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Potterish assiste “Who Killed Nelson Nutmeg?”, estrelando Bonnie Wright

Tivemos o prazer de assistir com exclusividade de imprensa o filme “Who Killed Nelson Nutmeg?” (“Quem Matou Nelson Nutmeg?”, em tradução literal), estrelando Bonnie Wright (Gina Weasley), e hoje trazemos a vocês a nossa crítica ao longa-metragem, escrita pela nossa tradutora-chefe e estudante de Cinema, Marina Anderi.

“É certamente difícil fazer um filme infantil. É necessário um enredo interessante, como todo filme precisa, equilibrado com um humor infantil. O problema é que, obviamente, filmes infantis são dirigidos por adultos e esses tendem a ver crianças como unidimensionais, tornando o filme bobo e cheio de gags que não funcionam. Felizmente, não é isso que acontece aqui nesse filme de Tim Clague e Danny Stack.”

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WHO KILLED NELSON NUTMEG?
Potterish assiste ao filme com exclusividade

Crítica por Marina Anderi

Em um acampamento de verão, quatro crianças se dizem crescidas demais para participar das brincadeiras promovidas pelo local, principalmente envolvendo seu “dono”, um (ser humano fantasiado de) esquilo chamado Nelson. Porém, quando a mais velha do grupo, Billie (Loretta Walsh) decide ir a uma festa de adultos e logo é expulsa, ela vê Nelson caindo de um morro e depois sendo queimado. Um mistério, então, cai no colo do grupo: quem matou Nelson?

É certamente difícil fazer um filme infantil. É necessário um enredo interessante, como todo filme precisa, equilibrado com um humor infantil. O problema é que, obviamente, filmes infantis são dirigidos por adultos e esses tendem a ver crianças como unidimensionais, tornando o filme bobo e cheio de gags que não funcionam. Felizmente, não é isso que acontece aqui nesse filme de Tim Clague e Danny Stack.

Há um estabelecimento claro da personalidade das crianças e elas não são tratadas como idiotas. Como a narrativa os acompanha o tempo todo, pode-se dizer que não são julgadas pela investigação que pretendem fazer e ela não é levada como besteira. É importante para eles, portanto deveria ser visto como importante pelo espectador.

É ao apostar na força das crianças e na fase pela qual estão passando é que o filme realmente acerta. Trata dessa fase da pré-adolescência, em que não se é levado a sério, mas leva a si mesmo sério, ao mesmo tempo em que ainda carrega a inocência da infância e tenta negá-la.

É engraçado, então, que os ridicularizados no filme sejam os adultos. Não porque são tolos, mas porque são vistos pelas crianças da mesma forma que elas são vistas por eles: como empecilhos. A personagem de Bonnie Wright, Diane, não tem nenhum momento de crueldade, exceto sua apresentação, que parece mais uma personificação de como uma criança vê um adulto desconhecido em posição poder do que realmente como ela é. Sua atuação justifica bem o que se descobre ao final do filme.

É, por fim, um filme divertido. Torce-se por seus personagens principais. A cena em que entrevistam outros hóspedes do acampamento, filmando como se fosse um interrogatório, é bem divertida e soma ao apresentar melhor as crianças que por ali ficam, além de ser uma ótima sátira de qualquer filme genérico de investigação.

Com todo o carisma do elenco infantil e adulto, com destaque para The Colonel (Hattie Gotobeg) – que vive uma personagem que faz o que quer independente dos padrões sociais -, é um ótimo filme para a família. E um ótimo filme de análise da transição da infância para a vida adulta.

Veja também uma entrevista com Bonnie Wright sobre o filme neste link.