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Preparadora de originais de “Harry Potter” compartilha a sua relação com a série

Trazer a série “Harry Potter” ao Brasil não foi um processo fácil para a Editora Rocco: J.K. Rowling e seus neologismos deram um trabalho imenso, e encantador, à tradutora Lia Wyler, que, em busca das melhores escolhas para a língua portuguesa, chegou até mesmo a trocar e-mails com a autora. Todo esse processo, feito sob a pressão natural de milhares de fãs, foi acompanhado por Mônica Martins Figueiredo, editora de produção de títulos estrangeiros da Rocco, que, em todos os sete livros, também atuou como preparadora de originais e compartilha, anos e anos após os livros terem chegado às livrarias, detalhes dos bastidores da produção.

“O livro mais trabalhoso, ao meu ver, foi o segundo, porque a princípio nós não sabíamos que seria uma série. Fazer o primeiro foi ótimo, mas a gente não pensava em um segundo.”


Para aqueles que não sabem do que se trata a preparação de originais no mercado editorial, ela é, em suma, uma revisão profunda e minuciosa do texto a ser publicado, na qual se verifica a sintaxe, a ortografia e a padronização de termos, além dos palpites em relação às próprias traduções e mais.

Caso você ame os bastidores, leia também algumas entrevistas (muito) antigas que fizemos com a tradutora Lia Wyler à época dos lançamentos dos livros:

Entrevista exclusiva com Lia Wyler (26 de julho de 2005);
Lia Wyler revela o título provisório do sétimo livro em entrevista ao Potterish (29 de dezembro de 2006);
Lia Wyler termina a tradução de “Relíquias da Morte” e comenta o processo (29 de setembro de 2007).