#17: Neville merece mais respeito e atenção, com Thays Farath

#17: Neville merece mais respeito e atenção, com Thays Farath

Semanário dos Bruxos

Episódio 1744min 31s9 de mar de 2021

🎙️ Episódio 17 · 44min 31s · 9 de mar de 2021

Questionado até mesmo sobre seu direito de pertencer à Grifinória, Neville subverte os estereótipos de sua casa de Hogwarts e nos ensina que ser corajoso não é não ter medo e agir sem pensar, mas permanecer de pé e enfrentar o que for preciso. É nos livros um personagem muito mais complexo do que nos filmes e, portanto, merece muito mais respeito dos fãs de Harry Potter, como discutem os apresentadores do Semanário dos Bruxos, Pedro Martins e Marina Anderi, com a apresentadora da Rádio Sonorus, Thays Farath.

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Sejam muito bem-vindos ao Semanário dos Bruxos, o podcast do Poteiriche, que vai ao ar toda terça-feira nas plataformas de streaming. Eu sou o Pedro Martins, editor-chefe do site. Eu sou Marina Anderi, gerente marketing. E o tema do episódio dessa semana é de um personagem que inicialmente talvez não é tão querido para quem começa a ler os livros, para quem começa a assistir aos filmes.

Aos poucos a gente se apega a ele. Enfim, a gente vai falar sobre o Neville, gente. Neville é esse personagem que me surpreendeu. Acho que como surpreendeu todo mundo, né?

Que foi acompanhando a Harry Potter, assim, conforme ia sendo lançado e tudo mais. Eu confesso que eu estava meio reticente fazendo o episódio sobre ele, porque eu achava que não tinha muita coisa para ser discutida. Mas aí, conforme a gente foi fazendo a pauta, na verdade, eu vi que tem bastante coisa. Assim, eu mesma fiquei, eita!

Então é real, acho que eu não tinha parado tanto para pensar, assim. Eu gosto dele bastante. Eu acho que também é um personagem que, assim, como a gente falou da Luna e tal, é um personagem que a maioria das pessoas gosta mesmo, né? Não tem muito o que desgostar.

Eu acho que tem o subestimar às vezes, né? Mas o desgostar não. Com certeza, com certeza. A gente convidou a Thaís Farah, que é apresentadora da Rádio Sonoros.

E aí, Thaís, primeiro de tudo, muito obrigado por aceitar o convite e já lanço a braba aí. É Neville ou Neville? Ai, obrigada por me chamarem, porque eu gosto muito de falar do Neville. E eu chamo ele de Neville.

E não de Neville, acho que Neville é realmente inglês. Para quem for muito fã, vou lembrar que a Thaís foi mencionada no primeiro episódio nosso, que eu falei que o Neville só tinha dois fãs, que era a Thaís e o Luan Santana. O que necessariamente não quer dizer que, tipo, era a questão que eu falei da questão de ser subestimado, tá, gente? Não sou hater, tá?

Tá bom. Inclusive, na realidade, esse episódio é para mostrar que, né? Para mostrar outras coisas sobre o Neville, uma narrativa diferente do que a gente está acostumada. Inclusive, Thaís, o seu personagem favorito de Harry Potter é o Neville, enfim.

Como é que é essa relação com o Neville? Sim, é o Neville, o meu personagem favorito. No começo não era, né? Porque eu comecei a ler Harry Potter quando eu era muito criança.

Então, no começo era a Hermione, claro, assim. Não tinha como. Mas, conforme eu fui crescendo e lendo os livros, fui me apaixonando, assim, pelo Neville. Ele me inspirava para caramba, assim.

Então, virou, de fato, o meu personagem favorito. Ai, que fofo. Em que sentido, assim, ele te inspirava, sabe? O que te chamou a atenção no Neville, assim?

Cara, eu me via muito nele. Tinha várias questões que ele lhe dava, assim, uma pressão que ele tinha por se mostrar, né? E também toda a insegurança que ele passava e tal. Eu via muito disso em mim.

E ver ele lidando com isso e a forma como o personagem dele cresceu foi uma coisa que me inspirou bastante, assim. Foi bem marcante para mim. Legal, legal. É, eu acho que Harry Potter é um dos pontos que mais faz Harry Potter fazer sucesso, né?

E entre criança, adolescente e adulto, independente da idade, é os personagens, né? A gente sempre vai se identificar com algum e isso sempre vai conectar bastante a gente à narrativa, né? Com certeza. Então, gente, para começar a nossa conversa, de fato, sobre o Neville, eu acho bom lembrar, né?

O Neville vem de uma família conturbada, né? Assim, no sentido de que os pais dele foram torturados, né? Até a loucura pela Belatriz. E a avó dele, talvez até por conta disso, se tornou meio que super protetora, assim, né?

Como que vocês acreditam que isso impactou a infância dele e, consequentemente, a adolescência dele, né? Enfim, com que preparo vocês acreditam que ele chegou, assim, em Hogwarts? Eu acho que existe um pouco a problemática da criança criada por Vo. De que a gente, né?

Tipo, conhece pessoas e tals que tiveram essa experiência e é muito isso de você nunca ter tomado iniciativa para nada, sabe? Tudo feito para você e tals. Mesmo que, tipo, a avó dele, né, Augusta, parece ser, tipo, rígida e tals, mas ainda sendo, tipo, meu netinho, vou cozinhar, vou fazer isso, vou fazer aquilo, sabe? Então, tipo, a partir do momento que ele é jogado por outras crianças ali, pré-adolescentes, por assim dizer, e aí ele já, de cara, já é desastrado e não se dá bem nas aulas, não se encaixa muito, já é muito difícil de lidar, né?

Porque parece que ele não tem preparo emocional para isso. Eu acho que tem bastante disso, mas também tem uma coisa que foi bem, como eu posso dizer, foi uma coisa que foi mostrada bem levemente, que é a questão do trauma, sabe? Eu acho que no começo a gente não percebe isso, mas a partir ali do quinto livro, do quarto, quinto livro, a gente começa a ver que tem muito do trauma do Neville que vai se afetando ele, sabe? Tipo, o lance dele ter demorado para descobrir os poderes dele.

Ele até comenta que a família dele achava que ele ia ser um aborto, né? Porque ele não demonstrou a magia dele quando, geralmente, as crianças bruxas demonstram, né? Então, eu acho que isso também é um pouco do que o livro quer passar do trauma, sabe? De como a guerra afetou também as crianças, né?

Depois que aconteceu. Uhum. Eu acho que talvez a questão de que, tipo, né? Enfim, ele e o Harry têm histórias muito similares, a gente vai falar mais disso pra frente, mas assim, o Harry, né?

Ele cresce, assim, os pais, né? Cresce num lado bem ruim, mas ele não tem quase ninguém falando dos pais, não é o tempo todo, sabe? É uma coisa que ele fica sem saber, ele só vai saber quando ele é mais velho, ele encontra pessoas que podem contar dos pais pra ele, né? Já o Neville, eu sinto que a avó dele, tipo, criou ele falando dos pais o tempo todo, sabe?

Isso pra ele, né? Impacta cada um de um jeito, mas pra ele acabou ficando um peso, né? De, tipo, não só de ter que lidar com os pais dele, estarem vivos, mas não estarem presentes, né? Deve ser uma situação, tipo, devastadora de você ir lá e, tipo, encontrar tua mãe e teu pai, eles não te reconhecerem e tudo mais, mas também de, tipo, eles eram grandes bruxos, né?

E aí ele tem que se equiparar a eles de alguma forma, pra fazer jus, alguma coisa assim. Uhum. Eu concordo com isso, né? Na realidade eu vou um pouquinho além, até.

Eu tava conversando com uma amiga sobre o Neville, a Mariana Moreira. Um beijo, ela sempre escuta a gente, perfeito. E ela tava falando comigo, né? Que tem uma teoria, assim, que tá ganhando popularidade no TikTok, inclusive, que eu concordo muito, é que o Neville talvez tivesse medo da magia, no sentido de que é isso como vocês já disseram, né?

A magia sempre foi pra ele um trauma, no sentido de ele demorou pra demonstrar, ele tinha essa pressão de ser tão bom quanto os pais, que eram aurores, enfim, que fizeram e aconteceram, mas também o fato de que a magia foi o que tirou os pais dele, dele, no sentido de que, assim, talvez ele tivesse um certo medo da magia, assim, eu sinto, sabe? Eu não sei se vocês concordam comigo. Eu acho que faz total sentido. Eu também vejo dessa forma, assim.

Toda a construção do personagem do Neville, ele é muito parecido com o Harry e também totalmente oposto. Tipo, eu sinto que enquanto o Harry é totalmente deslumbrado com a magia, né, o Neville é muito… Ele fica bem de lado, né? O Harry não gosta da magia, de certa forma.

Pelo menos no começo, né? Ele sabe desde cedo, né? Que é um negócio muito perigoso. Exatamente.

Tem até uma imagem do Wizard of the World que fala, né, de tipo, assim, quais palavras são mais usadas, né, pra descrever o Neville, e tipo, nervoso, né? Tipo, nervoso é a primeira, né? Ele tá o tempo todo ali em alerta, tenso. Não sei se o medo é nesse…

Como é que a gente coloca, tipo… Não sei necessariamente se o medo dá a magia, medo do que a magia pode fazer, se é a magia em volta dele, se é a magia que ele pode fazer em si, mas medo, com certeza, tem ali bastante. Acho que é medo do que a magia pode causar, né, de modo geral, tanto com ele quanto com qualquer pessoa ao redor, né? Inclusive, uma questão, né?

Tipo assim, a gente usa muito como argumento pra falar mal do Snape o fato de que, né, o Neville passou por todas as coisas e tudo mais, mas aí o maior medo dele, em business de Astragban, é o Snape. E pra mim, me parece que, na verdade, assim, não que o Snape não seja uma pessoa horrível, a gente já falou, né, a gente tem o episódio todo dedicado a falar mal do Snape. Amo. Mas, assim, me parece que é uma questão de uma pessoa que ainda não processou direito, não sabe direito quais são as próprias questões, sabe?

É isso, acho que ele não processou ainda completamente, ele vai fazer isso mais tarde. O que ele tem a temer, sabe? É mais ali o que tá na cara enquanto ele é mais jovem, a questão do Snape. É, eu vejo o Snape como a personificação da pressão, sabe?

Porque o que eu sinto é que o Neville, ele é uma criança que já não sabe lidar com pressão, e ele sente essa pressão o tempo todo. E o Snape era o professor que mais pressionava ele, né? Hum, de fato. Então eu acho que também tem um pouco disso, tipo, o Snape, ele era a personificação dessa coisa, né, dessa angústia dele.

Então era o Snape enquanto pessoa, mas também as sensações que ele provocava, né, em cima disso. É. Esse vocabulário, né, esse quadro que o Pottermore, o antigo Pottermore fez pra descrever o Neville, né, das palavras que mais são usadas na narrativa dos livros, eu acho que me leva até um pouco a questionar o quanto a narrativa também faz a gente construir o Neville como… A gente vai discutir isso mais pra frente, mas faz a gente construir o Neville como uma pessoa toda até um pouco paranoica, sabe?

No sentido de que, enfim, além de nervoso, né, que usam muito pra descrevê-lo, usam muito fright, né, que tipo, amedrontado, confuso, e até tipo miserable, sabe? Que é muito pesado, né? Tipo, meio que, sei lá, miserável, sei lá. Então assim, de alguma maneira eu sinto que a narrativa também…

Beleza, faz sentido que o personagem seja assim, até por causa de todos os traumas dele, mas também a narrativa parece que dá uma forçada nessa situação, assim, sabe? Eu não sei se vocês concordam. É, eu concordo, só que eu também acho que tem muita confusão entre o Neville dos livros e dos filmes, né? Com certeza.

Eu acho que nos livros, ele não passa tanto essa impressão de nervoso. Eu acho que isso é mais no começo, nos primeiros livros realmente, mas que ele vai melhorando aos poucos, só que a gente ficou tão com aquela imagem dos filmes, né? É uma coisa meio gina, assim, que você fala, não, ele é um menino nervoso, tá sempre tremendo, tá sempre preocupado, e eu sinto que nos livros não é tão assim, sabe? Sei lá, pode ser isso também que ficou na nossa cabeça, de alguma forma.

Não, mas com certeza eles avacalharam, assim, também, né? Acho que não precisava ser nesse nível, tipo assim, tudo acontece com ele. É, eu sinto que eles fazem muito isso com vários personagens no filme. Um livro, eu não sei, me parece mais pra mostrar mesmo que ele não era levado à série.

Eu acho que não pegam tão pesado. Uhum. É, porque não é… Não ficam focando no estereótipo, né, na verdade.

É realmente o que é o ambiente, o que as coisas que acontecem de fato, e como que isso contribui pra narrativa. Exatamente. E em relação a isso tudo que a gente tá conversando, né, gente? Muitas pessoas, né, inclusive a gente, né, vamos ser bastante sinceros, talvez a Thaís não, mas enfim, a maioria dos fãs de Harry Potter, acredito eu, mesmo que tenham lido os livros, já duvidaram um pouco sobre o nível ter sido selecionado pelo chapeuço da dra.

pra Grifinória, né? Já que existe essa cobrança enorme pra que todos os integrantes da Grifinória sejam corajosos, né? Então, por muito tempo, assim, nos livros, justamente por isso ele é subestimado, né, por grande parte dos personagens e consequentemente dos fãs, dos leitores, dos espectadores, né? E com isso, assim, é normal a gente se perguntar, e eu acho que a gente precisa falar sobre isso aqui no podcast.

Ele sempre foi um Grifinório ou ele se tornou um Grifinório com o passar dos tempos? Nossa, eu bato muito na tecla de que ele sempre, sempre foi um Grifinório desde o começo do primeiro livro. Eu acho que, assim, o nível, ele tem mais ou menos o papel da luna, assim. Ele quebra o estereótipo do Grifinório, mas ele acaba mostrando que há vários jeitos de você demonstrar coragem, sabe?

Coragem é um sentimento muito complexo também. E no começo, eu acho muito doido, porque isso é uma coisa que não tem nos filmes, né? Então, assim, o Neville, ele entra ali, o menino lá perdido, lá procurando o sapo dele e tudo mais, e aí mostra ele tendo aquelas brigas com o Malfoy e tem uma parte do livro que ele… O Malfoy prende as pernas dele, né?

E a Bione vai ajudar, o Ronnie fala que ele tem que enfrentar o Malfoy e tudo mais, e o Harry fala pra ele que o Neville valia mais do que 12 Malfoys. E aí eu acho que foi nessa parte que virou uma chavinha ali, sabe? Porque o Harry bota fé no Neville, né? Ele acredita no Neville e isso muda a atitude dele.

Ele, inclusive, acaba arrumando uma briga com o Malfoy, né? Depois disso, ele vai enfrentar o Ronnie, a Hermione e o Harry, né? Ele vai enfrentar as únicas pessoas que apoiaram, defenderam, botaram fé nele. E pra mim, isso é a maior demonstração de coragem que tem, sabe?

Muita gente tira sarro do Dumbledore dando aqueles cinco pontos só pra fazer a Grifinória vencer da Sonserina, né? Concordo que faz sentido, mas eu também acho que é muito justo. O comentário que ele faz a respeito do Neville é muito acertado, né? Apesar de que os pontos não necessariamente são…

Total, né? Essa coisa de a gente passar pano pra pessoa que a gente gosta, né? É muito fácil, é muito fácil você fechar os olhos e fingir que não tá acontecendo. Então, realmente, você ter essa gana aí de, tipo…

Não, sabe? O certo é isso, então tem que enfrentar essa situação e, às vezes, correr o risco de perder uma amizade, né? Mas é o que é certo. É, eu acho que o Neville demonstra muito caráter, assim, sabe?

Todos os livros ele faz o que ele acha que é certo fazer. Tanto que ele defende o Harry no quinto livro, né? Quando o Simas tá brigando lá com o Harry, falando que não acredita nele, que ele é louco e tal. O Neville também enfrenta o Simas, que também é um amigo próximo dele, né?

E nem é por nada. Não é nem pra defender o Harry, mas pra defender o que ele acha certo. Ele acha que realmente o Voldemort voltou e que, sabe, eles não podem negar aquela realidade. Então, pra mim, assim, eu acho que não fica muito claro nos filmes, realmente, mas nos livros, desde o primeiro momento, mostrou que o Neville era realmente muito grifinório, sabe?

Coragem não é ausência de medo, é enfrentar, então é isso, né? A questão dele ser… Ele é mais descrito e nervoso ou qualquer coisa assim. Não impede que ele enfrente isso e vá atrás.

E também acho que a coisa normal, né? De que, tipo, parece que todo mundo espera que os grifinórios sejam, tipo… Ah, sabe? E as pessoas podem ser madelas, tá ligado?

E eu acho que nesse sentido, inclusive, Marina, essa questão de ser grifinório, ser corajoso não é não ter medo, é saber enfrentá-lo. Nesse sentido, o Neville tem, às vezes, mais medo do que outros personagens e enfrenta esses medos, né? O que tornaria ele ainda mais grifinório, talvez. Exato, né?

Porque, tipo, você fazendo as coisas quando você não conhece o risco, quando você não tem nada a perder, é fácil, né? Porque aí, na verdade, pode ser nem coragem, pode ser só impulso, que também é uma coisa grifinória. Exatamente. E uma outra questão também, né?

Que eu acho que foi essa mesma amiga que estava discutindo isso comigo, mas, enfim, isso realmente está nos livros, assim, não é uma teoria, não. Muita gente vê o Neville como uma pessoa pouco poderosa, né? Porque ela é essa pessoa desastrada que, no início, às vezes, não consegue performar feitiços extremamente simples, assim, né? Mas isso talvez seja devido a uma questão, gente, de que a varinha que ele usa do primeiro ao quinto ano de Hogwarts não é a varinha dele.

Não é uma varinha que ele foi lá no Olivares e a varinha escolheu ele. É uma varinha do pai dele, sabe? Eu não sei se vocês lembram disso, porque, enfim, a gente acaba esquecendo, até porque isso não está exatamente tão claro nos livros. Quando que isso fica claro?

Quando ele está lá no quinto livro, na batalha do Ministério da Magia, e aí ele acaba quebrando a varinha, aí ele fala, ah, minha avó vai ficar puta comigo, porque, enfim, eu quebrei a varinha que era do meu pai. E aí, no ano seguinte, no trem, né? Indo para Hogwarts, indo em Mãe do Príncipe, ele fala, olha, eu estou gostando muito da minha varinha nova, não sei quê, não sei quê lá. Então, assim, dá a entender que ele foi ter uma varinha dele mesmo, que escolheu ele só lá no sexto livro, sabe?

Que é justamente quando ocorre essa mudança de comportamento dele, né? Assim, não é nem… Talvez, é com certeza foi isso que, sabe, dificultou tanto a carreira escolar dele, tá ligado? Porque, tipo, não foi nem uma varinha que ele conseguiu desarmar e aí virou dele, né?

Que nem, tipo, acontece com o Harry, ou com a varinha do Draco, ou essas coisas assim. Não, sabe? Foi, tipo, uma varinha dada. Por isso até que eu acho a coisa da Augusta, sabe?

De que ela deve ter crescido falando dos pais o tempo todo, enaltecendo. Porque, sei lá, deu até a varinha do filho dela, tá ligado? Pro Néville. Com certeza, e é que nem com o Ronny, né?

Isso acontece logo no segundo livro e você já percebe que há uma diferença, sabe? No primeiro livro ia até o comecinho do segundo, né? Ele também não ia tão bem, ele também não se dava muito bem com a varinha em alguns momentos, dá pra perceber isso. E o Néville ficar com uma varinha que não é dele por cinco anos realmente não.

Nossa, o cara prestou os nons com a varinha zoada, assim, como é que faz? Agora eu tô me perguntando, porque, tipo, tanto os nombotam quanto os Weasley são famílias, né? De puro sangue, famílias tradicionais, bruxas. Como é que eles não sabem desse rolê da varinha?

Ou é, tipo, vacina? Que todo mundo sabe que é necessário, mas tem gente que finge que não é, que inventa conspiração. É, assim, os Weasley eu entendo que é a questão financeira, né? Ah, é, tem isso, é verdade.

Até porque a varinha parece ser muito cara, né? No mundo bruxo, assim. A varinha é um negócio caro e você sente que os Weasley eles levam essas coisas em consideração, né? Esse tipo de formação.

Mas, assim, os long bottle não comprar pra própria varinha, realmente. Me parece uma coisa estranha. E eu acho que é justamente essa questão da Augusta, né? Tipo, ela deve achar, sei lá, que com a varinha do pai ele vai ser melhor, ele vai ser igual ao pai, né?

Eu entendo que seja isso, mas pra mim também não faz muito sentido. Eu acho que a Augusta, ela é uma senhora meio doidinha da cabeça, sabe? Meio, tipo… Porque eu acho, eu vejo muito ela, não, eu tenho dinheiro, mas é porque isso vai te dar sorte, meu filho.

Vai lá, sabe? Uhum, eu vejo da mesma forma. Porque, gente, eu tive a curiosidade. Uma varinha, sem contar a inflação, né?

Na época que a J.K. Rowling lançou os livros e colocou ali o equivalente, custaria R$ 391,00, digamos. Só que, assim, se a gente for colocar a inflação, custaria muito caro, sabe? E isso é um valor pra uma família pobre que tem, sei lá, sete filhos.

Isso é muita coisa, né? Então, no caso dos Weasley, realmente faz sentido. Mas no caso do Neville, dos long bottle, eu acho que é total essa coisa de, não, vai, usa aí do seu pai que vai dar mais sorte pra você. Vai lá, Fil.

O legado familiar, kkk. É… Não, e aí, assim, se a gente pensar, né? Essa coisa de que ele não tinha uma boa performance com essa varinha.

E aí, já tinha esse histórico dele de ter que estar à altura dos pais. E aí, tinha o histórico de isoação dele de bullying ali no primeiro ano. Isso foi acumulando, de uma maneira, que ele não se encontrava, talvez, na magia, assim, sabe? Na magia mais prática, do sentido de realizar magias, sabe?

De fazer feitiços, de conjurar coisas. E isso deve ter sido, assim, acumulando, né? Deve ter ido acumulando a um nível e ainda junta com a adolescência, né? Que ele tava envelhecendo, nesse período a gente sabe que é meio traumatizante.

Nossa, deve ter sido, assim, um puta de um rolê, assim, um puto numa barra pra ele enfrentar, pra ele segurar. Sim, acho que até por isso que ele se dá bem em herbologia, né? Porque é óbvio que você precisa de magia e tals, mas não precisa da varinha, né? Uhum.

Você tá ali cuidando das coisas e tal, né? O tal do pai de planta. E aí ele consegue se dar bem, né? Tipo, justamente que não precisa de varinha.

Nossa, isso faz sentido. Eu nunca tinha pensado por esse lado. Isso é muito corvina, né, Pedro? Eu sou muito inteligente.

Não, meu Deus, é que eu tô chocado, realmente, assim, sabe? Porque eu sempre pensava, ah, a herbologia não é um sinônimo de coragem, de bravura, né? Que é o estereótipo da grifinória. Mas é porque faz sentido ele se dar bem.

Se a gente for levar em consideração a sequestração da varinha, faz muito sentido, assim, ele se dar bem em herbologia. Mas de qualquer maneira, assim, sabe? Eu acho que herbologia é uma coisa que, como eu disse, não é o estereótipo da grifinória, né? Do aluno da grifinória.

E ele se interessar, na realidade, por outras áreas do conhecimento bruxo, além da defesa contra as artes das trevas, né? Que é o que… É o finger in death and screaming do rolê. Isso faz ele quebrar…

É porque grifinória é muito assim, né, gente? Mas, enfim, isso faz ele quebrar essa questão do que se espera de um homem, assim, sabe? Eu realmente acho que o Neville e a Luna, eles servem bastante pra quebrar alguns estereótipos que, sei lá, o próprio trio constrói, sabe? Por exemplo, a Luna tem o lance dela ser da Corvinal, vista ali como uma hippie, mas, na verdade, ela é super inteligente.

Tipo, ela só tem formas diferentes, uma inteligência diferente, né? Formas diferentes de conhecimento. E eu acho que o Neville é a mesma coisa. Ele tem uma pitidão que não é comum, mas que ele é muito bom naquilo.

E, assim, ele acha que ele não tem que valorizar aquilo por uma pressão do estereótipo, né, do grifinório, e por uma pressão da avó dele. Mas é que nem a Minerva fala pra ele, que ele tem que seguir aquilo que ele é bom, sabe? Ele não tem que se forçar a fazer a matéria dela, né, no sexto ano, porque a avó dele quer. Então, eu acho que, tipo, o fato dele ser bom em Herbologia tem isso de ele não precisar de farinha, e tem isso também de mostrar que há outras coisas, né, galera?

Ficar todo mundo lá se matando nas mesmas aulas pra aparecer, assim, né? A gente sempre volta a isso nos episódios, mas adolescente, véi, é tudo bando, né? As pessoas são nem bando, não tem personalidade nenhuma, é impressionante. Sim, total.

E, enfim, de qualquer maneira, depois ele deve… Isso leva ele até a própria carreira dele, né, gente, como professor de Herbologia. Não, exato, dá pra ver que, assim, óbvio assim, ele acabou se aproximando mais dessa área, eu imagino, justamente porque ele conseguia se dar bem, não dependia da varia e tals, mas, pô, ele também acabou que deu sorte, né? Justamente porque se dava bem era também algo que ele curtia, que ele foi se aprofundando, e que, pô, virou a profissão dele, isso é muito, muito legal.

E com certeza ele, enquanto professor, deve ser… eu imagino que deve, né? Porque, enfim, no Canon de Harry Potter ele ainda vai estar lá em Hogwarts, com certeza, tipo, deve estar lá na estufa agora. Mas, enfim, ele deve ser um professor muito bom, eu acho, assim, sabe?

Considerando que ele entendeu o que era ser um aluno, que às vezes não era o que era esperar, não era o Merlione da vida, não era o Harry da vida, não era o Malfoy da vida, que não era muito inteligente, mas, assim, tinha lá o seu status quo, né? Enfim, eu acho que ele deve ser um professor muito bom nesse sentido, assim, muito paciente, muito, enfim, isso deve ter levado essa jornada toda, deve ter ajudado ele na carreira, assim. Ele deve ter empatia, né? O que eu acho que é bem importante.

Pra qualquer coisa, mas pra professoras, principalmente, né? Sim, pô, tá lidando ali com criança, pra adolescente, com adolescente, é muito importante. Porque sempre vai ter aqueles que não vão se ajustar, né? Então, ter, tipo, um adulto ali, apoiando, é bem importante.

Vivido, né? Não, é, ele ter experiência com isso, né? Tipo, eu acho, né? As pessoas que sofreram bullying se reconhecem, né?

Dá pra saber. Então, isso acaba ajudando ele na professora, não é legal eu ter passado por isso, mas ajuda. Com certeza. Mas, enfim, né, gente?

Aos poucos, apesar de que a gente já explicou e discutiu aqui que coragem, bravura não é exatamente como a gente imagina que ela sempre é, mas, de qualquer maneira, esse tipo de coragem no Néville, aos poucos, cresce também, né? Ele ganha confiança pra praticar magia, enfim. Ele ganha destaque na armada de Dumbledore, né? Ainda com a varinha ali errada, mas, enfim.

Aí, já em As Relíquias da Morte, ele lidera a resistência junto com a Gina e com a Luna, né? Quando os irmãos Carols, enfim, estão tacando terror lá e o Snape tá fazendo a vista grossa, né? Que, afinal de contas, ah, kkk, não pode desafiar o Lorde das Trevas e fingir que tá fazendo, enfim. Não vou entrar nesse mérito aqui, porque a gente já tem um episódio pra falar mal do Snape.

Enfim, ele ainda distrai a Nagini, que era uma das hercrux do Voldemort, e naquele momento, se não fosse destruída, né, o Harry não venceria a batalha. E o que vocês acham, assim, que essa mudança, de alguma maneira, representa pra jornada, assim, do personagem? O que você acha, Thaís? Cara, eu acho que pra mim era onde ele ia chegar, sabe?

Tipo, eu acho que foi a resolução perfeita, assim, pro personagem, porque você vê o Néville ali, quando começa, né? Quando começa a explicar a história dele e tudo mais, e quando o Harry, principalmente, quando o Harry descobre, né, o que aconteceu com ele, começa a ver também o que a outra pessoa passa, né? Porque o Harry é muito focado nele mesmo. E a partir daí, você vê o Néville entendendo a guerra, entendendo que aquilo vai acontecer de novo, e que, nem eu falei, tipo, você sente, né, no Record dos Livros, que eles importam muito com o que ele acha certo, né?

Ele vai atrás, ele toma coragem com aquilo que ele acha que tem que ser feito, sabe? Correto. Então, eu acho que quando eles tivessem no meio da guerra, e vê o que ele tem que fazer, é na hora que dá o clique, né, quando ele tá na armada. Quando os Comissários fogem, né, e ele vê a mulher que, tipo, estragou a vida dele.

Solta, né? Você vê ele correndo atrás de realmente crescer e de realmente ir pra cima. Então, eu acho que, assim, no final, quando ele destrói uma Warcrux e se torna uma parte realmente central, né, da batalha, pô, o Voldemort coloca fogo na cabeça dele, sabe? Eu acho isso muito pesado.

Mas eu achei, assim, incrível. Eu acho que tudo que ele foi passando foi pra chegar nesse ponto mesmo, e eu também acho muito significativo ele não matar ninguém. Sabe? Isso foi uma coisa que eu lembro que na época foi bem discutido, tipo, eu não lembro da onde isso surgiu, se era um boato, se era, enfim, alguma teoria.

Mas que tinha gente que falava que não entendia por que ele não matou a Abelatriz, mas… E eu achei isso muito bom, porque ele não se corrompeu, sabe? Ele não sujou a mão, ele fez as coisas de forma correta, né? Tipo, ele não foi atrás de vingança.

Eu acho isso também muito legal pro personagem dele. Nossa, eu acho que já tem que ter um caráter muito forte pra não ir atrás de vingança, cara. Tipo, é mais tudo que ele passou. Exatamente.

Até porque a questão é que a Abelatriz não torturou os pais dele ali durante a guerra, né? Na real, o Voldemort já tinha caído, né? Pelo que eu lembro, assim, dos livros. Sim.

A Abelatriz foi atrás de torturar os pais dele, tipo, como vingança, realmente, né? É, se não me engano, foi, acho que um ano depois que o Voldemort já tinha caído. Gente, que mulher sádica do caralho, né, mano? Tipo, por que isso?

Não tem nenhuma justificativa de que, sei lá, estavam… Não que exista justificativa pra tortura, né? Mas assim, ah, estava torturando pra conseguir uma informação, né? Tipo assim.

Que o Voldemort tinha pedido pra ela, sabe? Não, véi, foi só tipo assim, sabe? Vô aqui, destruir a vida dessas pessoas, entendeu? Acabar com a vida dessas pessoas.

Eu aqui já tô com raiva, entendeu? O menino realmente… Parabéns aí, viu? Porque eu não seria uma pessoa tão boa assim, eu acho.

Que homem, né? Ó, convertir a galera aqui, todo mundo vai virar fã do Neville. Comprou uma camiseta. Isso é uma das coisas legais, assim, do podcast.

Que o pessoal até fala pra gente nas redes sociais, como comentário. Que a gente, de alguma maneira, acaba até mudando um pouquinho a visão deles sobre alguns personagens, sabe? Claro, os personagens mais polêmicos, tipo Snape, quem defende defende, quem não defende defende. Felizmente, a gente não consegue mudar a visão de ninguém.

Mas, em alguns personagens, né? Tipo, a Luna, o Neville, enfim. Acho que isso rola, sabe? E é bem legal.

Não, é eu mesmo enquanto participante e ouvinte ao mesmo tempo, entendeu? Gente, eu fui editar o episódio e aí eu esqueço, né, o que eu falei. E aí eu ouço. E aí eu fico, nossa, que inteligente, é uma coisa que eu mesmo incluí e já esqueci.

Então é perfeito, assim. Eu acho que realmente dá uma vazão pra gente conseguir explorar as coisas muito mais, assim. E o Neville, eu acho que é muito isso que a Thais falou e de como é bem construído um arco narrativo, né? A gente se esquece, né, enfim.

Em um filme, por exemplo, as coisas são muito certinhas, geralmente, né? A pessoa faz isso pra chegar a isso, pra ir pra isso, pra ir pra isso. Tipo, é uma coisa bem sequenciada e tal. A narrativa cinematográfica, né?

Sim, sim. E aí em um livro, né, ainda mais Harry Potter, que são sete livros, às vezes parece que as coisas são meio à toa, né? Tipo, ah, sabe, essa linha aqui, as coisas… Mas não, pô, Neville, ele precisou passar por toda essa jornada pra ser a pessoa a destruir a Nagini, entendeu?

Acho que o problema é que a Jackie Rowling, ela tinha domínio dessa narrativa dele. Primeiro que ela sabia desde o início que qual que ia ser o arco narrativo dele, né? Eu imagino. Porque ela também, enfim, ela faz uma narrativa, ela escreve uma narrativa muito boa, ela tem esse domínio.

O ponto é que, por ser um personagem que de alguma maneira foge um pouquinho do estereótipo, daquele próprio universo, os produtores dos filmes não conseguiram acompanhar, sabe? Bom, eles não conseguiram acompanhar coisas muito mais simples, né, como a questão da Gina. Ah, é, isso que eu ia falar. Mas, assim, em relação à presença do Neville nos filmes, né, gente?

A gente tem alguns pontos que a gente pode discutir, né? De modo geral, o ponto é, os produtores não conseguiram fazer jus ao personagem, mas vamos começar falando que, enfim, o Neville nos filmes, ele vira o Dobby, né? É, quanto tempo vocês têm? Porque a gente vai…

A gente vai longe agora. Mas é isso, né, o Neville, meu Deus do céu, não sei o que aconteceu. Eu acho que, assim, ele é um personagem bem construído nos filmes até o terceiro filme. E aí, a partir do quarto, não sei o que acontece, foi quando ele assumiu aí…

É quando ele vira o Dobby. Exato, é quando ele incorpora aí o Dobby, né, pra economizar aí nos efeitos especiais. E, cara, você fica muito perdido. E o que me dá mais desgosto, assim, é que eu gosto muito do Dobby, eu gosto muito do Neville, e nos filmes, você não consegue criar esse vínculo com nenhum dos dois.

Pérsimo, eu gosto muito do Dobby e do Neville, mas eu gosto deles separados, né? Não como a mesma pessoa. Exato. Não, ele aparece muito pouco, assim, tipo, nesses momentos, né?

Assim, em ordem ele aparece bastante e tal, mas assim, no quarto filme, né, o primeiro momento que ele é o Dobby, que é o Hollywood, que é o Richard e tal. Aliás, vamos explicar pro pessoal que tá escutando a gente e talvez ainda não tenha lido os livros, um Potter Explaining aqui. Gente, a gente tá falando que o Neville faz o papel do Dobby nos filmes, porque o Dobby, ele aparece em todos os livros, menos o terceiro, se não me engano. E aí, no quarto livro, por exemplo, quem dá o Gil Richard, aquele negócio que faz o Harry virar o peixe, é o Dobby.

Na realidade, o Harry tava meio que atrasadão lá pra ir pra fazer a tarefa, e o Dobby acorda ele e vai lá dar o Gil Richard pra ele, sabe? E aí o Dobby vai aparecendo, ele vai fazendo outras coisas nos outros filmes. Nos outros livros, desculpa. Só que nos filmes, ele aparece só em câmera secreta e em relíquias da morte.

Inclusive, isso é um problema, a gente já discutiu no nosso… Parece pra morrer. É, a gente discutiu no nosso primeiro episódio do quanto isso é problemático pra gente criar, pro espectador criar uma ligação com o personagem, sentir a morte dele. Mas enfim, é isso, tá gente?

Basicamente, a gente falou que o Neville vira o Dobby. Exato. Mas é isso, tipo, aí então, nos momentos que ele vira o Dobby, ele vira lá no quarto filme, aí no quinto ele aparece bastante, mas ele também vira o Dobby em um momento, que é pra mostrar o rolê da sala precisa, né? Esse é o que menos faz sentido pra mim.

Tipo, o Neville, ele é o último personagem do mundo que ia saber que tem uma sala extra em Hogwarts, afinal, ele nem lembra se tem degrau em Hogwarts. Ele esquece a senha da casa, sabe? Exatamente. Não, total, nada a ver, né?

É porque é isso, tipo, eles… Ah, eles queriam que fosse algum personagem que a gente conhecesse mais, tipo. Que assim, sei lá, se aparecesse aleatoriamente o Dino lá mostrando as coisas, ia ser muito aleatório. E aí eles iam ser obrigados a desenvolver o personagem de alguma forma, entendeu?

Porque senão ia ser muito estranho. O Neville tá bem desenvolvido, coloca ele ali, que ele não tem nada pra fazer mesmo. Faz ele fazer isso, sabe? Não, com certeza.

E tipo, aí ele não aparece, né, no sexto direito, assim. É muito, muito rápido também. E aí no sétimo, gente, no sétimo, parte um. Eu lembro, tá, Taís?

A gente entrou lá na sala pra ver a pré de Relíquias da Morte, parte um. Quando o Matthew Lewis veio pro Brasil, que é o ator do Neville. Ai, para que vai mexer comigo. E aí, eu lembro, eu cheguei super atrasada nessa sessão.

Eu fui entrar, né? E meio que na hora que eu entrei, o Matthew Lewis tava entrando também, tipo, pelo outro lado, pra ficar meio que no… Entra essa palquinha embaixo da tela do cinema, e estava Taís lá na frente, assim, de cosplay, surtando, assim, morrendo. Que tudo!

Do lado do Matthew Lewis, como é que era? Foi bem na frente, assim. Na primeira fileira, né, ele tava no palquinho que tem ali. Eu também não sei qual que é o termo.

Próximíssimos. Gente, foi louco. Porque a gente gritava, né? Imagina, vocês são de fãs.

Sim. Não, é o momento, né? É o momento. E aí o povo começou a gritar meu nome pra eu ir lá pra frente conhecer ele.

Ah, tipo, dentro do fandom aí de São Paulo, né, de Harry Potter, o pessoal já sabia desde sempre que você era muito fã dele. Exato, eu era, sei lá, a única fã, sabe? E você foi conhecer ele lá na frente? Fui, e foi engraçado, porque ele não entendeu que Taís era um nome.

Porque quem não fala português não entende o meu nome. Ok. Então aí depois ele entendeu e tal, e me chamou pra ir lá. E ele foi fofo?

Muito fofo, muito simpático. Mas a situação foi pra dizer que quando eu tava nessa pré-estreia, então o Matthew Lewis tinha aparecido, tal, saiu, foi embora. Foi pro hotel, sim, os telhos dele e dormi. E aí ele aparece em uma única cena, né, em Relíquias Parti 1, que é no trem, que ele fala, tipo, pros comentários que o Harry não tá lá.

E aí só que a sala gritou loucamente, porque como o Matthew Lewis tava lá, tá ligado? Ai, meu Deus, que rolê aleatório, gente. Aleatório demais! Foi como, tipo, a mulher gorda, ela sumiu.

Foi basicamente esse momento, assim. Nossa, assim! Não, mas assim, o que me causa muita revolta é o quinto e o sexto filme com relação ao meu vídeo. Porque eram uns momentos cruciais de construir o personagem pro final, cara.

Você pega os filmes, você assiste de uma vez só, você não entende nada. Se você, assim, não lê os livros, você não entende o que é que aconteceu com o menino. Do nada ele tá caçando o sapo e do nada ele tá matando a Magine, sabe? Você pensa, porra, será que ele gosta de animal nesse tanto, assim?

De cuidar de um e matar outro? É, então, é tipo, cara, o que que aconteceu? Ele surtou? Ai, é, tenso.

Não faz sentido. E tipo assim, você falou ainda, né, se a pessoa assistir tudo um atrás do outro. Imagina se ela assistir, tipo, quando lança nos cinemas, né? Um a cada dois anos.

Pior ainda, e não entende mesmo. Tanto que no último filme, quando tem, né, o lance do Neville levantar a cobra e tal, tava assim, surtada, completamente transtornada na seção do filme. E a galera olhando assim, inconformada pra mim, tipo, o que que aconteceu com a menina, sabe? Não tava entendendo nada.

Isso porque eram fãs que leram os livros, provavelmente. Ah, sim, também. Mas também tinha bastante gente que não tinha lido os livros, né? Então, essa galera não entendeu nada mesmo.

E assim, em relação à questão dos filmes, né? Apesar da Thaís ter dito, né, que ela achava que o Neville era até bem construído do início, ainda assim ela há de concordar comigo que tem algumas coisinhas, assim, né? Por exemplo, os produtores fizeram de tudo pra que o Neville parecesse o mais frágil e fora do padrão de masculinidade, enfim, que a gente tinha até em relação aos outros personagens, em relação à nossa sociedade, possível, né? Ele já é, assim, nos livros, mas nos filmes isso fica mais exagerado, né?

E esse é um elemento que, querendo ou não, assim, perpetuou a maneira como a gente enxergou o personagem por muito tempo, né? Que essa questão de como vocês estavam falando, de como as pessoas reagiam aos filmes e tudo mais. No sentido de que a gente foi estimulado, né, a ver esse homem, entre aspas, fora do padrão, fraco, como menos Grifinório de teus outros, né? Sim, gente, né?

Tem o grande estereótipo da criança gorda, né? Nossa, sim, exato. Entendeu? É isso, de tipo, como a gente falou um pouquinho antes agora, né?

De como não é legal essa coisa de, ai, você ficar rindo porque o personagem se dá mal, tá ligado? Mas é isso, ele era uma criança gorda, haha, que engraçado, ele é o gordo pendurado, nossa, kkk. E aí depois ele emagreceu, talvez é por isso até que ele tenha sumido, que aí eles acharam que não tinha mais graça. Não, com certeza.

Aí eles colocaram um negócio na orelha dele, né, gente, pra parecer que a orelha dele era, tipo, extremamente… Como que eu posso dizer? Acho que ficava um pouco mais pra frente, assim, sabe? Sim, e os dentes também, né?

Ele usava um negócio nos dentes também pra ficar mais… Mais fora do padrão possível. Um esforço que não havia com a Hermione, né? Exatamente.

Ele era um alívio cômico só por ser, sei lá, né, gordinho e com um dentão, e aí isso também foi um pouquinho pro Rony depois, né? É muito estranho. Eles tentaram estereotipar bem as crianças, assim, no começo, né? Uhum.

Ah, é porque é muito preguiça, me parece, sabe? De você desenvolver as pessoas. Gente, tem os livros, você nem precisa criar se você não quiser. Tá ali já, já tá feito.

Só pega e adapta. É só incompetência, ou preguiça, mas enfim, não deixa de ser incompetência, né? Uhum. É complicado.

Mas aí nos filmes, né, gente, com o passar dos filmes, com o passar dos anos, o Neville passou por uma Matthew-Louisação, assim, né? O personagem, como escreveu Marina na nossa pauta, ele não é gostoso nos livros, canonicamente, mas o Matthew-Louisa foi ficando cada vez mais bonito. Cada vez é um padrão, né, gente, com o tempo. E eles tentaram até colocar um enchimento de bochecha nele, né, quando ele ficou mais, né, mais Matthew-Louisa.

Só que isso não adiantou, né? E aí eu fiquei me perguntando, assim, queria que vocês me dissessem, até se eu tô problematizando demais. Que ao mesmo tempo em que o ator passou por essa mudança, assim, né, o personagem também se tornou mais corajoso. Então, assim, nos livros, ele não fica mais, entre aspas, másculo para ficar mais corajoso.

Só que nos filmes fica. Existe essa relação entre uma coisa e outra, sabe? A quebra de expectativa que a gente tem é diferente nos filmes, porque a gente acaba relacionando que ele ficou, ah, mais corajoso, mas isso, mas aquilo, ainda mais porque o personagem não tem construção direito, a gente relaciona esse físico diferente do Matthew-Louisa, assim, sabe? O que eu, honestamente, acho um pouco problemático, um pouco negativo, assim.

Não é culpa do ator, né, gente, ele não tem culpa, mas… É, eu acho que foi mais ou menos a mesma coisa que rolou Permione, né? Meio que, nos filmes, para mostrar que o personagem cresceu, evoluiu, se tornou corajoso e tal, tem que ter aquela mudança no físico, né? Então, assim, eu também acho que teve um esforço para esconder, mas ao mesmo tempo não.

Porque você vê o último filme, não tem mais um esforço, assim, para esconder o Matthew-Louisa ali, né? Já não tem tanto enchimento de barriguinha e tal, o que tem, eu acho, bem mal feito, inclusive, no último filme. É, não tem mais a prótese, né, no vento e tudo mais. Então, eu acho que eles aproveitaram um pouco disso, sim, para mostrar que ele cresceu, né, que ficou corajoso, sei lá o quê.

E eu não acho que isso influencia muito na visão que a gente tem do personagem, mas, sei lá, eu não gosto, tipo… É, eu acho que não é nem em relação ao personagem, sabe? Mas aquela criança que está vendo ali, especialmente se você, por exemplo, é um menino gordinho, assim, nos infantes e tudo mais, aí você vai acompanhando e tudo mais, e você vai vendo, você fica no… Quando você tem, sei lá, 10, 12 anos, sabe?

Você fica, de alguma maneira, inconscientemente pensando que, tipo, nossa, o menino gordinho, que era chacota, ficou corajoso e matou a Nagini. E aí você relaciona isso, sabe? Com essa mudança do ator. Sim, com certeza.

É aquele… Influência do cinema, né? Dos blockbusters, eles… Meu, para conseguir a gredeteria é isso, né?

Coloca isso na nossa cabeça e… Sei lá, às vezes eu fico pensando que se fosse hoje em dia, talvez não fosse mais assim, sabe? É, mas justamente pela mudança do mercado, né? Exato.

Não é porque existe uma mudança na consciência das pessoas que estão fazendo isso. Mas elas sabem que já não é mais tão bem aceito certas questões, sabe? Aí, para agradar a barra, para não sofrer nenhum tipo de boicote, sei lá. Nunca Warner saiba não sofrer boicote, mas enfim…

Eu acho que eles uniram o anti-agradável para eles, não para a gente. Era ótimo, né? Ter aquele ator ali, extremamente padrão, enfim, que fosse promover o filme, isso, aquilo, aquilo, outro, naquela época ainda, e era bem aceito, então foda-se, né? Não vamos nem disfarçar.

Ah, ele fez… Ele fez ensaio de cueca, né? Foi realmente uma grande sensação. Sim, pois é.

Que fase, né? E para finalizar, eu acho que uma coisa interessante da gente discutir é que o Neville foi quase o eleito, né, gente? O que aconteceu ali foi que Voldemort não interpretou bem a profecia da Treelani, né? Mas ela falava de um garoto, né, nascido no final de julho, cujos pais já teriam desafiado o Voldemort três vezes.

E, enfim, isso se aplicaria tanto ao Neville quanto ao Harry, né? Foi a escolha do Voldemort de marcar alguém como ser igual, enfim, ele marcou o Harry, mas poderia ter sido o Neville, né? Que ele discutou ali, ficou doido, enfim, na correria, foi lá, deixa eu escolher esse aqui, não sei porquê, né? Enfim, poderia ter sido o Neville, né?

Que impacto vocês acreditam que isso tem, assim, na vida do Neville, assim, do personagem, sabe? Vocês acham que ele conseguiria, assim, como que ele lidaria com essa situação se ele estivesse no lugar do Harry, assim? Cara, é muito doido, porque quando eu era adolescente, né, eu fazia o quê? Fanfic.

Eu escrevia na Flores e Burrões. Tudo, tá no ar até hoje, perfeita. É, então, adoro. E era assim, Flores e Burrões, early days.

Era, né, aquele forumzinho e ela escrevia a minha fanfic do Neville e era justamente isso que eu tentava escrever, como seria se o Neville fosse o eleito. E eu lembro de escrever um capítulo e eu nunca mais consegui escrever. Meu Deus. É sério, passou, sei lá, 10 anos eu revi aquela fanfic e eu falei, não, vou tentar escrever, eu não consegui escrever.

Porque eu começava a pensar nisso, em como seria a história na perspectiva dele, né? E é muito difícil, cara, porque ele é muito diferente do Harry, né? Tipo, eu acho que ele até enfrentaria, né, o que ele tivesse que enfrentar como eleito, mas eu acho que demoraria muito mais. Tipo, eu acho que ele precisaria de muito mais tempo do que o Harry para tomar certas atitudes e eu não sei se ele ia conseguir saber.

Eu também, eu sinto que, por exemplo, a questão, né, tipo assim, o Dumbledore tem uma influência muito grande no Harry, justamente porque o Harry não tem nenhuma figura ali de guia. E porque o Dumbledore sabe, né, que ele vai ser importante para isso, né? Sim, sim, mas o ponto é isso, tipo assim, tendo familiares que se importam, né, tipo o Neville tem a avó dele que se importa com ele, diferente do Harry, que tem os tios que não se importam. Então, tipo assim, acho que não ia ser tão fácil assim, tá ligado, levar o Neville.

Quando o Dumbledore falasse, vamos procurar o Cruxes, a avó dele ia falar, hoje não, Faro. Eu não acho, né, a Augusta até vai lá lutar na batalha e tal, não sei o quê, mas tipo assim, eu não acho que ela impediria de ter contato, de o Neville fazer alguma coisa, mas tipo assim, ia ser uma coisa muito mais bem pensada, né? Não é tipo, você pega lá um menino, chama pra fazer umas aulas, pra ver as memórias do cara, vai numa missão, vai pra caverna, sabe, assim, tipo, não ia ser assim. Não, exato, e eu acho que desde o começo, né, o Neville, ele não é impulsivo, que ele é o Harry, né?

Uhum. Ele jamais ia descer lá no calabouço lá pra pegar a pedra de filosofar, sabe? Tanto que ele quer impedir o Harry de fazer isso. Tipo, pra quê, né?

É, exato, tipo, eu acho que ele não ia ter esses impulsos que o Harry tem de ir atrás dos problemas, sabe? Eu acho que também tem uma influência muito forte nesses de vamos, vamos, que é o Rony, né? Então, acho que não tendo o Rony ali no meio também, acho que faria uma diferença, sabe? Exato, e assim, o Neville sempre teve uma amizade mais próxima com a Hermione, né, do que com o Rony e o Harry, e a Hermione também ia ser a voz da razão ali dele, não tinha ninguém pra dar um empurrão, sabe?

Sim. É isso enquanto tá a própria varinha, né, gente? Aqueles, né, voltando nisso… Teria que ser a partir do sexto ano ali, enfim.

Ah, não, mas aí eu acho que a partir… Aí isso eu acho que o Dumbledore ia atrás, de falar, pô, esse menino tem que derrotar o Voldemort em algum momento, então a gente precisa que ele tenha uma varinha que funcione. Tipo, o Harry, a gente vai precisar daquele vôo, então vamos dar uma vassoura pra ele, né? Vamos quebrar as regras pra dar uma vassoura pra ele.

Exato, até porque foi a varinha do Harry que salvou ele, né? Tem todo o lance da Fênix lá, do Dumbledore, tem o mesmo pelo da… Pelo, pena. A pena da Fênix.

Do Voldemort, né? Então, tipo, uma não consegue batalhar com a outra, foi isso que salvou a vida dele. O Neville só ia morrer. É.

Não, mas aí provavelmente ele teria a varinha que é do Harry, né? Ou alguma coisa tipo isso. É, faz sentido, faz sentido. Então, mas ele ia ter que ir lá comprar, né?

Ia atrasar uns anos, gente, vai, alguns bons anos, assim. Ia ter um delay aí. Ia ter um delay, aí talvez nesse delay o Voldemort conseguisse sair por cima, não sei. É, não sei, eu só acho que ia ser diferente, não acho que não daria certo, entendeu?

Eu só acho que ia ser diferente o rolê, ia ter um trabalho aí a mais. Já são sete livros, né, gente? Já bastante história, oito filmes, não dá mais. Exato.

Eu fico sempre pensando que a vida, né? Tipo, cada decisão que a gente toma leva a gente por um rumo diferente. Mas tem algumas decisões que são mais importantes do que outras, né? Então, Voldemort escolhendo ir para o Slum Bottom, ia dar muita coisa, então realmente não dá pra saber.

Com certeza. É, não dá. Teria que reescrever desde o início, outro perspectivo, enfim. Muito trabalho.

Amiga, você tinha essa disposição? De escrever tudo isso aí? É. Quando você pensava, né, que você teria, talvez, quando você tinha lá dez anos.

Exato, eu achei que eu teria, mas não. Então, gente, se a Thaís, que é a maior fã do Neville, não teve essa disposição, quando ela era adolescente e tinha tempo, não tentem, tá? Ou tentem, sei lá, boa sorte. Gente, não, peraí, eu escrevi uma fanfic que eu reescrevi todos os livros com o Harry e a Gina juntos desde mais novos, tá?

Então, assim, não tem nada que uma criança desocupada não faça, cara. Mas você arrasou, entendeu? Eu era uma criança desocupada e sem foco, eu não tenho nenhum foco, não. Não, mas eu soltei muito mais por menor, é muito mais difícil.

E eu também não… Tipo, na verdade, não autorei quase nada no sentido da timeline para o Harry acabar com Voldemort, porque não necessitava, entendeu? Ah, não, faz sentido. Então, de novo, gente, não tentam.

Tentem fazer com um personagem que não precisa alterar muita coisa. Tá tentando minar a criatividade das pessoas, Pedro? É… Mas se quiserem tentar, floreiosibohons.net, tá?

Que é o site de fanfics do Paterix, perfeito. Existe desde antes da J.K. Rowling Fazer os livros, gente, tá lá. Pois é.

Mal sabem que o primeiro lugar que o Harry Potter foi publicado foi na Floreiosibohons. Eu tenho plena certeza. Pois é. Então é isso, gente.

A gente caminha já para o final do nosso episódio. Queria agradecer muito a Thaís por fazer parte. Acho que a gente realmente encontrou uma fã demais, assim, acrescentou muitas coisas, assim, do Neville. Eu confesso, né, que eu e Marina até tínhamos um pouco de receio de, meu Deus, que a gente vai falar sobre o Neville, quem a gente vai convidar, quem a gente vai conseguir fazer para desenvolver um bom episódio.

E eu acho que esse episódio ficou muito bom, gente, modéstia a parte. Se vocês concordarem comigo, avaliem aí o podcast. Se não concordar, não precisa, tá? Mas, enfim, se concordar, é, vai lá dar o like no YouTube, vai lá avaliar na Apple Podcast, onde puder.

O Spotify, acho que não tem como, assim, onde puder, você dá o biscoito, tá? Ou vai nas nossas redes sociais. Por falar em redes sociais, Thaís, onde o pessoal consegue te encontrar para trocar uma ideia com você, para falar se concorda, se discorda, enfim. Se alguém quiser conversar comigo sobre o Neville, o Harry Potter ou qualquer coisa assim, eu moro no Twitter há alguns anos, tá?

A minha casinha é Ize Moet, que é YS, emo de pessoa emo mesmo, e o It de bruxa. E também na Rádio Sonoros, nosso podcast, mas ele é de ficção, tá? A gente não discute Harry Potter como a gente discute aqui no Semanário. E aí é só procurar Rádio Sonoros em todas as plataformas de streaming.

Exatamente. Arroba Rádio Sonoros, estamos no Spotify também, em todas as plataformas. Não, é um exercício muito bom de ficcionização, né? A gente não tem criatividade para isso, mas é bem interessante.

Exatamente. A gente tem de vez em quando, então tem poucos episódios, mas eles são feitos com amor, tá? Mas quando rola, rola. Exatamente.

Legal. E as suas redes sociais, Marina? É arroba marinandery, em todas, em Twitter, em Facebook, em TikTok, em Instagram, em Clubhouse, todos os lugares estão aí, marinandery. A NDERI.

É isso. As minhas também são tudo igual. É arroba im pedromartins, no Facebook, no Twitter, no Instagram, e no Clubhouse, e enfim. É isso, gente.

Se algum dia vocês que escutam e a gente quiser bater um papo no Clubhouse, dá um alô aí em alguma rede social, enfim, a gente pode tentar marcar, né Marina? A gente tem que tomar uma iniciativa, né? Mas em algum momento vai acontecer. Se vocês quiserem, vocês comentem aí nesse post lá.

Gente, o Pedro não tinha iPhone, o Pedro comprou um iPhone só para ter Clubhouse. Basicamente, é a rede social do áudio, é a minha rede social, sabe? Mas enfim, e as redes sociais do Ixi? Amiga, quais são?

Faça suas honras da casa. É arroba poteriche oficial no Instagram, e arroba poteriche no TikTok, no Twitter e no Facebook. E para as últimas notícias do mundo bruxo, artigos, listas e quiz poteriche.com. É isto.

Muito obrigado gente por acompanhar a gente até aqui. Até a próxima e um beijo. Beijo. Beijo.

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