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Universitária cria Chapéu Seletor capaz de ‘ler a mente’ das pessoas

Um dispositivo científico capaz de analisar a atividade cerebral dos usuários e os sortear em uma das casas de Hogwarts foi desenvolvido por Nataliya Kosmyna, uma estudante de pós-graduação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. O projeto imita o Chapéu Seletor da série Harry Potter.

Batizado de Thinking Cap (Chapéu Pensante), o dispositivo é vinculado um alto falante, que faz perguntas ao usuário, e a um equipamento de eletroencefalografia (EEG), que monitora a atividade do cérebro diante destes questionamentos por meio de eletrodos.


Por trás da magia

O Thinking Cap faz várias perguntas aos participantes e determina o que eles estão pensando. As respostas definem a casa de Hogwarts para a qual os usuários são mais adequados, de acordo com algorítmos do teste de seleção do Pottermore.

O chapéu é usado para reconhecer e relatar padrões cerebrais, processo no qual os usuários devem imaginar determinados objetos ou movimentos. “Quando você visualiza um objeto, existem frequências e atividades diferentes que podemos captar no seu cérebro”, explicou a universitária em entrevista ao Boston Globe. “Não há mágica nisso, é pura neurociência”, acrescentou.

O Thinking Cap foi baseado no Chapéu Seletor da saga Harry Potter (Imagem: Judith Sirera i Pulido/Divulgação)

Chapéu da autoestima

O principal objetivo do Thinking Cap é elogiar as habilidades dos alunos, com a intenção de aumentar sua autoestima e influenciar positivamente suas realizações acadêmicas. Um estudo vai avaliar a autoestima de crianças antes e depois de utilizarem o dispositivo, para determinar se houve alguma mudança em sua autopercepção.

“Escolhemos esse objeto ‘mágico’ da famosa franquia de filmes/livros porque os artigos da imprensa popular sugeriram ser provável que as pessoas acreditem possuir os traços que o Chapéu Seletor lhes atribui e, consequentemente, se comportem de maneiras relacionadas”, informou Kosmyna na página de descrição do projeto.

O dispositivo utiliza eletrodos para captar ondas cerebrais (Imagem: Nataliya Kosmyna/Divulgação)

Uma versão do produto foi apresentada na última terça-feira (26) em uma feira de computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que exibiu projetos nas áreas de robótica, inteligência artificial, saúde e energia renovável.

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