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Livros da série Harry Potter são queimados por padres poloneses

Padres católicos de Gdansk, no norte da Polônia, realizaram uma fogueira para queimar Harry Potter e demais livros que eles consideram sacrilégios. As fotos foram divulgadas no Facebook pela Fundação SMS Celestial, que se dedica a divulgar versículos bíblicos por meio de mensagens de celular.

Além dos livros queimados, também estavam imagens de corujas e objetos da série Crepúsculo. Na postagem, a fundação justificou a ação com passagens da bíblia que condenam a magia.


Devido à repercussão negativa, no entanto, a fundação apagou as imagens de suas redes sociais. Em um comunicado oficial, o padre Rafał Jarosiewicz se desculpou pelas ações e alegou que não desejava ofender nenhuma cultura ou grupo de pessoas. Ele também disse que sua fundação já distribuiu quase 250 mil livros de graça.

O padre também lamentou a publicação das imagens sem contexto. De acordo com o comunicado, os livros e outros objetos foram levados voluntariamente por participantes de um retiro espiritual.

Fogueiras para a queima de livros da série Harry Potter não são incomuns. Em 2001, a autora J. K. Rowling respondeu a uma das fogueiras, organizada no Novo México, sob a alegação de que iriam “destruir as vidas dos jovens”, pois “encorajariam a juventude a aprender mais sobre bruxas, magos e feiticeiras”. Para a autora, em entrevista ao The Guardian, tais críticas não faziam sentido. “Me encontrei com milhares de crianças e nem mesmo uma vez uma criança veio até mim e disse, ‘Sra. Rowling, estou tão contente de ter lido estes livros porque agora quero ser uma bruxa'”, disse.

Em 2017, a autora voltou a rebater um usuário do Twitter, que afirmou que iria queimar os livros e filmes da série após descobrir que ela era contra Donald Trump. “Bem, a fumaça dos DVDs deve ser tóxica e eu ainda terei seu dinheiro, então pegue meu isqueiro emprestado”, escreveu.