Seção Granger

Seção Granger: “Qualquer outro lugar”, de A. G. Howard

“Qualquer outro lugar” é o último livro da trilogia escrita pela autora A. G. Howard sobre Alyssa Gadner, “tataraneta de Alice Liddel, a menina que inspirou Lewis Carrol em sua obra mais famosa”. Na Seção Granger deste domingo, 17, a nossa newsposter Ana Luiza Constantino nos conta o que achou deste final.

“A narrativa, assim como nos dois volumes anteriores – ‘O lado mais sombrio’ e ‘Atrás do espelho’ –, continua bem descritiva. O leitor consegue visualizar os cenários e se encanta – o deste último livro é especialmente maravilhoso, devo dizer –, com aquele tom dos filmes de Tim Burton, mas de forma autentica. O mesmo pode-se dizer sobre o figurino e a construção de cada personagem.”

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Como se trata do último livro de uma trilpgia, o texto na íntegra pode conter spoilers do primeiro e do segundo volume. Caso você já o tenha lido ou não se importe, acesse a extensão do post para conferir a crítica.

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“Qualquer outro lugar”, de A. G. Howard
Resenha crítica por Ana Luiza Constantino

“Qualquer outro lugar” é o último livro da trilogia “Splintered”, que fala sobre Allysa Gardner, tataraneta de Alice Liddel, a menina que inspirou Lewis Carrol em sua obra mais famosa. No terceiro romance, Alyssa descobre que a sua ligação com o País das Maravilhas não provém apenas de seus ancestrais maternos, mas que a história de seu pai também é mais complexa do que parece. Dessa forma, inicia-se a última parte da aventura escrita por A.G. Howard, e então torna-se necessário que Alyssa escolha entre o País das Maravilhas e o que ele lhe oferece, incluindo o amor de Morfeu, ou o mundo dos humanos, junto de sua família, um futuro sonhado e o amor de Jeb.

A narrativa, assim como nos dois volumes anteriores – “O lado mais sombrio” e “Atrás do espelho” –, continua bem descritiva. O leitor consegue visualizar os cenários e se encanta – o deste último livro é especialmente maravilhoso, devo dizer –, com aquele tom dos filmes de Tim Burton, mas de forma autentica. O mesmo pode-se dizer sobre o figurino e a construção de cada personagem.

Com algumas reviravoltas não previsíveis durante “Atrás do espelho”, a narrativa deste perde pontos apenas por sua extensão. Infelizmente, ao tentar finalizar a história de forma que nenhum detalhe ficasse de fora ou até mesmo sem explicação, chega-se a um ponto em que a trama não avança. Demora-se muito para resolver um problema que, a meu ver, sequer é um problema e, mesmo que fosse, poderia ser solucionado sem tempestades em copos d’água.

O final é repentino, mas satisfatório: todos os problemas se resolvem, e a autora consegue dar aos leitores um término que satisfaz ambos os ships que surgiram durante a história.

416 páginas, Editora Novo Conceito, publicado em 2014.
Título original: “Ensnared”.
Tradução: Denise Tavares Gonçalves.

Ana Luisa Constantino é formada em Biblioteconomia pela UNESP e newsposter no Potterish.