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Vai ter Copa (de quadribol?)

Na próxima quinta começa a primeira Copa do Mundo de futebol no Brasil em mais de sessenta anos. O brasileiro, que tradicionalmente já gosta muito desse evento, terá a oportunidade de assisti-lo em estádios construídos bem aqui, no nosso país.

Aproveitando a oportunidade de tão grandioso evento, Juliani Flyssak aproveita este espaço para requerer ao nosso Ministro da Magia (quem será ele?) trazer a Copa Mundial de Quadribol ao Brasil. O que você acha disso?

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Por Juliani Flyssak

A Copa aqui no Brasil é que nem fazer uma festa em casa: tem que se preocupar com os convidados, o lugar que eles vão ficar, com a decoração, mas, enfim, nessa altura do campeonato não adianta choro nem vela, vai acontecer. Agora o que nos resta, é esperar e ver no que vai dar. Mas, que tal trazer para cá a Copa Mundial de Quadribol? Motivos? Vou falar alguns.

A primeira justificativa é que o Brasil não é tão conhecido no ramo de quadribol. Seria uma ótima oportunidade de nos lançar nesse esporte até mesmo nas escolas, já que aqui só jogamos o trancabola. Para você ter noção, a última vez que chegamos às quartas de final foi no século passado. Tá na hora de trazer o evento pra cá e fazer as arquibancadas tremerem e colocar um pouco de medo nos adversários. Com isso, é claro que iria ser muito mais divertido assistir aos jogos. Talvez, ia até valer a pena pagar caro para ver as seleções européias, principalmente a Irlanda.

Outro motivo que causaria muitos ataques de coração, é simplesmente o fato de ver vassouras voando. E mais: já imaginou presenciar assistir um Hawkshead Attackig Formation ou um Sloth Grip Roll? Com certeza é mais legal do que ver um gol de bicicleta, de letra ou qualquer outra coisa do gênero.

É preciso lembrar também que o Brasil tem péssimos campos de quadribol. Todos eles são dignos de uma bela reforma, não acham? Mais uma vantagem seria que os aeroportos não iriam precisar de reformas, no entanto nossas Redes de Flu tem muitos problemas e nossas chaves de portal sempre estão em lugares inconvenientes. Melhorá-los ia agilizar a vida dos bruxos brasileiros.

Também não íamos ficar amarrados no padrão Fifa. Imaginou o alívio? Mas alívio mesmo era que e Galvão Bueno não ia narrar uma única partida da quadribol, quem poderia fazer isso seria o Lino Jordan, é muito mais emocionante, não acham? Quem iria estar cobrindo toda a Copa provavelmente seria o Profeta Diário, com certeza não seria Rita Skeeter, mas outro jornalista com bagagem o suficiente para não precisar ir atrás de fofocas, admito que não gosto das opiniões de Skeeter.

Famílias muito famosas iam desembarcar por aqui, a família Potter, por exemplo. Poderíamos ter chances de pelo menos ter um autógrafo do menino (agora, homem) que sobreviveu. E a família Weasley? Acho que quando eles aparecessem, o jogo perderia uma boa parte da atenção.

Acampar nas redondezas dos estádios, claro, com aquelas barracas incríveis, com certeza deixariam as famílias muito mais unidas. A estadia sairia muito mais barata do que ficar em um hotel no Rio de Janeiro. Ou seja: muito mais gente teria a oportunidade de presenciar esse evento.

Outro ponto a ser lembrado, é a própria história do quadribol. A primeira pessoa que escreveu sobre isso foi Trude Keddle, que tinha um diário e contava que tinham meninos que todos os dias importunavam ela. Palavras da senhora Keddle “os idiotas com vassouras jogavam outra vez. Têm uma bola nova que atiram uns para os outros e tentam acertar em troncos de cada lado do brejo”. O chato é que nessa época eles usavam como pombo de ouro o Golden Snidget que é um pássaro. O Conselho de bruxos até pensou em proibir o esporte. Porém, Bowman Wright, apaixonado por metais, inventou ma solução: inventou o pomo de ouro que conhecemos hoje. A história do futebol, bem, não é tão legal e ponto.

Enfim, são muitas as vantagens de trazer a Copa Mundial de Quadribol. Aposto que você viu outras vantagens, escreve pra gente nos comentários. Vamos tentar trazer esse evento para o Brasil, divulgar esse esporte pouco valorizado em terras tupiniquins!

Juliani Flyssak mandou avisar que, enquanto não temos quadribol, ela está enfeitando sua casa de verde e amarelo para o futebol mesmo. Vai Brasil!