O Cálice de Fogo

GALERIA: Torneio Tribruxo, Copa de Quadribol e outras ilustrações inéditas de O Cálice de Fogo por Jim Kay

A editora britânica de Harry Potter revelou a capa e dez prévias da edição ilustrada de O Cálice de Fogo, o quarto volume da série de J. K. Rowling a ganhar artes de Jim Kay. O POTTERISH reuniu as ilustrações com os respectivos trechos do livro e colocou-as em ordem por capítulo.

Com 115 ilustrações, o livro será lançado em inglês no dia 9 de outubro de 2019. Ainda não há previsão para o lançamento em português brasileiro.

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Capa

Capa e contracapa da edição ilustrada de Harry Potter e o Cálice de Fogo
Capa e contracapa da edição ilustrada de Harry Potter e o Cálice de Fogo (Imagem: Jim Kay e Bloomsbury/Divulgação)

Capítulo 3: O convite

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“— Olhe só isto – rosnou [tio Válter].

E mostrou o envelope em que chegara a carta da Sra. Weasley, e Harry precisou fazer força para não rir. O envelope estava coberto de selos exceto por um quadrado de uns três centímetros na face, em que a senhora havia espremido o endereço dos Dursley numa letra miudinha.

— Então ela colou selos suficientes – disse Harry tentando fazer parecer que o engano da Sra. Weasley era muito comum. Os olhos do tio faiscaram.

— O carteiro reparou – disse ele entre dentes. — Estava muito interessado em saber de onde veio a carta. Foi por isso que tocou a campainha. Parecia estar achando muito engraçado.

Harry ficou calado. Outras pessoas talvez não entendessem o porquê da preocupação do tio com tantos selos, mas Harry vivera com os Dursley tempo bastante para saber que se incomodavam muito com qualquer coisa até ligeiramente anormal. O pior receio dos dois era alguém descobrir que estavam ligados (por mais remotamente que fosse) com gente como a Sra. Weasley.”

Capítulo 5: As “Gemialidades” Weasley

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“— Vamos comer no jardim – disse [a Sra. Weasley]. – Não há lugar para onze pessoas aqui dentro. Podem levar os pratos para fora, meninas? Gui e Carlinhos estão armando as mesas. Facas e garfos, por favor, vocês dois – disse ela a Rony e Harry, e apontou a varinha com um pouco mais de força do que pretendera para um monte de batatas na pia, que saíram da casca demasiado depressa e acabaram ricocheteando nas paredes e nos tetos.

“Ah, pelo amor de Deus!”, exclamou ela, agora apontando a varinha para uma pá, que saltou de lado e começou a patinar pelo piso, recolhendo as batatas. “Aqueles dois!”, explodiu ela furiosa, agora tirando tachos e panelas de um armário, e Harry entendeu que ela
estava se referindo a Fred e Jorge. […]

Ela bateu com uma grande caçarola de cobre na mesa da cozinha e começou a agitar a mão para os lados. Um molho cremoso foi escorrendo da ponta da varinha à medida que ela mexia.”

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Tinham dado apenas alguns passos quando o gato de Hermione, de pelo amarelo e pernas arqueadas, saiu saltando do jardim, o rabo de escova de limpar garrafas esticado no ar, caçando alguma coisa que parecia uma batata com pernas, suja de terra. Harry reconheceu-a instantaneamente, era um gnomo. Mal chegava aos vinte e cinco centímetros de altura, os pezinhos cascudos batendo céleres no chão ao atravessar o quintal e mergulhar de cabeça em uma das botas espalhadas à porta da casa. Harry ouviu o gnomo se acabar de rir quando Bichento enfiou a pata na bota, tentando alcançá-lo.”

Capítulo 6: A Chave de Portal

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“— Vêm uns cem mil bruxos para a Copa Mundial e, é claro, não temos nenhum local mágico grande bastante para acomodar todos. Há lugares em que os trouxas não conseguem penetrar, mas imagine tentar acomodar cem mil bruxos no Beco Diagonal ou na plataforma nove e meia. Então tivemos que encontrar uma charneca deserta que servisse e instalar o máximo de precauções antitrouxas possível. […] Primeiro, é claro, tivemos que escalonar as chegadas. Quem comprou entradas mais baratas teve que chegar duas semanas antes. Um número limitado tem usado os transportes dos trouxas, mas não podemos ter gente demais entupindo os ônibus e trens deles, lembre que temos bruxos chegando de todo o mundo. Alguns aparatam, naturalmente, mas temos que escolher pontos seguros para eles aparecerem, bem longe dos trouxas. Acho que há uma floresta próxima que eles estão usando para aparatar. Para os que não querem aparatar, ou não podem, usamos os portais. São objetos para o transporte de bruxos de um lugar para outro em horas certas. Pode-se atender a grandes grupos de cada vez se for preciso. Foram instalados duzentos portais em pontos estratégicos da Grã-Bretanha, e o mais próximo da nossa casa é no alto do morro Stoatshead, por isso é que estamos indo para lá.”

Capítulo 7: Bagman e Crouch

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Harry pôde distinguir mal e mal as formas fantasmagóricas de centenas de barracas, montadas na ondulação suave de um grande campo, no rumo de uma floresta escura no horizonte. […] O grupo avançou lentamente pelo campo entre longas fileiras de barracas. A maioria parecia quase normal; os donos tinham visivelmente tentado o possível para fazê-las parecer equipamento de trouxas, embora tivessem cometido alguns deslizes ao acrescentarem chaminés ou cordões de sinetas ou cata-ventos. Porém, aqui e ali, havia uma barraca tão obviamente mágica que Harry não se surpreendia que o Sr. Roberts estivesse desconfiado. Lá para o meio do campo, havia uma extravagante produção de seda listrada como um palácio em miniatura, com vários pavões vivos amarrados à entrada. Um pouco adiante, eles passaram por uma barraca que tinha três andares e várias torrinhas; e, mais além, havia uma outra com um jardim anexo, completo, com banho para passarinhos, relógio de sol e fonte.”

Capítulo 16: O Cálice de Fogo

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Mas Dumbledore parou inesperadamente de falar, e tornou-se óbvio para todos o que o distraíra.

O fogo no cálice acabara de se avermelhar outra vez. Expeliu faíscas. Uma longa chama elevou-se subitamente no ar e ergueu mais um pedaço de pergaminho.

Com um gesto aparentemente automático, Dumbledore estendeu a mão e apanhou o pergaminho. Ergueu-o e seus olhos se arregalaram para o nome que viu escrito. Houve uma longa pausa, durante a qual o bruxo mirou o pergaminho em suas mãos e todos no salão fixaram o olhar em Dumbledore. Ele pigarreou e leu…

Harry Potter!

Capítulo 20: A primeira tarefa

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Harry ouviu o Meteoro-Chinês soltar um poderoso e terrível urro, enquanto a multidão prendia a respiração em uníssono. — Que sangue-frio ele está demonstrando… e… sim, senhores, ele apanhou o ovo! — [berrou Bagman].

Os aplausos romperam o ar invernal como se espatifassem uma vidraça; Krum terminara – seria a vez de Harry a qualquer momento.”

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Harry se levantou, reparando vagamente que suas pernas pareciam feitas de marshmallow. Ele aguardou. Então ouviu o apito tocar. Cruzou, então, a entrada da barraca, o pânico se avolumando dentro dele. E agora, estava passando pelas árvores e atravessando uma abertura na cerca.”

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“O garoto via tudo diante de si como em um sonho berrantemente colorido. Havia centenas e mais centenas de rostos nas arquibancadas que o olhavam, que tinham se materializado desde a última vez que ele estivera naquele lugar. E havia o Rabo-Córneo, do outro lado do cercado, deitado sobre sua ninhada de ovos, as asas meio fechadas, os olhos amarelos e malignos fixos nele, um lagarto negro, monstruoso e coberto de escamas, sacudindo com força o rabo de chifres, que deixava marcas de um metro de comprimento escavadas no chão duro. A multidão fazia uma barulheira infernal, mas se era simpática ou não a ele, Harry não sabia nem se importava. Era hora de fazer o que tinha de fazer… focalizar a mente, inteira e absolutamente, na coisa que era sua única chance…

Ele ergueu a varinha.

Accio Firebolt! – gritou.”

Capítulo 26: A segunda tarefa

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“Um punhado de casas toscas de pedra, manchadas de algas, tomou forma de repente no luscofusco que rodeava o garoto. Aqui e ali, às janelas escuras, Harry viu rostos… rostos que não tinham qualquer semelhança com o quadro da sereia no banheiro dos monitores-chefes…

Os sereianos tinham peles cinzentas e longos cabelos desgrenhados e verdes. Seus olhos eram amarelos, como seus dentes quebrados, e eles usavam grossas cordas de seixos ao pescoço. Lançaram olhares desconfiados quando Harry passou. Um ou dois saíram das tocas para examiná-lo melhor, seus fortes rabos de peixe prateados golpeando a água; as lanças nas mãos.”

Capítulo 31: A terceira tarefa

Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay
Ilustração de Harry Potter e o Cálice de Fogo por Jim Kay (Imagem: Editora Bloomsbury/Divulgação)

“A Taça Tribruxo brilhava num pedestal a menos de cem metros à sua frente. Harry mal saíra correndo quando um vulto escuro se precipitou sobre a trilha à sua frente.
[…]
Cedrico estava a pouquíssima distância da Taça Tribruxo que refulgia às suas costas.

– Pega a Taça, então – disse Harry arfante para Cedrico. – Pega logo, apanha. Você chegou ao centro.

Mas Cedrico não se mexeu. Continuou parado olhando para Harry. Em seguida virou-se para olhar a Taça. Harry percebeu a expressão desejosa no rosto do rapaz à luz dourada do objeto. Cedrico se virou mais uma vez para Harry, que agora se amparava na sebe para se manter de pé.

Cedrico inspirou profundamente.

– Você pega. Você é que deveria vencer. Você salvou minha vida duas vezes neste labirinto.

– Não é assim que a coisa deve funcionar – disse Harry.
[…]
– Os dois – disse Harry.

– Quê?

– Levamos a Taça ao mesmo tempo. Ainda é uma vitória de Hogwarts. Empatamos.

Cedrico encarou Harry. Descruzou os braços.

– Você… você tem certeza?

– Tenho. Tenho… nós nos ajudamos, não foi? Nós dois chegamos aqui. Vamos levá-la, juntos.

Por um instante, Cedrico pareceu que não conseguia acreditar no que estava ouvindo; então seu rosto se abriu num sorriso.

– Negócio fechado. Venha até aqui.

Ele agarrou o braço de Harry pela axila e ajudou-o a mancar até o pedestal onde estava a Taça. Quando a alcançaram, os dois estenderam a mão para cada uma das asas.

– Quando eu disser três, certo? – disse Harry. – Um… dois… três…”

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