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POTTERMORE: Criando a Batalha de Hogwarts

Demos uma pausa na publicação das traduções dos artigos do Pottermore, mas as nossas equipe de tradução e transcrição não pararam de trabalhar e agora está na hora de voltarmos com os textos! Ontem, publicamos sobre como foi dar vida ao “Conto dos Três Irmãos” e, hoje, que tal sabermos como foi criar a Batalha de Hogwarts, ou seja, destruir os cenários para filmar as cenas épicas?

“‘Não foi apenas um caso de trazer caminhões de pedras e despejar todas no chão, tínhamos atores caindo sobre eles, correndo, por isso não poderiam ser pedras de verdade, pontiagudas’. Então, cada pedaço de entulho foi fabricado, individualmente, com isopor macio.”

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A tradução na íntegra pode ser conferida no modo notícia completa e, para conferir outros artigos, acesse este link.

Por trás dos cenas: criando a Batalha de Hogwarts


Traduzido por: Bibiana Branco em 07/10/2015.
Revisado por: Juliana Martins em 10/10/2015.

Como foi para os criadores da inacreditável Hogwarts precisar destruir seu trabalho para filmar a épica batalha?

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Extraído de “Harry Potter das Páginas para a Tela – A Jornada Completa das Filmagens”

Para o último filme, Stuart Craig, o homem que concebera Hogwarts, teria que destruí-la.

“Quer você esteja construindo ou demolindo”, explica, “a imagem ainda tem que ser forte. Havíamos passado anos transformando Hogwarts em uma estrutura visual icônica. E agora eu tinha que redesenhar a construção como um prédio em ruínas, com alguns buracos”.

As áreas que seriam danificadas durante a Batalha de Hogwarts, o Salão Principal, o pátio, telhados e paredes, ainda precisavam ser reconhecíveis entre as pedras quebradas e vigas carbonizadas.

“O combate final entre Voldemort e Harry no pátio em ruínas, em frente à escola, com o sol nascente por trás deles e a fumaça vista através das paredes em escombros é eficaz emocionalmente”, afirma. “Foi um grande desafio, mas muito agradável”.

Como costuma acontecer no cinema, a batalha e a destruição de Hogwarts foram programadas para serem filmadas antes de quaisquer cenas que acontecem na escola ainda intacta. Portanto, Barry Wilkinson, chefe do departamento de objetos de cena, e sua equipe tiveram que construir cada pedaço dos destroços espalhados pelo castelo e depois remover tudo para que o set pudesse readquirir sua configuração original.

Para a versão destruída, Wilkinson explica, “não foi apenas um caso de trazer caminhões de pedras e despejar todas no chão, tínhamos atores caindo sobre eles, correndo, por isso não poderiam ser pedras de verdade, pontiagudas”.

Então, cada pedaço de entulho foi fabricado, individualmente, com isopor macio.

Para superar as limitações de contar apenas com cenas filmadas do set destruído de Hogwarts, a equipe de efeitos visuais havia começado a construção de uma versão virtual da escola em 2008.

“Sabendo o que aconteceria no último livro, nós fomos com tudo”, fala Tim Burke, supervisor de efeitos visuais. “Digitalizamos o modelo que tinha evoluído desde o primeiro filme. Texturizamos todos os lados do prédio e os interiores para que pudessem ser vistos pelas janelas e depois construímos uma versão destruída da escola”.

“Se tivéssemos apenas uma Hogwarts não digital para trabalhar, teríamos que filmar e ficaríamos presos ao que estava no vídeo. Em vez disso, conforme David Yates continuava a desenvolver o fluxo e a estrutura de sequência, fomos capazes de fazer mudanças rapidamente ou visualizar novos conceitos e ideias. Tínhamos essa miniatura digital com a qual poderíamos fazer qualquer coisa”.