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“J.K. Rowling não diria nada se não soubesse da verdade”, diz Johnny Depp

O ator Johnny Depp, que apareceu de surpresa em Animais Fantásticos e Onde Habitam, concedeu uma entrevista à revista Entertainment Weekly na qual se pronunciou pela primeira vez sobre sua escalação polêmica como o vilão da franquia, Gerardo Grindelwald.

“Vou ser honesto: me senti mal por J.K. [Rowling] ter que lutar contra todos esses sentimentos das pessoas por aí”, disse, admitindo a existência da controvérsia. “Os fatos são que eu fui falsamente acusado”, completa Depp, que está processando o tablóide The Sun por difamação. “J.K. viu as provas e, portanto, sabe que eu fui falsamente acusado. É por isso que ela me apoiou publicamente. Ela não dá bobeira. Não iria fazer isso se não soubesse a verdade”, finaliza.

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Em maio de 2016, Johnny Depp foi acusado por sua então esposa, Amber Heard, de agressão física e psicológica. A atriz alegou que, durante o casamento, realizado em fevereiro de 2015, Depp havia sido abusivo. O caso foi parar nos tribunais. Entre acusações de mentiras e tentativas de ganho financeiro, a dupla firmou um acordo em agosto de 2016. Um comunicado oficial, assinado por ambos, afirmava que “o relacionamento dos dois era intensamente passional e, às vezes, volátil, mas sempre permeado por amor” e que “nunca houve a intenção de dano físico ou emocional”.

Embora a cena do ator no primeiro Animais Fantásticos tenha sido gravada em janeiro de 2016, sua participação foi revelada em novembro daquele ano, semanas antes do lançamento do filme, fazendo com que fãs descontentes pedissem a substituição do ator, o que não aconteceu. Diante dos questionamentos contínuos nas redes sociais, J.K. Rowling se pronunciou sobre o assunto, em dezembro de 2017, afirmando entender “o porquê de alguns estarem confusos e bravos por não termos substituído o ator”.

A autora, baseada em seu entendimento das circunstâncias, defendeu a permanência do ator. No entanto, não deu detalhes, tendo em vista “que os acordos que foram feitos para proteger a privacidade dessas duas pessoas, que expressaram desejo de continuar com suas vidas, têm de ser respeitados.”