viu, Lucas, por aceitar o convite. Imagina, obrigado a você, Pedro. Obrigado, Marina, pelo convite. A gente pode explorar bastante aqui a história do Voldemort nesses nuances, como você falou, que não estão nos livros, não estão nos filmes, aliás, os cúcleis, né?
Eles foram explorados nos livros. E é uma vida muito complexa, tanto dele quanto a família dele, né? Ele criança, ele como bruxo que foi, vai ser muito bom participar desse debate aí. É, eu acho que, inclusive, o Voldemort é um personagem tão interessante, um backstory tão interessante que ele já virou para um filme, né?
Várias vezes tem aquele fã-filme Voldemort é a origem do ordeiro. E agora em março, abril, eu não sei exatamente, vai sair um fã-filme, esse era italiano, agora vai sair um fã-filme francês. Eu não lembro o nome, mas acho que é a casa dos Gaunt. A casa dos Gaunt.
Que parece estar muito legal também. Então, assim, tem muita coisa sobre o Voldemort. Acho que às vezes a gente esquece, assim, de quão complexo é esse personagem. Mas antes da gente discutir o Voldemort, eu queria te perguntar, Lucas, como é que é essa questão sua com o Twitter do Lorde, assim?
Como que foi a criação? E como é que é o persona, né? A persona, no caso. Porque não é exatamente o Voldemort, né?
Você faz uma paródia, digamos assim? Exatamente. Eu criei a conta quando eu tinha 13 anos, que estava naquele hype todo do lançamento do último filme, né? O Twitter explodindo, isso foi em 2011, cheio de fã-clube.
Nossa, muito boa aquela época, né? Só quem viveu sabe. O Twitter explodindo de fã-clube, as notícias pipocando todo o momento, né? Fotos, as gravações, as novas estrelas que estão sendo lançadas.
E ali eu decidi criar uma conta. Na verdade, a minha primeira conta que eu criei foi um fã-clube, que era o Daily Prophet. E depois eu fui pro Lord Voldemort, que é o personagem que eu sempre flertei muito com a ideia de criar alguma coisa dedicada a ele. Não porque eu só apoio as coisas que ele faz, ou porque eu acho que tem algum tipo de justificativa, como a Marina falou anteriormente, a gente vai explorar isso mais tarde depois, mas porque da época e até hoje, aliás, prevalecem várias piadas envolvendo as características físicas dele, a questão do nariz, a questão dele ter sido tão grande e importante ainda assim, ter morrido pra uma criança, pra um bebê.
Então tinha vários pontos ali que a gente podia explorar pra fazer o personagem. E na época, esse daí era tão não conhecido, né? Não tinha nem de uma bolada ainda, que é um grande perfil aí que tá até hoje também. Surgiram vários outros perfis sátira, vários outros perfis fake ao longo do tempo.
No próprio fadão de Harry Potter, né? O tio Severo. Propro tio Severo. Na verdade, tio Severo já existia, mas acho que não era tio Severo ainda na época, eu não tenho certeza.
Ele é mais antigo que o Lord, ele é de 2010. Mas acho que ele é mais fã-clube. Se ele era tio Severo na época, aliás, adoro tio Severo. Sou fãzão do perfil.
Minerva diretora, o Albus Dumbledore. Mas na época, eu acho que ele era mais fã-clube também. Pra falar das notícias do filme, dos filmes, do que estava acontecendo de novo no universo. E eu queria realmente fazer um perfil para brincar de ser o Voldemort, né?
Que a mentalidade na época era aquela. E o pessoal super se identificou, né? Ficava lendo, até hoje lendo os tweets como se fosse o Voldemort conversando com as pessoas, respondendo as pessoas e tweetando ali. Então acaba gerando engajamento legal, as pessoas se divertem bastante.
E tá aí, deu certo até hoje. É muito gostoso gostar lá. É, eu acho muito interessante como, realmente, eu acho que vilões têm uma certa propensão. Eu acho que o Dart Verde também é um vilão que, às vezes, é muito zoado, que o pessoal faz quadrinho, o pessoal faz ele dançando, várias coisinhas assim.
Subverte, né, a seriedade do personagem e tudo mais. Exato. Você pega a questão dele ser mal, dele ser perverso, mas você tira a parte do assassinato, né? Do genocídio.
Sim. Ignora essa parte. Exato. E isso fica uma coisa engraçada mesmo.
Eu vejo, tipo, lá, né, vocês chamando os seus seguidores de os malditos e tals, e o pessoal adora, né? Tipo, ai meu Deus, eles estão me xingando, que incrível. Sim, exatamente. É muito divertido.
Mas tem pessoas, né, que infelizmente eu já conversei com vocês dois, e não conseguem fazer essa separação. Inclusive, já me cancelaram algumas vezes ao longo dos anos por fazer um perfil que homenagearia um genocídio, um supremacista, o que eu estarei de alguma forma apoiando essas ideias. Claramente, né, deixo aqui bem claro. Não aposta essa ideia.
A aula de interpretação de texto está faltando. Exato, sim. Pegando esse gancho aí da interpretação de texto, né, nesse caso não é realmente um grande problema, mas é que, enfim, a gente acaba esquecendo. Uma das coisas mais interessantes que eu acho, assim, sobre a história do Voldemort, gente, é a infância dele, né?
Talvez até pelo fato de que, enfim, como a gente disse, não está nos filmes, e é muito importante para a formação dele, ele teve uma infância meio tumultuada, né, gente? O que esse filme, inclusive, francês vai mostrar é a família dele, né, os Gaunts, que são herdeiros de Salazar Slytherin, né? E a mãe do Voldemort, ela era uma criança ali, bruxa, uma jovem bruxa dentro de uma família muito tradicional e tudo mais, e ela se apaixonou por um trouxa, que era Tom Riddle, e ela acabou enfeitiçando ele. Vocês acham que essa questão de ele ser fruto de um amor falso, enfeitiçado, uma poção do amor, como que vocês acham que isso moldou, assim, a infância e todo o caráter do Tom Riddle, assim, do Voldemort, no caso, né, não do pai?
A gente tem que lembrar também que acho muito relevante que a Merope, né, a mãe do Voldemort, ela sofria abusos psicológicos e físicos, né, dentro de casa, pelo pai e pelo irmão também. E quando ela se encantou por esse trouxa, ela foi a grande decepção da família, que eram super conservadores e acertavam com esse ideal de uma linhagem pura, né, que foi exatamente o que o Voldemort falou depois, a gente vai chegar nesse ponto. E aí, como o Pedro falou, né, ela, sem apaixonada por um trouxa, que já era uma grande frustração para a família, resolveu, então, fazer com que o trouxa se apaixonasse por ela, né. Se eu não me engano, no sexto livro, que é debatido entre o Harry e o Dumbledore, né, se a Merope teria feito o Tom Riddle se apaixonar por ela pela maldição impérios ou pela poção do amor, e o Dumbledore vai e fala que é consequentemente pela poção do amor.
E aí, a Merope, acreditando, né, nessa romance que eles viveram por algum tempo, fruto de uma poção do amor, achava que, assim que parasse de dar essa poção para o Tom Riddle, ele, por conta do tempo que estavam juntos, se apaixonaria, enfim, por ela, né, o que não aconteceu. Quando o encanto se acabou, quando ela parou de dar a poção de amor para o Tom Riddle, ele resolveu deixá-la grávida e sozinha do filho dela, que veio a ser o maior bruxo da estreva de todos os tempos, né. E aí, eu dou para a Marina essa questão que ele levantou, que eu acho muito relevante também. Você é boa nisso, quem te sabe, Marina.
O fato do Tom Riddle Jr., né, o bordo igual ao do morto, ter sido fruto de um amor forjado, virar, né, esse personagem aí que todos nós conhecemos muito bem, se você acha que é mais uma relação do orfanato, do meio que ele tava, como é que você vê essa situação? Então, eu acho complexo, porque por um lado, eu acho uma pegada interessante, sabe? Sei lá, eu não gosto muito dessa ideia de você justificar a maldade de alguém porque aconteceu tal coisa. Tem gente que é ruim, tem gente que é mau caráter, tem gente que não tem moral, que não tem ética, sabe?
E é isso, não precisa de nenhum grande fator, né, tipo, justificando que a pessoa virou assim porque isso é aquilo. Então, tipo, eu acho muito mais interessante você falar, não, o Voldemort, tipo, ele viu o poder, ele quis o poder, ele quis estar acima de todo mundo, quis dominar o mundo e tals. E a questão da concepção dele em si não tem nada a ver, né? Porque quantas pessoas no universo nascem de, né, casamentos, de noites sem amor nenhum, e as pessoas também, né?
Assim, elas sabem amar, elas podem amar, né? Não é porque o cara é fruto de uma poção de amor que a capacidade dele de amar veio daí, veio porque ele é um psicopata mesmo, sabe? Mas ainda assim eu acho interessante, apesar de não concordar de eu achar que não é isso, eu acho interessante essa construção. Eu acho que é uma explicação meio óbvia que as pessoas, as pessoas tentam encontrar, né?
Exato, eu acho que é muito simplista, né? Eu acho que é mais complexo do que isso. E tipo, a questão da mera, em si, eu acho muito complicado de julgar no sentido que obviamente é totalmente errado, né? Ela, basicamente, ela sequestra o cara, né?
Porque ele não tá indo com a vontade dele. Dentro disso, então, ela manipula, ela estupra, ela faz tudo, né? Porque o cara não tem vontade própria. É horrível, é horrível.
Ao mesmo tempo em que ela era, como o Lucas falou, abusada física e psicologicamente pela família, que era totalmente miserável, virou uma pobreza extrema. E é isso, totalmente uma pobreza extrema, mas ainda tinha um certo orgulho, como se eles fossem superiores aos outros, só por eles serem bruxos e por sangue. Tipo, migo, você não tem nem o que comer, tá ligado? E os caras se achando os maioral.
Exatamente. E ela também sofria, de alguma maneira, foram certos abusos por uns trouxas dali, meio que da vila, talvez, pelo fato de que, enfim, eu lembro que teve uma passagem que conta que um dos irmãos dela teria um marvino, um alvino, sei lá como é que ele chama, eu não lembro, gente. É Marlono, né? Marvolo, é o Marvolo.
É que eu não lembro como é que ficou em português, servolo, eu acho. O servolo acaba, enfim, atacando, né? Isso, é porque, na verdade, ela foi abusada por muito tempo, de psicologia fisicamente. E isso é explorado um pouco nos livros, que um pouco do poder que ela tinha acabou sendo suprimido por conta dos abusos que ela sofreu.
E aí, quando o irmão conta pro pai, o irmão da Merov conta pro pai que ela estaria apaixonada por um trouxa, eles então decidem atacar esse trouxa, eles são presos, são enviados pra Azkaban. E aí, quando ela consegue, finalmente, exercer sua liberdade mágica, digamos assim, consegue aflorar vários poderes dentro dela que ela havia suprimido por muitos anos, inclusive pra escravizar o pai do Lord Voldemort. Inclusive, isso é uma questão… Ah, eu não vou entrar, não.
Eu até ia falar algo de escuros aqui. Do Obscurus, né? É, é. Ah, é, eu acho que, enfim, eu não sei o que exatamente eu penso sobre essa teoria, mas…
É que eu não acho que ela é um Obscurus, porque, tipo assim, a ideia do Obscurus é um pouco da repressão da magia por coisas externas, no sentido de, tipo assim, você sentir que você não pode usar a sua magia. E esse não era o caso, acho que o que o pai e o irmão dela mais queriam é que ela fosse uma bruxa poderosa pra fazer Jesus ao sangue dos Littering, né? Era assim, obviamente, a opressão que ela sentia em casa modificou a forma que ela lidou com magia, mas eu não acho que era isso necessariamente, porque o que me parece é que ela realmente não era… Não tinha uma magia muito boa.
Ela não tinha uma magia suficiente pra fazer feitiços, por exemplo. Ela não é descrita como um aborto, né? Mas é beira ali. Não.
O pai e o irmão dela chamavam ela de aborto, né? É, exato. Ela não era necessariamente, mas aparentemente ela também não tinha um nível muito bom de magia, né? Então, assim, ela teve magia suficiente pra fazer uma oposição do amor, que durou muito tempo, né?
E também ela não teve treinamento, né, gente? Ela não foi pra Hogwarts, ela não fez nada. Então, tipo, como é que você vai aprender? Ela era da casa, né?
Da cozinha, das tarefas domésticas. Ela ficou a vida inteira sob essas funções mundanas e truchas, né? Digamos assim, não foi dada a ela direito de realmente explorar essa magia. Não tinha nem o Google pra ela aprender a fazer a oposição do amor, gente.
Fez na raça. E o irmão ele não era vivo ainda. Eu só queria aproveitar pra dizer, antes que as pessoas me cancelem, eu já tô cancelando o que eu mesma disse há uns anos, que eu fiz um vídeo no canal do Potterish, que era, tipo, em defesa de Mero Pigaunt. Só que na época, eu realmente não considerei a parte de que o que ela faz com Tom Riddle, pai, é, tipo, estupro e sequestro, né?
Então, tipo, eu não considerei, simplesmente não considerei isso. Então, hoje em dia, eu só queria dizer que eu retiro a minha defesa, apesar de manter que é uma situação muito, muito complicada, assim. Não era uma pessoa sã fazendo aquilo, entendeu? Não, totalmente.
Anto não era que, depois de um ano ou dois de casamento, ela resolveu que cansou de ver uma mentira e queria libertar o Tom Riddle, na época marido dela, da poção do amor, né? Acreditando que ele ia ficar, porque ou ele amava ela, tinha aprendido a amar ela, ou porque ela tava grávida, né? É uma pessoa que não tem noção da magia, talvez, né? Porque, obviamente, não ia amar ela, né?
Total. E quando ele saiu daquele encantamento, foi como se ele tivesse acordado de um pesadelo, né? Nem sei se, com a poção do amor, você tem noção do que você tá fazendo. Tipo, ele…
Será que apagou os anos da mente dele? Ele, de repente, acordou ali? Não sei. Mas, me parece que sim.
Quando eu tive contato com um pouco da história dele, eu fui ler um pouco. A percepção que eu tive, realmente, foi essa. Que ele acordou de um pesadelo. É como se ele tivesse dormido, né?
Por todo esse tempo. Acordou e saiu dali, entendeu? Não quero saber que não sei o que é essa pessoa, não sei o que aconteceu e vou seguir minha vida. É porque a gente tem uma noção, talvez, um pouco deturpada.
Não deturpada, mas, enfim. É que a gente vê a poção do amor ali no contexto de Hogwarts, sabe? Tipo, aquela poçãozinha que os gérmenes Weasley Vannick deve ser super fraquinha, sabe? Tipo, paixonitazinha.
O que já é errado pra caramba. Mas, enfim, eu acho que a amortêntia real, assim, deve ser muito mais… Mais pesada, né? Muito mais, enfim.
E depois do abandono do marido, né? A Merope caiu numa profunda depressão completa, assim, né? Passou a viver como uma mendiga pelas ruas de Londres. Inclusive, vendeu um objeto muito precioso da família.
Qual foi o objeto, gente? O colar de Slytherin, não foi? O colar de Salazar Slytherin, exatamente. Eu me senti muito pressionada agora, eu fiquei nervosa.
Ela vendeu essa artefato por Mingales. Ela realmente entrou numa depressão profunda. Tanto que, enfim, o Tom Riddle foi pro orfanato. Exato, ela morreu no parto e ele foi pro orfanato.
E aí, enfim, sobre essa questão do orfanato, né? O orfanato é uma coisa muito interessante da gente pensar. Pensar no sentido da escrita da obra, né? Porque a J.K.
Rowling, diferente da transfobia dela que talvez ela não tinha 20 anos atrás, prefira acreditar que não tinha 10, 20 anos atrás, ela sempre se preocupou muito com essa questão do orfanato, né? Que é uma preocupação muito, muito justa e que, enfim, é um trabalho que ela continua fazendo, apesar de tudo que a gente não gosta do que ela tá fazendo agora, mas ela continua com esse trabalho que é um trabalho muito importante. Que é uma ONG que ela tem alunos. Bom, mas voltando à Harry Potter, ponto é, o orfanato, segundo descobrir o J.K.
Rowling, é uma instituição, é um tipo de instituição que, como demonstra, muitas pesquisas científicas nas quais ela mesmo se baseia, pode ser muito prejudicial pro desenvolvimento de uma criança, né? Ela tem até essas pesquisas de que, enfim, uma criança que viveu o orfanato a vida inteira, ela tem não sei quantas mil vezes a mais chances de entrar na prostituição, de cometer um suicídio, de isso, enfim. Ferra com a cabeça da criança, né? Acho que essas instituições totalitárias, de modo geral, não lembro nem qualquer filósofo…
Ó, fugi da aula, que filósofo falava sobre isso. Mas instituições totalitárias, de modo geral, enfim. Só que tem alguns fãs que acham que isso justifica as maldades que o Tom Riddle praticava contra as crianças do orfanato, e tipo… Beleza, ele era solitário lá, mas ele não era maltratado, né?
Enfim, tipo… E aí a gente compara com o Harry, com o Snape, que também tiveram infâncias conturbadas, enfim. É, não, acho que isso que é muito louco, né? Tipo, ele é o maior vilão e tals, mas se você comparar a infância dele com a do Harry ou com a do Snape, ele teve a infância mais de boa, cara.
Ele não tava sendo, tipo, abusado por ninguém, né? Ele tava ali de boa. Ok, não tinha pai, não tinha mãe, o que não é algo bacana, né? Então, provavelmente, ele não teve muito afeto, porque nesse lugar, quantos funcionários tem pra quantas crianças, né?
Beleza, mas ele não tava sendo maltratado, tá ligado? Cara, é aquele rolê de são nossas escolhas, muito mais que nossas qualidades, que determinam quem nós somos, entendeu? Tipo, sempre existe escolha. Você sempre tem escolha.
O Harry podia ter ido por um caminho ruim. O Snape poderia, até o final, ter ficado sendo comensal. Que bom que você falou dessa parte de escolha, Marina, porque essa é uma questão muito importante pro jovem Tom Riddle, que por muito tempo, inclusive, não acreditava que a mãe dele era uma bruxa, porque como que uma bruxa pode se cumprir, né? Uma coisa tão mundana quanto a morte.
Essa questão da escolha que a Marina falou, nossa, é um gancho perfeito, né? Porque pra ele, a mãe dele escolheu morrer, a mãe dele era uma bruxa, escolheu a morte, e isso era completamente inconcebível pro Voldemort, né? Na época, então, o Tom Riddle… Tanto que ele parou de ser Tom Riddle, né?
Assim, ele justamente escolhe um outro nome, porque ele fala, você acha que eu vou manter o nome do meu pai trouxa e da minha mãe, que foi fraca demais pra continuar viva? Tipo, deve ser um certo conflito, né? Porque eu acho que, ao mesmo tempo, que ele tem muito orgulho da linhagem dele, porque ele vem dos Salazades de Dream, ele tem muita vergonha, né? Por causa dos quem são os pais.
É, e aí, enfim, Dumbledore mais uma vez fazendo merda, né, gente? Porque já tinha feito a merda nessa época com o Grindelwald, né? E aí ele foi lá e, tipo, resgatou o menino, uma coisa muito da hora e tudo mais, mas assim, subestimou demais, assim, as enfermeiras, enfim, o pessoal do orfanato, falou pra ele, não, ele faz isso, ele faz aquilo, ele é mal, e o Dumbledore meio que passou a mão na cabeça, e, ó, bora vamos pra Hogwarts, ó, lá você não pode fazer isso, mas, assim, vamos de qualquer jeito, e, tipo, não deu a devida atenção a um problema que, sei lá, eu entendo que ele não podia ir mais, sabe, ele talvez não imaginasse, mas, de qualquer maneira, ele continua fazendo isso em Hogwarts, e o Dumbledore também nem pra ficar de olho, sabe, sei lá. É que o Dumbledore, velho, ele é muito deslumbrado com poder.
Exatamente. O cara, tipo, ele vê uma criança no orfanato que nunca teve contato com nenhum bruxo, com nada, e a criança já é tão poderosa, ele fica, meu Deus, que foda, tenho que trazer esse cara pra ser meu aluno, entendeu? Tipo, ele não para pra pensar, aparece na possibilidade de que, gente, esse menino aí, ele tem um problema, entendeu? Ele pode matar um pessoal aí.
Porque mesmo o Tom não tendo noção, né, da herança mágica que ele tinha, ele já percebia dentro do orfanato que, em algum grau de compreensão, assim, que as habilidades dele eram além das crianças normais do orfanato. Aí eu lembro um caso de uma briga que ele teve com um garoto lá do orfanato, que ele pendurou, né, sem nada, né, com a mente dele, sei lá, o coelho do garoto nas vigas lá do teto. Então ele sempre soube que ele era diferente, que ele tinha alguma coisa diferente, ele não sabia muito bem o quê. E o Dumbledore chegou lá, né, como você disse, fascinado por essa criança prodiga, digamos assim, que era um troféu.
Era um troféu pra Hogwarts. E a gente comprei isso mesmo, né, vamos ver no que vai dar. Exato, exato. Enfim, não querendo entrar muito no Dumbledore, mas eu acho que é um pouco importante pro rolê do Voldemort, o Dumbledore, ele é desatempro.
Não é que ele não se importa, mas ele parece estar muito focado nas questões dele mesmo do que pra olhar pro outro, né, porque é isso, tipo, tem aquela grande reprodução, né, de tipo, meio que, tem um momento que ele tem uma fala com o Tom Riddle, que é a mesma fala que ele tem com o Harry, 40, 50 anos depois, né. Tipo, meu, não se toca, né. E o Tom Riddle é um bom ator, né, gente. Vamos, vamos falar.
Tem uma questão muito importante, assim, não justificando, né, o Tom Riddle, enfim, né, como a Irina escreveu na pauta, o maior gatinho de Hogwarts até chegar de Olive Wood. Ele era muito charmoso, né, enfim, ele era muito charmoso, ele era muito, ele conquistava muitas pessoas, né, além dessa questão do poder que conquistava o Dumbledore, mas, por si só, ele já era uma pessoa muito, ele era favorito dos professores, enfim, ele fazia, assim, um personal branding, um branding pessoal dele, sabe. Pô, cara, ele era inteligente, simpático, charmoso, tirava notas altíssimas, bonito, quer dizer, sabe, meu Deus, que sonho ter esse aluno por aqui, né. Realmente, quem vai desconfiar?
Pois é, até Horace, né, o queridinho, falo que quando conheceu o Tom Riddle, que era um menino tranquilo, comprometido, brilhante, então, assim, era um aluno que todos os professores dirigiam vários elogios, porque, se eu não me engano, me corrigir se eu tiver errado, eu acho que teve alguma ocasião em Hogwarts ou pré-Hogwarts que o Dumbledore censurou os comportamentos que o Tom Riddle tinha no orfanato, como por exemplo, roubar objetos dos colegas do orfanato pra botar no armário como troféu, né, guardar como troféu, e disse que existia um corte de conduta em Hogwarts. Mas, é, foi isso mesmo, foi antes dele ir pra Hogwarts, mas, tipo, foi só isso, tá ligado? Só deu esse sermãozinho, tipo, só que lá você não vai fazer nada disso, né, Phil? Então, tá tranquilo.
É a questão de não ter moral, né, porque aí o Tom Riddle, ao invés de pensar, ok, isso é errado, não vou fazer mais, é tipo, ok, isso é visto como errado, não vou deixar ninguém descobrir. Exatamente, e o que era muito senso comum, né, quando você falava do aluno, Tom Riddle, era essa questão do jovem brilhante, né, do jovem que não era um monstro. O Slogan Rock até fala isso, né, se o monstro existisse, ele teria sido enterrado há muito tempo, alguma coisa assim, que realmente ninguém te confiava. E o Tom Riddle, ele entrou em Hogwarts com um objetivo, me parece, desde muito cedo, que pra mim já é bastante bizarro, porque toda a trajetória dele em Hogwarts, né, pelo que nós temos conhecimento, foi uma trajetória calculada, porque ele não era uma pessoa instável, ainda assim, ele fazia parecer com que era um aluno, né, normal, como qualquer outro, e com méritos de notas espetaculares, com logias de todos os professores, e ele tava ali, realmente, pra aprender, né, pra usar a escola como um meio pra aprender o que ele realmente queria fazer, que é buscar a mortalidade, era impor suas visões, que eu não sei em que momento que ele adquiriu a supremacia, né, da linhagem pura dos bruxos, né, da perseguição aos bruxos, de criar um exército, e ele foi usando o Hogwarts como uma espécie de degrau pra chegar lá, né, sugando o conhecimento de todos os grandes mestres que tinham ali, pra chegar no seu objetivo final.
É que as coisas, né, cara, elas não somem só porque alguém é derrotado, né, tipo, a gente vai discutir mais o Grindelwald depois, né, mas, assim, o Grindelwald tinha totalmente ideais supremacistas, né, apesar de que era uma coisa mais mascarada, e, no caso, eu imagino que, mais pra frente, né, conforme a gente vai descobrindo e mais fantásticos, não devia ser tão mais mascarado assim, né. Mas, então, ele tinha ideais supremacistas, e aí, beleza, ele foi derrotado, foi preso, etc., mas isso não quer dizer que não tinha gente que continuava apoiando, entendeu? Assim como no mundo real, né, a gente teve lá o nazismo, uma tragédia horrível, aí foi censurado, as pessoas não podem fazer nada nazista e não sei o quê. Tem partido nazista na Alemanha, cara, hoje em dia, não é nazista.
E olha que a Alemanha é um dos países que realmente, tipo, assim, a gente nunca vai deixar de falar dessa merda, parece eu nunca mais repetir, e olha o que tá acontecendo, sabe? É, é que eu acho que juntou a maindo ali dele, né, que já era meio que inerente, talvez, a personalidade dele, e aí ele encontrou ali em Hogwarts, né, esse pessoal da Sonserina, que talvez já carregava um pouco disso, não tô falando da Sonserina como um todo, tá, gente, pra não ser cancelado, mas alguns alunos ali dentro que tinha todo esse orgulho do Salazar e disso daquilo, enfim, juntou as duas coisas, né, mas ele tinha realmente, assim, ele era tão, eu acho que a primeira coisa que ele fez, assim, que realmente ilustra muito, né, não foi só apenas, enfim, abrir a câmera secreta, foi incriminar o Hagrid, né, porque, enfim, quando ele viu que o negócio podia dar merda, no sentido de, tipo, porra, peraí, isso aqui eu abri a câmera, agora deu merda, amarrei uma menina, enfim, a escola vai fechar, não, não pode fechar, porque senão eu vou ter que voltar pra falar, então eu vou achar um bote expiatório aqui e vou, enfim, incriminar o Hagrid. Exatamente, porque a gente vê, né, que desde cedo ele já tinha esse plano estruturado do que ele queria fazer ali, né, onde ele queria chegar, né, ele não estava ali como qualquer aluno normal, ah, fez 11 anos, tem que estudar, vai pra Hagrid e tal. Ele estava ali com um propósito e essa história da câmera secreta é bem interessante, porque ele ficou obcecado quando ele começou a descobrir a origem dele, qual a herança que ele tinha e começou a pesquisar, né, quem ele era, quem eram seus ancestrais, seus pais, seus avós, seus bisavós, e com isso ele foi ficando cada vez mais convencido de que ele tinha um propósito ali e esse propósito era, realmente, exterminar os diferentes, né, era impor uma classe dominante sobre a outra, cujo que custar ele ia fazer aquilo, né, que tivesse que botar um bote expiatório.
Então, eu tenho as minhas dúvidas sobre isso, no sentido de que, assim, logo cedo ele sacou que pra ele atingir o objetivo dele, né, ali quando ele descobriu que, enfim, pra ele ser imortal ele teria que dividir a alma em horcruxes e isso causaria um grande rebuliço, enfim. O ponto é, essa questão toda, de ele ter essa questão da supremacia bruxa, eu não sei se ele tinha aquilo inerente, porque ele tinha o orgulho dos ancestrais dele, ou se simplesmente foi meio que uma maneira de, olha, com essa mensagem aqui eu vou conquistar uma galera que vai me seguir pensando nisso, porque se eu simplesmente falar pra essa galera me seguir porque eu quero ser imortal, elas vão falar, vai se fuder, o problema é seu, entendeu? Então, assim, eu acho que o objetivo principal dele não era nem necessariamente esse, sabe, foi meio que ele achou pra poder conquistar uma legião de seguidores. Da mesma maneira que o Grindelwald fez isso, ele manipulou, né?
Eu acho que pra ele o poder tava acima dessa causa de trouxa, de sangue ruim, não sei o quê, mas era um ponto também, porque eu acho que ele gostava de se sentir superior. Por que se ele não gostava de se sentir superior? Ele não tinha feito horcruxes em relíquia de fundador de Hogwarts, né, cara? Ele tinha feito num grão de areia jogado e foda-se, né?
Mas não, ele quis… Ia ser mais difícil de achar, inclusive. Ele quis que fosse um legado, que fosse uma coisa, então o cara tem uma pira de, realmente, eu sou superior e tal. Eu acho que, mais ainda, porque ele sabe que se você for pegar nessa coisa de sangue puro, ele não é, né?
Ele é mestiço, a mãe dele praticamente é um aborto, o pai dele trouxa, então ele tem que, realmente, trabalhar pra se desvencilhar dessa imagem que o envergonha, né? Exato, né? E vamos lembrar que, depois desse acontecimento aí da Câmara Secreta, Tom Riddle foi fazer uma visita, né, à sua família da mãe dele. E ele chegou na casa do tio, que eu esqueci o nome, né?
Acho que é Morfino Marvolo. Morfino. Morfino, né, Morfino? Mais cedo, gente, o Pedro falou o irmão dela, o Cervolo Marvolo, mas é Morfino.
Mas é que o pai, o pai, o pai dela era o Marvolo, que em português é Cervolo. Enfim, confuso. É um rolo por causa das tradições. É uma confusão, né?
Mas, enfim, ele conheceu, conseguiu chegar no tio, né? E ele descreve que não ficou nada impressionado com o tio. E, em determinado momento da conversa, ele fala que o Voldemort se parecia muito com aquele trouxa, se referindo ao pai dele. E fez com que o Voldemort ficasse enfurecido e quisesse buscar a vingança.
Então ali ele vai e mata, né? Toda a família dele, né? Ele mata o pai dele, o avô dele e a avó dele com a vara que dá. Por isso ele tinha 15, 16 anos.
Pra você ver como a pessoa realmente… É um psicopata, realmente. Não que eu seja um profissional da saúde mental pra diagnosticarlo, mas, enfim, parece muito uma psicopatia. É isso, acho que todos os outros personagens, eu sempre sou muito contra.
Não, cara, a pessoa é ruim, tem mal caráter, não quer dizer que a pessoa tem algum estado mental ou alguma coisa. Mas o Voldemort é psicopata, gente. Se você não sente remorso, você é psicopata. Acabou.
E aí ele pegou, né? Na sua ocasião, quando ele matou a família toda, ele roubou o anel da família Gant e fez ao Cruz. É uma pessoa bem interessante. E até essa coisa, né?
De ele querer a supremacia bruxa, que é uma forma de alimentar o ego dele, né? Não dá pra mentir. É também um paralelo com Hitler, né? Que pregava a supremacia branca, né?
De arianos. Que são arianos, né? Tipo, pessoas brancas, louras, de olhos azuis. Que não era o caso do Hitler.
Que tinha cabelo preto. E olho castanho. E assim como o Voldemort era, tipo, mestiço, né? Mas aí parece que por você ser o líder no movimento, aí você consegue burlar isso, sei lá.
Mas era muito uma questão de ego, cara, eu acho assim. Não é que ele não acreditava, ele acreditava, sim. Mas eu acho que tem muito a ver com acreditar, porque isso validava ele. Pois é, essa então foi a trajetória do nosso querido Tom Riddle em Hogwarts.
E aí depois vamos pra vida adulta dele, né, gente? Também foi super movimentada. Sim, exatamente. A vida adulta dele, na realidade, foi a consumação de tudo que ele planejou ali em Hogwarts, de tudo, enfim, onde ele realmente podia colocar em prática, onde ele não tinha o Dumbledore pra poder…
Porque na realidade, nenhum professor pra poder enganar. Ele já tava ali tudo claro que ele queria fazer, enfim. E aí foi quando ele começou a fazer as horcruxes e tudo mais. Horcruxes, né?
Nunca sei o plural. Se eu não me engano, ele fez duas ou três horcruxes no último ano dele em Hogwarts. Mas eu não tenho certeza. Foi depois daquela conversa com Slughorn, né?
Ele já tinha guardado esses dois objetos aí, o diário dele e o anel da família Gant. Uhum. E aí quando o poder sobe a cabeça dele, né, surge a profecia, né? Ali naquela época surge a profecia da Trelawney.
A gente sabe que essa profecia falava, podia ser tanto o Neville quanto o Harry. E também, enfim, tinha essa frase que eu acho que é muito importante. Ele o marcará como seu igual. Então, ou seja, o cara não interpretou direito o negócio e já foi dano a louca, né?
Eu acho que no caso ele não recebeu a profecia completa. Ele não recebeu essa parte, né? Mas mesmo que ele tivesse recebido, ele também teria parado pra pensar, eu acho. É, tipo, eu acho que ele recebeu a grande parte da profecia que teria dado, assim, uma noção, assim, pra ele do que fazer e do que não fazer, enfim.
E na realidade acho que é aí que ele começa a ter toda derrocada dele no sentido de que, assim, até então ele tava construindo uma carreira, né, na maldade, bem concisa, enfim, enganando todo mundo e dando certo. Aí foi onde realmente mexeu com tudo, né? Não, é, e assim, ele foi construindo uma trajetória de obsessão pelo poder ao longo dos anos. É uma trajetória, mais uma vez, muito bem calculada, né?
Antes de chegar na noite, na fatídica noite, né, de 31 de outubro, tem onde ele assassinou Lilian Thiago Potter. Ele foi caminhando, depois da formatura, para colecionar esses artefatos raros e se aprofundar cada vez mais nos estudos das artes das trevas, né? Ele sumiu por um período acho que de 8 ou 10 anos para estudar e se aprofundar nas artes das trevas e foi reunindo o exército, né, onde ele passava e matando as pessoas que passavam o caminho dele e isso tudo foi fazendo com que ele ficasse o homem que se sentisse, né, mais poderoso e mortal, capaz de tudo a qualquer custo, né, e aí de quem ficasse no caminho dele. Eu acho que isso prejudicou muito o julgamento dele também em diversas atitudes, né, principal delas, claro, o assassinato de Lilian Thiago Potter.
É, eu acho que juntou duas coisas, né, juntou o fato de que ele estava fazendo mais horcrux, né, ou seja, que estava ficando progressivamente menos humano, porque ele estava perdendo pedaços da alma dele, né, e isso, né, o Luka já falou que ele estava crescendo, estava tendo mais seguidor, estava tendo mais poder. Eu acho que isso fez com que ele virasse, é isso, uma pessoa que sempre foi bem das aparências e bem calculado, né, sempre pensou muito antes de fazer as coisas, ele parou com isso, né? Tipo assim, o negócio subiu a cabeça dele de uma forma que ele parou com esse rolê, sabe, tipo, porque o fascismo do Voldemort era muito mais claro, porque era escancarado. Eu acho que ele optou por não seguir uma linha mais sutil, né, que nem o Grindelwald fez, ele realmente optou por, tipo, deixar bem claro, olha, realmente é isso, aqui é sangue puro, nós somos bruxos, Trilha, vamos matar todo mundo, e é, né, assim, ele não tentou disfarçar, não tentou fazer um discurso em volta disso e tal.
Foi justamente, né, o fato de ele não esconder esse discurso que foi, que fez com que ele tivesse tantos seguidores, porque muitos se apoiaram a causa dele, essa causa de dominar os trouxas nas cidades trouxas, muitos também se juntaram ao exército do Voldemort, porque, né, estavam atrás da fama e da riqueza que ele podia proporcionar, e também tiveram muitos que se juntaram com o medo, né, dele, do que era lenda Lord Voldemort, e acabaram entrando no exército com todo o medo, o que é uma característica, fazendo-se gães, como você falou do Grindelwald, que não existia no Grindelwald. O Grindelwald dele persuadia as pessoas a fazerem parte do movimento dele. O Voldemort jogava com medo, né, una, si a mío ou morra, literalmente, apesar de que muitos apoiavam a causa dele explicitamente e eram fiéis seguidores, né? É, é que eu acho que o rolê do medo veio depois, né, pegando um dos personagens que mais está se cagando, que é o Lúcio Malfoy, né, lá em Relíquias ele tá, meu Deus do céu, tipo, ele total acreditava nisso, e seguir ele tinha medo, Voldemort sempre teve, né, quando ele volta ali em caso de fogo, e aí o Voldemort fala, ah, Lúcio, né, você sumiu, né, não sei o quê, a Lúcio não, mas sempre seguia, ai, meu Deus, não sei o quê, tipo, ele já tem medo, Voldemort, mas ainda assim, tem uma lealdade, ele acredita muito naquilo, né, nessa causa do sangue puro.
Só que, véi, já no sétimo livro, o que ele mais quer na vida é vazada ali. Eu acho que essa questão toda dos seguidores dele, né, não só do Lúcio, mas o Lúcio representa muito bem isso, porque eu acho que talvez é até que a gente tem mais contato, né, ao longo dos livros e dos filmes. Do quanto você pode ser capaz, às vezes, pra simplesmente dar um suporte ali e perseguir os seus ideais, no sentido de que, ah, você acha que, às vezes, cara, você não é um genocida, você não quer participar de um genocídio, mas você tá tão, assim, com vontade de colocar aquilo em prática, no sentido de, sei lá, você é trouxofóbico, você não quer matar todo mundo, mas você só não quer que eles vão pra Hogwarts, e aí você entra nisso, é muito o que o Grindelwald quer fazer ali, a gente sabe até onde a gente assistiu em Animais Fantásticos, que inclusive o próprio Teseu, quando chega lá no discurso dele, fala, olha, essas pessoas não são mais pessoas, elas estão só, eu sei que no caso dos Comensais é diferente, mas vai chegando tudo num nível que essas pessoas perdem um pouco da humanidade porque elas querem atingir aquele ideal, sabe? Só que também chega um momento que elas começam, tirando algum tipo, sei lá, Bella Tricks, eles começam tipo, peraí, que que é isso, sabe?
Sim, sim. E é isso que dá, inclusive, a 1ª Guerra Bruxa, né, porque o Voldemort, ele tava se tornando muito poderoso, ele tava também usando, além das margens perdoáveis, né, que a gente conhece muito bem, alguns outros truques, né, como a questão da ligelimência, que ele literalmente era capaz de lhe controlar e manipular a mente das pessoas, né? Ele gostava frequentemente de invadir a mente dos Comensais e de outras pessoas, criando visões deturpadas, né? Mas ele fazia isso com os Comensais também?
Fazia com os Comensais também. Bom, enfim, se fuderam com razão, né? Tem três que falam, né, que ele só deixava as pessoas em paz quando ele extraía a última gota de agonia daquela pessoa, e aí finalmente ele matava a pessoa, quando a pessoa pedia, implorava para morrer. Mas aí não era no caso do…
Era no caso, tipo, dos inimigos, entre aspas, sabe? Não era necessariamente dos Comensais? Ou será que ele também fazia isso com os Comensais? Não, não.
Mas tiveram casos com os Comensais que traíram a confiança dele. Ah, sim, sim. Não fizeram o que ele pediu e esse foi o fim, né? Implorar pela morte, né?
Olha a pessoa que nós estamos falando. É sádico, é por isso. É realmente assim, gente, longe de mim defender Cursed Child, longe de mim achar que faz sentido o Voldemort e a Belatriz terem uma filha. Dito isso, realmente eu acho que é os únicos que têm um nível de insanidade parecida, né?
Tipo, a Belatriz é muito sádica, né? Muito pra caralho. E a Delfini também. Enfim, o resto que você vê ali, realmente, no geral do que é descrito nos livros, o pessoal tá com medo.
O pessoal já tá num certo nível ali que tá foda. Acho que também tem o Greyback, por exemplo, também continua querendo matar o pessoal lá, mas… É, ele é bem doido também. O Lúcio, meu Deus, véi.
Acho que o Yaxley também já tá um pouco assim, o Dolorov já tá meio estranho, entendeu, o rolê? Porque eu acho que esse é o ponto. O Voldemort vai perdendo a humanidade, vai sober, o poder vai subindo a cabeça, no nível que ele perde um pouco o controle até das pessoas que seguem ele, entendeu? Exatamente.
Isso depois que ele reviveu, mas antes, né, já, nesse rolê dele atrás dos Potter, véi, não precisava, entendeu? Tipo assim, você tava no teu auge, você tava no seu auge, véi. Não precisava fazer aquilo, pensava melhor, refletia, mas ele… Parece que ele fica tão apavorado com a ideia de perder tudo que ele tem, que ele vai lá e perde tudo que ele tem, kkk.
Quando ele tomou conhecimento da profecia, né, de que existia um… Como é que é a profecia, gente? Me ajuda aí que eu esqueci. Que aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar, né?
Filho daquele que tudo defenharam três vezes e o Lorde das Trevas marcará quando ser igual. E terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece. E um não pode viver enquanto o outro sobreviver. Aí que tá rolando, gente.
A questão sempre é a escolha, né? Eu acho que ele faltou um pouco na zoologia de vinhação. Pois é, mas aí quando ele recebeu essa profecia, né, ele ficou obcecado com a ideia de perder o poder pra alguém que tá nascendo ali, né, que essa profecia é verdadeira, ele não pode perder o poder. E então ele começou a ir atrás, né, de quais bebês poderiam ser esses que atenderiam os requisitos da profecia.
Existiam dois bebês, Harry Potter e Neville Longbottom. Exato, e eu acho que ele escolhe o Harry porque acho que o fato da Lillian ser nascida trouxa, né, e dela ser uma bruxa muito talentosa, que ele inclusive tentou recrutar, mesmo ela sendo nascida trouxa, eu acho que isso ficou mais demarcado. Os Longbottom eram uma família pro sangue, né, então acho que a lógica dele foi tipo, ah, eu acho que esse daqui é mais óbvio, né, que seja. Vai entender o que se passa na cabeça desse homem.
É, não, mas realmente disparocou, velho, tipo assim, não tinha porquê ele fazer aquilo naquele momento, ele não ia ter perdido as coisas, sabe? Assim, que bom que fez, o mundo bruxo está salvo, né, mas… Que bom que fez, exatamente. É, a história só aconteceu porque ele fez isso.
Mas nós, a maldição da morte, a maldição perdoável, mais poderosa que temos, num bebê, a maldição ricochitiou. Ah, é que é isso, mano, é engraçado, velho, é engraçado, não tem como. E é uma das lições mais importantes, eu acho, de Harry Potter, né, porque é mais bonita, talvez não mais importante, mas é mais bonita, né, a questão da livre, da sacrificada, a sua vida para proteger o seu filho. E realmente era um poder que o Lorde das Trevas desconhecia, o amor.
Ele estudou tanto, ele aprofundou tanto, mas o mais puro e genuíno dos sentimentos, o mais natural dos sentimentos, que é o amor, ele era incapaz de sentir. É bem forte essa mensagem. Nossa, total. Ele não tem nenhum contato, ele não tem nenhuma amizade, ele não tem nenhuma grande figura na vida dele.
Tipo assim, e por escolha, né, tipo, ele não quis criar vínculos também, sabe, ele só tava ali com o objetivo dele e tals. Ele queria criar vínculos só relacionados ao poder, né? Uhum. Exatamente, servos, né, não eram amigos, não eram namoradas, eles eram servos.
E ali ele criou, né, a sétima horcrux dele, sem saber que tava criando, e depois de mais de 10 anos aí, de muita dominação e morte. Eu nunca ouvi ninguém falar dessa forma, que a Lillian que criou a horcrux, mas é verdade. É, é verdade. Loucura.
Que mulher. Que mulher. E eu só queria falar um último ponto, que não é uma discussão, não tem nada a ver, eu só quero deixar claro, assim, pra não dizerem que eu não falei mal dos filmes desse episódio, né, pra eu cumprir minha meta, de que realmente me faz muita falta no sexto filme não ter as memórias do Voldemort. Tem, né, mas é muito reduzido, mas é porque realmente no sexto livro é o meu livro favorito de Harry Potter.
Não é só por causa das histórias do Voldemort, também por causa de Harry G, né, mas assim, é uma coisa muito legal, é muito interessante a gente ter um contato com a psique dele de alguma forma, com as memórias, que a gente só tem, basicamente, os embates dele com o Harry, né, a gente não tem nenhum outro contato além desse, então é muito legal que a gente pode ter as memórias e ver realmente como, assim, dava, mas não dava pra prever que ia acontecer o que aconteceu, né, muito, e como ele era um cara genial, assim, porque, gente, pra você ser um genocida, você tem que ser muito inteligente, e é uma pena que você use isso pro mal, né, mas realmente tem que ser, é isso, assim, tipo, a gente fez um episódio sobre a Sonserina, né? Muito bom, aliás. Ai, obrigada, feliz. E, cara, é isso, tipo assim, a Sonserina tem características muito fodas, né, o ponto é de que forma você vai usar, né, mas são características muito fodas.
Não, total, o Tom Riddle poderia ter sido um corvino, gente, honestamente, tá? Mas não porque, justamente, ele escolhe usar essa inteligência toda para o mal, e também a questão, hein, a curiosidade dele não é movida pelo simples interesse naquela situação. É que a curiosidade vem da ambição, né, por causa disso. Se fosse a curiosidade pela curiosidade, aí ele seria corvino, de fato.
Exatamente. Tipo, ah, quero pesquisar as Horcruxes só pra saber. Não, eu quero pesquisar, é um negócio super… É uma magia extremamente avançada, e eu quero pesquisar porque eu quero fazer, entendeu?
Exatamente. Eu acho que é muito que a Marina falou, assim, não tinha como prever que seria esse bruxo que foi, né, o estrago que fez, mas eu acho, ali, também, como a gente falou, né, no long de todo episódio, que ele foi demonstrando aos poucos características de digita de personalidade, né, que deveriam ter sido observadas e censuradas imediatamente, né, por quem deveria ser responsável por ele. Então, os professores Hogwarts, o próprio Dumbledore que trouxe ele pra escola, na época era professor. O B.O.
é seu. O B.O. é seu. Gente, Hogwarts, nossa, pedagogicamente aquilo ali tá muito errado, né, cara, realmente.
Sempre foi, né, sempre foi. Com isso, nesse encerramento, eu gostaria de dizer pra todos vocês, como Marina disse, essas memórias todas em Niguã do Príncipe são muito interessantes, então, não se contente, caso você não tenha lido os livros, não se contente com este podcast. Valeu os livros. Valeu os livros.
Especialmente o sexto livro. E aí, depois, você volta aqui, escuta de novo aqueles, né, você vai ter outra visão do podcast. Pedro, Marina, Lucas, li o livro, discordo de vocês. Exato, vamos debater.
Eu espero que esse episódio tenha feito todo mundo ter contato, ainda que, né, superficial um pouco, da história do Voldemort, tenha mais curiosidade, venha aqui debater com a gente depois, falar o que achou, porque essa história é bem extensa, eu tenho muitas incógnitas ainda, e seria muito bacana explorar. É isso. E se o pessoal quiser encontrar você, Lucas, nas redes sociais, pra falar que discórdia de você, ou pra falar que você, enfim, é o Supremacista, pra ter um perfil, é, enfim, onde eles te acham? Tem o Lorde Voldemort, né, como todos sabem, a foto de perfil é o próprio Voldemort, não vai ser difícil de achar.
E tem minhas redes sociais também, pessoais, Lucas Norris, pelo Instagram e pelo Twitter, Norris com dois R's, N, O, dois R's e S, Lucas Norris. Azul. E as suas, amiga? As minhas são todas Marina Anderi, Marina, A, N, D, R, I, no Twitter, Facebook, TikTok e Instagram.
As minhas são I.M. Pedro Martins, em todas essas mesmas redes sociais da Maria, ou seja, tudo, tudo que tem o Tô. E, é claro, tem as coisas do Poteiriche, né, vocês têm que seguir o Poteiriche, é, arroba o Poteiriche Oficial no Instagram, e no restante das redes sociais, né. O melhor site é o Harry Potter no Brasil, tem que seguir.
Exata. No Twitter, no Facebook, etc. É só Poteiriche, e tem também o site, né, o Poteiriche.com, onde vocês podem encontrar todas as notícias e artigos e tudo mais legal do mundo de Harry Potter. Isso aí.
Obrigado, Jurgente. Muito obrigado, Marina e Pedro, pelo convite. Foi um prazer estar aqui com vocês hoje. Ai, valeu por ter participado.
Será que agora vai? Agora vai. Gente, a gente, essa é a décima quinta vez que a gente tenta gravar esse episódio. Por aí.
Inclusive, é uma regravação, porque é o primeiro a gente finalmente perder os áudios. Isso é incrível. Vamos ver se agora vai. Agora vai.
É isso. Se vocês estão escutando até aqui, é porque deu certo. Beijo, gente. Beijo, pessoal.
Beijo.







