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Elenco de “Animais Fantásticos” fala sobre o diretor David Yates

Em entrevista ao Correspondente do Pottermore, o elenco de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” falou sobre como é trabalhar com o diretor David Yates, sobre sua personalidade gentil e sua familiaridade com o Mundo Bruxo de J.K. Rowling.

“Ele cria esse ambiente divertido onde – sim, estamos trabalhando em uma das maiores franquias do mundo – ele me faz sentir como se fosse um pequeno filme íntimo.” – Dan Fogler, inérprete de Jacob Kowalski.

Yates também dirigiu os últimos quatro filmes da série “Harry Potter”.

A tradução na íntegra da entrevista pode ser lida na extensão deste post.

As entrevistas de “Animais Fantásticos”: o elenco fala sobre o diretor David Yates
Correspondente do Pottermore

Traduzido por: Rodrigo Cavalheiro
Revisado por: Paola Galiano

O elenco de Animais Fantásticos e Onde Habitam fala para a Correspondente do Pottermore o que eles acham do diretor David Yates.
David Yates veste muito azul-marinho. Se está calor, ele usa um boné azul-marinho ou se está frio, uma touca azul-marinho. É assim que você consegue localizá-lo passando por uma multidão de figurantes vestidos de acordo com os anos 20 ou se abaixando através de carros de filmagem; o pequeno pedaço de azul-marinho. Você também consegue localizá-lo por sua maneira de andar. David não anda à toa no cenário: ele tem um propósito, animado. Ele é, em tudo o que faz, meticuloso e sutil.

“David tem um jeito tão adorável”, Eddie Redmayne me diz. “Ele tem uma bondade e calor incrível. Ele traz o melhor das pessoas à tona. Quando você é diretor de um filme desse, você faz malabares com tantos departamentos. É como se você tivesse que liderar essa grande navio.”

“Do ponto de vista de um ator, você pode ficar um pouco preocupado com tanta coisa acontecendo… o diretor estará focado em fazer com que as atuações estejam certas? O que é maravilhoso sobre David é que, por todo o caos, ele é o mais forte dos diretores de atuação. Eu aproveitei tanto sua companhia”.

Isso é óbvio quando você vê David no estúdio, com Eddie ou qualquer um de seus atores. Há alegria de verdade na sua maneira de dirigir que é contagiante, especialmente quando ele descreve o que ele tem em mente.

“Ele é um contador de histórias e muito descritível visualmente”, explica Alison Sudol, sorrindo. “Ele pode ver tudo e ele te faz sentir como uma criancinha ouvindo uma história de dormir quando ele fala sobre uma cena”.

“Ele é muito gentil com a gente. Ele nos dá muita liberdade e espaço… mas você sente a responsabilidade por causa da liberdade que lhe foi dada. Ele fica tipo “eu confio em você”. Ele é sempre maravilhoso, nunca aumenta o tom de voz… Ele sabe o que quer e é muito claro. Ele consegue a atuação que precisa, mas nunca é nada que não seja amável para isso”.

Parte de sua facilidade de trabalhar nesse filme em particular vem do fato de que David já trabalhou no mundo bruxo de J.K. Rowling. Como Katherine Waterston me conta, ele sabe o que está fazendo.

“O que faz tudo dar certo é sua fé no processo porque ele já fez isso antes”, ela diz. “Geralmente, quando estamos em um novo território, ficamos tipo: “Será que tem areia movediça na esquina? Será que tem lobos esperando pra atacar?” E ele fica meio: “Vamos virar à esquerda aqui, evitar a areia movediça”. Sabe, ele tem esse conhecimento e conforto neste mundo, mas não é preciosista com ele. Há algo de muito confortável nisso”.

David Yates consegue, pelo que parece, ser reconfortante e inspirador.

“Ele cria esse ambiente divertido onde – sim, estamos trabalhando em uma das maiores franquias do mundo – ele me faz sentir como se fosse um pequeno filme íntimo”, Dan Fogler me conta.

“Sabe, [David] tem essa energia. Ele tem um olhar maravilhoso e eu confio nele – ele sempre estará certo! Você acha que está sentindo alguma coisa e então você olha para a câmera e ele está te dizendo o que é melhor – e ele sempre está certo! Ele é um diretor de atores. É a melhor experiência criativa que eu já tive com um diretor. Aquele homem é um anjo em minha vida; ele mudou minha vida”.

De acordo com Ezra Miller, os talentos de David são quase sobrenaturais.

“Você deve saber que David Yates lê mentes”, ele diz, com firmeza. “Estou te dizendo que ele tem poderes telepáticos. A direção dele tem sido perfeita. Essa é a palavra. Ele está conectado com a criatividade do universo. Ele está na sua mente quando está dirigindo. Ele chega com esses olhos brilhantes, feliz como uma criança, e te diz exatamente o que fazer. Ele é uma alegria. Ele está sentindo exatamente o que precisa acontecer mas é suave como um pepino, porque ele sabe que você pode fazer aquilo e te mostra como”.

“Essa é uma história real”, Ezra continua. “Tem um pedaço que nós estávamos filmando onde é escuro e eu realmente preciso me apoiar em minhas experiências de vida, então estou pensando nesses acontecimentos durante a filmagem para chegar no lugar certo para Credence. Quando cortamos, David vem e seu único comentário é “Eu acho que ficou muito pessoal aqui. Isso foi muito Ezra e nós temos que voltar para Credence”. Eu te juro, ele tem poderes”.

Telepata, anjo, contador de histórias: com quem quer que seja que você fale sobre David, eles insistem no quão gentil ele é. Quando nos encontramos nos estúdios, eu pergunto se ele sabe de sua reputação.

“Eu acho que puxei da minha mãe”, ele sorri abertamente. “Sabe, é uma coisa tão divertida de se fazer, esses filmes. Nunca é estressante. E gentil? Como você pode não ser? Por que você não aproveitaria esse processo e o jogo que podemos jogar juntos? É tão divertido. É como ter nove anos de idade e alguém te dá um grande trem e diz “vá, se divirta”. E você se diverte. “E se lembre de trazer seus amigos preferidos pra brincar!”. O estúdio nos apoia, meu produtor é adorável, J.K. Rowling é adorável, meu elenco é adorável… Todos são muito gentis, também, então isso meio que funciona. É fácil”.

Ele balança seu chapéu azul-marinho modestamente, como se fazer um filme gigantesco como Animais Fantásticos fosse a coisa mais fácil do mundo. Talvez seja, se você comandar seu estúdio com gentileza e um pouco de telepatia. Talvez seja apenas uma alegria.