Animais Fantásticos e Onde Habitam ︎◆ Filmes e peças

Como o mundo de J.K. Rowling se moldou em torno de Alison Sudol e Dan Fogler

Seguindo a coletiva de imprensa que aconteceu na última segunda-feira, 14, com a participação do Potterish, os atores Dan Fogler e Alison Sudol conversaram a respeito de seus personagens e as impressões que tiveram da extensão do Mundo Bruxo de J.K. Rowling.

Os inseparáveis atores foram entrevistados juntos. O intérprete do no-maj Jacob Kowalski foi quem iniciou a conversa, falando a respeito de como ele apreciou o filme e notou que o universo de Rowling era parecido em alguns aspectos com outros que conhecemos.

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O ator confessou que não estava tão animado até realmente estar por dentro de tudo: “Eu sempre fui mais fã de Star Wars.” Ao se aprofundar na obra de Rowling, logo Fogler percebeu que a história seguia a mesma jornada do herói e arquétipo de personagens que estamos acostumados. Mas em comparação com Star Wars, o ator diz que o Mundo Bruxo é muito mais tangível e elegante que as galáxias distantes de George Lucas.

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Tal descoberta tem muita relação com o personagem do ator. Sendo o primeiro protagonista não-mágico da franquia, Dan diz que Jacob é icônico como Alice de Lewis Carroll e Max do livro infantil Onde Vivem os Monstros. Ambos personagens são a porta de entrada para o desconhecido. Em uma comparação mais próxima, Jacob é como Nick Bottom de Sonho de Uma Noite de Verão, e Dan, já tendo o interpretado por diversas vezes, diz que há muitas semelhanças.

E falando sobre mundos desconhecidos, Alison Sudol comentou a respeito das diferenças entre as sociedades bruxas na América e Inglaterra. Para a intérprete de Queenie Goldstein, a diferença mais notável está na perseguição e opressão sofrida pelos bruxos durante a época. “Há uma clara distinção, separatismo e temor neste lugar.”.

Alison revelou que também há distinções na forma pela qual os bruxos americanos usam a varinha. A atriz imaginou já saber como usá-las, baseada nos filmes da série Harry Potter, mas teve que aprender de novo. Afinal, sua personagem estudou na Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, não em Hogwarts.

Ainda sobre varinhas, Alison disse que os atores eram autorizados a moldar, de acordo com seus personagens e características, uma maneira individual de produzir magia. Para ela, o individualismo de cada personagem é uma característica bem americana, assim como o orgulho. Além disso, imaginou que, diferente dos bruxos britânicos, os americanos fazem acampamentos e se reúnem em volta de uma fogueira, como vemos tipicamente em diversos elementos da cultura estadunidense.

Conhecida anteriormente pelo nome artístico A Fine Frenzy, a artista foi uma cantora prestigiada. Sua experiência como musicista a ajudou a moldar Queenie, que compartilha muito da vulnerabilidade que Alison transmitia em suas músicas: “Há uma maneira musical na fala e nos gestos de Queenie.”

Segundo Dan, o humor acrescentado no filme por ele bebe muito da fonte de clássicos do cinema mudo, inspirando-se em diversos ícones do cinema da década de 20 para realizar as cenas de comédia com Eddie Redmayne, especialmente na dupla O Gordo e o Magro. Atores como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Max Linder também serviram de inspiração.

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Sobre o futuro dos personagens, os atores revelaram já saber um pouco a mais – Rowling os contou -, mas não podem compartilhar. Para Alison, o encontro com Jo foi inspirador e como encontrar a rainha.

Em relação as continuações, Fogler disse que adoraria ver outro filme retornando aos Estados Unidos. Já Alison disse que é adorável que haja uma característica de mente aberta nos americanos que permitirá experiências interessantes ou engraçadas em Paris, como Jacob tentando se comunicar em francês.

Dirigido por David Yates e produzido por David Heyman, Animais Fantásticos e Onde Habitam chega aos cinemas brasileiros em IMAX e 3D hoje, 17. O filme marca a estreia de J.K Rowling como roteirista.