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Sua mãe é tão gorda que o patrono dela é um bolo

Não nos cansamos nunca de lembrar os fatores que tornam Harry Potter uma obra peculiar e não-convencional. Há quem se dedique, mesmo em obras acadêmicas, a tentar descobrir fatores psicológicos que levaram uma simples série de livros a conquistar toda uma geração.

Gabriela Lutfi não escreveu uma tese sobre, contudo, arrisca um palpite na coluna de hoje: a imensa quantidade de sentimentos que J.K. Rowling inseriu em sua obra. Amizade, amor, escárnio, drama, tudo isso está presente na série que todos nós amamos, e graças a essas sensações, rimos, choramos, ficamos com raiva (lembram da Umbridge?). Não se esqueça de dar a sua opinião ao finalizar a leitura!

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Por Gabriela Lutfi

Eu não sei vocês, mas eu amo dar risada! Tem coisa melhor que isso no mundo? Ok, tem (comida, por exemplo), mas vamos deixar isso de lado por enquanto.

No mundo mágico, dois grupos de alunos (na verdade um grupo e uma dupla!) saltam aos olhos em se tratando de humor. Os marotos e nossos gêmeos favoritos foram os grandes responsáveis por adicionar humor neste mundo, que seria completamente sombrio caso contrário. Juro. Sem esses personagens, os livros seriam uma choradeira sem limites. Querem ver?

Eu tenho opiniões bem fortes com relação aos sentimentos que dominam os livros. Vamos começar pelo centro de toda a história: o medo. Essencialmente, e como podemos ver com mais clareza nos últimos livros, o medo é um sentimento bastante presente. Medo da guerra, de Voldy, dos comensais da morte, medo de perder as pessoas (uma das cenas que mais me lembro é do trio ouvindo o rádio para saber se algum ente querido estava morto/desaparecido).

Depois do medo, vem a amizade. Olha que lindo. A amizade entre o trio, entre todos os demais alunos da escola, com os adultos, a relação mútua de confiança. Ok. Mas com a amizade entre eles, também vêm as brigas, o ciúmes, todo o drama que normalmente acompanham os anos adolescentes de qualquer um. Então essa coisa linda também tem seu lado sombrio.

Tem o romance também, que fazem as meninas surtarem e os meninos passarem as folhas apressados enquanto suas bochechas ficam coradas (não tentem me enganar). Todo mundo já sabia, desde o começo, que Rony e Hermione ficariam juntos, certo? Certo. O que ninguém sabia era que ia ter todo aquele drama com Lilá Brown, a maluca que namorou Rony por um tempo. Meu ponto é: isso também deixa as pessoas tristes.

Mas os Marotos e os gêmeos? Uau. Tem coisa melhor do que fazer os outros rirem? Tudo bem que os marotos infelizmente não estavam mais presentes quando acompanhamos a saga de Harry, mas quem não se divertiu com as lembranças das peças que eles pregaram pela escola? Snape que me perdoe, mas devemos admitir que os marotos eram geniais.

Já os gêmeos, o que mais precisa ser dito? Apesar de serem brincalhões, podemos perceber que grande parte do que eles fazem é para animar as outras pessoas. Alguém se lembra de quando eles fizeram um pantanal em um dos corredores de Hogwarts? Ou quando eles lançaram fogos de artifícios no salão comunal durante os exames? Já ouvi gente falando que eles não levavam as coisas a sério e que muitas vezes atrapalhavam a história. Se agressão fosse permitida, eu a teria praticado nesse momento. Porque sério, quem fala isso não entende a beleza da situação. Os gêmeos e os marotos foram parte essencial nos livros. Como estaria a moral de todos se eles não tivessem tempo para brincadeiras? Se passassem todos os dias se remoendo por causa de todas as coisas ruins que aconteceram?

Muitos de vocês podem se perguntar qual é meu objetivo com essa coluna relativamente aleatória. Meu ponto é: as piadas são minha parte favorita dos livros inteiros. Não são os momentos mais memoráveis, mas são os que dão liga para a história. Já perdi a conta de quantas vezes tive que parar de ler para dar uma boa risada. Também perdi a conta de quantas vezes fechei o livro para chorar. Mas imagina se eu ficasse chorando sempre? Ia ser tão emocionalmente exaustivo que eu provavelmente iria demorar eras para terminar de ler a saga.

As piadas presentes nos livros também mostram que nossa rainha tem um ótimo senso de humor. Certa vez, li um artigo de uma autora que eu realmente admiro, e ela disse: qualquer um pode escrever uma cena triste, uma cena de romance, uma cena de glória. Mas só quem realmente é inteligente e engraçado pode escrever um personagem inteligente e um personagem engraçado. Porque as pessoas podem fingir estarem tristes, mas ninguém pode fingir ser inteligente, e ninguém sem senso de humor pode escrever uma boa piada.

Pois é. Rowling é uma das pessoas mais versáteis do mundo! Por isso seus livros são encantadores. Eles atingem a todas as pessoas. Em especial a mim, que adoro fazer piadinhas (quanto mais sem graça melhor! Haha)

E vocês? Vão me dizer que não morreram de rir quando os gêmeos prometeram trazer uma tampa de uma das privadas de Hogwarts?

P.S.: Sua mãe é tão fedida que Dobby rejeitou a meia dela.

A Gabi acha que comer é melhor que dar risada. Eu também acho, mas incluiria dormir nessa conta.